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Vladimir Safatle: Ímpeto investigativo tem de ser simétrico


22/12/2011 - 10h30

O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.

por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo

O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do “para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei”.

Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.

Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.

Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.

Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.

Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de “engavetamento” de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.

O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.





58 comentários

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O que diz a ciência

10 de agosto de 2012 às 17h32

Corrupção na política é simétrica ao comportamento da população, diz psicóloga

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u662796.shtml

=========

Ante isso, se quer acabar com a corrupção, tem que começar colocando polícia nos berçarios e combater com palmadas om roubo de chupeta e outros na rua dando chicotada no povo, pois mesmo que não tenha roubando, um dia irá.

Responder

Corretíssimo

10 de agosto de 2012 às 17h26

De fato, a própria Chauí, glo após esse dito escândalo, já tinha deixado claro que ser cientificamente impossível a esquerda conquistar o poder se não fosse dentro dos mesmos meios que os demais sempre fizweram, e negar isso para as esquerdas, era defender que esse nunca deveria chegar ao poder. Além disso, é o povo que gosta de eleger sempre o mais corrupto possível e a democracia real é acontecer como o quer e não como meia dúzia diz ser honesto. E mais: nunca que nenhuma convenção de esquerda definiu que quando chegasse ao poder iria morrer de fome só ganhando o que seria honestamente possível.

Responder

Norberto

27 de dezembro de 2011 às 13h37

é sintomatico e triste perceber como as pessoas podem ser completamente parciais ao defender um texto sobre a necessidade da imparcialidade!

o texto cita apenas exemplos do chamado PIG, o q por si só já seria uma ASSIMETRIA imperdoável, mas a mensagem é totalmente verdadeira:

precisamos, TODOS, grande imprensa, blogues, cidadãos… todos devemos ser SIMÉTRICOS (equilibrados, imparciais, justos)!

pena q a sociedade tenha se esquecido disso e tenha se transformado apenas em "torcidas organizadas"…

e como torcedores, torcemos e distorcemos a realidade para q ela caiba na nossa vontade!

pros petistas, o MENSALÃO é invenção… pros tucanos, a "Privataria" é apenas obra de ficção…

pros grandes jornais, a regra é simples: defender os seus e atacar a turma de lá…

pros blogues progressistas, dá-se a mesma regra…

ao inves de petistas x tucanos ou progressistas x reacionários ou esquerda x direita, preferiria uma divisão muito mais simples q iria contribuir muito mais pra sociedade:

honestos x desonestos

pena q isso ainda esteja distante de acontecer!

Responder

    Antonio Nunes

    10 de janeiro de 2012 às 10h34

    parabens pela análise!

    valeu mais q o texto…

    joilson

    14 de maio de 2012 às 22h13

    Valeu Norberto. Deu nos dedos do cara com classe.

Roberval

26 de dezembro de 2011 às 17h57

Não se pode deixar de considerar que as leis são elaboradas através da política e como tal representam os interesses das classes dominantes no cenário político-legislativo do momento em que são votadas e aprovadas. Diante dessa prerrogativa fica difícil em falar nos conceitos de "imparcialidade" e de "neutralidade". Por traz de uma lei há um conjunto de princípios e valores e como tal representam o interesse das classes fortalecidas naquele momento político. Além disso, temos que considerar que no sistema judiciário brasileiro também há disputas políticas internas que refletem nos julgamentos e nos dá a sensação e a comprovação real de que o judiciário não foi feito para fazer justiça mas sim para fazer política. E é isso que ele faz, predominantemente. Para ter comprovação basta rever todos os processos sobre os "notáveis empresários e políticos" no decorrer de nossa história. Diante disso, não me surpreende se nos próximos meses ocorrer a prisão do jornalista Amaury Ribeiro e a promoção e santificação do Serra.

Responder

Vinicius Garcia

26 de dezembro de 2011 às 09h37

Todos tem direito a parcialidade, afinal o regime democrático vive da discussão de idéias, e não do clima quente de comentários que ví aqui postados, mas o que temos no Brasil é só uma parcialidade, disfarçada de imparcial, a Folha é propagadora de imparcialidade, mas vendo o seu curso histórico, vemos o quanto ela é tão e até mais nociva do que uma Veja ou um Estadão, o lobo sem a pele de cordeiro, todos veêm que é lobo, já o disfarçado…

Responder

paulo

23 de dezembro de 2011 às 13h47

Ser ou não jornalista , a verdade em questão é que ao escrever esse texto excelente para um jornal , certamente praticou Jornalismo , isso mesmo , com J maiúsculo !
Paulo

Responder

José Carlos JC

22 de dezembro de 2011 às 17h02

"O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes".
Pelo direito a sabermos a verdade. Pelo direito a termos a verdade como um direito!!

Responder

    Porém

    10 de agosto de 2012 às 17h36

    Sou contra, pois nesse meios vão querer colocar concessões de bens públicos para empresa privada fazer um bem para o povo.

Morvan

22 de dezembro de 2011 às 16h59

Boa tarde.

Apesar da sucintez (no seu sentido puro, não depreciativo) dos textos do Vladimir Safatle, este é um belo exemplo de lucidez e de equilíbrio.
Acontece, porém, que cobrar equanimidade de uma mídia que financiou (ideológica e materialmente) o último golpe bem-sucedido, o de 1964,* e vem recebendo os seus dividendos há décadas, através de compras sem licitação, alegando, dentre outros primores, inexigibilidade, por exemplo, ou, quando estas acontecem, fazem-no através das mesmas, fraudulentamente, é pregar no deserto, para ser sutil.

A mídia brasileira é o que é. Não podemos nos iludir.
Só a mudaremos se tivermos pessoas dispostas a morder a faca. Porque, para administrar a relação PIG / sociedade, já as temos e este pessoal está fazendo direitinho (para eles, claro).
Só que temos de ter disposição para mudar tudo. Esta "justiça" que está aí, cheia de "Gurgeis", de "Mellos" e de "Mendes"; a polícia, atapetada de "Curiós" (muitos deles recebendo comendas e promoções, justamente por descer a lenha nos trabalhadores, estudantes e outros a quem eles deveriam proteger). São exemplos de aparatos herdados do Estado de Exceção. A imprensa idem.

Edit: o último golpe, o de 1964, /s/, o último golpe, bem-sucedido, o de 1964.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Operante Livre

    22 de dezembro de 2011 às 20h51

    É pregar no deserto mesmo.
    Repito o que postei em outra matéria: a democracia deve ser DURA com a ditadura da mídia e SEM TERNURA alguma. Depois de aprender futebol com os espanhóis temos que aprender a tratar o PIG sem contemporizar.

CMundim

22 de dezembro de 2011 às 16h39

Em breve teremos o Vladimir Safate escrevendo na Carta Capital. O Serra deve ter lido a artigo e a esta altura já deve ter ligado para o Otavinho reclamando e pedindo a cabeca do Safatle. Mais um grande jornalista que a Folha certamente irá despedir por escrever senso e fazer jornalismo imparcial. Felizmente, mais um possível e grande reforco para a equipe do Mino Carta.

Pelo menos uma coisa nós devemos agradecer o Serra, com os seus telefonemas e pressões nos "patrões colegas", ele estar mostrando quem são os falsos e comprometidos jornalistas. Se não fosse pelo Serra certamente estaríamos ainda vivendo esta farsa de imprensa apolitica, limpinha e cheirosa, certamente uma grande parcela da populacão esclarecida ainda estaria acreditando em alguns deste colonistas cum jornalistas "que chaman os patrões de colegas".

Responder

    André Siqueira

    22 de dezembro de 2011 às 17h38

    O caso é que o Safatle não é jornalista, e sim, professor da USP. Ele já deu aulas na aclamada Sorbonne quando tinha apenas 33 anos… Bem, além de ter um bom currículo, o cara é comprometido com o país.

    CMundim

    22 de dezembro de 2011 às 23h57

    Prezados Jair e André, obrigado pelo esclarecimento.

    A par de 2 anos que recetemente morei em SP, estou infelizmente fora do nosso amado país à mais de 3 décadas e o meu conhecimento sobre articulistas que escrevem na grande midia brasileira é bastante limitado como você pode perceber no meu comentário.

    Enfim, para refraziar o meu comentário diria que o meu prezado Mino, poderá em breve poderá ter mais um grande mente articulando em sua revista.

    Abs e obrigado.

    Porém

    10 de agosto de 2012 às 17h47

    FHCXC também fez xurso na Soborne e se saiu, pior do que o analfabeto Lula

    Jair Fonseca

    22 de dezembro de 2011 às 17h40

    Vladimir Safatle não é jornalista. É professor da USP.

    Jairo_Beraldo

    25 de dezembro de 2011 às 19h40

    Vixe … vai ter com o "democrático" Grandino Rodas… SIFÚ …

    PPaulo

    23 de dezembro de 2011 às 11h49

    Não se enganem: Saflate se presta a ser a "folha de parreira" da vez (no passado era Marilene Felinto, a M. Rita Kiehl, etc). Seus textos, sempre excelentes, servem apenas pra dar um verniz de imparcialidade à FSP. Shame on you, Saflate!

    José Honorato

    23 de dezembro de 2011 às 17h04

    Concordo com o PPaulo. O Safatle faz um papel risível escrevendo na Folha, ainda mais agora que a publicação assumiu abertamente ser um órgão panfletário de uma certa elite, um órgão disposto a tudo para defender os interesses dos seus, o que significa mentir, manipular, omitir, difamar, ludibriar etc. É essa a mudança qualitativa do episódio da Privataria: a Folha confessa estar a serviço do que de pior há na chamada indústria cultural. Até quando o Safatle vai aceitar ser verniz de tacão?

@faltorpan

22 de dezembro de 2011 às 16h30

Em lógica, uma falácia não formal clássica é acusar ou tentar desqualificar o autor, desviando o foco da mensagem. A mensagem de que os grandes meios de comunicação censuram partidariamente as notícias me parece não só verdadeira, como eloquente. Não?

Responder

FrancoAtirador

22 de dezembro de 2011 às 15h29

.
.
Convenhamos que é um contra-senso o jornal FOLHA DE S.PAULO

publicar este notável artigo do filósofo Vladimir Pinheiro Safatle.

Isto sim é realmente demonstração de "FALSA IMPARCIALIDADE".

E, em sentido oposto, que me perdoe a esquerda pragmática,

impressiona o fato de pensadores de alto nível, como o Safatle,

darem linhas para esses jornais e revistas da Mídia Oligárquica.

Está na hora de parar de alimentar a Hidra do Pântano Midiático.

E que o Clã G.A.F.E. e seus fofoqueiros maledicentes de plantão,

junto com uma minoria apátrida de representantes da direita financista,

fiquem especulando uma forma inescrupulosa de destruir o Brasil,

enquanto a Nova Mídia, na qual se inclui este sítio Viomundo,

busca o aprimoramento da Democracia Participativa Brasileira.
.
.
Aliás, no tocante à vigente contradição entre o discurso e a prática,

o jornalista e historiador Gilberto Maringoni aborda com propriedade

esta relação ambígua com a Velha Mídia, em recente artigo aqui no Blog:

https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/gilberto-

Responder

    Antonio Nunes

    27 de dezembro de 2011 às 12h21

    Se o Sr não fosse tão parcial na sua análise, deveria estranhar igualmente este artigo ser postado aqui…

    as críticas contidas no artigo podem e DEVEM ser aplicadas a espaços como este, por exemplo, onde a oposição é satanizada e o Governo poupado!

    procure algum artigo aqui sobre a demissão de Carlos Lupi ou sobre as "palestras fantasmas" do Min Pimentel!

    Eis o incrível

    10 de agosto de 2012 às 19h05

    Coisa publicada no PIG cai como uma luva nos demais

leandro

22 de dezembro de 2011 às 13h42

Sei…e os montes de CPI's rejeitadas pela maioria que o governo detem no congresso? E podem acreditar, isso não da em nada porque o governo não quer que de. Telhado de vidro.

Responder

    @faltorpan

    22 de dezembro de 2011 às 15h56

    Como eu vejo, você está certo. Mas não vejo contradição entre o que você diz e o que o artigo diz. É isso mesmo! TODOS os telhados de vidro devem ser estilhaçados, os do PT e os do PSDB inclusive, os do governo federal e os dos governos estadual e municipal, da situação e da oposição. Não dá pra ser santinho de dia e cafetão de noite. Honestidade deve ser universal e a grande mídia não está sendo universal, você não concorda?

    Antonio Nunes

    27 de dezembro de 2011 às 12h18

    nem a grande midia e nem a "pequena" (os blogues progressistas por exemplo)…

    TODOS, sem exceção, são partidários, parciais e totalmente ASSIMÉTRICOS!

    a regra é simples e universal:

    defender a sua turma e atacar a turma dos outros!

Fabio_Passos

22 de dezembro de 2011 às 13h38

O maior inimigo da ética é o PIG.
São as organizações mais corruptas do Brasil: rede globo / quadrilha veja / estadão / fsp

A blindagem da mídia protegendo a roubalheira na Privataria Tucana é mais uma prova do mal que estas oligarquias decrépitas representam para o nosso país.

fhc e serra promoveram a maior rapina da história do Brasil… e civita, marinho, frias e mesquita são cúmplices dos crimes. É a mesma máfia.

Responder

    Morvan

    22 de dezembro de 2011 às 23h25

    Boa noite.

    Cem por cento perfeito, Fabio_Passos. Ao preferir a militância, substituindo os partidos constituídos, ao preferir a seletividade da sua "indignação" à isenção, a mídia, brasileira, co-partícipe e articuladora dos vários golpes que já houve, nem deveria tocar nesta palavra: ética.
    A ética, diferente do que tenta inculcar a direita brasileira, é universal. Dificilmente um cidadão russo vai considerar ético uma rede de televisão russa, servindo como exemplo, ser, ter ou substituir partido político e ser seletiva com relação à visão ideológica de A ou B; assim também funciona na Grécia, na França, ou em Timbuktu.
    Ética enviesada não é ética, é proselitismo.
    O PIG é prosélito; ético, jamais.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Fabio_Passos

    23 de dezembro de 2011 às 07h16

    O PIG é aliado da "elite" branca e rica.
    Na política… e na roubalheira.

Klaus

22 de dezembro de 2011 às 12h03

Vladimir Safatle sempre foi um exemplo de articulista que prezou em seus julgamentos morais a "imparcialidade" e a "simetria", como vê-se claramente em seu texto. O maior inimigo da moralidade não é parcialidade, mas sim a "falsa imparcialidade".

Responder

    Benjamin

    22 de dezembro de 2011 às 16h12

    Eu gostaria de ver a "simetria dos julgamentos morais" desse senhor Safatle em relação a ditaduras de esquerda. Vejamos se a veemência com que ele condenará (se é que condenará, a maioria da esquerda universitária,não só não condena, como ainda elogia) publica e expressamente atentados aos direitos humanos, censura e otras cositas más em regimes amigos da esquerda, como cuba, é a mesmo que ele aplica (com razão) à ditadura brasileira.

    Leider_Lincoln

    23 de dezembro de 2011 às 08h51

    Blá blá blá reinaldo azevedo blá blá blá ives gandra blá blá blá reinaldo azevedo blá blá blá olavo de carvalho blá blá blá reinaldo azevedo blá blá blá

    Leider_Lincoln

    23 de dezembro de 2011 às 11h38

    Já repararam no baixíssimo nível intelectual dos "gurus" da direita brasileira? Quando O.C. e R.A. discutem as teses de Gramsci o espetáculo parece-se muito com uma vara de porcos comendo salmão… E o pior de tudo são os trolls que eles produzem, ainda mais risíveis, por que os citam levando-os a sério. Já viram algum troll aqui usando algum argumento intelectual produzido por Antônio Cândido, Cláudio Lembo ou qualquer outro conservador inteligente brasileiro? Nunca! Usam apenas os vômitos intelectuais da legião de asnos que são os ídolos dos neocons brasileiros…

    Benjamin

    23 de dezembro de 2011 às 13h16

    Antônio Cândido, conservador? Essa é nova. Acho que nem ele sabe disso, só esse "intelequituau" do sertão sabe…

    Leider_Lincoln

    23 de dezembro de 2011 às 19h10

    Ô Richard, você não desencana de mim, não é? Coragem não tem não, mas a vontade de tagarelar é do tamanho do mundo! Sim, ele é conservador. Só que não é burro e daí, você não consegue entendê-lo, já que falam línguas diferentes, pois ele não zurra… Achou que para ser conservador tem de ser hidrófobo?
    Sei que não vai adiantar nada, você não deixará de ser burro nem deixará de ser covarde, mas tente entender o que eu disse com este poema aqui:

    [youtube 7agp0-rY6L4 http://www.youtube.com/watch?v=7agp0-rY6L4 youtube]

    Benjamin

    23 de dezembro de 2011 às 20h21

    Mais uma vez fazendo o patético papel de ostentar uma erudição que não possui. Foi o que lhe restou, pelo visto, mas essa foi feia, desmoralizante. Se o blog não tivesse bloqueado algumas respostas minhas, seria pior. Respostas com educação, diga-se, mas acho que eles ficaram com pena de vc…

    Leider_Lincoln

    25 de dezembro de 2011 às 19h50

    Mesmo que você não seja o R. S. (do que duvido, você já negou ser você mesmo outras vezes) é um rato da mesma estirpe, o que evidentemente, os torna equivalentes. Quanto ao fato de terem bloqueado "respostas" suas, isso já diz muito sobre o tipo de "homem" que você é. E eu seria muito tolo se perdesse meu tempo com tipos assim, não é?

    Benjamin

    27 de dezembro de 2011 às 09h48

    Mais tempo do que já perdeu nesse post? E mais, foi vc quem veio mexer comigo, rapaz. E se deu mal, com uma gafe memorável…Agora esse tal de R.S. deve ter sido muito duro com vc, hein? Quanta mágoa nesse coraçãozinho…

    Benjamin

    23 de dezembro de 2011 às 20h36

    Em tempo, garoto: você parece me tomar por outra pessoa, mas ainda que eu fosse esse aí, deixa de ser burro e verifique que foi você quem veio "encanar" em mim. Entrou de bicão na conversa e se deu mal.

    PS.: vamos ver se o blog deixa passar essa.

    Jairo_Beraldo

    25 de dezembro de 2011 às 19h39

    Viu, Leider_Lincoln, como a rançosa elite paulista trata a nós de Goiás? "intelequituau" do sertão … vai ver ele é uma biblioteca ambulante da mesquinharia direitista e atrasadinha …. ainda verei estes pau mandados de "cansados" de democracia se renderem aos progessistas ….

    luiz pinheiro

    25 de dezembro de 2011 às 20h27

    De novo? Pois tem resposta de novo: colocar no mesmo plano Antônio Cândido e Cláudio Lembo é desinformação. Chamar Antonio Candido de conservador inteligente idem.

    Benjamin

    23 de dezembro de 2011 às 13h10

    Que bonitinho, é um ewok?

    Fernando

    23 de dezembro de 2011 às 16h23

    A. Cândido é, e sempre foi de esquerda. Mas concordo com o amigo acima, a única coisa que esses gurus midiáticos da direita brasileira conseguem produzir é obscurantismo, escrotices e um legado de marionetes que apenas repetem por aí a mesma ladainha. Ás vezes, nem mesmo as próprias referências intelectuais de direita conhecem, cômico! Enfim, sou de esquerda e não tenho nenhum problema em afirmar que a URSS foi uma tragedia em muitos sentidos; que Cuba tem seus problemas também, mas tem muito mais democracia interna que a mídia e a direita acham. Em Cuba várias decisões são tomadas em âmbito local, através de democracia participativa em associações e cooperações de trabalhadores. Nesse sentido, a "simetria dos julgamentos morais" é necessária, e não poupo críticas aos dilemas do meu próprio espectro ideológico, mas, em compensação, o "julgamento" tem-se que ser não somente no âmbito institucional, mas também da participação política na sociedade civil, que, ao contrário de Cuba, no Brasil é quase nula.

    Leider_Lincoln

    23 de dezembro de 2011 às 20h24

    Penso estar havendo uma certa questão conceitual; não estou opondo direita x esquerda, mas conservadores x liberais. O paulistocentrismo de Antônio Cândido e sua profundidade muito mais clássica do que revolucionária creio serem o bastante para pô-lo no campo conservador, ao menos esteticamente… Mas é evidente que posso estar errado. Literatura não é a minha especialidade (pode-se notar)!

    Benjamin

    24 de dezembro de 2011 às 14h05

    Você tem alguma especialidade? Jura? Se você não dissesse ninguém jamais perceberia…

    Leider_Lincoln

    25 de dezembro de 2011 às 19h45

    Tenho sim, Richard. Agir como homem é uma delas! A sua pelo jeito é se esconder em pseudônimos, como sói acontecer aos ratos, né?

    luiz pinheiro

    25 de dezembro de 2011 às 20h24

    Antonio Candido no campo conservador? Camarada, voce não está apenas errado, voce está completamente errado.

    Leider_Lincoln

    26 de dezembro de 2011 às 09h27

    Estou mesmo. O fato é que, se por um lado ele é paulistocentrista em suas análises (e consigo pensar em pouca coisa mais conservadora que o paulistocentrismo), por outro no campo político ele é um progressista. Não há muitos conservadores inteligentes, basta ler os blogues e jornais que se destinam a este público, bem como os trolls que aqui habitam, então, levado por uma coisa que ouvi num seminário de letras já há alguns anos, disse uma bobabem. Que me perdoem o próprio Antônio Cândido, os petistas e os fãs dele, por descuido e ignorância, a gente que de um modo geral é tão obtusa e mentecapta!

    luiz pinheiro

    26 de dezembro de 2011 às 11h25

    Seu comentário, Leider, apenas revela a que ponto de irracionalidade é capaz de chegar o anti-petismo, além do mais repleto de adjetivos tolos. Recomendo entrar no google, digitar antonio candido. O primeiro post o mostra, do alto dos seus 90 e poucos anos, falando por dez minutos num ato público, em 2009, a favor da greve e contra a ocupação policial da USP. Ouça e depois repita, se puder, que Antonio Candido é "conservador". Garanto que voce não vai perder nada – a não ser preconceitos – se, depois disso, interessar-se pela leitura da vasta e profíqua obra deste que é um dos pensadores brasileiros mais importantes de todos os tempos.

    Leider_Lincoln

    27 de dezembro de 2011 às 09h48

    Meu caro, eu não sou anti-petista, não fale bobagens. Voto no Lula desde que tenho título de eleitor e nunca deixei de dar pelo menos dois votos nas eleições nacionais e estaduais ao PT. O sentido da palavra conservador que apliquei não foi o de "neoliberal", mas que coisa! Já expliquei para a Conceição a questão…

    Conceição Lemes

    26 de dezembro de 2011 às 12h23

    Leider, confesso que não entendi a sua crítica ao professor Antônio Cândido, que a mídia corporativa, por sinal, detesta. abs

    Leider_Lincoln

    27 de dezembro de 2011 às 09h43

    Tudo aconteceu num dia qualquer do início dos anos 2000. Quando estava terminado a faculdade. Houve um mês em que o departamento de letras do campus local da UFG organizou um seminário e, como gostava muito das discussões do curso, fui. Num determinado momento, o convidado especial, da USP, proferiu sua palestra e a impressão vívida que eu tive foi de que ele havia se surpreendido que em goiás se soubesse esquecer. Não sabia nada de Bernardo Élis ou de quaisquer escritores goianos e tratou Cora Coralina com absoluto desdém. Literatura, para ele, era a canonizada por Antônio Cândido, ou seja, a que os paulistas haviam conhecido.

    Benjamin

    27 de dezembro de 2011 às 18h04

    Até onde eu sei, em todos os lugares se sabe "esquecer"…

    Benjamin

    27 de dezembro de 2011 às 09h43

    Que vexame, o intelequituau do blog chutando e sendo pego no pulo… e que papo é esse de "a gente de um modo geral"? Nós quem, cara-pálida? Fale por si.

Pedro

22 de dezembro de 2011 às 11h10

Para além das falcatruas, acho que é preciso pensar o seguinte: se a Vale, por exemplo, está neste rolo, que seja devolvida ao governo. Senão, ficaremos apenas no jogo da grande mídia de que todo mundo é corrupto, coisa que serve muito à uma imprensa que foi sustentáculo dos assassinatos, torturas e desmandos da ditadura militar, mas não só.

Responder

    Klaus

    22 de dezembro de 2011 às 12h32

    Esta é uma sugestão que deve ser feita aos funcionários do Banco do Brasil. Vá ao sindicato dos bancários e faça esta sugestão.

    P.S. Leve seu segurança.

    @faltorpan

    22 de dezembro de 2011 às 16h28

    Ao ler o livro e ao tomar conhecimento da CPI do Banestado, fica evidente o papel que a Previ teve em quase todos esses casos de corrupção. Mas o fundo dos funcionários do Banco do Brasil não parece mostrar preferências partidárias: É capaz de corromper-se com qualquer "cliente". Investigue-se todo mundo que entra na ciranda, sem exceção.


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