VIOMUNDO

Diário da Resistência


Rádio

“O problema de São Paulo é de gestão”


14/09/2010 - 22h48

Em entrevista, o professor Júlio Cerqueira César Neto, que durante 30 anos deu aulas na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e foi o primeiro presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, diz que cabe ao governador paulista reorganizar a gestão da região metropolitana de forma a enfrentar os graves problemas de saneamento básico enfrentados pela população.

Ele diz que a região tem uma característica singular no mundo: é a única situada no alto de uma bacia hidrográfica, ou seja, onde a vazão do rio (no caso, o Tietê) é baixa. Por isso, é maior o impacto sanitário de transformar os córregos e rios em canais de esgoto a céu aberto, que atravessam áreas densamente povoadas. “Cada um faz aqui o que quer, quando quer, como quer”, diz o professor, que acredita em uma solução integrada para os problemas, envolvendo a oferta de moradias, a manutenção da calha para evitar enchentes, o acesso a novos mananciais de água e o tratamento do esgoto.

Isso exige uma ação política que os governadores de São Paulo, pelo menos os mais recentes, não tiveram a coragem de assumir.

O professor também acredita que, por falta de investimento, a Sabesp está praticando uma espécie de “racionamento branco” em São Paulo, com cortes periódicos do fornecimento de água.

Cerqueira, que é engenheiro civil, foi uma das fontes da repórter Conceição Lemes na reportagem em que ela demonstra como o esgoto produzido nas casas de São Paulo é atirado nos córregos e rios da cidade pela Sabesp, a empresa que se diz “de saúde”. Para ler o texto, clique aqui.

Durante a entrevista, informei ao professor ter testemunhado pessoalmente um trabalho acelerado de limpeza da calha do Tietê, recentemente. Em reportagem anterior publicada no Viomundo, também de Conceição Lemes, este site denunciou que o governo paulista ficou três anos sem limpar a calha do rio.

Para ouvir a entrevista com o professor Júlio, clique abaixo:

Professor.wma

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22 comentários

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Hiro

14 de abril de 2012 às 20h50

Qdo eu éramos crianças falava-se na "indústria da seca" no NE. Lembram-se?
Ora, será que não temos uma "indústria do Tietê" no SP?
É q em todas as eleições surge esse falso argumento, entre outros.
Fala-se no vulto dos gastos no Tietê, MAS há 18 anos nenhuma,
repito NENHUMA melhora se vê nesse rio, nem no Rio Pinheiros.
Eles estão cada vez piores. A população até já se esqueceu do Tamanduateí…
Para onde foram esses gastos no Tietê e Pinheiros? Onde estão os resultados?
Será q a perpetuação da tragédia do Tietê e do Pinheiros não é um interesse para a perpetuação no poder?

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Maria

14 de abril de 2012 às 20h16

Penso que o problema em SP é de corrupção. Caro professor

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mariac

14 de abril de 2012 às 17h43

é de gestão. É digestão. Precisa ter estômago, para morar na beira da Serra, perto de Mairiporã, pegar a van, ir até o metrô, pegar mais 2 linhas apinhadas de gente estressada e cansada…..trabalhar em pé o dia todo ( algumas pessoas o fazem) e fazer o caminho de volta, e dormir 3 horas e começar novo dia.

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sergio

15 de janeiro de 2011 às 10h51

O maior problema de SP e a base opositora a esses tucanos, já demorou para fazer um grande movimento nos municipios do estado e principalmente nás áreas de risco de sp e zona leste para que esse pessoal transfira os titulos de eleitor aqui para SP urgente ! ! A grande maioria que vivem nessas áreas são de nordestinos imigrantes que não votam em SP o por isso do descaso, quando isso acontecer ai a história muda ! !

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    Silvio I

    11 de agosto de 2011 às 22h26

    Sergio:
    Muito bom você colocou muito bem o problema dos nordestinos, que moram em São Paulo e que não tem transladado o título de eleitor. Nas eleições passadas, mandei uma mensagem para o PT, para que por médio de seus comitês de bairro, fizesse uma campanha, inclusive informando, e colaborando, com todo esse pessoal a regularizar sua situação eleitoral. Já imaginou esse pessoal, votando, estariam esses governantes atuais, no poder, apos inundações e deslizes de terra, e do transporte, para eles ir ao trabalho.

Cobrança tardia (ou tudo igual na relação da mídia com os tucanos) | Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de janeiro de 2011 às 12h38

[…] Ouça aqui a entrevista que fiz com o professor, na qual ele deixa clara a importância de uma ação conjunta dos responsáveis pela bacia do Alto Tietê.   […]

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augustodafonseca13

26 de outubro de 2010 às 18h13

Governo Serra: o desastre do saneamento em números

Os números que veremos a seguir mostram que os governos tucanos “largaram o saneamento de lado“, tendo como consequência os constantes alagamentos na capital e região metropolitana. Fato que as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) insistem em atribuir às chuvas e não aos desgovernos demo-tucanos.

Os gráficos que apresentaremos nesse trabalho foram processados pelo DATAFBI, a partir de dados extraídos dos Projetos de Lei Orçamentária do Governo de São Paulo, no período 2002-2010.

Todos os valores foram atualizados para 2010, pelo IPCA.

1. Receita total x Orçamento da Sabesp

Texto completo com gráficos e muitos números em: http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.co

***

Conheça tudo sobre o Programa Alaga São Paulo, clicando no link abaixo:
http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.co

***

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jura

26 de outubro de 2010 às 15h26

Eu queria que algum especialista me dissesse se a água que chove de baixo para cima em São Paulo, até em dia de sol, também não provoca enchentes.

Alguém já viu a água correndo pelas sarjetas em dias secos, proveniente do sub-solo dos edifícios que perfuram o lençol freático para serem construídos? Esse "vazamento" todo desses verdadeiros poços artesianos inúteis, não representa uma sobrecarga ao escoamento das águas pluviais em dias de chuva? E a construção de tanto prédio junto, também não aumenta a quantidade de chuvas provocadas pelas "ilhas de calor" (pontos excessivamente aquecidos nas áreas centrais da cidade)?

Enfim, parece que as inundações em São Paulo têm duas origens – uma em cima e outra embaixo – mas uma causa só: especulação imobiliária desenfreada.

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    Silvio I

    11 de agosto de 2011 às 22h48

    jura:
    A pouca estabilidade do clima em São Paulo e ocasionada por ele estar junto no paralelo chamado de Capricórnio. Ele separa a zona temperada, da zona tórrida. Agora para as chuvas temos vários elementos.A evaporação e uma,a outra a unidade do oceano que se encontra perto ,e a presença da Serra da Cantareira que detém sobre São Paulo, essa unidade que vem do mar.Agora com as temperaturas do verão, e a grande superfície asfaltada e de edifícios e uma grande área que reflete a calor.Esse vapor de água, com a calor se eleva e com a altura se esfria condensando, produzindo essas chuvas torrenciais, de verão

José Serra e a preocupação com o Meio Ambiente | José Serra Presidente – O mais preparado

10 de outubro de 2010 às 16h10

[…] Para ouvir uma entrevista com o professor Júlio Cerqueira César Neto, clique aqui. […]

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Hiro

18 de setembro de 2010 às 16h50

O dito 'governo da gestão' não resolveu nenhum problema em 16 anos de poder, a começar pela 'agua.

Vejam o Tietê, o Pinheiros, as represas…
No caso do Tamanduateí é catastrófico. Desde maluf colocaram um tampão de concreto sobre esse rio para os carros circularem por cima.
Se não bastasse essa tosqueira no Tamanduateí, o (des-) governo tó-cano demon botou um MINHOCÃO em cima chamado "fura-fila" (sim, porque o Pitta, nem sequer começou direito e quem construiu esse absurdo foram os tó-canos demons, com as cores azul-amarelo para demarcar muito bem esse deprimente feito).

Ah, tem o antigo lago do Parque da Aclimação tb – cujas 'aguas de 100 anos desapareceram no ralo junto com todas as suas aves, tartarugas e peixes. E agora para arrumar – `a véspera da eleição – cortaram árvores antigas para caminhões passarem.

É o governo da indigestão, a base de chuchú e sangue de vampiro.

Fora, Erraldo Ai-cki-mico! Fora, tó-canos demons!

MERCADANTE NO PRIMEIRO TURNO JÁ!

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Armando Martins

17 de setembro de 2010 às 21h35

E pelo andar da carruagem, vamos sofrer mais 4 anos com o Partido Francês.
Eu não acredito que o desastre de 16 anos bem na cara da população paulista e vão votar nestes algozes por mais quatro anos, é ser apático e não ver os problemas que nos afligem
Depois não podem reclamar mais nada com o que estão fazendo com o Estado.

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Saneamento básico: Esgoto do Palácio dos Bandeirantes é jogado em córrego

15 de setembro de 2010 às 13h37

[…] Para ouvir uma entrevista com o professor Júlio Cerqueira César Neto, clique aqui. […]

Responder

Mariana Andrade

15 de setembro de 2010 às 12h13

Na excelente reportagem da Conceição comentei que já estava desconfiada do racionamento branco no meu bairro.
Com o que disse o professor Júlio Cerqueira César Neto passei a ter certeza de que estamos sendo vítimas de um racionamento branco por pura incompetência, descaso do governo de São Paulo!

Mercadante para Governador Já!!!

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Baixada Carioca

15 de setembro de 2010 às 11h02

Caramba! Mesmo com o Jardim Romano submerso no esgoto paulistano por meses, os paulistas ainda querem mais 4 anos de PSDB. Isso é que é gostar de sofrer!…

Responder

Jairo_Beraldo

15 de setembro de 2010 às 09h56

O problema de SP é de carater.

Responder

Roberto Locatelli

15 de setembro de 2010 às 09h53

Nestas eleições, se acontecer a desgraça de ganhar o Alckmin, teremos um fenômeno da dialética estudado por Marx: a transformação da quantidade em qualidade. Ou, para usar a expressão corrente: massa crítica.

Explico: os problemas estão se acumulando cada vez mais rapidamente. Boa parte dos paulistas está hipnotizada pela carcomídia e não percebe o que está ocorrendo debaixo de seus pés. Um dia a casa cai. E desconfio que ela pode cair nos próximos dois anos: apagão no fornecimento de água, apagão elétrico (por falta de manutenção da rede elétrica na grande SP), caos total no trânsito, entre outros acontecimentos.

Obs.: a bacia hidrográfica de SP se transformou num esgoto a céu aberto. Por isso, quando for à praia, não entre na água em NENHUMA praia de São Paulo, desde o litoral norte até o litoral sul. Além disso, em boa parte das praias, não ande descalço na "areia".

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    Gil Teixeira

    20 de setembro de 2010 às 00h16

    Só um detalhe, o que não tira a culpa e a verdade de os rios da grande São Paulo serem esgotos a céu aberto, mas o Tiete tem uma caracteristica de nascer a menos de 80 km do mar e ter sua foz há quase mil quilõmetros das praias, no velho Rio Paraná. Mas não demora nada, enquanto a Sabesp continuar de olho apenas no lucro e no uso que se faz de sua propaganda para mentir ao povo brasileiro.

Marat

14 de setembro de 2010 às 23h44

Esqueci de falar do principal: a educação em SP está um lixo: apostilinhas ao estilo cursinhos, de qualidade péssima e conteúdo completamente alienante… ou seja: PSDB acabou com SP!!!

Responder

Marat

14 de setembro de 2010 às 23h42

São Paulo está um foco de caos:
1) Saneamento (como já foi exposto); 2) Transporte coletivo (metrô está pessimo, vive quebrando; ônibus sempre lotados e demorados; 3) Avanço desenfreado da construção civil; 4) Segurança (cidade e estado nas mãos de bandidos)
Não fosse essa impren$$$a, o PSDB não estaria no poder há tanto tempo, dando mostras de tamanha incompetência.

Responder

monica savini

14 de setembro de 2010 às 23h24

É impressionante a vergonha desse governo Pesedebista que " merdeou " literalmente a cidade e o estado de São Paulo, " depende da vontade do governador "que diz por ai que quer ser presidente da republica, com a corja que ficou no governo do estado de são Paulo, nos últimos 16 anos, e não fizeram nada !!!!

Fora PSDB !!!!!
São paulo precisa de visão de futuro, de vontade politica, de imvestimento, não pegar o dinheiro público e passar para os amiguinhos mais proximos e dar um foda-se para a cidade , para o cidadão, e para a natureza,

MERCADANTE PARA GOVERNADOR DO ESTADO !!!!

Responder

Saneamento básico: Esgoto do Palácio dos Bandeirantes é jogado em córrego | Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de setembro de 2010 às 22h59

[…] Para ouvir uma entrevista com o professor Júlio Cerqueira César Neto, clique aqui. […]

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