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Textos que devem ser ‘evitados’, de acordo com o juiz e editor Sérgio Moro
Política

Textos que devem ser ‘evitados’, de acordo com o juiz e editor Sérgio Moro


13/10/2016 - 20h09

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Embora críticas a qualquer autoridade pública sejam bem-vindas e ainda que seja importante manter um ambiente pluralista, a publicação de opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor, sem qualquer base factual, deveriam ser evitadas, ainda mais por jornais com a tradição e a história da Folha. Sergio Moro, em carta à Folha

O mesmo juiz Sérgio Moro usou de seu cargo e autoridade para divulgar para a imprensa gravações ilegais de uma conversa do ex-presidente Lula com a então presidenta Dilma Roussef, que não poderia ter sido gravada, muito mais divulgada, e gravações de conversas privadas de Lula e sua família, violando flagrantemente a Lei de Interceptações que não permite a divulgação dessas escutas. Apesar de ter sido um ato flagrantemente ilegal do juiz Sérgio Moro, ao julgar a ação de divulgação do grampo ilegal, o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) decidiu que a medida era de “tempos excepcionais” e, por isso, não era necessário que Moro seguisse a lei ou recebesse qualquer sanção por descumpri-la. Defesa do ex-presidente Lula, a respeito da carta de Moro ao jornal

Esse tipo de atitude é autoritária e perigosamente moralista para quem detém tanto poder como Moro. Soa como tentativa de interferência na liberdade de imprensa, sugerindo controle prévio de informações e críticas. Jornalista Kennedy Alencar, a propósito da carta de Moro

Desvendando Moro

Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 11/10/2016, na Folha

O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná — não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro -o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de “síndrome do escolhido”.

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

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15 comentários

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Joao Luiz Pereira Tavares

16 de outubro de 2016 às 02h19

“Prometo estar contigo na ALEGRIA & na TRISTEZA”

“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza PeTê, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel minha ilibada Mãe & meu amado CHEFE, eu de Ouro Preto, eu da UFMG, eu ATRIZINHA de TEATRO, e eu ISENTÃO em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.”

Responder

JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

15 de outubro de 2016 às 08h37

façam como eu,não sei mais quem trabalha na globo,qual é sua programação,se tem alguma novidade.
não adianta ficar criticando,já que a emissora não tá nem aí pro povo ela também que se exploda.
só assisto silvio santos e olhe lá.Pra min é mais imparcial.
Quanto ao moro,tenho pena,como é possível um rapaz tão jovem fazer parte disso que está acontecendo ao país,í um péssimo exemplo aos garotos que estão fazendo direito,uma hora quer investigar o lula,mas outra não
quer investigar o aércio,por quê será?

Responder

Lukas

14 de outubro de 2016 às 11h47

Incrível como o que se diz de Moro é o mesmo que se dizia de Joaquim Barbosa.

Responder

    Sidnei Brito

    14 de outubro de 2016 às 14h59

    Joaquim Barbosa… Joaquim Barbosa… Quem era Joaquim Barbosa mesmo?

    abolicionista

    15 de outubro de 2016 às 09h55

    Também de Demóstenes Torres, lembra? A direita relega seus “paladinos da moral” ao esquecimento ou coisa pior.

Morvan

14 de outubro de 2016 às 11h18

Bom dia.

Moro, o Obcecado, na sua infinita guerra do “bem contra o mal”, de tão imerso no seu puritanismo asséptico, não percebe que o autor do referido e desejável, por parte do “Torre de Londres”, proscrito texto, já configura uma honrosa exceção, naquele veículo famoso por emprestar carros para desova de “impuros”. Que ele, o veículo gol, pista, precisa, bem mais do que o próprio Torquemada, manter uma aura de “pluralismo”. Moro está, ao lado dos procuradorezinhos neo-hegelianos, a cada dia que passa mais deslocado e isolado. Morder uma toalha talvez não resolva, diria eu ao juizeco elevado a eminência. Mas distrai…

Saudações “#ForaTemerGolpsista; a política sem discussão: eterna fábrica de coxários“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

Edgar Rocha

14 de outubro de 2016 às 09h38

Moro é um escroque, sem nada de moralista. É o que penso. Daí, sentir um certo estranhamento na comparação a alguém que, segundo o próprio autor, parecia avesso a parcialidades. Justo agora, num momento político em que, estando prestes a conseguir o que mais quer – a prisão de Lula – e depois de passar praticamente incólume pelo senso crítico dos jornalões, Moro recebe o que é aparentemente um aviso amigo sobre os limites de seu pretenso moralismo. Soou-me mais como uma levantada de bola para Moro justificar sua saída de cena honrosa de pois de feito o serviço.
Por outro lado, acredito ser um péssimo momento para tecer-se críticas ao moralismo. Até porque, a despeito da argumentação do jornalista, não se fez grande menção às bases do moralismo pelo qualé acusado o objeto de comparação, Savonarola. Apenas se menciona o mote para sua condenação: a denúncia contra a corrupção. E a comparação a Moro pára por aí. De resto, um conjunto de ressalvas a serem feitas. O moralismo agora deixa de ser qualidade, sob a luz do Governo Temer e seu golpe contra a democracia e a sociedade. Conveniente, deixar de apoiar o discurso anti-corrupção e contra-tudo-que-taí, justo agora em que sua contradição se mostra mais evidente.
Logicamente, não é culpa da moral o quadro atual de nossa política. É sua ausência, a apropriação da mesma por gente imoral e parcial como Moro que a desqualifica, que faz a moralidade parecer tão perniciosa. Mas, creio que esta depreciação seja um cacoete histórico, sobretudo do pensamento de esquerda. Desde que Marx, no afã de desconstruir os instrumentos de dominação social de sua época, afirmou ser a religião (e não a Igreja, sua usurpadora) o ópio do povo, busca-se desarmar os que se apropriam de algum valor destruindo o mesmo, como se a razão para a instrumentalização residisse na essência daquilo que é instrumentalizado. Isto é um erro, creio eu.
Infelizmente, neste ponto a tese marxista saiu vitoriosa. A religião fora extirpada dos países socialistas, apartada da análise política como esfera do pensamento religioso, ficando seu afastamento ou aproximação do mundo laico ao critério da vontade dos que detém as instituições religiosas. Estas, sim, responsáveis pela alienação do povo quando lhe convém.O mesmo erro vejo ser cometido em relação à moral e o sentido da moralidade. O sujeito, disposto a mostrar-se vanguarda e acima dos limites mundanos, se afirma como amoral, se basta, age de acordo com seus interesses mais mesquinhos, amparado por uma pretensa superioridade MORAL em relação aos demais mortais. É esta premissa de desqualificação da moral que permite argumentos descarados como o que vi recentemente no caso do engravatado que chutou o mendigo: quem garante que a vítima não seja merecedora de ato tão imoral? Quem disse que o mendigo que levou chute é uma pessoa boa? E a dita cuja ainda termina bradando: “Hipocrisia!” Enfim, sem moral cada um passa a argumentar e validar a imbecilidade que quiser, de acordo com sua conveniência.
Moro não é nem nunca foi um exemplo de moralista. É mais um que se ampara na legitimidade de seus interesses individuais e de sua própria conveniência. Poderia ter sido ele a chutar o mendigo, não tenho dúvidas disto. E o fato de ter sequestrado o princípio da moralidade, não nos permite analisá-lo a partir da imagem que ele próprio construiu de si mesmo para a opinião pública, aquela que acredita no que quer acreditar. Sugiro que não caiamos nesta armadilha do analista a Folha. É preciso resgatar o princípio da moral, apropriar-nos dele e revelar o engodo dos que agora, oportunamente, querem desqualificá-lo. É a moral que corre risco. É ela que vai pra fogueira, não o Moro. Este vai é pra Miami.

Responder

Serjão

14 de outubro de 2016 às 01h55

¨Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.¨
Em boas CompanhIAs não se vai às fogueiras.

Responder

FrancoAtirador

14 de outubro de 2016 às 01h38

.
.
Provavelmente também haverá envio de Muitas Cartas aos Marinho

exigindo a Mudança de Opinião ou do Texto da Jornalista Flavia Oliveira:
.
Sobre Números e Gente
.
Merecerá Crédito um País que Desconsidera
tão Explicitamente Seus Filhos?
.
Com Mais Gente e Orçamento Estanque,
o Gasto Público Per Capita na Saúde,
que já é Baixo, ficará Menor.

É Perda Evidente
de Qualidade de Vida,
num País que nem Roçou
no Estado de Bem-Estar.

A PEC do Teto Secundarizou Variáveis Essenciais à Reflexão
sobre Políticas Públicas, Bem-Estar, Pobreza e Desigualdade,
Mazelas Históricas que o Brasil mal começou a resolver.
Nem o Crescimento da População
nem suas Necessidades em Saúde, Educação
e Assistência Social entraram na Conta.

Passou batida também a Contribuição Devida
pelo Topo da Pirâmide, Sempre Cercado de Privilégios
Materializados em Benefícios Tributários,
Previdenciários e Patrimoniais.

Tampouco foi Medido o Efeito Multiplicador
dos Gastos Sociais na Economia.
Cada R$ 1 Desembolsado a Mais no Setor
gera aumento de R$ 1,70 no PIB, informa o IPEA.
O Economista Marcelo Neri,
do Centro de Políticas Sociais da FGV,
estimou que, no Bolsa Família,
cada R$ 1 de Acréscimo Movimenta R$ 1,78,
o Triplo do Impacto da Previdência.
.
Por Flávia Oliveira* (https://www.facebook.com/flaviaoliveirajornalista)
.
No importante debate sobre o saneamento das contas públicas, chama atenção a ênfase no econômico e o descaso pelo social.

Periga aquele marciano recém-chegado acreditar que o coração de um país são as finanças; o povo é apêndice.

Autoridades, acadêmicos, investidores e empresariado estão quase em uníssono a alertar que o Estado Brasileiro não se salvará, se o Projeto de Emenda Constitucional 241 não entrar em vigor com a máxima urgência.

A PEC do Teto pretende manter os gastos do governo no patamar de 2016, por uma geração inteira e mais um pouco. Faltou explicar em que estado os brasileiros de carne e osso chegarão ao fim dos 20 anos de torniquete orçamentário.

A discussão ancorou-se nos números que apontam para o equilíbrio, ao longo dos anos, da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB), elemento fundamental à solvência da União.

Secundarizou, no entanto, variáveis essenciais à reflexão sobre políticas públicas, bem-estar, pobreza e desigualdade, mazelas históricas que o Brasil mal começou a resolver.

Nem o crescimento da população nem suas necessidades em saúde, educação e assistência social entraram na conta.

Passou batida também a contribuição devida pelo topo da pirâmide,
sempre cercado de privilégios materializados em benefícios tributários,
previdenciários e patrimoniais.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) produziu um par de textos alarmantes sobre os impactos de longo prazo da PEC do Teto, que já passou pela primeira votação na Câmara com 366 votos a favor.

Na Saúde, a Nota Técnica 28 (https://bit.ly/2dInQ4j),
de Fabíola Sulpino Vieira e Rodrigo Pucci de Sá Benevides,
estima que a Perda de Receitas pode encostar em R$ 1 Trilhão,
até 2036, dependendo do desempenho do PIB.

Nos Programas de Proteção Social, caso do Bolsa Família
e dos benefícios de prestação continuada a idosos e pessoas com deficiência,
a Subtração de Recursos passaria de R$ 868 Bilhões em 20 anos,
queda de 54%, informa a NT 27 (https://bit.ly/2dchsMo),
de Andrea Barreto de Paiva, Ana Cleusa Serra Mesquita,
Luciana Jaccoud e Luana Passos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da República, Michel Temer, têm repetido à exaustão o quanto o ajuste fiscal é importante para o Brasil recuperar a credibilidade junto aos investidores.

É verdade que, no governo Dilma Rousseff, a persistência no modelo econômico
baseado na desoneração seletiva e na expansão perdulária dos gastos
deu no descontrole das contas que, em dois anos, produzirá quase R$ 300 bilhões de déficit.

Sem falar na inflação resistente e na recessão histórica.

Mas merecerá crédito um país que desconsidera tão explicitamente seus filhos?

As contas que norteiam a defesa da PEC do Teto desprezaram efeitos demográficos
amplamente conhecidos e demanda por políticas sociais previsíveis num cenário
de retração econômica, aumento do desemprego e queda na renda.

O governo Temer está propondo o congelamento dos gastos públicos em termos reais,
no patamar de 2016 (ou 2017, no caso de saúde e educação) por 20 anos.

Se uma despesa subir, outras terão de ser cortadas para restaurar o equilíbrio.

A área social dificilmente será preservada, porque é certo que a Previdência, sozinha,
levará um naco significativo dos desembolsos, ainda que a reforma mais austera venha a ser aprovada.

A NT 28 do IPEA lembra que a defesa da PEC 241 não levou em conta o crescimento
de 10% na população total, previsto pelo IBGE, nem a duplicação do total de idosos,
dos atuais 24,9 milhões para 48,9 milhões em 2036.

É na faixa etária acima dos 60 anos que os gastos com internação crescem significativamente.

Com mais gente e orçamento estanque,
o gasto público per capita na Saúde,
que já é baixo, ficará Menor.

É Perda Evidente de Qualidade de Vida,
num País que nem Roçou no Estado de Bem-Estar.

Tampouco foi medido o efeito multiplicador dos gastos sociais na economia.

Cada R$ 1 desembolsado a mais no setor gera aumento de R$ 1,70 no PIB, informa o IPEA.

O economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV,
estimou que, no Bolsa Família, cada R$ 1 de acréscimo movimenta R$ 1,78,
o triplo do impacto da Previdência.

Ou seja, há uma bem-vinda correlação entre gasto social
e atividade econômica, como nos lembra a NT 27 do IPEA:

“A configuração da PEC parece ancorar-se em uma concepção de progresso que desconsidera o papel proeminente dos investimentos públicos em educação, saúde, assistência social e cultura no desenvolvimento.

Desse modo, a PEC parece passar ao largo da perspectiva de despesas sociais como um investimento capaz de dinamizar a economia e seu próprio fundamento”.

É um claro recado ao mundo político.

Mais que de números, o País é feito de Gente.

E Gente também rende.

*Técnica em Estatística pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).
Graduada em Jornalismo pelo Instituto de Artes e Comunicação Social
da Universidade Federal Fluminense (IACS-UFF).
.
.

Responder

Nelson

14 de outubro de 2016 às 00h11

“[…] opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor, sem qualquer base factual […]”

Vejam só. Moro e sua turma de asseclas do MPF têm acusado e tentado condenar pessoas “sem qualquer base factual”, somente por meio de delações, indícios e convicções.

Aí vale? “Pimenta no dos outros é refresco”, né senhor Moro? Ao que parece, ele crê ser um “cidadão acima de qualquer suspeita” que, por isso, pode fazer o que quer que as pessoas vão entender e apoiar.

Assim, não surpreende que Moro não admita crítica alguma. Encontraremos características semelhantes em muitos ditadores que já cruzaram nossas terras e outros rincões do nosso pequeno e mal tratado planeta.

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