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Diário da Resistência


Simulação de segundo turno mostra Bolsonaro disputando eleitorado de Lula
Foto: Ricardo Stuckert
Política

Simulação de segundo turno mostra Bolsonaro disputando eleitorado de Lula


22/09/2018 - 14h12

Da Redação

Uma detalhada simulação de segundo turno feita pelo DataPoder 360 mostra que o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, está disputando com Fernando Haddad o tradicional eleitorado do ex-presidente Lula.

Pela projeção, Haddad e Bolsonaro estão empatados dentro da margem de erro de mais ou menos 2 pontos percentuais (43% a 40% para Haddad, com 16% de votos nulos ou brancos).

Eles também aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno (26% a 22%).

É a primeira pesquisa que registra tal avanço de Haddad. Ciro Gomes, o terceiro colocado, tem 14%.

De acordo com o levantamento, o neofascista e Haddad aparecem com uma grande taxa de votos sólidos, de quem diz que não pretende trocar de candidato (Bolsonaro 90%, Haddad 84%).

A pesquisa pode ter registrado a migração de votos de Geraldo Alckmin e Marina Silva, que aparecem respectivamente com apenas 6% e 4%.

Um dado curioso: de acordo com o DataPoder, no segundo turno 73% dos votos de Guilherme Boulos (2% na pesquisa) migrariam para Bolsonaro.

Já 72% dos votos do democrata cristão Eymael ficariam com Haddad.

Dos eleitores de Ciro Gomes, 55% apoiariam o petista, 26% Bolsonaro e 19% optariam por votos nulos ou brancos.

Chama a atenção o bom desempenho do neofascista no eleitorado tradicional do ex-presidente Lula: na simulação de segundo turno, ele aparece com 43% dos votos de quem ganha até dois salários mínimos (39% para Haddad) e 47% dos que recebem de dois a cinco salários mínimos (43% para Haddad).

O candidato do PSL endossa a ideia de seu mentor econômico, Paulo Guedes, de fixar uma alíquota única de imposto de renda, o que prejudicaria os mais pobres — Guedes falou em 20%.

Haddad, por sua vez, fala que vai estender a faixa dos isentos para os que recebem até cinco salários mínimos.

Essa diferença de postura, em tese, deve beneficiar Haddad.

Há dúvidas, no entanto, sobre se a eleição de 2018 será travada no campo do debate racional.

Feito o que aconteceu nos Estados Unidos com Donald Trump, Bolsonaro parece ter encarnado o candidato antissistema, no qual alguns eleitores votam para implodir o sistema político.

Como Bolsonaro tem apenas 29% no Nordeste, contra 54% de Haddad, é possível supor que a entrada do candidato do PSL com os mais pobres se dê nas regiões metropolitanas, mais propícias inclusive à disseminação do voto antissistema, pela proximidade geográfica entre os eleitores.

Sobre a pesquisa DataPoder, há de se considerar que foi feita por telefone e com 4.000 entrevistas.

No caso do Datafolha, foram 8.600 entrevistados pessoalmente — em tese, pesquisas assim trazem resultados mais confiáveis.

O perfil os eleitores dos dois principais candidatos em primeiro turno, segundo o mais recente Datafolha (Bolsonaro 28% a 16%), ficou assim:

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6 comentários

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joão batista dos santos oliveira

24 de setembro de 2018 às 07h11

CADA UM FALA A REALIDADE DE SEU ESTADO, AQUI NO MARANHÃO A DIFERÊNÇA CHAGA A 30% A FAVOR DE HADDAD, ATÉ A FAMILIA SARNEY TÁ PUCHANDO VOTO PRO PT!

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joão batista dos santos oliveira

24 de setembro de 2018 às 07h06

CADA UM FALA A REALIDADE DO ESTADO QUE VIVE. AQUI NO MARANHÃO A DIFERÊNCA A FAVOR DE HADDAD CHEGA A 30%, ATÉ A FAMILIA SARNEY TA PUCHANDO VOTOS.

Responder

Darcy Brasil Rodrigues da Silva

23 de setembro de 2018 às 15h01

A direção nacional do PT será a principal responsável por uma eventual derrota para o fascismo. Foi ela que impôs a opção cabeça-de-chapa do PT em uma coligação restrita, ou nada. Se a intenção de votos em Bolsonaro continuar crescendo no mesmo ritmo que cresceu na última semana, o fascista pode levar a eleição ainda no 1° turno. Esse será o preço que pagaremos por uma opção de altíssimo risco imposta quase à forca pela direção nacional do PT às demais forças do campo democrático e popular. Nesse momento, uma gigantesca manifestação da campanha de Bolsonaro se desenvolve nas ruas da cidade do Sul de Minas onde vivo. Aqui, Bolsonaro vence com um pé nas costas.

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Aristides Bartolomeu Novaes

23 de setembro de 2018 às 13h12

O PT precisa sair em campo com muito afinco, caso contrário, perderá a eleição.
O candidato é excelente, mas desconhecido e precisará de muito esforço para romper a barreira criada pela mídia que eliminou o PT da propaganda.

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lulipe

23 de setembro de 2018 às 13h03

Os institutos errarão mais uma vez, o sentimentos das ruas nos mostra que o mito pode levar já no 1º turno. Aguardemos, é melhor JAIR se acostumando.

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Ubiratan Rosa Passos

23 de setembro de 2018 às 12h31

Ou seja: o Haddad já era. O ódio venceu.

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