VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

A fantástica fábrica de “melhorar” a educação paulista


10/04/2012 - 13h23

por Utopus da Silva

Em 2008, o então governador José Serra (PSDB) implantou, na área educacional, uma política desenvolvida no governo do presidente George W. Bush, dos EUA, cujos efeitos estão longe de aprimorar a educação.

Estou falando da vinculação da nota dos alunos no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – o Saresp — a benefícios financeiros aos professores — o chamado bônus por mérito.

Só que essa política é equivocada. Nós, professores, sabemos muito bem que a prova é uma das formas de avaliação do processo educacional de um aluno, mas não deve ser a única a ser considerada. Afinal, às vezes um ótimo aluno vai mal numa prova, pois não estava passando bem naquele dia.

O Saresp  e o bônus por mérito fazem parte de uma lógica perversa de responsabilizar os professores e a escola pelo fracasso escolar. Com isso, o governo paulista se isenta de responsabilidade pela péssima situação da educação no Estado.

O Saresp tem problemas graves de concepção, já que não há em sua matriz um substrato teórico que fundamente os conceitos de competência e habilidade, além de misturá-los com conteúdos.

Mais. Ao atrelar recebimento de dinheiro pela equipe escolar ao desempenho do aluno abre a porta para fraudes, como a denunciada pelo portal IG e reproduzida aqui. Numa escola de Sorocaba, os professores ajudaram os alunos a ter o melhor desempenho do Estado. Em 2010, o jornal Agora também denunciou esta situação:

Na escola Dr. João Ernesto Faggin, em Cidade Ademar (zona sul), estudantes e um professor contam que docentes aplicaram provas para suas próprias turmas, o que não é permitido –salvo exceções para escolas isoladas, o que não é o caso. O professor disse à reportagem que testemunhou colegas ajudando os estudantes nas questões. A direção da escola nega.

A reportagem obteve vários relatos de uso do celular durante a prova. Problemas nos gabaritos são os relatos mais comuns. No interior de SP, em ao menos 18 escolas, alunos receberam gabaritos com uma numeração diferente da que havia no caderno de perguntas. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas, já que a prova pode ser de um tipo diferente do gabarito.

Foram aplicados 26 tipos diferentes de prova. Estudantes temem que o erro faça com que respostas corretas sejam consideradas erradas. ”

No Saresp de 2011, novamente problemas. Dois dias antes do pagamento do bônus, em 28 de março de 2012, o Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou portaria do chefe do gabinete do secretário de Educação sobre investigações abertas nas diretorias de ensino Leste 4 e Sul 2 (capital paulista) e em São Vicente.  Somam sete processos semelhantes ao reproduzido abaixo:

“EM FACE DA SOLICITAÇÃO DA COMISSÃO ESPECIAL CONSTITUÍDA PELA RESOLUÇÃO SE Nº 76, DE 01-12-2011 (FLS. 15),

AS SERVIDORAS FRANCISCA ALVES DE LIMA, R.G. 11.358.624, PAULO DONIZETE DE SOUZA CRUZ, RG 21.449.943 E BERNADETE APARECIDA PEREIRA GODOI RG 16.684.390, TODASSUPERVISORAS DE ENSINO CLASSIFICADAS NA DIRETORIA DE ENSINO – SUL 2, PARA PROMOVER A APURAÇÃO DOS FATOS RELATADOS NA DENÚNCIA E RECLAMAÇÃO RELATIVA

AO SARESP/2011, APRESENTANDO RELATÓRIO CONCLUSIVO QUANTO EVENTUAL CARACTERIZAÇÃO DA INFRAÇÃO E RESPONSABILIDADE FUNCIONAL, NO PRAZO DE 30 (TRINTA) DIAS. (PROCESSO nº 02145/0000/2012)”

Os problemas relativos ao Saresp, portanto, atingem várias áreas do Estado de São Paulo.

O fato é que a sistemática do bônus por mérito estimula fraudes e pode levar ao que ocorreu nos Estados Unidos, especialmente em Nova York. Lá, índices foram fraudados ao longo de 10 anos e, ao final das apurações, levaram à demissão de 200 mil professores.

Diante disso, o governo paulista deveria por fim à vinculação de vantagens econômicas para professores às notas de provas, mensurando o desempenho dos alunos.

É, sim, uma medida radical, mas necessária. Se não se atacar o problema pela raiz, a corda (como já estamos vendo) vai arrebentar do lado dos professores e demais servidores da educação, que acabarão punidos.

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que destinou R$ 580 milhões para o bônus pago agora em 2012; em 2011, foram R$ 340 milhões e em 2010, R$ 650 milhões.

Logo, podemos afirmar que, em relação ao valor pago em 2010, houve redução de R$ 116 milhões, ou 18%.

Mas a questão central nem é essa. Os recursos do bônus garantiriam aproximadamente R$ 2.300,00/ano para cada servidor. É algo em torno de R$ 200 por mês, que seriam levados em consideração para a aposentadoria e todas as vantagens do cargo, ou seja:  evolução funcional, qüinqüênios, sexta parte. Assim, o servidor, se tiver sorte, ganha no curto prazo, mas perde no longo prazo.

O governo paulista fez uma mudança na sistemática dos pagamentos do bônus por mérito para contemplar escolas que tiveram em 2012  nota melhor que a obtida em 2011, mas não alcançaram  a meta.Isso explica o maior número de profissionais contemplados.

Mas se olharmos uma tabela somente disponibilizada no Diário Oficial do Estado de 31 de março de 2012, veremos que 57% das escolas de ensino fundamental ciclo I (1º ao 5º  ano) cumpriram a meta, mas em 2009 esse percentual foi bem maior:  74%.

Já entre as escolas do ensino fundamental ciclo II  (6º ao 9 ano) apenas 37% cumpriram a meta; em 2009, 63%. Entre as escolas de ensino médio, 33,5% atingiram as metas; em 2008, 84%.

Por último, lembro que uma das formas de alterar os resultados desses testes de avaliação de desempenho  é excluir os alunos mais fracos da prova. Logo, não são todos os que a fazem, apenas os melhores.

Infelizmente o governo paulista não apresenta uma tabela de quantos alunos por escola fizeram a prova e qual foi anota deles. Deste modo, a redução do número de alunos “mais fracos” pode também ajudar a ter um melhor resultado sem que haja efetivamente uma educação de qualidade.

A realidade da educação paulista, portanto, não é tão bela como afirma a propaganda tucana. Desde 2007, o  Tribunal de Contas do Estado vem apontando a falta de transparência nos gastos da Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE) de São Paulo. É que, no sistema de controle, não aparece como foram gastos quase R$ 8 bilhões nos últimos cinco anos.

Além disso, a FDE é presididopor Bernardo Ortiz acusado de laços com a máfia da merenda em Taubaté, quando foi prefeito, e outros questionamentos judiciais. Como um ficha suja dirige uma instituição que gasta quase R$ 2 bilhões por ano?

A melhora efetiva da educação paulista passa pelo uso adequado dos recursos públicos e pela total transparência dos recursos e despesas da FDE.É necessário também  mais autoridade e menos autoritarismo na gestão da rede de ensino.

Utopus da Silva é formado em História pela USP.

Leia também:

Maria Izabel Noronha: Fim da recuperação paralela é um erro

Haddad: Serra esteve “de passagem” por São Paulo



Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


62 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Mauro A. Silva

14 de abril de 2012 às 05h46

[youtube 9LmCTWe97IE http://www.youtube.com/watch?v=9LmCTWe97IE youtube]

Responder

    Alberto-Bauru

    21 de abril de 2012 às 07h48

    A questão não é ser avaliado…
    Avaliações internas e externas existem em quaisquer organizações.
    O FATO CENTRAL DO TEXTO, e espelho da realidade vivida nas escolas, é que o SARESP/IDESP NÃO SÃO INSTRUMENTOS ADEQUADOS PARA ESSA AVALIAÇÃO.
    Fica pior ainda quando envolve $$$, chantagem, fraude, corrupção… É um chamariz para tornar corrupto também o professor, trabalhador de área que deveria ser estratégica para o país, inclusive na formação de CIDADÃOS.

    Mauro A. Silva

    22 de abril de 2012 às 08h34

    Alberto,
    Como deveria ser, então, a avaliação dos professores e do desempenho do serviço educação de cada unidade educacional?

Luciano Bastiani

11 de abril de 2012 às 22h30

Que coisa triste a gente perceber que tudo o que é feito com a coisa pública tem como objetivo aprimorar apenas os ganhos da coisa privada.
Exemplos:
Educação: tudo o que foi falado aí pra cima e mais.
Saúde: deixa quebrar os hospitais que assim o povaréu vai pagar plano de (sic) saúde
Transporte coletivo: um ônibus é feito pra transportar em média 60 pessoas. Vamos colocar 120 que assim o lucro aumenta. Se o cara não topar, ele que compre um carro, que assim a gente ganha com a venda do mesmo, com a manutençao, multas, etc.
Justiça: alguém aí, se der um tiro no ricardão e não tiver din din pra pagar o 'bom profissional do direito' acredita que vai ser bem defendido por um defensor público?
Estradas: deixa a buraqueira tomar conta que aí a gente privatiza e divide o lucro dos pedagios mais caros do mundo..
Politica: precisa tanto din din pra se candidatar que o povaréu desiste e dá lugar pra gente ir lá ficar mais rico ainda.
Em tempo: a 'gente' que eu cito aí vcs já sabem quem é…

Responder

Serrote

11 de abril de 2012 às 13h58

Não conheço uma única escola particular em São Paulo, de qualquer nível educacional, que adote esse sistema de bônus para professores. Será que é porque não funciona?

Responder

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h26

    Não conheço uma única escola particular em SP que aceite um professor faltar 29 dias consecutivos sem demiti-lo…

    Não conheço uma única escola particular em SP que ofereca "aulas vagass" para os alunos…

    Não conheço uma única escola particular em SP que não demita um mau professor que insite em culpar os alunos pelo seu fracasso…

lucas

11 de abril de 2012 às 13h38

O que o povo precisa é de uma ampla campanha para obter apoio dos professores e pais (e dos alunos, claro) para promover uma investigação de todo dinheiro desviado da educação nos últimos 20 anos. Têm muita coisa. Desde compra de antenas parabólicas que estão encostadas nos quartinhos das escolas, fornos, computadores comprados e depois sucateados, computadores alugados a preços exorbitantes, assinatura de jornais e revistas, apostilas (mal) elaboradas com a participação de parentes de funcionários do comando da educação, e muito mais. Dá prá escrever um livro.
É muito dinheiro. Afinal de contas, professor não manipula dinheiro, e quando se mete a querer tirar o seu, é descoberto logo (é o caso do Saresp). A corrupção ta correndo solta. Esse pessoal nasceu para viver mediocremente roubando o dinheiro do povo que deveriam proteger. São vermes e parasitas, sanguessugas do dinheiro público. O salário do professor está nos bolsos dos políticos desonestos. Não precisa ser nenhum gênio para concluir isso. Isso aqui está insuportável. Mas, pode e vai ficar pior. A menos que se comece a luta para punir os responsáveis pelos desvios. Sem a união de pais, professores, alunos e funcionários, a luta não acontecerá. Tudo que a escola faz é o contrário. Afasta os pais, que são os que mais poderiam ajudá-la. É a tática do governo. União de pessoas honestas é o que mais ameaça a bandidagem. Ainda mais se são pessoas que estão pensando no futuro educacional de seus filhos. Aí o bicho pega não é senhor corrupto e adjacências (para não dizer puxa-saco).

Responder

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h28

    Lucas,
    voce se esqueceu de dizer que o conselho de escola, que aprova ascontass das escolas, é formado majoritariamente por professores e funcionarios…

marcosomag

11 de abril de 2012 às 07h48

Na educação, o PSDB conseguiu a proeza impressionante de piorar a terrível herança deixada pelos militares. Quando houver um governo de verdade em SP a sua mais dispendiosa tarefa será construir o ensino paulista. Tudo terá que começar do zero.

Responder

Gerson Carneiro

11 de abril de 2012 às 06h05

"Por último, lembro que uma das formas de alterar os resultados desses testes de avaliação de desempenho é excluir os alunos mais fracos da prova. Logo, não são todos os que a fazem, apenas os melhores."

Ocorre isso com a Redação. Apenas 20% dos alunos que prestam o Saresp fazem a prova de Redação.

Responder

Helena

11 de abril de 2012 às 04h56

O problema é que no Brasil,a criatividade é usada só pra segurar o tchan e dançar e dançar na boquinha da garrafa. Fora disso só querem imitar os americanos e europeus,até no que deu errado por lá. Quem é que não ia ver que passar em massa não ia dar boa coisa? O aluno que quer aprender mesmo que estímulo vai ter pra estudar,se a escola nem está aí pra ensinar,quer mesmo é que todos passem e as professoras peguem seus bônus. Na real,a lógica tinha de ser ao contrário,exigir tanto,mas,tanto que par passar o cara teria que suar o topete estudando,assim,mesmo que rode,saberá mais que nesse sistema atual. Mas,vai ter quem diga: Aí a evasão escolar vai ser exorbitante. Mas,e já não é hoje? Com os que não acompanham,ao fim do ano,não em uma semana,mas,em um mês,se faz uma recuperação bem feita. Que esses alunos sejam colocados em sala só pra eles,antes mesmo da recuperação,ou que no último mês se dedique os últimos 30 minutos de aula só par eles. Tudo e qualquer coisa,menos afrouxar no ensino,que o aluno pobre que queira ter ensino bom em uma escola pública,tem direito a tal. E nesse sistema se privilegia o aluna ruim,ou nem ruim,mas,com deficiência no aprendizado.

Responder

Gerson Carneiro

11 de abril de 2012 às 04h08

É uma calamidade essa política educacional do Estado de São Paulo. Tão descarada que nas campanhas o Serra fala abertamente em "escolas técnicas, escolas técnicas". Não há espaço na concepção dele para que o jovem de escola pública possa ingressar na universidade.

E o pior é que os professores não têm ao menos um sindicato forte que atue com ações efetivas para mudar essa realidade. Esse APEOSEP deixa muito a desejar.

Responder

Lucas

10 de abril de 2012 às 21h35

CERTO ESTAVA MILLÔR…
L.I.V.R.O. – um novo e revolucionário conceito de Tecnologia da Informação http://desatualidadescronicas.blogspot.com.br/201

Responder

Mauro A. Silva

10 de abril de 2012 às 20h45

"Numa escola de Sorocaba, os professores ajudaram os alunos a ter o melhor desempenho do Estado"…
Ajudaram a quem?
os professores "ajudaram"a si mesmos, pois a fraude rende benefícios em dinheiro para os professores e funcionários, e não para os alunos.

Responder

    Gerson Carneiro

    11 de abril de 2012 às 04h02

    Mauro,

    Tomo a liberdade de sugerir uma dica para o sr.

    Mude a realidade com exemplo. Que tal o sr. ir enfrentar o batente de uma sala de aula em uma escola pública para mostrar aos professores como é que se deve fazer?

    Está fácil agora, porque pra ser professor da rede pública em São Paulo não precisa nem prestar concurso. Tome coragem e encare o desafio. E no final, para mostrar que o sr. está certo, o sr. terá a obrigação de ganhar o bônus de R$ 7 mil reais.

    Aceita o desafio?

    Aguardamos.

    Mauro A. Silva

    12 de abril de 2012 às 07h29

    Isso é pura falácia.
    Quer dizer que para criticar o serviço de saúde seria preciso ser funcionáro em um hospital, por exemplo?
    Quer dizer que para criticar o serviço de segurança pública seria preciso ser policial, por exemplo?
    Foi o sindicao de professores que fez uma greve em defesa dos professores-nota-zero em 2010, lembra-se?
    Não é preciso ser professor (nem jurista) para saber que "ajudar" os alunos com as respostass do Saresp é fraude, é crime tipificado no código penal. E tem gente propondo que os prfessores coloquem as respostass da prova na lousa…
    A proposta do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública é que se garanta uma efetiva participaçao dos alunos, pais e comunidade na gestao escolar. Isso deve começar por uma eleiçãodemocrática dos conselhos de escola.
    Devolvo o desafio: apresente uma única escola estadual de SP onde exista uma gestao democrática.
    No caso dos "bonus", nós queremos que sejam publicados os valores individuias distribuídos aos professores, assim como já foi feito em relação às remunerações dos servidores da Educação no Município de Sã Paulo.
    Porúltimo, mas não menos importante, apresentmos um vídeo da palastra do professor José Pacheco na Apeoesp:

    Gerson Carneiro

    12 de abril de 2012 às 22h42

    Sim, mas o senhor não respondeu: topa ou não o desafio de enfrentar o batente de uma sala de aula em uma escola pública (de preferência longe das áreas "nobres" da cidade) para mostrar aos professores como é que se deve fazer?

    Mas tem que conseguir os R$ 7.000,00 de bônus para provar que é bom e que está certo, tá.
    Senão de crítico vai virar criticado. Boa sorte!

    Mauro A. Silva

    12 de abril de 2012 às 23h37

    e continua a falácia…
    O objetivo do Movimento COEP é mobilizar a comunidade para exercer um efetivo controle social sobre o serviço educação.
    os professoresassinam um contrato de trablho para cumprir uma função, mas não estão cumprindo nem mesmo a jornada mínima obrigatória… e ainda tem professor querendo vener aulas em outras escolas…
    A questão da educação é complexa. Exige envlvimento de diversos segmentos. Mas não devemos ignrar o autoritarismo nas escolas públicas e o mau corporativismo que não quer prestar contas e nem se submeter a nehum tipo de avaliação.
    Exisem vários exemplos de educadores que conseguiram melhorar o ível de ensino/aprendizagem dos alunos. O denominador comum destas várias experi~encias é o comprometimento dos professores para com os alunos e uma única escola.
    A questão do bônus é secundária… mas as fraudes praticadas por grnade parte dos professores e direções escolares é um indicativo de que ests escolas tuam á margem da lei e em completo desrespeito ao seu compromisso e presatrar um serviço público de boa qualidade em um regime republicano e democráico.
    O rande desafio é ser crianças éticas em uma escola pública que não oferecem bons exemplos e ainda promovem fraudes generalizadas para uamentarosseus próprios ganhos.
    É isso.

    Gerson Carneiro

    13 de abril de 2012 às 07h08

    …e continua a tergiversação, a evasiva.

    Percebe-se aqui o quanto é confortável malhar os professores e não se ter a disposição de enfrentar o batente que eles enfrentam.

    Muito confortável sua posição sr. Mauro A. Silva.

    Está até previsível. Daí o sr. pula para um partido político, se elege sob a plataforma fácil de culpar os professores pelas desgraças na Educação de São Paulo, e vai viver eternamente a vida mansa de político. Alí é que é vida mansa. Não se submetem à prova para ter aumento de salário (prova do mérito) e gozam de benesses inimagináveis.

    Diante da possibilidade de assumir por um ano uma sala de aula em escola pública nas zonas críticas de São Paulo, e a possibilidade de assumir por um ano a vaga de um vereador que seja, não tenho dúvidas qual o senhor escolheria.

    Noto que o senhor tem o perfil do político padrão brasileiro.

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h11

    Leia a critica feita ao nick ramos_toledo.
    A falácia de criticar a pessoa (e não oargumento)parece não ser suficiente. tem que usar mentiras.
    Depois não sabe porque a maioria da população paulista e brasileira detesta o mau corporativismo que domina os mais diversos servços públicos.

    ramos_toledo

    13 de abril de 2012 às 08h17

    Gerson, não adianta insistir. Ele não topa. Isso aí é um mercenário, um pena vendida que enche o fundilho de dinheiro com a ONGzinha dele patrocinada pela Tucanagem. Foi assessor de vereador do PSDB, informação que constava no FB dele e que deletou quando trouxemos à tona. Vai discutir pra quê? Esquece. Pergunta quem a ONG dele apoiou pra Governador na última eleição. Pergunta.

    Gerson Carneiro

    13 de abril de 2012 às 11h15

    Ramos_Toledo,

    Eu já saquei de longe.

    Ele não quer mudar nada. Ele quer que continue exatamente do jeito que estar, ou pior. Senão a mamata dele acaba. Quem não conhece desse tipinho? Tem muitos por aí afora.

    Valeu pelo toque.

    Abs.

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h08

    O nick ramos_toledo vem com a falácia mais manjada: na falta de argumentos ataca a pessoa, até mesmo com mentiras.
    Nunca fui filiado a partido politico e nunca tive emprego público. se alguem usou meu nome para alguma coisa, eu bem que gostaria de saber… talvez até caiba um processo criinal e cível.
    A "ongzinha" nunca recebeu contribuição em dinheiro de quem quer que seja. Pelo contrário: as diversas entidades ou movimentos em que eu participo oferecem serviço gratuito à população e priorizam a fiscalizalção dos serviços públicos.
    No caso das últimas eleições gerais, fiz, sim, declaração de voto. Alás, usei o mesmo critério para indicar o voto no candidato Geraldo Alckmin (governo de SP) e Dilma Roussef (candadata à presidência): ambos tinham propostas e atuam contra o mau corporativismo que domina as escolas públicas brasileiras.
    É isso, por enquanto.
    SP, 13/04/2012.
    Mauro Alves da Silva
    presidente do Grêmio Ser Sudeste
    coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Publica

    Mauro A. Silva

    12 de abril de 2012 às 07h30

    [youtube 2ipaF7KKSMo http://www.youtube.com/watch?v=2ipaF7KKSMo youtube]

Henrique

10 de abril de 2012 às 20h23

Eu só não entendo o seguinte:
– é a quinta gestão consecutiva do PSDB no Estado mais rico do país;
– a mesmice burra, do pensamento único, continua com a quinta gestão;
– todos sabem, o mundo todo sabe exceto o paulista, que o PSDB, desde a trágica era FHC nunca foi bom para a educação;

Os educadores que comandam a Secretaria de Educação/SP, nunca sentaram num banco de escola pública e nem sabem das condições dos professores da maioria dessas escolas

E a lavagem cerebral, do jeito que está, continuará por mais algumas décadas com a mesmice burra.
O que falta para SP acordar?

Responder

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 00h16

    Uma oposição digna do nome, em SP não há OPOSIÇÃO.
    O PT-SP é uma cópia mal acabada do PSDB.

    Renata

    11 de abril de 2012 às 00h52

    Pois é, Henrique, existe em SP uma certa "elite" que é beneficiada pelo PSDB e que não necessita dos serviços públicos de educação, salvo nas universidades estaduais/federais que, quando o filhinho não passa no vestibular, vai pro mackenzie mesmo, fazer o quê?

    Mas infelizmente não é um problema só de SP, não, é um problema do país, onde se acredita numa democracia onde sua primeira vantagem é a OBRIGAÇÃO ao voto…

    Helena

    12 de abril de 2012 às 11h32

    O problema é que já quando se usa o jargão " o estado mais rico do país" já se está ensinando o povo errado,pois,o povo enche o peito de orgulho e nem se dá conta da M em que vive. Se acha rico como o estado e tem que votar nos candidatos ricos ou dos ricos,que nem ele…

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h20

    Henrique,
    VC sabia que é o mesmo sindicato que domina a educação paulista nos últimos 67 anos???

bene bugrão

10 de abril de 2012 às 18h01

Para mudar toda essa baderna, só tem um jeito: ensinar o povo a votar. No entanto para se conseguir essa façanha, também só tem um jeito: não deixar a tv alienar os eleitores. E para isso também só tem um jeito: implantar imediatamente a "LEY DE MÉDIOS".

Responder

    Renata

    11 de abril de 2012 às 01h04

    Me desculpe, Bene, mas para se ensinar o povo a votar seria necessário não apenas um controle geral da mídia mas também de professores bons nas escolas para ensinar aos alunos certas coisas que não se ensinam mais… porque não faz bem para os que estão no poder atualmente que o povo saiba pensar. No Brasil, não é analfabeto quem sabe escrever o próprio nome mas não sabe escrever mais nada, não sabe sequer ler um texto simples, como podem querer que pessoas assim saibam ler e interpretar notícias; interpretar pessoa, então? Continuamos no ciclo vicioso do que diz essa matéria: nos faltam professores qualificados, porque estes não são remunerados de acordo, porque não é bom para quem está no poder, e por aí vai…

Marcelo de Matos

10 de abril de 2012 às 17h59

Está passando agora no Datena que professores tentaram linchar presidente do sindicato que saiu correndo.

Responder

José Ruiz

10 de abril de 2012 às 17h51

A educação no Brasil é um instrumento de controle de classes.. educação pública é coisa de pobre.. nem remediado coloca o filho em escola pública. A solução? O Plínio falou: acabar com o ensino privado no Brasil. No dia seguinte a sociedade toma vergonha na cara (porque o problema da educação não é só dos políticos de plantão, é de toda a sociedade que vira as costas para uma parcela da população) e resolve o problema. Simples assim. Enquanto existir ensino privado vamos conviver com essa "indecência".

Responder

abolicionista

10 de abril de 2012 às 17h28

A escola paulista é o ovo da serpente, dela sairão os linchadores, os intolerantes, os fascistas de amanhã. É a locomotiva do Brasil correndo a todo vapor rumo ao despenhadeiro.

Responder

Mauro A. Silva

10 de abril de 2012 às 17h13

"levaram à demissão de 200 mil professores" em Nova York? E quem ficou vendendo aulas?

Responder

jaime

10 de abril de 2012 às 16h56

"Em 2008, o então governador José Serra (PSDB) implantou, na área educacional, uma política desenvolvida no governo do presidente George W. Bush, dos EUA," – e da mesma forma buscou instruções junto à embaixada norte americana para saber o que fazer na área da segurança pública. Sugiro que os paulistas escolham entre eleger alguém comprometido com a realidade local e que tenha idéias próprias, ou eliminar os intermediários e eleger logo os diplomatas estadunidenses.

Responder

    rita

    10 de abril de 2012 às 20h47

    barack obama para presidente dos estados unidos do brasil.

Antonio

10 de abril de 2012 às 16h41

Não é "Fundo" de Desenvolvimento da Educação e sim "Fundação" para Desenvolvimento da Educação (FDE).

Sou professor e desculpe mas esse mundo de atraso não é só dos Paulistas não. Faltou um pouco de leitura e conhecimento do Tema (fraude em 1 escola, 1 professor com ~30 alunos no universo de ~5mil escolas, 250mil professores e ~5milhões de alunos). Não é um problema só paulista e sim de todas as escolas publicas.

Sou a favor de Meritocracia sim. A questão de fraudes é só punir maus servidores públicos. Assim como estão fazendo com o ENEM, né não!?

Responder

    m.a.p

    10 de abril de 2012 às 20h13

    Caro Antonio.
    Que porra de meritocracia é essa que permite que mais de 40% dos professores da rede não sejam concursados como preve a Lei !
    Bulshit !

    Antonio

    11 de abril de 2012 às 15h11

    Caro m.a.p,

    já lhe passou pela cabeça que ninguém quer ser professor e que abre-se edital para contratação e têm disciplinas que nem aparecem candidatos? Não tem professor e precisam cumprir a Lei. Mais fácil desistir dos Alunos ou levar um processo por ser negligênte com a Lei e tentar tapar buracos. O Ano segue e aluno precisa aprender na escola pública.

    Concordo com você que se deve cumprir a LEI e ela determina responsabilidade fiscal dos envolvidos. Fácil seria numa canetada aumentar para 15mil o salário de um professor, bom para mim bom para você. Porém o desequilibrio nas contas públicas que isso causaria levaria qualquer gestor para a cadeia. Adianto ainda que a APEOESP estaria reclamando, pois ela luta por uma ideologia e não para melhoria da categoria.

    Precisa de uma discursão mais concreta e não divagar por problemas individuais. Tudo que se deve fazer para educação envolve sociedade, alunos, professores e aposentados. Não tem jeito!

    Helena

    12 de abril de 2012 às 03h09

    Como é que vai ter professor hoje se o ensino de ontem não formou,deformou. E,pelo andar da carruagem,com o estudante sendo passado na marra,vão surgirem mais pedreiros-professores no futuro. Tudo bem que salário seja importante,mas,não é o determinante para esse estado de coisa,o determinante é que o estado de são paulo resolveu melhorar seus índices na marra,que nem os alunos que eles passam(na marra). O que acontece aí é o resultado de um mal planejamento,bem executado,isto é: Pra melhorar os índices deu certo. Tudo tem sido assim no Brasil,com os números da segurança,da AIDS,tudo…

    Antonio

    12 de abril de 2012 às 16h11

    Concordo!

    Mas como podemos tirar o vicio da progressão continuada sem prejudicar os alunos?
    Qual a solução para esse embrólio que foi criminalmente levado sp?

    Achar culpados é fácil (só apontar). Acredito que nem devamos esquecer de quem fez essa lambança.

    Porém isso não vai refrescar o problema.

    Qual a proposta feita pelos orgãos competentes SEE (situação), APEOESP (oposição) e sociedade para ajustar a educação pública de SP?

    A implantação de indices é importante pois gestão não se faz sem eles mesmo que errados, infelizmente.

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h17

    boa questão.
    Detalhe curiosos:o sindicato de professoresde SP vive fazendo greve para efetivar seus "associados" sem concurso público.

    Tatiana

    10 de abril de 2012 às 21h15

    Também sou professora da rede pública (do Rio de Janeiro) e é certo uma coisa: não existe ensino de qualidade com professor mal pago. Por que? Muito simples, se um profissional ganha uma merreca numa escola e mora numa cidade tão cara quanto São Paulo e Rio de Janeiro, fatalmente vai ter de complementar sua renda de alguma forma: ou arrumando um trabalho de meio expediente que pague um salário mais ou menos para somar ao que ganha lecionando, ou vai lecionar em mais 2, 3, 4 ou 5 escolas. A realidade é esta. É impossível manter um padrão de qualidade lecionando no estado do Rio de Janeiro se você não tem um salário de um professor de uma escola particular de elite, por exemplo (onde você também trabalha bastante e é cobrado, mas a remuneração é compatível, sem contar que é prazeroso ensinar em um lugar onde a probabilidade de encontrar alunos interessados que valorizam a cultura e o conhecimento é bem maior). Interessante ressaltar que esses "bônus" oferecidos por prefeituras e estados no Brasil são meras esmolas que fomentam a competição e desunião dos colegas de profissão, bem como uma espécie de aliciamento eleitoreiro (pois aí e nas contratações sem concurso público abrem uma brecha enorma para formação de cabos eleitorais, isto é óbvio). E o mau servidor só é punido quando há fiscalização. Sou contra manter um péssimo professor em sala de aula, simplesmente porque ele é servidor público e tem estabilidade. Por que não existe fiscalização regular nas escolas públicas? Ora, por um motivo muito pérfido: o empregador finge que paga e o empregado finge que trabalha. No caso, a maioria dos professores públicos trabalham como escravos em condições precárias (onde falta material, critério de avaliação do estado ou município para inserção de alunos em turmas, entre outras aberrações), estão sempre cansados, desestimulados e, no final das contas, doidos para se aposentar ou, simplesmente abandonam a carreira para procurar outra coisa. A culpa não é do professor, e essa desculpa de que o profissional não pode reivindicar melhores condições "porque no edital estava claro que o salário é aquela miséria, mas aceitou" não cola. Concordo que o mau profissional, em qualquer profissão, deve ser demitido, punido, etc. No entanto, a situação financeira dos educadores é tão periclitante que ninguém em sã consciência pode deixar de se questionar por que se encontram tantos mau profissionais lecionando, ou por que existem tantos bons profissionais qualificados que se deprimem, se estressam e fazem um trabalho "feijão com arroz" por estarem desestimulados. Meritocracia, no meu entendimento, é quando você faz um concurso público concorrendo com milhares de candidatos, passa, é convocado e trabalha. Isso é mérito. Demérito, no meu entendimento, é ser aviltado com salários ridículos depois de tanto estudo e preparo. Triste é perceber o quanto os profissionais do ensino são desunidos.

    Gerson Carneiro

    11 de abril de 2012 às 03h54

    Antonio, o sr. enfrenta diariamente o batente de uma sala de aula de escola pública ou fica de carona em algum cabide na Diretoria de Ensino?

    Antonio

    11 de abril de 2012 às 14h46

    Enfrento sim! Sou professor de Matemática e minha Escola fica na DE de São João da Boa Vista (Conhece Divinolândia?). Acompanho o blog porque prezo da simpatia ao Azenha. Sei das dificuldades na pele mas nem por isso sou omisso da realidade.

    Muito pelo respeito que tenho com aqueles que podem ler meus comentários: "O que levar a crer que preciso das benesses do Estado numa DE para ser independente nos meus pensamentos?"

    Por hora diferente do senhor que não deve conhecer mesmo o batente de um educador pois passa seus dias aqui politizando problemas que são operacionais ou até mesmo caso de polícia (fraude).

    Gerson Carneiro

    11 de abril de 2012 às 19h13

    Professor Antonio,

    Nunca estive na lua. No entanto, em que pese meu expediente de 24 horas diárias no meu notebook, sei que a força gravitacional na lua tem intensidade menor do que no planeta terra. Portanto, não me subestime.

    Abs.

    Antonio

    12 de abril de 2012 às 16h02

    Nunca esteve mas parece estar. É fato o elevado grau de QI explicitado em seus ataques.
    Apesar de parecer contrário, e não é! Não julgue as pessoas por não concordar com seus conceitos ideológicos e partidários. Sou independente.

    Aqui o Sr. me atacou chamando de caroneiro e corrupto. Não me respeitou e nem sequer reconheceu que deve desculpas por ofender aqueles que divergem.

    Agradeceria se encerrasse pois vejo que não lhe devo e nem trocarei contigo cordialidades.

    Gerson Carneiro

    12 de abril de 2012 às 22h36

    Professor Antonio,

    Não querendo te ofender mas o senhor está precisando melhorar a leitura e interpretação de texto.

    Não te chamei de "caroneiro e corrupto". Apenas fiz uma pergunta que o senhor prontamente respondeu.

    Acho uma pena o senhor ficar chateado comigo, porque eu gostei do senhor.

    Logo eu que me considero o cara mais legal do mundo pois deixo qualquer um à vontade para sentir raiva de mim.

    Abs.

    Em tempo: estou por aqui, 24 horas por dia :)

Elias

10 de abril de 2012 às 16h36

Na prova SARESP 2011 os alunos do 3º Ano da minha escola, combinaram de boicotar a prova ou fazê-la de forma displicente com o intuito de prejudicar o bônus dos professores, portanto a sistemática da Secretaria da Educação de deixar nas mãos dos alunos aquilo que é um prêmio que por ventura o professor que trabalha direito possa ter, acaba sem efeito. Isso é um absurdo, pois beneficia a escola que tem menos problemas e pune aquelas onde o professor por mais hábil, nunca terá chance de receber esse bendito bônus, pra não dizer outra coisa.
Fica aqui a denuncia de que a metodologia desses tucanos é coisa furada e injusta e que só vem dividir mais ainda essa classe sofrida .

Responder

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h33

    O que será que os professores fizeram de tão "terrível" contra os alunos…

M. S. Romares

10 de abril de 2012 às 16h19

O desmonte do ensino público no Brasil começou com o antigo primário. Evoluiu vergonhosamente para o (antigo) 2º grau e fechou-se o círculo. A obra está acabada e vai ser dificil retomar a seriedade com que ambos eram tratados décadas atras. Nesse período, assistiu-se a uma vertiginosa escalada de escolas privadas. Obviamente um fato não é deconexo a outro: o lobby desses senhores da educação bateu forte e insistentemente no ensino público até desmoralizá-lo. E a saga continua; basta acompanhar as declaraçoes recentes dos detentores da educação privada. A cronologia indicava que o passo seguinte seriam as universidades. E foi tentado isso mesmo, mas razões diversas geraram uma reação a esse tipo de crime lesa-cultura e não conseguiram (ainda) perverter o 3º grau, mas estão quase lá. Infelizmente.

Responder

Sr.Indignado

10 de abril de 2012 às 15h54

Porque nos EUA este procedimento é condenado. Porque desde a década de 50, Herbert Simon mostrou que a motivação é importante para o bom desempenho no trabalho, e esta não surge do nada, deve ser trabalhada pelas organizações de forma continuada. Alguns progrmas de qualidade tentaram transformar isto em uma lavagem cerebral. O que ocorre é que ele foi adotado para dar um benefício a mais, como motivação, mas por mais que o professor se motive, se esforce e dê seu sangue, ele pode inferir em apenas uma parte do processo, aí vem o fator inverso e muito maior que o anteiror, a desmotivação, a depressão e possivelmente desista da carreira.
Considerar este sistema, apodrecido, já em suas hipóteses, para aplicação no estado de São Paulo, foi uma vergonha, uma falta de competência, está mais para um castigo, coisa da velha escola.
Acho que os argumentos para dar fim a esse processo estão aí, estatísticos, políticos, pedagógicos e principalmente na área de recursos humanos. É preciso ir aos Estado e solicitar o fim deste processo de desvalorização dos professores, de arrebentar o futuro dessa moçada e de mau uso dos nossos impostos.

Responder

RicardãoCarioca

10 de abril de 2012 às 15h46

Os tucanos no governo paulista conseguiram reduzir a representação do PIB estadual no federal de 45% para 31% em pouco mais de 20 anos e parece que o plano continua em ação a todo o vapor. Sem educação, não há desenvolvimento. Sucatear educação pública para forçar a população a matricular seus filhos em escolas particulares não é tão simples assim. Além de parte do comprometimento da renda com a educação dos filhos, que prejudica as vendas do comércio e indústrias locais, tem aquelas famílias que não migrarão para o setor privado de ensino por pura falta de dinheiro mesmo.

Responder

Edson F.

10 de abril de 2012 às 14h28

Sou funcionário/educador de uma escola estadual do interior de SP. A dantesca realidade da escola pública está bem, mas bem longe mesmo da questão do Bônus por Resultado tão somente. É a ponta de um gigantesco iceberg. A escola pública estadual paulista está falida, ó não enxerga quem não quer. Não atrai profissionais capacitados e bem formados, pelo contrário, cada dia mais surgem indivíduos totalmente despreparados – com o perdão da palavra e sem nenhum juizo de valor ou preconceito – mais parecidos com pedreiros. Estes últimos profissionais merecem todo nosso respeito, ao contrário de seus "similares". É um verdadeiro crime de lesa-pátria e, infelizmente, sem uma mobilização coletiva da sociedade para lutar contra este caos generalizado. Tenho 20 anos de Secretaria de Estado da Educação e afirmo que chegamos ao fundo do poço desde muito e ultrapassamos todo e qualquer limite de falta de vergonha e descaso. Pagarão, TODOS, esta letargia na defesa da Educação pública paulista. A sociedade já está pagando um alto preço pelo desdém com que trata a Educação: violência, fragilidade das Instituições, enfim…

Responder

    E S Fernandes

    10 de abril de 2012 às 18h18

    E os deputados da "esquerda" da província paulista, servem para que?
    E os Suplicis, servem para que?
    Tão ruim quanto o mal feitor é o omisso pt (partido tucano)

    abolicionista

    11 de abril de 2012 às 02h11

    Suplicy não consegue fazer nada se vocês tucanos engavetam todas as CPIs, sistematicamente. Estão pior do que a máfia, senhor Demóstenes.

    Marcelo Fraga

    11 de abril de 2012 às 09h19

    Eu ouvi um boato que o PT também foi culpado pela queda do muro de Berlim e pelo terremoto no Japão.

    Jorge Nunes

    11 de abril de 2012 às 14h43

    Poxa, é o PT que governa São Paulo há quase dua décadas?

    Geraldo Mendes

    11 de abril de 2012 às 10h43

    SARESP = Programa de Avaliação Viciosa Ligado à Objetivos Vergonhosos (PAVLOV)

    Mauro A. Silva

    13 de abril de 2012 às 20h22

    Edson,
    concordo comquase tudo o que vc disse.
    Mas ainda falta dizer o que fazer com os maus professores que já estão vendendo aulas nas escolas públicas.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!