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Psol: Alguma dúvida de que Bolsonaro concorda com o discurso nazista de seu secretário?
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Política

Psol: Alguma dúvida de que Bolsonaro concorda com o discurso nazista de seu secretário?


17/01/2020 - 12h37

Da Redação

O secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, foi demitido depois da repercussão do vídeo em que plagiou discurso do propagandista nazista Joseph Goebbels.

O vídeo foi condenado em nota por entidades judaicas:

Conib condena fala de secretário da Cultura e pede seu afastamento imediato

A Conib (Confederação Israelita do Brasil) considera inaceitável o uso de discurso nazista pelo secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim.

Emular a visão do ministro da Propaganda nazista de Hitler, Joseph Goebbels, é um sinal assustador da sua visão de cultura, que deve ser combatida e contida.

Goebbels foi um dos principais líderes do regime nazista, que empregou a propaganda e a cultura para deturpar corações e mentes dos alemães e dos aliados nazistas a ponto de cometerem o Holocausto, o extermínio de 6 milhões de judeus na Europa, entre tantas outras vítimas.

O Brasil, que enviou bravos soldados para combater o nazismo em solo europeu, não merece isso. Uma pessoa com esse pensamento não pode comandar a cultura do nosso país e deve ser afastada do cargo imediatamente.

Quem recita Goebbels e o nazismo não pode servir a governo nenhum no Brasil

A Federação Israelita do Estado de São Paulo, representante da comunidade judaica paulista e entidade apartidária, repudia a fala do secretário da Cultura do governo federal, Roberto Alvim. O uso de discurso nazista é inadímissível.

Jamais ficaremos calados e rejeitamos a banalização de um episódio trágico para a Humanidade, responsável pelo Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, e o assassinato de dezenas de milhões de outros inocentes, como ciganos, negros, homossexuais, comunistas, entre outros.

Reiteramos a nota emitida pela Confederação Israelita do Brasil, entidade da qual somos filiados: “Emular a visão do ministro da Propaganda nazista de Hitler, Joseph Goebbels, é um sinal assustador da sua visão de cultura, que deve ser combatida e contida.”

Quem recita Goebbels e o nazismo não pode servir a governo nenhum no Brasil.

FISESP – Federação Israelita do Estado de São Paulo

60% dos judeus que vivem no Brasil estão em São Paulo.

Em dezembro de 2019, o presidente da Federação, Luiz Kignel, havia dito a respeito de Jair Bolsonaro que “agora temos um presidente que olha por nós”.

A Embaixada da Alemanha no Brasil se manifestou oficialmente no Twitter

Depois do anúncio da demissão, internautas observaram que Alvim deixa o governo, mas o “Hitler” permanece.

O perfil oficial do Psol republicou o vídeo (topo) e escreveu:

Roberto Alvim, que fez vídeo idêntico ao do nazista Joseph Goebbels, esteve com Bolsonaro ontem em sua live semanal e foi bastante elogiado como um “Secretário de Cultura de verdade”. Alguma dúvida de que Bolsonaro concorda com o discurso nazista de seu secretário?

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6 comentários

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Zé Maria

18 de janeiro de 2020 às 00h08

“Quando Bolsonaro se referiu a quilombolas como animais na Hebraica, nenhum destes ”'”liberais””’ ficou indignado.
Tanto que fizeram campanha e votaram nele no ano seguinte porque valia até eleger um miliciano nazista ”pra tirar o PT”. A hipocrisia dessa turma nunca será esquecida”

https://twitter.com/DeputadoFederal/status/1218237435693424643/photo/1

Responder

Zé Maria

17 de janeiro de 2020 às 18h11 Responder

LuisCPPrudente

17 de janeiro de 2020 às 17h53

Nenhuma dúvida, só certeza: o Bozo é nazi-fascista.

Responder

Darcy Brasil

17 de janeiro de 2020 às 17h19

Pelo noticiário da CBN, devemos agradecer à comunidade judaica a demissão do ministro nazista pelo presidente fascita. Fiquei convencido, ouvindo os analistas desta emissora que, se não existisse essa comunidade de judeus em nosso país, o ministro fascista continuaria ministro, apoiado pelo presidente nazista. A comunidade cigana, 5 vezes maior que a judaica, e a maioria negra da sociedade brasileira pouca importância parecem possuir para pressionar o presidente miliciano a demitir um ministro nazista.

Responder

    Zé Maria

    17 de janeiro de 2020 às 23h12

    https://twitter.com/i/status/1218266480728584192

    “A grande mídia normalizou esse fascista miliciano durante quase 30 anos. Corrupto, defensor de tortura, de grupos de extermínio, de milícias, de execuções de adversários políticos.
    “Liberais” e social-democratas fizeram campanha para ele ganhar a eleição.

    Paulo Pimenta
    @DeputadoFederal (PT=RS)


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