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Bruno Covas corta verbas do Corpo de Bombeiros e coloca em risco a população de SP
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Bruno Covas corta verbas do Corpo de Bombeiros e coloca em risco a população de SP


06/04/2019 - 11h00

por Juliana Cardoso*

Neste domingo (07/04), faz um ano que o tucano Bruno Covas assumiu a Prefeitura da cidade de São Paulo.

Lamentavelmente, uma gestão só preocupada em colocar em prática medidas de austeridade fiscal, embora a arrecadação tenha crescido em 2018.

O que estamos assistindo, portanto, é um processo de fazer caixa.

No momento, todo o esforço de Bruno Covas é para angariar e reservar recursos financeiros para serem usados às vésperas do período eleitoral, em 2020.

Neste ano, o IPTU aumentou quase 50% para 90 mil imóveis.

A redução das integrações de viagens nos ônibus do vale-transporte agora e do bilhete único daqui a três meses é forma de direcionar mais recursos para as empresas operadoras. Às custas do trabalhador.

Em 21 de fevereiro, ele publicou um decreto, estabelecendo cortes nas áreas do lixo, assistência social e saúde, mas não mostrou parâmetros.

Na época, essa falta de transparência já nos fez supor que os  serviços essenciais à população poderiam ser afetados.

Dito e feito. Como não bastasse o desmonte do SAMU, agora o prefeito Bruno Covas resolveu cortar gastos do Corpo de Bombeiros com serviços emergenciais e socorro.

Absurdo! Prova de descaso com a população.

São Paulo é uma cidade bastante complexa e repleta de riscos, com tragédias que atingem principalmente a população mais pobre. E que, portanto, necessita da pronta intervenção dos bombeiros.

Exemplos recentes: a cidade sofreu com as enchentes e mais de 100 famílias foram desalojadas por um incêndio (até agora não esclarecido) na Favela do Cimento, na Moóca, Zona Leste da capital.

Quem não se lembra do incêndio e desabamento do edifício ocupado da Polícia Federal na Largo do Paissandu, centro da cidade.

Ao cortar gastos dos bombeiros,Bruno Covas  está colocando em risco a vida de muita gente.

Aliás, os argumentos do prefeito Covas de crise financeira e severa restrição orçamentária não condizem com a realidade dos números.

Em fevereiro, o saldo em caixa da Prefeitura foi de R$ 10,8 bilhões, o maior valor da série histórica.

Em 2018, a arrecadação alcançou R$ 54,3 bilhões, crescimento de 5%.

Não falta verba.

O que falta, além da capacidade administrativa, é atenção com que mais precisa ANTES da tragédia acontecer. Ou seja, descaso.

Depois não adianta derramar lágrimas, serão de crocodilo.

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