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Cartas de Minas
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Três empreiteiras já denunciaram pagamento de propinas a Serra, 0,75% para o Paulo Preto

17 de fevereiro de 2018 às 11h16

Serra não conhecia Paulo Preto. Quer dizer, conhecia.

Depoimentos em inquérito citam repasses ao PSDB

Ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez dizem em investigação de campanha de Serra que pagaram propina por contratos do Rodoanel

do Estadão

Ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez afirmaram em depoimentos à Polícia Federal que pagaram propinas a autoridades de São Paulo, que, segundo eles, tinham como destino final a campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006.

Os depoimentos de Carlos Henrique Barbosa Lemos, ex-diretor da OAS, e de Flávio David Barra, ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia, foram prestados no âmbito do inquérito no Supremo Tribunal Federal que investiga o atual senador José Serra (PSDB-SP), aberto com base na delação premiada da Odebrecht.

O ex-diretor da OAS afirmou que empreiteiras fizeram um acordo em 2006 para o repasse de R$ 30 milhões ao ex-secretário de Transportes de São Paulo Dario Rais Lopes.

Segundo ele, os recursos eram referentes a obras do Rodoanel e abasteceram o caixa 2 do PSDB.

Lemos disse ainda que parte dos valores foi repassada em espécie para Mário Rodrigues Júnior, então Diretor de Engenharia da Dersa.

Outra parte, segundo ele, foi “transferida na forma de doações eleitorais ao PSDB devidamente registradas na Justiça Eleitoral”.

Rodrigues Júnior foi citado por delatores da Odebrecht como destinatário de um repasse de R$ 1,2 milhão.

Lemos disse ainda que empreiteiras criaram um “grupo de trabalho” que chegou a sugerir aspectos do edital de licitação do Rodoanel.

Segundo ele, os R$ 30 milhões seriam rateados proporcionalmente entre as empresas, conforme o valor de cada lote.

O ex-diretor afirmou que coube ao consórcio OAS/Mendes Júnior, detentor do lote 5, realizar o pagamento de R$ 5,4 milhões.

Após a eleição de Serra ao governo estadual, os contratos com as empreiteiras pelo Rodoanel foram renegociados em 2007 pelo governo, o que levou a uma redução de 5% do valor global.

Os delatores das empreiteiras afirmaram que, na época, o então diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, solicitou propina de 0,75% do total recebido por cada empresa vencedora dos lotes das obras do trecho sul.

O ex-diretor da OAS disse também à PF que a empreiteira usou a partir de 2009 empresas do doleiro Adir Assad para realizar os pagamentos ao ex-diretor da Dersa.

Assad tenta fechar acordo de delação premiada e citou pagamentos que chegam a R$ 100 milhões a Souza, como revelou o Estado em março de 2017.

Os interrogatórios foram anexados na investigação que tramita no Supremo, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Lemos compareceu de forma espontânea à Polícia Federal em Brasília em agosto de 2017 e seu depoimento foi entregue à Corte em janeiro deste ano.

David Barra foi interrogado no dia 25 de janeiro.

Metrô e TCE. No seu depoimento, o ex-executivo da Andrade afirmou que pagou propinas para a ex-dirigentes do Metrô e um ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

David Barra disse que a empreiteira pagou propina de R$ 3,7 milhões ao ex-conselheiro Eduardo Bittencourt para obter decisões favoráveis no âmbito da regularização de contratos das linhas 2 – Verde – e 4 – Amarela do metrô paulista.

O ex-executivo afirmou ter participado de uma reunião ao lado de representantes da Odebrecht e da OAS na casa de Bittencourt, em 2005.

Segundo David Barra, o conselheiro pediu R$ 10 milhões aos consórcios para avalizar uma fusão dos lotes das obras da Linha 4.

Bittencourt foi afastado do cargo em novembro de 2011 e é réu por improbidade e enriquecimento ilícito.

David Barra citou ainda repasse de R$ 2 milhões a Luiz Carlos Frayse David, então presidente do Metrô, que cobrou os recursos a título de suporte político.

O delator afirma ainda que a Andrade também pagou R$ 500 mil em espécie ao ex-diretor do Metrô Sérgio Brasil.

David Barra teve sua delação homologada pelo Supremo em abril de 2016.

Já o ex-diretor da OAS tentou, mas não conseguiu firmar acordo com o Ministério Público Federal.

PS do Viomundo: Todos os citados negaram as acusações. Mas, por que FHC insiste em buscar um outsider, citando nomes que não pertencem ao PSDB? Talvez saiba que a Lava Jato reforçou seu time em São Paulo, embora seja duvidoso que qualquer vazamento relativo a Geraldo Alckmin aconteça antes das eleições.

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Carlos Carvalho

17/02/2018 - 15h32

Talvez, a procuradora Raquel Dodge, não saiba que o Direito, por natureza, é uma expressão das ” classes dominantes”. Portanto, o que ela pensa sobre Lula, é uma questão ideológica, não pode pensar diferente. Em outras palavras, o ” vampirão”, de acordo com a sua ideologia, recebe outro tratamento, não só pela indicação, mas pela aproximação no campo de “interesses de classe”.

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