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Usado como laranja pela Lava Jato, Randolfe diz que nunca foi tutelado
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Política

Usado como laranja pela Lava Jato, Randolfe diz que nunca foi tutelado


08/08/2019 - 11h13

Da Redação

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) teve sua reeleição celebrada por procuradores da República, por causa da aliança que formou com eles em defesa da Operação Lava Jato.

Ele só se afastou da posição mais recentemente, depois dos vazamentos de mensagens trocadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol: “Espero que Moro e Dallagnol expliquem essa relação entre Judiciário e MP [Ministério Público]. Não podemos deslegitimar todo o combate à corrupção por conta de erros dos dois”, escreveu numa rede social.

Porém, Randolfe e a Rede foram usados como “laranjas” em ação da Lava Jato contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Mendes, nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sempre tomou decisões céleres em defesa de tucanos no STF.

Segundo o UOL, que trouxe a revelação das mensagens envolvendo o senador, Randolfe fez ao menos nove discursos no Senado em defesa da Lava Jato e do MPF.

Por outro lado, Randolfe foi citado duas vezes em delações premiadas da Lava Jato. Segundo um funcionário de Alberto Youssef, o senador teria recebido R$ 200 mil entre 2012 e 2013 para barrar uma CPI para investigar a Petrobras no Senado. Youssef desmentiu.

Outro delator diz que teria contribuído com R$ 450 mil por fora para a campanha de Randolfe, através de um terceiro.

Os dois casos foram arquivados no STF por falta de provas.

Já na planilha da Odebrecht, que supostamente registrou doações a centenas de políticos, Randolfe é citado como “Randolfo” e  aparece com o apelido Múmia. Teria recebido três remessas da empreiteira em agosto e setembro de 2012, no valor total de R$ 450 mil.

Em sua defesa, nas redes sociais, Randolfe publicou um vídeo dizendo que ele e a Rede sempre mantiveram suas prioridades, dentre as quais o combate à corrupção e não teria de ser provocado para fazer isso.

Segundo o senador, ele nunca foi tutelado pela Lava Jato.

Vaza Jato: Dallagnol usou Rede como laranja em ação contra Gilmar

Da CartaCapital

Em novo vazamento, procurador da Operação Lava Jato ataca a ministra Cármen Lúcia e a chama de “frouxa”

Novos vazamentos de mensagens indicam que o procurador Deltan Dallagnol usou o partido Rede Sustentabilidade como “laranja” para propor uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro Gilmar Mendes.

A revelação é do site UOL, em parceria com o The Intercept Brasil.

Segundo o conteúdo, a articulação envolveu Dallagnol e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e resultou na apresentação de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF, com o objetivo de impedir que Gilmar Mendes liberasse presos em processos que não estivessem sob sua jurisdição.

Em 9 de outubro de 2018, o procurador relatou sobre a negociação a demais integrantes da força-tarefa.

Dois dias depois, a Rede protocolou a ação. Dessa forma, o chefe da Operação Lava Jato poderia driblar as restrições de seu posto, já que Dallagnol e seus colegas procuradores só podem atuar em causas na primeira instância da Justiça Federal.

No âmbito do MPF, é resguardada à Procuradoria-Geral da República (PGR) a atribuição de atuação junto ao Supremo.

No dia 14 daquele mês, o magistrado do Supremo havia decidido soltar o então governador do Paraná, Beto Richa (PSDB-PR), e 13 investigados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), na Operação Rádio Patrulha.

Em 9 de outubro, Dallagnol voltou a tocar no assunto com os colegas.

“Resumo reunião de hoje: Gilmar provavelmente vai expandir decisões da Integração pra Piloto. Melhor solução alcançada: ADPF da Rede para preservar juiz natural”, disse o procurador, no grupo “Filhos de Januário 3”, no aplicativo Telegram.

“Randolfe: super topou. Ia passar pra Daniel, assessor jurídico, já ir minutando. Falará hoje com 2 porta-vozes da Rede para encaminhamento, que não depende só dele.”

No dia seguinte, 10 de outubro, o procurador Diogo Castor, que também fazia parte da força-tarefa, diz que enviou uma “sugestão da ADPF” para o assessor de Randolfe Rodrigues, o que reforça suspeitas de que a ação teria sido feita pelos procuradores: “mandei a sugestão da adpf pro assessor do randolfe”, afirmou.

Castor complementa: “bastidores: assessor do randolfe alves [senador Randolfe Rodrigues] informou que a boca grande de bsb diz que gilmar vai soltar marconi perilo [ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO)] pelo mesmo caminho”.

Preso em 28 de setembro pela Operação Cash Delivery do MPF e da Polícia Federal, Marconi Perillo havia renunciado ao governo de Goiás em março de 2018, na intenção de se candidatar ao Senado.

Em 11 de outubro, Dallagnol adiantou aos procuradores que a ADPF havia sido protocolada pela Rede, horas antes que o assunto fosse divulgado pela imprensa.

“Hoje protocolada ADPF da rede contra GM [ministro Gilmar Mendes]”, disse o coordenador da Lava Jato.

A ADPF pedia a cassação da decisão do magistrado, de acordo com o “princípio do juiz natural”, e a revogação da soltura de Beto Richa e dos outros 13 presos.

Assim que a notícia foi veiculada, procuradores especularam sobre qual ministro do Supremo seria relator do caso.

Castor anunciou: “Carmen Lúcia relatora”.

Em seguida, o procurador Athayde Ribeiro Costa atacou a magistrada: “Frouxa”. Castor respondeu: “Sei não hein / Contra gm / Ela vai crescer”.

Ribeiro Costa, então, voltou a criticar a decisão: “Amiguinha”.

Dallagnol contrapôs: “Ela é amiga da esposa do GM”.

Em novembro de 2018, a ministra Cármen Lúcia arquivou a ação.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



12 comentários

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GIUSEPE SARTI RANGEL

08 de agosto de 2019 às 21h08

Senador, vs excelencia pode enganar a quem quiser mas a mim não.

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Val moura

08 de agosto de 2019 às 16h47

O deltan dallagnol não lutou contra a corrupção e sim praticou corrupção no âmbito judicial.
Todas as mensagens trocadas entre o Moro e o dallagnol divulgadas pelo site Intercept Brasil e a Folha e a veja são autênticos e verdadeiros.
Vai te catar randolfe rodrigues.

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    Fernando

    09 de agosto de 2019 às 13h11

    Tudo que foi feito, foi pra botar na cadeias os canalhas do PT e sua trupe. Trocar mensagens com um juiz , sobre como prender esse bando de ladrões deveria ser aplaudido por todas as pessoas de bem. Ou você é muito hipócrita, ou é da mesma laia desses BANDIDOS.

Lorena Valéria

08 de agosto de 2019 às 16h44

Investigação a caráter de urgência pois a turma da quadrilha a jato de Curitiba comemoraram a reeleição desse senador randolfe rodrigues que é na verdade o laranja do dallagnol e companhia.

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Paty soares

08 de agosto de 2019 às 16h42

Esse senador nanico randolfe rodrigues era o laranja da turma da farsa a jato de Curitiba e de comum acordo com os foras da lei moro e dallagnol.

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Zé do rolo

08 de agosto de 2019 às 14h45

Esse Deltan é mesmo fora da lei olha só o título do livro que o deltan lançou ” a luta contra a corrupção” se o próprio Deltan é a própria corrupção no âmbito judiciário.

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    Fernando

    09 de agosto de 2019 às 13h17

    Cita aí qual foi a corrupção feita. A vida toda esses políticos se articularam para roubar, e tava tudo normal nera? Aí uma conversa entre um promotor e um juiz, com a única intenção de acabar com a roubalheira e essa quadrilha petista, vem dizer que é corrupção? A sociedade de bem tá com moro e o Bolsonaro. E mesmo quem não gosta do presidente, deveria aplaudi-lo. Pq até 31 de dezembro passado, só se falava em roubo no governo. Vocês tão acostumados com pão com mortadela, a verdade é essa. Kkkk

Manoel

08 de agosto de 2019 às 14h42

Essa foto do randolfe rodrigues com o procurador fora da lei deltan dallagnol mostra que de fato o randolfe rodrigues foi sim usado como laranja da farsa a jato e acabou consentindo ser usado comocomo laranja para assim a quadrilha a jato de Curitiba conseguir seu objetivo.

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Zé do rolo

08 de agosto de 2019 às 14h38

Aonde há fumaça há fogo senhor senador randolfe rodrigues o senhor sempre foi defensor da quadrilha a jato de Curitiba mesmo já sabendo que havia arbitrariedades praticadas por moro e dallagnol.
Acho que deveria ser investigado esse senador que na verdade é um bolsonarista inrrustido apesar de o bolsonaro quando ainda era deputado federal teve discussão com o randolfe rodrigues e questionou até a fala fina do randolfe rodrigues.

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Zé Maria

08 de agosto de 2019 às 13h42

O Randolfe é outro que foi engolido pelo Monstro que alimentou.

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Marcos Videira

08 de agosto de 2019 às 13h09

Curiosamente, Randolfe só entrou com uma ação no STF contra Gilmar no caso citado por Dallagnol. Por que Randolfe não entrou com ações nos demais casos em que Gilmar concedeu habeas corpus a outros investigados (políticos ou não). Não duvido que seja um senador bem intencionado, mas entendo que foi um laranja da República de Curitiba, sim.

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Erivaldo matos

08 de agosto de 2019 às 13h04

Este traste ? E do mesmo time de estimação bandido

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