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Requião, Boulos e advogado de miliciano suspeitam da versão oficial: “Há cheiro de queima de arquivo no ar”
Pela ordem, a partir do alto, à esquerda: condomínio onde moram a família Bolsonaro e o matador de Marielle; o modelo de automóvel que ele possui; Ronnie; Bolsonaro com o homem acusado de dirigir o carro; Queiroz com os Bolsonaro; a medalha Tiradentes; Adriano, o chefão foragido; a família Bolsonaro; almoço "em família"; Jair discursando na Câmara e no centro o Condomínio Portogalo, em Angra, onde o matador de Marielle tinha casa. Fotos Google, reprodução de redes sociais, Câmara dos Deputados e reprodução de vídeo.
Política

Requião, Boulos e advogado de miliciano suspeitam da versão oficial: “Há cheiro de queima de arquivo no ar”


09/02/2020 - 13h08

Adriano da Nóbrega, miliciano do Escritório do Crime, ligado a Flávio Bolsonaro e suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle morreu em “troca de tiros” na Bahia. É preciso investigar as circunstâncias, mas há cheiro de queima de arquivo no ar… Guilherme Boulos, ex-candidato do Psol ao Planalto, no twitter.

Quem mandou matar Marielle seguramente ordenou a execução de Adriano. Isolado em uma moradia rural na Bahia, cercado por número razoável de policiais, não foi morto em confronto, seguramente foi executado. Roberto Requião, ex-senador, no twitter.

Pedra cantada: Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro é localizado e morto em operação na Bahia. Fernando Haddad, ex-candidato do PT ao Planalto, no twitter.

Os segredos de chefes de jogo do bicho, de autoridades, de policiais corruptos e milicianos morrem com Adriano da Nóbrega. Flávio Costa, jornalista.

Da Redação

O Psol, partido da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, divulgou nota informando que vai solicitar audiência ao secretário de Segurança da Bahia para esclarecer detalhes da morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, que aconteceu neste domingo no município de Esplanada.

Íntegra da nota:

Na manhã deste domingo ficamos sabendo pela imprensa que Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro e um dos chefes da milícia conhecida como Escritório do Crime, foi morto pela polícia na Bahia.

Adriano estava foragido e era suspeito de envolvimento no assassinato de nossa companheira Marielle Franco e Anderson Gomes.

A Executiva Nacional do PSOL exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano e, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e parlamentares, solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson.

Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais.

Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade.

Marielle e Anderson: presentes!

Executiva Nacional do PSOL
São Paulo, 9 de fevereiro de 2020

O advogado de Adriano, Paulo Emilio Catta Preta, disse ao Estadão que conversou com seu cliente pela primeira vez na quarta-feira passada.

Adriano disse ao advogado que tinha certeza de que queriam matá-lo para queimar arquivo, relato corroborado pela mulher do miliciano.

O advogado negou que seu cliente fosse dono da pistola 9mm atribuída a ele pela polícia e disse que pretende pedir uma investigação independente do caso.

A polícia do Rio, atuando na Bahia, já havia sido frustrada numa tentativa anterior de capturar Adriano.

A versão oficial é de que Adriano foi morto depois de atirar contra policiais que tentavam prendê-lo.

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13 comentários

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Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 19h12

https://pbs.twimg.com/media/EQWxAJ2X0AIoHVM?format=png

Quem tem criatividade é o Moro
que plantou no G1.Globo que
a culpa é do ‘Gilsinho da Dedé’.

O que o Eduardo Bolsonaro
estava fazendo lá na Bahia
até agora ninguém esclareceu.

Responder

João Ferreira Bastos

09 de fevereiro de 2020 às 19h06

Capitão do Bope. Especialista em armamentos. Exímio atirador. Chefe de matadores de aluguel.
Em confronto armado errou todos os tiros ?!?!?!
“Temas que ser um que a gente mate”
Qual a participação do governador do PT nessa execução???

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 18h54

‘Bandido Bom É bandido Morto’,
principalmente se pode ser Delator
do Presidente Mito e FamíGlia …

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 18h49

A Polícia disse que Adriano Nóbrega foi baleado e levado
pelos agentes ao Hospital São Francisco São Vicente.

“Uma funcionária disse à Folha que ele já chegou morto”.

” A versão oficial é que ele chegou vivo, mas acabou
não resistindo aos ferimentos” [Faltou Criatividade].

Responder

a.ali

09 de fevereiro de 2020 às 18h37

queima de arquivo…está mais do que cristalino, nem precisa juntar lé com cré!

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 17h28

Paulo Emilio Catta Preta, advogado de defesa
do ex-Capitão do BOPE do Rio de Janeiro,
Adriano Magalhães da Nóbrega, afirmou
que, na semana passada, as Polícias Militares
da Bahia e do Rio de Janeiro já tinham tentado
prendê-lo, mas falharam.

Catta Preta disse que recebeu o telefonema
de seu cliente após essa operação —
foi a primeira vez que o miliciano entrou
em contato com seu advogado.
Antes, a comunicação era por meio de
seus parentes, já que ele estava foragido.

“Me causou surpresa na terça (4) ou quarta (5)
ele me ligar diretamente. Se apresentou,
e disse que a razão da ligação era que estava
receoso pela vida dele. Disse que tinha certeza
de que a operação para prender era para matar”

“Ele [o ex-PM Adriano] disse que se se entregasse
tinha certeza que estaria morto no dia seguinte
e também que estaria morto se o encontrassem.
Falou, inclusive, que seria queima de arquivo”.

A mulher de Adriano também ligou para
o advogado e disse que esteve com ele
dias antes.

De acordo com Catta Preta, a viúva acredita
na versão de extermínio [execução sumária],
porque o miliciano se encontrava em condições
precárias de fuga e NÃO ESTARIA ARMADO,
ao contrário do que diz a Polícia Militar.

| 9.fev.2020 | Reportagem: Diego Garcia | Folha SP |

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/02/advogado-diz-que-miliciano-ligado-a-flavio-bolsonaro-tinha-certeza-de-que-seria-morto.shtml

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 16h50

A Polícia Militar (PM) não respondeu
quantos tiros o ex-PM Adriano levou
e em que parte do corpo foi atingido”

Teriam sido 9 tiros na nuca
e mais dez nos pulmões ?

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 16h17

https://pbs.twimg.com/media/EQWe2qhXYAAcwtl?format=jpg&name=900×900

https://twitter.com/hashtag/QueimaDeArquivo

“Em 2003, Jair Bolsonaro [então Deputado Federal (RJ)]
parabenizou Grupos de Extermínio por Substituir
Pena de Morte no País”
Discurso foi em resposta a um deputado que havia afirmado
que o Governo da Bahia [Paulo Souto (DEM)] assumira
a existência de Esquadrões da Morte no Estado Baiano:

“Enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte,
esses grupos de extermínio, no meu entender, são muito bem-vindos.
E se não tiver espaço na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro.
Se depender de mim, terão todo o apoio, porque no Rio de Janeiro
só as pessoas inocentes são dizimadas.
Na Bahia, as informações que tenho —lógico que são grupos ilegais,
mas meus parabéns— [são a de que] a marginalidade tem decrescido.”

https://static.congressoemfoco.uol.com.br/2018/10/bozodiscurso.jpg

Ainda em 2003, a Câmara dos Deputados instalou uma CPI para apurar
a ação de Grupos de Extermínio no Nordeste.

Em seu relatório, dois anos depois, a Comissão apresentou um perfil
desses grupos.

Segundo o documento, os esquadrões da morte surgiram “com o pretexto
de combater o crime e ‘limpar’ a sociedade de pessoas consideradas ‘indesejáveis’”,
atuando no extermínio tanto de adultos como de crianças e adolescentes.

“As vítimas adultas costumam estar ou não ligadas ao mundo do crime.
Também agem sob o ódio de base étnica, cultural, racial, sexual e violência rural.”

Segundo a CPI, os grupos são constituídos em sua maioria por policiais,
ex-policiais, seguranças privados, integrantes de organizações criminosas
vinculadas ao tráfico de drogas e outras atividades lícitas e “grupos que
não guardam relações específicas com o crime organizado, mas exercem
o controle de determinadas regiões com a desculpa de garantir a ‘segurança’
de seus moradores”.

Especificamente sobre a Bahia, a comissão afirmou que os esquadrões da morte
agiam em várias regiões do Estado, em um “caminho que começa na segurança
ilegal privada e termina nas execuções sumárias, inicialmente daqueles que
cometem pequenos furtos nas áreas que se pretendem protegidas, depois,
de forma indiscriminada, de todos aqueles que, por alguma razão, se interpõem
no caminho dos integrantes e dos patrocinadores dos grupos de extermínio”.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/06/em-2003-bolsonaro-parabenizou-grupos-de-exterminio-por-substituir-pena-de-morte-no-pais.shtml
https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/bolsonaro-apoiou-grupo-de-exterminio-que-cobrava-r-50-para-matar-jovens-da-periferia

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 15h25

E o Sergio Moro deixou esse ex-PM Chefe de Milícias ligado aos Bolsonaro
-agora assassinado na Bahia – de fora de lista de mais procurados.
De acordo com o o ex-juiz Federal de Curitiba, o ex-capitão [Adriano Nóbrega]
não foi incluído porque “as acusações contra ele não possuem caráter interestadual,
requisito essencial para figurar no banco de criminosos de caráter nacional”.

Então por que foram procurá-lo para matá-lo lá no Estado da Bahia ?

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/01/moro-deixa-miliciano-ligado-a-gabinete-de-flavio-bolsonaro-fora-de-lista-de-mais-procurados.shtml

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 15h07

Não há como não ligar os fatos …

Miliciano Ligado a Flávio Bolsonaro é Encontrado Morto

Congresso em Foco

https://congressoemfoco.uol.com.br/governo/miliciano-ligado-a-flavio-bolsonaro-e-encontrado-morto/

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 14h41

A chantagem estava ficando muito alta.

Responder

Zé Maria

09 de fevereiro de 2020 às 14h34

Quem mandou matar Marielle
Quem mandou matar Adriano
Seria o mesmo Mandante?

Responder

Marcos Videira

09 de fevereiro de 2020 às 13h19

Todos os que sabem que foi o mandante do assassinato de Marielle serão eliminados. A próxima a sofrer um “acidente” será a mulher de Adriano. A menos que ela dê uma entrevista gravada em vídeo em troca de proteção a sua vida.

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