Jeferson Miola: Folha é porta-voz de bolsonaristas da PF na guerra contra Lula
Tempo de leitura: 3 min
Por Jeferson Miola, em seu blog
Em matéria assinada pela jornalista Mônica Bergamo [8/3], o jornal Folha de São Paulo afirma que “a possibilidade de a PF [Polícia Federal] pedir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, divide a corporação e está elevando a tensão em Brasília”.
Esta afirmação, totalmente disparatada e inventada, é produto de versões produzidas por bolsonaristas incrustrados na PF, não um desdobramento de investigações em andamento.
A própria matéria reconhece isso ao dizer que, devido ao sigilo do processo que tramita no STF, “não é possível saber oficialmente se, junto com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizado por Mendonça, os policiais encarregados da investigação solicitaram também que ele fosse preso”.
Embora a Folha reconheça que “não é possível saber oficialmente” se foi solicitada a prisão, a diz que “a discussão interna, no entanto, existe”, e “delegados que têm trânsito no gabinete do ministro do STF André Mendonça defendem a ideia”.
Ora, o próprio jornal assumiu que não sabe se o pedido de prisão é realidade ou fantasia, mas mesmo assim transformou em notícia o que não passa de manipulação criminosa de policiais bolsonaristas da PF interessados em atingir o presidente Lula e comprometer a reeleição dele.
A Folha de São Paulo precisa esclarecer porque dá publicidade não a um fato, mas a uma nítida manipulação de um fato, sabendo de antemão dos efeitos altamente prejudiciais desta mentira para o governo e para a imagem do presidente da República?
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, da defesa de Fábio Luís, manifestou perplexidade e indignação.
Ele declarou à Folha acreditar “que tudo não passe de fofoca. Não havia nem sequer justificativa para a PF fazer o pedido de quebra dos sigilos, já que o Fábio havia comunicado ao Supremo a disposição voluntária, espontânea e efetiva de colaborar com as investigações”.
A Folha de São Paulo assumiu a posição política e editorial de combate sem tréguas a Lula, do mesmo modo que há duas semanas assumiu a vanguarda da reação patronal-escravocrata ao fim da jornada 6×1 – ou seja, um lado claro da história.
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O Grupo Folha, assim como Globo, Estadão e outras famílias da mídia dominante sentiram “cheiro de sangue” com a recuperação da expectativa eleitoral do bloco anti-Lula.
Neste “cenário de oportunidade”, se jogaram de cabeça com seus jornalismos de guerra.
Nessa guerra, a mídia emprega armas sujas, e não tem limite das imundícies que lança mão. Exemplo notório foi a edição impressa da Folha da 6ª feira passada, 6/3, que destacou como escândalo que “Filho de Lula movimentou R$ 19,5 milhões em 4 anos”.
A Folha agiu assim, com esta manchete de capa criminalizadora, mesmo depois de receber dos advogados de Fábio Luís os esclarecimentos com informações concretas que desmentem categoricamente a matéria baseada em dados manipulados e vazados criminosamente por alguém – ou pela CPMI, ou pela PF.
Portanto, é óbvio que depois de ter conhecido no dia anterior os esclarecimentos, a Folha jamais poderia estampar na capa da edição do dia seguinte a manchete falsa sobre suposta movimentação financeira irregular do filho do presidente.
No entanto, a Folha fez isso, como faz novamente agora, com esta insinuação canalha sobre a prisão de Fábio Luiz.
Este jornal que um dia classificou a ditadura sanguinária como “ditabranda” assumiu o posto de porta-voz dos setores bolsonaristas da PF que querem destruir Lula para abrir o caminho para a barbárie com Flávio Bolsonaro.
Obs. a foto que ilustra este artigo é de autoria de Gabriela Biló/Folhapress, de 18 de janeiro de 2023. Em certa medida a imagem é uma metáfora perfeita sobre o sentimento de ódio antipetista da Folha.




Comentários
Zé Maria
Presidente da Unafisco, Kléber Cabral,
foi intimado a prestar depoimento à PF.
A determinação do Ministro Alexandre do STF
para prestação de esclarecimentos, em
inquérito sigiloso da Polícia Federal (PF),
ocorre após manifestação da entidade contrária
à Operação Policial contra auditores da Receita
sob Suspeita de Vazamento ilegal de dados sigilosos de ministros do STF e parentes.
Cabral foi ouvido na condição de investigado
no Inquérito das Fake News.
Investigação
Por determinação de Moraes, relator do caso,
os servidores investigados devem cumprir
diversas medidas cautelares, como monitoramento
por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício
de função pública, o cancelamento de passaportes
e a proibição de saída do país.
Em nota divulgada após a operação, a Receita
Federal esclareceu que as operações de busca
realizadas pela Polícia Federal se basearam em
informações fornecidas pelo próprio órgão.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/presidente-da-unafisco-presta-depoimento-pf-como-investigado
Zé Maria
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Lava-Jato no Senado Federal:
Moro & Vieira + 25 Senadores.
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Zé Maria
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Entrevista: Economista MARILANE TEIXEIRA,
Mestre em Economia Política, Doutora em
Desenvolvimento Econômico pelo IE-Unicamp
e Professora do CESIT-IE.
Portal CUT
Segundo a economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais
e de Economia do Trabalho (Cesit), do Instituto
de Economia da Unicamp, autora do “Dossiê 6×1”,
a redução da jornada de 44 para 36 horas poderia
criar até 4,5 milhões de empregos e aumentar a
produtividade em cerca de 4%, o que contradiz os
críticos da proposta.
O estudo, que foi realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores do país cumprem jornada superior às 44 horas semanais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A pesquisa revela ainda que, além disso, 76,3% das pessoas ocupadas no Brasil têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% de todos os empregados trabalham entre 40 e 44 horas semanais.
Para a especialista, essas são evidências de que o brasileiro está entre os que mais trabalham no mundo, e que a redução da jornada de trabalho pode ter um efeito positivo para o conjunto da economia.
Marilane Teixeira concedeu uma entrevista ao Portal CUT em que explica os benefícios da redução de jornada de trabalho.
Íntegra do Estudo:
https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/Unicamp%20redu%C3%A7%C3%A3o%20de%20jornada%20e%20escala.pdf
Íntegra da Entrevista:
https://www.cut.org.br/noticias/economista-contesta-previsoes-de-desemprego-e-diz-que-fim-da-escala-6×1-e-positi-1538
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Zé Maria
Excertos
A Folha de São Paulo assumiu a posição política
e editorial de combate sem tréguas a Lula,
do mesmo modo que há duas semanas assumiu
a vanguarda da reação patronal-escravocrata
ao fim da jornada 6×1 […]
O Grupo Folha, assim como Globo, Estadão e
outras famílias da mídia dominante sentiram
“cheiro de sangue” com a recuperação da
expectativa eleitoral do bloco anti-Lula.
Neste “cenário de oportunidade”, se jogaram
de cabeça com seus jornalismos de guerra.
Nessa guerra, a mídia emprega armas sujas,
e não tem limite das imundícies que lança mão.
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Zé Maria
E já estão se articulando com Ministro(s) do STF.
Zé Maria
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O Lavajatismo ataca novamente.
E em Diversas Frentes de Batalha:
Polícia Federal, Congresso Nazi,
Grupo Globo e Mídia Fasci-Paulista
(encabeçada por Folha e Estadão),
e Bilionários Corruptos da Faria Lima
– e possivelmente os de Wall Street
além dos Departamentos de Estado e
de Justiça dos Estados Unidos (EUA),
incluindo as Agências de Espionagem
atuando em Países da América Latina.
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