VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Syriza e Podemos avançam na Europa, e Dilma se rende com Levy


26/01/2015 - 12h27

Syriza-e-Podemos

Alexis Tsipras (Grécia) e Pablo Iglecias (Espanha) vão ceder às levyandades do mercado?

“A Grécia vai deixar a austeridade da catástrofe e do medo”, garantiu Alexis Tsipras no seu discurso. “Os que foram derrotados foram a elite e os oligarcas. Vamos ter de volta a nossa dignidade, a nossa soberania.”

SYRIZA E PODEMOS AVANÇAM NA EUROPA, E DILMA SE RENDE COM LEVY

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A vitória do partido de esquerda Syriza, na Grécia, é uma resposta da Democracia contra o chamado “Mercado” – que tenta sequestrar a vontade popular impondo um programa liberal “inevitável” (como se homens e mulheres não pudessem escolher o seu caminho).

O Syriza ganhou as eleições na Grécia, com maioria no Parlamento e provavelmente sem necessidade de acordos ou alianças. A vitória veio depois de 6 anos de crise social catastrófica. E vejam que curiosa a forma como a imprensa brasileira trata o assunto:“Esquerda radical vence na Grécia“, diz o UOL/Folha; “Esquerda radical chega ao poder na Grécia e preocupa Europa”, diz o Estadão.

Desde 2008, os governos gregos seguiram à risca o programa neoliberal do FMI e da União Européia – sob supervisão da Alemanha. Resultado: cortes, desemprego, recessão.

A economia grega encolheu 25% em 6 anos. Um de cada quatro trabalhadores perdeu o emprego. Houve um desmonte do Estado, uma submissão completa ao chamado “Mercado”. Mas a imprensa brasileira jamais chamou os governos gregos anteriores, que adotaram esse programa suicida, de “direita radical”, ou de “ultraliberais radicais”.

Pouco importa, a essa altura. A tentativa agora será emparedar o Syriza, gerando tensões, obrigando a nova liderança grega a “jogar o jogo” de Merkel.

O problema para a direita liberal européia é que há outro jogo em andamento. Na Espanha, o “Podemos” (que “O Globo” também chama de “esquerda radical”) é favorito para vencer a eleição deste ano. Com um programa de aprofundamento da Democracia.

O líder do “Podemos” espanhol, Pablo Iglesias, fez aliás um comentário cáustico sobre a vitória do Syriza na Grécia:  “Os gregos não terão mais à frente do governo um delegado a serviço de Angela Merkel”.

O Syriza e o Podemos não são “radicais”. Esse adjetivo é uma forma de jogá-los numa espécie de gueto ideológico. Radical era a Thatcher  que esculhambou o Estado inglês. Radical é o Samaras (primeiro-ministro grego, ultraliberal, que fez o serviço sujo para o FMI e a Merkel).

Radical, talvez, fosse o Lênin. Ah, se algo parecido com Lênin existisse na Grécia, o Samaras estaria a caminho do fuzilamento. Mas não é assim. O Syriza joga na Democracia. É uma chance de resgatar a Democracia da mão dos fundamentalistas liberais.

O curioso é que a Europa – ou parte dela ao menos – ameaça virar à esquerda no exato momento em que o Brasil faz um estranho giro à direita. Joaquim Levy foi à Europa para participar do convescote liberal em Davos (Suiça). Parece que o Brasil volta aos tempos de FHC, quando ministros bem comportados se exibiam como fiéis cumpridores da fórmula liberal. Patético.

Durante 6 anos, enquanto a Europa se afundava em desemprego e recessão, o Brasil (sob o comando de Guido Mantega na Fazenda) resistia, e adotava uma fórmula oposta à sugerida pelos neoliberais.

Grécia, Espanha, Portugal e Itália seguiram à risca a formulinha liberal. Naufragaram, deixaram a Alemanha mais forte, e agora buscam saídas.

Mas o jogo é confuso. Na França, a crise ameaça levar o país para a direita fascista. Le Pen (a filha) com sua Frente Nacional (extrema-direita) pode ganhar o poder, depois da traição programática do PS (Partido Socialista) francês. Não será uma saída pela esquerda. Mas Le Pen significará também o fracasso da Europa liberal.

Nessa hora dramática, e depois de ter resistido bravamente, o Brasil inicia um ajuste liberal – com a marca da traição programática que deixou o PS francês em frangalhos.

O que o Syriza tentará fazer a dura penas na Grécia (mas com maioria parlamentar e mobilização nas ruas) é o que o PT já conseguiu fazer nos últimos anos: programas sociais, redução da desigualdade, defesa do Estado e da soberania nacional.

Tudo isso corre risco aqui no Brasil. A direita pode implodir, por dentro, o que se conseguiu construir nos últimos 10 ou 12 anos.

As ações de Levy e a omissão de Dilma (que sumiu e não fala com sua base social) mostram que o quadro pode se agravar.

Se Dilma não corrigir o rumo, o Brasil irá para a recessão. Com a direita babando pelo impeachment e os movimentos sociais nas ruas, estará aberta a disputa: mais adiante, teremos uma saída a la Syriza? Ou no estilo Le Pen?

Hoje, o jogo está indefinido.

O Brasil tem um mercado interno poderoso e um arremedo de Estado social criado nos anos Lula. Tem bancos públicos e uma classe trabalhadora razoavelmente organizada. Tem um partido de esquerda (?) ainda com alguma força, como o PT.

Deveria usar esse patrimônio para impedir que a crise se aprofunde.

A Esquerda pode costurar um programa que signifique defender os avanços dos anos Lula, radicalizando a Democracia, defendendo o papel do Estado e rejeitando o programa dos Armínios e Levys.

O PT e Lula ainda podem ajudar a costurar esse novo pacto. Mas se não agirem rápido, correm o risco de virar um PASOK (o velho partido de centro-esquerda grego, que teve menos de 5% dos votos) ou um PS francês – que jogou a história no lixo e abriu caminho para a extrema-direita fascista.

 Leia também:

Vitória do Syriza: Brasil abraça a austeridade quando gregos dão primeiro passo para descartá-la





22 comentários

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Edgar Rocha

28 de janeiro de 2015 às 19h01

Acho um grande engano acreditar que o Lula e o PT (refiro-me à direção, bancada e lideranças) não estejam de acordo com os movimentos do Governo. Dilma não é traidora, ao menos enquanto o PT, por falta de argumento, não elegê-la para tal “cargo” político em nome da causa, como fizeram no caso do mensalão, como Lula sempre fez quando não tinha o que dizer. O “não sabia” foi um jargão tão usado quanto o “nunca na História deste país”. Mesmo o Zé Dirceu usou deste recurso pra se defender, chegando a admitir incompetência para esquivar-se da alcunha de corrupto.
A presidenta age pragmaticamente. Tal pragmatismo foi o ingrediente principal de toda a era Lula, estendendo-se até os dias atuais. A grande preocupação é obter num futuro próximo uma saída honrosa, capaz de garantir uma brecha para reconquistas futuras (reconquistas de cargos), já que a avaliação pragmática não deixa dúvidas quanto a inevitabilidade de um mandato melancólico de Dilma, de uma derrota nas urnas em próximo pleito e de um retrocesso nas parcas conquistas sociais devido ao caráter provisório das mesmas.
Tudo que o PT enquanto representação política deseja nos próximos anos é a divisão equânime das responsabilidades por uma eventual crise com toda a sociedade, garantindo um mínimo de patrimônio histórico e ideológico ancorado nos áureos tempos da era Lula. Se articularão para não manchar a imagem deste período sendo acusados de ter alavancado o país não por fidelidade a sua proposta, mas por uma demanda a médio prazo de um projeto contraditório, descomprometido e pernicioso. Tentarão mostrar que a luta e os avanços sociais obtidos foram sinceros e tinham como único objetivo melhorar a vida do povo brasileiro, sem segundas intenções. Defenderão a tese de que um eventual fracasso se deu não por suas falhas morais e éticas, nem por uma traição ideológica ao projeto inicial, mas por contingências e conjunturas com as quais tiveram que arcar imerecidamente. Já fizeram isto em outras gestões cuja avaliação final foi negativa.
O problema, é que agora é pra valer. Não é a perda de um mandato que está em jogo. É a democracia, é o bem estar da população, é a integridade das instituições democráticas. Um mal governo nesta altura do campeonato não pode ser encarado como uma derrota partidária. É a derrota de um projeto, a derrota dos sonhos e da esperança. É o retorno aos anos FHC, na melhor das hipóteses. É a fome e a desigualdade as quais já estávamos nos desacostumando. É a frustração de uma geração que cresceu na prosperidade. É o retorno à senzala. Se o PT agir pragmaticamente, não poderá culpar as elites, nem a mídia, nem o judiciário, nem a crise externa… nada! Querer garantir seu patrimônio político a todo custo (a custo de todos, melhor dizendo) é maior das traições. É revelar-se ao Brasil e ao mundo como um dos maiores engodos da história deste país, devido à opção fácil de não lutar pelos avanços propostos. É revelar-se aquilo que para a intuição de alguns, a despeito dos sentidos, tem ganhado forma como um insight, um olhar de soslaio, um aviso inconsciente de algo imprevisível, porém iminente. Ao votar no PT, a nação desafiou este medo, confiou nos olhos, na pele, nos ouvidos e no coração. Caiu de cabeça num projeto declarado por três mandatos seguidos aguardando a concretização de algo novo. Perceber que tudo de bom tinha como objetivo apenas garantir a estada petista nos círculos de poder sem que houvesse nenhuma mudança estrutural capaz de impedir retrocessos por mais estratégicos que estes sejam vai, sem dúvida, mexer no mais profundo inconsciente e em tudo que afetivamente o brasileiro acalenta. Da frustração surgirá algo novo. Só receio que este novo não poderá ser chamado Brasil. E tenho dúvidas se a novidade que vier dar à praia será tão admirável como uma sereia com busto de deusa maia e rabo de baleia. Estará mais pra monstro das profundezas.

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Morvan

28 de janeiro de 2015 às 16h53

Boa tarde.

Carissimi del VOM:

Na Grécia, onde quem ganhou é quem governa, igual a aqui, n’é mesmo, Alexis Tsipras prometeu ao povo grego ‘doar seu sangue pela dignidade do seu povo’. As privatizações serão revistas, imediatamente, e o Syriza vai criar um mecanismo de seguridade alimentar [bastante] similar ao [nosso] bolsa família. Detalhes aqui, via CAf e Público, de Portugal.

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “E No Paraná, Ainda Há Juízes, Ou Só Moros?“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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Prometeu

28 de janeiro de 2015 às 13h04

Falta dizer que todos esses países que “aderiram” ao plano liberal de austeridade para equilibrar as contas passaram anos de gastança nos seus governos “chamados” progressistas. Mais cedo ou mais tarde a conta chega e precisa de dinheiro para pagá-la. É o que acontece hoje no Brasil. Passamos anos gastando dinheiro, mas a fonte está secando e ajustes precisam ser feitos… Hoje falam das recessão da Grécia, mas como ela estava há 6 anos atrás? Totalmente quebrada sem condições de honrar seus compromissos. Foi obrigada a pegar dinheiro emprestado e fazer cortes no orçamento para pagar o empréstimo.

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Morvan

28 de janeiro de 2015 às 12h59

Boa tarde.

Carissimi del VOM:

• Lula recuou, quando da inflexão de uma Polícia Federal (mesmo), retroagindo a esta polícia política d´ora;
outros recuos. À guisa de sucintez, não os cito;
• Dilma recuou, também, amiúde. Em nenhum destes retrocessos a direita sinalizou aplacar (nem é este o papel de uma direita alienígena, sem questões genuinamente brasileiras a defender);
• por fim, Dilma sinaliza o Trabuco; este refuga. Vem o Levy. Trabuco, de qualquer jeito, no pobre do trabalhador…
Qual foi mesmo a parte que os Presidentes Lula e Dilma não entenderam?

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “E No Paraná, Ainda Há Juízes, Ou Só Moros?“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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O Mar da Silva

28 de janeiro de 2015 às 11h50

Interessante perceber que o Rodrigo acredita que o Lula – que deu aval a Carta aos Brasileiros – possa tirar o governo dessa rota desastrosa. Foi justamente a opção conciliadora conservadora que Lula que levou a esse caminho de colisão.

Ou entendemos isso ou ficaremos reféns da política do conservadorismo possível aplicada pelo Lula e seu temor de se tornar um novo Collor (com base social e política de sustentação bem diferentes do playboy alagoano).

Ainda é cedo para dizer que o Brasil quer o mesmo destino do Sul da Europa: o restauro de esquerda depois do destroços dos aliados ao conservadores neoliberais na direita e na ex-esquerda.

Não acredito que Lula possa tirar o PT da colisão que virá. E infelizmente, o que restou de esquerda no Brasil ainda não tem força política para vencer eleições como na Espanha e na Grécia. Isso para não citar Venezuela, Equador e Bolívia.

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FrancoAtirador

27 de janeiro de 2015 às 22h09

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O MINOTAURO GLOBAL

Uma fábula para os nossos tempos

Por Yannis Varoufakis

Outrora, no famoso labirinto do palácio do Rei de Creta, viveu uma criatura tão brutal quanto trágica. A sua intensa solidão só era comparável ao medo que inspirava por toda a parte.

O Minotauro, pois este era o seu nome, tinha um apetite voraz o qual devia ser saciado a fim de garantir o domínio do Rei – o blindado reino minóico que assegurava a Paz, permitia o comércio através dos mares em navios carregados e difundia a prosperidade por todos os cantos do mundo conhecido.

Mas, ai de nós, o apetite da besta só podia ser satisfeito por carne humana.

De tempos em tempos, um navio carregado de jovens velejava da distante Atenas com destino a Creta – para entregar o seu tributo humano a ser devorado pelo Minotauro. Um horrendo ritual que era essencial para preservar a Paz daqueles tempos e continuar a sua Prosperidade.

Milénios depois, ergue-se um outro Minotauro, desta vez global. Sub-repticiamente. A partir das cinzas da primeira fase do pós guerra – aquela criada pelos homens do New Deal da América depois da guerra.

O seu covil, uma forma de Labirinto, foi localizado nas profundezas das tripas da economia americana. Ele assumiu a forma de défice comercial estado-unidense, o qual consumia as exportações do mundo. Quanto mais o défice crescia, maior o seu apetite por capital da Europa e da Ásia com que este Minotauro Americano saciava a sua fome. O que o tornou verdadeiramente Global foi a sua função: Ajudava a reciclar capital financeiro (lucros, poupanças, excedente monetário). Mantinha as reluzentes fábricas alemãs ocupadas. Devorava tudo o que era produzido no Japão e, depois, na China. E, para completar o círculo, os proprietários estrangeiros (muitas vezes americanos) destas fábricas distantes enviavam seus lucros, seu cash, para a Wall Street – uma forma de tributo moderno ao Minotauro Global.

O que fazem banqueiros quando um tsunami de capital atravessa-se diariamente no seu caminho? Quando entre 3 e 5 mil milhões de dólares, líquidos, passam através dos seus dedos a cada manhã da semana? Eles encontram meios para fazê-lo crescer! Para procriar em seu benefício. Portanto, as décadas de 80, 90 e 2000 assistiram a uma explosão de dinheiro privado inventado (minting) pela Wall Street nas costas do tsunami diário de capital que fluía para a América a fim de alimentar o Minotauro.

Tal como o seu antecessor mitológico, o nosso Minotauro Global manteve a economia mundial a andar durante décadas. Até que as pirâmides de dinheiro privado construídas sobre o tributo alimentar do Minotauro entraram em colapso sob o seu próprio peso insuportável. O Planeta Terra simplesmente não era suficientemente grande para aguentar tanto dinheiro tóxico privado: dinheiro de papel que se incendiou uma vez principiado o colapso. Nesta conflagração, o Minotauro Global foi gravemente ferido.

Enquanto dispunha de uma saúde brutal, o Minotauro produzia tremenda riqueza e abominável desigualdade, novas perspectivas de prazer e novas forma de privação, ampla segurança para uns poucos e aflitiva insegurança para a maior parte, grandes invenções/gadgets e fracassos espectaculares quanto à honestidade vulgar. Seja o que for que pensemos do reinado do Minotauro Global, ele manteve o mundo em andamento e suas elites pensavam que o seu regime era estável, com êxito e mesmo moderado. Com o desaparecimento do Minotauro, a manter o show em andamento a partir do seu labirinto secreto, seus excessos flagrantes permaneciam ocultos, o que ajudava a grande e boa crença na sua própria retórica acerca de alguma Grande Moderação supostamente em vigor.

Mas, quando o Minotauro soçobrou, ferido mortalmente pelos excessos dos seus serviçais na Wall Street, deixou a economia global em estado caótico. Na América e na Europa, na Índia e na China, a morte do Minotauro colocou o mundo numa crise permanente.

O Minotauro de Creta foi morto por um corajoso príncipe ateniense, Teseu. A sua morte introduziu uma nova era de tragédia, história, filosofia. O nosso próprio Minotauro Global morreu menos heroicamente. Foi uma vítima dos banqueiros da Wall Street. O que trará a sua morte? Deveríamos nós ousar esperar uma nova era na qual a riqueza não precise mais da pobreza para florescer? Na qual desenvolvimento signifique menos cinzas e diminuição do poder abstracto enquanto toda a gente fica mais forte?

Seja qual o resultado dos misteriosos caminhos da história,
o Minotauro Global será recordado como uma besta notável
cujos 30 anos de reinado criaram, e a seguir destruíram,
a ilusão de que o capitalismo pode ser estável,
de que a cobiça pode ser uma virtude e de que as finanças são produtivas.

23/Dezembro/2011

Original em:
(yanisvaroufakis.eu/2011/12/23/ending-2011-with-a-fable-for-our-times/#more-1518)

http://resistir.info/crise/minotauro_23dez11.html

http://imgur.com/hUS2sNn
(http://yanisvaroufakis.eu/books/the-global-minotaur)
varoufakis.files.wordpress.com/2014/08/screen-shot-2014-08-22-at-12-03-50-pm.png

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Fabio

27 de janeiro de 2015 às 17h12

Sempre votei no PT, mas agora vendo o inicio do desgoverno Dilma eu tenho uma certeza…em 2018 vou de PSOL.

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    Tutameia

    29 de janeiro de 2015 às 13h33

    isso que mais admiro em nossa boa gente..estão sempre prontos a uma nova esperança..e uma nova decepção..sempre

pestaninha

27 de janeiro de 2015 às 17h06

Se descobrirem um pré-sal na Grécia o governo eleito vai sofrer as mesmas pressões do capitalismo mundial.

Responder

José Américo

27 de janeiro de 2015 às 14h43

Texto forte e preciso. O problema é a repetição diuturna da cartilha liberal em todos os meios de comunicação preponderantes. Além da demonização da esquerda, a partir do achincalhamento do PT. É uma batalha, primeiramente, de informação e comunicação. O PT perdeu, porque não começou cedo o enfrentamento.

Por conta disso, deixou-se o Pré-Sal ainda com vários blocos para exploração de estrangeiras e a Vale, com todo o seu imenso potencial, bom, exporta comodities brutas. Além das inúmeras concessionárias e bancos estrangeiros que lucram imensamente e remetem lucros extraordinários para o exterior. Onde está a lei que determina a reaplicação de percentual dos lucros no Brasil? Há uma imensa gama de oportunidades que foram desperdiçadas, tudo a título de “menos Estado e mais mercado”.

Será que ainda acordaremos a tempo de evitar o fundo do poço? Porque ir mais à fundo na experiência neoliberal, nesse momento de crise, é esticar a corda da crise e dos acirramentos sociais e políticos. A Dilma terá que mostrar seu espírito de Estadista ou senão teremos 4 longuíssimos anos…

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Lukas

27 de janeiro de 2015 às 13h46

Mesmo que soubessem que Dilma faria o que está fazendo, os leitores de Viomundo não votariam em Aécio no segundo turno. Dilma e o PT podem decepcioná-los quantos vezes quiserem que não perderão estes votos.

Se estes votos estão seguros, por que ela se preocuparia com a aprovação de vocês para as medidas que está tomando? Eles sabem que daqui a quatro anos vocês estarão lá, fazendo seu trabalho.

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    Julio Silveira

    27 de janeiro de 2015 às 19h17

    Pior que você está certo, de uma maneira, quase, geral.

    Ricardo

    28 de janeiro de 2015 às 18h19

    Cuidado com as palavras, Lukas. A sua fala faz parecer que somos eleitores “amestrados”, mas quando elegemos Lula em 2002 e 2006, e Dilma em 2010 e 2014, elegemos um projeto de desenvolvimento do Brasil. Em outras palavras, sabemos bem o que estamos fazendo e o que não queremos para o país: a volta do PSDB.

    Se algo vai de encontro a estes projetos de construção da nossa soberania e de inclusão social, temos total consciência da necessidade de pressionar o governo para impedir guinadas à direita, e esta necessidade de fazer pressão se torna cada vez maior quando vemos sujeitos como Eduardo Cunha com chances de assumir a presidência da Câmara, por exemplo.

    O voto nunca foi e nunca será a ferramenta que basta para fazer o país progredir, e por isso nos movimentaremos intensamente a fim de introduzir as pautas progressistas e de fazer o governo cumpri-las. Estes próximos 4 anos estão só começando!

Narr

27 de janeiro de 2015 às 12h58

Se era pra adotar o programa do Aécio, então por que não avisou antes?

Entre o Aécio envergonhado e hipócrita e o Aécio de verdade, o povo poderia ter votado no Aécio de verdade.

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Julio Silveira

27 de janeiro de 2015 às 11h53

O PT torna-se ( ou escondeu que sempre foi ) um partido do status quo. Perdeu (se é que já teve) o tesão de aprofundar as mudanças democraticas que o Brasil precisa. Tornou-se o partido burgues na essencia, aquele que deixou de viver do trabalho para explorar a renda.

Responder

Notívago

27 de janeiro de 2015 às 09h43

Como o Império apoia a crueldade

Como o império apoia a crueldade
ter, 27/01/2015 – 06:15

O “exército islâmico” dos Estados Unidos.26 de janeiro de 2015 | 13:32 Autor: Fernando BritoFonte: http://tijolaco.com.br/blog/?p=24405

saudita

Recebo, do meu velho professor Nílson Lage, um interessante resumo das práticas do governo da Arábia Saudita, maior aliado (militar, inclusive) dos EUA no Oriente Médio.

Apenas sete pontos, que não causam escândalo na mídia mundial.

Todos práticas oficiais do Rei Abdullah, pranteado pelo Ocidente como grande governante.

1. Nada de eleições, nada de partidos, nada de oposição.

2. Decapitação, amputação de membros ou chicoteamento público de acusados de crimes, “infiéis” ou opositores políticos e religiosos.

3. Nepotismo oficial, com bons empregos e renda garantidos para os 7.000 parentes da dinastia Saud.

4.O poder passa de pai para filho ou de irmão para irmão e as brigas de família levaram até a uma revolta de sobrinho e um assassinato real “familiar”.

5. A tortura é legal, na polícia e na Justiça. Tanto que, em 2013, um homem foi condenado a ficar paraplégico como punição.

6. 5. As mulheres não têm direitos, até pouco tempo eram “legalmente” espancadas e até dirigir um automóvel lhes é proibido.

7. Financia, nas palavras de ninguém menos que Hillary Clinton, o terrorismo internacional: “Al Qaeda, Taleban, LeT [o grupo Lashkar-e-Taiba, sediado no Paquistão] e outros grupos terroristas”, disse ela.

Alguma diferença com o “Estado Islâmico” que os EUA e a Europa bombardeiam, literalmente, nas areias da Síria?

Só o fato de serem os melhores amigos dos EUA.

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Marat

26 de janeiro de 2015 às 23h29

O Brasil sempre teve uma oligarquia muito forte, que com o passar do tempo ampliou suas ramificações, até chegar na política. Hoje, os partidos de (e da) direita, base de apoio dos oligarcas, têm apenas dois objetivos: 1) ajoelhar-se perante os EEUU; 2) Deixar o mercado livre e o estado mínimo. E para isso eles têm todo um aparato fortíssimo, como as redes de comunicação de massa e grande parte do empresariado e das multinacionais.
Dilma viu-se enredada por essa turma, parece que está com medo. Medo de brigar com o PIG, medo de brigar com os neoliberais e medo de fazer as reformas de base (na política e no judiciário) que o país tanto precisa.
Creio que o quadro não seja tão catastrófico, e que ainda haja algum tempo para se corrigir o (des)caminho. Ela precisa se lembrar de que recebeu majoritariamente os votos de nacionalistas e pessoas das classes sociais mais baixas!

Responder

mineiro

26 de janeiro de 2015 às 16h27

todos os blogueiros ja vem alertando isso desde o começo desse governo dessa fhc de saias , que insiste em levar o brasil para o buraco. é o que vai acontecer infelizmente no brasil , essa sujeita que hoje esta governando e nao coragem para agir vai entregar o poder nas maos da eleite branca. ela e o pt vai ser o responsavel por isso, ta mundo avisando ja faz tempo e eles covardes que sao nao agem , ai vai ser tarde demais.

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Diogo Silva

26 de janeiro de 2015 às 16h00

Acredito que a seca é muito esquecida nessas análises.

Estamos em um momento em que o país está à beira da falta de energia e de água. Teremos mais IPCA de alimentos (porque magicamente, não falta água onde a agricultura é de exportação, mas falta onde é para produzir alimento para consumo interno), e IPCA de energia.

E isso é muito antipopular, porque no fim das contas, as pessoas culpam o governo pelo aumento de preços de qualquer coisa.

Nesse caso, em que falta água, o governo tem que fechar a torneira (trocadilho intencional). Não pode querer à força acelerar o crescimento da demanda. Não sei quanto a vocês, mas eu não criaria uma fábrica no país sem ter certeza de que teria energia e água pra fábrica funcionar.

O que o governo tem que fazer, e está fazendo, é colocar dinheiro para obras de infraestrutura. Não vi nenhuma notícia falando que Levy tenha cortado investimento do PAC (talvez investimento da Petrobras, mas aí é por incapacidade de conseguir dinheiro no mercado, devido ao preço baixo do petróleo). Se cortou essas obras, aí estamos em outro patamar de problema.

Nesses últimos anos, o que eu vejo é as pessoas (de todos os níveis de renda) aproveitando qualquer dinheiro a mais para comprar produto importado (smartphone, por exemplo) e viajando para o exterior. O país não se mantém assim por muito tempo, drenando seu dinheiro.

Dinheiro que compra essas coisas é dinheiro sobrando, e as pessoas não demonstram qualquer interesse em poupar. No caso, mais que atender ao interesse do mercado em se remunerar melhor, o objetivo é incentivar as pessoas a pouparem, incentivo mais que necessário.

Responder

Demetrius

26 de janeiro de 2015 às 13h39

Não entendemos nada de política e suas armações obscuras.

Responder

Sidnei Brito

26 de janeiro de 2015 às 12h43

Ótima análise.
O curioso, no Brasil, é que a oposição institucional está tão fragilizada, que a presidenta Dilma quis lhe dar representação no governo, nomeando esse tal Levy, mais conhecido como o “vaca que tosse”.

Responder

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2015 às 12h42

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Na Grécia, Syriza.
Na Espanha, Podemos.
No Chile, Comunas.
No braZil, Phodemnos.
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Responder

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