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Diário da Resistência


Bernardo Bastos: Parece que todos morremos um pouco com Bruno e Dom
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Bernardo Bastos: Parece que todos morremos um pouco com Bruno e Dom


16/06/2022 - 23h15

Por Bernardo Bastos*, especial para o Viomundo

Parece que todos morremos um pouco com Bruno e Dom.

Morreu mais um pouco o ideal de Brasil afável, civilizado, humano e sensível.

Depois de quase um quadriênio deste governo nefasto, o sentimento é de muita tristeza e muita raiva, que beira já o insuportável.

Para mim, essa tristeza ainda tem um amargor especial, atada pelos fios das minhas memórias.

Morei um ano em Tabatinga, na mesma região do Vale do Javari, assim que me formei na faculdade de medicina, servindo ao Exército.

Lá atendia militares, civis não índios, brasileiros, peruanos e, por vezes, colombianos, além de indígenas de diversas etnias.

Fiz grandes amigos, que guardo até hoje. Sempre foi uma região de conflitos, crimes, tráfico e assassinatos, em grande parte pois apartada da lei.

De lá pra cá, o que já era complicado piorou e muito. À época, era 2008, auge do governo Lula, e achava mais ridículo que detestável um certo militarismo ainda vigente em parte da instituição – retrógrado, saudoso da ditadura, profundamente antiindígena e ocupado com inutilidades.

Lembro-me de um capitão bradar à frente da tropa: “Minha avó é índia” – naquele tipo de frase tipicamente brasileira que pretende legitimar a afirmação adversativa que vem em seguida – “mas eu digo mesmo: índio é tudo vagabundo!”

Não imaginava que chegaríamos até aqui na História e que aquele tipo de militarismo que me parecia (ingenuidade minha) desprezível e puído, nos assombraria novamente.

Imaginem minha raiva quando li aquela nota do exército dizendo que poderia procurar os desaparecidos mas não estava fazendo porque estava aguardando ordens superiores.

Quero acreditar que, passado esse capítulo sombrio da História, haverá a emergência de militares para restaurarem a respeitabilidade das FFAA.

Forças armadas que sejam realmente compromissadas com a soberania e o desenvolvimento nacional, compromissadas com o povo brasileiro mesmo, incluindo e sobretudo os que mais sofrem, que são explorados, que têm seus direitos, terras e oportunidades usurpadas.

Porque símbolos nacionais, como a bandeira e o hino, sem um povo e sem toda a sua riqueza cultural, não são nada, senão um imenso vazio.

*Bernardo Bastos é médico.





8 comentários

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Zé Maria

18 de junho de 2022 às 09h52

https://apiboficial.org/files/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-17-at-19.11.15.jpeg

“APIB convoca Mobilização pela Votação do Marco Temporal no STF”

No próximo dia 23 de junho (5ª-feira) o movimento indígena do Brasil
todo vai realizar uma série de manifestações para pedir ao Supremo
Tribunal Federal (STF) que retome a pauta do Marco Temporal para
votação.

Estão sendo convocadas ações nos territórios, nas aldeias e nas redes
sociais.

“Precisamos fazer com que os ministros derrubem de uma vez
por todas a ideia absurda de datar nossa existência no território
brasileiro.
Não vamos aceitar que nosso futuro seja despedaçado por ações
desse governo genocida. Somos raiz e continuidade da vida”,
afirmou Dinamam Tuxá, da Coordenação Executiva da APIB
(Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

O julgamento da tese estava previsto para esta data, no entanto
foi suspenso e ainda não possui data para retornar.
A APIB havia previsto um grande acampamento nacional em Brasília, que também foi adiado.
Porém, o Povo Xokleng vai realizar uma manifestação na capital.

Para a APIB, a votação do Marco Temporal é importante para ligar
um sinal vermelho às posturas anti-indígenas do atual governo.

“Bolsonaro não só acabou com a demarcação de terras no Brasil
como colocou militares e pessoas – que até hoje querem catequizar,
doutrinar e exterminar nossa cultura – em cargos de instituições
fundamentais para a garantia dos nossos direitos”.

Há mais de 3 anos não ocorre uma demarcação de terra, enquanto
a situação de invasão de territórios por criminosos, conflitos,
assassinatos e ameaças se multiplicam.

Entenda o julgamento do Marco Temporal

A tese do Marco Temporal tomou força após a promoção de posturas
anti-indígenas pelo governo de Jair Bolsonaro.

De acordo com esta tese, a demarcação de uma terra indígena
só poderia acontecer se fosse comprovado que os povos originários
estavam sobre o espaço requerido antes de 5 de outubro de 1988,
data da promulgação da atual Constituição Federal.

A tese que se contrapõe ao Marco Temporal se chama Indigenato.

De acordo com a Tese do Indigenato a posse da terra pelos indígenas
é um título congênito, ao passo que a ocupação é um título adquirido.

Como defendeu o ministro Fachin, os direitos constitucionais
indígenas são cláusulas pétreas “visto que estão atrelados esses
direitos à própria condição de existência dessas comunidades
e de seu modo de viver”.

Hoje no Brasil, há mais de 300 processos de demarcação de terras
indígenas que estão em aberto.

A decisão pode definir o rumo desses processos.

https://apiboficial.org/files/2021/10/Camada-15.png

https://apiboficial.org/2022/06/17/apib-convoca-mobilizacao-pela-votacao-do-marco-do-temporal-no-proximo-23-de-junho/

Responder

Zé Maria

18 de junho de 2022 às 09h10

Entrevista: Yuri Niwa Wani Marubo

“Governo perdeu o controle da região”, diz assessor da Univaja

O CB entrevistou o assessor jurídico da União dos Povos Indígenas
do Vale do Javari (Univaja), Yuri Niwa Wani Marubo, que trabalhava
na equipe de Bruno Pereira

[ Reportagem: Tainá Andrade | Correio Braziliense (CB) ]

Representante e assessor jurídico da União dos Povos Indígenas
do Vale do Javari (Univaja), Yuri Niwa Wani Marubo trabalhava
na equipe do indigenista Bruno Araújo Pereira.

Ele afirmou que o assassinato do colega foi uma grande perda
para o país.

“Quem ganhou foi a organização criminosa, e quem perdeu foi o Brasil,
porque Bruno era a maior autoridade para o reconhecimento dos
povos isolados no país”, enfatizou.

O indígena da etnia Marubo também relatou um temor:

“Estamos muito preocupados com a nossa segurança.
Não sabemos como será depois desse caso e como ficarão
as lideranças”.

Leia os principais trechos da entrevista:

CB: Como é o contexto no qual Bruno e Dom foram assassinados
e que é vivenciado por vocês?

Yuri Niwa Wani Marubo: O Vale do Javari tem problemas sérios há, aproximadamente, quatro décadas e só vem se potencializando. Este governo é algo que foge da concepção, não dá suporte para nenhum dos órgãos que atuam na região: Funai, Ibama e Polícia Federal. Falo por conhecimento de causa. Antes, a Univaja tinha um trabalho coletivo com esses órgãos. Nos últimos 10 anos, tudo ficou bem ruim. Hoje, a PF tem seis homens em Tabatinga para cuidar da fronteira, o governo não dá condições mínimas para a polícia de Estado fazer seu trabalho. Não tem condições de fazer operações com esse contingente em 8,6 milhões de hectares, um local que é praticamente do tamanho de Portugal. O governo já perdeu todo o controle da região.

CB: O que tem acontecido com as pessoas que tentam fazer um trabalho
de fiscalização no Vale do Javari?

Yuri Niwa Wani Marubo: As mortes de lideranças — seja indígena, seja quilombola ou missionários — é uma covardia que vem ocorrendo de Norte a Sul no país. Isso ocorre devido à ausência do Estado nos locais isolados. Quando há essa ausência, recai um peso exacerbado junto às organizações, indígenas ou dos povos tradicionais, um papel que não é delas. Passam a fazer um papel de Estado, de governo, de polícia, de Exército. O certo deveria ser esses agentes fiscalizarem, comunicarem o que ocorre dentro das comunidades indígenas, e o que está acontecendo é o inverso. Nós não temos o poder de polícia. O que temos é um conhecimento da área indígena e acadêmico. As lideranças indígenas contribuem e ajudam essas organizações junto à Justiça (Federal) e ao Ministério Público Federal (MPF), e ficamos à mercê da própria sorte. Falo por todos que fazem o trabalho, que mostram o rosto na mídia, enquanto os criminosos não têm o mínimo de consideração com o ser humano.

CB: Com o caso de Bruno e Dom, como vocês, da equipe dele,
têm se sentido em relação à segurança pessoal?

Yuri Niwa Wani Marubo: Estamos muito preocupados com a nossa segurança. Não sabemos como será depois desse caso e como ficarão as lideranças. No nosso meio, já se fala em formas de proteção por causa dos fatos dos últimos cinco anos. A morte do funcionário da Funai (o indigenista Maxciel Pereira, morto a tiros na avenida principal de Tabatinga); o assassinato de sete korubos por madeireiros dentro da TI na década de 1960; a disseminação de doenças, pescadores e madeireiros que fazem esse contato sombrio levando doenças; são vários fatores que fazem essa terra ser sem lei. O Estado não tem nenhum equipamento, pessoal ou logística para frear esse comportamento criminoso que tem acontecido na terra indígena. Vamos sentar ainda para decidir o que fazer para a nossa segurança, porque não podemos fazer justiça com as próprias mãos. O que se pensa é em sentar com a coordenação (da Univaja) e com autoridades e pensar no caminho seguro para as questões de segurança, porque não queremos praticar nenhum crime, como andar armado, mas sem porte, por exemplo. Queremos respeitar a legislação brasileira e, para isso, precisamos seguir os requisitos. Não vamos passar a atacar os madeireiros, é somente uma questão da nossa segurança.

CB: Quem ganha e quem perde com a morte de Bruno?

Yuri Niwa Wani Marubo: Quem ganhou foi a organização criminosa
e quem perdeu foi o Brasil, porque Bruno era a maior autoridade
para o reconhecimento dos povos isolados.
Esse é um trabalho delicado, não é feito de imediato.
Passa-se por um processo de aprendizado, envolve conceitos teóricos
do meio ambiente, da fauna, da flora e dos rios.
Tem que ter conhecimento de vivência dentro da selva.
Ou seja, para preparar um homem como o Bruno leva tempo,
muito tempo, não é só na faculdade.
Depois de passar por todo esse processo é que (o indigenista) passa
a ter o contato (com os povos indígenas).
Envolve uma cosmologia, que é uma parte espiritual dos povos
indígenas, em que se acredita ser necessário respeitar para ser
respeitado e não tentar levar a religiosidade do mundo ocidental
para as TIs.
Por isso, nos sentimos impotentes. As autoridades foram comunicadas,
a PF, o MPF, a Funai, a Justiça foram comunicados, e nada foi feito.
Postergaram o problema.
A morte dele deixa uma lacuna enorme que nem o governo brasileiro
vai conseguir preencher a curto prazo.

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/06/5015935-governo-perdeu-controle-da-regiao.html

Responder

    Zé Maria

    18 de junho de 2022 às 09h16

    https://drive.google.com/file/d/1PtErfG3jScslZJAdsPAK383v8I3y6UgR/view

João Carlos

17 de junho de 2022 às 16h37

Quando vejo um texto contundente e humano como esse do MÉDICO Bernardo Wittlin, e quando leio as histórias do Bruno e do Dom, penso que nem tudo está perdido…ainda temos esperança de poder juntar os cacos…

Responder

Zé Maria

17 de junho de 2022 às 09h48

https://ichef.bbci.co.uk/news/800/cpsprodpb/3485/production/_125454431_gettyimages-459677764.jpg

“Enquanto eles matam, nós levantamos mais vozes”,
diz filha de Chico Mendes

Filha do seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988 por se
contrapor ao ‘avanço destrutivo’ [leia-se: combater invasões] de
grileiros e fazendeiros na Amazônia,
a ambientalista Angela Mendes vê similaridades entre a trajetória
de seu pai e as do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico
Dom Phillips, mortos no início do mês no Amazonas.

[Reportagem: João Fellet | BBC News BR |

“Eles têm o mesmo propósito, a mesma causa coletiva: a luta pela preservação do meio ambiente e das populações que estão nesse meio”, diz Ângela em entrevista à BBC News Brasil.

“Se você considera o cenário de extremos ataques a essas populações e territórios, que têm como pano de fundo a exploração mineral, a retirada de madeira, (a criação do) gado, no final das contas, a realidade do Chico é a mesma que enfrentavam o Bruno e o Dom”, ela afirma.

Bruno Pereira e Dom Phillips foram assassinados quando viajavam pelas proximidades da Terra Indígena Vale do Javari, no início do mês.

Dom, que estava escrevendo um livro sobre como salvar a Amazônia, visitava a região para conhecer o trabalho de Bruno junto a uma associação indígena local, que vinha se contrapondo a garimpeiros, madeireiros, pescadores e caçadores ilegais.

Segundo a polícia, Bruno havia sofrido ameaças por causa do trabalho — assim como também enfrentava ameaças o seringueiro Chico Mendes antes de ele ser morto em Xapuri, no Acre, em 1988.

Chico Mendes liderava um sindicato que criou a estratégia dos chamados “empates”, nos quais seringueiros desmontavam acampamentos de peões contratados por fazendeiros para derrubar as matas.

Por causa das ações, foi assassinado com um tiro de espingarda quando se preparava para tomar banho em sua própria casa.

A filha do seringueiro, que tinha 19 anos quando o pai foi morto, conta que já imaginava que Dom e Bruno pudessem ter sido assassinados quando soube do desaparecimento da dupla, na última segunda-feira (06/05).

Ela lembra que o Brasil figura entre os primeiros colocados nos rankings de países onde mais ativistas ambientais são mortos.

“A gente sabe que, com o cenário que está posto, de intenso incentivo (a crimes contra ativistas ambientais) e impunidade, o fim não poderia ser outro”, afirma.

“Dom e Bruno se somam a muitas outras pessoas cuja morte não teve tanta divulgação, mas que também fazem parte dessa terrível lista”, diz.

Angela vê semelhanças entre as quadrilhas que atuam no Vale do Javari, onde Dom e Bruno morreram, e as que estão presentes na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, criada após a ação de seu pai.

A polícia diz suspeitar que um grupo de pescadores ilegais vinculado ao narcotráfico esteja por trás das mortes de Dom e Bruno.

Na reserva Chico Mendes, diz Angela, desmatadores também “estão agindo aliados ao narcotráfico”.

“É uma situação muito difícil para a gente, e quem está no território está sendo dominado, oprimido. Sabemos que pessoas nesses lugares estão sendo ameaçadas”, afirma.

Ela também vê similaridades, ainda que com variações, entre a relação que o governo federal mantém com a Amazônia hoje e a que mantinha nos tempos de seu pai.

Chico Mendes se tornou um ativista durante a ditadura militar, quando o governo encampava na Amazônia os lemas “integrar para não entregar” e “uma terra sem homens para homens sem terra”, estimulando a ocupação da floresta sob o pretexto de garantir a soberania nacional sobre o território.

No entanto, diz Angela, “ao chegarem aqui, os ‘proprietários’ se deparavam com uma floresta viva, cheia de gente, pessoas que vieram principalmente do Nordeste para o cultivo do látex, e começaram a expulsar e matar essas pessoas, que aqui já estavam há 30, 40, 50 anos”.

O governo atual, diz Angela, “é a interface do governo militar da ditadura”.

“Seja através de suas manifestações, seja através dos atos, ele (governo) estimula esse estado de violência. Ele usa um código que as pessoas ouvem e começam enlouquecidamente a fazer coisas”, diz a ativista.

Ela lembra o episódio conhecido como o Dia do Fogo, em 2019, quando fazendeiros no Pará se organizaram para queimar áreas de floresta no mesmo dia para dificultar a fiscalização.

Segundo ela, o grupo se sentiu encorajado por declarações do presidente Jair Bolsonaro críticas a órgãos de fiscalização. “Esse tipo de atitude incentiva e banaliza a violência”, afirma.

A BBC enviou as críticas de Angela à Presidência da República, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Proteção a ativistas
Angela afirmou que a morte de Dom e Bruno reforça a urgência da entrada em vigor, no Brasil, do Acordo de Escazú, um tratado internacional que cria proteções para defensores ambientais.

Assinado por 24 países caribenhos e latino-americanos, dos quais 12 já o ratificaram, o tratado busca garantir segurança a quem denuncie crimes ambientais e ampliar a participação social em órgãos de fiscalização, entre outros pontos.

O Brasil assinou o acordo em 2018, mas ainda não o ratificou.

A ratificação do acordo, diz Angela Mendes, pode inclusive ajudar a tornar mais transparentes as investigações do crime contra Dom e Bruno.

Apesar da comoção gerada pela morte da dupla, ela afirma que o caso tende a fortalecer o movimento pela proteção da floresta.

“Enquanto eles vão matando, a gente vai vivendo e levantando mais vozes”, diz.

Angela lembra a frase de um amigo de seu pai. “Ele dizia que aqueles que atiraram no Chico erraram o tiro. Pensaram que tinham matado, mas não mataram, porque as ideias dele estão aí, ele continua sendo falado. E, se ele continua sendo falado, é porque ainda está vivo”.

A morte de Bruno e de Dom — assim como a da freira americana Dorothy Stang, assassinada em 2005 por defender agricultores sem-terra em Anapu (PA) — terá efeito similar, diz ela.

“Hoje a gente tem muito mais Chicos, e com certeza teremos
mais Doms, Brunos e Dorothies”, afirma.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61835908
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“Chico Mendes foi morto em 1988;
Dorothy Stang em 2005;
Phillips e Bruno em 2022.
Muitos outros tombaram e tombarão
enquanto a sangria predatória
for acobertada pelo braço armado
do Estado como expressão da
soberania brasileira na Amazônia.”

https://twitter.com/CartaMaior/status/1536378911004803074
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Daqui a 17 Anos, quais serão os Mártires
do Ambientalismo a serem Executados ?
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Responder

Sergio Furtado Cabreira

17 de junho de 2022 às 07h50

Interessante… e os branquelos europeus cristãos inventaram a escravidão para sugar o trabalho alheio!
Vagabundos são os parasitas que enriquecem nas Bolsas de Valores e outros trambiques econômicos sem suor ou esforço!
Enfim, o Homo sapiens é o mesmo desde a Roma antiga!

Responder

Zé Maria

17 de junho de 2022 às 01h25

Dizer que ‘Índio [ou Negro] é tudo Vagabundo’ é o
mesmo que afirmar que “Militar é Tudo Vagabundo”.

Responder

    Zé Maria

    17 de junho de 2022 às 03h43

    Mais uma vez na História, os Negros e Índios
    pagarão a conta dos Brancos Ricos, Genocidas.


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