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Diário britânico registra fracasso de favoritos nas Olímpíadas: Acorda, Brasil


09/08/2012 - 21h36

Aroma do café acorda os brasileiros enquanto eles se preparam para sediar as Olimpíadas de 2016

Paul Newman, 08.08.2012, no diário britânico Independent

Não foi o tipo de comportamento que agrada aos fãs, particularmente quando você vem de uma Nação doida por esportes que vai sediar as próximas Olimpíadas.

Fabiana Murer, que no ano passado se tornou a primeira campeã mundial de atletismo do Brasil, quando venceu a prova do salto com vara no Campeonato Mundial em Daegu, era uma das favoritas do país para ganhar o ouro mas não conseguiu nem mesmo chegar às finais — e culpou o vento por sua saída prematura.

Murer abortou sua última tentativa, que poderia tê-la levado à final, dizendo que as condições do vento eram “muito perigosas”. A avalanche de críticas que se seguiu foi resumida por Gustavo, um ex-jogador de vôlei que ganhou medalhas de ouro e de prata em Olimpíadas. Ele disse no twitter que Murer não tinha demonstrado “espírito olímpico” e que “qualquer sacrifício é válido para vencer representando seu país”.

O fracasso de Murer não foi a única decepção para os anfitriões de 2016. Cesar Cielo, atleta do ano no Brasil em 2008 e 2009, era favorito nos eventos de 50 e 100 metros livres nas piscinas, mas teve uma performance abaixo da esperada em ambos. Teve de se contentar com o bronze nos 50 metros, nos quais ele era o campeão e detém os recordes mundial e olímpico, e ficou em sexto nos 100 metros, nos quais ele detém o recorde mundial.

Maurren Higa Maggi, campeã olímpica do salto em distância em 2008, não chegou às finais, assim como Leandro Guilheiro, a grande esperança no judô, enquanto as equipes de vôlei e vôlei de praia do Brasil dominaram as competições da forma como sempre fizeram no passado.

[O vôlei de praia masculino brasileiro ainda não tinha perdido a final para a Alemanha]

Houve histórias de sucesso, no entanto, com Arthur Zanetti e Sarah Menezes se tornando campeões olímpicos na ginástica e no judô, respectivamente. Zanetti, que ganhou o ouro nas argolas, é tido como o possível rosto dos jogos de 2016 — o equivalente para o Rio de Jessica Ennis — enquanto Menezes ficou famosa por ser a primeira medalhista de ouro do Brasil em 2012 e a primeira campeã olímpica brasileira no judô feminino.

Será uma surpresa se não houver mais sucesso. Emanuel Rego e Alison Cerutti, campeões mundiais de vôlei de praia, estão na final desta noite, enquanto o time de futebol masculino — que, de forma bizarra, nunca conquistou medalha de ouro — é favorito para derrotar o México na final de sábado.

Ainda assim, até o final desta tarde o Brasil ocupava a modesta vigésima terceira posição no quadro de medalhas, com apenas dois ouros, uma prata e seis bronzes. Para um país com tal pedigree esportivo e tão grande — com 193 milhões de habitantes, é a quinta nação mais populosa do mundo, depois da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia — o Brasil tem tipo uma surpreendentemente modesta história nas Olimpíadas, com a maior parte do sucesso do passado obtido no iatismo e no vôlei.

Em Sydney, 12 anos atrás, o Brasil terminou em quinquagésimo segundo e não ganhou uma única medalha de ouro. Melhorou para décimo sexto em Atenas 2004, com um total de 10 medalhas (inclusive 5 ouros) e foi vigésimo terceiro em Beijing em 2008, com 15 medalhas, mas apenas três ouros.

Tendo conquistado o direito de sediar os jogos de 2016, o Brasil dobrou seu orçamento para preparar atletas para Londres 2012, mas os frutos do investimento ainda não foram vistos e fazem a meta do país para 2016 parecer muito ambiciosa. O Comitê Olímpico Brasileiro tem como objetivo ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas, o que significa ganhar cerca de 30.

De olho em 2016, os brasileiros trouxeram para Londres 16 atletas de um amplo leque de esportes, que não se classificaram para competir mas são considerados boas apostas para o Rio e estão tendo exposição completa à experiência olímpica.

Essa equipe é pequena diante do grande número de autoridades do esporte brasileiras que estão aqui. Os organizadores da Rio 2016 trouxeram 152 observadores com o objetivo de aprender com a experiência de Londres, enquanto há outras 51 autoridades do governo estudando questões como a da segurança. Como Londres, o Rio 2016 vai usar muitas instalações já existentes. Quando o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos Panamericanos de 2007, muito foi feito já pensando em futuros Jogos Olímpicos. O principal estádio de atletismo, por exemplo, foi construído com capacidade para 45 mil pessoas, mas com possibilidade de expansão para 60 mil.

Os que fazem campanha para mudar o nome do estádio provavelmente vão se decepcionar. Ele é chamado Estádio João Havelange em homenagem ao legendário cartola, que subsequentemente, se soube, recebeu pagamentos ilegais de uma empresa que vendia direitos de transmissão da Copa do Mundo. Autoridades insistem: o nome vai ficar.

O icônico estádio do Maracanã, onde vão acontecer as cerimônias de abertura e encerramento e a final do futebol, está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014, enquanto o Sambódromo, casa do Carnaval do Rio, vai sediar as competições de arco e flecha e a largada e a chegada da maratona de 2016, depois de ter sido reaberto em fevereiro deste ano.

Quase metade das sedes de competições de 2016 já existem, enquanto outras 25% serão abrigadas em estruturas temporárias. As demais serão novas. O trabalho de construção do Parque Olímpico, que não inclui os estádios João Havelange e Maracanã, começou no mês passado, e os empreiteiros vão começar a trabalhar em quatro aglomerados olímpicos em Deodoro no ano que vem.

Haverá dois novos esportes olímpicos nos jogos de 2016 — rugby e golfe. Uma companhia baseada na Pensilvânia foi selecionada para construir o campo de golfe, mas o trabalho só deve começar em dois ou três meses.

O discurso oficial sobre os preparativos para 2016 é que tudo vai bem. No entanto, não parece haver certeza. “Só as autoridades dizem que está tudo certo para 2016”, diz um veterano jornalista brasileiro. “Essas pessoas sabem que temos muito a fazer quanto à preparação de atletas e das sedes olímpicas”.

Leonardo Gryner, presidente do comitê organizador de 2016, admite que acomodações e transportes serão os maiores desafios. Mais hotéis estão em construção, mas o número de apartamentos está abaixo do exigido e uma vila olímpica extra pode ter de ser construída.

Uma nova linha de metrô está em obras, enquanto a revitalização do distrito portuário pode ser um dos maiores legados que a cidade terá depois dos jogos. Questões legais causaram atraso em construções e tem havido críticas sobre a forma como milhares de famílias, especialmente em bairros mais pobres, foram expulsas de suas casas por causa de projetos olímpicos.

O Comitê Olímpico Internacional alertou que os prazos estão vencendo e que os organizadores do Rio tem muito a fazer, mas Gryner insistiu: “O tempo é um adversário mas também está ao nosso lado. Vamos passar por suadouros, mas isso é normal. Estamos dentro dos prazos e de acordo com o planejado”.

O orçamento inicial de infraestrutura para 2016, que é de responsabilidade de autoridades federais, estaduais e da cidade do Rio, é de U$ 11,6 bilhões (7,4 bilhões de libras), menor que o de Londres 2012 (9,3 bilhões de libras). Há também um orçamento operacional de U$ 2,8 bilhões (cerca de 1,8 bilhão de libras), que os organizadores pretendem obter privadamente através de patrocínios, vendas de ingressos e outras fontes. No entanto, os números finais ainda não foram acordados.

Na cerimônia de encerramento, domingo à noite, Boris Johnson, o prefeito de Londres, vai entregar a bandeira olímpica para Jacques Rogger, presidente do Comitê Olímpico Internacional, que por sua vez vai passá-la a Eduardo Paes, o prefeito do Rio de Janeiro. Ele terá quatro anos de muito trabalho pela frente.

PS do Viomundo: Os britânicos estão certamente embriagados com o desempenho de seus próprios atletas, com 25 medalhas de ouro em um total de 52. Ajuda a esconder a decadência relativa do país no cenário internacional.

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77 comentários

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Luís Carlos

12 de agosto de 2012 às 11h47

Apesar de algumas quedas, sem duvida terminamos nossa melhor participação nas olimpíadas em todos os tempos. Algumas federações deverão rever suas metas e objetivos, além de seus métodos, entre elas atletismo, esportes aquáticos e, claro a fracassada, preconceituosa e sem credibilidade CBF. Por outro lado, muitos sucessos foram alcançados. Judo, boxe e ginastica saem muito fortalecidos, além do vôleii que sem duvida orgulha a todos nos. Sugiro, de uma vez por todas, mudarmos o chavão mentiroso de que somos o pais do futebol para o pais do voleibol, afina foram 4 medalhas na modalidade. Além de termos. Maior número de medalhas em olimpíadas nessa edição, continuamos avançando no enfrentamento a machismo nomeações brasileiro. Nossas atletas continuam alcançado o podiam e medalhas, como não faziam antes dos anos 2000 ( com exceção até então da medalha de jaquetões e Sandra em Atlanta). Temos muito para fazer ainda nesse sentido, mas enfrentar o machismo, um dos maiores flagelos da humanidade ao lado do racismo e outros absurdos, e um dever e o esporte tem forte papel a jogar nesse objetivo. Parabéns a todos nossos atletas da delegação brasileira.

Responder

    Luís Carlos

    12 de agosto de 2012 às 11h50

    Decuplem pelos erros de digitação.

    Marcelo de Matos

    12 de agosto de 2012 às 12h53

    Não dá para ficar contente, nem aplaudir a 21ª colocação nas olimpíadas de Londres. Aqui vamos dar vexame de novo? Os dirigentes do COB, como o Carlos Alberto Nuzman, eternizados nos cargos, têm os salários pagos com dinheiro público. Como o COB é uma entidade privada eles não estão obrigados a divulgar seus salários, ao contrário do que agora ocorre com os funcionários públicos. Esquisito, não?

    Luís Carlos

    12 de agosto de 2012 às 14h32

    Marcelo, não bato palmas para o COB, nem para Nuzman. Concordo com você sobre a eternizarão de dirigentes de entidades esportivas. Isso faz muito mal ao esporte brasileiro. Também sobre a falta de transparência dessas entidades. Mas não concordo com o que chamas de “vexame” desqualificando os resultados alcançados, alguns, de forma brilhante, como no caso do vôlei, judo e boxe, por exemplo, ou mesmo no handebol que se percebe nítido crescimento, mesmo sem medalha. Inegavelmente essa foi a melhor colocação do Brasil nos jogos, em todas as edições. Não reconhecer isso é não se permitir leitura histórica, e tudo isso, melhor colocação, maior participação das mulheres nas medalhas conquistadas, etc, apesar de dirigentes e gestões nada transparentes em entidades esportivas e, apesar da pobre, conservadora, preconceituosa e preguiçosa mídia esportiva brasileira, que, salvo raras exceções ( cito o jornalista Álvaro José entre as exceções) não estudam sobre esportes, seja resultados, regras, história, treinamentos, etc. Vivem exclusiva e preguiçosamente da monocultura do futebol masculino e legitimam a pratica torpe da CBF.

Marcelo de Matos

12 de agosto de 2012 às 11h25

A Dilma falou que gostamos de medalhar nos esportes coletivos, mas, temos de nos aplicar mais nos esportes individuais. Vamos ver se levam adiante essa idéia. Se investirmos mais nos esportes individuais o retorno será muito maior. O boxe com pouco investimento trouxe 3 medalhas. Futebol e vôlei, como todo o investimento que tiveram, não fizeram muito. Se investirmos esse dinheiro no boxe, atletismo, tiro, arco e flexa, esgrima, natação, o retorno será muito maior.

Responder

    Luís Carlos

    12 de agosto de 2012 às 15h08

    O vôlei não fez muito? Quatro medalhas e 6 possíveis sendo 1 de ouro ( bi campeã olímpica a seleção feminina) 2 de prata e 1 de bronze não é muito? somente se ganhar todas??? Esse tipo de desqualificação é que não dá para aceitar. É o ” tudo ou nada” e parece que 4 medalhas em 6 possíveis é nada para algumas pessoas. Lamentável! Lembro quando não ganhávamos nada no vôlei e hoje o Brasil está em todos os pódios possíveis no vôlei e isso é ” não fazer muito”? Reitero meu aplauso ao vôlei brasileiro que deu show em Londres e aos demais atletas brasileiros que ganharam medalhas, melhoraram suas marcas, bateram recordes (tivemos 3 maratonista entre os 13 melhores da olimpíada ). Vocês são modelo para nós, nossas crianças e adolescentes. Aproveito para parabeniza o técnico José Roberto Guimarães pela conquista histórica e única em todo o mundo ( tri campeão olímpico, duas pelo feminino e uma pelo masculino) e pelo agradecimento a todos professores de educação física desse país. Apesar do governo federal ter aumentado enrimaste os investimentos no esporte com diferentes ações, ainda vemos a iniciativa privada tímida, para dizer o mínimo e a grande mídia esportiva não Arlindo espaços Paraná cobrir/divulgar/apoiar modalidades olímpicas e o esporte feminino. Há grande passivo histórico com demanda reprimida no esporte feminino. Apesar de todo conservadorismo e machismo que ainda vigora, nossas atletas têm ampliado o número de medalhas a cada edição dos Jogos. Para continuar avançando é necessário continuar investido em estrutura, divulgação, etc. O mesmo raciocínio de Esquiva Falcão comparando resultados do boxe e do futebol com os recursos disponíveis para amos, pode e deve ser feito entre a cobertura da mídia esportiva para o esporte masculino e o disponibilizado para o esporte feminino e os resultados alcançados por nossos homens e mulheres. Apesar da baixíssima cobertura e espaço dado pelo PIG esportivo ao esporte feminino, proporcionalmente os resultados das mulheres são melhores. Será que o PIG esportivo fará sua parte ou continuará escondendo o esporte feminino por puro preconceito e intolerância.? Como canta Chicote Buarque ” Apesar de você amanhã há de ser outro dia…”.

Tomudjin

12 de agosto de 2012 às 08h32

A maioria dos atletas se queixam de não terem apoio financeiro, seja governamental ou de empresas privadas.
O problema é que, quando um atleta consegue deixar de ser amador e passa a ser um atleta profissional, o desejo de dançar o “tchu,tchu,tchá” torna-se maior do que o prazer de defender o País.

Responder

Marcelo de Matos

11 de agosto de 2012 às 23h23

Vejam o que declarou o boxeador Estiva: “Em 2012 posso dizer que a família Falcão superou o futebol, com todos os milhões do futebol. Ficamos na frente no quadro de medalhas”, afirmou Esquiva, em menção ainda ao bronze do irmão Yamaguchi na categoria meio-pesado (até 81 kg). “Se você ver, o futebol dá menos medalha do que outros esportes. O boxe precisava ter mais apoio, assim como a esgrima, o judô. A gente se igualou ao futebol com a mesma medalha, vale a mesma coisa. E os atletas do futebol ganham milhões”. Além de Esquiva e Yamaguchi, Adriana Araújo também conquistou uma medalha para o país no boxe de Londres. A pugilista da Bahia ficou com o bronze na categoria até 60 kg, na edição que marcou a estreia das mulheres na modalidade.

Responder

    Luís Carlos

    12 de agosto de 2012 às 12h01

    Concordo com ele. Isso exemplifica muito bem a péssima distribuição de renda que tem o segmento esportivo brasileiro. Enquanto o futebol consome milhões sem quase nenhum resultado pratico, outras modalidades com “migalhas” comparado aos recursos do futebol apresentam resultados excelentes. Uma das grandes responsáveis por essa enorme distorção e concentração de renda é a mídia esportiva brasileira que reforça a mono cultura esportiva estéril e fracassada tendo o futebol masculino como sua bengala. Isso também se deve a preguiça desse setor em estudar e se especializar, e é claro ao forte preconceito e conservadorismo. A mídia esportiva nao gosta de esporte feminino e não tem cultura esportiva, apenas futebolística ( masculina é claro). Amam a violência com o vale tudo e desprezam a pluralidade. Amam a mediocridade e desprezam a superação de homens e mulheres que lutam contra a falta de oportunidade e concentração de renda. Bajulam o futebol endinheirado e medíocre e fecham as portas para modalidades olímpicas, especialmente para mulheres.

souza

11 de agosto de 2012 às 20h57

eu concordo com o diário britânico, afinal chegar numa olimpíada e ganha uma medalha de ouro é coisa muito fácil.

Responder

Fernando

11 de agosto de 2012 às 20h13

Alguém aqui sabe quanto as empresas privadas que ganham muito dinheiro no Brasil investem na formação de atletas? Falo da Vale, Tim, Telefonica, ITau, etc…..

No final das contas só o Bco do Brasil, Caixa e ELetrobras investem todos os anos.

Na epóca dos jogos todos fazem propaganda na TV dizendo estarem juntos com os brasileiros.

No mais eles organizam corridas aos domingos ao redor do parque do Ibirapuera.

Responder

Francisco

11 de agosto de 2012 às 18h34

Chega desse negócio de dizer que o Brasil não investe em esporte. Eu pago impostos e, portanto, invisto dois SM por mês (no mínimo) para cada membro da delegação brasileira! É dinheiro que gasto com MUITO gosto, mas que me faz falta. Num país que ainda conhece a miséria e a falta de posto médico é uma bela soma…

É preciso definir se queremos ser uma nação de medalhas ou uma nação desportiva. Os EEUU têm uma penca de medalhas e são campeões mundiais de obesidade mórbida(!). No Brasil imitamos eles e nos concentramos em esportistas de ponta e nos tornamos crescentemente obesos, ou seja: um dia “chegaremos lá”! Uma elite medalheira e um povo pançudo.

Fico besta de ver um monte de pançudo reclamando de atleta X ou Y que não atinge a meta! Gosto (adoro) medalhas e recordes, mas precisamos estabelecer AS NOSSAS prioridades.

Outro detalhe importante é que as olimpíadas são uma competição entre atletas e não entre países. O vôlei feminino ganhou o ouro depois de um altíssimo investimento em doze (doze!) atletas. No quadro de medalhas, teremos uma única medalha (uma!), embora tenhamos doze (doze!) super-atletas. Como pode?

Pode por que a cultura esportiva dos EEUU e norte da Europa é baseada nos esportes individuais e a nossa, entre a de outros países, é baseada nos esportes coletivos. Resultado: pela conta dos gringos (e via mídia, a conta deles sempre prepondera), eles sempre ganham (embora pançudos) e nós sempre perdemos no quadro geral.

Fazendo a conta direito, devemos estar em cerca de décimo lugar no computo geral de medalhas. A intenção de Coubertain foi traída pela paranoia medalhista da Guerra Fria entre EEUU e URSS!

Por fim, ganhamos menos medalha que Cuba sim, mas mais que tr~es quartos dos países do mundo. Tá bom demais! Até porque, frevo, capoeira e trio elétrico ainda não são modalidade olímpica e nessas era tiraria de letra.

Responder

    Noé

    11 de agosto de 2012 às 20h22

    O que o Francisco diz contém uma grande verdade: “as olimpiadas é feita de esportes praticados (e criados) pelos gringos (Europa e EEUU) há muito tempo. Nós tivemos de aprender e jogar o jogo deles. Veja o caso do basquete e vôlei, por exemplo, que no Brasil não tem tantos adeptos assim. O tiro ao alvo, arco e flecha, tênis de mesa, e outras banalidades esportivas nem se fala por aqui. Ora, assim é fácil ganhar um porre de medalhas. O dia que a AL e a África inserir os seus jogos nas olimpiadas, os gringos vão babar.

lulipe

11 de agosto de 2012 às 12h59

Mais uma vergonhosa atuação de Neymar e Cia.Vamos perder a copa e as olimpíadas em casa!!!E viva o Brasil…

Responder

José Maria Pimenta

11 de agosto de 2012 às 06h31

Qualquer crítica dos ingleses deve ser encarada com muitas ressalvas. Ainda mais no instante em que o Brasil superou o PIB da Inglaterra o que gerou muito despeito e inveja dos ingleses. Esse despeito é muito mais intenso na Inglaterra em virtude de sua notória decadência política e econômica, após a falência de seu império….

Responder

    Marcelo de Matos

    11 de agosto de 2012 às 13h38

    Se qualquer jornal estrangeiro fizer críticas ao desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Londres não devemos encarar como despeito. A Inglaterra ocupa o 3º lugar enquanto ocupamos o 26º. Temos mais é que aprender com eles a ter sucesso. Eles sediaram uma olimpíada e fizeram bonito. Nós, pelo contrário, temos tudo para dar mais um vexame. Precisamos de autocrítica, não de ufanismo. O Brasil terá de tentar parcerias público privadas para financiar o esporte olímpico. Há modalidades em que não temos dom natural, ou tradição para praticar. Podemos, contudo, investir mais em atletismo, natação, handbol, basquete,tênis de mesa, arco, tiro, etc.

    Rodrigo Falcon

    12 de agosto de 2012 às 01h55

    Pela mor.”falência do seu império”, “despeito e inveja dos ingleses”, “Brasil superou o PIB da Inglaterra”; qualquer critica séria sobre meios de manobra e massificação da superficialidade como eventos esportivos, devem partir do princípio acerca do esporte como meio de união, comunhão e celebração entre seres viventes, simples assim. Não do atual estágio maniqueista e canibalesco que envenena o esporte mundial. Meu caro, o buraco é bem mais fundo, muito fundo…altere a frequência, mude o canal, extenda a percepção e descubrirá que ainda enxergamos quase nada da realidade. Ainda estamos na caverna, se regozijando impenitentes, com sombras de mera verdade. Abraços.

Ricardo Oliveira

10 de agosto de 2012 às 14h59

O fracasso não é dos favoritos brasileiros, mas sim da maioria dos favoritos. A russa Ysenbaieva, favoritíssima na mesma prova da brasileira Fabiana Murrer. ficou apenas com o bronze. A seleção de futebol da Espanha, favoritíssima ao ouro, saiu na primeira fase. O mesmo com a seleção uruguaia, outra favorita. O volei masculino dos EUA, favorito, foi atropelado pela Itália e nem medalha leva. São pucos os favoritos que conseguem confirmar o favoritismo pois essa é uma característica dos jogos olímpicos que, a cada quatro anos, apresenta novos nomes. Vale lembrar que os favoritos, principalmente aqui no Brasil, são tratados como celebridades com grande exposição na mídia, pois geram audiência para os veículos de comunicação. Os atletas são propositalmente tratados pela imprensa como deuses, bajulados, paparicados, tudo para que as empresas de comunicação faturem com a audiência. É normal que muitos se deixem levar pelo clima e percam um pouco do foco o que aparece na hora das competições. Já os atletas desconhecidos, por serem desconhecidos, tem uma preparação melhor e acabam faturando grandes resultados. A imprensa , principalmente a esportiva, é maléfica para os atletas conhecidos. A cobertura da imprensa sobre o esporte e sofrível. É inaceitável que a população nada soubesse sobre os atletas do judô e ginástica que ganharam o ouro. Não eram celebridades. A partir de agora, eles tem grande chance de não ganhar mais nada pois são considerados celeridades, na lógica de culto de pessoas pela audiência da imprensa. A lutadora de boxe que , de forma inédita conquistou a primeira medalha para o Brasil na modalidade, está no esporte há doze anos e nunca foi citada por nenhum veículo de imprensa, mesmo a esportiva. A menina ouro no judô será que começou a lutar um dia antes dos jogos olímpicos ? A melhor preparação psicológica para os atletas brasileiros é ignorar o assédio da imprensa.

Responder

    Luís Carlos

    10 de agosto de 2012 às 19h17

    A mesma imprensa esportiva que desinformação e esconde atletas por puro preconceito como a boxeadora Adriana bajula pernas de pau do futebol masculino que ganhão milhões para jogar um futebol pífio, ou ainda, não tem coragem de enfrentar a cartilagem da CBF. A falta de cutuca esportiva no Brasil, se deve em muito, mas muito a torpe mídia esportiva brasileira. Não reportam, divulgam modalidades olímpicas. Desprezam competições femininas, pois o machismo impera na imprensa esportiva. Insistem em convencer a população que violência como o vale tudo e esporte e para ganhar dinheiro disseminam violência explicita em detrimento de atletas de modalidades olímpicas que não tem divulgação. Não lembro de terem sido transmitidas competições do Arthur Zaneti ou lutas da Sara Manezes, e de outros atletas olímpicos brasileiros. A mesma mídia esportiva que já esta enchendo a boca para falar mal dos atletas brasileiros e do número de medalhas (que já e o maior de toda a história do Brasil nas olimpíadas e isso não e divulgado) omite sua responsabilidade de mediocrizar o esporte brasileiro a futebol masculino e a violência do vale tudo. Machista, preconceituosa, conservadora e segregados a mídia esportiva brasileira. Repetem o que sabemos ” falta investimento na base” mas a mídia esportiva não abre espaço ara transmitir competições de base em troca de jogos de futebol da segunda divisão brasileira.

    Marcelo de Matos

    11 de agosto de 2012 às 13h47

    “O fracasso não é dos favoritos brasileiros, mas sim da maioria dos favoritos”. Em termos: a russa do salto com vara faturou, ao menos, um bronze e seu país ocupa o 4º lugar nos jogos. Fabiana Murer não faturou nada e o Brasil ocupa o 26º lugar. E que dizer do Neymar? Daqui a pouco jogam as meninas do vôlei e, um pouco mais tarde, Estiva lutará com aquele grandalhão japonês. Estou com medo de ter um infarto.

Ricardo Oliveira

10 de agosto de 2012 às 13h04

É importante que se faça diferença entre uma política de esporte para propaganda política e uma política de esporte para a qualidade de vida da população. Os EUA, que ganham toneladas de medalhas nos jogos, tem 60% de sua população ( 180 milhões de pessoas) sofrendo de obesidade e sedentarismo. As políticas de esporte devem, em primeiro lugar, focar a qualidade de vida e em segundo lugar o esporte de alto desempenho que é usado para propaganda de governos. Países como Russia e EUA tem universidades voltadas para o esporte de alto desempenho, já Cuba concilia a qualidade de vida e o alto desempenho. Vale lembrar que o esporte de alto desempenho tem utilizado crianças, de 15, 16 anos, já nas competiçoes, o que implica em sacrifícios para vida dessas pessoas que passam 12, 13 horas por dia treinando. Ainda se pode constatar o grande número de atletas que sofrem com dores por conta de lesões de alto esforço repetitivo. Crianças com dez anos, já estão envolvidas no esporte com estrutura profissional, quando nessa idade o esporte deve servir como recreação,participação social, espírito de coletividade. É importante dizer que essas crianças deixam de lado suas infâncias e adolescencências para se dedicar ao esporte de alto desempenho. Claro, que bem sucedidas tem o retorno financeiro mas o custo é elevado. Vale ainda lembrar que a maioria dos atletas , por volta dos 30 anos, mesmo em competição já estão fora das disputas pelos primeiros lugares. Quando param de competir, muitos sofrem graves problemas psicológicos pela mudança brusca de vida. Há muito o que discutir sobre o esporte, mas sem coca-cola e macdonald’s.

Responder

    Ertha Lucia Buys

    11 de agosto de 2012 às 15h34

    Ricardo,

    Você foi na mosca. Muito lúcido. Sem fanatismo.Sua análise contém o verdadeiro espírito do esporte. Mas o CAPITALISMO destroi tudo que toca.

Ataíde

10 de agosto de 2012 às 12h58

Pôxa tem país europeu que nem aparece no quadro de medalhas e nós que somos “fracassados”:

Responder

Marcelo de Matos

10 de agosto de 2012 às 12h39

O diário britânico não tocou no cerne da questão: no Brasil não há renovação nos esportes olímpicos. O atleta faz nome em um determinado esporte e, a partir daí, passa a ser convocado automaticamente. Quando eu era garotão a seleção de basquete era sempre a mesma: Jatir, Rosa Branca, Amauri, Carioquinha. A gente já sabia que eles iam somente para competir, ou viajar. Devíamos tomar o exemplo do pequeno Cazaquistão, república de 15 milhões de habitantes que fazia parte da União Soviética. É verdade que o Cazaquistão é rico, tem petróleo, mas, o Brasil é a sexta economia do mundo. O Cazaquistão está em 10º lugar e nós em 23º porque lá o governo investe no esporte. Vão buscar técnicos na Turquia e outros países e botam a moçada para treinar, pagando as despesas. Se não seguirmos esse caminho trazendo técnicos, por exemplo, de Cuba e antigas repúblicas soviéticas, vamos dar vexame no Rio.

Responder

lulipe

10 de agosto de 2012 às 12h26

Para um país de 190 milhões de habitantes, entre as dez maiores economias do planeta, o rendimento olímpico do Brasil é vergonhoso.Não preciso da imprensa inglesa para saber disso.Enquanto não houver um investimento efetivo e contínuo, principalmente na parte psicológica dos atletas vamos continuar ouvindo desculpas como a da Fabiana que culpou o vento pela sua vergonhosa participação nos jogos.Por falar nisso, por onde anda a outrora potência Cuba????

Responder

    Marcelo de Matos

    10 de agosto de 2012 às 12h42

    Somos mestres em arranjar desculpas. Fabiana já tinha culpado a qualidade das varas chinesas na olimpíada de Pequim. Quanto a João do Pulo disseram que ele foi prejudicado pela arbitragem russa.

    lulipe

    10 de agosto de 2012 às 15h24

    Há algum tempo reportagem de um jornal australiano confirma que houve “roubo” na suposta “queimada” do salto do brasileiro.Infelizmente naquele tempo não tinha aquela câmera que flagra o momento do salto, como acontece hoje.Eis uma parte da reportagem:

    “Tenebrosa transação

    Um acerto entre o Comitê Olímpico, a Adidas, a Mizuno e os soviéticos tirou o ouro de João do Pulo nos Jogos de 1980, em Moscou

    João do Pulo foi roubado na prova de salto triplo nas Olimpíadas de Moscou, em 25 de julho de 1980. Um acerto entre o Comitê Olímpico Internacional, duas marcas de artigos esportivos – Adidas e Mizuno – e dirigentes soviéticos tirou do brasileiro a chance do ouro. Na semana passada, o diário australiano The Sydney Morning Herald publicou uma reportagem com detalhes da construção de uma farsa. Os juízes de linha deram como queimados os três últimos pulos de João – saltos de pelo menos 17,50 metros, que lhe assegurariam a vitória. O ouro ficou com o estoniano Jaak Uudmae (17,35 metros). A prata coube ao georgiano Victor Saneiev (17,24 metros). João subiu ao pódio em terceiro lugar, com 17,22 metros. ” (revista Época)

    Marcelo de Matos

    10 de agosto de 2012 às 12h47

    Cuba está em 18º lugar, à frente de Espanha (22º) e Brasil (26º). Atualizando minha informação acima, agora o Brasil é 26º enquanto o Cazaquistão ocupa o 11º lugar.

    Luís Carlos

    10 de agosto de 2012 às 18h58

    Cuba apesar do covarde e assassino embargo dos EUA, esta a frente de países europeus como a Espanha que faliu por seguir a receita neoliberal. DInheiro para os banqueiros saqueadores e desespero para a população. Cuba não segue esse receituário.

    Marcelo de Matos

    11 de agosto de 2012 às 13h27

    Existem muitas versões sobre o caso João do Pulo. A meu ver ele só deu um grande pulo na vida e não conseguiu repeti-lo. Se ele fosse bom como a Yelena Isinbayeva, a russa do salto com vara, repetiria sua façanha. O João, porém, está mais para Fabiana Muler. Não conseguiu repetir seu pulo, como fez Ademar Ferreira da Silva.

mfs

10 de agosto de 2012 às 12h22

A inegável superioridade do modelo privatista no esporte fica evidente no maravilhoso desempenho russo em Londres 2012, muito superior aos pífios resultados da antiga URSS…

P.S. E podem somar as medalhas com das ex-repúblicas e confirmar.

Responder

    Marcelo de Matos

    10 de agosto de 2012 às 12h55

    Pois eu falei sobre o desempenho do Cazaquistão, antiga república soviética de 15 milhões de habitantes que ocupa o 11º lugar. É um país rico, tem petróleo, e a arquitetura de suas cidades é espetacular. O governo de lá continua a investir no esporte, pagando as despesas dos atletas e trazendo técnicos estrangeiros. Não importa se o país é comunista, democrático, ditatorial, ou o que seja. O importante é que invista no esporte. Os EUA, por exemplo, já superaram a China. No futebol o modelo empresarial é amplamente vitorioso. Hoje ninguém supera os espanhóis e nós, com nossos clubes socias, continuaremos a ser a periferia do esporte. O PSDB, porém, desistiu do futebol empresa e a esquerda sonha com o futebol estatal. Aí fica mal.

    lia vinhas

    10 de agosto de 2012 às 23h24

    Você é inegavelmente anti-soviético, anti-socialista, anti-estatal, profundo amante do capitalismo e, sobretudo, amplamente desinformado ou de má-fé. Dizer que a URSS tinha resultados pífios é piada, porque quem viveu aquela época e acompanhou seu desempenho no que quer que fosse sabe que o país se destacava em tudo. Ah! e a longevidade, antes por volta de 80 anos em todo o país, hoje está por volta de 45 anos, com o desemprego e a miséria crassando por lá desde o fim do socialismo. Eu não me deixo convencer das coisas, estudo, leio, me informo e quando posso vejo in loco.

    Marcelo de Matos

    11 de agosto de 2012 às 13h22

    Eu entendi a referência a “resultados pífios” como ironia, né não?

mello

10 de agosto de 2012 às 11h06

Essa inglesada ( economist, independent e outros ) teem uma inveja enrustida ( nos dois sentidos ) do Brasil….Os “entendidos” dão opinião sobre tudo no que O Brasil estiver envolvido…Pretendem entender mais do Brasil do que os brasileiros…É como alguns comentaristas, que querem orientar o PT apesar de serem antipetistas…
Mas, convenhamos: deixar a repartição de verbas públicas com o COI, do Nuzzman, seu (eterno ? ) presidente…..!! E por que grandes organizações privadas, como Itau, Bradesco, Oi, Vale, etc., não se aliam às grandes estatais no incentivo ao esporte olímpico?

Responder

    Marcelo de Matos

    10 de agosto de 2012 às 13h05

    Você tocou no aspecto realmente relevante: aí vai bem uma parceria público privada. Uma coisa é certa: sem investimento não teremos resultados. Países pequenos como Cazaquistão (11º) e Cuba (18º) só chegaram a esse patamar, pode crer, a custa de bom investimento.

Luís Carlos

10 de agosto de 2012 às 10h56

De fato tivemos derrotas, mas os jogos ainda não terminaram. Por outro lado, o Brasil nos anos tucanos sequer ganhava ouro nas olimpíadas. Em número de medalhas vamos superar Pequim, o melhor desempenho brasileiro em olimpíadas e poderemos ter mais medalhas de ouro que em 2008, pois ainda estamos disputando ao menos duas finais. Surpreende esse texto inglês, pois apesar de a Inglaterra ser potência econômica e bélica, saqueando o mundo desde muito, nunca esteve no mesmo patamar na área esportiva, ficando muito atras de EUA, Rússia, China, Alemanha e Austrália, por exemplo. Por isso concordo com Viomundo quando diz estarem embriagados com desempenho dos próprios atletas. E para quem nunca esteve em Londres e não conhece o NHS, que sem duvida alguma serve como referencia, por isso foi corratamente enaltecido na abertura dos jogos pois nao se tem socidade civilizada sem sistema de saude universal, eles também tem filas de anos para especialidades, não conseguiram uniformizar seu sistema de TI em saude publica e estudam o SUS pois para eles, britânicos o SUS também se tornou referencia em muitos aspectos da saude publica.

Responder

Filipe Rodrigues

10 de agosto de 2012 às 10h47

Quantos brasileiros idiotas e papagaio (ou tucano) de pirata, que criticam seus atletas.

Quando terminar a Olímpiada vão começar a aparecer “Os Cabeças de Planilha” igual o livro do Nassif, para dizer que o investimento foi muito para pouca medalha, principalmente entre os jornalistas do Manhatthan “ESPN” Connectium.

O Brasil têm poucas medalhas olímpicas? Verdade, mas lembrem-se que metade das medalhas de ouro que o Brasil ganhou em toda a história olímpica foi nas 3 últimas olímpiadas (2004, 2008, 2012).

Responder

    Willian

    10 de agosto de 2012 às 11h02

    Pelo valor investido, deveríamos estar muito melhores. A Confederação Brasileira de Atletismos recebeu mais de R$25.000.000,00 para ZERO medalha. Se você está satisfeito com o resultado medíocre, só posso lamentar. Somos a 5ª economia do mundo (Viva!), mas sempre que comparamos nosso desempenho com o resto do mundo que conta, nossos resultados ainda são pífios. Mas se você está satisfeito, tudo bem!

    Marcos C. Campos

    10 de agosto de 2012 às 11h37

    Vai lá disputar … Quem estah disposto a abraçar uma carreira com 10 anos de “prazo de validade” ? Ser atleta êh uma tarefa difícil e curta.

    lia vinhas

    10 de agosto de 2012 às 23h02

    Assino embaixo dos comentários do Luís Carlos e do Filipe. Primeiro, a imprensa britânica deveria estar mais preocupada com os milhões de mortos que seu governo ajuda a semear pelo mundo com as guerras armadas e conduzidas em conjunto com os EUA e com os embargos que se dão ao desplante de manter aos países cujos governos os desagradam e cujas riquezaas os atraem. E o pig tupiniquim também que se cale sobre o desempenho de nossos atletas, quando deixa de mencionar as dezenas de medalhas de ouro que a maioria deles já deu ao Brasil neste anos de desempenho em competições internacionais. Eles merecem nosso carinho e respeito, ao contrário de jornalistas fajutos e críticos ineptos, desonestos e antipatriotas.

smilinguido

10 de agosto de 2012 às 10h05

” Ajuda a esconder a decadência relativa do país no cenário internacional.”
ahhhhhhhhhhh sim..agora mesmo li na BBC Brasil que os portos ingleses estão caóticos devido às multidões de cidadãos britânicos querendo fugir pro Brasil, o novo eterno Eldorado (de Terra em Transe)…mas estão enfrentando muita dificuldade com vistos na embaixada brasileira, afinal como somos um tipo de paraíso tropical isento de problemas, não queremos aqui essa horda de xexelentos com seu sotaque insuportável corrompendo nosso carioquismo, por exemplo, e a televisão estatal deles que é tida como a melhor do mundo? Vai que isso pega e que será de nós??? Não nos misturamos…

Responder

    lia vinhas

    10 de agosto de 2012 às 23h04

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,muitíssimo bem dito.

    strupicio

    11 de agosto de 2012 às 16h03

    é verdade sobre televisão.. já pensou termos de suportar o Monty Phyton no lugar da Praça é Nossa???? melhor morrer…

augusto2

10 de agosto de 2012 às 09h12

1- É basicamente verdade.
Nós jogamos fora ouro em londres. Mas por falar em ”passado”, o deles nao era honrar e condecorar piratas que roubavam o metal nos sete mares?
2-Atn redes sociais, internautas do RJ: organizar e receber bem o Nuzmann no aeroporto. talvez faixas assim: “Artur, voce entrega o ouro. Agora entregue o cargo”.

Responder

RicardãoCarioca

10 de agosto de 2012 às 09h08

Apoio um programa de incentivo para os próximos 4 anos, ainda que com forte renúncia fiscal no período para chegarmos ao ponto de vermos empresas correndo atrás de atletas até de esportes menos conhecidos para não fazermos feio.

No mais, essas amareladas dos atletas brasileiros, em minha opinião, só pode ser de fundo psicológico. Não trabalhar a ansiedade e o foco durante os meses que antecedem a competição pode fazer com que na hora H todas essas sensações irrompam descontroladamente em suas mentes.

Responder

    Willian

    10 de agosto de 2012 às 10h56

    Dinheiro n;ão é problema para o esporte brasileiro, como ele é investido, sim. Duvido que Jamaica,Hungria e Cazaquistão tenham investido mais denheiro que o Brasil nestes últimos anos.

    RicardãoCarioca

    10 de agosto de 2012 às 11h32

    Jamaica, Hungria e Cazaquistão ganharam medalhas de ouro pontuais, em cima de talentos raros ou em esportes de longa tradição. Não há, nesses países, políticas horizontais de estímulo aos desportos.

    E o nosso problema não é de aplicação de dinheiro, é a falta de. Acho qué só você não percebeu que, tirando alguns clubes, os patrocinadores só aparecem quando o(a) atleta chega lá, no topo, se torna famoso(a), etc.

    Marcelo de Matos

    10 de agosto de 2012 às 13h28

    O Cazaquistão é um país rico: tem petróleo, a arquitetura de suas cidades é de dar inveja. http://www.slideshare.net/jarbascomputadores/tem-ideia-de-como-o-kazaquisto
    O Casaquistão investe em esportes olímpicos e traz técnicos do exterior: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1134218-projeto-estatal-faz-o-cazaquistao-se-tornar-potencia.shtml
    Eles priorizam os esportes que a população gosta mais, como boxe, levantamento de peso e outros. No Brasil temos de investir mais, com parcerias público privadas e fiscalização das verbas que, na maioria das vezes, vão para o ralo da corrupção.

Luís

10 de agosto de 2012 às 08h42

Agaurdando o mimimi de proporções olímpicas que certamente vai surgir por causa desse texto.

No mais…

“Ajuda a esconder a decadência relativa do país no cenário internacional.”

Quem dera que o Brasil estivesse tão “decadente” como está a ilha da rainha.

Responder

    Julio Silveira

    10 de agosto de 2012 às 09h05

    Essa tua visão de que a principal decadencia é a economica,ée que nos faz ruir como cultura respeitada e respeitavel. Provavelmente voce se veja de esquerda, mas idolatra o simbolo dos chamados capitalistas.

    LEANDRO

    10 de agosto de 2012 às 10h30

    Distribuição de renda, IDH, violência, renda per capita, em tudo os súditos da rainha estão a anos luz de nós…. e você ainda vem falar que eles estão decadentes? Queria estar decadente nesse nível inglês.

    Julio Silveira

    10 de agosto de 2012 às 11h22

    Essa resposta é ao Luiz.
    Luiz, voce foi muito afoito. Aonde voce leu eu ter escrito que os Ingleses estão decadentes? Se voce ler o contexto minha critica é justamente sobre o parametro para se julgar decadência ser a economia.

    Julio Silveira

    10 de agosto de 2012 às 11h24

    Desculpe quiz dizer ao Leandro, que pegou o gancho.

Mardones Ferreira

10 de agosto de 2012 às 08h33

Por mais que possa existir ressentimento por parte dos britânicos na questão econômica – o que não significa ganhos para o povo, pois o Brasil está sim a anos-luz da qualidade dos serviços públicos britânicos – o artigo é de dar parabéns.

É vergonhoso ver que há tanto dinheiro da CEF, do BB e dos Correios em muitas federações e no COB sem que haja resultados maiores nos jogos mais uma vez.

O Vi o Mundo deveria fazer um artigo sobre quanto foi investido no último ciclo olímpico e quais foram os resultados em termos de mundiais, pois nas olimpíadas logo vamos saber, sem surpresas maiores.

Falam em R$ 2 bi investidos pelo governo. Quais modalidades foram privilegiadas? As das Fabianas e dos Guilheiros da vida? Os dois atletas envergonharam a nação e jogaram no ralo o dinheiro investido neles.

A embriaguês dos britânicos é real e a do Brasil? O P.S do Vi o Mundo não caiu bem, não.

Responder

Julio Silveira

10 de agosto de 2012 às 07h42

O problema que vejo no Brasil é que temos a cultura do come e dorme as custas do dinheiro publico. Falta brasilidade, civismo e nacionalismo, que vem sendo combatido até subliminarmente, principalmente na grande midia, a decadas, como algo arcaico, coisa de dinossauro, que molda autoritários, e dão carater de país fechado. Logico beneficiando principalmente os países onde o civismo e incentivado, assim como o nacionalismo, produzindo a exportação dessas culturas para países secundários como o nosso. Tem gente que acredita que ser brasileiro é apenas uma questão de declarar-se brasileiro.

Responder

    augusto2

    10 de agosto de 2012 às 09h24

    QUEM de fato tem grande e looonga cultura de come e dorme á custa do $$ publico nao é “nós”, no brasil. É a elite economica brasileira de norte a sul. Ah, lastnotleast, na area
    jornalistica e midiática e vou poupar voce de uma listinha de exemplos concretos que a gente sabe de cor.

    Julio Silveira

    10 de agosto de 2012 às 10h25

    Se pensa que penso diferente, está equivocado. Mas não excluo muitos dos não fazem parte dessa elite mas os invejam e copiam seus modelos.
    São esses modelos, replicadores da cultura da inimputabilidade geral na incompetência, e da carnavalização, que tem ajudado os países sérios a serem prevelentes sobre nós e os nossos interesses. Vamos brindar a incompetência. Afinal os incompetêntes no Brasil, muitas vezes são regiamente remunerados como palestrantes e fazendo escola. Mas isso não é para qualquer um, o principal é que estejam associados ao lado certo, e tenham senso de oportunidade.

Cley

10 de agosto de 2012 às 07h20

Hiltler detestava esportes, dizem…sempre achei que algo de bom devia ter..

Responder

    Luís

    10 de agosto de 2012 às 08h51

    Godwin manda saudações.

O_Brasileiro

10 de agosto de 2012 às 07h06

Devemos usar as críticas a nosso favor!
Ainda há muito a ser feito, tanto na preparação dos atletas, inclusive na preparação psicológica, para assumir vencer e aprender a ser um vencedor, quanto na preparação das Olimpíadas de 2016.
Favoritismo não ganha jogo!
No jogo da Larrissa e da Juliana da semi-final, que estava praticamente ganho, o descontrole emocional fez com que permitissem uma virada de jogo.
Fabiana Murer ficou insegura porque mudou a técnica às vesperas das Olimpíadas. “Não se mexe em time que está ganhando”.
Falta de experiência e de orientação de nossos atletas.
Só que os ingleses só gostam de ver os defeitos nos outros. Não falam do Emanuel chegando a uma final aos 39 anos, com um parceiro inexperiente mas surpreendente. Não falam do vôlei feminino, que saiu da vergonha para a glória em poucos dias. Nem falam que o judô conseguiu seu maior número de medalhas numa Olimpíada.
Essa é a beleza do esporte. Ensina lições que podemos levar para a vida!

Responder

João

10 de agosto de 2012 às 01h29

A “decadência relativa do país no cenário internacional” diz respeito apenas a dimensão econômica, porque nos quesitos diretiops sociais, civis e políticos, a Inglaterra ainda está muito a frente do Brasil – e talvez por isso possam se orgulhar de terem um desempenho ascendente nas Olimpíadas desde o “fracasso” verificado nos Jogos de Atlanta (1996). Talevz por isso o investimento estatal e as parceiras público-privado funcionem melhro da Inglaterra do que no Brasil.

Responder

Gerson Carneiro

10 de agosto de 2012 às 00h14

Aonde é extraído o ouro utilizado na confecção das medalhas?

Responder

Gerson Carneiro

10 de agosto de 2012 às 00h07

Medalha de Ouro para o PS do Viomundo.

Deixa subentendido que aqui ocorre o contrário. Ou seja, alerta para a existência do chamado Ouro de Tolo, genialmente descrito por Raul Seixas.

Responder

    Willian

    10 de agosto de 2012 às 11h08

    Cumã?????

    smilinguido

    10 de agosto de 2012 às 11h41

    hãhãhãhãããããããããããããããã?????????

josaphat

09 de agosto de 2012 às 22h06

A lógica petista é que basta soltar um pouco dinheiro e deixar rolar em determinadas áreas e jogar com a mídia para fazer parecer que o pequeno sucesso pareça muito.
EVIDENTEMENTE que esperar milagres é somente irresponsabilidade quando existe espaço para investimento em estratégia e amor ao povo e à pátria.
Campeões formados em 4 anos é fenômeno improvável.
Acho que o pt e o pessoal que dirige o esporte sonha em um milagre que coloque o brasil entre os 10 primeiros.
Ou simplesmente vive em estado de natureza e não pensa em nada.

Responder

    Gersier

    09 de agosto de 2012 às 22h19

    Josaphat é mais um desses apaixonados “enrustidos” pelo PT porque senão não escreveria essa asneira.
    Garanto que se não fossem liberadas as verbas que foram para que os atletas tivessem condições de competir,ele culparia o PT do mesmo jeito.
    Paixão platônica ao extremo.

    tiago carneiro

    10 de agosto de 2012 às 00h28

    É, depois que o PT chegou ao poder, nasceu esse Neopolitizado: nos anos de fernandismo eram caladinhos, como se o Brasil fosse uma filial do paraíso, agora, até a unha encravada é culpa do PT, e só o PT não presta, PT é o cão. Esses criptotucanos…

    anac

    10 de agosto de 2012 às 08h19

    Os tucanos têm certezas que as mazelas do Brasil deram inicio em 2002. Antes era o paraiso e o Brasil ganhava todas nas Olimpiadas.
    Nossos fracassos na educação, saude, esporte segurança é obra de seculo da CASAGRANDE, a quem os tucanos servem e serviram desviando bilhões. Cadê os 100 bi das privatizações?
    O povo brasileiro abandonado na miseria já ganha medalha de ouro em sobrevivencia.

    Luís

    10 de agosto de 2012 às 08h43

    tsc, tsc, esses neopetistas e “progressistas” como o Gersier e o Thiago que não aceitam críticas ao governo de “esquerda” da dona Dilma e do Lulão.

Elton

09 de agosto de 2012 às 22h01

Os britânicos, com toda a pompa e circunstância, não “engoliram” o fato de terem sido ultrapassados por nós como o 6º maior PIB do mundo…..eles têm de nos criticar…..

Responder

    Wilson S.A.

    10 de agosto de 2012 às 00h23

    Sei não, mas acho que nenhum britânico gostaria de utilizar nossos serviços públicos de saúde, educação, segurança, infraestrutura, etc.

    Filipe Rodrigues

    10 de agosto de 2012 às 10h31

    Se a política de austeridade deles se manter durante muito tempo, não vai demorar para que os britânicos cheguem a indicadores sociais piores que os nossos.

    Neoliberalismo mata…

    LEANDRO

    10 de agosto de 2012 às 07h15

    Atualize seus dados, estamos caindo……….

    Filipe Rodrigues

    10 de agosto de 2012 às 10h33

    Eles estão desabando…

Willian

09 de agosto de 2012 às 21h46

Parabéns para à Confederação Brasileira de Atletismo, que com um orçamento de mais de R$25.000.000,00 (R$16.000.000,00 de patrocínio da CEF) conseguiu belo desempenho em Londres 2012. Acho que com um aumento da verba poderemos dobrar o número de medalhas do atletismo em 2016.

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