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PT e PSOL cobram explicações de Bolsonaro sobre “boquinha” mensal de R$ 200 mil dos irmãos Weintraub no Banco Mundial e OEA
Fotos: Gustavo Bezerra/PT na Câmara, Gabriel Paiva/ Câmara Deputados e reprodução
Política

PT e PSOL cobram explicações de Bolsonaro sobre “boquinha” mensal de R$ 200 mil dos irmãos Weintraub no Banco Mundial e OEA


13/07/2020 - 20h22

PT e PSOL cobram do governo Bolsonaro explicações sobre ‘boquinha’ para irmãos Weintraub na OEA e no Banco Mundial

O deputado Rogério Correia (PT-MG) e a deputada Áurea Carolina (PSOL-MG) protocolaram hoje (13) requerimento em que cobram do Palácio do Planalto informações sobre a indicação do assessor especial da Presidência, Arthur Weintraub, para um cargo com salário milionário na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os dois parlamentares oposicionistas questionam se a indicação de Arthur, juntamente com a de seu irmão, Abraham Weintraub, para o Banco Mundial, não seria uma “espécie de ‘boquinha’ para a família Weintraub”, já que o salário de ambos, em dólar, segundo especialistas, deve se aproximar ao equivalente a R$ 200 mil mensais, computados os benefícios concedidos pelo Bird e pela OEA.

Tudo em família

O requerimento foi encaminhado ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge de Oliveira, major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal.

No documento, Correia e Áurea perguntam sobre “quais argumentos levam o governo a ter o interesse de indicar duas pessoas da mesma família, no caso os irmãos Abraham Weintraub e Arthur Weintraub, para cargos em organismos internacionais”.

Eles perguntam se o governo quer “atender os interesses do sr. Olavo de Carvalho, guru do Presidente da República”.

No mesmo pedido de informações, os parlamentares perguntam sobre atividades executadas por Arthur Weintraub como assessor da Presidência e solicitam acesso a relatórios de trabalho feitos por ele.

E indagam também sobre qual a relação de Arthur Weintraub com o grupo “Gabinete do Ódio”, “conhecido e investigado por disseminar fake news de dentro do Palácio do Planalto”.

Gabinete do Ódio

Segundo ambos os parlamentares, as informações solicitadas buscam ‘‘garantir os príncipios da transparêcia pública nas indicação do Governo Federal para cargos em organismos internacionais e compreender os motivos que levam o Presidente da República a cogitar a indicação de duas pessoas da mesma família para cargos dessa natureza“.

Eles recordam que houve muitas dúvidas e críticas no Brasil com a possível indicação do ex-ministro Abraham Weintraub para ocupar um cargo no Banco Mundial com salário de cerca de R$115.000,00 por mês.

O ex-ministro da Educação foi exonerado e deixou o país às pressas, ‘‘dando a entender que poderia estar fugindo de investigações que poderiam comprometer sua atuação à frente do Ministério da Educação“, observam Correia e Áurea Carolina.

Os dois oposicionistas assinalam que é preocupante o fato de os irmãos Weintraub pertencerem à ‘‘chamada ala ideológica do governo federal, perfil esse completamente distinto do esperado para a ocupação de cargos“ em órgãos como a OEA.

‘‘É demasiadamente preocupante o papel que o Brasil poderá assumir nas relações internacionais caso indicações de perfis extremistas ideologicamente como o de Arthur Weintraub, e no mínimo com suspeitas de ausência de critérios técnicos, sejam confirmadas para assumir a vaga do país na Secretaria de Acesso a Direitos e Equidades da Organização dos Estados Americanos“, alertam os parlamentares.



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5 comentários

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marys

14 de julho de 2020 às 01h51

Todos da extrema direita que caírem em desgraça nas barras da justiça brasileira terão sua rota de fuga para os Estados Unidos traçada pelo atual governo. A ala ideológica em debandada está mostrando a que veio: compor o Gabinete do Ódio e da desinformação. Têm a proteção do governo Trump. Até quando?

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Henrique Martins

14 de julho de 2020 às 00h39

Por favor avisem o Boulos que tem mais sugestões para a nossa luta no Gmail da equipe dele e que cópias foram enviadas para os emails (Câmara)dos deputados Paulo Pimenta e Gleisi Hoffmann

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Zé Maria

13 de julho de 2020 às 23h13

Enquanto isso, no Monitoramento do Desmatamento da Amazônia

Mês de junho/2020 teve maior devastação da Floresta Amazônica dos últimos 5 anos.
Governo Bolsonaro/Mourão demite Coordenadora-geral de Observação da Terra do INPE, pesquisadora responsável pelo trabalho de monitoramento do desmatamento no Brasil.

| Reportagem: Giovana Girardi | Estadão | 13/7/2020 |

Em meio às maiores taxas de alerta de desmatamento da Amazônia dos últimos cinco anos, foi exonerada hoje a pesquisadora responsável pelo trabalho de monitoramento da devastação florestal no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Lubia Vinhas* ocupava o cargo de coordenadora-geral de Observação da Terra do Inpe, departamento responsável pelos sistemas Deter e Prodes, que acompanham o desmatamento da Amazônia.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda, assinada pelo ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, pasta à qual é vinculada o Inpe. O motivo ainda não foi esclarecido.
Lubia afirmou que soube da exoneração do cargo comissionado ao ler o DOU desta segunda e que caberia ao diretor do órgão, Darcton Policarpo Damião, explicar o motivo da exoneração.
Como servidora de carreira, ela continuará atuando como pesquisadora da casa.

Na sexta-feira (10), o órgão atualizou em seu site os dados referentes ao desmatamento da Amazônia em junho, apontando que o ritmo de alta se manteve, mesmo com uma ação de militares na região desde maio e com a pressão que vem sendo feita por investidores estrangeiros para que o governo controle o problema.

Alertas feitos pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam a perda de 1.034,4 km² no mês de junho, alta de 10,65% em relação a junho do ano passado, quando os alertas apontaram desmate de 934,81 km².
Em apenas um mês, foram derrubados na Amazônia o equivalente à área da cidade de Belém (Pará).

É o mês de junho com maior devastação dos últimos cinco anos.
Já são 14 meses consecutivos de alta no corte da floresta em relação aos mesmos meses do ano anterior.
Em oito desses meses, as taxas bateram os recordes do registro desde 2015.

No acumulado desde agosto (quando se inicia o calendário anual para fins de detecção do que ocorre na floresta), o Deter indica a devastação de 7.566 km², ante 4.589 km² no período de agosto de 2018 a junho de 2019.
O aumento para esse período é de 65%.

O valor até o momento já é maior do que o acumulado de todos os alertas dos 12 meses entre agosto de 2018 e julho de 2019: 6.844 km².
Somente nos primeiros seis meses deste ano, foram mais de 3 mil km² de florestas perdidos, o equivalente a duas vezes a área da cidade de São Paulo.

No ano passado, quando alertas do Deter começaram a indicar que a Amazônia estava sendo devastada, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rejeitaram inicialmente os dados e chegaram a alegar que eles eram mentirosos.
O estresse acabou culminando, em agosto, na exoneração do então diretor do Inpe, Ricardo Galvão.

Alguns meses depois, quando foram divulgados os dados do sistema Prodes, que traz os dados oficiais de desmatamento na floresta, confirmou-se que a perda de vegetação na Amazônia, entre agosto de 2018 e julho de 2019 havia sido a maior desde 2008.

Apesar dos números alarmantes, da cobrança de investidores estrangeiros e nacionais, das denúncias feitas por agentes ambientais, pesquisadores e ambientalistas, o problema não cessa.
As taxas mensais de alertas do Deter continuaram em alta desde então.

O governo enviou em maio deste ano uma nova operação militar para a floresta, a Verde Brasil 2, mas no mesmo período, o desmatamento continuou subindo.

(http://www.dpi.inpe.br/DPI/institucional/pessoal/servidores/lubia-vinhas)*

https://twitter.com/giovanagirardi/status/1282719319458222081

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Nelson

13 de julho de 2020 às 22h49

Seria de cair na gargalha, não fosse trágica a situação em que nos encontramos.

Ainda hoje à tarde, discutindo política com vigilantes de uma agência do Banco do Brasil, um sujeito interveio e começou a falar mal dos políticos, culpando-os e também a corrupção por todas a mazelas do nosso país. Disse ainda que não tem político de estimação e outras coisas estamos acostumados a ver e ouvir da parte dos minions.

Mas, ele não conseguiu disfarçar seus fortes pendores bonsonaristas. Acreditem, ele me disse que Bolsonaro formou um governo exclusivamente de técnicos, mas que não pôde colocar em prática seu projeto por culpa dos políticos, Maia, Alcolumbre e também STF. Todos corruptos, afirma o sujeito.

Que grande parte do Congresso Nacional e do Judiciário estão corrompidos, é verdadeiro. Porém, afirmar que o governo do Bozo é feito de técnicos…. Vai atochar noutro.

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Zé Maria

13 de julho de 2020 às 20h56

A FamiGlia Weintraub Buscapé está fugindo pro exterior
para escapar de investigações e inquéritos aqui no Brasil?

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