VIOMUNDO

Diário da Resistência


Juliana Cardoso: Quando perdemos para a ditadura, ganhamos o quê?
Ricardo Stuckert
Resistir e Lutar

Juliana Cardoso: Quando perdemos para a ditadura, ganhamos o quê?


30/01/2019 - 16h51

Quando perdemos para a ditadura, ganhamos o quê?

por Juliana Cardoso*

Nem a ditadura que aterrorizou o Brasil durante as décadas de 60, 70 e 80, proibiu Lula de ir ao encontro de um parente falecido para prestar suas últimas homenagens.

A negação de um direito constitucional a Lula, além de ser uma perversidade contra um homem, é um mais um atentado à legalidade, ao estado de direito.

Sabemos o quão frágil é a lei quando se trata de pobres, negros, mulheres.

Sabemos que o direito ao luto é negado a muitos homens e mulheres encarcerados neste país.

Sabemos que o estado e seus agentes assumem o papel de carrascos que, no exercício de suas funções, assumem uma postura arbitrária calcada em convicções pessoais que nada têm a ver com o respeito às leis, muitas vezes promovendo injustiça ao invés de justiça.

E é exatamente porque o estado e suas instituições não são neutros, têm classe, raça e sexo, que essa perversidade deveria revoltar a todos nós, gostemos do Lula ou não.

Se você não tem simpatia pelo homem que não pode velar e enterrar seu irmão, deveria compreender a simbologia do que todo esse processo contra Lula carrega.

Deveria compreender que o que assistimos atônitos, mas não inertes, é uma espécie de lição que se quer dar a quem ousa sonhar com outro país.

Como lembrou o líder Paulo Pimenta hoje pela manhã em São Bernardo do Campo (SP), não bastou matar Tiradentes.

Era preciso aterrorizar os que permaneceram vivos para que não mais ousassem lutar por liberdade e igualdade.

Não basta prender Lula, é preciso calá-lo, apagá-lo da história.

Mas tal qual Tiradentes e tantos outros lutadores e lutadoras, Lula é muito maior que as paredes e trancas que o confinam, muito maior do que seus algozes.

Em tempo, antes que o texto fosse publicado, recebemos a notícia de que Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, havia autorizado a ida de Lula a São Bernardo, onde Vavá foi enterrado. Lamentavelmente, o sepultamento já estava finalizado.

Em plena ditadura, Lula pode sair do DOPS para enterrar sua mãe. Em plena “democracia”, Lula tem seu direito negado e numa atitude paliativa grotesca será autorizado a encontrar os familiares numa Unidade das Forças Armadas. Infelizmente, a justiça tardou e quando ela tarda, ela falha!

#LulaPresoPolítico
#LulaLivre

* Juliana Cardoso é vereadora (PT-SP).

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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



3 comentários

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Washington

30 de janeiro de 2019 às 20h04

Toma vergonha na cara , parem de publicar notícias falsas , os dois irmãos de Lula morreram e ele não foi ao enterro, só porque está preso quer ir ver seu terceiro irmao. Pare de propagar fake news . Farei o possível para repostar essas notícias falsas , e que ninguém te siga. Antipatriota miserável.

Responder

    Conceição Lemes

    31 de janeiro de 2019 às 07h32

    Tome vergonha na cara, você, Washington. E pare de mentir e espalhar as espalhar informações falsas.

    O Lula tem cerca de 20 meio-irmãos por parte de pai, com os quais não conviveu, como os dois que o senhor cita. Os únicos irmãos com os quais Lula cresceu e conviveu a vida toda são os filhos da Dona Lindu, que os criou sozinha, sem a ajuda do pai. O Vavá, por ser o mais velho, cuidou muito de Lula.

    Julio Silveira

    31 de janeiro de 2019 às 12h06

    Cara, é triste ver um cidadão tão imbecilizado assim, transformado por impressões vindas de fake news. O Brasil está se tornando o país das certezas e das criticas sobre a vida alheia, de parte de quem nunca conviveu com suas vitimas. É um festival de impressões falsas cheias de convicção vindas de gente como vc multiplicadores de fake news.


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