VIOMUNDO

Diário da Resistência


Susan Sarandon: “Até quando ficaremos em silêncio enquanto nossos ‘aliados’ matam jornalistas por dizerem verdades inconvenientes?”
Padre católico do Patriarcado Latino de Jerusalém faz orações antes do sepultamento da jornalista Shireen Abu Aqel, 51, executada com um tiro na cabeça por franco-atiradores israelenses. Foi enquanto cobria (usando capacete e colete à prova de balas que dizia PRESS on in) para a Al Jazaaera mais mais um ataque israelense a refugiados palestinos em Jenin. Shireen era palestina de fé cristã e tinha cidadania estadunidense. Fotos: Fepal
Política

Susan Sarandon: “Até quando ficaremos em silêncio enquanto nossos ‘aliados’ matam jornalistas por dizerem verdades inconvenientes?”


11/05/2022 - 22h38

A voz da Palestina não morrerá

Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil)

O mundo amanheceu diante de mais um crime de lesa-humanidade do regime de Apartheid de Israel, o brutal assassinato premeditado, com um tiro na cabeça, da veterana jornalista palestina Shireen Abu Aqla, enquanto cobria, para a Al Jazeera, mais uma invasão israelense ao campo de refugiados de Jenin, na Palestina ocupada.

Ela vestia o colete de identificação internacional para jornalistas e capacete, inclusive com proteção contra disparos de arma de fogo, mas foi atingida mortalmente perto do ouvido, tornando certo que se tratou de mais um assassinato premeditado.

Assassinar jornalistas ou feri-los gravemente é prática rotineira de Israel.

Nos últimos anos seus soldados atiraram nos olhos de dezenas de jornalistas palestinos, especialmente fotógrafos e cinegrafistas, todos enquanto cobriam os crimes israelenses contra o povo palestino.

Quase todos ficaram cegos e sofrem até hoje de outras sequelas decorrentes dos ferimentos. Muitos foram assassinados.

A intenção de Israel é calar a voz da Palestina, cegar a Palestina.

Israel não quer que o mundo saiba de seus crimes de lesa-humanidade pelas vozes e imagens dos destemidos jornalistas palestinos.

Israel age como todos os regimes fascistas agiram no curso da história.

Prender, torturar, sequelar e matar jornalistas, impedir a liberdade de imprensa e de expressão é inerente ao que Israel é desde que nasceu: um regime segregacionista e de Apartheid, que se fez à base da limpeza étnica na Palestina, experimento social genocida que segue nos dias de hoje.

Israel não cumpre nenhuma das dezenas de resoluções da ONU para a Palestina, especialmente a 194, de 11 de dezembro de 1948, que reconheceu ter havido limpeza étnica e determinou o retorno dos atuais 6 milhões de refugiados palestinos.

A admissão de Israel na ONU, em 11 de maio de 1949, se deu sob a condição de acatar a resolução 194, o que até hoje não ocorreu.

Por isso e pelo integral desrespeito ao Direito Internacional, por ser um regime de Apartheid, por cometer comprovados crimes de lesa-humanidade na Palestina, pedimos ao mundo proteção internacional ao povo palestino e Israel fora da ONU Já!

A voz da Palestina não morrerá. Ela ecoa pelas vozes de todos os seus jornalistas assassinados por Israel. Shireen Abu Aqla vive! Justiça para Shireen Abu Aqla!

Palestina Livre a partir do Brasil, 11 de maio de 2022, 74° ano da Nakba.

Da atriz Susan Sarandon: Por quanto tempo continuaremos em  silêncio?

“Shireen Abu Akleh foi EXECUTADA com um tiro na cabeça por franco-atiradores israelenses enquanto usava seu capacete e colete à prova de balas que dizia PRESS on in.

Por quanto tempo continuaremos em silêncio enquanto nossos “aliados” matam jornalistas por dizerem verdades inconvenientes?”

Paulo Pimenta: Nesreen Abu Aqla, uma “heroína do seu país”

 
 
 
 
 
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7 comentários

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Zé Maria

16 de maio de 2022 às 21h22

.
Tradução da Reportagem da Al Jazeera (acima):
* “What are areas A, B, and C of the occupied West Bank?”

* “Quais São as Áreas A, B e C da Cisjordânia Ocupada?”

Depois que Israel e a OLP assinaram os Acordos de Oslo,
a Cisjordânia Ocupada foi dividida em três áreas de controle:
A, B e C – como parte dos Acordos de Oslo, assinados pela
Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e Israel
em 1993 e 1995.

Os acordos levaram ao estabelecimento de um governo palestino
interino – a Autoridade Palestina (AP), que recebeu poderes limitados
de governança nas Áreas A e B.

Eles também deveriam dar início a futuras negociações de paz
intermediadas pelos EUA, com uma solução de dois estados
como o objetivo desejado das negociações.

Mas os resultados dos Acordos de Oslo deixaram Israel no Controle
Total da Economia Palestina, bem como de seus assuntos civis e
de segurança em mais de 60% da Cisjordânia, designada como
“Área C”.

Apesar de conceder ao governo interino o controle sobre questões
administrativas e de segurança interna em partes da Cisjordânia,
Israel mantém o controle militar sobre toda a área.

Esforços para chegar a um acordo de paz abrangente ao longo dos anos se mostraram infrutíferos, deixando os palestinos com uma
autoridade provisória de autogoverno que foi incapaz de impedir
a expansão israelense.

Promessa do Governo de Israel de Anexação dos Territórios Palestinos
Israel, desde então, empreendeu a expansão dos assentamentos
[ilegais] nos territórios que ocupou em 1967, incluindo partes de
Jerusalém Oriental – que anexou logo após a guerra que travou
com Egito, Jordânia e Síria, naquele ano.

A ONU e grupos internacionais de direitos humanos condenaram
o projeto de expansão das invasões israelenses, declarando os assentamentos ocupações ilegais sob o direito internacional.

O [então] primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu,
prometeu anexar partes da “Área C” – o Vale do Jordão e a Região
Norte do Mar Morto.
Cerca de 65.000 palestinos e cerca de 11.000 colonos [invasores] israelenses vivem nessa região.

O Vale do Jordão é considerado a terra mais fértil da Cisjordânia e provou ser lucrativa para empresas israelenses que há muito exploram a terra e os recursos da área.

Anexar os assentamentos [incorporar formalmente ao Território de Israel os territórios palestinos invadidos] – e as aldeias palestinas
vizinhas – poderia muito bem ser o fim de quaisquer esperanças
remanescentes de estabelecer um Estado Palestino ao lado de Israel.

Para entender o que significaria uma anexação formal, aqui está
um detalhamento das três áreas que compõem a Cisjordânia:

Áreas A, B e C
Hoje, a “Área A” constitui 18% da Cisjordânia.
A AP controla a maioria dos assuntos nesta área, incluindo a segurança
interna.

Na “Área B”, que compreende cerca de 21% da Cisjordânia, a AP controla
a educação, a saúde e a economia.

Em ambas as áreas, as autoridades israelenses têm total controle de
segurança externa.

Isso significa que os militares israelenses mantêm o direito de entrar
nessas áreas a qualquer momento, geralmente para invadir casas ou
deter indivíduos sob o pretexto de segurança.

Cerca de 2,8 milhões de palestinos vivem amontoados nas áreas A e B,
cujas principais cidades e vilas palestinas são Hebron, Ramallah, Belém
e Nablus.

A “Área C” é a Maior Seção da Cisjordânia, compreendendo cerca de
60% do Território Palestino.

É também o local da grande maioria dos mais de 200 assentamentos
judaicos ilegais na Cisjordânia, onde vivem mais de 400.000 colonos
[invasores israelenses].

Embora o controle de parte dessa área devesse ser transferido para a AP em 1999, conforme os Acordos de Oslo, a transferência não se
concretizou, deixando as questões de segurança, planejamento,
infraestrutura e construção nas mãos de Israel.

Bloqueando o Desenvolvimento Palestino
O B’Tselem (Centro de Informação Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados por Israel) diz que Israel restringiu os palestinos de construir ou mesmo acessar grande parte da “Área C”, negando regularmente pedidos de licenças para construção.

“O regime de apartheid e ocupação de Israel está inextricavelmente
ligado às violações dos direitos humanos.
B’Tselem se esforça para acabar com esse regime, pois esse é o único
caminho para um futuro em que os direitos humanos, a democracia,
a liberdade e a igualdade sejam garantidos a todas as pessoas,
palestinas e israelenses, que vivem entre o Rio Jordão e o Mar
Mediterrâneo.”, escreveu B’Tselem em seu site: https://www.btselem.org .

Os palestinos que tentam construir na área estão sujeitos a ordens
de demolição de suas casas, resultando em expulsão e interrupção
dos meios de subsistência, disse a ONU.

O bloqueio de Israel ao desenvolvimento palestino na área também é realizado pela “designação de grandes extensões de terra como ‘terras
do Estado’, ‘terras de pesquisa’, ‘zonas de tiro’, ‘reservas naturais’ e
‘parques nacionais’, diz o Grupo Israelense de Direitos Humanos.

Enquanto isso, os assentamentos [ilegais] israelenses recebem grandes lotes de terra que estão conectados à infraestrutura avançada,
como estradas secundárias exclusivas para judeus que contornam
áreas palestinas.

Além de enfrentar severas restrições de planejamento e construção,
os palestinos também não têm acesso a recursos básicos, como água.

O resultado final pode muito bem ser a expulsão indireta de palestinos
de uma área que atualmente está sendo usada para servir aos
propósitos israelenses.

Segundo o B’Tselem, a remoção forçada de palestinos do seu próprio
território invadido pelos israelenses é considerada um crime de guerra,
quer seja executado de forma direta, quer seja de forma indireta.

https://www.aljazeera.com/news/2019/9/11/what-are-areas-a-b-and-c-of-the-occupied-west-bank
.
.

Responder

    Zé Maria

    18 de maio de 2022 às 01h08

    Em Tempo: Tradução da Reportagem ‘abaixo’ da Al Jazeera (em inglês)

Zé Maria

15 de maio de 2022 às 22h40

شيرين أبو عاقلة (Shireen Abu Akleh) nasceu em Jerusalém, na Palestina, em 03/01/1971.

Responder

Zé Maria

13 de maio de 2022 às 20h28

Excerto

“A Jornalista “Shireen Abu Aqel foi executada
com um tiro na cabeça por franco-atiradores
israelenses, enquanto cobria … para a TV Al Jazeera
mais um ataque israelense a refugiados palestinos
em Jenin.
“Shireen era palestina de fé cristã
e tinha cidadania estadunidense.”
.
.
!!! Sionistas Racistas Assassinos !!!
.
.

Responder

    Zé Maria

    13 de maio de 2022 às 21h17

    .
    .
    Bandidagem Internacional

    A Mídia Ocidental Otanista pró-EUA/Israel [redundância],
    inclusive obviamente a braZileira, é Cúmplice.
    Até agora põe em ‘dúvida’ sobre quem matou
    a Jornalista da Al Jazeera e a mando de qual País.

    Conhecendo bem a tão ‘democrática’ CIA/USA
    – a Agência de Espionagem dos EUA que ‘alertou’
    Bolsonaro a não dar Golpe no Brasil – daqui a pouco
    a culpa pelo Atentado Fatal à Jornalista Árabe
    será atribuída a algum Palestino do Hamas.

    Mas a “Voz da Palestina” não morrerá
    com os “Crimes Contra a Humanidade”
    cometidos pelo Regime de Apartheid
    Israelense” – consumado contra o Povo
    Palestino – inclusive os Assassinatos
    Brutais Praticados contra Jornalistas
    que denunciam essas Atrocidades.

    A Voz de Shireen Abu Aqla sobreviverá
    no tempo e ecoará em todo o Mundo.

    #ShireenVive!
    .
    .

    Zé Maria

    15 de maio de 2022 às 22h04

    https://operamundi.uol.com.br/media/images/cisjordania%20dividida%20oslo.gif

    Sem “ocupação israelense”, Economia palestina
    teria Mais de US$3,4 bi Por Ano para Investir ou
    o equivalente a 35% do PIB da Palestina

    A economia palestina deixa de ganhar cerca de 3,4 bilhões de dólares por ano – o equivalente a 35% de seu PIB – em decorrência da ocupação militar israelense.

    A conclusão é do relatório do Banco Mundial (BM) “Área C e o Futuro da Economia Palestina”.

    O estudo é o primeiro a avaliar os impactos econômicos da ocupação israelense dos territórios palestinos, mais especificamente, da “Área C” [*], que constitui 61% da Cisjordânia.

    *[Pelos Acordos de Oslo (1993/1995), a Cisjordânia
    foi dividida em 3 Áreas Administrativas:
    Área A – controle total pela Autoridade Palestina;
    Área B – controle civil pela Autoridade Palestina
    e controle militar pelo Exército de Israel;
    Área C – controle total pelo Governo de Israel, até 1998] *

    Apesar dos Acordos de Paz de Oslo (1993 e 1995) estipularem a transferência da “Área C” para as autoridades palestinas até 1998, Israel mantém o controle sob o território, não liberando nem para a produção e o comércio nem para residência de palestinos.

    O relatório do BM estima que a devolução da “Área C” à Palestina para atividade econômica poderia resolver, em grande parte, o problema econômico palestino, marcada por altas taxas de desemprego, principalmente entre os jovens (em torno dos 37%), e pouco desenvolvimento produtivo.

    A falta de terra e a série de sanções impostas por Israel são as principais causas da estagnação econômica da Palestina, que se financia, majoritariamente, por doações internacionais que ainda assim passam pelas mãos israelenses.

    Segundo o Banco Mundial, a economia palestina deveria crescer, anualmente, no mínimo 6% para absorver a entrada da mão de obra – o que pode ser solucionado com a incorporação da “Área C”.

    Desenvolvimento de agricultura, construção, turismo, telecomunicações, exploração de minerais do Mar Morto [cujo acesso é proibido aos palestinos por Israel] e de jazidas seriam os setores mais beneficiados pela transferência da “Área C” para os palestinos, de acordo com o relatório.

    Atualmente, as principais atividades dos palestinos acontecem nos setores de serviços e agricultura, e algumas indústrias.

    “Normalmente, a alta densidade das áreas urbanas da Cisjordânia chama a maior parte da atenção”, afirma Mariam Sherman, diretora do Banco Mundial na região.
    “Mas, liberar o potencial dessa ‘área restrita’ e permitir [SIC] os palestinos de colocar esses recursos em andamento proporcionaria novas áreas inteiras da atividade econômica e levaria a economia palestina no caminho para o crescimento sustentável”, acrescentou.

    Para o Banco Mundial, a utilização da área C não apenas expandiria a economia da região, como também a arrecadação da Autoridade Palestina em 800 milhões de dólares por ano, cortando pela metade o déficit e, assim, a necessidade de doações externas.

    “Sem a possibilidade de usar o potencial da área C, o espaço da economia palestina continuará fragmentado e estagnado. Levantar as múltiplas restrições pode transformar a economia e melhorar, substancialmente, as perspectivas de crescimento”, conclui Sherman.

    Cada vez menos terras, cada vez menos produção

    https://operamundi.uol.com.br/media/images/mapa%20de%20assentamentos(3).jpg
    [Mapa mostra expansão dos assentamentos
    noo governo de Netanyahu, entre 2009 a 2012]

    A política israelense, no entanto, tem se distanciado cada vez mais da transferência de territórios para os palestinos, como era previsto pelos acordos de paz.

    Nos últimos três anos, o número de licitações lançadas pelo governo israelense para a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados mais do que quadruplicou.

    Em 2012, a aprovação dos planos de construção – que incluem projetos prévios à sua administração – cresceu 300% em comparação com os dois anos anteriores. Isso significa que o Ministério de Defesa aprovou planos para outras 6.767 casas nas colônias. As novas unidades habitacionais – muitas ainda em construção – não apenas aumentarão a área de antigos assentamentos como também formarão novas colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

    A construção do muro da “vergonha” que separa Israel da Cisjordânia também incorporou terras palestinas.
    De acordo com a organização Stop the Wall, o muro anexou cerca de 46% da Cisjordânia.

    Com a expansão territorial israelense, milhares de palestinos da Cisjordânia perderam seu principal meio de sobrevivência: a agricultura.
    Campos foram destruídos ou anexados pelas novas colônias israelenses.

    [Hoje (2016), mais de meio milhão de israelenses (invasores) vivem
    em cerca de 140 assentamentos (ilegais) construídos
    na Cisjordânia e na Jerusalém Oriental.]**

    https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/31696/sem-ocupacao-israelense-economia-palestina-teria-mais-de-us-3-4-bi-por-ano-para-investir
    .
    * “What are areas A, B, and C of the occupied West Bank?”

    After Israel and the PLO signed the Oslo Accords,
    the West Bank was divided into three areas of control.

    The occupied West Bank was divided into three areas – A, B and C – as part of the Oslo Accords, signed by the Palestine Liberation Organization (PLO) and Israel in 1993 and 1995.

    The agreements led to the establishment of an interim Palestinian government – the Palestinian Authority (PA), which was granted limited powers of governance in Areas A and B.

    They were also meant to kick-start future peace talks brokered by the United States, with a two-state solution as the desired objective of negotiations.

    But the outcomes of the Oslo Accords have instead left Israel in complete control of the Palestinian economy, as well as its civil and security matters in more than 60 percent of the West Bank, designated as Area C.

    Despite granting the interim government control over administrative and internal security matters in parts of the West Bank, Israel maintains military control over the entire area.

    Efforts to strike a comprehensive peace deal over the years have proven fruitless, leaving the Palestinians with a provisional self-governing authority that has been unable to prevent Israeli expansion.

    Annexation pledge
    Israel has since undertaken the further expansion of settlements in the territories it occupied in 1967, including parts of East Jerusalem – which it annexed shortly after the war it fought with Egypt, Jordan and Syria that year.

    The UN and international rights groups have condemned the settlement expansion project, declaring settlements illegal under international law.

    Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has recently pledged to annex parts of Area C – the Jordan Valley and the northern Dead Sea region. Some 65,000 Palestinians and about 11,000 Israeli settlers live in that region.

    The Jordan Valley is considered the most fertile land in the West Bank and has proven lucrative for Israeli companies that have long exploited the area’s land and resources.

    Annexing settlements – and the surrounding Palestinian villages – could well be the end of any lingering hopes of establishing a Palestinian state alongside Israel.

    To understand what a formal annexation would mean, here is a breakdown of the three areas that make up the West Bank:

    Areas A, B and C
    Today, Area A constitutes 18 percent of the West Bank. The PA controls most affairs in this area, including internal security.

    In Area B, which comprises about 21 percent of the West Bank, the PA controls education, health and the economy.

    In both areas, Israeli authorities have full external security control.

    This means that the Israeli military retains the right to enter these areas at any time, typically to raid homes or detain individuals under the pretext of security.

    About 2.8 million Palestinians live crowded into Areas A and B whose major Palestinian cities and towns are Hebron, Ramallah, Bethlehem and Nablus.

    Area C is the largest section of the West Bank, comprising about 60 percent of the Palestinian territory.

    It is also the site of the vast majority of the more than 200 illegal Jewish settlements in the West Bank, where more than 400,000 settlers live.

    Although control of part of this area was meant to be transferred to the PA in 1999 as per the Oslo Accords, the handover did not materialise, leaving security, planning and construction matters in the hands of Israel.

    Blocking Palestinian development
    B’Tselem, an Israeli human rights group, says Israel has restricted Palestinians from building on, or even accessing, much of the land in Area C, regularly denying requests for building permits.

    Palestinians who attempt to build in the area are subject to home demolition orders, resulting in displacement and the disruption of livelihoods, the UN has said.

    Israel’s blocking of Palestinian development in the area is also carried out by “designating large swaths of land as state land, survey land, firing zones, nature reserves and national parks,” the rights group says.

    Israeli settlements are meanwhile allocated large plots of land that are connected to advanced infrastructure, such as Jewish-only bypass roads that circumvent Palestinian areas.

    In addition to facing severe restrictions on planning and construction, Palestinians are also unable to access basic resources such as water.

    The end result may well be the indirect expulsion of Palestinians from an area that is currently being used to serve Israeli purposes.

    According to B’Tselem, the forcible transfer of Palestinians from occupied territory is considered a war crime, whether executed in a direct or indirect manner.

    https://www.aljazeera.com/news/2019/9/11/what-are-areas-a-b-and-c-of-the-occupied-west-bank
    .
    ** “Em 23 de dezembro de 2016, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou por 14 votos a zero e uma abstenção (EUA) Resolução condenando os assentamentos [invasões] israelenses em território palestino e exigindo que Israel imediatamente ‘cesse todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado, incluindo na Jerusalém Oriental’.”
    [BBC (24/12/2016): um mês antes de Trump assumir a Presidência dos EUA]
    .
    .

Zé Maria

13 de maio de 2022 às 19h22

“Nossos [dos EUA] Aliados [Israel]”
assassinam Jornalistas por dizerem
verdades inconvenientes” [a ambos].
“Até quando?”
Susan Sarandon
Atriz Humanista

https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/whatsapp-image-2022-05-11-at-20.10.13-1021×1536.jpeg

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