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Vladimir Safatle: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo”


16/06/2011 - 17h11

Em entrevista à Carta Maior, o filósofo Vladimir Safatle rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e defende: “Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”.

por Saul Leblon, em Carta Maior

Carta Maior conversou com o filósofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena política atual. Dotado de uma radicalidade não imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas difíceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda brasileira (PT versus não-PT) em geral patina, anda em círculos e não avança. Nesta entrevista à Carta Maior, o filósofo fala sobre as explosões populares (no mundo árabe e na Europa), a partir das quais alguns inferem a suposta agonia dos partidos políticos e discute os limites e trunfos conquistados pela chegada do PT ao poder no Brasil.

O filósofo rejeita a idéia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espaço institucional para que a mídia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, rádios e tevês para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as idéias pertencem ao mundo através da ação, Safatle vê limites na ascensão da classe C sem mudanças radicais na repartição da riqueza e convoca seus pares:

“Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social (da chamada classe C) baterem no teto”. Por fim aconselha Lula a transformar seu instituto numa ‘internacional Lulista’ –um instrumento que ajude a esquerda latinoamericana a chegar ao poder. Leia a seguir a entrevista concedida por email:

Carta Maior – O longo descrédito com os políticos e suas siglas parece ter inspirado uma sentença cada vez mais freqüente no debate: a de que a forma partido está esgotada . Ao mesmo tempo, esse diagnóstico parece embutir um desejo conservador – que não é novo – de desqualificar a representação do conflito social. O que existe de esgotamento e o que existe de vontade de antecipar o funeral de um adversário incômodo?

Vladimir Safatle – Diria que temos um desafio de novo tipo. Primeiro, é certo que uma geração de partidos de esquerda se esgotou exatamente por não dar conta da representação do conflito social. Há uma camada de conflitos sociais que é simplesmente sub-representada ou invisível no interior da “forma partido”. No exterior, o exemplo maior disto é a espoliação econômica de imigrantes: pessoas sem voz no interior da dinâmica partidária. No Brasil, temos um embate em torno da dita nova classe média ao mesmo tempo que encontramos uma sub-representação de conflitos próprias à “velha classe pobre”. As revoltas dos trabalhadores em Jirau é um bom exemplo. Nenhum partido vocaliza tais revoltas.

CM – Há uma variante desse diagnóstico, à esquerda. Ela se apóia em evidências, como as recentes manifestações de rua no mundo árabe e na Europa, supostamente convocadas e coordenadas via facebook. Aqui parece haver um ludismo com sinal trocado na medida em que se dá à tecnologia tratos de um fetiche. Tudo se passa como se “a tecnologia partidos” tivesse se esgotado. E uma nova ferramenta, agora em versão mais potente, viesse a sucedê-los com vantagens. Entre elas a ausência de intermediários e de corrupção. Mistificação ou novo espaço público?

VS – É verdade, há muito de mistificacão nesta maneira de anunciar a internet como a esperança redentora da política. O que ela fez foi, em larga medida, permitir o desenvolvimento de uma militância virtual e intermitente. É mais fácil fazer militância hoje, já que você pode operar da sua casa através de redes de contra-informação.

No entanto, insistiria que há uma tendência de mobilização social que tem pêgo os partidos a contra-pelo. Falta uma nova geração de partidos capaz de dar força institucional a tais mobilizações. Este partidos talvez não funcionarão de maneira “tradicional”, mas como uma frente, uma federação de pequenos grupos que se organizam para certas disputas eleitorais e depois se dissolvem. É difícil ainda saber o que virá. Certo é apenas o fato de que os movimentos políticos mais importantes (revoltas na Grécia, Espanha, Portugal) parecem ser feitos atualmente à despeito dos partidos. O que limita seus resultados. Não creio que podemos “mudar o mundo sem conquistar o poder”. Quem gosta de ouvir isto são aqueles que continuam no poder. Para conquistar o poder, temos que vencer embates eleitorais.

CM – O debate sobre a irrelevância dos partidos convive com a realidade de um torniquete menos debatido: a captura da vida democrática pela supremacia das finanças. Ao normatizar o que pode e o que não pode ser objeto de conflito e de escrutínio, a hegemonia das finanças não teria engessado a própria democracia representativa? E assim contaminado todos os seus protagonistas com a sombra da irrelevância?

VS – Certamente. Este é um dos limites da democracia parlamentar. Não há como escaparmos disto no interior da democracia parlamentar. Só se contrapõe ao domínio do mundo financeiro através de um aprofundamento da democracia plebicitária, como a Islândia demonstrou ao colocar em plebiscito o auxílio estatal a um banco falido. Devemos simplesmente deslocar questões econômicas desta natureza para fora da democracia parlamentar. Um Estado não pode emprestar bilhões para massa financeira falida sem uma manifestação direta daqueles que pagarão a conta. O problema é que vivemos em uma fase do capitalismo de espoliação.

CM – A mídia é muitas vezes apontada como a caixa de ressonância dessa subordinação do conflito aos limites da finança. Nesse sentido a sua regulação não seria tão ou mais importante que o financiamento público de campanha?

VS – Acho que a sociedade ocidental (e não apenas a brasileira) precisa, de fato, encarar a defasagem das leis a respeito da regulação econômica da mídia. Trata-se de um dos mercados mais oligopolizados e concentrados do planeta, o que está longe de ser algo bom para a democracia. Seria importante que houvesse um sistema que facilitasse a entrada de novos atores no campo midiático. Não consigo admitir, por exemplo, que universidades públicas, sindicatos e associacões tenham tão pouca presença em rádios, televisões e jornais.

CM – O PT no Brasil condensa todos esses impasses ao personificar, na opinião de alguns, uma trágica verdade: o preço do poder é a necrose da identidade mudancista. Isso é fatal? Ou dito de outro modo:um partido depois de passar pelo poder ainda pode suprir o anseio de mudança da sociedade?

VS – Ele pode suprir tais anseios, mas desde que esteja realmente disposto a avancar nos processos de modernização política e criatividade institucional, o que não creio ter sido o caso do PT. Há um profundo déficit de participacão popular nos governos do PT. Claro que se olharmos para a direita brasileira (PSDB e seus aliados) a situacão é infinitamente pior. Mas o PT, neste ponto, tem nos obrigado a votar fazendo o cálculo do mal menor. Ele tirou da sua pauta o aprofundamento de mecanismos de participação popular. O resultado será um embotamento político que pode se voltar contra a própria esquerda.

CM – Algumas avaliações dizem que o governo Lula foi em parte a causa desse entorpecimento petista. Outros sugerem que o próprio Lula foi refém de uma energia política insuficiente para promover um projeto de mudança mais profundo na sociedade. Que ponto da régua estaria mais próximo da realidade em sua opinião?

VS – Creio que Lula foi bem sucedido em ser uma espécie de Mata Hari do capitalismo global. Ele soube jogar em dois tabuleiros, um pouco como Getúlio Vargas. Sua política foi bipolar. Por exemplo, enquanto recebia George Bush falando que era seu maior aliado, seu partido fazia manifestações contra a vinda do próprio George Bush. O resultado final deste processo foi criar um sistema muito parecido àquele deixado por Vargas. O PT é, hoje, herdeiro direto do PTB. O PMDB parece uma espécie de PSD sem uma figura carismática como Juscelino e a oposição esmera-se no seu figurino UDN. Bem, é triste perceber que, quando o Brasil começa a andar, ele sempre volta ao mesmo ponto de estabilidade política. Parece que nunca conseguimos ultrapassar este mecanismo bipolar.

CM – O Governo Dilma será a culminância dessa acomodação histórica? Ou a crise mundial pode destravar o processo e inaugurar um novo ciclo, na medida em que impõe escolhas duras entre desenvolvimentismo versus financeirização?

VS – Creio que o governo Dilma será um governo que usará a margem de manobra fornecida pelo crescimento econômico em uma era onde as economias dos países europeus (assim como os EUA) continuarão em crise. Neste sentido, nossa única esperança concreta de mudança virá quando a dita nova classe média perceber que ele só continuará seu ciclo de ascenção se não precisar gastar fortunas com educação e saúde privadas. No entanto, a consolidação de um verdadeiro sistema público de educação e saúde não será feito sem uma pesada taxação sobre a classe rica e um aumento considerável na tributação da renda. Isto, em um país como o Brasil, tem o peso de uma revolucão armada. Vejam que engraçado, vivemos em um país onde a implantação de um modelo tributário das sociais-democracias européias dos anos 50 equivaleria a uma ação política da mais profunda radicalidade. Não creio que o PT fará algo neste sentido. Mesmo a discussão a respeito de um imposto sobre grandes fortunas foi abandonada. Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascenção social baterem no teto.

CM – O que seria uma agenda relevante para Lula e o seu Instituto numa conjuntura como essa de flacidez partidária e atritos duros entre desenvolvimento, igualdade e acomodação à crise?

VS – O melhor que seu Instituto poderia fazer é organizar uma espécie de Internacional lulista que ajude a esquerda a vencer em países da América Latina.





77 comentários

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marcos dascanio

20 de junho de 2011 às 12h55

To besta.
Acho que estamos no meio da construção de um Partido dos Trabalhadores. Acho que temos que trazer para o nosso lado os demais partidos de esquerda. Temos que resgatar o discurso mais profundo de transformação dos Estados com debates sinceros e socialistas. Investir na participação popular – como aponta o pensador, apontando que os partidos atuais não dirigem alguns movimentos como o de Jirau – com criação de fóruns de debate e encaminhamentos, etc, etc e etc. Agora, o filósofo – que respeito – aponta que a liderança seja depositada num único nome ou entendí errado ?? Sou fã do Lula e apoiador desde o nascimento do Novo Sindicalismo do ABC e da CUT, mas isso é de uma simplificação de projeto que não vai levar a nada. Seremos os novos Brizolistas ? O homem se vai, e aí ? Esperava mais empenho na defesa da Dilma e mais compromisso com o governo, enquanto que os Partidos de Esquerda – esses sim – devem pressionar na mobilização popular para as transformações. Poltica não se faz de camarote…

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    Fabio_Passos

    20 de junho de 2011 às 20h22

    Penso que ele sugere usar Lula como ferramenta.

Leonardo

18 de junho de 2011 às 23h47

Aqui um vídeo que expõe a evolução dos países nos últimos 200 anos!

[youtube Qe9Lw_nlFQU http://www.youtube.com/watch?v=Qe9Lw_nlFQU youtube]

Vejam como o capitalismo destrói a expectativa de vida e a saúde de bilhões de pessoas!

Notem como o comunismo beneficiou muito mais gente por muito mais tempo!

Malditos capitalistas!

Responder

Guaraci

18 de junho de 2011 às 17h44

Lulismo nunca foi esquerda.
Lulismo é populismo de caráter continuísta e conservador.

Responder

Fernando

18 de junho de 2011 às 11h15

Se a esquerda que aí está é lulista, como defender uma esquerda alternativa lulista?

A alternativa ao lulismo é o lulismo?

Responder

FrancoAtirador

17 de junho de 2011 às 16h47

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Nessa entrevista, o professor Vladimir Safatle definiu bem o fenômeno das revoltas civis que estão ocorrendo à margem do ou contra o poder político constituído, em alguns países, e trouxe algumas importantes reflexões sobre a realidade política brasileira e sobre o futuro dos partidos e da própria esquerda no Brasil.
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A MÍTICA DA INTERNET COMO REDENTORA DA POLÍTICA:
A DESOBEDIÊNCIA CIVIL, SEM A TOMADA DO PODER, É INÓCUA.

"…há muito de mistificacão nesta maneira de anunciar a internet como a esperança redentora da política.

O que ela fez foi, em larga medida, permitir o desenvolvimento de uma militância virtual e intermitente.

É mais fácil fazer militância hoje, já que você pode operar da sua casa através de redes de contra-informação.

No entanto, insistiria que há uma tendência de mobilização social que tem pêgo os partidos a contra-pelo.

Falta uma nova geração de partidos capaz de dar força institucional a tais mobilizações.

Estes partidos talvez não funcionarão de maneira “tradicional”, mas como uma frente, uma federação de pequenos grupos que se organizam para certas disputas eleitorais e depois se dissolvem.

É difícil ainda saber o que virá.

Certo é apenas o fato de que os movimentos políticos mais importantes (revoltas na Grécia, Espanha, Portugal) parecem ser feitos atualmente à despeito dos partidos. O que limita seus resultados.

Não creio que podemos “mudar o mundo sem conquistar o poder”.

Quem gosta de ouvir isto são aqueles que continuam no poder.

Para conquistar o poder, temos que vencer embates eleitorais."
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A SATURAÇÃO DAS DEMANDAS DA "NOVA" CLASSE MÉDIA
COMO FATOR DE MUDANÇA NO ESPECTRO POLÍTICO BRASILEIRO

"…nossa única esperança concreta de mudança virá quando a dita nova classe média perceber que ele só continuará seu ciclo de ascensão se não precisar gastar fortunas com educação e saúde privadas.

No entanto, a consolidação de um verdadeiro sistema público de educação e saúde não será feito sem uma pesada taxação sobre a classe rica e um aumento considerável na tributação da renda.

Isto, em um país como o Brasil, tem o peso de uma revolucão armada.

Vejam que engraçado, vivemos em um país onde a implantação de um modelo tributário das sociais-democracias européias dos anos 50 equivaleria a uma ação política da mais profunda radicalidade.

Não creio que o PT fará algo neste sentido. Mesmo a discussão a respeito de um imposto sobre grandes fortunas foi abandonada.

Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circulação no momento em que as possibilidades de ascensão social baterem no teto."
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A questão fundamental que se coloca é:

A MUDANÇA SERÁ EFETIVAMENTE PARA A ESQUERDA ?

OU, AO CONTRÁRIO, DIAMETRALMENTE PARA A DIREITA?
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Observem bem o que ocorreu, nas últimas décadas, no município de Porto Alegre, e verão, em escala proporcional, qual foi o caminho escolhido pela "nova" classe média portoalegrense nos rumos da política na capital gaúcha.
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Responder

ZePovinho

17 de junho de 2011 às 16h26

Se não tributarem pesadamente o capital,a renda e o patrimônio veremos uma revolução:

GRÉCIA: A AUTÓPSIA DE UMA ÉPOCA

Neste final de semana, governos europeus, Alemanha e França no comando, decidem quantos frascos de soro serão liberados para mitigar a agonia econômica da Grécia. Em troca, os ‘duros' exigem que o enfermo tome a extrema unção ortodoxa na forma de um testamento que aliena cerca de 50 bilhões de euros em ativos públicos a serem privatizados -leia-se, repassados aos credores. De quebra, incluem uma segunda rodada de esfoliação com novos aumentos de impostos, maiores reduções da despesa nas áreas da saúde, educação e demais serviços ‘acessórios' à grande maioria da sociedade que já descobriu o caminho das ruas. Na falta de representações partidárias dos seus interesses -os ‘socialistas conduzem o ajuste'– a população ressuscita a ágora nas praças da capital. Relato do Guardian: "Na praça Syntagma, em Atenas, os paralelos com a ágora clássica são notáveis. Os aspirantes a orador recebem uma senha e são convocados ao palanque caso ela seja sorteada … Nos debates semanais, economistas, advogados e filósofos políticos convidados apresentam idéias sobre como enfrentar a crise…Opiniões de desempregados e de acadêmicos têm tempo igual, são discutidas com o mesmo vigor e terminam submetidas a votação". Hoje, porém, a verdadeira força da Grécia reside no fato de ser o último tampão de um incêndio devastador que ameaça a periferia da União Européia. Se o calote grego for oficializado, a Espanha cai em seguida, contaminada pela fuga em massa de credores que já exigem juros de 5,66%, nível mais alto em 11 anos, para emprestar ao Tesouro espanhol. A Espanha representa 14% do PIB europeu. Uma corrida bancária aí teria desdobramentos imponderáveis. É sobre essa fina camada de gelo que os credores privados e públicos decidem neste fim de semana o que fazer com a septicemia financeira da Grécia. A vontade dos duros é extrair os órgãos ainda aproveitáveis e deixar o corpo sucumbir. É isso que desejam os credores privados que resistem ao apelo da Alemanha para colocar mais recursos na sobrevida do país. Não vamos deixar a zona euro cair numa catástrofe", garante Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Econômicos e Monetários. Para isso será preciso domar a natureza própria das finanças desreguladas, ontologicamente incompatível com a mediação entre a ganância imediatista e os interesse de longo prazo da sociedade.Não por acaso, quem exerce essa mediação, planejamento é a palavra, no capitalismo é o poder de Estado. O mesmo que foi destituído de suas funções pela supremacia das finanças. Nesse sentido, a crise grega é, também, a autopsia de uma época.
(Carta Maior; 6º feira,17/06/ 2011)

Responder

    bentoxvi - o santo

    17 de junho de 2011 às 18h16

    É a "lavagem" do dinheiro da especulação.

    A coisa funciona assim:

    O mundo financeiro, brinca de multiplicar a moeda sem lastro enes vezes…pegam os países mais fracos e fragilizam seu mercado financeiro…na roda da fortuna…quando esses quebram…tchan…tchan…eles mesmos emprestam o MONEY para "salvar" o país…em troca…pegam empresas estatais…vale…petrobras…bb…caixa…transformam o nada…em patrimonio….

Antonio

17 de junho de 2011 às 14h44

Baboseira e muita groselha… porque mudar discurso?? Apenas para ser diferente!???

esse lance de esquerda e direita é muito ultrapassado… As pessoas com viés politico devem ter discurso certo. Assim evitando o errado e/ou fazer oposição de pessoas que elas não gostam.

Meus 2 cents!

Responder

Mariano

17 de junho de 2011 às 12h29

Para sair procurando saídas para a esquerda só podia ser da FFLCH, o maior centro produtor de esquerdistas da américa do sul. Filosofia e outras ciências mesmo, que é bom, não produz, mas quem se importa?

Responder

Flavio Lima

17 de junho de 2011 às 12h26

Muito lucido o texto. Pondo pingos nos iis. Safatle é um cara a ser levado a serio.

Responder

Roberto Locatelli

17 de junho de 2011 às 12h15

Precisamos é de marxismo. Não entro nessas teorias intelectuais que querem reinventar a roda.

Só há uma saída para a humanidade: propriedade coletiva dos meios de produção. Outras alternativas inventadas aqui e ali têm vida curta.

Responder

    Antônio de Sampaio

    17 de junho de 2011 às 14h48

    Outro alienado.

    Antônio de Sampaio

    17 de junho de 2011 às 14h51

    Rapaz, pega tua mala e vai pra Coréia do Norte, depois tu me conta sobre tua felicidade por lá.

    Roberto Locatelli

    18 de junho de 2011 às 16h07

    Coreia do Norte não é socialista, é uma teocracia. Vai você pra lá.

    assalariado.

    17 de junho de 2011 às 19h29

    Locatelli,da última vez que os pseudossocialistas tentaram inventar uma alternativa ideológica para a exploração das elites sobre a sociedade, acabaram inventando aquilo que esta na europa. Ou seja, inventaram a social democracia do século passado, conhecido por nós assalariados como 3ª via que, nada mais é do que a social democracia do tipo,vamos explorar o povo mas,nem tanto.Os colaboradores espanhois, gregos, portugueses, entre outros, estão sentindo a mão pesada da nova face do capitalismo, travestido de sociais democratas,capitaneados pelos "socialistas" de plantão. E o Estado da burguesia, se encarrega de manter a ordem,a ordem capitalista, e tome porrada nos trabalhadores "revoltados".

    O protesto que ocorre na Espanha, através de um amigo internauta. Aqui no viomundo desculpe, não lembro o nome) disse que,havia lá, uma faixa dizendo, "não queremos nem capitalismo,nem socialismo" Então faço a seguinte indagação: Que alternativa eles oferecem, fora do capitalismo x socialismo? Será que são rebeldes sem causa? E, por aqui, pelo jeito, esta igual…

    Saudações Socialistas.

    Avelino

    18 de junho de 2011 às 10h54

    Caro Locattelli
    Concordo com voce, nada que o marxismo não explique, mesmo a direita mais alienada, faz uso dele.
    Saudações

    assalariado.

    18 de junho de 2011 às 17h14

    Conceição/Azenha, cade meu comentario pro Locatelli,ontem( dia 17), às 19:29 hs.

    Obrigado.

    assalariado.

    19 de junho de 2011 às 09h35

    Locatelli,da última vez que os pseudossocialistas tentaram inventar uma alternativa ideológica para a exploração das elites sobre a sociedade, acabaram inventando aquilo que esta na europa. Ou seja, reinventaram a social democracia do século passado, conhecido por nós assalariados como 3ª via que, nada mais é do que a social democracia do tipo,vamos explorar o povo mas,nem tanto.Os colaboradores espanhois, gregos, portugueses, entre outros, estão sentindo a mão pesada da nova face do capitalismo, travestido de sociais democratas,capitaneados pelos "socialistas" de plantão. E o Estado(braço armado), da burguesia caapitalista, se encarrega de manter a ordem, a ordem capitalista, e tome porrada nos trabalhadores "revoltados". Sobre o protesto que ocorre na Espanha, um amigo internauta, aqui no viomundo, desculpe, não lembro o nome, disse que,havia lá, uma faixa dizendo, "não queremos nem capitalismo,nem socialismo" Então faço a seguinte indagação: Que alternativa eles oferecem, fora do capitalismo x socialismo? Será que são rebeldes sem causa? E, por aqui, pelo jeito, esta igual…

    Saudações Socialistas.

    yacov

    19 de junho de 2011 às 17h11

    Também acho MARX insuperável, e pos que vieram depois, apenas colocaram adesivos e amarraram fitinhas no seu caminhão. MAs, ismnceramente, não sei se o mundo está preparado para a socialização dos meios de produção… Em todo o caso, penso que regulação dos mercados financeiros com o fim dos paraísos fiscais e a taxação de fortunas e patrimônio, seriam um bom começo de conversa, e mais um passo rumo a tuopia comunista.

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

    Alan Patrick

    19 de junho de 2011 às 20h32

    De fato, também não sei se a humanidade na atual fase está preparada(evoluida) para a socialização dos meios de produção, mas acredito que se a democracia for aprofundada no mundo, estaremos com certeza indo na direção do socialismo.

Bernardino

17 de junho de 2011 às 12h11

Caro Paulo,parabebens pela defesa do estado na regulaçao economica e social.Sem estado forte e regulador nao existira nacaçao Forte,vide a CHINA.
Ô sr JOAO PR em que mundo voce vive?O EUA E EUROPA estao quebrados graças as politicas NEO-liberais que abençoaram a AGIOtagem internacional Anglo-sionista,a ponto de sr BARACK Obama falar na criaçao de um BNDES americano pra sair do fundo do Poço!" Deixe que o mercado se auto-regule.os cidadaos fazem"palavras suas.Que fal Pivatizarmos o OXIGENIO do ar emnome do mercado para cobrar pedagios?????

Responder

Jorge

17 de junho de 2011 às 11h34

Precisamos de uma nova forma de agir na sociedade, preciamos do colaborativismo entre as pessoas e tirar o poder concentrado dos bancos, das grandes mídias e do "bilderberg group".
Mas, quando é que a sociedade terá esta consciência?
Certamente e infelizmente não será com esta geração atual.

Responder

Rogério Floripa

17 de junho de 2011 às 11h18

Precisamos é de uma nova ordem mundial

Documentário – Utopia e Barbárie – Documentário de Silvio Tendler reconstrói o mundo
a partir da II Guerra Mundial. http://is.gd/0demjA

Responder

ZePovinho

17 de junho de 2011 às 10h38

A CHANCE DE CORTAR A RAÇÃO RENTISTA

O agravamento da crise internacional é um dos argumentos utilizados pelo BC brasileiro, bem como pelos rentistas para justificar a alta dos juros no país. O argumento transpira um certo bodum de oportunismo amanhecido. O que se sugere é que haveria dificuldade de financiar a dívida interna dadas as incertezas nos mercados financeiros e a consequente má vontade dos investidores em aplicar seus fundos aqui.O juro alto seria a única forma de cevá-los a bater o ponto no caixa nativo. O que se observa nos últimos meses sugere o oposto. O Brasil tem tido dificuldades para conter massas de capitais que afluem em ondas tsunâmicas atraídos por níveis de rentabilidade indisponíveis em boa parte do planeta. A alavanca que move esse moinho, e seus estragos sabidos numa estrutura industrial afogada em importações, é uma taxa de juro real da ordem de 7%. Para se ter uma idéia do colosso basta lembrar que a Grécia –dissolvente e conflagrada– paga 10% reais para colocar seus títulos no mercado (14% de face, menos 4% de inflação). Apenas 3 pontos acima do brasileiro sendo que a a economia grega dificilmente escapará de aplicar um sonoro calote nos detentores de seus esvoaçantes papéis. Mais ainda: a dívida pública grega é de 139% do PIB, contra 39% no caso brasileiro. O déficit público está em 10,5% do PIB. O déficit nominal no Brasil, isto é, o buraco do caixa depois de deslocada generosa fatia de receita pública para pagar juros, é de 2,4%. Em resumo, exceto casos comatosos de economias que dificilmente poderão honrar o valor de face de seus títulos, o Brasil é líder inconteste na arte de apascentar rentistas urbi et orbi. Ainda que reduzisse a ração à metade, em que outro lugar do planeta os capitais teriam um abrigo de tal qualidade, feito de juros robustos e condições econômicas e políticas de reconhecida solidez? Os rentistas sabem que o país está montado numa poupança real da ordem de alguns trilhões de dólares guardada nas reservas do pré-sal, o que afasta qualquer risco de insolvência para as próximas décadas. O que falta então para romper o torniquete ortodoxo que sempre terá um argumento 'técnico' para garrotear a nação e seu crescimento?Talvez falte justamente chamar os senhores da guerra rentista e oferecer-lhes um plano de repactuação em bases menos leoninas, tendo como referência o privilegiado horizonte de liquidez da economia nacional. Em tempo: 80% dos vencimentos da dívida pública indexada aos juros da Selic ocorrerão entre 2011 e 2014. Num cenário mundial em que os rentistas clamam por segurança, a Presidenta Dilma tem a preciosa oportunidade de, no curso de seu mandato, dizer-lhes: 'o Brasil do pré-sal e da estabilidade política pode pagar-lhes 4% reais ao ano, não mais 7%. É pouco? Então vão investir na Grécia'.
(Carta Maior; 6º feira,17/06/ 201

Responder

ZePovinho

17 de junho de 2011 às 10h37

Se não houver uma Ley de Medios,concordo com o PHA:a classe C(com nossos impulsos inconscientes,individualistas e egoístas como todo ser humano) vai eleger um Berlusconi.Lembremos que o discurso mentiroso tirou votos de Dilma e deu para Marina Silva.Além disso,Serra teve muito votos em função das mentiras propagadas pelo dispositivo burguês-stalinista GAFE.
Aqui vai,mais uma vez,o primeiro vídeo da série "O Século do Ego",da BBC,onde aprendi que que o guru de Goebbels foi o sobrinho de Freud,Edward Bernays.Bernays foi o primeiro homem a usar as ideias de Freud(por meio da mídia) para manipular as massas(e eleger os preferidos das corporações) numa era de democracia de massas:

[youtube ZndYVCzZAwA http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA youtube]

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Tião Medonho

17 de junho de 2011 às 10h20

(parte 1)Há um conto que queria reler e não tenho certeza do autor, mas acho que é do Monteiro Lobato. Se alguém souber do que se trata gostaria de ser informado no espaço dos comentários. Não sei pq, mas tenho pensado muito nessa história recentemente. Diz que um padre do interior sentia-se particularmente incomodado com a atitude das beatas, que repetiam as palavras das práticas – sermões, missas, pregações, rezas dos livros, mandamentos e preceitos – com total automatismo e sem nenhuma reflexão ou sinal de compreensão do verdadeiro sentido das coisas.

Responder

Damastor Dagobé

17 de junho de 2011 às 10h20

(continuação). Uma devota, particularmente assídua e fiel, desgostava o zeloso pároco. Um dia ele resolve chamá-la em seu gabinete e explicar essas coisas, até pq era consciente também de seu papel de educador do rebanho. A pobre mulher a tudo ouvia e concordava, confusa entre o orgulho pela atenção especial do padre e certo constrangimento pela repreensão. O padre, apesar de seu esforço heróico, percebia que não estava conseguindo se fazer entender, e já sem tempo para o próximo batizado, resolve que iria escrever tudo o que dissera, para que a beata pudesse ler com calma de modo a melhor apreender seu conteúdo. Assim fez, e dias depois entregou o pequeno discurso escrito em algumas laudas em letras grandes e palavras simples, recomendando á ovelha pouco afeita às atividades intelectuais, tantas leituras quanto as que achasse necessárias para apreensão do sentido de sua prédica. Dias depois, já quase esquecido do episódio, percebe a fiel discípula correndo alegre em sua direção, com as folhas de papel na mão, e exclamado plena de certeza de ter atendido às recomendações do pastor:
– Padre, padre, decorei tudo, tudo..tudinho…

Responder

Tião Medonho

17 de junho de 2011 às 09h52

O mais chato nos dias que correm em nossa terra é a impossibilidade da formulação crítica sobre o que quer que seja na justa medida em que a “esquerda”, que opera a crítica em todas suas instancias, supostamente, está no poder. Então está tudo maravilhoso, como num tipo de mundo Cândido, (do Candide de Voltaire ou do Candinho do Mazaropi) onde tudo que acontece só pode ser o melhor possível porque, afinal, estamos no melhor dos mundos. E ficam os arautos oficiais nos veículos “independentes” da internet, cujo farol é o PHA, e um monte de crédulos basbaques repetindo seu mantra…eitcha trem que cansa sô…é muito bullshit para meus velhos e cansados ouvidos…Qualquer voz discordante é sumariamente calado como de “direita”.
E tome conceitos do século XIX aplicados as marteladas no XXI.

Responder

Carlos

17 de junho de 2011 às 09h35

Já pensou se a moda pega???
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Gaeco prende 3 vereadores e dona de TV em Sorriso
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Segundo MPE, parlamentares extorquiam prefeito e exigiam "mensalinho". flagrantes em vídeo já foram divulgados pela imprensa

O Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), cumpriu no começo da manhã de hoje (17) quatro mandados de prisões preventivas e três mandados de busca e apreensão na cidade de Sorriso (418 quilômetros ao norte de Cuiabá).

Na operação foram presos o jornalista, vereador e ex -presidente da Câmara Municipal, Francisco das Chagas Abrantes, sua esposa, Filomena Maria Alves do Nascimento Abrantes, que é proprietária de uma emissora de televisão da cidade, e os vereadores Gerson Luiz Frâncio e Roseane Marques de Amorim. Eles são acusados dos crimes de formação de quadrilha e concussão contra o Executivo Municipal.

De acordo com a denúncia do Gaeco, o prefeito Municipal Clomir Bedin, o Secretário de Indústria e Comércio, Santinho Augusto Salermo e o procurador do Município Zilton Mariano de Almeida estavam sendo coagidos a pagar propina que variava de R$50 mil a R$ 500 mil, sob ameaça de reprovação das contas do município referente ao exercício de 2009. Eles eram ameaçados ainda de que a Câmara instauraria uma CPI para apurar possíveis irregularidades na destinação de verbas da Prefeitura para a imprensa.

A não aprovação de projetos de Leis provenientes do Executivo e o uso de uma emissora de TV local de propriedade de dois dos acusados para denegrir a imagem política do atual prefeito era outra estratégia usada pela quadrilha para extorquir os administradores do Município.

Segundo o Ministério Público, a quadrilha era liderada pelo então presidente da Câmara dos Vereadores, Francisco das Chagas Abrantes, que direcionava as ações e os votos dos demais integrantes do grupo criminoso.

Já o vereador Gerson Frâncio, era responsável pela intermediação nas negociações entre os poderes. O caso foi revelado durante gravações onde Gerson aparece pedindo R$ 100 mil de propina em beneficio próprio. Já a vereadora Roseane exigiu um emprego para o namorado, conserto de seu veículo, e pagamento de R$3 mil mensais por tempo indeterminado, a título de "mensalinho".

Os denunciados Chagas Abrantes e Filomena foram flagrados exigindo o repasse de verba mensal entre R$ 8mil e R$10mil que seriam direcionados à emissora de televisão de propriedade do casal como espécie de venda da mídia da Prefeitura. O acordo consistia em que os programas de televisão parassem de fazer críticas que desabonassem a imagem política do prefeito.

Em uma outra conversa com os representantes do executivo, Chagas e Gerson determinaram que o Grupo Gaspar fosse beneficiado em um processo licitatório para realização dos trabalhos de urbanização nas margens da BR 163, no Distrito de Primavera, pertencente ao município de Sorriso, cuja obra estava avaliada no valor de R$ 324 mil.

A transação envolveria o saldo economizado do duodécimo da Câmara Municipal que deveria ser devolvido para a Prefeitura, bem como a quitação de dívidas fiscais pelo dono da construtora ao município de Sorriso. A empresa estava impedida de participar de licitações por ter débitos no valor de R$ 126 mil em IPTU com o município.

O fato trouxe comoção na sociedade local, tanto é que foi encaminhado ao MP um abaixo assinado com cerca de 800 assinaturas de moradores da cidade pedindo providências em relação à atuação dos vereadores envolvidos no esquema fraudulento.

Neste momento, os presos estão sendo encaminhados para a sede da Polinter, em Cuiabá, onde permanecerão à disposição do juízo da vara do Crime Organizado. http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=

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Capitão Jack

17 de junho de 2011 às 09h20

“Os políticos corruptos não tem vergonha, porque nós não os envergonhamos”.

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Grego

17 de junho de 2011 às 09h19

O Safatle está fora do tempo. O desafio político contemporâneo não é mais a busca da representatividade. A internet alterou o cenário político mundial de maneira irreversível. O monopólio da comunicação social foi rompido e a comunicação interpessoal foi elevada à enésima potência. O desafio político civilizatório atual é “MAIS DEMOCRACIA”. Nós próximos lances, veremos as elites políticas de direita e de esquerda unidas contra o aperfeiçoamento democrático. Muitos Pelés entrarão em campo e intelectuais “com peitos esquerdistas deixarão à mostra seus ares conservadores”.

Responder

    Lourenço Oliveira

    17 de junho de 2011 às 11h28

    Falou pouco mas disse tudo.

    Rafael

    17 de junho de 2011 às 12h23

    Humm, não entendi nada?

Luis Armidoro

17 de junho de 2011 às 08h56

Caros Azenha e amigos do blog:

Um dos poucos motivos para eu continuar assinando o abre alas do PiG é a coluna de Vladimir Safatle. Finalmente este jornal, depois de anos, tem um colunista que pensa e faz pensar

Responder

Tião Medonho

17 de junho de 2011 às 07h29

discurso de esquerda? busquem um livro, A Algaravia, do Jorge Semprun…está tudo lá e o título ja diz tudo…

Responder

Marina Silva

17 de junho de 2011 às 04h07 Responder

luiz pinheiro

17 de junho de 2011 às 03h18

"Por exemplo, enquanto recebia George Bush falando que era seu maior aliado"
Lula nunca disse esse absurdo de que o Bush seria seu maior aliado – a não ser que tenha sido no sentido de lembrar que os Estados Unidos são a maior potencia do mundo. A politica externa do Lula não teve nada a ver com este tipo de declaração.

Responder

luiz pinheiro

17 de junho de 2011 às 03h13

"Há um profundo déficit de participacão popular nos governos do PT. Claro que se olharmos para a direita brasileira (PSDB e seus aliados) a situacão é infinitamente pior. Mas o PT, neste ponto, tem nos obrigado a votar fazendo o cálculo do mal menor"
Acho que o Safatle não se lembra também das conferencias populares.

Responder

    Leonardo

    17 de junho de 2011 às 11h51

    PSDB é direta?

    ahaahahahahahaahahahaah

Giuliano

16 de junho de 2011 às 22h25

'VS – O melhor que seu Instituto poderia fazer é organizar uma espécie de Internacional lulista que ajude a esquerda a vencer em países da América Latina.'

Eu acho que o Safatle não deve ter se lembrado do Foro de São Paulo.

Responder

assalariado.

16 de junho de 2011 às 22h24

Não precisamos de um discurso de esquerda alternativo.Discurso de esquerda é o que mais tem, recheada com muita hipocrisia.Desconfio que o Sr.Vladimir não foi feliz na sua colocação/critica, devido as esquerdas nunca vazarem suas ideologias para as camadas mais pobres da nação (se é que elas tem alguma). Um exemplo claro foi a eleição passada(2010).Os partidos ditos de esquerda ficaram de um lado da rua gritando, — olha o socialismo — olha, não vote em burguês, — olha a reforma agraria – olha,…

E o povão trabalhador do outro lado da mesma rua, Hum!! Ou seja, por que será que o povo na base social da sociedade, exprime duvidas,muitas vezes indiferenças, com os partidos politicos. Na verdade existe um abismo entre o povo assalariado brasileiro, com os politicos em geral, com a devida manipulação da midia burguesa, é claro. Alias, faz o seu papel enquanto representante da classe dominante, muito bem. Em resumo, esta "esquerda" que o Sr Vladimir se refere faz dobradinha com o PIG, para deixar o povo bem longe da disputa politica,… mais confundem do que explicam,…

Responder

FrancoAtirador

16 de junho de 2011 às 22h22

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Senado aprova inclusão de combate ao bullying na LDB

Os estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, passarão a ter a incumbência de promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e combate a práticas de intimidação e agressão recorrentes entre os integrantes da comunidade escolar, conhecidas como bullying .

A determinação, que poderá fazer parte da Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB), foi aprovada nesta terça-feira (14) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em decisão terminativa (tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado) e deverá seguir agora para análise da Câmara.

Valéria Castanho / Agência Senado

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Gustavo Pamplona

16 de junho de 2011 às 21h42

E o que foi que eu disse aqui outro dia?

Eu tinha dito que a partir que um partido fica tempo demais no poder, caso do PT que vai fazer 12 anos em 2014 se ele não se transforma em partido de direita, vira um partido de centro ainda mais quando se alia ao centrista PMDB.

Logo, logo vão voltar a surgir grupos de esquerda querendo derrubar o governo.

Afinal de contas, ninguém aguenta o mesmo governo muito tempo, a históra da humanidade já nos deu vários exemplos disto: Vejam os impérios que já ruíram no passado.

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 dizendo "o que foi que eu disse" no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

Ismar Curi

16 de junho de 2011 às 21h41

Sobre a Internacional Lulista na América Latina, ela já está funcionando. Não está? Favre que o diga…

Responder

Rafael

16 de junho de 2011 às 21h29

Uma grande diferença que existe entre esquerda e direita é que a direita não tem proposta, exemplo qual é a proposta que o psdb apresentaria? Nenhuma. Não tem nada que tenha coragem de divulgar. Imagina se fossem para tv dizer que vão vender a Petrobras, que o pré-sal será dividido pela petroleiras americanas, que vai acabar com o bolsa-família, que vai endividar o país. O principal discurso que tinham que eram bons administradores morreu com o governo Lula. Ficou evidente que pelo contrário são muito incompetentes, corruptos. Num país sério o fhc estaria cumprindo pelo menos uns 20 anos de cadeia pela venda da Vale, prejuízo ao patrimônio público bilhonário
A esquerda não pode esquecer sua origem que é o movimento popular, o trabalhador, o pequeno agricultor.

Responder

Fabio_Passos

16 de junho de 2011 às 21h10

Ótima entrevista.
Pelo jeito, para romper com o domínio das oligarquias financeiras, só mesmo com democracia plebiscitária.
O PT tem o rabo preso com os especuladores.

Responder

    Lucas

    16 de junho de 2011 às 22h56

    O problema com a democracia plebiscitária é que a população é muita desinformada por nossa mídia e nossas escolas de má qualidade. Como podemos votar conscientemente quando tanta mentira é enfiada em nossas cabeças, e tão pouca informação útil?

    Concordo que mecanismos de democracia direta são o ideal, mas só se acompanhados com mecanismos de educação mais eficientes e menos parciais. Se todo mundo lesse o Vi o mundo já seria um bom começo. :)

    Klaus

    17 de junho de 2011 às 08h40

    Desde que o resultado do plebiscito esteja de acordo com a vontade do partido. Fazer consulta plebiscitária em que há a possibilidade de derrota da proposta do partido nunca, né?

    Mariano

    17 de junho de 2011 às 12h23

    Claro que não, Klaus, aí já é democracia demais para bolcheviques.

Julio Silveira

16 de junho de 2011 às 20h51

Discordo do Safatle. Não precisamos de mais discursos, precisamos de governos de esquerda de fato, precisamos de comprometimento com os ideiais da esquerda, não com mais discursos oportunistas de esquerda que após estarem no governo acham na palavra pragmatismo a desculpa para colocar a mão na m.
To cheio disso, precisamos é de partidos que não permitam esse transformismo essa camuflagem precisamos é de ação de esquerda.

Responder

Tião Medonho

16 de junho de 2011 às 20h44

Um outro mundo – na quinta dimensão? no além? no buraco negro? na realidade paralela? no mundo da lua? – é possivel…

Responder

Avelino

16 de junho de 2011 às 20h43

Caro Azenha
Ainda se tem o discurso dominante que esquerda e direita é coisa do passado, que não existe mais, bem ao gosto da direita, que quer confundir a todos, e tirar da esquerda, uma arma de luta.
Ainda é da direita querer desacreditar os politicos, as lutas socias, os sindicatos, como se isso não fosse diretrizes políticas.Confundir para continuar.
A direita ganha com governos igual ao Lula, só o PIG e uma minoria reacionária de direita se colcoa contra, mas a direita não se deixa enganar, qualquer movimento mais a esquerda, elas se aliam ao PIG.
O governo Lula ainda deverá ser apoiada e copiada pela direita internacional.
Saudações

Responder

CNunes

16 de junho de 2011 às 20h43

Enquanto o transito de capital se internacionaliza e as grandes empresas estão cada vez mais transnacionais, os direitos sociais e obrigações ambientes estão limitadas ao ambito das nações estado.
Um processo de discussão partidária supra nacional pode ser uma forma de contrabalancear isso.

Responder

FrancoAtirador

16 de junho de 2011 às 20h42

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O PV RACHOU DE VEZ

Diretório do PV de São Paulo é destituído

14/06/2011 19:58

SÃO PAULO – O presidente nacional do Partido Verde (PV), deputado federal José Luiz Penna, destituiu na tarde desta terça-feira o diretório estadual do partido em São Paulo, comandado por Maurício Brusadin.

Aliado da ex-senadora Marina Silva (PV), que disputa com o deputado o controle da legenda, Brusadin teve o mandato de dois anos cancelado, um ano e três meses após ter sido eleito.

“Saí porque iniciamos o processo democrático dentro do PV, mas o Penna quer manter as comissões provisórias para continuar com o poder nas mãos dele”, disse Brusadin, que divulgou carta com críticas ao presidente nacional e afirmou que ainda não sabe se permanecerá na sigla – aliados de Marina tem discutido a criação de um novo partido.

A reportagem não conseguiu até o momento falar com Penna, que se reuniria em Brasília na noite desta terça-feira para discutir o futuro do diretório de São Paulo.

(Raphael Di Cunto | Valor)

Responder

José Roberto-SP

16 de junho de 2011 às 20h12

Não deixem de ler no site http://blog.antinovaordemmundial.com/

"Banqueiro Suíço Desmascara os Bilderbergs em Entrevista – Bilderbergs Mandaram Matar um Presidente"
http://blog.antinovaordemmundial.com/2011/06/banq

Responder

Ostermann

16 de junho de 2011 às 20h10

Quanta abobrinha.
Taxação é idéia de jirico.
Precisamos é de educação de qualidade.
O resto os cidadãos fazem.

Responder

    Elton

    16 de junho de 2011 às 20h26

    Olha o neoliberal aí genteeee……..

    Paulo

    16 de junho de 2011 às 22h02

    "Jirico" é quem imagina uma sociedade sem taxação. "O resto os cidadãos fazem" o seu nariz. Quem vai decidir o que fazer é quem detêm o poder econômico, simples assim. É "a lei do mais forte", isto é, a da elite. Se não tivermos um Estado, não só regular, mas, atuante, o mínimo que seja, ficaremos eternamente na escravatura.

    João PR

    17 de junho de 2011 às 00h30

    Então "taxação é idéia de jirico"??
    Sua lógica é inegável: deixe que o mercado se auto-regule (no caso "os cidadãos fazem").
    Cara, em qualquer lugar do mundo civilizado há taxação sobre grandes fortunas, e a carga tributária é distribuida mais equivalentemente (quem ganha mais, paga mais – percentualmente, e não nominalmente falando).
    Vá se informar primeiro! E depois venha aqui defender as idéias dos "chicago boys" (os mesmos que quebraram os EEUU e Europa).
    P.S. Caso queira entender sua lógica, sugiro ler "A riqueza das nações" do Adam Smith. Os "chicago boys" só requentaram as idéias elitistas do Adam Smith. Depois, sugiro ler ao menos Keynes, para entender um contraponto dentro do mundo capitalista.

J.C.CAMARGO

16 de junho de 2011 às 19h33

LCAzenha: a esquerda precisa é mudar essa conversa cretina de só viver criticando a Direita! Os Direitistas
pelo menos trabalham, enquanto os esquerdistas só vivem falando em Vingança, Retaliações, etc! Essa
esquerda cretina ainda irá ressucitar o PSDB, como já fez uma vêz com o PSMaluf!

Responder

    Elton

    16 de junho de 2011 às 20h27

    E esse seu discurso "enaltecedor" do trabalho da direita dá a impressão de que entre os esquerdistas ninguém produz nada………ruinzinho, hein?

    Julio Cesar M.Bastos

    17 de junho de 2011 às 11h42

    Camargo é você que anda sempre associado ao Correia? Você nasceu quando? Por que ainda não desceu à terra? Por aqui, sabe, vigora a lei do mais forte. Há muitos milênios, do dono de um corpo vigoroso. Cada vez mais da arma poderosa. Que está sempre com quem pode comprá-la e pagar ao(s) que vai (ão) usá-la. Ou você pensava que os EEUU são como são (explorando o petróleo e o que mais lhe interessar nos países "atrasados") por escolha de quem? Além da gorda mídia brasileira?

Zeca de Tana

16 de junho de 2011 às 19h05

Pra alguém que se apresenta, com a boca cheia, como professor da USP, é muito lugar comum. Ora pois, que negócio mais besta e de direita essa coisa e tal de "Precisamos de um discurso de esquerda alternativo". Nós quem, douto professor? Que discurso? Que esquerda? Que alternativo?
E tome chavão!

Responder

Antônio de Sampaio

16 de junho de 2011 às 18h57

""CM – O que seria uma agenda relevante para Lula e o seu Instituto numa conjuntura como essa de flacidez partidária e atritos duros entre desenvolvimento, igualdade e acomodação à crise?

VS – O melhor que seu Instituto poderia fazer é organizar uma espécie de Internacional lulista que ajude a esquerda a vencer em países da América Latina.""""

A sandice do esquedopata foi fechada com chave de ouro…

Lula jamais foi de esquerda, ele apenas usa esses debiloides que sentem saudades do muro de Berlim.

Responder

    Elton

    16 de junho de 2011 às 20h28

    Discurso de troll típico……e dos mais raivosos!!!

    Gustavo Pamplona

    16 de junho de 2011 às 21h33

    Amigo.. Isto é o que eu venho falando aqui já tem um bom tempo….

    Este pessoal da esquerda acha que o Brasil viveu uma ditadura… quando na realidade viveram uma "ditabranda", aliás… sobre o "Muro de Berlim" eu sempre faço a seguinte comparação

    Ninguém na Alemanha com menos de 35 anos e talvez até 40, se importa realmente com o que aconteceu naquele período, até porque eram crianças na época e alguns adolescentes e não podiam pegar em arr]mas.

    E olhe que na Alemanha, hoje, falar do nazismo ou mesmo expor símbolos nazistas é "ofensa federal" punível com prisão.

    O mesmo aconteceu no Brasil, só quem tem mais de 60 anos realmente se importa com aquele período, e mesmo assim só quem teve alguma atividade política na época.

    Ainda bem que não sou um destes debiloides!

    —-
    Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
    Desde Jun/2007 não debilitando mentalmente no "Vi o Mundo"! ;-) hahahahhahahah

    João PR

    17 de junho de 2011 às 00h24

    Gustavo, não tenho 60 anos (ou mais) e me importo, sim, com o que aconteceu no Brasil (que você, parafraseando a Folha do Tavinho, chamou de ditabranda), e no mundo (Hitler, Mussolini, e outros mais, sem falar em Honduras e outros casos mais recentes).

    Quem é você, Gustavo Pamplona, que vem aqui (um "blog sujo") defender o indefensável? Afinal, "que apito você toca"?? Ou é simplesmente um nomeado de algum politico amigo para vir aqui defender essas "coisas" que você defende?

    M. S. Romares

    17 de junho de 2011 às 10h54

    João, esse aí é um feliz idiota. Nem perca seu tempo com ele. Contar formigas no chão é mais produtivo.

    João PR

    17 de junho de 2011 às 00h25

    Antonio, já ouviu falar no termo "analfabeto funcional"?
    Acho que você não entende bem o que lê.

Tião Medonho

16 de junho de 2011 às 18h52

uai sô..mas a esquerda ja não er A alternativa???
então precisamos de uma alternativa da alternativa??? to bobo…

Responder

    brz

    16 de junho de 2011 às 20h13

    mas o professor já vê os limites desta alternativa uai. Olhando o agora e o antes, podemos vislumbrar o que está por vir, sô! A água tá batendo na bunda, mais um pouco ela chega no teto, ou quebra as paredes ou morre-se por afogamento.

Zhungarian Alatau

16 de junho de 2011 às 18h44

O grande problema da nova UDN é que hoje ela se depara com a Internet e outras mídias ultra-rápidas que não deixam a mentira sair do lugar. Essa nova UDN ainda não percebeu que não estamos mais em 1964. Por outro lado, o PT governa num País onde o Congresso tem um peso imenso nas decisões do Executivo. Jânio e Collor tentaram governar sem apoio do Congresso, e foram alijados do poder. Muitos dos que votaram em Dilma, votaram também no PMDB. Portanto, Dilma não é refém do PMDB: ela é o resultado do desejo democrático do povo, que elegeu o PMDB para o Congresso. Dilma, ou quem quer que estivesse ali, teria necessariamente que articular-se com o PMDB. Foi assim com FHC, com Lula…

Quanto à nova UDN, esta afunda na obsolescência de suas propostas nada decorosas. E só insiste em existir graças à grande mídia, que lhe dá voz.

Responder

Francisco

16 de junho de 2011 às 18h39

Não adianta. Mesmo o partido blochevista de um craque como Lênin foi pêgo de calças curtas inúmeras vezes pelos movimentos sociais espontâneos. Partido politico é super-estrutura. Vai sempre correr atrás (aliás, graças a deus!).

A questão é o trato com essa nova classe média. Jeneuse doré, dizia Marx, base popular do partido facista de Mussolini. Mussolini, que se chamava Benito em homenagem ao revolucionário mexicano Benito Juarez. Sim, queridos, Benitos Juarez podem, ao ascender socialmente e sendo mal conscientizados, virar Benitos Mussolinis…

O PT nem relou nos programas escolares do país. O que o STF acha ou deixa de achar sobre a anistia aos torturadores é irrelevante, perante a história (é mera super-estrutura, juridica, quando acaba…). O que se ensina nas escolas estatais? O que pensa e pensará o povo?

Esta é a revolução. E o PT optou por não fazê-la.

Responder

    brz

    16 de junho de 2011 às 20h16

    Isso é verdade, nas escolas ensina-se o que o PRS/WB/FMI/USAID/USA/ETC e tal quer, ou seja, nada!

Joshua Ghosn

16 de junho de 2011 às 17h54

Pela Revolução SociaLulista

Responder

Zé Fake

16 de junho de 2011 às 17h29

No exterior, o exemplo maior disto é a expoliação econômica de imigrantes: pessoas sem voz no interior da dinâmica partidária.

Espoliação ?

Responder

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