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Tucanos terão de desinflar a Operação Lava Jato?
Falatório Política

Tucanos terão de desinflar a Operação Lava Jato?


07/12/2015 - 16h30

Moro faz diferença

por Luiz Carlos Azenha

O enterro eleitoral do PT, como escrevi anteriormente, aconteceu no dia 25 de novembro. Foi quando se materializou, nos telejornais, o áudio de Delcídio Amaral. Até então, as denúncias contra o partido eram baseadas em delações premiadas — fica sempre a dúvida se o dito é verdadeiro ou serve a propósito político.

Por mais que se diga que Delcídio era um petista emplumado, tratava-se do líder do governo Dilma no Senado. Envolvido numa trama capaz de capturar a imaginação de qualquer um: o poderoso petista armando para tirar uma testemunha importante do País.

Desde aquele dia, estava claro que o processo de impeachment contra Dilma Rousseff iria avançar, mais cedo ou mais tarde. Aparentemente, o PT decidiu antecipá-lo com o objetivo de escapar do pior da crise econômica, previsto para o primeiro semestre de 2016.

A oposição, que namorou Eduardo Cunha desde que o peemedebista se elegeu presidente da Câmara e rompeu com o PT, primeiro afastou-se dele para retomar o namoro em seguida.

Em breve saberemos qual foi o acordo de bastidores.

Meu palpite: com a possibilidade no horizonte de um governo Temer, não será aberto processo contra Cunha no Conselho de Ética. Duvido que os tucanos votem para preservá-lo, mas vão trabalhar no convencimento de outros integrantes do Conselho para fazê-lo em nome deles.

Em seguida, Cunha renuncia à presidência da Câmara mas mantém o mandato e a imunidade parlamentar.

Assim, fica preservado o processo de impeachment, dissociado de um sujeito sob suspeita de ter cometido chantagem, obstrução de Justiça, de ter vendido emendas parlamentares a um banqueiro e esconder dinheiro na Suiça.

O impeachment de Dilma com os votos do PSDB significa que os tucanos seriam co-responsáveis pelo governo Temer — e, portanto, teriam de participar de alguma forma da tal “união nacional”.

Trata-se, por trás das palavras bonitas, de preservar os interesses do mercado num quadro de crise econômica internacional.

Em todos os outros países do mundo onde as políticas neoliberais foram acionadas, depois da crise de 2008, houve transferência de renda de baixo para cima para cobrir o rombo aberto pelos banqueiros e sua pirâmide de derivativos.

No Brasil, isso foi de alguma forma mitigado — durante os governos Lula e Dilma — pelos programas sociais, pelos aumentos do salário mínimo e pelo investimento público via BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

Para adotar Uma Ponte para o Futuro, o programa econômico de Moreira Franco elogiadíssimo pelos jornais, dilapidando direitos garantidos pela Constituição de 1988, peemedebistas precisam já de algo que os une umbilicamente aos tucanos: entregar o pré-sal.

Não é por acaso que Delcídio Amaral estava com eles no Senado!

O regime de concessão, ao qual eles pretendem voltar, significa que a União receberá injeções de dinheiro das transnacionais de petróleo sempre que houver um leilão!

Vai ter liquidação de pré-sal, independentemente dos interesses de longo prazo dos donos do patrimônio público.

Privataria 2, o Retorno.

O futuro será liquidado agora em nome da sobrevivência política.

Os lucros de longo prazo do pré-sal serão todos transferidos às transnacionais, que finalmente terão acesso a novas reservas — hoje, em todo o mundo, elas são defendidas com unhas-e-dentes pelas estatais, a não ser nos países com a soberania enfraquecida, como o México.

Recursos naturais representam sempre uma considerável injeção de capital num sistema financeiro falido, mantido solvente graças ao FED e ao Bundesbank.

Essa é a mesma lógica que guia o avanço sobre o petróleo pesado da faixa do Orinoco, na Venezuela, com o apoio dos inocentes úteis de sempre e dos países consumidores, que precisam de combustível barato para manter a paz social e suas economias competitivas — Estados Unidos, China, Japão e europeus.

Além de unidade sob Uma Ponte para o Futuro, que inclui a entrega do pré-sal, tucanos e peemedebistas convergem noutro ponto: precisam da estabilidade política que Aécio Neves e sua turma negaram a Dilma desde a derrota de 2014.

Para isso, é preciso frear, bloquear ou pelo menos tirar os holofotes da Operação Lava Jato. É aí que entra Gilmar Mendes e uma maioria constrangida a votar com ele no Supremo Tribunal Federal.

Minha previsão é de que, em breve, teremos de volta denúncias contra o Estado policial. Moro será reduzido ao papel de apenas mais um juiz federal. A República de Curitiba será desmontada.

Sim, é constrangedor saber que quem corre o risco de sofrer impeachment é a fiadora da Operação Lava Jato, que reconduziu ao cargo o procurador Rodrigo Janot e deixou a Polícia Federal agir à vontade.

O problema é que, de todas as delações ainda não extraídas, as mais perigosas para uma eventual coalizão PMDB/PSDB seriam as do empreiteiro Marcelo Odebrecht, do banqueiro André Esteves e do senador Delcídio do Amaral.

Como se viu na gravação de Delcídio, ele era um homem “pluripartidário”, tendo se relacionado com os delatores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa quando os três trabalhavam na Petrobrás ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Delcídio não é apenas o homem-bomba do PT, mas do compadrio que desconhece fronteiras nos bastidores das maracutaias.

No mundo dos empreiteiros e no das finanças, ninguém sabe mais que Odebrecht e Esteves.

Quando fala em “pacificação nacional”, Temer está tratando justamente disso, embora jamais vá admití-lo em público: a Lava Jato é fonte de tensão permanente, especialmente com o “japonês bonzinho” vendendo informações às revistas.

A fonte precisa secar, já que o próprio vice-presidente foi citado nas delação de Júlio Camargo como beneficiário do esquema na Petrobrás, além de Eduardo Cunha e do presidente do Senado, Renan Calheiros, todos do PMDB.

É condição obrigatória para o mandato-tampão de Temer, se vier a acontecer, ter tranquilidade no front político e fazer as reformas econômicas prometidas aos banqueiros. Tranquilidade incompatível com o hiperativismo do juiz Moro e dos procuradores de Janot.

Se Dilma for derrubada — o que, em si, é um grande SE –, eles já terão prestado os serviços desejados: afastar o PT do poder.

Janot cumprirá o que resta de seu mandato de dois anos e será substituído por um novo engavetador-geral. Moro poderá, enfim, pendurar as capas de revistas em seu escritório e desfrutar do título de homem que “reformou” o Brasil — com Temer na presidência, Renan no Senado e Cunha respondendo a um interminável processo na linha daqueles do “mensalão tucano”.

Resta acompanhar, ao longo do processo de impeachment, o comportamento dos tucanos que pretendem disputar o Planalto em 2018.

Geraldo Alckmin, favorito se Dilma permanecer no poder, vai ter de duelar com Aécio Neves para se posicionar da melhor forma possível junto a Temer.

José Serra, correndo por fora, poderia ser o candidato a “arrumar” a Economia sob o PMDB, usando em proveito próprio o dinheiro do pré-sal, numa tentativa de imitar o efeito-Real que Fernando Henrique Cardoso surrupiou de Itamar Franco.

A mídia, agora ocupada em vender o impeachment, suspendeu toda a especulação sobre o cenário futuro num eventual governo Temer. Não interessa a ela introduzir a interrogação gigantesca que existe. E se…? Por isso, é preciso fazê-lo.

José Serra, por exemplo, disse à Folha que não vê diferença significativa entre o pós-Collor e um eventual pós-Dilma.

A direita faz de conta que o Brasil não se transformou, que não houve junho de 2013, que milhões de brasileiros não se acostumaram a um novo padrão de consumo e que será possível cortar em Saúde e Educação eternamente para pagar juros aos bancos.

Certamente contam com o poder da Globo e da nova lei antiterror, apresentada pelo governo Dilma, apoiada pelo Delcídio e modificada para se tornar ainda mais assustadora pelo tucano Aloysio Nunes.

Mas, como atestou a repórter da Globo que aparece no vídeo abaixo, surpresas sempre podem acontecer…

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14 comentários

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Márcio Gaspar

08 de dezembro de 2015 às 20h28

Desinflar a Lava Jato em caso da oposição assumir o poder não seria o caso, pois vejo que a Lava Jato para o lado da oposição já está desinflada, pois não vem ao caso. O que poderá ocorrer é uma verdadeira caça as bruxas como ocorreu em tempos de Guerra Fria nos EUA, pois com o poder de volta em suas mãos, a direita terá todo o aparato ( i) legal para manipular as instituições do jeito que quiser, inclusive, mandar prender quem ouse ser oposição neste país, pois o PT perdendo o poder será oposição e, certamente, fará barulho. Nesse sentido, concordo que a lei antiterrorismo será usada para isso, mas a Lava Jato continuará. Espero que o congresso enterre este impeachment. Apesar que acho que este congresso é um dos piores congressos da história do Brasil. Deputados que não tem o mínimo de noção do é um Estado de Direito, muito menos noção do que esta atitude irresponsável poderá causar ao país.

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Márcio Gaspar

08 de dezembro de 2015 às 19h43

Para quem lê um pouco sobre a geopolítica do petróleo sabe que as guerras e disputas políticas que ocorreram e ocorrem no Oriente Médio tem no petróleo o seu estopim central, e os EUA estão metidos em tudo que é conflito nos países que tem este recurso natural como fonte de energia. Sabemos que o preço da gasolina nos EUA é baixa não é por causa de imposto mas, sim, por causa dos canhões apontados para o Oriente Médio e sua política em derrubar governos e colocar governos amigos nesses países. Mesmo que o petróleo suba no mercado internacional a gasolina nos EUA não varia muito. A grande “aliada” Arábia Saudita garante o suprimento necessário aos EUA, mas o caminho é longo entre a fonte até o mercado, nada melhor do que uma reserva mais próxima, aqui na América Latina. Depois que o Brasil descobriu o pré-sal isso aqui virou um inferno. O desmonte dos royalties do pré-sal para a educação está próximo, mas isso pode ser um trunfo para uma futura oposição do PT como oposição.

Responder

Nelson

08 de dezembro de 2015 às 18h08

O “estrategistas” do PT apostaram em uma aliança por cima, pagiando o grande empresariado. Ao mesmo tempo, adotaram uma conduta de desdém abjeto às organizações populares, organizações que foram as principais responsáveis pela condução do partido ao poder.

O resultado não poderia ser diferente: o governo do PT vem morrendo aos poucos, cada vez mais sozinho.

Responder

Irineu

08 de dezembro de 2015 às 10h11

Bom dia Azenha e amigos.
“Bastidores” : Tudo que é tramado de forma oculta e não pode ser revelado.
Pois bem vamos ao raciocínio interpretativo rompendo essa cortina insana, mafiosa e criminosa.
Azenha sempre disse que o Brasil possui uma “população que não merece”
Ou seja: Pais rico continental habitado por “malandros”
Você como jornalista testemunhou e vivenciou a mídia (PIG) durante a gestão FHC.
Como ela trabalhou dia e noite vendendo a ideia que a privatização faria o Brasil crescer.
Pois bem entregaram ” todas” as empresas.
É um conchavo mafioso: Políticos, empresários, mídia etc
Viajei nas interpretações das mudanças ocorridas na América latina.
Convulsão na Venezuela e mídia batendo.
As ultima eleição presidencial no Brasil foi acirrada
Arrisco a dizer sem margem de erro que a campanha do Aécio foi mais cara que a da Dilma.
Investiram pesado empresas, empresários e mídia( pig) dia e noite batendo na Dilma e favorecendo ele.
Pessoal, por mais que somos manipulados devemos observar esses detalhes.
Lembro que votei no segundo turno e viajei para Itajubá (MG)
Lá acompanhei o resultado.
Os “mafiosos” voaram pra minas para comemorar a vitória de Aécio.
Só vocês observarem que na foto de Aécio aparece na mesa todos os microfones Pigais( Mídia)
Viram só como já contavam com a vitoria dele?
Não deu certo, e começou um governo travado, com mal vontade , tanto na câmara dos deputados, quanto senado, sem contar um judiciário partidário,seletivo e também “mafioso”
A economia ta travada devido a essa má vontade perversa e criminosa.
E o PIG dia e noite batendo na Dilma
Assim até um surdo se revolta contra ela.
Ficou assim, aqui os canalhas e mafiosos são santos, salvadores
E os que tem alguma vontade pra fazer algo para o Brasil, viraram criminosos.
Triste isso.
Venezuela , Brasil e Argentina está nos planos de grupos ocultos, não tão ocultos assim, só pensarem um pouco.
Sem contar nos planos dos EUA.
Investiram para a vitoria do Aécio, viram só o raciocínio lógico?
Já houve mudança na Venezuela, Macri na Argentina.
E não querem esperar no Brasil.
Viu só como agem os mafiosos sem compromisso com o Brasil?
Observem que quando Dilma e outros do governo vão falar quase não ha microfone de imprensa( PIG)
Quando os mafiosos vão falar esta forrado de microfones pigais, ja observaram?
Essas nuances explicitas deixa muito claro: É GOLPE.

Responder

Marco André

08 de dezembro de 2015 às 03h07

O risco ao pré-sal é avassalador, assim como outros danos poderão ser cataclísmicos aos domínios do povo:
– Enfraquecimento da participação no Mercosul/Unasul (dividir e [re]conquistar).
– Desmonte no protagonismo do BRICS (NDB), com retorno à submissão dos mercados sob domínio do FMI.
– Astúcia predatória ao administrar os cobiçados US$ 370 bi de reservas.
– Desleixo pela independência da defesa nacional e perda da altivez e soberania diplomática.
Ironia cáustica; denominaram essa obscenidade neoliberal de “ponte” antevendo o suicídio do País.

Responder

Francisco de Assis

08 de dezembro de 2015 às 01h25

CONGRESSO VIRA COLÉGIO ELEITORAL DOS GOLPISTAS, QUE LADRAM ‘INDIRETAS JÁ’
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Derrotada pela quarta vez na eleição direta para presidente em 2014, a oposição neoliberal – no PSDB/DEM e na banda podre do PMDB e outros partidos – resolve simplesmente não aceitar a decisão soberana do povo, rasgando assim a fantasia de ‘democratas’ e mostrando sua face horrenda e vil de golpista.
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Forma-se uma Câmara dos Deputados com uma maioria que inclui centenas de deputados eleitos com o dinheiro da corrupção – e possivelmente também do narcotráfico aéreo e outros banditismos -, administrado por mafiosos como Eduardo Cunha (PMDB), que se elege, desta forma, presidente da Câmara e líder das múltiplas espécies de malfeitores ali presentes.
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Prestes a ser cassado e encarcerado, o gangster, não conseguindo chantagear o governo para se safar dos seus inúmeros crimes, deflagra um GOLPE DE ESTADO PARLAMENTAR, embrulhado em papel de impeachment vagabundo – de um velhaco rancoroso, golpista e ex[?]-lobista da Alstom -, absolutamente ilegal e inconstitucional, pois desprovido de justa causa.
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E assim, decorridos mais de um ano de conspiração, chantagem e destruição do país pelos golpistas, ao final de 2015 e sob tão grotesco disfarce, conseguem eles o seu intento: a convocação, por um gangster, do terceiro turno das eleições, desta feita pela via de um Congresso convertido em Colégio Eleitoral, fazendo o Brasil – apesar do quorum, etapas e procedimentos diversos – ESSENCIALMENTE retroagir 30 anos, para o Colégio Eleitoral e as eleições indiretas da ditadura.
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A ação criminosa de Eduardo Cunha (PMDB) consuma um atentado à democracia, um verdadeiro Ato Institucional Número 1, que simplesmente:
– CASSA A DECISÃO SOBERANA DO POVO na eleição de 2014, tomada com mais de 100 milhões de votos de eleitores, que outorgaram 4 anos de mandato à presidente da República;
– TORNA TEMPORÁRIO O MANDATO DA PRESIDENTE e de possíveis substitutos no decorrer do processo;
– e CASSA A PRÓPRIA SOBERANIA POPULAR, substituindo-a pela vontade e interesses, muitos deles escusos, de 513 deputados e 81 senadores – a maioria dos quais investigados, denunciados, réus e condenados por crimes tais como corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, extorsão, sonegação, sequestro, trabalho escravo e homicídio -, NUMA ABERRAÇÃO TAMANHA que, se fossem todos pobres, este Colégio Eleitoral usurpador teria que se reunir em um presídio de segurança máxima, em virtude da ‘aplicação seletiva das leis’ que é feita no Brasil.
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Um crime contra a democracia cometido sob os aplausos do Cunha Aécio (PSDB), de José Serra (PSDB) e demais golpistas, todos soltos e ‘usufrutuários’ do gangster Eduardo Cunha (PMDB), e sob as bençãos – ISSO DEVE SER DITO AOS GRITOS – do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot e do Supremo Tribunal Federal, que permitiram a consumação deste golpe e desta eleição bastarda, à revelia do povo.
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E tanto se trata de eleição criminosamente premeditada, e não de impeachment, que a banda podre do PMDB, em conluio nas sombras com manjados golpistas do PSDB e da plutocracia, ‘preparou antes’ um programa de governo que é, na essência, o mesmo da oposição derrotada nas urnas.
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E Michel Temer (PMDB), aliado agora à banda corrupta do PMDB de Cunha, ASSINA o programa golpista – OPOSTO àquele da chapa em que foi eleito vice-presidente -, SE TORNA CANDIDATO OFICIAL DA OPOSIÇÃO no Colégio Eleitoral e continua a construir suas pontes para o futuro nos salões da Casa Grande, o que, de resto, já fazia há muito tempo como pré-candidato. Não sente vergonha alguma? Pela carta hipócrita e lamurienta que escreveu para Dilma, parece que não.
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E assim A BANDA PODRE DO PMDB, partido que nunca elegeu um presidente nas urnas, acha que, ASSOCIADA AOS GOLPISTAS DO PSDB, DEM E QUE TAIS, conseguirá enganar o povo, eleger Temer em um Colégio Eleitoral camuflado, golpeando a democracia, transformando o Brasil em uma republiqueta e envergonhando o país perante as nações.
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Tendo, o MDB DE ULYSSES & TANCREDO, feito do Colégio Eleitoral da ditadura uma porta de saída para a liberdade e a Constituição Cidadã, é de dar nojo ver o PMDB DE TEMER & CUNHA tentar repetir, em nova farsa, o senador ‘canalha’ Auro de Moura Andrade em 1964 e fazer do Congresso Nacional porta de entrada para a consumação de mais um golpe na democracia.
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Que esta eleição bastarda não seja apenas mais um passo no caminho de volta para uma ditadura, que porta-vozes escrotos e hipócritas chamarão de ditabranda. E que possamos, com o povo de novo nas ruas, mais uma vez derrotar os golpistas e a sórdida palavra de ordem da ditadura – ‘Indiretas Já’ – que voltam a ladrar, como cães de guarda da plutocracia. Mesmo que seja no campo de batalha que preferem, o infame Colégio Eleitoral disfarçado em que um gangster psicopata transformou o Congresso Nacional.
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Caso contrário, se os golpistas prevalecerem, seguir-se-ão outros Atos Institucionais. Pois, uma vez no poder, NÃO SERÁ COM DEMOCRACIA e SIM A BOMBA, TIRO E CACETE, que “PRETENDEM REUNIFICAR E PACIFICAR O PAÍS” para entregar o pré-sal e outras riquezas, retornar a uma diplomacia subalterna, retroceder ao mapa da fome, criminalizar como terroristas os movimentos sociais, massacrar os direitos dos pobres, das mulheres, dos jovens, dos negros, e dos indígenas, LGBTs e outras minorias, privatizar a educação e a saúde e retirar do Estado estas obrigações, e esmagar os direitos dos trabalhadores – com a terceirização irrestrita, a precarização, o fim da justiça do trabalho e o corte brutal na previdência e nos direitos sociais -, entre tantos outros crimes já planejados, escritos e assinados na ‘PONTE PARA O FUTURO DELES, OS GOLPISTAS’.
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Responder

FrancoAtirador

07 de dezembro de 2015 às 23h24

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Emocionantes Depoimentos na Sessão Solene
Presidida pela Deputada Luizianne Lins (PT-CE)
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em Homenagem às Mulheres da Resistência
à Ditadura Militar do Período de 1964 a 1985.
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(http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/videoArquivo?codSessao=55306)
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Responder

Fátima

07 de dezembro de 2015 às 20h21

Cenário assustador… Não podemos deixar isso se tornar realidade.

Responder

Sidnei Brito

07 de dezembro de 2015 às 20h18

Tudo isso é preciso combinar com o povo e com um monte de gente, inclusive Alckmin.
Imagino que Azenha pensou nisso, mas ficou desanimado quando lembrou de 1964, cuja “reação” ao golpe surpreendeu até a embaixada americana por sua tibieza.
Mas como o próprio Azenha disse, o Brasil mudou demais de Collor pra cá – o que não dizer do que pode ter mudado de 1964 pra cá!
O próprio Serra fala da boca pra fora quando imagina um pós-Dilma igual ao pós-Collor.
Ele deveria lembrar-se mesmo era do “pré-Collor”: diferentemente de hoje, no impeachment de Collor houve quase uma união nacional a favor da medida, juntando inclusive lados que costumam ser opostos no campo político.
E agora? Além da imprensa golpista, da oposição canhestra e dos oportunistas on-line, mais quem? Digo: mais quem respeitável?

Responder

FrancoAtirador

07 de dezembro de 2015 às 20h15

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Ana Multa Lava-Jato por Ligação Clandestina com Cantareira.
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Responder

francisco pereira neto

07 de dezembro de 2015 às 19h51

Azenha do céu!
Comecei a ler o texto e tudo se encaixava a medida que a narrativa seguia.
Num dado momento, me perguntei quem era o autor, pois não havia consultado.
Logo eu vi que não poderia ser outro, a não ser você.
Tudo perfeito, mas como você diz tem um Se no meio desse roteiro.
E o exemplo do vídeo é um famoso Se, que de repente põe tudo a perder.

Responder

Mauricio Gomes

07 de dezembro de 2015 às 19h15

Em resumo, são apátridas, traidores do povo, golpistas, corruptos e moralistas de “Kinta Katiguria”.

Responder

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