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Beto Almeida: João Cândido, petróleo, racismo e emprego


08/05/2010 - 10h17

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*), na Carta Maior

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.

Desculpas à Nação
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.

E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro
A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.

Navegar é possível
O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações – entulho neoliberal – tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

(*) Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

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52 comentários

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Beto Almeida

27 de maio de 2010 às 13h23

grato pelos comentários
beto

Responder

beto

27 de maio de 2010 às 13h18

grato pelos comentários

Responder

Glecio_Tavares

09 de maio de 2010 às 17h47

Como eles acham que esconderão o Brasil? Em Pernambuco o povo esta rindo muito, tenho certeza, pois as obras do PAC estão aparecendo, la Dilma tem 50% das intenções de votos, nestas pesquisas malucas, e o atraso tem 25%. O navio deveria fazer uma viagem inaugural passando em vários portos brasileiros e recebendo visitantes para conhecer o produto da nova industria naval brasileira.

Responder

Carlos

09 de maio de 2010 às 17h59

Pudesse, faria o balanço de tudo o que foi publicado / noticiado na mídia sobre o lançamento ao mar do "João Cândido".
Quem se habilita?

Responder

Antonio Lyra Filho

09 de maio de 2010 às 13h27

Mais uma obra do PAc que Sérgio Guerra diz não existir e Serra diz que é marketing.

Responder

    HBR

    10 de maio de 2010 às 12h56

    ,Pois é Antonio Lyra e que contraditoriamente em seu "site" diz que em Pernambuco, não só o PAC existe, como ainda por cima, foi lele – o senador que vive fazendo guerra – que levou para o estado, com a indicação e a implantação de várias delas…..Irônico, não é mesmo?

Julio Silveira

09 de maio de 2010 às 12h40

O Presidente Lula e seu anjo da guarda Dilma, dão lição de brasilidade.
Infelizmente dar lição para o PIG é fazer sermão no deserto, com esses só guela abaixo.

Responder

Luiz Rogerio

09 de maio de 2010 às 10h46

Alguem tem o e-mail da Globo, de repente eles não souberam da matéria, que tal todos nós e nossos amigos enviarmos todas as matérias que eles não publicam para a caixa de e-mail deles?

Vamos entupir a Globo, eles nos entopem todos os dias…

Responder

    Gersier

    09 de maio de 2010 às 13h41

    Ótima idéia.Faço questão de fazer isso.

    Panambi

    10 de maio de 2010 às 12h23

    A idéia é boa. De repente pega….tô dentro!

Luiz

09 de maio de 2010 às 02h34

{continuação}
Ou seja, o Rei achou que se os brasileiros não tinham competência para terem sucesso, não deveriam ter ajuda da corte. Eles foram preteridos do projeto. O que se denota do comportamento de certa elite brasileira, é que para eles, brasileiro não têm competência para terem sucesso e fazer o Brasil crescer, assim como pretendeu Dom João VI. No comportamento de FHC está todo o projeto da direita (principalmente a paulista) para o Brasil, vender tudo que é possível, para brancos e de olhos azuis dos países desenvolvidos. Eles é que são “os bons”. A elite mantém o ranço dos tempos do império. Isso, acredito, explica a implicância com qualquer sucesso que o povo não banco está tendo nestes últimos anos, inclusive construindo um navio de 280 metros.

Responder

    francisco.latorre

    09 de maio de 2010 às 10h09

    fora entulho colonial.

    virando a página. dos séculos.

    ..

Marko

09 de maio de 2010 às 04h29

Teria sido mto mais simples sentir a tropa,
cumprir a lei
respeitar seus companheiros d armas
tiveram mais d 20 anos!!! pra isso antes da revolta estourar em 1910
mas não…
preferiram seguir c/a "tradição" d considerar subordinados hierárquicos como escravos
e a marinha d guerra como um feudo particular d determinada classe.

Após a revolta, entre modernizar a instituição, única maneira d priorizar sua função como arma do Estado contra eventuais agressões externas Ou deixar q a mesma parasse no tempo se depreciando, única forma d priorizar sua função como feudo particular d determinada classe social; nossas míopes elites não tiveram dúvida em escolher a 2ªopção…

Assim, apenas alguns anos depois qdo se viu forçada em 1917-18 a intervir no I conflito mundial, a marinha brasileira pagou o vexame inominável d além d demorar mais d ano pra chegar no teatro d operações europeu, não lograr o afundamento d 1 única embarcação inimiga ( como curiosidade, até a marinha do mais distante Japão foi mais eficiente naquele conflito ); vexame aliás q se repetiria d forma mais contundente no 2º conflito mundial, já q neste nem o próprio litoral a marinha brasileira estava apta a defender sozinha, tendo sido 100% dos submarinos inimigos afundados por embarcações, responsabilidade da marinha americana…

D qq modo, na letra d Aldir Blanc e música d João Bosco, o Dragão dos mares tem uma justa e imortalizada homenagem q ainda irá, pelo poder das ondas do ar e eletrônicas, mto além no tempo e no espaço do q qq embarcação jamais poderá ir e isso mto, mto mas mto tempo depois q este petroleiro tiver deixado d existir, assim como talvez a própria marinha quem sabe, afinal potências q existiam à época da revolta em menos d 10 anos viraram fumaça e hj nda mais são q história…

Responder

    Carlos

    09 de maio de 2010 às 18h05

    No livro "Petróleo, Imperialismo, Petrobrás", Francisco Mangabeira cita alguns almirantes que, pelas atitudes, fugiram à regra.

Marcia Costa

09 de maio de 2010 às 03h51

Gente, que emoção! Quando fui militar (cabo) conheci a bibliotecária que cuidava dos arquivos dos boletins internos da Marinha. Pessoa fantática que me apresentou a dura realidade dos marinehiros e cabos no início do século. O chicote era realmente a punição para todos: está escrito e isso a Marinha não pode negar! Seria mais digno admitir que um dia houve esta barbárie em nossos navios, disfarçada de hierarquia. Até hoje João Candido é um pária para o oficialato e um herói para todos os praças que vestem ou que um dia vestiram o branco uniforme. Agora, João candido viajará como um grande almirante pelos mares do mundo, levando e trazendo riquezas para o nosso país. Termino com o velho grito naval: HIP, hip, hip, ha: viva a Marinha de João Candido!

Responder

    Felipe M

    12 de maio de 2010 às 15h06

    Belas palavras, amigo! Nada como ler um comentário desses depois de uma ótima notícia!

francisco.latorre

09 de maio de 2010 às 03h05

emocionante.

outra do grande lula.

joão cândido.. fez justiça.

lambada na oligarquia.. e foi com gosto.

treme a casa grande.

..

Responder

    Gersier

    09 de maio de 2010 às 13h49

    Se por um acaso do destino,estivesse no governo-(toc,toc,toc,minliguê tres vezes)- alguém dos demoníacos ou dos emplumados,se por acaso tivessem eles construido esse navio,advinhem o nome de quem estaria estampado na proa do petroleiro?Com certeza algum "figurão" do PIG.Já imaginou? Petroleiro roberto marinho,ou então petroleiro frias ou ainda,petroleiro cívita.Regredir?Jamais,Dilma em 2010.

    Carlos

    09 de maio de 2010 às 18h07

    Se houvesse algum navio, teria sido construído em… na…, jamais aqui.

Luiz

09 de maio de 2010 às 02h34

Tanto neste artigo como no outro, o tema recorrente é a teimosia da direita em desprestigiar o Brasil e os brasileiros para dar as oportunidades para os "brancos" de países desenvolvidos. Sexta Feira de noite, assisti parte da entrevista com Luiza Iotti, historiadora e professora de história pela UCS, no canal 14, TV UCS. Contando do meu jeito o que ela disse. Segundo ela, quando a família real esteve no Brasil, houve uma preocupação pela tendência de escurecimento do povo brasileiro. Antes de virem para o Brasil, D. João tinha preocupação pelo tipo de população que encontraria aqui. Assim, depois que se instalou aqui no Brasil, resolveu dar uma branqueada nos brasileiros. Solução, imigrantes europeus. Não poderia ser qualquer imigrante. Teria que ser saudável, com esposa e, se possível, com filhos. Idade dos 20 aos 30 anos. Se viesse qualquer um fora dessas características, havia punição. Assim, velhos, deficientes, mulheres solteiras (prostitutas), etc, não poderiam vir. Freiras, só bem documentadas. Amarelos, nem pensar. Só com D. Pedro II foi que estes foram permitidos. {continua}

Responder

Julio Silveira

08 de maio de 2010 às 21h29

O Povo de lá tem consciência de que foi o PAC que revolucionou suas vidas, por consequencia Lula/Dilma?
Ou pensam que devem isso ao Tucano Sergio Guerra, que no congresso diz que o PAC não existe, e na sua terra procura capitalizar o PAC.

Responder

Gersier

08 de maio de 2010 às 19h34

E a babaquice da globo escondendo a matéria?Todos os canais deram destaque ao lançamento do navio petroleiro João Cândido,que foi batizado não por Lula como a Bandeirantes noticiou,mas por uma funcionária do estaleiro que o construiu.A globo ainda está naquela de que ela não noticiando, o resto do Brasil ficará sem saber.Ainda não perceberamque cada dia que passa sua credibilidade está indodevento em popa ladeira abaixo.

Responder

    beattrice

    09 de maio de 2010 às 04h56

    A audiência do JN cai continuamente há anos, queda de audiência, queda de receita, queda de receita, desespero total.

    Alexandre Tambelli

    09 de maio de 2010 às 13h43

    Gersier! A Globo navega na contramão da história brasileira. Uma pena! Com toda a sua estrutura e capacidade tecnológica poderia servir como uma parceira na luta por um Brasil Desenvolvido e Soberano! Imagina se ela noticiasse as coisas boas que acontecem no Brasil; fizesse cobertura das viagens do Presidente e suas comitivas com inúmeros empresários pelo mundo afora e mostra-se as possibilidades de comércio, delas advindas! Imagina se a Globo ajuda-se de maneira positiva o Brasil! Teríamos, ainda mais, crescido com a era LULA! Como imaginar que uma empresa tão capacitada tecnologicamente, aceite um suicídio desses, não é verdade?! Eu fico imaginando por que escolher este final, nesta teimosia de sua própria cúpula e de seus donos! Um desperdício agir assim… Porém, merecido é o seu triste fim… Como se diz: "quem planta colhe"!

Urbano

08 de maio de 2010 às 22h10

O jarbarrabás vãsconselhos decidiu voltar ao governo de Pernambuco, a fim de ajudar o zé burranha a destruir o Brasil, caso consigam ser eleitos.

Responder

Marcelo de Matos

08 de maio de 2010 às 15h38

É óbvio que produzindo navios precisaremos de mais vias navegáveis, mas, nossos rios, originalmente navegáveis em parte, estão sofrendo cada vez maior assoreamento. O volume de mercadorias transportadas pelas hidrovias existentes é muito pequeno. O custo de embarque e desembarque é alto; faltam terminais ferroviários para complementar as vias fluviais, etc. Vamos produzir navios, em princípio, só para a Petrobrás. Espera-se que o petróleo do pré-sal seja transportado de navio para as refinarias. No rio Piracicaba há um porto de nome Artemis que serviria para a ligação com o Mercosul, mas, parece que tudo não passa de projeto. Quando teremos, de fato, transporte fluvial e ferroviário?

Responder

    Carlos

    09 de maio de 2010 às 18h19

    " Espera-se que o petróleo do pré-sal seja transportado de navio para as refinarias."
    Petróleo é entregue nos terminais da Transpetro, e dali transferido para as refinarias – nem todas estão localizadas no litoral (a Refinaria do Paraná, REPAR, cerca de 900m acima do nível do mar, processa petróleo que recebe por oleoduto do terminal da Transpetro na ilha de S. Francisco do Sul-SC, distante 116 quilômetros).

josé gilvar gonzaga

08 de maio de 2010 às 15h29

parabens a toda equipe do presidente lula, o brasil pode mais e como pode. DILMA PRESIDENTE.

Responder

Geloca

08 de maio de 2010 às 14h44

Azenha, além de agradecer pelo texto belíssimo e esclarecedor, agradeço pela solução de (re)encaminhamento dos posts. Estou super feliz. Problema resolvido!!!!!

Responder

trombeta

08 de maio de 2010 às 14h42

Justa homenagem a um herói brasileiro de verdade, um homem negro que não aceitou ser chicoteado só por causa da cor de sua pele.

Responder

Rosa M. Costa

08 de maio de 2010 às 13h50

Em 2005, assistindo a CPI dos Correios, eu passei a perceber que a oposição não era oposição ao governo somente, era a oposição ao Presidente Nordestino LULA, embora tenha criticas, época, ao pdt LULA, eu fiquei com a indignação a essa oposição elitista, branca, aproveitadora. Daquele CPI para cá a oposição perdeu uma grande oportu-
nidade de fazer oposição, quer dizer eles perderam a credibilidade. VOTEI AS 5 VEZES NO LULA. AGORA BOTO FÉ NA
DILMA, Presidente. Hoje o preconceito é contras as mulheres. Depois quando um negro for candidato, espero que sim,
será contra os negros. MULHERES COM DILMA!

Responder

Geraldo Chaves

08 de maio de 2010 às 13h45

Fico imensamente feliz com o renascer da Indústria Naval.
Sou engenheiro mecânico e no inicio de minha carreira em 1974 trabalhei em duas empresas ligadas ao ramo: a Mecânica Pesada em Taubaté (SP) que construía os grandes motores navais e posteriormente na criação da CEC em Niterói (RJ) ligada aos estaleiros CCN, Emac e Caneco, erguida na Ilha do Caju numa área do Estaleiro Mauá.
Posteriormente entrei por concurso na então estatal CSN em Volta Redonda (RJ) onde testemunhei de longe a lenta destruição da industria naval.
Fico imaginando, após passados esses longos 35 anos, o que seria de no Industria naval hoje em dia se não tivesse sido sucateada pelos privatistas inimigos da pátria. Com a palavra o candidato que os representa…..

Responder

    valmont

    08 de maio de 2010 às 19h08

    Testemunho de peso, Geraldo.
    Só quem está de fato antenado na realidade pode entender a nossa indignação diante daqueles que insistem em dizer que "é tudo igual".
    Aí está: mais algumas toneladas de evidências a demostrar que o projeto de "desenvolvimento dependente", essa farsa dos demotucanos, escravizou o Brasil durante décadas. E que a nova atitude inaugurada por Lula consiste na luta pela libertação do povo brasileiro desse jugo secular.

    francisco.latorre

    09 de maio de 2010 às 10h13

    lula vai pra cima.

    quando passar a copa então..

    mas não espalha.. não conta pra ninguém.

    ..

    beattrice

    09 de maio de 2010 às 04h55

    Seguindo esse raciocínio, realmente a privataria destruiu mais que a realidade, destruiu muito do sonho nacional.
    Mas o que seria desse país, aí sim, se esse Zé Trolloló tivesse ganho em 2002?
    Uma calamidade inimaginável.
    Por isso faz-se necessário resgatar todas as declarações dele àquela época, porque se essa criatura mudou, e foi pouco, foi para pior.

    Felipe M

    12 de maio de 2010 às 15h17

    Eu realmente gostaria de saber mais sobre essa história. Eu nunca tinha ouvido falar sobre a indústria naval brasileira (e tenho 31 anos hoje). Como foi esse sucateamento? Começou com os militares? Qual o papel do governo FHC nisso?

    Fiquei chocado com o fato de termos tido algo tão importante e necessário para depois jogar fora. E pensar que a Petrobrás (que foi duramente atacada entre 94 e 2002) investe bilhões por ano em navios – quanto desperdício!

    Quem puder informar um pouco mais, ou indicar algum site, por favor, faça-o. É importante divulgar essas informações para que tenhamos uma visão realista da nossa história.

alexandre

08 de maio de 2010 às 16h26

Teve jornal? dizendo que era só o casco; que ainda faltava motor, parte elétrica, etc. Da minha parte, não quero nem saber se já está ou não pronto, pois o simples simbolismo já valeria, e o principal, se tal falácia fosse verdade, já está pronto.

Responder

    Ramon

    08 de maio de 2010 às 20h23

    Se o que vc esta dizendo fosse verdade, vc acha que o PIG já não teria afundado o navio? Faz-se de Besta! como diriam aqui no Nordeste.
    O que assistimos é um renascimento, não apenas da Indústria Naval, mas de um país mais justo e que progride trazendo vantagens para todos, até para aqueles que são contrários aos interesses nacionais.

    LuizCarlosDias

    09 de maio de 2010 às 00h52

    É verdade li na folha que é oposição ferida, que o navio não passava de casca oca , chi achei absurdo. Uê, absurdo.

@rldigital

08 de maio de 2010 às 15h56

Em pleno século 20 a Marina Brasileira tinha por hábito chicotear marinheiros, principalmente negros. Alguém precisa avisar aos senhores almirantes que a época da escravidão acabou. Se eles têm saudades, que construam uma máquina do tempo, voltem para o século 18 e fiquem por lá mesmo.

Responder

Tweets that mention Beto Almeida: João Cândido, petróleo, racismo e emprego - (via -- Topsy.com

08 de maio de 2010 às 12h50

[…] This post was mentioned on Twitter by VIOMUNDO, marcoshavana, marcoshavana, Lucimar Carnizella, Lucimar Carnizella and others. Lucimar Carnizella said: RT @viomundo: Beto Almeida: João Cândido, petróleo, racismo e emprego – http://tinyurl.com/2vjo3mb (via @viomundo) […]

Responder

Beto magalhães

08 de maio de 2010 às 14h54

Belo Texto. Este ato de ontem , para mim e espero para os meus companheiros de partido, passa a ser o mote da nossa campanha política: "é a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar"…belíssimo, muito bem lembrado!

Responder

Farpa

08 de maio de 2010 às 14h38

E o PIG omitiu à maioria dos brasileiros o significado histórico desse momento para o país. É mais uma demonstração daquela frase histórica: "os maiores inimigos do Brasil não estão lá fora, estão aqui dentro".

Responder

    Felipe M

    12 de maio de 2010 às 15h31

    Eu já acho que eles estão lá fora, sim. E justamente por eles existirem é que começam a aparecer essas distorções aqui dentro, nas empresas de comunicação de massa. Aliás, recomendo o livro "O capital estrangeiro na imprensa brasileira", de Genival Rabelo (1966).

    Já na década de 20 a Itabira Iron quase conseguiu um contrato totalmente danoso para o Brasil, sob qualquer ângulo que se analisasse – e teve o apoio da imprensa da época, mais ou menos como o que aconteceu com FHC e suas privatizações mais polêmicas.

    O Brasil precisa de informação livre – e o único meio de se conseguir isso é com a internet. Do contrário, as únicas fontes disponíveis para a maioria continuarão sendo as poucas e mesmas de sempre, a começar por empresas como a Abril, a Rede Globo e a Folha.. (a lista não vai muito longe, e por isso mesmo é bem previsível).

@marisps

08 de maio de 2010 às 14h33

Salve o navegante negro! Divina Elis e Viva o Brasil Novo! [youtube n6-i_XQsxCE&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=n6-i_XQsxCE&fe… youtube]

Responder

Gerson Carneiro

08 de maio de 2010 às 14h28

“O sertão vai virar mar
Dá no coração”

A todos os Joões Cândidos: Zumbi, Antonio Conselheiro, Lampião, Padim Ciço, Arthur Bispo do Rosário, Luiz Gonzaga, Lula, os “homens gabirus” de pernambuco, os retirantes (e os que resistiram em permanecer), os sertanejos, as mulheres do Nordeste (fortes como fibra de sisal), enfim… o povo nordestino, o povo brasileiro. E os que foram enviados para morrer na estúpida Guerra (nossa) do Paraguai. E todos em qualquer canto deste país, que verdadeiramente ama esse país e sua gente.

Não há mais espaço para sentimento contido de indignação. Não é verdade que "o Brasil não tem dono". Esse país é nosso. Vamos tomar posse de verdade.

Não tenho palavras, não sei o que dizer, além de: somos nós, Brasil.

Responder

franklin

08 de maio de 2010 às 14h27

Quero ver foto desse monstro dos mares, talvês vídeos, Azenha, dà esse presente pra nós.

Trás também foto e vídeo, daquela réplica que afundou na apresentação dos 500 anos no desgoverno de FHC, só pra comparar né?

Responder

    LuizCarlosDias

    09 de maio de 2010 às 01h02

    kkkkkkkkk tb quero ver o monstro afundando, como é? P55? a cada comentario ou analise deveria ter fotos, musicas ou charges ilustrando, é bom pra lavar a alma da gente que é PT de verdade.

    beattrice

    09 de maio de 2010 às 04h50

    Além do desastre da réplica o afundamento da P36.
    Literalmente um des-governo que fez água.

    Glecio_Tavares

    09 de maio de 2010 às 17h49

    Pelo que li beatrice o acidente com a P36 era previsivel pois o tratamento da petrobras pelo governo na época era justamente para sucatea-la e vende-la por 1 real como banespa e outras empresas nacionais. O patrimonio publico dilapidado pelos corvos tucanos.

    João

    09 de maio de 2010 às 01h45

    kkkk verdade franklin! bem lembrado tem aquela b….ta que fizeram.

Carlos

08 de maio de 2010 às 13h54

Beleza, Beto!

Responder

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