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Altamiro Borges: Lula não enfrentou os barões da mídia


22/07/2012 - 10h42

sábado, 21 de julho de 2012

Lula não enfrentou os barões da mídia

Por Altamiro Borges, na revista Teoria e Debate, reproduzido em seu blog

O professor Venício A. de Lima é um dos maiores especialistas em comunicação do Brasil. Já produziu centenas de artigos e vários livros sobre o tema. Intelectual rigoroso e refinado, também é um ativo militante da luta pela democratização da mídia. Nessa longa jornada, porém, mostra-se pessimista quanto aos avanços alcançados nessa área estratégica. No seu mais recente livro, Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), conclui que o setor continua altamente monopolizado e com enorme poder de manipulação sobre a agenda política do país.

Para ele, o ex-presidente operou mudanças progressistas em vários setores da sociedade, mas não conseguiu enfrentar o poder dos barões da mídia. “Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao fim de seus dois mandatos presidenciais exibindo recordes mundiais de aprovação popular… Não há dúvida de que foi um governo bem-sucedido”. Mas, quando se analisam os dados sobre o campo das comunicações, o autor conclui que o resultado foi frustrante. “A maioria das propostas de políticas públicas que segmentos populares da sociedade civil organizada consideram avanços – embora haja importantes exceções – não logrou sucesso nos oito anos dos governos Lula. Ao contrário, muitas propostas foram abandonadas ou substituídas por outras que negam as intenções originais.”

O livro reúne 89 artigos que foram publicados originalmente nos sítios do Observatório da Imprensa e da Carta Maior no período de agosto de 2004 a dezembro de 2010. Faz um balanço minucioso dos embates travados entre os governos Lula e os impérios midiáticos em várias frentes da comunicação, com seus avanços e recuos. Um destaque é para o tema estratégico da regulação da mídia. Conforme aponta Venício, o ex-presidente até tentou pautar o debate sobre o novo marco regulatório. Montou três comissões interministeriais sobre o tema, apresentou os projetos de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Ancinav, incluiu itens sobre o direito à comunicação no III Programa Nacional de Direitos Humanos, entre outras iniciativas.

No geral, porém, o governo não teve forças para promover as necessárias mudanças nesse setor. Os barões da mídia, que contam com expressiva bancada no Congresso Nacional e seduzem e atemorizam a sociedade com sua capacidade de incidir sobre a agenda política e de influenciar a subjetividade social, conseguiram barrar até mesmo a regulamentação dos artigos já inscritos na Constituição de 1988. Maior prova desse fiasco é que quase nada foi feito para inibir a concentração da propriedade, a formação de monopólios e a aberração da propriedade cruzada – que é vetada até mesmo nos EUA. Enquanto em vários países da América do Sul o debate sobre a democratização da comunicação deu passos significativos, no Brasil ele ficou empacado.

Venício até aponta algumas mudanças que ocorreram no setor nesses oito anos. Cita o positivo processo de descentralização da publicidade oficial, elevando de 499 para 7.047 o número de veículos beneficiados; a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que envolveu milhares de pessoas nesse debate pedagógico, apesar do boicote autoritário dos principais impérios midiáticos; a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), um primeiro passo rumo à construção de um sistema público, conforme o que está inscrito na Constituição Federal; e o lançamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que visa garantir o acesso à internet aos “excluídos digitais” brasileiros.

Mas, para o intelectual e militante, esses avanços foram tímidos. Não mexeram no principal, que é a concentração da propriedade nas mãos de meia dúzia de famílias – autênticos feudos. Para ele, não é possível democratizar os atuais impérios midiáticos, que hoje exercem o papel de partidos políticos – como confessou a própria presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito. É urgente promover políticas públicas e mudanças totalizantes na legislação que estimulem a diversidade e a pluralidade informativas. Nesse sentido, Venício enfatiza que o papel do Estado é estratégico. No caso do rádio e da televisão, essa função é ainda mais decisiva. “A radiodifusão privada é uma concessão pública” e não pode ficar sob o domínio exclusivo do “mercado”.

Com sua larga e rica experiência, o professor Venício A. de Lima sabe que avanços mais profundos no setor dependem de intensa pressão da sociedade. Os latifundiários da mídia exercem forte influência política e não toleram nenhuma mudança – no máximo, uma autorregulamentação cosmética. Antidemocráticos, não aceitam sequer pautar esse debate na sociedade. Tudo o que se relaciona ao tema é rotulado de “censura”, de “atentado à liberdade”. Confundem, propositalmente, liberdade de expressão com liberdade de monopólios. A resistência é tão brutal que a legislação do setor – o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) – completará cinquenta anos em agosto próximo e nunca sofreu alterações mais consistentes. “É velha e desatualizada.”

“O exemplo mais conhecido do poder dos radiodifusores talvez seja a derrubada, pelo Congresso Nacional, de todos os 52 vetos que o então presidente João Goulart impôs ao projeto de lei que viria a se transformar no CBT (Lei nº 4.117). A ampla articulação de empresários da radiodifusão e parlamentares que permitiu tamanha façanha foi liderada pelo então diretor-geral dos Diários e Emissoras Associados, João Calmon (já falecido), e dela resultou a criação da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão”, relembra Venício. Essa mesma entidade patronal e várias outras do setor também impediram que os preceitos fixados na Constituição Cidadã de 1988 fossem regulamentados. Sabotaram ainda as 672 propostas aprovadas na 1ª Confecom.

No último capítulo do livro, “Contexto e estratégias”, o autor reafirma seu pessimismo no diagnóstico. “Uma das dificuldades de quem acompanha e observa criticamente o setor de mídia no Brasil é, contraditoriamente, sua previsibilidade. Por mais que se tente renovar o ‘otimismo da vontade’, as lições da história e as evidências do presente se encarregam de mostrar como os patrões se repetem. Nada de realmente substantivo se altera no setor.” Em contrapartida, na sua inabalável militância ele também aponta o surgimento de fatores novos – como o maior engajamento dos movimentos sociais e o florescimento de uma militância crítica na internet, que serve de contraponto às manipulações e põe em xeque o modelo de negócios dos impérios midiáticos.

Parafraseando novamente o intelectual italiano Antonio Gramsci, ele conclui que “o velho está morrendo e o novo apenas acaba de nascer” e aposta suas energias numa intensa e unitária luta pela “conquista do direito à comunicação pela cidadania”.

Leia também:

Conselho de Comunicação Social: Escolha antidemocrática

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44 comentários

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Internet cresce, mas só chega a 43% dos domicílios brasileiros « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de setembro de 2012 às 18h43

[…] Altamiro Borges: Lula não enfrentou os barões da mídia […]

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Santayana: Tentando segurar o sol com as mãos « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de julho de 2012 às 19h26

[…] Altamiro Borges: Lula não enfrentou os barões da mídia […]

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Emir Sader: A crise de credibilidade da velha mídia « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de julho de 2012 às 18h49

[…] Altamiro Borges: Lula não enfrentou os barões da mídia […]

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Pitagoras

25 de julho de 2012 às 23h00

Não enfrentou barão nenhum. Nunca um presidente foi tão afagado pela oligarquia deste país e de alhures. E isto porque é (era, ou nunca foi) de esquerda, trabalhador, e nordestino.

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Marcelo de Matos

24 de julho de 2012 às 12h16

Observo que não há interesse da mídia, por razões políticas ou financeiras, em aproveitar os avanços tecnológicos que poderiam ser implantados no rádio e na TV. Fala-se em rádio digital, TV digital, mas, não fica claro como seria isso. Seria, porque acredito que por muito tempo não será. O ideal seria que o telespectador, ou ouvinte, de qualquer parte do território nacional, ou até de fora dele, pudesse escolher o programa de rádio ou TV preferido. Os aparelhos de rádio e TV poderiam acessar a internet e disponibilizar a emissora, através de um código digitado. Tecnologicamente creio que já é possível, mas, política e financeiramente pode não ser interessante para os barões da mídia, que dividem o território nacional em feudos. Aqui manda o coronel fulano, ali o sicrano. Quando viajo para o interior tenho de ouvir música sertaneja, discursos de caciques políticos locais, notícias da agropecuária, do Santos, ou da Ponte Preta. Até quando não teremos o direito de escolher?

Responder

Marcelo de Matos

24 de julho de 2012 às 11h48

Reportagem exclusiva do Domingo Espetacular mostra como o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, ficou bilionário por meio de negócios suspeitos e o método de envio de dinheiro para paraísos fiscais:
http://rederecord.r7.com/video/exclusivo-os-negocios-suspeitos-do-presidente-do-ibope-500bcb7fe4b07c22d1d25c85/
Sobre os paraísos fiscais o UOL publica artigo de Clóvis Rossi “Só os ricos vão para o paraíso”: “Essa distorção, para usar uma palavra suave, foi apontada com uma das causas da instabilidade financeira global. Como a instabilidade continua, como os paraísos continuam, só se pode concluir que quem manda no mundo não são governantes eleitos, mas o que os argentinos chamam apropriadamente de “pátria financiera”. Rossi deve ter pensado no filme “A classe operária vai ao paraíso”, de Elio Petri, Itália, 1971, no qual o operário Lulu perde um dedo em máquina. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

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Gerson Carneiro

24 de julho de 2012 às 07h26

Enquanto isso o PSDB (nas pessoas de Serra e Matarazzo)tenta cooptar o vice presidente do Twitter.

RT @AndreaMatarazzo: Encontro com @joseserra_ e @shaileshrao Vice Presidente do Twitter! http://t.co/1RFTGYgZ

https://p.twimg.com/Ayg_12nCcAA2uqw.jpg

Responder

Fabio Passos

23 de julho de 2012 às 20h47

É dever de todo cidadão brasileiro denunciar e combater esta oligarquia decrépita e pressionar os políticos para cumprir a constituição e democratizar a mídia.

Derrotar o PIG – máquina de idiotizar brasileiros – é fundamental para o Brasil superar o subdesenvolvimento.

Responder

    Dani

    05 de janeiro de 2015 às 04h52

    Gostei d foto. Muito boa.

jbonifacio

23 de julho de 2012 às 20h40

Falar é muito fácil… se Lula tivesse enfrentado a grande mídia golpista como este comentarista apregoa, com certeza não cumpriria o seu primeiro mandato e consequentemente não teria sido reeleito e nem tampouco estaríamos com Dilma como nossa presidente.

Responder

Urbano

23 de julho de 2012 às 16h00

Mas deixou no bagaço, tanto o pig quanto a oposição ao Brasil, como um todo. Ambos estão hoje beijando a lona, da forma mais desgraçada possível. Falta apenas o tiro de misericórdia, que o hibernardo, por falta de um ou de dois elementos, não providencia nem que a vaca tussa.

Responder

    mineiro

    23 de julho de 2012 às 18h13

    eu sou eleitor e admirador do ex.pres.lula , mas ele nao enfrentou o pig golpista como deveria ser, se faltou o tiro de misericordia entao porque ele mesmo nao deu a dilma esta esperando o que pra fazer isso? ta esperando essa corja se realibilitar e ganhar mais força, e ajudar a dar o golpe de estado no brasil, porque nao aprovou a lei de medios , porque esse poste maldito min da comunicaçoes nao enfrenta o pig porque? entao gente se tiver condiçoes de dar o tiro de misericordia entao da, porque esses malditos desgraçdos nao vao ter piedade de ninguem.

    Urbano

    24 de julho de 2012 às 13h15

    Concordo contigo, Mineiro. Mas temos que atentar que a papa quente tem que se comer pelas beiradas e devagar, afinal a nossa democracia ainda é muito acanhada. Além do mais, o Lula pegou o Brasil no bagaço, daí ele teve que cuidar de muitas frentes ao mesmo tempo e com a maior brevidade possível. Tudo que temos hoje de bom, conseguimos basicamente nos seus oito anos de governo. Caso ele tivesse feito em oito anos tudo que nós ansiamos, o Lula não seria humano, mas um deus.

    Nelson

    24 de julho de 2012 às 23h23

    Eu queria ter 20% do otimismo quanto tu tens, Urbano. Porém, o que eu vejo não me permite.
    Não vejo o PIG prestes a afundar; creio que aí há otimismo demais. E digo o porquê. Controlar o aparato midiático é fundamental para os donos do capital, os que realmente detêm o poder. Eles têm plena consciência disso, ao contrário da grande maioria da população que segue acreditando que temos uma imprensa livre que trabalha pelo bem de todos.
    Assim, o grande empresariado nunca vai querer deixar de ter a mídia em suas mãos. E se está difícil estabelecer uma regulamentação para o setor em algo mais rígida, creio que a saída passa pela criação e fortalecimento de emissoras públicas. Essas emissoras têm o dever de levar, de forma plural, democrática, transparente, a ampliação do debate a comunicação ao maior número de brasileiros, para, assim, formar um “exército” popular de apoio às necessárias reformas no aparato midiático.
    Este é o caminho, e, neste aspecto, o governo Lula falhou e o de Dilma está falhando. Eles não apostam na mobilização popular como forma de vencerem a resistência da elite carcomida às mudanças que são extremamente necessárias ao país.

Maria Libia

23 de julho de 2012 às 13h02

Se tivesse enfrentado, hoje não teríamos como presidenta a Dilma. Queiram ou não, a nossa democracia (se é que existe) é ainda muito tênue, haja visto todos os meandros em que se encontra a nossa justiçinha, o nosso executivo, a mídia (que não é do povo), etc. Criticar o LULA é fácil, porém nunca ví uma atitude mais dura de quem escreve a matéria, contra o que a mídia fez nos oito anos do governo lulista.c

Responder

    MARCELO

    24 de julho de 2012 às 11h46

    O Lula espera que a “justiçinha” absolva os ladrões do mensalão.

Alexandre Tambelli

23 de julho de 2012 às 10h05

O Brasil é um País de dimensões continentais diria o “velho ditado”! Trazendo para a realidade do mundo, ele tem grande importância geopolítica, econômica, têm inúmeros recursos naturais, biodiversidade e incontáveis terras para a agricultura e o Capitalismo não quererá jamais tirá-lo de sua direção!

Comparar Brasil com Uruguai, Argentina e Venezuela não tem cabimento. Se sem bater de frente com a velha mídia, tentaram por várias vezes derrubar o Governo LULA, inúmeros Ministros, etc. Imagina se o Governo LULA batesse de frente nessa gente! Estaríamos aqui lamentando um golpe, sem forças para combatê-lo!

O caminho mais correto para enfraquecer a velha mídia, penso eu, é o seguido pelos Governos LULA e DILMA. Estão comendo pelas beiradas, tanto é, que a credibilidade da velha mídia, despenca a cada dia e nas eleições de 2010 houve uma derrota acachapante dos “não aliados de LULA e seu governo”. E a prova disso é que muitos caciques da direita (midiáticos) perderam seus mandatos de SENADOR, GOVERNADOR, etc. e continuará sendo assim, enquanto se acreditar que mentir para o povo é a solução para o voto nos candidatos midiáticos.

A internet mudou esse quadro! Nós temos é que lutar para garantir que a internet possa ser livre e que possamos continuar a desmascarar as reportagens falsas da velha mídia, na mesma velocidade em que seus jornalistas publicam.

As pessoas não são ignorantes como creem os meios de comunicação da velha mídia! Se fossem, hoje o SERRA seria Presidente do Brasil, por tudo o que fizeram para o sujeito se eleger! E hoje, talvez, nem para Prefeito ele consiga emplacar!

O voto, penso eu, vai para quem faz as coisas! Já foi o tempo em que se trocava a segunda parte da dentadura pelo voto na urna!

Dizer que não foi feito quase nada para enfrentar os barões da mídia? O que se quer mais? Mais do que o crescimento da economia, mais do que a distribuição de renda, mais do que a política de crédito, mais do que a diminuição dos juros, mais do que a marolinha dita pelo LULA em 2008? Alguém da velha mídia fez reportagens dizendo que essas coisas aconteceriam? Sempre jogaram contra e dizendo ora que o Brasil podia quebrar, ora que era política inflacionária, ora que os juros impediam o crescimento industrial e quando se corta o juros se diz que virá a inflação, etc.

A velha mídia foi enfrentada com políticas governamentais acertadas! Faltam muitas coisas para se fazer! O Brasil chegou às mãos de LULA praticamente arrasado, e hoje, está no caminho da recuperação e do desenvolvimento! A credibilidade do Governo DILMA aumenta a cada dia, chegando aos estratos das classes médias e altas dos tempos do FHC, que eram os chamados formadores de opinião “teleguiados pela velha mídia”.

Já a velha mídia perde a cada dia mais sua credibilidade e seus ouvintes, telespectadores e leitores! Para mim é assim que se enfrentou e se enfrenta a velha mídia, sem precisar de nenhuma violência verbal e física!

Responder

Vinicius Garcia

23 de julho de 2012 às 09h36

Miro está correto, Lula perdeu a oportunidade de usar o prestígio conquistado e colocar o assunto em pauta, poderia não resolver, mas sem dúvida constrangeria a atuação libidinosa do PIG, a própria Dilma em campanha se manifestou sobre comentário que sofreu, passou a eleição e o caso parece agora esquecido, o medo que existe é quase inexplicável, chega a ser masoquismo.

Responder

maria nadiê rodrigues

23 de julho de 2012 às 09h18

A mídia também está na mão dos parlamentares. Sarney e família dominam a radiodifusão do Maranhão, bem como Agripino Maia e os Alves o fazem no RN, apenas para citar esses poucos políticos. Como enfrentar o problema,se quem está no Congresso é dono dessas empresas? São eles mesmos os primeiros a se levantarem contra qualquer mudança, sempre com a alegação de que o governo quer amordaçar a imprensa,etc.

Responder

Maria Izabel L Silva

23 de julho de 2012 às 09h06

Lula não enfrentou os barões da midia e quase perde o mandato. Apanhou calado e quese perde o mandato. Se tivesse enfrentado, não chegaria ao final do mandato. Só ficou de pé, por conta do apoio popular e da força do PT, que ainda grande, apesar de toda campanha que foi feita, e que continua sendo feita, contra ele. A midia ainda não sossegou, mesmo com o Lula afastado do Planalto. Eles querem calar o Lula para sempre, e não vão poupar esforços para isso. E querem que o cara enfrente a midia? Com essa classe media tacanha, estupida e noveleira??? Tenha dó. De nada adianta herois derrotados. Hoje sabemos muito mais sobre a midia do que sabiamos há 5 anos atras. A mascara esta se dissolvendo. Em breve não vai restar nada.

Responder

    LEANDRO

    23 de julho de 2012 às 10h27

    Que apoio popular e força do pt nada. Lula só não perdeu o mandato por causa de alianças de todos os naipes. Sem sarney e temer ao lado ele tinha caído.

    Maria Izabel L Silva

    23 de julho de 2012 às 16h24

    Perdão. Mas depois de muito apanhar, o PT manteve sua bancada de 93 deputados federais e o governo Lula saiu com 85% de aprovação popular. Realmente isso não é nada. Bobagem. Coisa pouca. Mixaria … Fato corriqueiro na politica brasileira. Acontece sempre.

Delano

23 de julho de 2012 às 08h32

A nossa pressão tem que ser em cima dos deputados e senadores e do governo cobrando a lei de marco regulatório democrático das comunicações que determine o fim e o impedimento da propriedade cruzada pessoal.
Vamos pressionar por todos os meios seja pela internet ou em todas as frentes vamos mostrar que o poder é nosso e é do povo.
Divulgue isso para, divulguem esse texto concientizem as pessoas para entrarem nessa luta.

Responder

Jose Mario HRP

23 de julho de 2012 às 07h29 Responder

paulo roberto

23 de julho de 2012 às 00h29

Claro que não. Gato escaldado tem medo de água fria. Todas as eleições que perdeu foi por causa da (“grande”) mídia. Se ele, depois de eleito, continuasse batendo de frente, provavelmente já estaria morto.
Sopa (ou mingau) quente se come é pelas beiradas…

Responder

Noir

22 de julho de 2012 às 23h04

O Miro matou a pau.
A omissão do Lula, também tenha engasgada.

Responder

Jotace

22 de julho de 2012 às 22h48

Conforme relato do Altamiro Borges, o Professor Venício ao se referir a Lula, afirma que ele ‘não conseguiu enfrentar o poder dos barões da mídia’. No meu entender, a linguagem é delicada mas não condiz com a realidade dos fatos. O caso é que Lula nunca ousou enfrentá-los, lhe faltou coragem para isso, talvez até pelos compromissos assumidos nos períodos pré-eleitorais, a cujo conhecimento o povo nunca teve acesso. À apresentação do número de veículos de comunicação beneficiados seria melhor que fossem apresentados os valores que beneficiaram esses meios, grande parte dos quais devem lidar com dificuldades para produzir melhores matérias. O fato é que as máfias da comunicação continuam a manter suas vantagens, ditarem as normas que querem, para satisfação das bandalheiras que promovem no país (ainda que não sejam as únicas autoras). E faço minhas as palavras da Ananda, quando nomeia presidentes de nações bem mais fracas que o Brasil, que assumiram a devida posição de respeito à soberania dos seus países, como é o caso de Rafael Corrêa, de Chávez e de Cristina Kirchner. A sugestão de que não devemos esperar pelo governo é como uma conversa para boi dormir. Se ao povo cabe a atitude de se rebelar contra o que se dá no campo da comunicação, faz parte também de seus direitos cobrar do governo descompromisso com a máfia criminosa e apátrida. Jotace

Responder

Luiz Antonio

22 de julho de 2012 às 20h07

Porisso que essa PORCA da REDE GLOBO, faz o que faz no país, mais um dia essa BOSTA cai, a que saudade do LEONEL BRIZOLA, esse LIXO da globo tava fu , se fosse o Brizola, SUA MALDITA!

Responder

Hildermes José Medeiros

22 de julho de 2012 às 18h57

É uma grande verdade: Lula e agora Dilma, petistas e aliados não se interessaram até hoje em atualizar a Lei regulatória das atividades ditas de imprensa, as mídias escritas, faladas e através de imagem. A meu ver acontece dessa forma porque, assim como é de interesse dos controladores dessas mídias no país, todos ligados aos grandes grupos que as controlam internacionalmente e às associações de imprensa a nível internacional, também o Governo e os partidos da base aliada têm os mesmos interesses, por isso a falta de empenho. A imprensa brasileira e as entidades internacionais a que se ligam têm também o objetivo de apoiar, difundir e defender as diretrizes do Consenso de Washington, onde pontifica a economia neoliberal, mantendo o povo dos países alienado dos reais problemas da economia e da política. O corpo mole que faz o governo em relação à necessidade de regulamentar os dispositivos de nossa Constituição sobre as atividade de mídia procura não chamar a atenção para o fato de que no Brasil ainda está sendo tocada uma economia neoliberal. O Governo não quer discutir o problema, prefere manter o povo afastado da política. Prefere dar uma de “déspota esclarecido” interpretando a seu modo as necessidades do povo, sem discussões políticas e participação popular.

Responder

Fabio Passos

22 de julho de 2012 às 18h17

O PIG é a organização mais corrupta que existe no Brasil.
É a máquina de propaganda da minoria branca, rica e privilegiada, utilizada sem dó para produzir idiotas.
É o sustentáculo do Apartheid Social.
Destruir o poder destas oligarquias mofadas é fundamental para o Brasil se soltar das amarras que nos mantém presos ao subdesenvolvimento.

Responder

lulipe

22 de julho de 2012 às 17h09

Tolinho…

Responder

RodrigoR

22 de julho de 2012 às 16h44

A peitada foi dada sim, tudo tem que ter um começo.

Essa mídia nazi/facista/imperialista(pois tem a Globo/Time Life como seu expoente) tenta de todo modo mudar a notícia.

Eu mesmo tive que mandar um reclamação as esferas federais em desfavor do Jornal Nacional, e por incrível que parece, deu certo, logo mandarei notícias.

Responder

ZePovinho

22 de julho de 2012 às 15h31

Todos os jornais e TV’s da grande imprensa recebem dinheiro de empresas americanas por meio da publicidade.Nossos mercados são controlados por empresas européias e americanas,o que faz com que os governantes recebam ameaças via parlamento quando querem alterar essa estrutura de dominação ideológica que é a imprensa controlada por grandes empresas.
Não dá para esperar pelo governo.O negócio é nós mesmos cairmos na luta.Eu,por exemplo,uso o facebook e correio eletrônico para mostrar como a imprensa mente:

http://www.voltairenet.org/Los-combates-en-Siria-entre

Ver video
Los combates en «Siria» entre «rebeldes» y gobierno que todo el mundo ve en la TV son grabados en Qatar

Responder

    Ananda

    22 de julho de 2012 às 17h35

    Como você explica então a postura combativa, firme, clara e pontual de Rafael Correa, de Chaves, da Kirchner, entre outros, que não hesitam em enfrentar a mídia corrupta de seus países? É um mal que possa ser subestimado em seu poder de tiranização sobre um povo? É um combate que possa ser adiado? Não dá para jogar toda a responsabilidade dessa luta somente nas costas da população, ou mesmo na da blogosfera. Falta posicionamento dos nossos governantes sim. A classe política sequer luta pelo direito de resposta `as mentiras cotidianas que a mídia veicula. Nem Lula enfrentou, nem Dilma enfrenta como deveria. Na hora do aperto, até Erundinas correm para os braços do PIG.

    MARCELO

    24 de julho de 2012 às 15h03

    Não existe PIG coisa nenhuma.É só lembrar do Lula no velório
    do “doutor” Roberto Marinho em 2003.

jaime

22 de julho de 2012 às 15h21

É, mas a Dilma deve estar achando providencial esse fracasso, porque agora mesmo está se valendo da mídia para controlar as reivindicações do funcionalismo, entre outras coisas. E essas outras coisas incluem as muitas privatizações que estão sendo anunciadas.

Responder

Julio Silveira

22 de julho de 2012 às 15h14

O titulo de Cavalheiro dado pelos barões da midia, tão ardentemente ambicionado pela elite politica brasileira em todas as “ideologias”, pode ter sido o motivo.

Responder

Geysa Guimarães

22 de julho de 2012 às 12h49

Pois é, nem Lula pôde colocar ordem nesse poleiro.
E ficam exigindo de Dilma que faça isso de uma só canetada.

Responder

Jose Mario HRP

22 de julho de 2012 às 12h08

Se pelo pouco que deixaram ele fazer é chamado de FDP, imagine se peitasse essa porcaria tipo folh….Est….e Gl…..!?????
Quando se fdala nisso logo vem aquela conversa de livre imprensa e lei da mordaça!
Lula poderia ter feito mais mas logo a mobilização dessa ralé nazi/fascista que tem adeptos em todas as classes tentaria depô-lo!
Voto nele de novo , mas sei que existem milhões de caras de cabeça ruim do tipo que circulam pelos blogs chamando-o de apedeuta, analfa, e nordestino sujo!
LULA LÁ JÁ!

Responder

Marcos C. Campos

22 de julho de 2012 às 11h50

Altamiro Borges: Lula não enfrentou os barões da mídia.
Acredito que deva-se corrigir a “manchete” . “Lula enfrentou , mas não venceu os barões da mídia”. Deixou a tarefa para o povo via internet.

Responder

Gilberto

22 de julho de 2012 às 11h30

A politica é a arte do possível e Lula optou por deixar esse embate para outro momento em nome da distribuição de renda e da melhoria da vida do povo brasileiro. Mas esse momento chegará em breve, entre 2014 e 2018 com Dilma ou Lula outra vez.

Responder

    João Vargas

    22 de julho de 2012 às 15h17

    Eu diria que o possível é a arte dos medíocres. Lula tinha o apoio da grande maioria da população e, mesmo assim, se acovardou diante dos grandes enfrentamentos que a nação tanto desejava. Não tocou no monopólio da mídia, nos lucros indecentes dos banqueiros, se acomodou como um camaleão na política suja deste país.Foi uma decepção para a esquerda brasileira. Lula nunca mais!

    Marcos C. Campos

    22 de julho de 2012 às 15h36

    Queria ver você, ou qualquer um de nós, no lugar do Lula se teria feito melhor nesta questão. É preciso acumular forças para enfrentar o PIG, inclusive no Congresso (maioria que Lula nem a Dilma tem neste aspecto).

    O próprio texto já diz que houve melhoras na distribuição de verbas de publicidade, o que já é muita coisa.

    Agora, a busca por informação em outras fontes depende do povo. O PIG sempre que possivel irá deturpar a verdade , até a midia internacional já faz isto há tempos.

    A virada será pela internet.

    MARCELO

    24 de julho de 2012 às 15h01

    Lula e Dilma tem maiorias no Congresso mas são dois frouxos.


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