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Diário da Resistência


Vivaldo Barbosa: Brasil precisa retornar ao trabalhismo e construir um projeto nacional para usufruir suas potencialidades
Política

Vivaldo Barbosa: Brasil precisa retornar ao trabalhismo e construir um projeto nacional para usufruir suas potencialidades


24/04/2022 - 18h44

O CAMINHO DO BRASIL

Por Vivaldo Barbosa*

A Rússia tem demonstrado poderio e capacidade bélica baseada em alta tecnologia que tem assombrado o mundo.

Mesmo que se considere guerra uma coisa deplorável e invasão de outro país inaceitável.

As armas utilizadas representam desenvolvimento de tecnologia elevada e os meios de transporte, por misseis, aviões e outros apetrechos, tanques e caminhões sofisticados contêm geração avançada das últimas tecnologias.

Tudo isto aconteceu em meio a severo bloqueio dos Estados unidos e países europeus há mais de década.

Agora, em meio ao bloqueio atual, mais severo ainda, a Rússia está a desafiar a própria moeda em que os Estados Unidos sustentaram seu Império por praticamente um século, o dólar.

Os russos reagiram ao bloqueio das suas reservas em moeda estrangeira, em grande volume, exigindo pagamento em sua moeda própria, o rublo, o que recompôs o valor intrínseco desta moeda, mantendo sua estabilidade monetária.

E mais: estão procurando criar moedas digitais que se baseiem na riqueza real, e não nas riquezas derivativas fabricadas pelos domínios dos mercados, nas bolsas, transações impostas, dependências criadas, pelo Império, enfim.

É preciso ter em conta que a Rússia foi destruída como País que se fez desde os anos 1920 por aquele beberrão do Yeltsin, que saiu a distribuir as empresas russas, como caixeiro barato do Império, para pessoas e grupos.

Mas havia uma nação anterior, uma economia, domínio de tecnologias e um povo forte e socialmente integrado, que havia recebido educação em todos os níveis e bem estar, que havia se imposto e derrotado a poderosa Alemanha.

E havia o Estado nacional estruturado que garantia e possibilitava a nação se manter de pé, apesar de destroçada.

Recuperaram o Estado em boa parte, reapossaram de suas riquezas básicas, o povo russo recompôs a sua história e voltou a se fazer presente no mundo. Com a consciência da sua soberania e dos seus interesses.

O mesmo pode se observar do que acontece com a China. Com a Revolução de 1949, liderava por Mao, o povo chinês recuperou sua autoestima, exerceu domínio sobre suas terras, voltou-se para a educação de sua gente, desde o nível de alfabetização, debruçou-se sobre tecnologia munido da ideia do desenvolvimento e bem estar de todos, e foram brotando as coisas feitos pelos chineses em todas as áreas, até despontar a grande economia que será a maior do mundo em breve, dizem.

Aliás, é preciso dizer que a economia americana se fez grandiosa e centro do Império no Século XX por que seguiu as diretrizes de Hamilton, seu primeiro Ministro da Fazenda, de proteger a economia nacional e não seguir as recomendações da Inglaterra que queria manter a economia americana secundária à Revolução Industrial inglesa.

Além disso, se jogaram na educação, gerando um conjunto das maiores escolas e universidades do mundo.

E nós aqui, neste Brasil?

Já estivemos neste caminho. O trabalhismo dotou o Brasil da legislação trabalhista e Previdência Social pública, nos conduziu no caminho do desenvolvimentismo para superar o atraso, com diversas estatais estratégicas, estruturou o Estado Nacional para o exercício da nossa soberania e domínio de nossas riquezas.

Avançamos com a Constituição de 1988 e com as políticas sociais de Lula e Dilma de superação da miséria e da pobreza e em áreas de ciências e universitária.

Com o ultraliberalismo de Collor e Fernando Henrique, o Brasil perde o rumo, até a Constituição foi mutilada.

Com o massacre que o País sofreu com impeachment da Dilma, processos contra Lula e sua prisão e a eleição de Bolsonaro, o Brasil encontra-se, hoje, irreconhecível como País que compreende seu papel e se posiciona no mundo na defesa dos seus interesses.

Até a área militar e de segurança nacional, que este governo diz tanto se preocupar, está em frangalhos.

É deplorável a situação do ITA, IME e áreas da Marinha, em comparação ao que já representaram para o Brasil na garantia da sua soberania e independência.

Dizem que do ITA saem, hoje, jovens para o mercado financeiro e não para trabalhar em nossos projetos estratégicos, já de resto inexistentes.

Os nossos equipamentos, de tão dependentes, não se manteriam sem parafusos importados.

Os inúmeros generais e outros oficiais no Governo andam atrás de cargos para si e familiares e não pensam estrategicamente o Brasil e as condições da segurança nacional.

Vê-se, hoje, que Collor e FHC, assim como Temer e Bolsonaro, não passaram de meros lobistas dos interesses estrangeiros: romperam com a velha sabedoria da política de substituição de importações, em que se importa só o necessário.

A agricultura, diante da nossa responsabilidade de alimentar nossa gente e ajudar no abastecimento do mundo, vive atraso e dependência a produtos e tecnologias estrangeiras de forma até vexaminosa.

Na área médica, não fomos capazes nem de produzir respiradouros para nossa gente desesperadamente necessitada diante do terrível quadro da covid.

Vivemos um atraso industrial deplorável nos últimos tempos, nós que nas décadas de 1940, 1950 e 1960 fomos o país que mais crescemos no mundo.

Comenta-se entre lúcidas cabeças no mundo que os países que desfrutarem de um povo alimentado e educado, dispuserem de grandes territórios e usufruírem riquezas naturais apreciáveis, especialmente em energia, e dispuserem de tecnologias avançadas, terão lugar de destaque nesse novo quadro que se desenvolve no mundo.

Tudo o que o Brasil dispõe e oferece. Diante da delicadeza da situação de petróleo e energia, no Brasil se procura destruir a Petrobras e privatizar a Eletrobras. Insanidade pura.

Precisamos da vontade política que o governo atual não dispõe, pois, acima de tudo, lhe falta capacidade, mas que o povo brasileiro está apontando.

As articulações políticas que se desenvolvem hoje em dia para possibilitar a mudança política que se anuncia, são necessárias e úteis.

As ideias lançadas são importantes. Mas não são suficientes para colocar o Brasil no seu lugar. Inclusive o projeto já apresentado pelo PT para discussão ajuda no debate, mas não é suficiente.

É preciso retornar ao trabalhismo, às linhas básicas em que melhor se fez até aqui e construir o projeto nacional que possibilite ao Brasil usufruir das suas potencialidades e se colocar no seu lugar efetivo no mundo.

Um lugar mais especial para nossa gente do que estar no orçamento.

*Vivaldo Barbosa foi deputado federal Constituinte e secretário da Justiça do governo Leonel Brizola, no RJ. É advogado e professor aposentado da UNIRIO.





9 comentários

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Zé Maria

25 de abril de 2022 às 21h49

Entrevista:

FLAVIO DINO, ex-Governador do Maranhão,
pré-Candidato ao Senado Federal pelo PSB.

“A posição do Ciro é tão ruim que não serve nem a ele,
pois não resulta em um ganho eleitoral e, ao mesmo
tempo, o faz perder a capacidade de seduzir uma parte
da sociedade”.
“Fica algo árido, hostil e sem necessidade.
Espero que em algum momento ele acorde
e corrija a sua posição política.”
“Ele jamais será uma alternativa para a direita.
O bolsonarista não vai buscar o Ciro.
Se ele [o eleitor bolsonarista] tem o Bolsonaro
verdadeiro, por que voltará no Bolsonaro falso?“

No Canal da CartaCapital:

https://youtu.be/zvnhgQ4CkRQ

https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/dino-critica-ciro-por-ataques-a-lula-ele-jamais-sera-uma-alternativa-para-a-direita/

Responder

Zé Maria

25 de abril de 2022 às 19h19

Situando historicamente uma Reportagem do G1.Globo.

https://s2.glbimg.com/wntoWjyL8gvUwgQz6zJADvqnCZM=/0x0:1986×1064/1008×0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/t/L/dG8Oa7Q4OksW2XLjE8fA/9mo1n-mobilidade-social-emperrada-1-.png

Brasil empobrece em 10 anos
[da tentativa de Golpe em 2013
em diante] e tem mais da metade
dos domicílios nas classes D e E.

Levantamento da consultoria Tendências
mostra que 37,7 milhões de domicílios compõem
a base social [a Camada Mais Pobre] do País neste ano,
com uma renda [familiar] mensal de até R$ 2,8 mil.

Nesse levantamento de 10 anos, a piora da mobilidade social
[queda da Renda dos Trabalhadores] mostra um importante revés [retrocesso] para o Brasil.

Desde o início dos anos 2000 [do Governo LULA em 2003]
até meados da década passada [até o Golpe de 2016],
o país viu o fortalecimento da classe C e parecia, enfim,
se consolidar como uma economia de classe média
– em 2004, 64% dos domicílios integravam as classes D e E, enquanto 22,4% pertenciam ao grupo da classe C.
[Já em 2012, no Primeiro Mandato da Presidente Dilma (PT),
depois dos Dois Mandatos do Presidente LULA (PT)],
a Classe C havia crescido 10 pontos percentuais, representando 32,6% ou quase 1/3 (um terço) dos Domicílios
do Brasil; e as Classes Mais Pobres (D e E) representavam menos da metade do total, caindo para 48,7% do total de domicílios do País.]

Mas a recessão observada entre 2014 e 2016 [depois do Primeiro Mandato da Presidente Dilma Rousseff (PT)] e
os efeitos econômicos [causados pelos desgovernos
Neoliberais de Temer e Bolsonaro] detonados pela
[Péssima Gestão da] pandemia de coronavírus
interromperam esse processo.

“A crise [O Processo de Golpe de Estado] do biênio 2015 e 2016
[incluindo a quebra das empresas de engenharia nacionais
e o desmonte do Sistema Petrobras efetuados pela Operação Lava-Jato] provocou efeitos negativos na mobilidade social [Efeitos Negativos no Emprego e na Renda da População Assalariada].

Houve a ampliação das classes D e E [dos Pobres] e
o enxugamento da classe média”, afirma Lucas Assis, economista da Tendências.
“O quadro já não era tão favorável [no desgoverno Temer],
e a [Incompetência no Gerenciamento Governamental da] pandemia ampliou ainda mais as desigualdades.”

Em 2021, com o agravamento da crise sanitária,
a fatia de domicílios nas classes D e E [Mais Pobres]
chegou a 51,6% [Mais da Metade dos Domicílios].

Vida já foi melhor
No melhor momento [no Governo do PT],
o casal Steffany Aparecida Neves Prado,
de 30 anos, e Juliano Prado Silva, de 31,
chegou a ter uma renda conjunta mensal
superior a R$ 3 mil.
Ele trabalhava com o pai, como auxiliar
de marceneiro, e ela era vendedora numa
loja de roupas.

Hoje, o cenário é completamente diferente.
Desempregados, os dois vivem de bicos.
Juntos, conseguem uma renda mensal
de R$ 400 [um Terço (1/3) do Salário Mínimo].

“Quando aparece um bico, a gente vai correndo”,
diz Steffany, que hoje faz faxina num consultório
odontológico.

“Eu posso falar que a nossa vida já esteve melhor,
bem melhor.
A gente já teve carro e tudo dentro de casa.
Hoje, estamos sem geladeira.
Vivemos de doação de cesta básica”, afirma.

Os dois moram na Freguesia do Ó, zona norte
de São Paulo, e são pais de três casais de gêmeos.
Por dia, gastam um quilo de arroz e um quilo de
feijão para alimentar toda a família.

“O dinheiro do bico vai para comprar arroz, feijão,
mistura, essas coisas baratas.
Faz tempo que não entra carne dentro de casa.
Se for comprar um quilo de carne, vou deixar R$ 100
no mercado”, diz ela.

Com uma renda baixa, a família de Steffany
vai acumulando dívidas – o atraso na conta
de luz já soma cerca de R$ 9 mil.

“Não pago aluguel porque moro na casa
da minha sogra e não tenho como pagar
outras contas.
A internet também está cortada.”

Sem renda fixa
Na Brasilândia, zona norte de São Paulo, a
cabelereira Janaina Alves de Sousa, de 32 anos,
também sentiu uma piora na qualidade de vida
nos últimos anos [no desgoverno Bolsonaro].
Sem conseguir um emprego formal há três anos,
vive do seu trabalho como trancista e, num bom
mês, consegue uma renda de R$ 700 [pouco mais
da Metade de um Salário Mínimo].

“Eu não tenho um valor fixo do meu trabalho.
Depende muito da procura das clientes.
Tem mês que eu consigo fazer dois, três cabelos.
Tem mês que eu só faço um”, diz Janaina,
que tem um filho de 10 anos e mora de aluguel.
No fim de janeiro, ela deve ter um alívio no
orçamento ao receber a parcela do Auxílio
Brasil [Bolsa-Família, Programa Social criado
no Governo LULA (PT)].

“Quando eu tenho um bom mês no trabalho,
consigo pagar o meu aluguel e as contas de água
e luz”, afirma Janaina.
“Em janeiro, já paguei tudo.
Agora, vem fevereiro e estou juntando dinheiro
para pagar as contas do próximo mês.”

Antes de atuar como cabelereira [sic], Janaina
trabalhou com carteira assinada e chegou
a ganhar um salário líquido de R$ 1,1 mil,
além dos benefícios.
Com a queda na renda, precisou parar a
faculdade de pedagogia porque não conseguiu
mais pagar as parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) [criado no Governo LULA (PT)].

“Sem o Fies, eu não consigo voltar para a faculdade.
Eu fui tentar fazer uma negociação, mas só querem
o valor à vista.”

O que explica a fragilidade
Uma combinação de fatores leva a população
mais pobre a sofrer com as sucessivas crises
econômicas [de governos neoliberais].

A informalidade é muito mais comum nas
classes D e E e, portanto, elas têm uma
renda bastante volátil.
Na pandemia, os informais foram um
dos grupos mais afetados com o fechamento
de serviços e comércios para evitar a propagação
da doença e, consequentemente, não colapsar
os hospitais.
“Em períodos de crise, essas famílias têm dificuldade
em gerar renda, o que foi amplificado nos momentos
de lockdowns [Mentira! Já havia desemprego recorde
antes da Pandemia].
A renda dessas classes é uma renda da rua, de quem
trabalha como conta própria”, afirma Maurício Prado,
diretor da consultoria Plano CDE.

As famílias mais pobres moram em áreas muito periféricas das cidades.
Dessa forma, surgem entraves diários para essa população ter acesso à renda e ao trabalho, problemas que também foram amplificados durante a crise sanitária.
Os domicílios das classes D e E costumam ser compostos
por muitos integrantes, sendo apenas uma pessoa a responsável
por trazer alguma renda.

“Uma grande parcela dessa população é composta por
famílias com vários moradores na casa e poucos geradores
de renda, ainda mais em famílias com filhos pequenos e
monoparentais – mora a mãe com os filhos pequenos, por
exemplo”, diz Prado.

“A pobreza é multidimensional. Tem várias dimensões:
além da falta uma renda, envolve habitação precária,
problema de saúde, a escolaridade baixa”, acrescenta.
[Guedes e Bolsonaro acabaram com o Programa
Habitacional “Minha Casa, Minha Vida” criado pelo PT;
tentaram extinguir o SUS – que sempre foi valorizado
nos Governos de LULA e Dilma (ambos do PT);
e só se viu Incompetência e Corrupção no MEC.]

[ Reportagem: Luiz Guilherme Gerbelli ]:
g1.globo.com/economia/noticia/2022/01/23/brasil-empobrece-em-10-anos-e-tem-mais-da-metade-dos-domicilios-nas-classes-d-e-e.ghtml

Responder

    Zé Maria

    25 de abril de 2022 às 19h28

    Detalhe

    Nas Enquetes Eleitorais, o melhor desempenho
    de Bolsonaro é nas Classes A e B (Mais Ricos);
    LULA se sai muito Melhor nas Classes D e E
    e vai bem na Classe C. E Lula lidera em todas.

    Zé Maria

    25 de abril de 2022 às 19h50

    Detalhe

    Nas Enquetes Eleitorais, o melhor desempenho
    de Bolsonaro é nas Classes A e B (Mais Ricos);
    LULA se sai muito Melhor nas Classes D e E
    e vai bem na Classe C. E Lula lidera em todas.

    https://pt.org.br/golpe-e-bolsonaro-jogaram-o-povo-na-miseria/

    Zé Maria

    25 de abril de 2022 às 19h57

    .
    .
    Golpe e Bolsonaro Jogaram o Povo na Miséria

    Mais da Metade da População continuará
    entre Classes Mais Pobres ao Fim do ‘Mandato’
    de Bolsonaro, aponta Levantamento.

    Há 10 Anos, o País Vivia Maior
    Ascensão Social da História

    Desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a integração de políticas sociais, estímulo a investimentos e políticas econômicas gerou um movimento de ascensão social no país que levou ao crescimento e fortalecimento da classe média. De 2002 a 2015, o aumento real do salário mínimo (acima da inflação) foi de 76,54%.

    Programas como o Bolsa Família e maior acesso a crédito estimularam o consumo de segmentos historicamente marginalizados, alimentando a roda de geração de emprego e renda. Em 2011, a classe média (renda familiar de R$ 2.971,37 a R$ 7.202,57) correspondia a 54% da população, conforme dados do Instituto Locomotiva.

    Ao fim do primeiro mandato de Dilma Rousseff, em 2014, a participação dos salários no Produto Interno Bruto (PIB) bateu recorde (43,5%), iniciando uma escalada. Em 2015, alavancada pela inédita situação de pleno emprego e reajustes acima da inflação para a grande maioria das categorias atingida no ano anterior, a participação salarial no PIB subiu ainda mais, para 44,6%, atingindo o novo pico histórico em 2016: 44,7%.

    Após as crises das pautas-bomba em 2015 e o afastamento da presidenta legítima em 2016, a regra do teto de gastos, a “reforma” trabalhista e os desmontes da Petrobras e outras estatais relevantes reverteram a curva e lançaram o Brasil no retrocesso do desemprego e da queda da renda agravada pelo descontrole inflacionário. O aumento dos juros pelo Banco Central (BC) “independente” do ministro-banqueiro Paulo Guedes completa o quadro de desolação que trava a economia e mantém o desemprego alto.

    Desde que começou a compilar dados sobre o poder de compra no país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nunca havia registrado um valor tão baixo quanto o do trimestre de setembro a novembro de 2021. A renda média no período caiu a R$ 2.444 por mês — valor 11,25% inferior ao do trimestre anterior.

    A queda na renda empurrou quase 5 milhões de brasileiros para abaixo da linha da pobreza. Trabalhadores de educação e saúde sofreram as maiores perdas. Nesta sexta-feira (29), o instituto divulgará sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua mais recente, mas a perspectiva é de estagnação no mercado de trabalho.

    “A classe C, que tinha melhorado de vida, vem sofrendo muito nos últimos anos. Primeiro com a recessão e depois na pandemia. Com o desemprego e a perda da renda, mas principalmente por perder conquistas que já tinham tido. Perder dói muito mais do que deixar de ganhar”, lembrou o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, no Valor, há algumas semanas.

    https://pt.org.br/golpe-e-bolsonaro-jogaram-o-povo-na-miseria/

Zé Maria

24 de abril de 2022 às 20h14

O Militarismo Bolsonarista somado ao Guedismo de Mercado
deixaram a Classe Trabalhadora com Duas Alternativas, apenas:
Ou ficar com a Porcaria que está aí ou o Retorno ao Trabalhismo.

Responder

    Zé Maria

    24 de abril de 2022 às 22h07

    “Até na Sapucai, no desfile do carnaval do Rio,
    ficou claro que quem o povo quer é Lula.
    Enquanto os ricos, nos camarotes eram contra Lula,
    as arquibancadas estavam no Fora Bolsonaro e Lula lá!
    O povo está sofrendo e sabe quem pode lhe tirar do aperto.”

    https://twitter.com/Gleisi/status/1517880014749974529

    Zé Maria

    25 de abril de 2022 às 17h43

    “As pesquisas, as manifestações populares
    e a onda de esperança deixa os canalhas
    preocupados com o fim da ‘mamata’.
    A cada dia que passa, fica mais evidente
    que este desgoverno será derrotado.

    A história registrará na lata do lixo,
    os que atentam contra a democracia.”

    Paulo Pimenta (PT=RS)
    https://twitter.com/DeputadoFederal/status/1518664010828288010

    Zé Maria

    25 de abril de 2022 às 21h03

    Enquete IPESPE:

    DE CADA 10 ELEITORES BRASILEIROS,
    6 NÃO VOTAM EM JAIR BOLSONARO
    DE JEITO NENHUM [!]

    61% dos eleitores brasileiros dizem que não votariam
    em Jair Bolsonaro (PL) de jeito nenhum, se a eleição
    fosse hoje.

    O dado é da mais recente pesquisa Ipespe, divulgada
    nesta sexta-feira, e encomendada pela XP Investimentos.
    João Dória (PSDB) aparece com 55% em rejeição,
    seguido de Ciro Gomes (PDT) com 44%.
    Lula aparece com 42% de rejeição.

    De acordo com a enquete, o pré-candidato Luiz Inácio
    LULA da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 45% [+1]
    das intenções de voto.
    Bolsonaro aparece no segundo lugar, com 31% [+1].

    Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 8%;
    João Doria (PSDB), com 3%, e André Janones (Avante)
    e Simone Tebet (MDB), ambos com 2%.
    Felipe d’Avila (Novo), Eymael (DC), e Vera Lúcia (PSTU)
    não pontuaram.
    Brancos e nulos totalizariam 7% e aqueles que não sabem
    ou não responderam chegam a 2% do total.

    A soma dos seus adversários alcança 46%.
    Com isso, Lula fica a um ponto percentual de alcançar
    a vitória já no primeiro turno, segundo o Ipespe.

    44% do eleitorado votaria em Lula com certeza e
    outros 30% votariam com certeza em Bolsonaro.

    Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados
    não recebem uma lista prévia de nomes de candidatos, LULA também aparece na liderança, com 38% [+2]
    dos votos.
    Bolsonaro tem 28% [+1].

    IPESPE
    ESPONTÂNEA

    LULA (PT): 38%
    Bolsonaro (PL): 28%
    Ciro (PDT): 4%
    Doria (PSDB): 1%
    Moro (União Brasil): 1%
    Tebet (MDB): 1%
    Janones (Avante): 1%
    Nenhum/não iria votar/branco/nulo: 7%
    Não sabe/não respondeu: 19%
    LULA NO 1º TURNO!]

    Para a pesquisa, o instituto entrou em contato, por telefone,
    com 1.000 eleitores entre os dias 18 e 20 de abril.
    A margem de erro é de 3,2%.

    (Fontes: Mídia Ninja e UOL)

    https://midianinja.org/news/61-dos-eleitores-nao-votam-em-bolsonaro-de-jeito-nenhum-aponta-xpipespe/


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