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Congresso em Foco: A chave do discurso de Dilma


11/05/2010 - 19h47

11/05/2010 – 05h55
A chave do discurso de Dilma

Rudolfo Lago, no Congresso em Foco

“O debate a ser posto na mesa pela petista trata de estabelecer o seguinte: em qual momento o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional?”

As últimas inserções comerciais do PT – as que foram proibidas pela Justiça Eleitoral e as duas outras colocadas no ar substituindo-as – contêm a chave do que será o discurso eleitoral de Dilma Rousseff na disputa pela sucessão do presidente Lula em outubro. Se for ao ar o programa do partido na quinta-feira, 13 de maio (há também uma ação dos partidos de oposição tentando suprimi-lo), um pouco mais poderá ser visto pelo eleitor.

Não se trata simplesmente de buscar estabelecer uma comparação entre o governo Lula e o governo Fernando Henrique. Não se trata simplesmente de um mero campeonato de números entre Dilma, representando a continuidade, e Serra, representante da era FH. É um pouco mais complexo. Mas, se for bem explorado pelos responsáveis pela campanha de Dilma, pode vir a ser mesmo a diferença a marcar a opção de voto nela. O debate a ser posto na mesa por Dilma trata de estabelecer o seguinte: em qual momento o Brasil tomou seu atual rumo de desenvolvimento econômico com estabilidade, crescimento da classe média e do consumo interno, com um papel de maior inserção no cenário internacional?

São dados da realidade que o país atingiu um patamar de estabilidade econômica talvez nunca visto. Que uma imensa parcela da população menos favorecida foi inserida na classe média. Que essa nova classe média fez aquecer a economia, aumentar o consumo interno e melhorar o desempenho das indústrias. Que esse aumento da economia interna não se deu em detrimento das exportações. E que o Brasil hoje não desempenha apenas um papel de mero coadjuvante tímido no cenário internacional. É claro que o Brasil não resolveu todos os seus problemas. Ainda possui um dos quadros mais graves de desigualdade social do mundo. Ainda possui um sistema educacional lamentável e uma taxa alta de analfabetismo muito alta. Mas é inegável o quanto o país avançou. Um bocado da tese do pós-Lula, lançada por Aécio Neves e encampada por José Serra vem disso, da necessidade de construção de um discurso alternativo que não pode simplesmente negar o atual estágio do país.

A discussão proposta por Dilma e pelos responsáveis pela sua campanha quer estabelecer qual foi o conjunto de situações, escolhas e decisões que levaram à construção dessa realidade. Serra dirá que é tudo consequência  do Plano Real e da condução da economia durante o governo Fernando Henrique. Que o único mérito de Lula foi ter tido a sabedoria de não alterar esse rumo como prometeu na campanha de 2002 com a Carta aos Brasileiros. E que mais não foi feito pela ineficiência da máquina petista. E que, assim, portanto, ele deve ser eleito porque conseguirá tornar mais eficaz o modelo acelerando o desenvolvimento.

O que Dilma prepara-se para dizer com relação a isso é que o estágio atual do país é fruto das escolhas e decisões que foram tomadas pelo governo Lula. E que provavelmente não teriam sido tomadas por um governo de conformação mais conservadora. Ao resumir o governo Lula, os formuladores da campanha de Dilma o dividem em duas etapas: na primeira, que durou um pouco mais da primeira metade do primeiro mandato, foram criadas as condições para a aceleração da economia, característica da segunda etapa.

Segundo Dilma dirá, quando Lula assumiu o governo, a situação econômica do país era de estagnação e desigualdade.  Ao longo dos seus oito anos de governo, Lula conseguiu, então, imprimir ações que derrubaram alguns tabus. O primeiro: aumento de salário gera inflação. O segundo: não dá para crescer distribuindo renda (a velha ideia de que primeiro é preciso crescer para distribuir depois). Na verdade, a campanha de Dilma prepara-se para tentar mostrar que foi justamente por melhorar salários e distribuir renda – aumentando o mercado consumidor interno – que Lula fez o país o crescer. Hoje, 60% do país está acima da classe D, ou seja, pelo menos na classe média.

Na tal primeira etapa, era necessário um voo mais conservador para fazer com que o país recuperasse as condições para a etapa seguinte. O Brasil saneou suas dívidas e recuperou suas reservas. Dilma não dirá – porque, é claro, agora não lhe convém – que divergiu muito do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na intensidade e na extensão da sua ortodoxia naquele momento. Ou seja: se dependesse de Dilma, a primeira etapa talvez tivesse sido mais curta. Mas, se o doutor Palocci, na época, overdosou ou não o paciente, isso hoje importa menos, acredita-se no comando da campanha de Dilma. O importante é que foram criadas as condições para a segunda etapa.

Para o surgimento da nova classe média – que, não sem razão, se tornou o principal esteio eleitoral de Lula –, conjugou-se uma forte política social com uma forte política de crédito. Enquanto a política social garantia às famílias mais pobres o básico, o crédito, associado à estabilidade, assegurou o acesso a bens duráveis e a outros produtos que antes estavam a milhares de quilômetros de distância da possibilidade de consumo dessas pessoas. Em 2003, o crédito disponível no sistema brasileiro girava em torno de R$ 380 bilhões. Em março deste ano, o valor disponível era de R$ 1,4 trilhão. É crédito consignado, crédito para bens duráveis, crédito agrícola, etc. Consumindo, essa população aqueceu a economia e fez o país crescer. E melhorou substancialmente a sua própria qualidade de vida.

Na eleição em 2006, essa realidade já se verificava. E foi principalmente essa nova classe média, essa nova população mais diretamente beneficiada com a condução do governo Lula, que pendeu a balança para fazer com que ele se reelegesse na disputa com Geraldo Alckmin. Agora, Lula não será o candidato. E eis aí o desafio de Dilma: sua tarefa é mostrar ao eleitor que a continuidade dessa situação naturalmente é ela.

O que ela dirá, então, é que Lula a escolheu como sucessora exatamente porque foi ela a operadora dessa segunda etapa do governo, em que, postas as condições básicas, operou-se a tal mudança. Da Casa Civil, era Dilma quem criava – é o que ela pretende demonstrar – as condições para que acontecesse a tal etapa de crescimento econômico com estabilidade e igualdade social. Se era ela, então, quem materializava esse discurso no governo Lula, é ela a melhor escolha de quem quer manter as coisas no mesmo rumo.

Em síntese, esse é o discurso construído. Algumas atitudes da oposição mostram a existência talvez de um certo desconforto em aceitar o debate nesses termos propostos por Dilma e pelo PT. É um sinal de que o discurso pode colar. Se, em outubro, o eleitor sentir-se bem com a sua situação, se entender que ela é fruto das decisões tomadas por Lula, e que a continuação dessas decisões faz mais sentido que venha de alguém ligado a ele, então Dilma terá vencido a parada.

*É o editor-executivo do Congresso em Foco. Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, Rudolfo Lago atua como jornalista especializado em política desde 1987. Com passagens pelos principais jornais e revistas do país, foi editor de Política do jornal Correio Braziliense, editor-assistente da revista Veja e editor especial da revista IstoÉ, entre outras funções. Vencedor de quatro prêmios de jornalismo, incluindo o Prêmio Esso, em 2000, com equipe do Correio Braziliense, pela série de reportagens que resultaram na cassação do senador Luiz Estevão.

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34 comentários

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SERGIO BARBOSA

13 de maio de 2010 às 19h49

Caro Azenha
saudações aos leitores deste site e declaro meu voto para DILMA 2010, contra tudo que o fhc fez contra a nação e o povo brasileiro. Chega de atraso, corrupção, entreguismo, pilantragem e elistismo. A imprensa "marrom" está desesperada e vai chorar de novo.
Vamos em frente e continuar o que foi reconstruído com LULA.
Em 2014 teremos mais 8 anos de crescimento e prosperidade, especialmente, para os excluídos pelo PSDB.
abraço
SERGIO BARBOSA

Responder

mariazinha

13 de maio de 2010 às 18h11

Ia esquecendo:
Palocci e Dirceu foram muito importantes para o governo LULA, em sua gestação e nos primeiros momentos. Não é possível que não vejam como funcionaram como para-raios, pois robustos e fortes para enfrentarem a insídia da oposição. Protegeram com galhardia os pórtico da democracia. Não permitiram que o golpe político contra o GOVERNO DE ESQUERDA se concret izasse. Chamaram sobre eles toda a responsabilidade e aguentaram o tranco com coragem; eu os amo e reconheço que devemos muito a ELES e, principalmente, nossa tranquilidade democrática.

Não acredito nas maldades que falam de Palocci e Dirceu; os maquiavélicos, pensavam que destruindo a honra deles, estariam destruindo LULA. Uma jogada suja, nojenta e vil.
REspondam-me:
Essa velha imprensa e seus aliados odeiam os dois; sabem me dizer a razão? Sendo, eles próprios, o que são?

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    dukrai

    13 de maio de 2010 às 22h03

    Mariazinha, eu falei do Palocci, da sua política neo-liberal e continuo achando que foi uma desgraça para o governo Lula, tanto que as coisas mudaram de rumo quando ele saiu, ou foi coincidência?
    O Zé Dirceu é um excomungado pela mídia e adorado pelos que o conhecem, entre essa velha cafetina e a galera de fino trato que o tem em alta consideração, nós sabemos quem está com a razão.

    mariazinha

    13 de maio de 2010 às 23h06

    Meu caro Dukrai:
    não contesto VC, admiro-o.
    Só que, na minha visão, Palocci prestou serviços valiosos naquele momento difícil, pois queriam derrubar LULA e não, Palocci; assim como Dirceu.
    Pode até ser que não gostemos muito dele, mas houve gente temerosa da capacidade do Mantega, no lugar dele; penso que ao deslanchar, o Brasil já havia consolidado a primeira parte, a mais difícil: arrumar a bagunça do FHC.
    Não queira-me mal; é que quando, principalmente a mídia, mostra esse rancor contra uma pessoa eu sempre ficarei a favor dela; o ódio que nutrem pelos dois desconfio que seja por tornarem o LULA inatingível
    Abração!

    dukrai

    14 de maio de 2010 às 10h50

    tô começando a gostar do Paloffi rs

mariazinha

13 de maio de 2010 às 17h45

A chave do discurso de DILMA é a verdade, transparente e cristalina. Efetivamente, com ELA , o GOVERNO LULA deslanchou, progrediu e mostrou resultados. Os maquiavélicos teimam em negar mas ELA PODE provar o que foi e esta sendo feito e, ainda, tem condições de continuar fazendo pelo crescimento do Brasil e felicidade dos brasileiros.
Ao contrário, a incompetente oposição continua negando a verdade dos fatos.
Um maravilhoso vídeo que escancara o caráter mentiroso, cínico e prepotente dos maquiavélicos:
http://www.youtube.com/watch?v=3RXLe78UrdY&fe

Sorry mas D. DILMA dá um banho de inteligência e simpatia, em todas as sua apresentações

Responder

dukrai

12 de maio de 2010 às 16h27

A sorte do Lula foi o Palocci ter pulado na goela do seu caseiro por conta de acerto de contas, (por aí veja o caráter, ou falta, do indivíduo) se encalacrado e ter sido substituido pelo Mantega. A sua carreira desde a prefeitura de Ribeirão Preto foi uma sucessão de escândalos.
Até aí o governo Lula era mesmo a continuação do FHC, tanto que o Lula ganhou a primeira eleição do Vampiro Brazileiro de balaiada, 69 a 31 em 2002 e em 2006, contra o Geraldinho opus dei, suou pra ganhar no segundo turno por 7%, com direito a comemoração.
Com Mantega na Fazenda e a Dilma no Gabinete Civil o governo Lula se transformou e é possível que ela ganhe no primeiro turno.
Meireles e Palloci eram os "xodós" do "mercado" no governo Lula e a saída de Palloci não teve o menor impacto, com a vitória de Dilma não vai ser necessário um fiador de direita conservador na presidência do BC e a política de taxa Selic pra segurar a inflação pode ser revista.
Isto não vai posto na campanha por Dilma, coisa que o Serra fez e pegou muito mal, menos pro PIG.

Responder

    Julio Silveira

    13 de maio de 2010 às 14h50

    Cara, vejo as coisas quase da mesma forma que voce, faço apenas um reparo que voce não incluiu.
    Na minha opinião outro nome que quase detonou o Lula foi o Zé Dirceu, outro das sombras.
    O Lula teve mais sorte que juizo, quando apostou nesses amigos da onça.

    Julio Silveira

    13 de maio de 2010 às 14h50

    E os amigos da Onça se perderam.

daniel neto

12 de maio de 2010 às 14h38

FH quem?
Se fosse vantajoso para o PSDB mencionar FHC já teriam feito isto há muito. Ninguém quer aparecer na foto com ele. Esse papo de que hoje colhemos os frutos plantados ontem é trololó tucano. Fosse verdade, alguém em sã consciência "esconderia" o "pai do crescimento"?

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de maio de 2010 às 21h38

    Concordo…e digo mais….colheram frutos,sim…que de tão podres,que atrasou o país por 3 anos.Mas Lula e equipe,expurgaram a erva daninha que corroía a safra.

mariazinha

12 de maio de 2010 às 13h53

Um candidato a presidente pode enganar a todos, durante sua campanha, mesmo falando mentiras.
Agora, qdo. um candidato tira melecas com o dedo, em público, sem se importar com o decoro e a elegância é sinal de que não vale um tostão furado; o Sr. Chirico ousou fazer tal.
XÔ, melequento!
Queremos a D. DILMA!

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de maio de 2010 às 21h39

    Mariazinha,voce é bem observadora e detalhista…coitado do Zé…foi uma gafe dele!

sergio

12 de maio de 2010 às 13h44

a oposição quer judicializar a eleição, quer ganhar no tapetão, pois, não tem discurso, não tem nomes, tampouco moral para enfrentar dilma e o pt.

Responder

ANTONIO ATEU

12 de maio de 2010 às 13h01

As gigantescas manifestações de protesto do povo grego contra a política do Governo do Partido Socialista e as medidas impostas ao país pela União Europeia e o FMI iluminam nestes dias a amplitude e complexidade de uma crise sem precedentes.

A grande maioria da Humanidade não tomou ainda consciência de que o seu futuro é inseparável da luta de classes em desenvolvimento na terra que foi berço da civilização europeia e do conceito de democracia política.

Um sistema mediático controlado pelo imperialismo insiste em apresentar os acontecimentos da Grécia como episódio de uma crise financeira mundial prestes a ser superada.

Trata-se de uma inverdade. A Humanidade enfrenta uma crise global e estrutural do capitalismo que se agrava a cada semana nas frentes económica, financeira, cultural, energética, ambiental, militar, social e politica.

O MITO OBAMA

A crise iniciou-se nos EUA, o principal baluarte do imperialismo. A potência que os media portugueses insistem em apresentar como “a maior economia do mundo” entrou num processo de decadência irreversível. Os EUA são hoje o país mais endividado do mundo. A sua divida externa no final de 2008 atingia 13,77 milhões de milhões de dólares, o equivalente ao PIB do país; actualmente já o excede. É actualmente superior a todas as dívidas externas somadas da Europa, Ásia, África e América Latina. Uma divida impagável, anunciadora de um estouro que abalará o mundo. Por si só, a China é possuidora de mais de 900 mil milhões de dólares em reservas de dólares e títulos do Tesouro norte-americano.
http://resistir.info/mur/grecia_11mai10.html

Responder

Beto Crispim - BH

12 de maio de 2010 às 05h48

Cuidado Klaus, algumas "mães dinás" já fizeram esta previsão e quebraram a cara e o bolso. Apostaram numas publicações e estão pagando a conta ás editoras. Não é o fim meu caro, é só o começo.

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de maio de 2010 às 21h39

    Sabe onde anda mãe Dinah,Crispim?

    Beto Crispim - BH

    12 de maio de 2010 às 22h08

    Deve tá fazendo qualquer coisa, menos previsões. Nunca mais ouvi falar nela. A Globo a usou pra dizer que o Collor se livraria da cassação e depois tratou de dar um sumiço nela.

José Luiz Rossi

12 de maio de 2010 às 05h45

A imagem mais emblemática do que foi o (des)governo fhc é da P-36 afundando.Aquilo dá calafrios em qualquer um.

Responder

    luizCarlosDias

    12 de maio de 2010 às 17h58

    Por favor mostre esse video da P36 afundando, simbolo do que vai afundar, atolar, desaparecer esse tal serra.

Jairo Beraldo

12 de maio de 2010 às 04h36

Ouvi de um teleguiado global,que a Dilma é muito fraca,que não tem pulso.Como não perco meu tempo assistindo esta pocilga,gostaria que me falassem que por lá se tem mesmo esta ideia da candidata.

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de maio de 2010 às 21h39

    Ouvi de um teleguiado global,que a Dilma é muito fraca,que não tem pulso.Como não perco meu tempo assistindo esta pocilga,gostaria que me falassem que por lá se tem mesmo esta ideia da candidata.

João Sales

12 de maio de 2010 às 02h00

O mais interessante é que o Plano Real, criado no governo Itamar, frise-se, foi anterior ao governo do príncipe dos sociólogos ( absolutamente ininteligível nos seus artigos e discursos) . Por que então o país afundou durante os seus 8 anos de governo? Qual a explicação do economista Serra (e ministro do que desejou) para tão nefasto desastre? Imagino que se os sábios do PSDB fossem realmente competentes, estaríamos comemorando 16 anos de prosperidade e diminuição das desigualdades sociais monstruosas por políticas anteriores. Ocorreu exatamente o oposto. Afundamos mais e mais por 8 anos.E esses patetas me vêm com o papo de que o governo Lula foi a continuação daquele desastre!

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de maio de 2010 às 21h40

    Sales,foi a continuação,sim…terminaram em 2002,aí Lula deu continuação em 2003….terrível,seria se fosse a continuidade!

Klaus

12 de maio de 2010 às 00h51

Emir Sader, em seu blog, está perguntando qual deve ser o lema de Dilma nestas eleições. Quase todos os sugeridos pelos comentaristas têm o nome de Lula. Dilma não existe, o PT não existe, o que existe é só Lula e nada mais. Sem Lula, Dilma não se elege Rainha na Festa da Pamonha da minha terra, sem Lula o PT vira um PCdoB da vida. O fim está próximo.

Responder

    Gerson Carneiro

    12 de maio de 2010 às 13h06

    Até o Serra se apega ao Lula, como se o Lula fosse a bóia dele!

    Por que o Serra não enfrenta o Lula?

    Aonde está o programa de governo do Serra que vai de encontro às realizações do Governo Lula?
    O que o Serra quer, pegar carona (ir na ponga, como falamos no Nordeste) no Governo Lula?

    De fato, "o que existe é só Lula e nada mais". E Dilma é o prolongamento do Governo Lula. O Serra não.

    Novamente, de fato: " O fim (do Serra) está próximo".

    Arthos

    12 de maio de 2010 às 14h18

    A Editora Abril é de propriedade majoritária do Grupo Naspers, que também é o dono do Buscapé e de outras empresas mundo afora, portanto, fica fácial deduzir que não nem um pouco interessado em coisas éticas ou nacionalistas, a não ser na força do capital gerado por caríssimas inserções publicitárias e "lobby" das mais variadas empresas do planeta. Shulz, a luta é nossa… dos genuinamente brasileiros que amam a sua pátria.

    francisco.latorre

    12 de maio de 2010 às 15h29

    fala aí o nome do seu candidato.

    viu?..

    nem você consegue assumir o psico-candidato.

    ..

    luizCarlosDias

    12 de maio de 2010 às 18h00

    kkk quem não tem LULA não tem votos. Perderam, chora nenem.

    sergio pinto

    12 de maio de 2010 às 21h54

    E sem o PIG, o Serra não se elege nem mestre sala da escola de samba da torcida do Palmeira

    Paralelo XIV

    13 de maio de 2010 às 00h34

    "O fim está próximo". Bem, acho que isso parece lhe definir. Vejamos…
    Tal qual aqueles anciões com um cartaz apregoando o fim do mundo. Figuras assim, pitorescas, sempre existiram no decorrer da história. Existem desde a época de Cristo.
    Sempre estiveram errados.
    É, de fato, a imagem de quem nega a realidade, porque ela não lhe agrada; de quem não aceita o mundo real, e se isola em suas fantasias, falando de si, para si, e com seu umbigo. Vez ou outra, cruzam com outro "anunciador-do-fim-está-próximo" e, juntos, elevam o coro, gritando para a multidão que lhe ignora, e atravessa a rua em bloco, e continua a seguir sua vida, cada vez mais prazeirosa, cada vez mais plena de oportunidades, com muita luta, muito estudo e os olhos cheios de esperança, focados no horizonte luminoso.
    Acorde! A vida está passando, e você está ficando para trás.
    A esperança venceu o medo.
    É a nossa hora, a hora do nosso povo. Que sempre plantou, e por isso está colhendo os frutos do seu esforço.
    É Ele, o povo; somos nós, os principais atores dessa mudança.
    Muitos Lulas virão. Muitas Dilmas, também. Porque somos todos Lula, somos todos Dilma, porque Lula e Dilma são o melhor exemplo da democracia representativa do mundo inteiro. A frase está gramaticalmente incorreta, mas seu sentido é preciso: Eles são nós!
    É melhor você acordar, para não ficar pra trás. Conforme-se, amigo Klaus, porque estamos longe do fim.
    Isso é só o começo!!

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11 de maio de 2010 às 21h08

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Leider_Lincoln

11 de maio de 2010 às 23h47

Mentira! Tudo de acertado do governo Lula se deveu aos erros do governo FHC, não é mesmo, dvorak? Podem procurar que está tudo lá, na tese de doutoramento do Serra…

Responder

    Gerson Carneiro

    12 de maio de 2010 às 13h11

    Precisa ir lá não. Assistam esse vídeo que está no PHA.

    FHC é colocado na parede. Em entrevista para o Hard Talk o próprio FHC se complica e se entrega.

    O PIG, óbvio, não divulgou no Brasil. E FHC só faz sucesso no PIG.
    http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/05/11


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