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CPI da Pandemia ouve advogada dos médicos que denunciaram crimes da Prevent; acompanhe
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CPI da Pandemia ouve advogada dos médicos que denunciaram crimes da Prevent; acompanhe


28/09/2021 - 08h54

Da Redação

“Iremos iniciar o protocolo de HIDROXICLOROQUINA + AZITROMICINA. Por favor, NÃO INFORMAR O PACIENTE ou FAMILIAR, (sic) sobre a medicação e nem sobre o programa”.

Esta mensagem foi enviada por Fernando Oikawa, diretor da Prevent Senior, aos médicos da operadora.

Foi antes da “pesquisa observacional” feita pela Prevent com pacientes de covid 19.

Nove morreram. Seis tomaram o coquetel, dois não e há incerteza sobre um paciente.

Hoje, a CPI da Pandemia vai ouvir a advogada dos médicos e ex-médicos da Prevent que compilaram um dossiê contra a empresa e entregaram à CPI.

Bruna Mendes Morato deve confirmar as denúncias de que a Prevent usou cobaias humanos, pois não tinha autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Na semana passada, o diretor-executivo da Prevent, Pedro Benedito Batista Júnior, disse aos senadores que a empresa foi vítima de invasão de prontuários e que os dados do dossiê estão deturpados.

Também afirmou que, por ser um “estudo observacional”, não precisava de autorização da Conep.

Ele admitiu, no entanto, que houve ordem interna para alterar a Classificação Internacional de Doenças (CID) de pacientes internados com covid, o que pode significar que a Prevent agiu para alterar os atestados de óbito, provocando uma subnotificação de mortes nos hospitais da rede.

Já está demonstrado que esse foi o caso da mãe do empresário Luciano Hang e possivelmente do médico negacionista Anthony Wong.

Mais recentemente, um advogado que sobreviveu à covid fez denúncia ao Ministério Público de São Paulo dizendo que a operadora queria iniciar “cuidados paliativos” no caso dele, ou seja, considerou o caso perdido.

Tadeu Frederico de Andrade, de 65 anos, ficou 120 dias internado e presume que a operadora queria se livrar dele por causa dos custos da internação.





3 comentários

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Zé Maria

28 de setembro de 2021 às 14h18

A Advogada em Depoimento à CPI afirmou que os médicos, seus Clientes, ficaram com receio de informar ao CREMESP
as irregularidades praticadas na Prevent Sénior, porque suspeitavam a direção do Conselho tinha vínculos de relação na Empresa.

Responder

    Zé Maria

    28 de setembro de 2021 às 15h17

    A Advogada Depoente disse ainda que, além do CREMESP, os Médicos temiam também.o CFM, pelas mesmas razões.

    Zé Maria

    29 de setembro de 2021 às 02h39

    Zé Maria

    29 de setembro de 2021 às 02h47

    “Os 3 Pilares de Assessoria Governamental”
    (https://youtu.be/eFtfVEp__Gg?t=11015)

    Zé Maria

    29 de setembro de 2021 às 02h48

    “A Inversão Moral na Alemanha Nazista:
    a Transformação do Crime em Virtude
    e da Violência em Valor Positivo.”

    “No código moral nazista, a lealdade e a obediência [*], no cumprimento do dever,
    estavam acima de sentimentos como solidariedade e compaixão.

    A moral deixava de ser a consciência individual sobre o certo e o errado
    e passava a emanar de um ente externo ao sujeito:
    a autoridade messiânica, detentora da ‘verdade’.”

    https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11042014-121333/publico/2013_MarcosGuterman.pdf

    Zé Maria

    29 de setembro de 2021 às 02h54

    3. “O CRIME COMO VIRTUDE, A VIOLÊNCIA COMO VALOR”

    3.1 “O Fanatismo Nazista”

    “Em alemão, o termo ‘fanático’ (Fanatiker) tem um significado
    fortemente negativo, com conotação de ‘ameaça ou repulsa’,
    como ‘algo a meio caminho entre crime e doença’,
    como explica Victor Klemperer.

    No Terceiro Reich, contudo, a expressão ganhará um valor positivo,
    para traduzir o que os nazistas mais apreciavam, isto é, a entrega
    incondicional ao projeto do regime.”

    https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11042014-121333/publico/2013_MarcosGuterman.pdf

abelardo

28 de setembro de 2021 às 12h57

Imagino que tudo isso, e mais o que ainda não se sabe, é fruto do virus do desmando e da sensação de imunidade, que apoiadores promovem abusivamente, para fazerem o que quiser, em nome das danças do acasalanto político com o governo Bolsonaro. Talvez se julguem como donos de uma situação em que tudo já esteja dominado e que serão absoluto dominadores por longos e longos tempos. A certeza da impunidade parece tamanha, que mesmo com a corda no pescoço não abandonam a arrogancia e nem disfarçam o ar de desprezo que se tem pela CPI.

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