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Kátia Abreu vem aí


26/04/2010 - 18h32

ATUALIZAÇÃO 

À tarde, ao clicar no link http://www.vamostirarobrasildovermelho.com, aparecia a imagem abaixo, com o nome do militante  do DEM que está na campanha de José Serra. Agora à noite ela foi tirada do ar. Em seu lugar, aparecem o logo da campanha contra a reforma agrária e várias fotos. Por que, hein?

Do blog Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária

A campanha na internet da ONG “Vamos Tirar o Brasil do Vermelho”, em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), continua em branco.

Prometeram que colocariam a página www.vamostirarobrasildovermelho.com na web “a partir de segunda-feira, 26/4”, mas até agora nada (final da tarde de segunda-feira).

Veja na imagem acima que a página da ONG ( de onde surgiu essa ONG?) está sendo produzida na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, pela agência de publicidade de Marcelo Garcia.

Garcia é um quadro do DEM (clique aqui e leia a biografia dele).

“Estou deslocado pelos DEMOCRATAS para trabalhar no Programa de Governo do candidato José Serra à Presidente da República”, diz na sua apresentação.

Ou seja, um quadro do DEM que atua na campanha do Serra à Presidência está na direção de uma ofensiva contra os movimentos sociais e contra a Reforma Agrária…

É mais um sinal também de que Kátia Abreu será mesmo a vice da campanha do Serra.

E o Serra ainda diz que quer “uma reforma agrária pra valer”.

Para saber mais, vá ao blog em defesa da reforma agrária

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16 comentários

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Maria Lucia

30 de abril de 2010 às 15h37

Excelente o site "vamos tirar o brasil do vermelho". É bom que aqueles que não conhecem a realidade do campo e muito menos o "modus operandi" do MST, tenham a noção exata dos absurdos perpetrados por este movimento político(de social não tem nada).

Responder

    francisco

    16 de junho de 2010 às 00h48

    as pessoas que fizeram este site na realidade tem inveja do MST,por que tudo isso que a mídia acusa o MST é mentira, se formos analisarmos, direito quem é criminoso é o agronegócio que espulsa o homem do campo para as grandes cidades iludidos por vida melhor e quando chegam la, quebram a cara.

Klaus

28 de abril de 2010 às 01h00

Um debate Kátia Abreu / Dilma, não sei não… Com a facilidade que a demo-tucana tem pra falar e os tropeços frequentes de Dilma, ia ser interessante. Pena que esta possibilidade é remota,os cargos são diferentes. Mas o vampiro do Temer, terá o que temer (com trocadilho).

Responder

    cassio oliveira

    28 de abril de 2010 às 22h34

    aproveito o trocadilho com o sobrenome do possível futuro vice-presidente para lembrar ao klaus que kátia abreu deveria contratar bons advogados para defendê-la do processo criminal pelo crime de “grilagem pública” pelo Ministério Público Federal de Tocantins, contra o agricultor o agricultor Juarez Vieira Reis. Para saber mais, recomendo ao espirituoso Klaus interromper a leitura de blogs hospedados no portal daquela revista produzida às margens do esgoto conhecido por Rio Pinheiros e buscar informação na Carta Capital, edição de 22.11.2009

francisco.latorre

27 de abril de 2010 às 23h19

o mundo atual deles.. morreu.

não deixa saudade.

..

Responder

Diego Torres

27 de abril de 2010 às 18h59

Ele diz que quer fazer Reforma Agrária… Isso só pode ser piada! Quando eu vi a matéria no site do Paulo Henrique Amorim sobre a entrevista que ele deu para o SBT eu não consiguia acreditar no que estava lendo! Ele é muito cara de pau mesmo!!! Os comentários do PHA estão fantásticos!http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/04

Responder

Urbano

27 de abril de 2010 às 21h25

Na verdade o zé burranha já inicio a reforma agrária a partir do momento que sacramentou a doação que a tucanalha fez de um terreno público para a groubo. Deve ser reforma agrária às aversas.

Responder

Reginaldo Moraes

27 de abril de 2010 às 20h12

O homem do Serra para a reforma agrária se chama Francisco Graziano. Nao confundir com José Graziano, nada a ver. Este tal de Xico Graziano é aquele que foi expelido do govenro FHC porque, simplesmente, grampeou o proprio presidente para fazer fuxico contra um adversário dele!
Segue abaixo um resumo das ideias dele sobre a reforma (ou nao reforma) agrária que ele propoe. É longo, talvez, mas dá uma ideia da coisa.

Francisco Graziano – Qual Reforma Agrária? Terra, pobreza e cidadania, Geração Editorial, SP, 1996

Xico Graziano começa por dizer que a reforma agrária está fora da agenda, para logo depois dizer que, sim, alguma forma de reforma, de novo tipo, é não apenas possível mas necessária: “É preciso construir um modelo novo de reforma agrária, próprio para o mun¬do atual.”
Por que rejeita a reforma agrária ‘velha’? Primeiro, lembra que esse tipo de transformação ocorrera em períodos revolucionários, precedendo ou acompanhando a industrialização dos países em que se deram. Aparentemente, a afirmação é feita para dizer que o cenário mudou e, portanto, também a ação.
No Brasil, diz ele “não se fez a reforma naquela época e não existe fórmula para fazê-la agora!”
As razões apontadas são algo exóticas e parecem dispensar evidências empíricas (ou com elas conflitar). A primeira, algo misteriosa é esta:

“… porque a economia é agora extremamente com¬petitiva. O mercado seleciona o produto, estabelece preços, determina tipos, impõe qualidade, tudo muito diferente de antes”.

Ficamos sabendo, portanto, que em um momento apelidado de “antes” o mercado não era mercado e não se impunha às mercadorias. Agora (e não “antes”), a economia é extremamente competitiva.
A segunda razão padece dos mesmos dilemas:

“… porque os latifúndios se modernizaram e o grosso da população agora reside nas cidades. “ .

O autor rejeita a desapropriação como instrumento eficaz – apesar de dizer que “reorganização fundiária “deve começar pela desapro¬priação das terras ociosas ocupadas pelas grandes proprie¬dades improdutivas”. Deve começar por ai, mas isso pouco significará – então por que começar por ai? E por que nada significará? A explicação (?) parece ser esta:

“Esse mecanismo clássico, entretanto, não provocará gran¬des alterações na estrutura agrária, talvez nem mesmo na regional. As desapropriações normalmente ocorrem de for¬ma isolada. Um latifúndio aqui, outro acolá”.

Afinal, lembremos, “os latifúndios se modernizaram e o grosso da população agora reside nas cidades”.
Ainda assim, F. Graziano diz ser “necessário um processo de reestruturação fundiária que objetive a democratização da terra e o fortalecimento dos pequenos agricultores”. Seguem-se genéricas receitas de uma política de desenvolvimento agrário (a rigor, agrícola).
Desde logo, porém, o caminho deve ser o da redução da pobreza e a qualificação das pessoas (educação), para que elas cresçam e apareçam, descartando “atalhos”:

“Uma revolução democrática. Assim como deve ser todo o processo de reestruturação fundiária a ser efetuado no cam¬po. Nada de violência, nem de invasões de propriedades. Há formas mais adequadas, mais civilizadas, para se cami¬nhar rumo a um novo patamar de desenvolvimento da agri¬cultura.”

Depois de afirmar que os latifúndios se modernizaram e que a desapropriação de terras improdutivas (?) nem arranharia a estrutura fundiária, o autor parece duelar com as evidências. Lembra a existência dos “especuladores de terra”:

“Esse segmento, basicamente oriundo da velha oligarquia mas não exclusivamente, detém parte considerável das terras no Brasil e encontra-se muito primitivo ainda, quase me¬dieval, em seu posicionamento, tornando impossível o trabalho conjunto. Na verdade, a grande tarefa da cidada¬nia é destruí-lo.” Uai, ele detem parte considerável da terra? Mas o campo não havia sido modernizado a ponto de prescindir da 'velha' reforma agrária?

O assessor do Serra diz que a cidadania precisa encontrar um modo de “destruir” essa oligarquia, mas… sem violência, inclusive sem a 'violencia' da revisao dos indices de produtividade, sem a 'violencia' de cobrar as dívidas que o setor nao paga (e rola, rola), sem a violência, sequer, da palavra, quem sabe.

Responder

francisco.latorre

27 de abril de 2010 às 05h21

katinha vice?..

aí perde a graça.

será que tão entregando o jogo?..

pensando bem.. a opção seria o agripino..

sem saída. não tem tu vai tu mesmo.

fim de linha essa oposicinha.

..

Responder

Marat

27 de abril de 2010 às 01h17

Mas algo me intriga: Querem tirar o Brasil do vermelho, mas essa é uma das cores da bandeira do país que eles amam mais do que tudo…

Responder

Renato-JF

26 de abril de 2010 às 23h42

Uh Terêrê!!!

Katia Abreu vai ser a salvação da lavoura! O que estava claro, agora vai ficar transparente…

Responder

Marat

26 de abril de 2010 às 21h40

Existe "Praia do Flamenfo"?

Responder

    Conceição Lemes

    26 de abril de 2010 às 23h36

    Marat, rsrsr, não. Na mosca. Abs

    Marat

    27 de abril de 2010 às 00h17

    Rsrsrsrs – Conceição, não sei se vc já leu uma de minhas postagens, onde afirmo que a coligação "Unidos pela Mentira – PSDB/PFL/PPS/PIG", ao perder as eleições, separar-se-ão do Brasil e irão para a Ilha de Caras, e lá fundarão Brasil do B (ou o Brazil)… Quem sabe eles já estejam nomeando os locais de lá… Praia do Flamenfo, Morumby, Belo Orizonte etc… Abraços

    Conceição Lemes

    26 de abril de 2010 às 21h41

    Muito boa, Marat. Essa eu não li, não. Mas dá samba rsrsrrs. Obrigada por me fazer rir. Abs

    carlos bandeira

    27 de abril de 2010 às 00h16

    Deve ser um escritório na praia mesmo. Por isso a página ainda não saiu…
    De fato, os latifundiários que moram em Ipanema e no Leblon precisam muito mais das terras que os sem-terras…


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