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Vermelho: Nova classe média brasileira ainda vive em favelas e cortiços


31/08/2011 - 16h15

30 de Agosto de 2011 – 20h13

Nova “classe média” do Brasil fica na faixa da pobreza francesa

do Vermelho

Estudo divulgado hoje pelas agências de notícias informa que a crise econômica arrastou milhões de franceses para a faixa de pobreza. O número de pobres sobe a 8,2 milhões, ou 13% da população. Mas é bom notar que os critérios sociológicos daquele país divergem dos usados no Brasil. Aquilo que por aqui o pensamento dominante chama de classe média emergente ou nova classe média não seria mais do que um pobre na França.

Os franceses consideram pobre o cidadão que ganha menos de 954 euros por mês, o que equivale, ao câmbio atual, a cerca de R$ 2,2 mil. Já por aqui, uma família com renda mensal superior a R$ 1.126,00 ultrapassa a linha de pobreza e é classificada como classe média pelos critérios usados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), largamente difundidos.

Classe média favelada

Apesar das diferenças relacionadas ao custo de vida, o critério usado pelos franceses está muito mais próximo da verdade e a situação de um pobre naquele país europeu parece mais confortável com que a de um “classe média” emergente do Brasil. Até mesmo porque os franceses não têm de pagar por serviços de saúde de qualidade (é gratuito) e recebem subsídios para o aluguel.

Na capital de São Paulo, uma família da classe média emergente não teria renda para alugar um apartamento de dois quartos, que (estimando por baixo) não sai por menos de R$ 1 mil. Não é de estranhar, por isto, que muitos membros da nova “classe média” continuem morando em favelas e cortiços.

Conceito falso

O conceito de classe média que orienta os institutos de pesquisas e prevalece nos meios de comunicação é fundamentalmente falso e serve a propósitos ideológicos conservadores. Ele obscurece o fato de que a mobilidade social dos pobres verificada desde 2002 ocorreu principalmente pela incorporação, durante os governos Lula, de milhões de trabalhadores desempregados às atividades produtivas, bem como o aumento da massa salarial e dos salários, começando pelo mínimo.

Estima-se em cerca de 15 milhões o número de novos postos de trabalho formais gerados entre 2002 a 2010, derrubando a taxa de desemprego aberto nas seis maiores regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) dos 13% de 2003 para 6,5% em 2011, de acordo com o IBGE.

Mas a julgar pelo conceito dominante, que divide as classes por faixas de renda (A, B, C, D e E), não existe o que chamamos de classe trabalhadora ou proletariado; tampouco há lugar para a classe capitalista ou burguesia. A sociedade seria composta apenas por pobres e classes médias.

Classe trabalhadora

A mobilidade social significou, essencialmente, um movimento no interior da classe trabalhadora. Se julgarmos a realidade pelos critérios marxistas, que diverge radicalmente das concepções dominantes, o que vem sendo chamado de “nova classe média” na verdade é a classe trabalhadora, que vive da venda de sua força de trabalho, submete-se à exploração capitalista e ganha salários que cresceram nos últimos anos mas ainda permanecem em níveis miseráveis. Cerca de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras recebem até três salários mínimos no Brasil.

O retrato que Ary Barroso fez da situação da força de trabalho brasileira no belo samba intulado Falta um zero no meu ordenado, composto em parceria com o grande flautista e parceiro de Pixinguinha, Benedito Lacerda, data de 1947 mas ainda não perdeu atualidade. Confira a letra abaixo:

Trabalho como louco
Mas ganho muito pouco
Por isso eu vivo sempre atrapalhado
Fazendo faxina
Comendo no “China”
Tá faltando um zero no meu ordenado

Tá faltando um zero
No meu ordenado
Tá faltando sola no meu sapato
Somente o retrato
Da rainha do meu samba
É que me consola
Nesta corda bamba

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



106 comentários

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Davi Rossi

26 de setembro de 2012 às 11h11

Não importa qual governante ou partido esteja a frente do poder… O sistema capitalista vive da miséria alheia… Para que uns vivam em absoluta riqueza a maioria tem que viver em absoluta miséria. Salvo alguns países onde ha uma distribuição de renda melhor como os países de 1º mundo e mesmo assim existe a desigualdade social, ela e só e mais amena. A sociologia explica tudo. Então não existe solução, a única solução e se educar, educar os filhos e traçar uma estratégia de vida, onde você consiga viver com conforto e em paz. O resto e tudo balela. O mundo sofre por falta de fundamentos e medo da verdade. Um exemplo, porque não existe um plano real de controle de natalidade o que seria umas das soluções, alem de ensino de qualidade, justa distribuição de renda entre outros. Porque o pai de família honesto aceita trabalhar por pouco e ficar na mao de contratantes exploradores, pois ele que garantir o pão de cada dia dos seus dependentes. Tudo tem um porque o crescimento desordenado tem suas vantagens para a elite.

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Laurindo Lalo Leal: Internet assusta os poderosos « Cirandeiras

18 de setembro de 2011 às 06h27

[…] Vermelho: Nova classe média ainda vive em favelas e cortiços […]

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O sucesso da Marcha contra a Corrupção em Brasília | Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de setembro de 2011 às 14h03

[…] Vermelho: Nova classe média ainda vive em favelas e cortiços   […]

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Carta Maior: Começa o debate sobre o marco regulatório | Viomundo - O que você não vê na mídia

03 de setembro de 2011 às 12h45

[…] Vermelho: Nova classe média brasileira ainda vive em favelas e cortiços Mobilidade social é isso aí […]

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Dante

02 de setembro de 2011 às 15h27

Sugiro a todos a leitura do recém e excelente livro organizado pelo sociólogo Jessé Souza a respeito deste debate.
O livro é:Os Batalhadores Brasileiros: Nova Classe Média Ou Classe Trabalhadora

Responder

eunice

02 de setembro de 2011 às 12h42

Se todos os jornalistas brasileiros tivessem a instrução básica de Azenha, nem precisariam ter sua Cultura.

Responder

eunice

02 de setembro de 2011 às 12h41

1) 90% das pessoas residentes em metrópoles no Brasil são faveladas, inclusivemente, devido à baixa qualidade da engenharia antiga que assinava qualquer coisa. Espero que a Nova Enegenharia não esteja fazendo o mesmo com o PAC: Casas sem janela decente, sem vetilação decente, sem caixa seca, cheias de fungos, sem luz., com paredes finas, com amianto no teto.
2) Some-se: quilômetros sem transporte para se chegar a uma escola ou ao trabalho. Falta de comida correta. Falta de direitos básicos. Falta total de educação pelo estado ( basta ver o número de pessoas que bocejam e nos deixam ver a sua úvula.

Responder

ALEX

02 de setembro de 2011 às 12h13

ODORICO PARAGUAÇU ESTÁ VIVO:
VENDO E COMPRO MEU PRÓPRIO TERRENO

Matheus Pichonelli – Carta Capital

2 de setembro de 2011 às 11:13h

À sombra do escândalo em Campinas, prefeito neoaliado de Temer coleciona obras estranhas na vizinha Indaiatuba: vai desapropriar 'buraco' que pertence a ele mesmo. Reinaldo Nogueira, o mais novo aliado do vice-presidente Michel Temer (PMDB) é um prefeito que está prestes a vender, para a própria prefeitura, um “buraco” de 9.967 metros quadrados, em Indaiatuba, que ele mesmo adquiriu dias após a sua eleição.

Em novembro de 2008, o então candidato adquiriu na companhia do irmão – o deputado estadual Rogério Lopes (PDT) –, dois terrenos (glebas) abandonados da cidade por R$ 149,3 mil e R$ 75 mil reais. Com pouco mais de três meses de mandato, Nogueira prefeito tenta garantir a Nogueira empresário uma bela grana: propôs duas ações de desapropriação que chegam a perto de R$ 2 milhões. Ou seja, quase 10 vezes mais.
O caso, aparentemente pitoresco, é um exemplo de como interesses públicos e privados se misturam na região metropolitana de Campinas, uma das mais ricas do País e hoje palco de escândalos políticos e ações policiais. É ali que o vice-presidente acaba de montar sua nova trincheira para 2012.
Aos 43 anos, em seu terceiro mandado, Nogueira caminha para a reeleição em 2012 e, ao lado de Temer, vislumbra voos mais altos. Conta, para isso, com o apoio de 11 dos 12 vereadores da cidade e uma máquina eficiente de arrecadação que lhe permite certas excentricidades. A venda do “buraco” é, talvez, a mais simbólica
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_ca

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Roseane

02 de setembro de 2011 às 11h58

A única coisa que sei é que temos um projeto aprovado junto ao CDHU, onde o terreno tem dono, portanto com todos os documentos pertinentes em dia e o KASSAB aos poucos foi tomando nossa área, primeiro preservação (COMEU 80% DA ÁREA) sobraram 20%, de 10% ele fez um piscinão e o outro s 10% onde ainda temos condições de implantar nosso projeto, o KASSAB divulgou que irá fazer um PARQUE… Doou R$ 480 milhões de reais ao Corinthians e deixa os paulistanos sem casa… Do vermelho o povo irá para o negro…AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDOOOOOOO… LIBERA KASSAB NOSSA ÁREA…

Responder

silvio

01 de setembro de 2011 às 23h44

É PIADA DESSE GOVERNO MEDIOCRE E MENTIROSO. CLASSE MÉDIA GANHANDO 1.200 REAIS. ACORDA BRASIL!!! BASTA!!! FORA COM O PT E SEUS ASSECLAS!!!!

Responder

    M.S. Romares

    02 de setembro de 2011 às 00h16

    Mais uma reinaldete perdida por aqui…

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 15h47

    Vixe, tá faltando gardenal nas farmácias?

    Também, com tanta reaça hidrófobo, haja remédio, né?

    Val

    07 de janeiro de 2012 às 05h54

    Acho curioso nao informarem o valor maximo de ganhos da classe A, exemplo: Classe C R$ 1.064 a R$ 4.591, CLASSE A e B acima de 4.591…

    Quanto ao governo do PT, estao fazendo propaganda exagerada, mas foi devido ao aumento do salario minimo, bolsa familia, ingresso de outros membros da famila no mercado de trabalho, que aumentou a renda dessas familias. Concordo que renda ainda é muito baixa.

Pedro

01 de setembro de 2011 às 21h28

Camarada, creio que o samba seja de Wilson Batista… é o que o pessoal costuma falar lá na roda…
Abraço!

Responder

Operante Livre

01 de setembro de 2011 às 19h03

Dentro em breve teremos norteamericanos querendo viver em nossas favelas.
Já tem uma porção de estrangeiros vindo trabalhar aqui.
Vocês acreditam que é tudo porque não tem mão de obra qualificada no Brasil?
Eu não engulo essa. O que está ocorrendo é uma migração de desempregados do primeiro mundo para viver em "nossas favelas". As deles estão sem ajuda de seus governos.
O que dirão os desqualificadores dos avanços?

Responder

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h05

    Em viagem ao Rio, mês passado, conversando com amigos, fiquei sabendo que já tem gringo morando em favelas pacificadas. Americanos e europeus.

    E também que outros estrangeiros querem comprar casas em favelas como o Vidigal, por exemplo. Pois acham a vista maravilhosa.

Pietro

01 de setembro de 2011 às 12h58

o FHC saiu do poder há 9 anos. Já deu para comemorar o suficiente. Agora é hora do PT melhorar a condição de moradia da população sem ter que referenciar ogoverno anterior.

Responder

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h08

    Quem está comparando aqui não é o governo, caro. Foi uma discussão proposta por um post, com avaliações um tanto exageradas e sofismas, em minha opinião, que provocou a invasão por parte de reaças viúvas de FHC e de seu desastre de governo, o que atiçou o debate.

Almerindo

01 de setembro de 2011 às 11h17

Como várias pessoas disseram abaixo, é pouco, mas já é o começo, e dada a característica voraz dos ricos de nosso sofrido país, acho que já avançamos MUITO… A luta é extremamente difícil, mas de degrau em degrau estamos melhorando. Na época do Fernando Henrique estávamos MUITO pior. Alegremo-nos então!

Responder

EUNAOSABIA

01 de setembro de 2011 às 09h08

Azenha, chamar um ex-presidente da república, eleito pelo povo brasileiro duas vezes em primeiro turno, um homem que é reconhecido no mundo todo por sua intelectualidade, pode entrar nas melhores universidades do mundo a hora que desejar, foi convidado inclusive e não aceitou, o homem que é amplamente reconhecido como a pessoa que mudou o Brasil do ponto de vista das bases econômicas, sendo Lula seu mero continuador, quer vocês queiram ou não, chamar um ex-presidente de: """FDP""…. e o cara ainda complementa, "digo FHC", pode??? esse FDP seria o quê???? quando eu chamo alguns aqui de "a soldo" todo mundo sabe que é uma referência ao peleguismo que impera nesse país na era do governo do PT e de Lula…UNE pelega, CUT pelega, MST, e todo o resto…

Mas me diga… chamar um ex-presidente da república de "FDP", pode??? e chamar alguns aqui de "a soldo" , não pode??? é só mesmo pra saber….

Eu leio muitas ofensas por aqui a FHC e Serra… tem um que acho que é ""porra serra" não tenho certeza, quer dizer, isso pode??? tudo bem o Blog é seu, é só mesmo pra saber…. aguardo…

Outra, sabe esse mesmo senhor indignado??? eu não tenho certeza absoluta se foi ele, ou se foi aquele outro que usa um óculos de soldador, foi um dos dois, ambos se parecem, era um domingo, do nada e sem motivo aparente ele tascou: "Serra é um pilantra"" seco… isso foi publicado… fiquei me perguntando, em quê isso contribui para o debate??? e foi publicado depois de lido por alguém….

Não quero lhe pautar, nem poderia e nem seria o caso, faço essa ressalva com o intuito de levantar essa questão… faz tempo que eu leio muitas ofensas aqui, todas publicadas, e todas dirigidas ao PSDB, ou a seus integrantes…. é só mesmo pra saber… é aquele história… pau que dá em chico…. seria interessante fazer essa reflexão.

Gostei dessa postagem da classe média que na verdade não existe, não passam de consumistas iludidos com um bolha de crédito prestes a estourar junto com a crise fiscal que já nos bate à porta.

Abraços… admiro seus comentários…

Vamos adiante…

Responder

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 10h30

    Veja, EUNAOSABIA, tb discordo bastante de tudo aquilo que falam aqui no Blog, acho que as mudanças estão muito lentas… Mas quem conhece tudo o que fez e não fez o $erra pode sim afirmar que ele é um @#%@¨#. Esse cara ajudou a destruir a educação das crianças aqui em SP, tudo o que destrói. Ele fez por merecer, apesar de eu não gostar de dizer essas coisas.

    EUNAOSABIA

    02 de setembro de 2011 às 11h43

    @#%@¨#. pra você e pro partido que vocêa apoia também, por isso não ganham nada aqui, vocês pregam o ódio.

    Fran

    02 de setembro de 2011 às 15h32

    isso é piada né??que eu lembre o sr Arthur Virgilo insinuou que iria dar uma surra no Lula, literalmente .Isso ai o q é?Incentivo a paz?Ora nos poupe com seu choro neoliberal.Por isso q SP ta do jeito q ta,daqui a pouco perde lugar lugar pra algum estado do nordeste já pensou?sua cama sera pouco pra vc chorar a decadência tucana,rs

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 15h44

    Noossa. Calma reaça barriga-verde.

    Aprenda aconviver com quem não concorda com você.

    Sei que é difícil pra gente da direita como você, adoradores de golpistas e preconceituosos e egoístas como ninguém.

    Mas, se tu não sabias, as coisas mudaram.

    Vá tomar seu gardenal que tá na hora.

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 20h05

    Fique pra vc o seu xingamento. Não o aceito.

JOSE DANTAS

01 de setembro de 2011 às 07h12

"Conceito falso: Ele obscurece o fato de que a mobilidade social dos pobres verificada desde 2002 ocorreu principalmente pela incorporação, durante os governos Lula, de milhões de trabalhadores desempregados às atividades produtivas, bem como o aumento da massa salarial e dos salários, começando pelo mínimo."

Afinal como esse conceito pode ser falso? Num país em que a maioria passava fome, além de morar em barraco e viver batendo de porta em porta procurando emprego?

"tampouco há lugar para a classe capitalista ou burguesia." "na verdade é a classe trabalhadora, que vive da venda de sua força de trabalho, submete-se à exploração capitalista ". Meu caro Azenha, confesso que não entendo e nem concordo: Afinal essa classe trabalhadora é explorada por quem, já que capitalistas não existem no Brasil?

Responder

Roberto Locatelli

01 de setembro de 2011 às 07h06

Azenha. O EUNAOSABIA nos acusa de comentarmos "a soldo". Isso constitui calúnia e difamação. Lamentável que o comentáio tenha sido aceito e esteja ali, no alto da página, como uma ofensa a todos nós.

Responder

    leandro

    01 de setembro de 2011 às 09h09

    Voce queria o que? Que censurassem o comentario dele? É essa a noção de democracia que querem para o pais? Se não falarem o que eu quero, então proibam de falar….

    luiz pinheiro

    02 de setembro de 2011 às 15h19

    Confessa logo, Leandro, voce tá levando propina tucana para fazer esses comentários mentirosos que voce faz por aqui.

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 15h46

    Vamos por as coisas no lugar, leandro.

    Quem adora censura são vocês, turma da direitazinha brasileira.

    E quem age, e sempre agiu, a soldo, também é a tchurma da elite cheirosa.

    leandro

    01 de setembro de 2011 às 09h28

    Só rindo….agora querem censurar o EUNAOSABIA, o blog tá cada dia mais chapa branca..não é lugar de debate, é lugar para propaganda do governo. Quantas vezes já ofenderam ele e ninguem protestou? É a demo-cracia petista. Isso que é a tal de "ley dos medios", só publiquem elogios eu fechem as portas.

Clovis

01 de setembro de 2011 às 07h01

Tendo em vista que os coronéis saquearam o Brasil por tantos anos, até que o Brasil esta bem, se o Lula não tivesse feito o que fez estaríamos muito pior, temos que ver o tamanho da França e o tamanho do Brasil. Não se pode dormir uma noite em um país pobre e acordar neste mesmo país pela manhã e velo rico com todos coçando o saco na beira da praia. O trabalho é árduo e duradouro, não se pode deixar os entreguistas e baba-ovo de americano impor sua burrice de governo no Brasil, por pena ai sim de irmos todos para o esgoto que corre no rio Tietê da Grande e saqueada pelos tucanos, Sumpaulo. Visite artes em http://www.artesclovis.blogspot.com

Responder

Operante Livre

01 de setembro de 2011 às 06h44

Criticar para apontar onde melhorar mais, sim, mas sem desqualificar a melhora já ocorrida.

O que é sair da linha da pobreza? O que é ser pobre aqui e em outros países depende sempre dos padrões vigentes e da cobertura das necessidades básicas. Não se fala em classe pelo salário e sim por poder aquisitivo que ele comporta.

Exemplo comum:

A secretária para assuntos do lar que trabalha em minha casa, sob minha orientação, arrumou todos os documentos, comprou TV plasma (eu ainda não tenho), máquina de lavar, foi ver os pais depois de dez anos e de avião e tem plano de saúde corporativo de seu marido.Ela nem tinha carteira carteira de trabalho. Tem mais, reformou seu "barraco" na "favela",de alvenaria, com azulejo e pintou a casa toda. Está feliz e preocupada porque tem cartão de loja. Onde mora não paga luz, água e nem aluguel. Até entrou para um curso de alfabetização aos 40 e poucos anos. Suas duas netas têm reais oportunidades de ter uma vida 100 x melhor. Como explicar isto? Caridade minha? Como negar este avanço? Dê uma geração (20 e poucos anos) ao menos para tirar conclusões melhores. O rumo está certo. E eu também gostaria que fosse mais rápido.

Estamos melhorando aos poucos. A maior mobilidade social eu penso que ocorreu com as novas demandas profissionais atuais. Velhas profissões, como a minha e outras, tiveram pouco, nenhum ou até alguma perda. Contudo, há que se analisar o volume da população que ascendeu e não o que desceu ou estagnou. É aritmética.

Quanto aos ricos, estes sim, estão cada vez mais ricos, mas se fosse com o FHC estariam mais ricos ainda e os pobres mais pobres ainda. Mudanças mais devagar para não assustar os ricos é bom.

Responder

    EUNAOSABIA

    01 de setembro de 2011 às 09h19

    Valeu cara, dá pra manjar de longe, não precisa explicar mais nada.

    Saquei…

    EUNAOSABIA

    01 de setembro de 2011 às 09h24

    Me reponda três coisas.

    1. O que seria do bolsa família de Lula com uma inflação de 82% ao mês??
    2. Qual era o Plano econômico de Lula ou do PT para acabar com a híper-inflação?
    3. Em que período os bancos privados e públicos tiveram mais lucro, no neo liberal e entreguista FHC ou no bonzinho com o pobres e socialista Lula??? essa eu quero saber….

    M.S. Romares

    02 de setembro de 2011 às 01h54

    E aí Gerson, já descobriu onde se pode assistir os gols de domingo??

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h02

    1. Como era o Brasil no governo do FHC com a inflação altíssima em seu 2º mandato, depois de entregar o Brasil aos rentistas e mesmo assim Lula criou o Bolsa-Família?

    2.Porque FHC rasgou o plano econômico criado por Itamar e Ricúpero e pirateado por ele para se eleger, fazendo retornar a inflação, os juros astronômicos e fez o Brasil quebrar 3 vezes em crises periféricas?

    3. Em que período a renda de todos, pobres, classe média e, por razão lógica bancos, cresceu tanto, com maior inclusão, melhores salrios, e melhor qualidade de vida para todos?

    Essa eu quero saber.

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 10h16

    Falar que está muito lento eu também falo. Digo também que a presidenta poderia dar uma ajuda para maior. E dizer que as mudanças devem ser lentas para não assustar os ricos… lamentável, pois a Dilma está governando para quem? para os 4% da população que levam a maior parte do bolo? Para esses que sempre pagam escolas particulares e depois ingressam nas faculdades federais, na usp e tal e não pagam sequer um centavo, mesmo tendo as condições para fazê-lo? Estou cansado de tantas desigualdades. Mais de quinhentos anos de exploração e os herdeiros das capitanias, os escravocratas e todos os exploradores ainda dominam neste país, por isso a Dilma tem que pedir licença, não faz as coisas com a agilizade necessária. Enquanto isso, a população vive com arroz, feijão e ovo e um futebolzinho no final de semana. Que realidade feia! Parece-me que há zumbis em todas as partes.

José Ruiz

01 de setembro de 2011 às 05h35

A coisa é pior por aqui. Nos últimos anos passamos a pagar preços de 1º mundo por produtos e serviços, moradia em especial, mas recebemos salários de 3º mundo. O tal apartamento de dois quartos em São Paulo, se em local minimamente estruturado, não sai por menos de R$ 2 mil. Um almoço em qualquer restaurante a quilo não sai por menos de R$ 40… e por aí vai… classe média no Brasil é quem está ganhando R$ 10 mil.. esse critério do governo é furadíssimo..

Responder

herlan

31 de agosto de 2011 às 23h42

Infelizmente vivemos numa sociedade balizada pelo consumo…as pessoas passam a ser classificadas socialmente pelos que elas tem e não pelo que elas são. É no mundo inteiro assim..ou quase todo.

Esse conceito de classe média é muito amplo e pode ser interpretado de várias formas. Assim como o de rico e pobre.

Mas o importante é que houve uma grande mobilidade social nos últimos anos, e o maior oferta de empregos no país foi o responsável por isso. Não entendi a intenção de deslegitimar a classe C, justamente porque ela vem dessa nova classe trabalhadora.

Se não fosse com o trabalho, seria com o que?

Responder

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 10h36

    Quem quer deslegitimar? Acorda! O que queremos é poder pagar as coisas: uma universidade, construir uma casa bonita (não um barraco feio), poder comer melhor e coisas assim.
    Incrível como tem gente que insiste em não ver a realidade. É o que disse antes: vc deve estar mais à direita do que eu, pois quero reforma agrária, educação de verdade, saúde gratuíta e de qualidade (tal como dizem que tem na França) etc… Isso é pedir demais? Não se contente com migalhas: enquanto a Dilma gasta uma fortuna em juros da dívida, o povo paga a conta.

EUNAOSABIA

31 de agosto de 2011 às 22h59

Quando eu digo que o grande mérito do Padim Lula, foi ter feito o NADA… vocês ainda me echem com sua panfletgaem a soldo, mentirosa e ufanisista…. hoje andamos de cabeça erguida.. graças ao nosso grande Padim criamos 300 milhões de craces merdias… e toma bla bla bla….tudo setenta…

A verdade nua e crua é essa dessa postagem agora.

EM TEMPO: Foi melhor para o Brasil Lula ter feito o NADA, do que ele por em prática suas baboseiras e idéias de girico que pregou em toda a vida, ainda bem que Lula jogou na lata do lixo tudo o que pregou na vida e fez o NADA, ou seja, para o bem e para o mal, foi Ctrc C e Ctrc V dos oitos anos de FHC… e o resto é trololó de pelego a soldo…. e quem me disser que Lula mudou alguma coisa na macro economia de FHC, eu estou a espera de que me provem…

Responder

    Daniel

    01 de setembro de 2011 às 02h06

    Se o Lula não fez nada e o Brasil melhorou então acho que podemos acabar com o cargo de presidente da República. Não serve pra nada segundo esta linha de pensamento.

    Fabio

    01 de setembro de 2011 às 03h41

    Teve diferenças sutis, sim, mas nem de longe algo que fizesse o que o Brasil precisava.

    Na crise de 2008, por exemplo. Em vez de cortar gastos públicos e fazer a economia piorar ainda mais, o governo Lula injetou dinheiro na economia, com gastos e cortes de impostos que evitaram a crise e acabaram causando um bom crescimento. Com base nas crises dos anos 90, FHC teria aumentado superávit primário e jogado o país na crise, como aconteceu no México.

    Outra grande diferença: Lula expandiu o Bolsa Família e aumentou o acesso a crédito da população mais pobre, aumentando o mercado interno. Tem efeitos ruins, mas cria oportunidades onde não havia. No fim das contas, mais positivo que negativo. E melhorou muito a distribuição de renda.

    A economia cresceu mais, mas sua década favoreceu países em desenvolvimento, os anos 90 favoreceram os ricos. Nossos concorrentes cresceram muito mais que o Brasil nos anos Lula.

    Em 2002, FHC fez barbeiragem com o câmbio e tivemos crise cambial. Em 1998, FHC criou crise cambial, a ponto de precisar do FMI, por conta da eleição. FHC, pra quem veio com o Plano Real, cuja primeira etapa foi um sucesso econômico, foi um fracasso na área monetária a partir de 95. Caiu nos juros altos e na supervalorização do Real e nunca saiu desta armadilha anti-desenvolvimentista. Lula melhorou isso um pouco, mas não muito.

    Nem a privatização da Vale nem a manutenção da Petrobrás como pública geraram os lucros que vimos. O aumento dos preços de seus produtos fez isso. Mas a Petrobrás estava sendo terceirizada e voltou a contratar e investir no país.

    O grande problema do país, a EDUCAÇÃO, não evoluiu nem com Lula nem com FHC. A violência também não. A corrupção continua igual, apesar de aparecer mais na mídia. O Banco Central continuou independente, e a escolha de Meireles foi tímida. O salário mínimo teve ganhos quase iguais com Lula e FHC. FHC aumentou a carga tributária muito e Lula subiu um pouquinho mais. Nenhuma reforma significativa com FHC ou Lula. Reforma agrária com FHC foi uma piada. Com Lula, foi ainda pior.

    No fim das contas, Lula foi modestamente melhor que FHC, Ele melhorou a distribuição de renda, mas foi potencializado pelo bom momento dos países em desenvolvimento. Mas não teve coragem de fazer o que é preciso no Brasil.

    infelizmente, não creio que PT ou PSDB tenham as respostas para os próximos passos do Brasil. Ambos estão embebidos em corrupção. PSDB finge que Lula criou o problema e o PT diz q é menos corrupto que o PSDB, mas os dois partidos são estruturas podres. E ambos são suficientemente poderosos pra preferirem o status quo a mudanças estruturais que precisamos.

    Gerson Carneiro

    01 de setembro de 2011 às 06h31

    "macro economia de FHC"

    [youtube 9YB4pRo-mw0 http://www.youtube.com/watch?v=9YB4pRo-mw0 youtube]

    Gerson Carneiro

    01 de setembro de 2011 às 06h37

    "macro economia de FHC"

    Como lidar com crise econômica: diferenças entre Lula e os economistas do PSDB/DEM.

    [youtube bjMNHP7X9n0 http://www.youtube.com/watch?v=bjMNHP7X9n0 youtube]

    Jorge Nunes

    01 de setembro de 2011 às 06h52

    Quando eu digo que o grande mérito do Padim Lula, foi ter feito o NADA: Se fosse assim a classe trabalhadora estaria dizimada pela continuação das políticas anteriores.

    Acho que o grande mérito do PT foi colocar os pobres nas universidades e cursos técnicos. Os filhos da classe operária passaram a competir pelos mesmos salários da classe média tradicional. Milhões foram para o Minha Casa Minha Vida ou podem comprar apartamentos por outros planos.

Eduardo Lima

31 de agosto de 2011 às 22h58

O importante é que as pessoas estão melhorando de vida e essa mobilidade ainda não acabou. O que mais se fala nas manchetes é que o número de passageiros de avião novos aumentou. Então a nova classe média não é feita apenas de favelados. O importante agora é conseguir tirar os 16 milhões que ainda estão na pobreza extrema ao invés de ficar desdenhando da mobilidade social já alcançada.

Responder

mello

31 de agosto de 2011 às 22h34

As denominações, os apelidos, não interessam. O caso é que tem um numeroso grupo de brasileiros ( dezenas de milhões deles) que melhoraram de vida : já comem tr~e vezes ao dia, pelo menos, teem trabalho, tem escola para os filhos, pode chegar à universidade ( pública, pelas cotas ou particular pelo Pro Uni) , tem o Luz para Todos, tem o Minha Casa Minha Vida, tem o crédito consignado, teve aumento real de salário, e outras coisas mais.
Agora, se o apelido dele é classe média ou classe pobre, a êle não interessa, e sim que melhorou de vida.
O conceito de classe média é muito importante é para os "especialistas", os sociólogos de boteco e os que não enxergam melhoria em nada.
Os caras ficam trocentos anos governando, mandando…Vem um operário e querem que êle resolva todos os problemas em 8 anos…Estão confundindo-o com Jesus Cristo?

Responder

    Ananda

    01 de setembro de 2011 às 10h24

    Jesus Cristo é lenda…

rita

31 de agosto de 2011 às 22h23

pois eu me sinto excluida.

Responder

Eurico

31 de agosto de 2011 às 22h02

Não existe esta de classe a, b ou c. O que existe é burguês e proletário. Burguês é dono do meio de produção; do resultado do nosso trabalho; do nosso tempo; e do saber sobre o processo produtivo. Proletário é alienado destas quatro coisas. Está, assim, "livre" para vender sua força de trabalho. Isto é o grosso do que existe. Mas há os refinamentos. O proletário se divide em produtivo (operário) e improdutivo. Do proletário improdutivo vem o que se chama de classe média: trabalhador não braçal ou intelectual. Mas tanto o produtivo e o improdutivo são proletários, isto é, vendem a força de trabalho e vivem de salário.

Responder

    Klaus

    31 de agosto de 2011 às 22h24

    Faltou falar do CAMPESINATO, talvez na Wikipedia não tivesse. 1868, o ano que não acabou.

zé Augusto

31 de agosto de 2011 às 20h54

O "socialismo possível" produzido pelo PT deformou até algumas mentes. Falta resgate porque a confusão é grande.

Responder

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h14

    Falando em "mentes deformadas", ler/ouvir/ver o PIG só deforma ou lobotomiza?

    Acredito que os dois, né?

CDM

31 de agosto de 2011 às 20h46

O que me espanta é o governo cair que nem patinho nessa conversa de nova classe média. E ainda achando o máximo…
Se o Partido dos Trabalhadores entendesse simplesmente que esse pessoal são os novos trabalhadores, estaríamos numa outra dimensão do debate. Seria uma oportunidade de ouro…
Mas na verdade os caras acham "lindo" dizer que estão fazendo a nova classe média… mal sabem o erro grotesco que comentem…

A melhor análise, na minha modesta opinião, da ascensão de milhões de brasileiros está no livro "os batalhadores brasileiros", (o título aliás diz tudo), vejam abaixo:

Jessé Souza (Org.). Os batalhadores brasileiros – nova classe média ou nova classe trabalhadora? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

“Matar um leão por dia” é uma frase cara ao ideário de uma grande parcela de brasileiros acostumados a um dia a dia de trabalho duro, e que não por acaso se entrecruza com o cotidiano da sociologia crítica, que tem como objetivo compreender “não apenas os dramas, mas os prazeres” de uma sociedade e de suas parcelas por esta vertente retratadas. Esta relação é possível ao nos depararmos com o novo livro de Jessé Souza e colaboradores.

O livro retrata e desmistifica o perfil da nova classe trabalhadora brasileira, que é descrita pela literatura dominante como “nova classe média”, favorecendo um entendimento parcial e incorreto do novo momento econômico vivido atualmente no Brasil. Aqui temos a relação entre a dura rotina de trabalho desta nova “classe social” e o pensamento proposto por Jessé Souza e sua articulação de conceitos para apreender tal realidade: abandonar as categorias fundadas em preconceitos de classe e em conceitos ultrapassados e, com um árduo trabalho que contemple teoria e pesquisa empírica, buscar explicações novas e plausíveis, dotadas de um enfoque crítico e imparcial para a compreensão de um momento incontestavelmente novo.

Responder

    cronopio

    02 de setembro de 2011 às 08h28

    Tem razão, trata-se de um fenômeno bastante inédito. O que me cansa na análise de Jessé Souza é o velho elogio do trabalho…

    Durval Ximenes

    02 de setembro de 2011 às 09h38

    Pois é, o PT atira no próprio pé ao engrossar o discurso de "nova classe média". O que a direita quer é justamente convencer o trabalhador assalariado que ele é parte da "classe média", e que portanto tem que assimilar a ideologia da "classe média". O PSDB quer que a "nova classe média" comece a pensar como "classe média", ou seja, comece a ser a favor de privatizações, comece a achar que o certo é pagar pela saúde e pela educação de qualidade, e não ter saúde e educação pública, gratuita e de qualidade. O PSDB quer que a "nova classe média" seja contra o Bolsa Família e chame quem recebe o benefício de "vagabundo".

    Classe média o caramba! Isso é uma armadilha ideológica! São milhões e milhões de trabalhadores assalariados, que ralam muito para ganhar seu suado salário de 1.400 reais no final do mês.

    luiz pinheiro

    02 de setembro de 2011 às 09h58

    Quem disse, CDM, que o PT não sabe que essa chamada nova classe média é composta fundamentalmente por trabalhadores? Sabe sim. O governo e o PT sabem muito bem que nos ultimos 8,5 anos houve geração líquida de quase 15 milhões de empregos com carteira assinada no Brasil. "Os caros acham lindo falar em classe média", diz voce. Ora oras, em primeiro lugar não é bem o PT, nem mesmo o governo central, que usa esse discurso, mas sim o IBGE, por questões conceituais, e a mídia, por facilidade.
    Não há mitos a respeito, há sim um extraordinário ganho de poder aquisitivo, que transformou em consumidores várias dezenas de milhões de brasileiros. Isso não quer dizer que os problemas da classe trabalhadora estejam resolvidos, claro que não, ainda estamos longe. Esses são apenas os primeiros passos de uma longa jornada à nossa frente.

    CDM

    03 de setembro de 2011 às 13h18

    Ò Luiz, o governo fala o tempo todo, inclusive a Presidenta, em nova classe média, não tem como negar isso. E "O IBGE por questões conceituais, e a mídia, por facilidade" é inocência sua… O que está em jogo aqui é a construção da narrativa do que está acontecendo. Não é só disputa sobre o que deve ser feito, mas uma disputa sobre a narrativa do que está acontecendo. Estou falando de ideologia.
    E o Governo ganhou vários capítulos da disputa sobre a narrativa, mas um dos grandes furos é embarcar nesse discurso frágil de nova classe média. Seria muito mais inteligente falar em numa nova classe de trabalhadores ou "os batalhadores" como o livro.
    No mais concordo que estamos apenas nos primeiros passos, mas é exatamente dos próximos passos que estamos falando.
    Saudações!

walterthe

31 de agosto de 2011 às 20h25

Votei no lula em 5 eleicoes e na dilma na ultima.Seguinte…A percepcao que eu tenho eh que essa conversa de nova classe media nao eh real.Sou funcionario publico concursado com 6 anos sem sequer a reposicao da inflacao.Enquanto isso os ricacos estao cada vez mais ricacos.Nao existe uma ascencao de nova classe media e sim um rebaixamento da velha classe media da qual eu fazia parte.Tornei-me um pobre de luxo.A espera de que o PT ,tal qual o PSDB pare de fazer justica fiscal em cima demim e do meu salario.Abre o olho D Dilma.Quem tem que pagar a conta sao os ricos.Justica fiscal se faz nao com aumento de salario minimo mas sim com um aumento significativo de impostos dos ricacos.Ou sera que eu que ganho 6 mil e o Eike Batista que ganha 6 bilhoes temos que pagar 27,5% de imposto de renda.O que eu sei eh que minha secretaria, tendo como base 619 reais de salario minimo,vai ter que arranjar outro emprego ano que vem.Chega de ser boi de piranha desses financistas.

Responder

josaphat fonseca

31 de agosto de 2011 às 20h23

É uma loucura a falta de abertura ao debate dos comentaristas do seu blog, Azenha, são quase todos monológicos. Quaisquer posts que critiquem as condições atuais brasileiras são vistas pelo espectro da ideologia, isto é, é coisa de gente que não ama o Brasil e que certamente comunga com as forças reacionárias.
O meu sonho é que a gente consiga, algum dia, dar um passo além da consciência direito-esquerdista que dialetiza o debate – aqui há debate? – mas não produz quaisquer sínteses sinceras.

Responder

Francisco

31 de agosto de 2011 às 20h23

É claro que a "nova classe média" ainda mora em favela! Só se for besta de sair. Sair para o burguês entrar! E provavelmente muitos permanecerão lá para sempre. Aquelas casinhas branquinhas subindo o morro no litoral da Grécia são belíssimas, não são? Casinha subindo o morro só pode ser bonito lá? Aquilo ali sempre foi "casa de pobre". Assim como a nossa favela.

O Montparnase em Paris é uma encosta de morro. Aquilo ali já foi sinônimo de morar em "boca quente". A história anda e se ajusta. É aos poucos, my dear… Falo com absoluto conhecimento de causa: não tem um "barraco" daqueles agora que já não esteja com os azulejos do banheiro tinindo, a pia da cozinha em inox e assim por diante. O processo de acumulação é demorado até chegar ao ponto de ajeitar a casa pelo lado de fora.

Mas há outra questão: quando o poder público vai começar a arborizar, urbanizar e tornar a favela uma "Santa Teresa" ou um "Morro do Gavaza" (Salvador)? O morro, em si, vai bem, obrigado!

Responder

    lia vinhas

    01 de setembro de 2011 às 00h28

    Belo comentário!

    Waldo Clerg

    01 de setembro de 2011 às 09h21

    Gostei muito do seu comentário. Existe um "frisson" nas elites brasileiras atualmente para "acabar com as favelas". Existe um discurso de que se tem que "dar um jeito" para acabar com as favelas no Brasil, pois favela "é feio".

    Eu acho que a favela nunca vai acabar. A tendência é a modernização da favela. O primeiro passo é o fim da criminalidade, do domínio por gangues. Após esse passo, veremos uma melhoria na fachada externa das casas, com as famílias "faveladas" tendo uma renda cada vez melhor, e se preocupando mais com a imagem das suas casas. Ao invés de tijolos aparentes, veremos as paredes externas rebocadas e pintadas em diversos tons de branco e azul, no estilo das ilhas gregas. Muitas janelas de madeira serão substituídas por janelas de vidro fumê chiquérrimas em tom azulado ou alaranjado.

    Quanto à parte internas das casas, já vem melhorando bastante nos últimos anos. Já é fácil encontrar hoje em dia, dentro da casa na favela, uma TV de LCD de 32 polegadas, e um videogame Xbox de última geração.

    A tendência futura é que isso melhore ainda mais. Reformas e "puxadinhos" (a famosa "laje") ampliam o espaço interno das residências. Tem gente que vai fazer até "porão" no subsolo, para guardar a máquina de lavar roupa (igual em casas dos Estados Unidos) e a moto de 300 cilindradas novinha.

    Os modernos aparelhos de ar condicionado do tipo "split" serão lugar comum na favela.

    A favela do futuro terá charmosas pousadas onde os turistas gringos farão questão de se hospedar.

    Gabi

    01 de setembro de 2011 às 09h22

    Francisco, de fato, belo comentario. Quem jà passeou pelas ruelas européias, do Medioterrâneo ou dos centros historicos medievais, sabe que na origem aquilo era uma "favela". Até algumas décadas atràs em algumas cidades esses bairros eram habitados pelas classes baixas; hoje foram quase todos engolidos pela especulaçao imobiliària e turistica. Um dia ainda vai custar muito caro ficar hospedado numa pousada transadinha com a fachada coberta de hera num beco florido do Dona Marta com vista pro litoral da ZSul do Rio.

    Por outro lado, a comparação do que significa ser pobre/classe média no Brasil e no que chamamos 1o mundo é pertinente e importante para que não nos contentemos com pouco. A coisa jà melhorou bastante visto que estàvamos no fundo do poço, mas precisa melhorar muito mais ainda, e a comparação com o bem estar de paises com melhor nivel de vida e de IDH serve pra termos consciência disso. Essa é a virtude do artigo.

    Mas é verdade, precisamos ter paciência. Criar consumidores e ampliar o mercado é mais facil que formar cidadãos e construir uma nação. Mas a gente ainda chega là…

    Sandra

    01 de setembro de 2011 às 09h43

    Adorei seu comentário, Francisco!

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h09

    Falou e disse, Chicão.

O_Brasileiro

31 de agosto de 2011 às 20h11

O que mostra que ainda há muito trabalho pela frente… E muita luta contra os interesses das oligarquias que exploram os trabalhadores!

Responder

Renato Lira

31 de agosto de 2011 às 20h11

O post pode até ter assertivas corretas.

Mesmo assim questiono as comparações:

O autor faz a análise de um momento.

Se for analisar por momentos, houve um tempo que nem se faria este tipo de comporação, dada a distância entre as economias.

Daqui a cinco anos, a comparação certamente será outra, não a ideal, mas melhor que a de hoje.

A economia brasileira cresce, a da Europa está em dificuldades.

O Brasil é muito mais complexo que a França.

Não se muda um cenário arraigado em séculos em 9 anos.

Mais calma e menos proselitismo.

Responder

El Gordo

31 de agosto de 2011 às 19h55

A mobilidade social puxa outra demanda – o déficit habitacional do Brasil. Só que agora com mais armas do lado do cidadão, que acompanha com interesse e uma sede desértica os rumos de programas habitacionais nacionais e estaduais. Depois de estar bem alocado e com dinheiro no bolso, é hora de ir para a Saúde, a Educação, o Emprego, a Segurança….

A batalha nunca termina. Parar de brigar não vai resolver.

Responder

    EUNAOSABIA

    31 de agosto de 2011 às 22h53

    Entendo.

framcisco p. neto

31 de agosto de 2011 às 19h41

Imaginem se no Brasil com os R$1126,00, a nova classe "média" emergente tivesse como na França, saúde de qualidade gratuíta, subsídio aluguel e a realidade do nosso custo de vida atual, não seria bem melhor?
Ao invés disso, temos os governos que atrapalham, como em São Paulo com rodovias privatizadas cobrandos os pedágios mais caros do mundo, entregando a rede hospitalar para os convênios de saúde particulares, ferrando os pacientes do SUS, remando contra a socialização da saúde.
Um emergente da nova classe "média" no Brasil consegue viajar de carro nas estradas de São Paulo, para lazer ou trabalho?
Quem não ajuda não deveria atrapalhar.
Mas São Paulo elegeu o governo que merece.
Aliás, só 16 anos.

Responder

    Ananda

    01 de setembro de 2011 às 10h47

    cara, eu acho que tem gente (muita gente) bem iludida com a França, que é um país neoliberal ao extremo, onde existe desigualdade social em horrores… aqui enquanto o pobre ainda consegue um financiamento pro ensino superior, mesmo eu achando que isso só vise o lucro de instituiçoes de ensino privada, e o que deveria existir mesmo era um investimento na qualidade do ensino fundamental e médio (público), para que as Universidades Públicas não fiquem apenas para aqueles que puderam estudar em escolas privadas, mas…ainda tem um incentivo. La o pobre só de ferra falando no português claro. Acho que tem muita genet iludida com a França dos filmes e esquecendo que o o presidente de la é o Nicolas Sarkozy…. nem rpecisa falar mais nada…………

    luiz pinheiro

    02 de setembro de 2011 às 10h01

    Não creio que São Paulo mereça essa tucanalhada mesquinha.

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 10h06

    Repito: não mereço coisa nenhuma. Não votei nesses safados que aqui desgovernam o estado de SP. Já não basta perceber todas essas coisas q vc mencionou e ainda ser culpado disso… Pára como isso!

Lucas

31 de agosto de 2011 às 18h46

Mas é importante lembrar que o custo de vida francês é muito maior que o brasileiro. De qualquer forma, concordo. Existe exagero sobre a "nova classe média". Me preocupa principalmente o quanto do consumo deles é fundado com dívidas. Endividamento para o consumo é um estímulo de curto prazo para a economia, mas um gigantesco risco a longo prazo, principalmente com nossos juros.

Responder

Guanabara

31 de agosto de 2011 às 18h44

Entendo as críticas, mas penso, siceramente, que toda mundança tem que começar por algum lugar. Só não se pode parar. Mudar o status quo não é fácil. Jango buscou ser mais ousado e deu no que deu. Small steps, infelizmente….

Responder

ricardo silveira

31 de agosto de 2011 às 18h44

Não me parece que os cientistas sociais que se valem da noção de “classe média”, para comentar que o mercado interno se fortaleceu na última década, ignoraram que as classes sociais não são definidas pela renda. E, ainda que não considere que essa discussão seja irrelevante, creio que é mais interessante, neste caso, discutir o que significa do ponto de vista econômico e político essa inclusão ao mercado de trabalho e a melhoria do poder de compra de um significativo contingente de brasileiros.

Responder

Renata

31 de agosto de 2011 às 18h23

Realmente deve haver diferenças na situação da "classe média" brasileira e francesa, mas não acho valor de salário em Euro convertido para Real um bom parâmetro. Todos os gastos dos franceses são em Euro e os valores não são muito diferentes dos nossos, sem considerar conversão. Quanto é o valor do aluguel de um apartamento de dois quartos no centro de Paris? Não deve ser muito abaixo de 1000 euros, o que consumiria o salário do "burguês" francês na mesma proporção que consumiria do nosso.

Responder

    Marcio H Silva

    31 de agosto de 2011 às 20h15

    A diferença é que para a mesma mão de obra, a remuneração lá lá é bem maior, fora a assistência social que é de qualidade ( em toda a europa ) e funciona.
    Temos muito gordura para queimar, daí meu entendimento que Dilma não deveria pisar no freio e sim no acelerador e tornar mais forte ainda nosso mercado interno.

    lia vinhas

    31 de agosto de 2011 às 20h43

    Miinha filha paga mil e duzentos euros por um cubiculo em Paris, onde faz doutorado sanduiche. Os preços da moradia lá são exorbitantes e a alimentação também é caríssima. Aliás, pechincha lá só para quem tem grana. Péssima comparação, é querer desqualificar os esforços que nossos governos Lula e Dilma têm feito para melhorar as condições de vida da população. Depois de seis séculos de exploração e oito anos de gorverno terremoto do FHC, queriam a população já vivendo como a antiga classe média européia. Falta de ideologia e de visão.política.

Avelino

31 de agosto de 2011 às 18h23

Caro Azenha
Considerando as disparidades entre quem ganha pouco e os poucos que ganham muito, com a melhor destribuição da riqueza da França, e sabendo-se das poucas mudanças na economia, que apesar de pouca, deu mais ar para milhões e ainda assim, a mesma classe rica e assassina que comanda o Brasil, ainda reclama.
O caminho para que todos brasileiros tenham o mesmo padrão de vida dos franceses, deixaria o PIG ainda mais histérico.
Há muito o que se fazer no Brasil.
Saudações

Responder

betinho2

31 de agosto de 2011 às 18h02

Será que os convidados da "Foia" vão?
http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/notici

Responder

Graccho

31 de agosto de 2011 às 17h44

Será que alguem vai achar excelente o fato de que os moradores das favelas aumentaram tanto sua renda que passaram para o nívelmédio das classes de renda??? O que deve ser mesmo comentado – e já estão fazendo – é o fato de que nossa renda não é comparável a de países que se desenvolveram há mais de cento e tantos anos…que detem a tecnologia mais moderna…e os mais altos níveis de educação.
Santa Miopia

Responder

@jrbonifacio

31 de agosto de 2011 às 17h27

Excelente post Azenha! Remando na contracorrente! Quebrando os consensos e lugares comuns! Denunciando as inversões de valores! Agora sim vejo que seu blog (como poucos) faz juz ao epíteto "progressista"!

Responder

zé Augusto

31 de agosto de 2011 às 17h11

Bela matéria. Parabéns ao Vermelho. Já cansava essa falsa realidade.

Responder

    Renato Lira

    31 de agosto de 2011 às 20h16

    A realidade não é falsa.

    Há inclusão e mobilidade sim.

    Não querer enxergar isso é, no mínimo, má-vontade.

    É sabido que há muito por fazer.

    Porém muito, mas muito mesmo, foi feito.

    Basta sair pelo Brasil pra ver.

    E não ficar lendo/ouvindo/vendo o que a mídia apresenta, escondendo as boas notícias e disseminando factóides.

    Ou se valendo de posts cheis de sofismas, proselitismo e críticas pontuais.

    adriano

    31 de agosto de 2011 às 21h30

    muito foi feito, mas muito mais podia ter sido feito! é uma classificação falsa, sim!

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 16h12

    Muito podia ser feito sim.

    Mas muito já foi feito.

    A realidade não é falsa não.

augusto

31 de agosto de 2011 às 16h55

ao autor do post:
1-destina-se aos publicitarios e suas campanhas.
2-formaliza o reconheciimento de um novo mercado, de massa, que gera escala, que inclui mobilidade
3-tem efeitos pragmaticos: ele gera otimismo e auto estima, ]
4-para ela (nova classe) sair do capitalismo está fora de questão.
5-o custo de vida medio da frança é o dobro do nosso e o salariodeve ser no no minimo o triplo.
6-nosso potencial de crescimento é de cinco ou seis Franças.
7-Em uma escada, o segundo degrau vem depois do primeiro.
Só isso.

Responder

    robson

    31 de agosto de 2011 às 18h43

    Mandou bem!

Bonifa

31 de agosto de 2011 às 16h47

Quanto a conjuntos habitacionais, o poder público tem que estimular, no Brasil, a construção de pequenas unidades, em lugar de priorizar grandes conjuntos em terrenos que só se encontram em áreas muito distantes das áreas bem urbanizadas. Pequenos condomínios destinados a pessoas de baixa renda, onde quer que haja pequenas áreas disponíveis. A construção deveria atender a critérios básicos de funcionalidade e conforto. E o subsídio, absolutamente necessário, viria na forma de financiamento diferenciada.

Responder

    Marcio H Silva

    31 de agosto de 2011 às 20h09

    Caro Bonifa, esqueceu da especulação imobiliária. No RJ, onde era o antigo presídio no centro da cidade, que foi detonado, o Governo estadual iria construir blocos habitacionais para baixa renda. Meses depois desistiu ao ver o valor do imóvel. Já está em negociação com grande construtora edificar no local predio para classe média alta.

    Bonifa

    01 de setembro de 2011 às 19h57

    É um crime contra a cidade. É rendição aos interesses da especulação. Já é tão difícil encontrar terrenos para relocação digna de alguma reurbanização de favelas, e quando o poder público os tem na mão, os negocia com especuladores e deixa os relocados serem empurrados para longe de onde sempre moraram. Tais crimes não deveriam jamais serem admitidos pela cidade, senão com feroz resistência da sociedade civil.

leandro

31 de agosto de 2011 às 16h40

Quandos alguns aqui dizem que os EUA e a europa estão quebrando, que os gringos vão passar fome, eu sempre digo, o dia que o primeiro mundo passar fome, nós já teremos morrido. Aqui pagamos duas vezes por tudo. Pagamos ao governo e temos que pagar de novo para termos um minimo de dignidade em educacão, saúde e agora, para quem pode, até em segurança. Basta ver o alcool que seria o combustivel que o Brasil venderia ao mundo, como era apregoado pela propaganda do governo. Hoje exportamos alcool para os gringos respirarem melhor e para nós o preço disparou.

Responder

    lia vinhas

    31 de agosto de 2011 às 22h30

    No período mais farto da economia note-americana, já se sabia da existencia nãoi comentada pelos PIGs mundiais de mais de 50 milhões de norte americanos vivendo abaixo do nível de pobreza. A abastança dos países ricos deveu-se sempre a exploração dos países do chamado Terceiro Mundo, vide a África, continente riquíssimo, com milhões de pessoas morrendo de fome e sede. Essas comparações não servem para nada, o importante é saber o que essa classe C, que ainda vive em grande oarte nas favelas tem hoje em dia dentro de casa. Tenho dezenas de amigos lá e posso dikzer: TV de plasma (que eu não tenho), computador panelas e baixelas Inox, conjuntos de som, camas com o sistema ameicano de molas e por aí vai. E comem muito bem, queijos, canes, iogurtes. E sabem poupar.

    Caracol

    01 de setembro de 2011 às 08h18

    E devem estar devendo os tubos pro banco e pro credicard. Ou seja: escravizaram seu futuro.
    É… não deixa de ser uma forma de viver a vida…

    Roberto Locatelli

    01 de setembro de 2011 às 10h38

    Meu filho, dê um passeio pela região de New Orleans que você vai ver milhões de estadunidenses abaixo da linha da pobreza. E, se depender dos banqueiros, mais milhões se juntarão a eles.

    leandro

    01 de setembro de 2011 às 13h36

    De um passeio por quelquer grande cidade do Brasil que voce ver� situa��o de extrema pobreza mesmo e se tiver chance de conhecer o interior, principalmente nas regioes norte e nordeste, vai ver que estamos em nivel de grande parte da africa. A linha de pobraza americana � em torno de US$ 1.000,00 por familia, aqui isso � a tal classe m�dia.

    Augusto

    02 de setembro de 2011 às 10h20

    concordo. Olhar para fora e enxergar a pobreza alheia pouco nos ajuda. Temos que saber que, com os recursos que o país possui, poderia dar uma vida digna a todos aqueles que aqui vivem. Todos: quem se importa com o menino famélico que dorme com a coberta suja perto do caixa do banco? Nâo precisamos ir tão longe para enxergar essas coisas. O que o governo faz de concreto para ajudar esses meninos?

    Renato Lira

    02 de setembro de 2011 às 15h55

    Pois é, leandro. Ando por todo este país e vejo que há pobreza.

    Por outro lado, há menos pobreza do que das vezes que andei pelos mesmos lugares em anos passados, especialmente na década de 90, quando a miséria era tanta,, mas tanta, que, nas estradas, ficavam homesn, mulheres e crianças, com umas pazinhas, colocando terra em buracos das estradas e estendendo a mão, pedindo umas moedinhas.

    Mas, na época, você, leandro não ligava pra isso, porque a direita só lembra que existe pobre agora na oposição, ou de 4 em 4 anos.

    Hoje, leandro, não se vê mais isso.

    E olha, leandro, hoje nos istêites, tem tanto morador de rua que em alguns lugares o problema tá sério, alarmante.

Bruno

31 de agosto de 2011 às 16h38

"Nova classe média" para descrever a classe C é coisa de jornalista buscando manchete de impacto, e tem gente que engole essa. Classe média são a classe A e, em algumas cidades, a classe B (dependendo do custo de vida). Com a renda média da classe C definida pelo Critério Brasil não dá pra viver vida de "remediado", muito longe disso. O que não tira, de forma alguma, a importância da ascenção social observada no Brasil nos últimos 15 anos, com destaque para os últimos cinco.

Responder

Gerson Carneiro

31 de agosto de 2011 às 16h36

E nous dans la bande magnétique!

<img src=http://www.blogcidadania.com.br/wp-content/uploads/2011/05/edu-no-churrascão.png>

Responder

    cronopio

    31 de agosto de 2011 às 20h49

    Genial!

    EUNAOSABIA

    31 de agosto de 2011 às 22h51

    Faltou o alface.


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A mídia descontrolada

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