VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Antonio Luiz Costa: Na Líbia, OTAN faz 1 a 0 nos BRICs


23/08/2011 - 22h01

E o vencedor é…?

Antonio Luiz M. C. Costa*, na CartaCapital

23 de agosto de 2011 às 17:23h

Repete-se há seis meses que “a queda de Kaddafi é iminente”, mas com grande parte de Trípoli nas mãos dos revoltosos, inclusive o complexo de governo, pode-se finalmente acreditar nessa frase sem correr o sério risco de superestimar a competência dos rebeldes. Demonstrado, mais uma vez, na noite de 22 de agosto. Todas as mídias anunciaram a captura de Saif al-Islam, filho e principal porta-voz de Kaddafi, supostamente confirmada pelo Tribunal Penal Internacional, mas ele apareceu num hotel cheio de jornalistas, dirigindo seu próprio carro, para assegurar que controlava a cidade e “escorraçaria as ratazanas”. Muhammad, o filho mais velho também “capturado”, escapou à prisão, segundo os rebeldes. Faz lembrar a frase feita sobre pessoas a quem não se deve dar duas tartarugas para cuidar ao mesmo tempo.

Em todo caso, o regime que dominou a Líbia por 42 anos foi derrotado. Menos pela “primavera árabe”, neste caso pouco mais que pretexto, do que pela intervenção direta dos EUA e seus aliados sob a folha de figueira do mandato da ONU para “proteger os civis” por meio de uma zona de exclusão aérea. Foram decisivos não só os ataques diretos dos aviões e navios da OTAN às tropas e instalações civis e militares de Kaddafi, como também a participação discreta, em terra, de conselheiros e instrutores militares da SAS (Special Air Service, força especial secreta do exército britânico) e de espiões do MI-6 no planejamento das ofensivas militares. Sem isso, a rebelião, ao que tudo indica, teria sido destroçada há meses.

Mas quem venceu? “Os rebeldes” é uma resposta que, além de ingênua, não quer dizer muita coisa. A oposição a Kaddafi é um saco de gatos que inclui monarquistas pró-ocidentais do antigo regime, islamistas originados da Al-Qaeda (como reconhece a própria OTAN), socialistas e empresários, além de muitas figuras importantes do regime teoricamente deposto. Os conflitos internos foram brutais mesmo durante a luta, como mostrou o assassinato do ex-ministro do Interior de Kaddafi e comandante militar rebelde Abdul Fatah Younis em 28 de julho, supostamente por rebeldes islamistas. Deixados a si mesmos, os rebeldes estariam prontos para outra rodada de guerra civil.

A vitória, por enquanto, pertence aos norte-americanos e europeus, que tentarão colher os louros na forma de petróleo. Os rebeldes já deram várias indicações de que os premiarão com contratos e concessões e punirão as estatais da Rússia, China e Brasil, países que se recusaram a apoiá-los e romper com Trípoli. Assim, uma leitura possível é que as velhas potências do Atlântico Norte tenham vencido a primeira batalha de uma nova guerra fria, que as opõe aos BRICS. Se consolidarão essa vitória, só o tempo dirá: o Afeganistão e o Iraque mostraram que uma invasão bem-sucedida é apenas o começo de uma longa dor de cabeça.

*Antonio Luiz M.C.Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica

PS do Viomundo: Não subestimemos o fato de que, pelo menos no Brasil, a mídia joga no time da OTAN. Quase em uníssono.

New York Times: A briga pelo petróleo já começou

Os recursos naturais da África em disputa

Patrick Cockburn: Gaddafi perdeu. Mas, quem ganhou?

Franklin Lamb: Acabaram com o Kadafi… ou com a Líbia?

Robert Fisk: Os idílios de Kadafi com o trio Blair-Sarkozy-Berlusconi

Pepe Escobar: Africom, enfim, terá base no continente

O MST vai ao Planalto

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


58 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Pepe Escobar: No capitalismo de desastre, abutres sobre a Líbia | Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de agosto de 2011 às 01h31

[…] Antonio Luiz Costa: É OTAN 1 x BRICs 0   […]

Responder

Lucas

24 de agosto de 2011 às 23h44

Temos duas opções:

1- Novamente nos converter em servos dos EUA e da Europa, para poder ter a oportunidade de receber parte dos espólios de suas inúmeras guerras.

2- Ter uma política externa independente digna de um dos poderes em ascensão do século XXI, nos desvencilhando da OTAN, decadente, trabalhando para um mundo mais multipolar e mais pacífico.

Os BRICS não perderam nada, enquanto a OTAN entra em falência múltipla tentando ocupar todos os países produtores de petróleo do planeta, o resto do mundo cresce, progride e se diversifica.

Responder

Marduk

24 de agosto de 2011 às 17h47

O pessoal aqui apóia tudo o que não presta, como este possível ex-ditador sanguinário… Leram tanto Paulo Freire que ficaram de miolo mole.

Responder

Rafael

24 de agosto de 2011 às 17h35

Outra guerra por causa da ganância do americano e europeu.

Responder

fernandoeudonatelo

24 de agosto de 2011 às 13h39

Creio q a aliança ocidental tentará forçar a criação de uma assembléia constituinte e instituições de estado, que substituam o Conselho de Transição "rebelde", ao invés de uma pacificação terrestre coordenada por tropas da OTAN/ONU.

É provável que tentem fazer com que o novo governo líbio, seja composto por uma coalizão de forças polítcas e étnicas, mas ainda favorável aos interesses estrangeiros, porque garantiria estabilidade para os empreendimentos e cumprimento de contratos anteriores.

Sem dúvida, o grupo pertencente ao clã tribal da antiga monarquia Idris, deve ser o principal poder político da Líbia, financiado e protegido do Ocidente.

Responder

Elizabeth

24 de agosto de 2011 às 12h03

Ué ??Desde quando rebeliões da “primavera” virou OTAN x BRICS?? O mundo esta mesmo mudando…. Estão mudando a paradigmas. Acho então que o mundo não esta mudando para multipolaridades!! Então o mundo se dividirá em EUA+Europa x Brics ?? kkkkkkkkkkkkkk
.
Ah, isso vou gostar de ver!! Estou muito curiosa…. Apesar de que tenho notado esta dinamica, dede o incidente da escolha do presidente do FMI . EUA e Europa levam o jogo… O Brics apenas se posiciona… China e Rússia apenas ironizam a decisões dos rivais E claro que os Brisc sabiam que OTAN ganharia a parada…mas posaram de “não estamos aí para atacar as nações do mundo”… Algo me diz,que na verdade OS Brics não estão interessados em “ganhar as paradas”. Estão é querendo protagonizar no mundo… e EUA e Europa estão caindo na armadilha principalmente o EUA esta se movendo como BRICS querem… Rússia e da China não querem conflito, mas querem que EUA arranje conflito, E só ver depois o tom irônico que China e Russia se pronunciem depois dos incidentes!!Rússia é que parece feliz da vida de ter encontrado sua turma… Sabendo da tentava do EUA isolar a Russia… E quanto a “primavera árabe”… Acredito que vai ter muita confusão, depois da derrubada dos estados autocráticos!! Porque aquilo sempre é briga de clãs, de tribos e conflitos étnicos… E nada interessados em novos ”colonizadores’!!
.
Agora, é de dar nojo ver a midia do Brasil comemorar a vitoria da OTAN como fosse a sua tambem!! Não ei porque ainda me surpreendo…

Responder

EUNAOSABIA

24 de agosto de 2011 às 11h18

Haverá muita oportunidade de reconstruir, vender material e investir na Líbia… graças a uma diplomacia tosca e de viés anti americano vamos perder essa oportunidade…. é muita falta de visão de mundo em longo prazo.

Responder

    Valdeci Elias

    24 de agosto de 2011 às 13h57

    Nem sempre o caminho mais facil, é o melhor caminho.

Fernando

24 de agosto de 2011 às 11h16

Os EUA acham que ganharam no Iraque e no Afeganistão.

Mas até hoje os sacos pretos retornam para Arlington.

Responder

Marcelo de Matos

24 de agosto de 2011 às 11h01

Não acredito que os povos que se rebelaram na chamada Primavera Árabe continuarão a ser tutelados por potências ocidentais. Eles também devem abrigar o sonho de se tornarem “emergentes”, como ocorre com Brasil, Índia e Rússia. A China já emergiu faz tempo. Egito, Indonésia e África do Sul têm potencial para entrar no grupo dos emergentes. Será que outros países, árabes ou não, não têm a mesma expectativa? Eles vão continuar lutando por maior participação política na busca de seus objetivos. O Brasil tem e continuará tendo bom relacionamento político e comercial com a maioria das nações do continente africano. Espero que nossa política externa independente sirva de exemplo para esses países.

Responder

Bonifa

24 de agosto de 2011 às 09h11

Será o petróleo mais caro que a Europa já conseguiu conquistar. A dor de cabeça desta vitória de Pirro vai ser tão brutal que explodirá as cucas de todas as lideranças políticas da Europa.

Responder

Carlos Lima

24 de agosto de 2011 às 08h57

Não entendi esse OTAN 1 x O BRICs, foi uma frase meio desrespeitosa pois se dermos apoio a esse tipo de intervesão, o mundo estará sempre em risco. A OTAN faz parte de paises neo falidos e estão realizando cruzadas em busca de riquezas, na Líbia não foi diferente e guerra e violência, bombardeios cegos e matança de civis não é partida de futebol ou qualquer outro jogo em quem apoia mortes vence. Frase sem nexo humano.

Responder

leandro

24 de agosto de 2011 às 08h24

A China tambem ja abandonou o ditador e a Venezuela negou asilo politico.
"A China presta atenção às drásticas mudanças da situação na Líbia e respeita a escolha feita pelo povo líbio"
Tá todo mundo pulando do barco furado. O Itamaraty também ja anunciou que vai seguir a ONU. Até que enfim saimos da palhaçada de apoiar ditaduras.

Responder

dukrai

24 de agosto de 2011 às 08h16

perderam os líbios e perdemos nós, a ONU tornou-se um instrumento de legitimação das ações de pilhagem das escalafobéticas proto-senis euro-terminais ex-potências pseudo-comandadas pela porno-dupla de cabaré sarcozí-berlusconi, drones de obama. Estou curioso pra saber se um único soldado italiano ou francês vai subir as montanhas atrás dos bérberes ou de outras tribos locais depois de levar uma chapuletada na cara no primeiro enfrentamento.

Responder

    EUNAOSABIA

    24 de agosto de 2011 às 11h22

    Meu Deus…

niveo campos e souza

24 de agosto de 2011 às 07h55

O nosso Brasil não precisa, de maneira alguma, tomar parte ou apoiar o "processo civilizatório histórico" capitaneado pelas potencias hegemônicas: espertezase pilhagens da melhor qualidade, vide África, América Latina, etc.
Ainda precisamos é ficar atentos e cuidar dos nossos recursos.
Eles contuinuam com olhos enormes sobre nós.
As ferramentas que eles sabem usar muito bem são: "acordos", "tratados", OMC,ONU, OTAN, etc.

Niveo Campos e Souza

Responder

leandro

24 de agosto de 2011 às 07h37

A china ja ta fora da posição brasileira e vendo seus interesses
"A China presta atenção às drásticas mudanças da situação na Líbia e respeita a escolha feita pelo povo líbio"
Isso vai ser igual honduras…mais um mico…sorte que ogoverno ontem anunciou que acompanhará a decisão da ONU. Menosa um tirano. Faltam poucos.
Até estatua dourada o cara tinha dele mesmo…que ego.

Responder

Jorge Nunes

24 de agosto de 2011 às 07h14

Pela bandeira dos rebeldes, acho que os líbios vão ter uma longa guerra pela frente.

Responder

Francisco

24 de agosto de 2011 às 03h47

Olhando a árvore, é uma vitória da União Européia (UE ou "OTAN do B"). É uma das raras guerras imperialistas pós segunda guerra em que os EEUU não foram o alfa da alcateia. Olhando o bosque, no entanto, a coisa muda de figura.

A UE ganhou a batalha mas perdeu a guerra, ganhou a Líbia, mas perdeu a África (corações e mentes). Com quem qualquer outro país africano vai preferir fazer negócios agora? Com o parceiro velho conhecido ou com a nova incognita? OTAN ou emergentes?

Responder

SILOÉ-RJ

24 de agosto de 2011 às 01h36

Os EEUU ainda não perceberam que todo dinheiro que ganha vendendo as armas, perdem nas manutenções das guerras, na perda de prestígio, nos pagamentos de indenizações e pensões para os seus soldados, além de amalhear um sem números de inimigos em potencial, dentro e fora de seu território.

Responder

    edv

    24 de agosto de 2011 às 11h43

    SILO, prestenção: a pergunta que vc deve fazer é QUEM perde…

SILOÉ-RJ

24 de agosto de 2011 às 00h30

O BRASIL não precisa da Síria prá nada, pelo contrário. Só espero que os "inocentes rebeldes nativos" quando perceberem que abraçaram a causa errada, não seja tarde de mais.

Responder

    Bonifa

    24 de agosto de 2011 às 12h18

    A Síria é um país irmão, país de ascendência de muitos brasileiros. Seu futuro nos interessa e muito.

    Nisreen

    24 de agosto de 2011 às 14h06

    Fato. O grande problema de Assad é ser contra o Ocidente, e achar que o Brasil não precisa da Síria ou qualquer outro país é agir assim como os EUA sempre agiram.

@Evieiramiranda

23 de agosto de 2011 às 23h33

A Europa precisa muito mais desse pretróleo que os EUA. A economia norte-americana tem liquidez e boas reservas de dinheiro e petróleo (estas últimas, insuficientes).
Na Europa, muitos países exceto Alemanha, Inglaterra, França, os nórdicos e a Holanda, acumulam dívidas e vivem de pose. A economia europeia praticamente não tem lastro e, à esta altura do campeonato, ter de comprar petróleo caro, seria tornar ainda mais distante a luz no fim do túnel da crise que eles vivem.
Foram os recursos da África, com o colonialismo no século passado, que ajudaram a construir a Europa após as duas guerras, e tudo indica que serão estes mesmos recursos, que serão usados na tentativa de impedir que o Velho Continente volte à miséria e às dificuldades que sempre lhe rondaram.

Responder

Nelson

23 de agosto de 2011 às 23h30

Latrocínio. Eis a palavra correta para definir o que está a acontecer na Líbia. Dezenas de bilhões de barrís de petróleo e trilhões de litros de água de um dos maiores aquíferos do planeta.
Nenhuma novidade. O latrocínio também foi empregado na Iugoslávia, no Afeganistão e no Iraque, por exemplo. Pelos países ditos civilizados, mais modernos e …. democráticos.

Responder

ZePovinho

23 de agosto de 2011 às 23h30

Isso é um elogio ou uma ameaça????????????
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-nova-g

A nova geopolítica com a Petrobrás, segundo vice-premiê britânico
Enviado por luisnassif, ter, 23/08/2011 – 15:03
Folha.com – Mundo – Petrobras inaugura nova geopolítica, diz vice-premiê britânico – 22/06/2011

Petrobras inaugura nova geopolítica, diz vice-premiê britânico

Publicidade

PEDRO SOARES
DO RIO

O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, disse nesta quarta-feira que "os planos" e investimento da Petrobras –e do Brasil– vão inaugurar uma "nova geopolítica global" na área de petróleo.

"O que vocês estão fazendo é uma transformação de longo prazo", afirmou Clegg, na abertura de seminário com executivos dos dois países, na sede da Petrobras, no Rio.

Clegg disse que o Reino Unido pretende atuar sob a ótica da "cooperação" com o Brasil e a Petrobras na área de energia e buscar uma reaproximação nas relações entre os dois países.

O vice-primeiro-ministro disse que Brasil e Reino Unido já foram "muito próximos" principalmente até o século 19, mas se afastaram a partir da segunda metade do século 20. Estreitar novamente os laços, diz, "é o compromisso do governo britânico."

Uma das áreas de cooperação, afirma, é a de educação, na qual o Reino Unido tem "excelência".

Responder

    Marcio H Silva

    24 de agosto de 2011 às 00h36

    Temos que colocar a barba de molho. As aves de rapina estão se voltando para o hemisfério sul. Temos que iniciar um estado de emergencia e investir em armamento. O tempo urge. Gostaria de saber se os britânicos tentaram aplicar uma nova geopolítica global com o petróleo russo. Lá o buraco é mais em baixo.

    Marco

    24 de agosto de 2011 às 00h56

    Brasil e Reino Unido já foram "muito próximos"

    Sim, na boca do caixa… Nós pagando e eles recebendo. "Mui amigos!"

    Bonifa

    24 de agosto de 2011 às 09h24

    Vamos deixar isso por conta do Patriota com os auspícios do Celso Amorim. O Celso Amorim sabe exatamente como dialogar com todos os tipos de ingleses.

FrancoAtirador

23 de agosto de 2011 às 23h13

.
.
APOCALIPSE NOW: TEA PARTY SOLTA FOGUETES

Terremoto atinge costa leste dos EUA evacuado

Reuters

WASHINGTON – Um terremoto de magnitude 5.8 na escala Richter atingiu a costa leste dos Estados Unidos nesta terça-feira, 23, de Virginia a Boston, informou o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês).

O prédio do Pentágono e o Congresso, em Washington, foram esvaziados por causa do tremor, que foi sentido também em Nova York e nos estados de Ohio, Carolina do Norte, Massachusetts e Nova Inglaterra.
Houve relatos de que o sismo ainda foi sentido em Toronto, no Canadá.

Milhares de pessoas assustadas tomaram as ruas das cidades onde o tremor foi sentido.
Além do Pentágono e do Capitólio, em Washington, os tribunais de Nova York foram evacuados, assim como no local das obras do Marco Zero.
Em Boston, várias pessoas deixaram suas casas.

No Aeroporto Nacional Reagan em Washington, porém, azulejos caíram do teto e os bombeiros de Nova York relataram pequenos danos em alguns locais.
A Catedral Nacional, o edifício mais alto da capital americana, também sofreu alguns danos – houve uma ruptura em três pináculos na torre central.
A embaixada do Equador foi outro edifício que registrou avarias leves.

Os voos dos aeroportos JFK e Newark, em Nova York, foram atrasados para que as autoridades inspecionassem as torres de controle e as pistas de pouso e decolagem.
A operação, porém, durou pouco mais de uma hora, conforme disse o porta-voz da Administração do Porto de Nova York e Nova Jersey.
Em Washington, a atividade aérea também foi paralisada, mas os voos foram retomados em pouco tempo.

Por precaução, as autoridades anunciaram que todos os monumentos e memoriais do país foram fechados após o terremoto.
Funcionários do governos declararam ainda que dois reatores nucleares próximos do epicentro foram provisoriamente desligados, embora não tenham sido registrados danos nas usinas.

O epicentro do tremor está a apenas um quilômetro de profundidade e ocorreu às 1h51 do horário local, de acordo com o USGS.

Ainda segundo o instituto americano, o último tremor que se tem notícia no Estado da Virgínia ocorreu em 1875 e teve magnitude 4.8.

DE ACORDO COM FONTES QUE NÃO QUISERAM SE IDENTIFICAR

O TERREMOTO FOI TAMBÉM FORTEMENTE SENTIDO NAS REDAÇÕES

DOS JORNAIS GLOBO, FOLHA E ESTADÃO E DAS REVISTAS VEJA E ÉPOCA.
.
.

Responder

    ZePovinho

    23 de agosto de 2011 às 23h31

    Na Virginia??????Será que destruiu Langley????????

    FrancoAtirador

    24 de agosto de 2011 às 00h09

    .
    .
    SÓ SEI QUE AS VIRGENS SE ABALARAM
    <img src="http://4.bp.blogspot.com/-4xgMuyv1GUs/TlPx1idDyzI/AAAAAAAAAiQ/mLVaGgs06Wc/s400/1______.jpg ">
    O PARTIDO DO XÁ REZA PAU LEVE FALA EM PRINCÍPIO DAS DORES

    SILOÉ-RJ

    24 de agosto de 2011 às 00h25

    Genial!!!

    Bonifa

    24 de agosto de 2011 às 09h19

    É evidente que Alá, que rege o Universo e o destino dos homens, não está muito contente com nossos grandes irmãos do Norte. Parece que ultimamente eles não têm feito nada que seja do agrado de Alá.

Cristiana Castro

23 de agosto de 2011 às 23h01

Que fiquem com os barris; preferimos nossa parte em vidas salvas.
Agora, tenho que concordar com os outros comentaristas que a postura de algumas emissoras, beira a crueldade. Fiquei chocada com uma tal de Leilane, sei lá o quê, da Globo News e de uma outra que acho que é correspondente em NY. Dava nojo ver as duas deliciando-se com as atrocidades cometidas pela ONU ( É ONU mesmo ). Essa mulher é doente. Ela é maluca, tenho certeza que ela é doida.

Responder

    @sergiobio

    23 de agosto de 2011 às 23h19

    "Preferimos nossa parte em vidas salvas." Acredito que esse é o pensamento sincero da maioria dos brasileiros que se informaram sobre o assunto.

@Evieiramiranda

23 de agosto de 2011 às 22h58

Não creio (ainda) em uma nova Guerra Fria EUA-Europa x BRIC. Creio sim, em um novo colonialismo por novas fronteiras do petroleo.
Ao contrário dos presidentes que caíram na tal "Primavera Árabe", Kadafi ainda tem legitimidade, e é por isso que ele não caiu até agora. É a legitimidade que faz de uma pessoa um chefe de Estado e de governo. Sem legitimidade não há governo, e ela normalmente é uma soma de força (armas e outros aparatos opressores) e apoio popular, em equilíbrio, ou com quantidades distintas, mas sempre com a presença destes dois ingredientes.
O problema é que o ocorrido na Líbia, venha a ser um laboratório para a Venezuela, cujas reservas de petróleo são as maiores do mundo, superiores às da Arábia Saudita. Daí a importância de Brasil, e outros países dos BRIC não acompanharem o que quer a Otan: reconhecer o governo rebelde.

Responder

Gabriel

23 de agosto de 2011 às 22h57

Não importa quem ganhou na Líbia, o importante é saber que não foram os líbios.

Responder

Bernardo Wollker

23 de agosto de 2011 às 22h53

Viram a grande besteira que Kadafi fez ao desmontar seu reator Nuclear !
Pensou que desmontando seu parque nuclear, iria angariar a simpatia do ocidente.
Para Kadafi agora é tarde e Inês é morta !

Fica o exemplo para os outros países: não confiar na ONU, OTAN, EUA, EUROPA ….

Duvido que alguém vá mexer com a Coreia do Norte…

Responder

    EUNAOSABIA

    24 de agosto de 2011 às 11h23

    Você tem razão.

Nis

23 de agosto de 2011 às 22h52

Caramba, fiquei impressionada coma exatidão deste texto. Só quem está por dentro do assunto poderia escrever essas palavras, sem cair no erro de achar que essa foi uma vitória do povo. Nenhuma das ditaduras recém caídas do Oriente Médio foram vitórias, caíram de podres. Líbia com Khadafi era ruim e sem ele tende a piorar

Responder

    Bonifa

    24 de agosto de 2011 às 09h13

    Vejam a Globo hoje. Parece que os próprios filhos do Doutor Roberto estiveram na Líbia e arrancaram pessoalmente o fígado do "monstro das trevas" que, segundo a Globo, era o tal Kadafi.

Luca K

23 de agosto de 2011 às 22h40

Ótimo texto de Antonio Luiz Costa! A maioria dos textos dele na Carta é muito bom(ao contrário do Gianni).
Ele está correto ao afirmar q sem a OTAN os tais "rebeldes" nunca teriam conseguido nada. Alguns analistas bem informados avaliam q os insurgentes, nada unidos como bem mencionou o Antonio, podem rapidamente vir a se engalfinhar e o país mergulhar em sangrenta guerra civil. Caso isso ocorra é bem possível que a OTAN entre com tropas terrestres ou coloquem capacetes azuis árabes ou algo assim em nome da "estabilidade". O Taliban foi muito mais rapidamente varrido do mapa no inicio da invasão pela Aliança do Norte com suporte da força aérea americana e comandos em terra. Mas a guerra fácil deu no que deu, tremenda dor de cabeça para os ianques. Certo me parece q o povo Líbio sairá perdendo feio. Interessante tb o q observou o Antonio Costa com relação a presença de membros da Al-Qaeda entre os "rebeldes". Muitos são terroristas que estavam a explodir coisas no Iraque. É impressionante a hipocrisia das autoridades americanas e britanicas!!

Responder

Bernardino

23 de agosto de 2011 às 22h35

O JORNAL CANALHAL,porta voz do Pentagono estava exultante hoje com os rebeldes.Os bandidos da OTAN nao perdem por esperar estao todos quebrados financeiramente e so lhes restam a pirataria e bandidagem que praticam muito bem com ajuda da midia sionista cujo Modelo e o sr MURDOCH,Pirata da IMPRENSA Anglo-saxonica.A LUTA está so começando,quem viver verá!!

Responder

CC.Brega.mim

23 de agosto de 2011 às 22h34

isso para mim se chama golpe de estado.
golpe americano na líbia.
exatamente como tentaram na venezuela.
tá tudo lá no
a revolução não será televisionada.

Responder

Fabio_Passos

23 de agosto de 2011 às 22h25

É assim mesmo.
"ganharam" os eua e principalmente frança e alemanha que fizeram a guerra.
"perderam" o Brasil, China e Rússia que não apoiaram a guerra.

Este tipo de "derrota" não me faz mal algum.
O Brasil pode tornar-se desenvolvido sem fazer guerra para pilhar riquezas alheias.

Agora, quem perdeu mesmo… foi a Líbia.

Responder

    Nelson

    23 de agosto de 2011 às 23h24

    Não, não é somente a Líbia que está a perder, meu caro Passos. Estão a perder também todos aqueles que acreditam que as coisas não podem e não devem ser resolvidas à bala, aqueles que lutam pela paz entre os povos. Estamos a perder nós, brasileiros, argentinos, venezuelanos, os sírios, os iranianos.
    O Afeganistão foi o primeiro alvo, o Iraque o segundo, a Líbia o terceiro e a Síria já está quase no ponto para ser tomada pelo Sistema de Poder que domina os EUA e a maior parte do planeta.
    Cada país que cai definitivamente nas mãos dessa "corja de assassinos" (Renato Russo) é um bastião a menos na fileira da defesa da liberdade e autodeterminação dos povos. Simplesmente, as garras dos imperialistas agora estão um pouco mais perto do Irã e da Venezuela, por exemplo, para não falar do nosso "Brasilzão".

    Bia

    23 de agosto de 2011 às 23h30

    Correção: A Alemanha também não apoiou o golpe da OTAN. Não só ficou fora, como já decidiu que não enviará tropas para as chamadas "missão de paz" durante a transição.

    Lá também a mídia de direita faz estardalhaço condenando a atitude do governo. A revista Der Spiegel cruxifica Angela Merkel pela decisão "equivocada" do governo.

    Fabio_Passos

    24 de agosto de 2011 às 07h23

    Toda razão. França e inglaterra.

    Bonifa

    24 de agosto de 2011 às 09h27

    Foi a única que manteve a serenidade quando todo líder europeu, principalmente ridículos franceses, fizeram um coro de cães antes de partirem para a caça da raposa líbia.

    HMS TIRELESS

    24 de agosto de 2011 às 12h58

    Com a diferença de que na Alemanha, ao contrário do Brasil, o governo não se ofende com as críticas da imprensa e tampouco fica bolando "planos infalíveis" dignos do personagem Cebolinha da Turma da Mônica, no intuito de patrulhar ou mesmo censurar a mídia.

Yes we créu !!!

23 de agosto de 2011 às 22h21

O jogo ainda nao terminou. Esperem o juiz apitar.

Responder

    FrancoAtirador

    24 de agosto de 2011 às 11h01

    .
    .
    Também penso que o contragolpe virá .

    E muito sangue líbio ainda escorrerá.

    Será mais uma guerra sem fim.

    Mas os propósitos da Quadrilha do Norte

    certamente serão alcançados.
    .
    .

    João Grillo

    24 de agosto de 2011 às 11h10

    Tal qual o imbatível exército do Saddam Hussein e sua poderosa frota de MIGS-21, PHANTONS, SUKOYS que não arredaram os pneus do chão! O problemão do Kadaffi, é que ele nunca quis um Exército, tinha uma guarda pessoal, nadica para guardar um país, mas, muito bom pra ELE. E aí…

    João Grillo

    24 de agosto de 2011 às 11h16

    A direitona fascista brasileira, principalmente, do PIG, está tão preocupada em festejar a queda do Kadaffi, que esquece que os árabes têm ódio, pavor e ojeriza aos costumes ocidentais, começar pelo Papa e sua farsa católica. Nenhum desses paises que estão se livrando de tiranos, colocarão outro tirano que não seja islâmico. Tirem o jumento da chuva.

ZePovinho

23 de agosto de 2011 às 22h18

Com 2 milhões de kalashnikovs nas mãos dos líbios anti-Bandidos da OTAN,cedo é para cantar vitória.A luta entra na segunda fase.

Responder

    Marcelo de Matos

    24 de agosto de 2011 às 10h43

    Se houver essa segunda fase, os grandes perdedores serão os EUA e demais membros da Otan. Esse pessoal já está combalido pela crise e as guerras do Iraque e do Afeganistão. Mais uma guerra dessas será demais.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!