VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Política

Udenismo é tentação dos que perdem força no Congresso


23/09/2010 - 09h19

Quadro partidário paga o preço do passado

de Maria Inês Nassif, no Valor Econômico

Não se constroem partidos do nada. Foi um excessivo otimismo imaginar que o Brasil iria sair de uma ditadura de 21 anos, 13 deles com partidos legais construídos à imagem e semelhança do regime ditatorial, e de imediato iriam surgir partidos orgânicos e prontos para a democracia que se conquistava. Mais que isso, era difícil imaginar que as definições partidárias ocorreriam sem que o país pagasse pelo arcaísmo político embalado não apenas pelo regime militar, mas também pelo período democrático de 1945-1964 e pelo varguismo. Antes do bipartidarismo, o crescimento do PTB acabou desequilibrando um poder político oligárquico, que se compunha conforme suas conveniências para conseguir chegar ao poder pelo voto, e uma oposição desenraizada das bases que namorou e acabou casando com o golpismo.

Não se apaga o passado político, muito menos por ato institucional. A ditadura, que se justificava como um “contra-golpe” à ação das esquerdas que se organizavam em lutas populares, acabou com os partidos políticos mas não com as oligarquias; matou na base um partido de massas, o PTB, que começava a se cristalizar; desorganizou os movimentos populares que poderiam dar massa orgânica aos partidos; reforçou nas elites a percepção de que o Brasil precisa sempre um poder “moderador”, seja um rei, as Forças Armadas ou uma elite com um enorme poder de pressão sobre a máquina de governo, o Congresso e os partidos tradicionais.

O envolvimento de elites que deram decisivo apoio, no momento seguinte, aos movimentos pela redemocratização, deu aos partidos que se definiam, nesse momento, à direita, à esquerda ou ao centro, a impressão de que levaram juntos consensos que seriam eternos. Os movimentos de massa pelas eleições diretas, depois pelas eleições de Tancredo Neves, foram raros momentos de unidade efetiva entre partidos e massas. Uma ilusão de consenso idílico.

No momento da normalização democrática, construir partidos com bases e dar composição orgânica a eles tornou o pós-ditadura menos idílico. Sem know-how de partidos de massas, o Brasil se viu novamente construindo acordos partidários com as velhas oligarquias e construindo novas – o antigo MDB foi uma fonte inestimável de formação de “oligarquias emergentes”. A origem do atual quadro partidário são três: a Arena, que trouxe junto a UDN e parte do PSD; o MDB, que captou os antigos trabalhistas, parte do PSD e outros partidos; e os movimentos de massa que construíram o sindicalismo dos anos 80 e as grandes mobilizações de rua pró-Diretas e pró-Tancredo.

De todo o quadro partidário pós-ditadura, o que deve sobrar no pós-Lula é o PT, que fugiu ao modelo dos demais partidos, o PSB, que fica no meio do caminho e os pequenos partidos ideológicos. Vinte e cinco anos depois da ditadura, o país amarga de novo um momento de enorme instabilidade partidária. Depois das eleições, com ou sem dificuldades legais para a formação de novos partidos ou para realinhamento partidário dos atores políticos, será inevitável que isso aconteça.

O problema é que deve acontecer uma reestruturação partidária à imagem e semelhança da ocorrida a partir de 1979, quando a formação de partidos seguiu mais a lógica de interesses regionais de grupos políticos, ou o interesse pessoal de lideranças, do que propriamente o alinhamento ideológico.

Ainda assim, como os partidos – à exceção do PT, o único que construiu e manteve uma estrutura partidária mais orgânica -, no modelo atual, não conseguem sobreviver muito tempo longe do poder, que alimenta os apoios a nível regional, o realinhamento deve ocorrer muito mais em torno do governo eleito do que propriamente uma rearticulação da oposição. A oposição, se não apresentar uma alternativa menos udenista para os políticos que estão se desinfileirando de propostas mais radicais, corre o risco de inchar o PMDB – um jeito de aderir ao governo recém-eleito e provavelmente com maioria parlamentar sem dizer que está aderindo.

O problema é que, o que sobrar de oposição, terá uma força mínima dentro do Congresso. A tentação do udenismo, nessa situação, aumenta muito. A instabilidade partidária, nesse caso, pode ser um fator de desestabilização da própria democracia.



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41 comentários

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Léo Costandrade

24 de setembro de 2010 às 08h44

Se isso se confirmar será uma pena, a oposição, mesmo essa que tá ai é muito importante para o bom andamento do sistema democrático, por mais odiosa que essa oposição seja, ela desempenha um papel muito importante seja pela provocação do debate ou pela estimulação do governo em seus avanços para provar que é o melhor, portanto eu torço muito para que a oposição encontre o seu rumo e siga fazendo o contraponto tão impressindível na democracia.
E dá lhe Dilma!!!.

Responder

eroni spinato

23 de setembro de 2010 às 18h27

Não sei não, a direita mesmo em épocas não ditatoriais se manteve por muito tempo, mais ou menos 500 anos. A esquerda precisava uma chance de mostrar que o atrazo era mantido pela elite capacha e uma direita tacanha. O resultado está aí, a esquerda fez mais em 8 anos e sem individar o País, que todo o tempo mantido pela direita.

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Zé Francisco

23 de setembro de 2010 às 18h06

A democracia avança. Uma base governista muito ampla não tem como ser mantida pelo governo. A crise é da oposição, que se reconstruirá durante a legislatura. Esperamos que seja uma oposição mais madura, menos raivosa e preconceituosa. Falar em retrocesso não dá, não pode ser.

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José

23 de setembro de 2010 às 17h55

Pesquisa diária IG/Band/Vox (23.09.10) apontou: Dilma 51%- Serra 24%-Marina10% Comprovada a farsa do datafraude tentando levar a eleição para o segundo turno. Inflaram os números do vampiro e da traíra e reduziram os da Dilma.É bom ficarmos atentos, pois nessa reta final eles vão apelar..

Responder

Bonifa

23 de setembro de 2010 às 17h48

Não penso deste modo. Lembro-me de um mote comunista que vigorou ainda quando o PT ainda era considerado muito radical: " O PT será a última esperança da burguesia." Bem lembrado que o PSB tenha fugido também "mais ou menos" do modelo dos outros partidos. O PT será um partido de centro-esquerda, fiel ao trabalhismo até onde este não tente impor soluções, digamos, "não-realistas." O PSB tem tudo para agregar uma nova representação que será centrista, mas que no espectro global poderia até ser considerada de direita. Aécio Neves e Ciro Gomes poderão personificar o perfil político e somar entre as lideranças deste partido que tenderá a ser oposicionista ao PT. Novas lideranças regionais procurarão ingressar nestes dois partidos de forma intensa. Será um rearanjo inédito, operado pelo próprio andamento das circunstâncias políticas. O PMDB tenderá mesmo a ser o asilo de políticos que não se sentiriam confortáveis nem no PT nem no PSDB, mas vai continuar ainda por bom tempo a existência de uma gama de pequenos partidos sem face ideológica definida. Mas há também espaço para um partido ideológico representante do liberalismo econômico, que tão cedo não se dará por morto, mesmo com o crescente aprofundamento da crise mundial. Este partido tenderá a ter expressão apenas no estado de São Paulo, por motivos óbvios, mas com pequena representação em outros estados. E por último, creio que haverá as siglas da esquerda radical e também que surgirá um partido de direita radical, representante de uma ideologia difusa, para instrumentalizar principalmente forças emotivas que são contra qualquer novidade que cheire a movimentos populares.

Responder

    Léo Costandrade

    24 de setembro de 2010 às 09h12

    Bonifa, muito boa e coerente a sua análise, mas acho que ainda há também espaço para um partido de esquerda radical ideológica que atualmente não está representada no cenário político exceto por algumas alas dos partidos de centro – esquerda como o PT, os que se mostram com esta face hoje não convencem e são muito confusos tal qual o liderado pelo Plinio Arruda, os sindicatos e entidades estudantis precisam urgentemente voltarem às suas origens de oposição e se desprederem de qualquer tipo de participação nos governos sejam quais forem, sem isto o povo (povão mesmo) continuará sem representação porque governo nenhum tem a capacidade de representar o povo na sua totalidade.

Orlando Bernardes

23 de setembro de 2010 às 16h33

Análise Perfeita! O PIG junto com os grupo mais reacionários do PSDB e DEM ( pleonasmo ) é que vão constituir a nova UDN. Na verdade é o que já vemos atualmente.

Responder

El Cid

23 de setembro de 2010 às 16h15

Quem ou que é opinião pública de hoje?

Antigamente, quando alguém cometia algum deslize moral ou criminal, era execrado pela opinião.

E agora? Há muito que os jornais e revistas tucanos não refletem a opinião pública (se for opinião de alguém, é apenas do patrão).

Ou seja, não temos mais opinião pública, ou será que é o que Lula disse mesmo: "Nós somos a opinião pública", baseado na sua altíssima popularidade?

Responder

El Cid

23 de setembro de 2010 às 16h13

… desde UDN x Getúlio nenhum presidente brasileiro foi tão atacado e denunciado quanto Lula. Desde sempre, nenhum presidente brasileiro acabou seu mandato tão bem cotado.

Responder

easonnascimento

23 de setembro de 2010 às 16h11

O PMDB é um partido emblemático na atualidade. Não se sabe pra onde caminha. Seus quadros são confusos e seu programa indefinido. Atualmente apoia o PT mas depois das eleições pode se mostrar a que veio. Creio que muitos destes integrantes são realmente fisiológicos. Resta saber como ficarão na próxima legislatura. Se lançarão ávidos por cargos e por poder? Trabalharão na base do é dando que se recebe no Congresso Nacional? Só espero que não compliquem pra cima da Dilma pois o país não pode perder tempo com futricas e a governabilidade é essencial para Dilma implementar os avanços que a população espera dela e de seu provável governo.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

    Roberval Amador

    23 de setembro de 2010 às 17h05

    Tudo bemque o PMDB pode tornar muido ávido e ir com muita sêde ao pote. Mas, nos blogueiros estamos aqui e vigilante pra apoiar a Dilma. Se começarem a sair da linha daremos-lhes um lambadas com o cinto pra se comportarem.

Lia

23 de setembro de 2010 às 15h43

A coisa está pegando.Mas o povo é mais. Escutei de uma senhora da zona rural que não acreditam mais no que a televisão fala. O Pig foi desmascarado e não tem mais volta. Viva o Povo Brasileiro. `Dilma presidente e Mercadanter governador. Ditatura nunca mais.

Responder

João Sabóia Jr

23 de setembro de 2010 às 15h24

Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos….
MÍDIA & GOVERNO
Razões para a hostilidade crescente

Por Venício A. de Lima em 22/9/2010

O processo eleitoral e a indisfarçável partidarização revelada na cobertura jornalística dos principais veículos da grande mídia provocaram, nas últimas semanas, reações cada vez mais explícitas e contundentes por parte do próprio presidente da República. Por outro lado, o atual governo chegará ao seu término enfrentando uma hostilidade crescente por parte desses veículos. A virulência dos ataques de editoriais e colunistas contra o governo e o próprio presidente Lula encontram poucos e raros paralelos na história política brasileira.

A hostilidade entre alguns veículos e o governo é agora, mais do que antes, inegavelmente recíproca e pública. Continua…

Responder

Daniel

23 de setembro de 2010 às 15h08

Essa eleições vão para o segundo turno sim, infelizmente.
Outros escândalos aparecerão para derrubar Dilma.
Nada de novidades, isso tudo já era de se esperar é só lembrarmos de 2002, 2006…
O PT que se prepare vem chumbo grosso por ai….
Novos escândalos estão, apenas, guardados nas gavetas da mídia, esperando sua hora para serem tirados de lá, conforme interesse da mídia e não do Brasil. Quere é eleger Serra isso sim, estão desesperados com caixa ($$) lá em baixo, precisam encher de novo !
As denúncias não tem nada a ver com moralizar o Brasil. Pois só denunciam as coisas erradas quando é de interesse deles…o resto das roubalheiras deixam passar numa boa !
Da “roubalheira” do PSDB não aparece nada, são santos, honestos…então tá a gente acredita !
E novas denúncias aparecerão perto do dia de votação, para não dar tempo de resposta do PT.
O PT é meio “burro” para se defender, não sabem argumentar, por exemplo : quando a mídia fala em da relação do PT com ditadores, o PT deveria “lembrar” as pessoas que China ESTÁ LONGE DE SER UMA DEMOCRACIA (são comunistas!) E DE TER LIBERDADE DE IMPRENSA LÁ…e vejam os EUA são “amigos” dos chineses e a mídia não dá um pio ! Dai vale ! Ah com os comunistas chineses vale tudo, a amizade..dai pode…. !
Os EUA vendem armas aos árabes (país longe de ser democrático) e a mídia não fala nada.
Ou seja, o que existe na verdade, são os ditadores “amigos”e os “inimigos” isso sim…o resto é “conversa para boi tonto dormir” pura hipocrisia.
Mas como disse o PT na sabe argumentar sobre as coisas então a mídia , velha de guerra, jogo seu jogo para defender seus interesses e só, nada a ver como termos um Brasil melhor.
Nos tempos de FHC a roubalheira rolava solta mas pouco aparecia.
Em SP o PSDB fico 16 anos para fazer um “tiquinho” de linhas de metrô.
Estamos atrás da cidade do México !!
A China QUE É UM PÁIS COMUNISTA (só para lembrar) faz em metro o que SP na fez ainda em todo esse tempo…bom a gente bem sabe pra aonde foi todo esse $$ gasto no metro né ? A Folha, o Estadão poderia nos dizer…Ah mas daí não interessa…eles (PSDB) são nossos amigos, deixa roubar a vontade !
Dilma poderia ter falado sobre isso quando questionada sobre a “relação de carinho” que o PT tem com ditadores.
Como eu gostaria de ver alguém com sólida argumentação comentar sobre essas coisas na TV, mas parece que falta coragem, sei lá, para se “pingar os is” de todas as questões.

Responder

    Carlos

    23 de setembro de 2010 às 15h50

    Se você acha, eu também acho: falta-lhe um pouco de humildade.

    Roberval Amador

    23 de setembro de 2010 às 17h13

    Eu não acredito em segundo turno pois a Dilma andou perdendo uns pontinhos magros e Serra não ganhou quase nada. A Marina sim, ganhou uma "merreca. A Dilma vinha num crescente muito rápido e agora parou, mas não foi por causa destas denuncias bobas contra a Erenice não!. Por ser uma diferença dela contra o Serra e a Marina ser tão grande eu não creio em escândalo que dê jeito. Este pessoal da oposição pode fazer oque quiserem que nada colará na Dilma. Vocês não estão vendo o caso do sigilo! Fez foi tirar votos do Serra!

    Zhungarian

    23 de setembro de 2010 às 22h23

    China Comunista?
    Para seu conhecimento, Previdência Social na China, só para quem trabalha pro Governo.
    E educação de qualidade, só pra quem tem dinheiro.
    Pelo visto, FHC andou doutrinando por lá…

    Quanto ao que a Dilma deveria ter dito ou não, só uma coisinha: Lula sempre primou por um discurso em alto nível. E assim será com Dilma. Tudo o que a UDN quer é tirar a Dima do sério. Acharam que seria fácil, acharam que ela teria pavio muito curto pra aguentar. Enganaram-se. Agora são eles que se desesperam.

    Após o dia 1.º de janeiro, Dilma mostrará a que veio.

Mauro Motta

23 de setembro de 2010 às 14h53

Creio que prever o futuro dos partidos brasileiros é bem mais facil que prever o clima no nordeste do nosso país.
O que existe na atualidade é uma promiscuidade partidária que não tem nada relacionado com os interesses da população.
O rumo dos alinhamentos partidários nos mostra uma realidade na qual a democracia se envergonha.

Responder

vinicius

23 de setembro de 2010 às 13h39

Uma nova oposição irá forçar o PT a melhorar.
Algo muito simples para entender. Nada mais que a velha questão levantada por Darwin.
A leoa aperfeiçoa a estratégia de caça e as gazelas a estratégia da fuga. Quanto mais a gazela se aperfeiçoa na arte da fuga, a leoa se aperfeiçoa na arte da caça.

Algo elementar na natureza e irá acontecer na política brasileira.
Para o bem de todos.

Somos muitos Lulas da Silva. Eis nossa vantagem competitiva, como diria Darwim.
Entendeu a razão do desespero deles!?!?!?!?!!?

Responder

    Cícero

    23 de setembro de 2010 às 14h07

    Parabéns pelo comentário. Falou pouco, mas disse tudo.

    El Cid

    23 de setembro de 2010 às 16h12

    que clareza, Vinicius…. ótimo comentário !!

Bernardo

23 de setembro de 2010 às 13h34

É uma analise interessante, mas acho que ela ainda não chega ao ponto de questionar o principal problema do quadro político brasileiro: afinal de contas, o que é o PMDB ?

Responder

    ferdinand

    24 de setembro de 2010 às 09h07

    PMDB é um simbionte como diria o Dr. Connors.

ValmontRS

23 de setembro de 2010 às 13h28

Receio que, ao não combater no devido tempo as corporações que monopolizam os meios de comunicação no Brasil, o governo Lula deu guarida a uma serpente venenosa. Agora, em meio ao calor das eleições, vemos a víbora desferindo seu ataque.

Não se deve esperar tréguas após a eleição. Haverá confrontos ao longo de todo o governo Dilma Roussef, exigindo o máximo empenho das autoridades e das respectivas instituições, bem como, a mobilização popular.

Será uma prova de fogo para as instituições nacionais. Se passarmos por ela, emergirá uma democracia madura.

Ou as instituições democráticas regulam o setor de comunicações ou as famílias que o monopolizam continuarão manietando o Brasil ao seu bel-prazer.

Será necessária uma condução muito sábia do governo, dentro dos limites institucionais, para que o confronto entre as oligarquias e os movimentos populares não transborde em conflagração. As provocações dos sabujos representantes da mídia golpista objetivam atiçar reações violentas. Não se deve ceder à tentação.

Responder

Geraldo Moura

23 de setembro de 2010 às 12h54

Brilhante análise da Maria Inês Nassif, como sói acontecer. Se houver amanhã, e se Aécio cumprir a promessa de deixar o PSDB para criar um novo partido de oposição moderada ao provável governo Dilma, o que sobrar dos representantes políticos das vivandeiras alvoroçadas será lançado definitivamente para o lado direito do Parlamento. Mas o udenismo persistirá urdindo, pois contará – como contou em 54 e 64 – com o auxílio luxuoso da velha mídia golpista. A mãe de todas reformas é acabar com o nefasto oligopólio dos meios de comunicação social. E isto está no programa de governo de Dilma. Se ela conseguir tal façanha, se tornará maior do que Lula.

Responder

Urbano

23 de setembro de 2010 às 12h34

O que atrapalha e muito a elite golpista nos dias atuais é que o Governo possui um aliado altamente respeitado, que é o povo, que por tudo que passou e vivenciou está mais atento e certamente não permitirá que lhe joguem novamente no despenhadeiro.

Responder

francisco p neto

23 de setembro de 2010 às 12h27

Eu sou suspeito para elogiar esse comentário.
Venho dizendo há muito tempo que em janeiro de 2011, Dilma toma posse e começa o processo de implosão do PSDB.
O que a Maria Inês diz é extamente o que venho afirmando.

Responder

BeauGeste

23 de setembro de 2010 às 12h08

Atenção,
estão querendo inverter a opinião sobre golpe contra a democracia. Por e-mail, estão enviando um "manifesto" aos menos avisados.
Artifício sorrateiro e enganoso.
http://manifestoemdefesadademocracia.wordpress.co

Responder

    Orivaldo Guimarães

    23 de setembro de 2010 às 12h22

    Eu não assino documentos golpistas e antidemocráticos, principalmente em conjunto com membros da elite branca, paulista e golpista.
    O POVO BRASILEIRO é muito maior do que tudo isso.
    Dilma 13 Presidente

    ValmontRS

    23 de setembro de 2010 às 12h48

    Postei lá no site dos golpistas:

    Vamos reeditar 1964? Viva o baronato da mídia feudal, pilar da ditadura!
    Vamos ressuscitar a Redentora?
    Vamos calar a boca dos milhões de cidadãos que se expressam nas urnas e retornar o poder para as elites retrógradas que expoliaram o povo brasileiro durante décadas?
    Este ato é um atentado contra as instituições democráticas, por isso, tem
    O MEU TOTAL REPÚDIO!
    ELEIÇÃO SE GANHA NAS URNAS!
    FORA, GOLPISTAS!

    Zé Cabudo

    23 de setembro de 2010 às 13h09

    Interessante como o "manifesto" está em perfeita consonância com aquela campanha "esclarecedora" do Serra, em que o PT é o Jason de peixeira na mão, nos filmes "Sexta-Feira 13". Só que, no caso, o filme tinha que chamar: "Cansei II, a Revanche".

    Marat

    23 de setembro de 2010 às 15h29

    Grande Beau Geste… Afinal de contas, o diamante foi mesmo vendido?

Carcará!

23 de setembro de 2010 às 11h37

Deus nos proteja!!!! [2]

Responder

    assalariado.

    23 de setembro de 2010 às 18h24

    Carcará,quem escreve a história das sociedades dos homens são os próprios homens e não Deus.Até aonde eu sei Deus não vota,e de quebra tem um monte de religião pedindo para os seus fiéis votarem nos escribas.

ruypenalva

23 de setembro de 2010 às 11h34

É incrível a migração do PSDB para o udenismo. Isso aconteceu quando seus membros, alguns até foram de esquerda, festiva, mas foram, conseguiram uma aliança com a elite Paulista e Midiática. Essa aliança se deu, se selou, em cima da alienação do patrimônio do estado e da manutenção de certos privilégios, cartórios; na mídia, no mercado e na legislação. Quando Lula quis acabar com os S, que consome quase 5% da folha de pagamento das empresas, pasmem, o Abraham Sajman foi contra, ele e o Afif Domingos, nunca árabe e judeu se uniram tanto, pois lá é núcleo sindical do patronato. Criou-se cartórios para empresas de telefonia, energia, água, radiodifusão, televisão inclusa, TV paga, bandas de celular, tudo cartório de poucos regulado por agências tipicamente ligadas as concessionárias.

Responder

turmadazica

23 de setembro de 2010 às 10h40

O importante é isolar o DEM…

Responder

    Jairo_Beraldo

    23 de setembro de 2010 às 11h20

    E mais importante é eleger Dilma e uma bancada progressista forte no congresso. E esperar o golpe "hondurenho".

    assalariado.

    23 de setembro de 2010 às 18h16

    Jairo,nunca voce foi tão feliz e objetivo no seu comentário!! Lá em Honduras o STF deles e as Forças Armadas hondurenhas se uniram,e o protesto do povo foi em vão,o que fazer?).Mas o golpe não passara,vamos à ruas,lembra da Venezuela? Só que lá as forças armadas racharam e garantiram os resultados das urnas.Aqui como será?

    turmadazica

    23 de setembro de 2010 às 18h24

    Sim, é o mais importante agora… Mas com o DEM isolado, imagine quanto a reforma agrária avançaria… Se o PSDB acabar, com migrações tucanas para o novo partido do Aécio e para o PMDB, eles perderiam muito espaço…

nina

23 de setembro de 2010 às 09h51

Deus nos proteja!!!!

Responder

    Jairo_Beraldo

    23 de setembro de 2010 às 11h20

    Amém!


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