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Zé Maria denuncia abuso de poder econômico na eleição


11/08/2010 - 15h50

O candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o sindicalista Zé Maria, diz que a decisão de emissoras de TV de restringir o número de participantes nos debates distorce o processo eleitoral. Segundo ele, 88% dos brasileiros se informam sobre a eleição pela TV e a presença de apenas três candidatos (ou quatro) nos debates discrimina os outros concorrentes (são nove ao todo).

ze maria.wma

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37 comentários

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fumio matsumiya

05 de outubro de 2010 às 21h46

esta havendo muito abuso do poder por parte da imprensa ,(quarto poder) principalmente TV,q sao os primeiros a reclamar dos outros, vide Globo News (Christiana Lobo, Merval e outros) eh bem claro. Tambem eh interessante porque so a Dilma tem que responder sobre aborto?, ate agora nao vi o Serra em nenhum momento nas tvs, falar a respeito de aborto, o outro da globo news (espaço aberto) ja adivinha ate pensamentos, ele disse ¨o Lula pensou…¨ Ora pelamor hein? nao sou petista,queria apenas que as coisas fossem um pouco mais justas!

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Luiz Antonio

08 de setembro de 2010 às 00h45

O que me deixa perplexo e até um pouco desiludido é perceber que pessoas mesmo demonstrando alguma percepção sobre a problemática das relações políticas , sociais, humanísticas da vida moderna , não atinam para o fato de que toda e qualquer ideologia que se contraponha ao que vivenciamos hoje , pode , deve e precisa ser considerada , se quizermos reverter a degradante situação da maioria dos habitantes deste nosso planeta.Não acredito que um único sistema de gerenciamento seja capaz de mitigar as desgraças que castigam a maioria dos seres humanos. O grande sistema que tudo comanda, e a todos seduz , gera muita riqueza para uns poucos , e muita desgraça miséria e degradação para muitos.

Responder

@EduardoLurnel

28 de agosto de 2010 às 18h27

BEm que o @Viomundo podia fazer uma série de entrevistas com TODOS os candidatos à presidencia da república.

Responder

eder araçatuba

27 de agosto de 2010 às 20h56

Esses caras do pstu, psol e pco só vêm para fazer o jogo da direita, é o pessoal porra loca.

Responder

Sandra

12 de agosto de 2010 às 22h26

Não adianta, Ferreira é burguês de carteirinha e deve querer manter as coisas como estão pois ele está confortavel em sua zona de conforto, ele se refere aos candidatos com menos chances de propaganda como "os nanicos", defende a situação e chama os que tem uma visão diferente de românticos, como um insulto. O mundo só está indo de mal a pior por causa do capitalismo, por isso existe fome e desigualdades, é preciso sim uma mudança e ela deve ser radical ou a situação boa pra quem tem dinheiro e ruim pra quem não tem vai continua a mesma, continuando o poder nas mesmas mãos egoístas ou seja, empresários, banqueiros e outros com o rabo entupido de dinheiro.

Responder

Fabio_Passos

12 de agosto de 2010 às 22h15

Distribuição radical da renda!

Os Socialistas tem a melhor proposta para o Brasil.
Só não vê quem não quer…

[youtube cdqTCZKYYV4 http://www.youtube.com/watch?v=cdqTCZKYYV4 youtube]

Responder

Fabio_Passos

12 de agosto de 2010 às 19h21

Proposta do PSTU… que promove desenvolvimento em favor da maioria da população: Emprego e renda para o trabalhador!

"
Combater o desemprego: por um plano de obras públicas e redução da jornada de trabalho sem redução dos salários!
Para combater o desemprego propomos um plano de obras públicas que tenha como objetivo a construção massiva de casas populares, hospitais, creches, escolas e universidades, estradas, ferrovias, meios de transportes públicos e portos. Este plano incorporaria milhões de desempregados num grande mutirão nacional de reconstrução do país.

A luta contra o desemprego não será completa se não responder a ameaça imediata e constante de demissões. A burguesia coloca os avanços tecnológicos a serviço do lucro gerando um desemprego crescente. Propomos colocar esses avanços a serviço do bem-estar dos trabalhadores. Defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, para garantir mais postos de trabalho e deixar o tempo livre para o descanso junto à família, a cultura e o lazer.
"

"O Brasil precisa de uma segunda independência!" http://www.pstu.org.br/

Responder

Maxwell B. Medeiros

12 de agosto de 2010 às 19h10

Não gosto das propostas do PSTU, mas concordo que eles e os outros partidos que tem candidatos a presidente, tenham espaço nos debates da TV.

Responder

Urbano

12 de agosto de 2010 às 12h06

A esquerda radical querendo implantar suas ideologias (nas quais há muita coisa boa) numa só tacada, na verdade ela fará um grande serviço em pró da direita radical, pois faz tempo que esta vem querendo dar um novo golpe, como em 1964, a fim de que os iluminados assumam e façam seu papel escroque que sempre fizeram, ou seja, entregar o país ao capital internacional, como foi o caso, salvo raríssimas exceções, se houver, dos desgovernos anteriores ao do Presidente Lula.

Responder

    Razek Seravhat

    12 de agosto de 2010 às 12h44

    Com o devido respeito, Pergunta-se: Do que adianta a "esquerda" continuar ganhando se o povo permance perdendo? Só pra se ter uma ideia, embora o Brasil seja um dos países que mais exporta alimento agrícola, ele continua sendo um dos três países da América latina em desigualdade social. E olha que esse dado é do PNUD, orgão ligado a ONU que que tem uma dívida social enorme com o Haítti, os excluídos… Pense nisso.

    Rodrigo

    12 de agosto de 2010 às 16h04

    Enquanto o 1% dos proprietários continuarem detendo 60% das terras e 90% detiver apenas 10% as coisas continuarão assim! Precisa ver que estes 10% da área total respondem por mais de 60% dos itens alimentares da cesta basica e mais de 70% do emprego com carteira assinada no campo, mesmo recebendo apenas 1 a 5% do crédito, que antes do Lula nem isso recebiam. Quem vê a reforma agrária como ameaça "comunista" não entende que esta é na verdade uma condição para o avanço do capitalismo moderno. Toda potencia capitalista fez. Os latifundiarios reacionários e economicamente incompetentes,dependem de credito e de perdões de dividas do crédito repetidamente. Vivem a taxas de lucro anormais no mundo, e o alimento que este BraZil exporta em geral alimenta porcos e frangos no mundo afora. Nós é que ficamos com o onus da ineficiencia energetica do sistema agricola Muderno, gastando nossas calorias para gerar zero calorias para nós, e ainda agravando ou não ajudando a diminuir o numero da fome no mundo.

    Spartakus

    13 de agosto de 2010 às 11h32

    Prezado Urbano, acho que você precisa estudar mais história. Culpar a esquerda pelo Golpe é que é utilizar o mesmo argumento da direita sobre um "golpe preventivo". Mas não se preocupe, porque você não está sozinho nessa: há uma corrente historiográfica "de esquerda", revisionista, que també, se irmana com a direita nessa explicação: veja os livros de Jorge Ferreira (UFF), Angela de Castro Gomes (FGV-RJ), Argelina Figueiredo, Daniel Aarão Reis (UFF), etc. Só não se se está bem acompanhado para algué, que se pretende de esquerda. Além do mais, a conjuntura hoje é totalmente diferente, não se pode realizar uma comparação tão imediata assim. Estude, rapaz! Abraço.

Klaus

12 de agosto de 2010 às 10h54

Fábio Passos, o PSTU nunca vai governar o B rasil, ainda bem. Acho até bonita a sua ingenuidade achando que o que seupartido propõe daria certo, mas te adianto, não daria. Um conselho: envelheça!

Responder

Fabio_Passos

11 de agosto de 2010 às 22h26

Proposta do PSTU… que vai na jugular deste regime podre:

"
Estatização do sistema financeiro!

Os bancos não passam de instituições parasitárias e altamente lucrativas. Voltados para a especulação e o lucro fácil, não servem para financiar a produção. Não existe nenhuma possibilidade de financiar um plano econômico com as finanças nas mãos de sabotadores e especuladores.

Defendemos a expropriação e a estatização dos bancos utilizando seus enormes recursos para garantir o investimento nas áreas sociais e na infraestrutura do país. Aos pequenos comerciantes e pequenos produtores seriam garantidos créditos baratos.

A estatização do sistema financeiro garantirá o controle e a centralização do câmbio, impedindo a especulação, a fuga de dólares e a remessa de lucros para fora do país.
"

Leiam o programa do PSTU:
"O Brasil precisa de uma segunda independência! " http://www.pstu.org.br/

Responder

Fabio_Passos

11 de agosto de 2010 às 22h22

Proposta do PSTU: Distribuição de renda

"
Tributar as grandes fortunas e combater a sonegação fiscal!

Além de suspender o pagamento da dívida e reorientar os gastos para garantir os direitos e necessidades sociais da maioria da população, é preciso mudar radicalmente a política de arrecadação do governo.

Os tributos no Brasil são regressivos, quem tem mais paga menos. Além disso, a burguesia se utiliza de vários artifícios, inclusive legais, para sonegar e pagar menos impostos.

Os desempregados e os trabalhadores de baixa renda devem ser isentos do pagamento de impostos. Os tributos devem recair sobre as grandes empresas, bancos e os mais ricos. É necessária uma forte taxação progressiva sobre rendas, lucros e patrimônios, particularmente sobre as grandes fortunas.
"

Confiram no menu "Programa":

"O Brasil precisa de uma segunda independência!" http://www.pstu.org.br/

Responder

Fernando

11 de agosto de 2010 às 20h37

Os petistas preferem ver tucanos expondo suas ideias num debate que socialistas. Fazem assim o jogo da direita, concordando com o PIG que a esquerda não deve ser ouvida.

Se borram de medo que o povo descubra que um governo de esquerda tem que fazer bem mais que proporcionar crediário nas Casas Bahia aos pobres.

O grande geógrafo negro, nordestino e marxista Milton Santos já dizia: ´´O consumidor não é o cidadão“.

Responder

Jairo_Beraldo

11 de agosto de 2010 às 19h39

O radicalismo do PSTU, afasta o eleitorado dele. Então é perda de tempo, ele participar dos debates. Melhor aqueles que identificam mais com o eleitorado exporem seus projetos (que parece só uma ter) nos debates.

Responder

    Fabio_Passos

    11 de agosto de 2010 às 20h45

    O que afasta o eleitorado do PSTU é o bloqueio que o establishment impõe as candidaturas anti-capitalistas.
    Perda de tempo é assistir uma interminável propaganda de "sabonete"… inclusive quando o "sabonete" quer ser presidente.

    Politização e discussão sobre o futuro do Brasil e modelos alternativos nunca é perda de tempo.

Fabio_Passos

11 de agosto de 2010 às 19h08

A cobertura da mídia-burguesa sobre as candidaturas anti-capitalistas é completamente marginal.

Sem espaço para apresentar propostas e mostrar a alternativa Socialista… o dinheiro dos capitalistas determina o resultado das eleições!

Isto não é democracia.
Isto é um sistema podre que favorece a perpetuação dos privilégios dos ricos.

[youtube hmIAsWsS-Dk http://www.youtube.com/watch?v=hmIAsWsS-Dk youtube]

Responder

    O Brasileiro

    11 de agosto de 2010 às 21h40

    Muito bom. Concordo com o Zé Maria!
    Mas o que ele faria com as "forças ocultas", que no Brasil são escancaradas?
    Você vê, como num post anterior aqui do Viomundo que até os americanos, que votam há mais de 200 anos, são enganados e iludidos pela elite econômica!

    Fabio_Passos

    11 de agosto de 2010 às 22h16

    Pois é isso mesmo: Não há ilusão nenhuma com a nossa "democracia".
    Trata-se de uma ruptura com os interesses das oligarquias.
    Pressupõe enfrentamento. Participação popular ativa.

    Superar um regime não é algo que cai do céu. Conquista-se.

Fabio_Passos

11 de agosto de 2010 às 19h03

Excelente entrevista!
Parabéns.

Zé Maria mostra que é muito capaz e alternativa séria para a presidência.

A mídia-burguesa boicota candidatos anti-capitalistas. Uma pena ver petistas de mãos dadas com a rede globo, quadrilha veja, fsp e estadão…

Responder

toni gatto

11 de agosto de 2010 às 17h34

Silvio, se vc usa tolken 3G não vai conseguir se conectar, pelo menos o da vivo. Ontem eu passei por isto e já detetei aqui ou no Nassif outro caso semelhante. Hoje acessei via speedy , como ontem… boa sorte se tiveres 3G Vivo. ab

Responder

Pedro Ayres

11 de agosto de 2010 às 17h25

Embora com restrições ao desempenho político de organizações como o PSTU, que não conseguiram transformar as suas proposições teóricas e nem a experiência do período em que participavam da frente organizada dentro do PT em substantiva quantidade ou qualidade, é necessário concordar que a crítica do José Maria Almeida é pertinente e pode muito bem ser contabilizada ao frágil embasamento democrático de nossos partidos e até mesmo ao nosso dia-a-dia como cidadãos. Quando se nega a real liberdade de expressão aos pequenos partidos que ousam disputar uma eleição, pouco importando se é apenas para atender a reclamos de uma farsesca legislação ou por necessidade de expor suas idéias, estamos negando qualquer validade ao mais importante dos direitos políticos – que é a igualdade de oportunidade. Tudo porque a lógica, ao invés de ser política, é pecuniária, quase censitária. Daí a extrema importância e precisão de termos um Congresso nacionalista, democrático e progressista.

Responder

ferrera13

11 de agosto de 2010 às 17h18

Do jeito que os debates são programados, não é possível ter nove candidatos na bancada. Ninguém suportaria ouvir 3 horas de debate pra discutir o nada. Zé Maria, Rui Costa, Plínio e Ivan Pinheiro falando de uma política marxista do século XX. Falando de coisas que se percebem pela natureza das instituições serem impossíveis de se realizar. Na TV, tempo é coisa importante e debate político precisa ser dinâmico. Apesar de achar que eles devem ter o direito de expor suas ideias (na TV pública, por exemplo), se eu fosse concessionário de uma emissora de TV também estabeleceria critérios que eliminariam os nanicos.

Responder

    Bernardo

    11 de agosto de 2010 às 18h55

    Já pensou que é por isso que eles hoje são "nanicos", justamente por que não possuem espaço midiático para deixar de ser? Compreendo, como você falou, que complica colocar 9 candidatos num debate, mas lembre-se que isso já foi feito antes, mostrando que de fato é possível. O que você está propondo portanto, (e as emissoras também) é uma falsa solução, porque não lhes convém divulgar idéias dos quais não acredita, ainda mais quando se prejudicará o tempo de divulgação das idéias que se acredita (idéias, a propósito, que praticamente não se manifestaram num debate com apenas 4 candidatos, mostrando que pouco candidato não é suficiente para se rechear o "tão importante tempo de TV" com grandes idéias) . Mas, lembrando: defendo essa posição do Zé Maria não por que eu vá votar nele ou em qualquer outro dos candidatos prejudicados nessa questão, defendo pois quem ganha é a democracia, em vez de um ou outro candidato particular.

    ferrera13

    11 de agosto de 2010 às 23h07

    Não Bernardo.
    Eles são "nanicos" porque as pessoas não aceitam essas propostas. Elas são descabidas para a nossa realidade. Se as pessoas as aceitassem como exequíveis, certamente não seriam "nanicos". O problema é que a gente quando faz uma avaliação desse tipo, o coração fala alto pra caramba. Eu já penso que o tal do Fábio Passos é um troll pliniano. Ele não faz nenhuma avaliação razoável. Todas muito apaixonadas.

    Acontece o seguinte: não sou contra a participação de ninguém em debate nenhum. O que eu quis dizer é que para colocar 9 candidatos lá, seriam necessários 3,5 horas de debate. Já contabilizou o tempo? Para cada pergunta são 4,5 minutos. São 9 candidatos e cada um pergunta uma vez e responde uma vez. Poucas seriam as pessoas que "suportariam" tal debate.

    Há que se discutir um modelo onde todos tenham o direito de se apresentar, com iguais condições. Mas se esse modelo fosse colocando os 4 (ou 5) candidatos melhores colocados num conjunto de pesquisas num e o demais num outro debate, eu assistiria o primeiro e não o segundo, salvo se o meu candidato estivesse no segundo, e neste caso, eu assistiria o segundo e não o primeiro.

    E é preciso entender o seguinte: o que é uma boa ideia para você, pode não ser para mim e temos que nos respeitar mutuamente por isso. Zé Maria lamenta porque não tem espaço. Mas se tivesse, talvez se tornasse um pregador no deserto.

    Bernardo

    12 de agosto de 2010 às 11h59

    Ferrera, acredito que o problema não pode ser colocado dessa maneira: "Eles são 'nanicos' porque as pessoas não aceitam essas propostas" já que elas nem sabem que os candidatos existem. Você deve saber como foi a reação de muitos no Twitter quando viram o Plínio aparecer no debate da Band, por exemplo, começando a twittar direto coisas do tipo "Quem é Plínio?", ou "Existe então algum candidato ainda mais desconhecido do que a Marina?". E isso fica ainda mais claro quando se percebe que 88% do eleitorado toma conhecimento dos candidatos pela TV. Como eles poderiam conhecê-lo então? E os demais, que nem chamados pro debate foram?

    Agora, quanto ao cálculo do tempo de TV que você fez julgo correto. Mas, insisto que algo parecido já foi realizado antes e funcionou, como na eleição pra presidente em 89. E, se a questão é poucos "suportarem" o debate com tanta gente, num debate com apenas 4 candidatos isso já ocorreu (vide a audiência da Band durante o debate, que começou com 5,5% e chegou a ficar com menos do que 2%). Mas, acho que pode também fazer sentido a sua ideia de dois debates, mesmo que eu não concorde com o fato de que a escalação dos candidatos pra cada um dos debates tenha que se basear na sua popularidade (seria melhor que fosse por sorteio, assim todos teriam a oportunidade de se confrontar em debates em emissoras diferentes).

    E, talvez, Zé Maria até não conseguisse muita aceitação se tivesse mais espaço midiático, mas será mesmo que isso aconteceria de fato? E mais: será que isso aconteceria com ele e também com os outros 6 candidatos? Eu preferiria é ver isso acontecer na prática, assim não precisaríamos ficar discutindo possibilidades, e um dos pontos de vista se mostraria correto sem ambiguidades…

    ferrera13

    12 de agosto de 2010 às 20h08

    Bernardo, as pessoas sabem que eles existem, mas o discurso é de algo inatingível com as instituições que estão radicalizadas no Brasil. Quer ver só um exemplo? Leia este artigo da Folha.

    Crítica de Plínio de Arruda à TV Globo interrompe gravação para o ‘Jornal Nacional’

    FERNANDO GALLO
    DE SÃO PAULO

    Um protesto do candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio, fez com que a gravação de sua entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, fosse interrompida.

    Em sua primeira resposta, a uma pergunta sobre o fato de o PSOL defender a suspensão do pagamento dos juros da divida e as ocupações de terra, Plínio disse que iria tratar do assunto, mas antes faria uma crítica ao tempo de três minutos que a Globo lhe ofereceu, contra os 12 minutos ofertados a Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB).

    O candidato disse que “sempre viajou de classe econômica e nunca viu problema nisso”, mas que achava ruim que a emissora “criasse uma classe executiva para os candidatos chapa branca”.

    Segundo o relato de uma pessoa que acompanhava a gravação, os profissionais da TV Globo interromperam a entrevista e propuseram a Plínio que ele gravasse novamente, desta vez sem a crítica, e em contrapartida o apresentador do “JN”, William Bonner, diria que o candidato protestou contra o tempo oferecido a ele.

    Após uma negociação, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) sugeriu a Plínio que ele gravasse uma crítica mais branda, o que foi feito.

    Caríssimo, não sou contra a participação deles em debates. Não sou contra a candidatura dos caras. Acho que suas críticas quando colocadas no PIG, traduz uma necessidade da própria mídia golpista. A mesma que publica fotos de equipamentos em desuso da BR e diz que a empresa está ruindo. A mesma que inventa uma ficha policial. A mesma que nos coloca como parceiros de terroristas etc. Fazendo isso, contribui para um retrocesso.

    Mas insisto: defendo que tenham direito ao mesmo espaço de tempo para expressarem suas ideias.

    Bernardo

    13 de agosto de 2010 às 01h19

    Concordo com que diz Ferrera, seus comentários foram realmente bastante pertinentes. As instituições midiáticas no Brasil promovem grandes problemas àqueles candidatos que possuem estas ideias (e não só eles, até mesmo o PT, que é um partido bem grande, é bastante prejudicado também). Assim, há uma grande necessidade na nossa sociedade por se modificar essas instituições em prol de bem comum, e não só do bem econômico dos seus donos como ocorre hoje.

    @felipemartinsps

    11 de agosto de 2010 às 19h00

    ferrera13 escreveu: "Falando de coisas que se percebem pela natureza das instituições serem impossíveis de se realizar".

    Ocorre que se os citados candidatos socialistas fossem eleitos, seria necessário a destruição das atuais instituições e sua substituição por outras. A isso se dá o nome de revolução. Se fossem eleitos, teriam total legitimidade para tal. E eu torço por isso. Ou você acredita que, de acordo com atual estrutura sócio-econômica-política brasileira, um presidente poderia, por exemplo, realizar uma reforma agrária definitiva, ou uma auditoria da dívida pública que reduzisse dramaticamente o bolsa-banqueiro (só para exemplificar um programa mínimo), sem que não houvesse uma tentativa de golpe de Estado?

    Fabio_Passos

    11 de agosto de 2010 às 19h31

    Falou e disse!

    O capitalismo quer uma "democracia restrita".
    Só participa quem se ajoelha diante do capital.

    ferrera13

    11 de agosto de 2010 às 22h56

    Destruir as instituições a canetadas como o AI5? Boa.
    Isso não é revolução. É golpe.

    Fabio_Passos

    11 de agosto de 2010 às 19h01

    Completamente errado.

    Tá todo mundo comentando que Dilma, serra e marina passaram 3 horas discutindo o nada… uma porcaria!
    Até os aliados admitem!!!

    Quem brilhou e venceu o debate foi o Plinio de Arruda Sampaio. Percepção consolidada.

    A participação de Zé Maria, Rui Costa, Plínio e Ivan Pinheiro enriqueceria muito o debate. A ótima entrevista do Zé Maria mostra isso. Prova cabal.

    Todos são muito politizados e não fariam nunca o papel mediocre dos candidatos capitalistas que foram programados pela marketagem fuleira.

    rogério carvalho

    29 de agosto de 2010 às 11h11

    Eliminar os chamados "nanicos" significa que a democracia brasileira é uma farsa. Por que é incompatível com a TV comercial. Porque ela é uma instituição capitalista. time is money. Voto no PT, como apenas um voto estratégico para mitigar o ethos conservador escravocrata das elites brasileiras associadas ao capital imperialista. Trata-se, portanto, de um voto tático. O que é possível no âmbito do jogo político vigente. Mas devemos lutar pela radicalização da democracia e isso não significa outra coisa que a direção rumo a uma sociedade socialista. Uma das primeiras medidas seria acabar com a oligarquia mediática existente no país. A Dilma teria coragem de partir para esse enfrentamento? eis a questão

Razek Seravhat

11 de agosto de 2010 às 16h16

Mais uma leitura acertada do Zé. Acontece que a vanguarda que lutou pela derrocada da ditadura se calou ou foi cuidar da sua vida. E por isso, muita gente pensa que liberdade é isso que se vê há vinte anos. Não quero pisar nas conquistas do passado quero apenas advertir que ainda falta muito para a gente conquistar uma sociedade que seja realmente democrática. Como diria Belchior:
Ah! Donde estona Los estudiantes?
Os rapazes latinos -americanos?
Os aventureiros? os anarquistas? os artistas?
Os sem destino? os rebeldes experimentadores?
Os benditos? malditos? os renegados? os sonhadores?
Esperávamos os alquimistas, e lá vem os arrivistas
os consumistas, os mercadores
minas, homens não ha mais?
Entre o céu e a terra não ha mais nada que sex, drugs and
rock 'n' roll?
Por que o adeus as armas?

Está na hora do povo voltar pras ruas.

Ternura sempre!

Responder

    Ed.

    13 de agosto de 2010 às 20h22

    Razek, a mediocrelite adoraria voltar às armas…
    Nada melhor para eles do que terem algumas "desculpas para"…
    Observe que, com todo o "gigrotesco" poderio econômico e midiático que dispõem, cada vez menos conseguem se impor. Veja o PIG com 95% da mídia criticando o que 95% do povo elogia…
    O caminho, infelizmente, é mais lento e sofrido para muitos…
    O das armas seria enganosamente mais curto… a não ser pra eles assumirem novamente o controle total.
    Que seria um enorme retrocesso.


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