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Diário da Resistência


Pimenta: Governo Bolsonaro é a verdadeira balbúrdia nacional e não as universidades que ele ataca
Política

Pimenta: Governo Bolsonaro é a verdadeira balbúrdia nacional e não as universidades que ele ataca


08/05/2019 - 12h20

Paulo Pimenta e o corte de recursos das universidades, parte da ideia excludente de sociedade

Bolsonaro, culto do não conhecimento e ataques às universidades públicas

por Paulo Pimenta*

Para todos que acompanharam a disputa presidencial do ano passado e os subterfúgios utilizados por Bolsonaro para vencer as eleições, não é surpresa seu trágico início de governo.

O presidente fez uma campanha eleitoral fundamentada em informações falsas criando versões da história para confundir e mexer com os sentimentos da população.

Durante todo o período de disputa eleitoral, o então candidato não apresentou sequer uma proposta, apenas jogou com o sentimento do povo em apostar num candidato dito “antissistema”, no ódio contra o PT e às minorias, criando nas pessoas o medo de que se qualquer outro candidato ganhasse as eleições o Brasil estaria acabado em todos os sentidos, e a classe média, em sua maioria, perderia seus direitos e sua liberdade.

Passada a eleição e já no governo, Bolsonaro segue utilizando a receita de seus marqueteiros para presidir o país.

Os ataques promovidos no último período contra as universidades públicas é mais uma prova de seu comportamento: o presidente utiliza uma rede de criadores de Fake News, formada ainda durante a pré-campanha eleitoral para dar legitimidade às suas ações, jogando a culpa de sua incompetência nas gestões anteriores e se eximindo de suas responsabilidades.

No caso das universidades públicas, utiliza suas redes sociais para disseminar mentiras, ao afirmar que as instituições só funcionam para promover orgias, balbúrdia e acobertar o uso de drogas. Aliado a isso, o governo afirma que os custos das universidades públicas são muito altos, com baixo retorno.

Esse conjunto de afirmações, associado ao culto do “não conhecimento”, sempre presente nas declarações do presidente e das pessoas que o cercam, servem como combustível para jogar parte da população contra diferentes segmentos sociais.

O presidente capitão aposta nisso e joga com o sentimento das pessoas para atacar todos os grupos que possam vir a ameaçar de algum modo o seu governo.

Ele faz isso com as maiorias sociais, como mulheres e negros, com minorias, como a comunidade LGBT, índios, imigrantes, com setores como a cultura e a educação e com todos que não se encaixam em seu modelo idealizado, xenófobo e excludente de sociedade.

Bolsonaro e sua equipe visualizaram na comunidade educacional e acadêmica um potencial de reflexão crítica, um ponto de resistência contra sua ode à ignorância, que vislumbra levar o país à uma autocracia.

Dessa maneira, o corte de verbas de custeio das Universidades, Institutos e Escolas Federais representa um grande obstáculo para o funcionamento pleno destas instituições e pavimenta o caminho para a privatização do ensino público superior, gerando um processo de exclusão educacional de importantes setores da população brasileira.

A opinião do atual governo está expressa na manifestação do ex-ministro da educação quando defende que o espaço das universidades públicas deveria ser destinado somente às elites.

Exatamente o oposto da política de inclusão educacional e expansão das universidades, promovidas pelos governos de Lula e Dilma.

O enfraquecimento da educação pública e o ódio plantado por Bolsonaro na população contra as Universidades pode ser o mais duro golpe sofrido pela democracia brasileira desde o golpe de 1964.

O governo está traçando uma estratégia de acabar com os pontos de divergência de seu projeto e colocar em prática um regime autoritário, reacionário nos costumes, ao tempo em que tenta aprovar uma agenda ultraliberal na economia, baseada na quebra da soberania nacional e na entrega das nossas riquezas ao comando do capital internacional.

Precisamos resistir!

Enfrentar este governo de caos representante da verdadeira Balbúrdia Nacional.

No próximo dia 15, estaremos nas ruas ao lado de estudantes, professores, servidores e comunidades ligadas às Universidades, Institutos e Escolas Federais de todo país que vão parar suas atividades em protesto contra os cortes no orçamento e a Reforma da Previdência e em defesa de uma educação democrática e autônoma!

Educação Não É Mercadoria! Educação é Direito!

*Paulo Pimenta é Deputado Federal (RS), líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



1 comentário

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Zé Maria

10 de maio de 2019 às 18h54

Mais uma vez a Máquina Fascista de injúrias e difamações
se organiza criminosamente contra o Supremo Tribunal
diante de uma simples e corriqueira decisão da Ministra
Rosa Weber que, na ADPF 581, requisitou informações
de Jair Bolsonaro e de Sergio Moro sobre o Decreto 9.785
que flexibiliza a compra de armamento e munições
e aumenta o número de categorias que têm direito
ao porte de arma:

10/05/2019
Notícias STF

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações à Presidência da República e ao Ministério da Justiça, que devem ser prestadas em até cinco dias, sobre o Decreto 9.785/2019 que, ao regulamentar o Estatuto do Desarmamento, flexibiliza a compra de armamento e munições, permite o deslocamento de colecionadores, atiradores e caçadores com a arma municiada e aumenta o número de categorias que têm direito ao porte de arma.

Autor da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 581)*, o partido Rede Sustentabilidade argumenta que o decreto traz previsões que ofendem preceitos fundamentais da Constituição da República e que vão de encontro ao Estatuto do Desarmamento.
A legenda pediu a concessão de medida cautelar para suspender os efeitos da norma até o julgamento final da ação.

Em razão do pedido de liminar, e com base no artigo 5º (parágrafo 2º) da Lei 9.882/1999 (Lei das ADPFs), a ministra abriu prazo de cinco dias para que sejam prestadas informações prévias pela Presidência e pelo Ministério da Justiça.
Após, determinou que se dê vista dos autos à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). A relatora requisitou também informações adicionais ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, no prazo comum de cinco dias.

*(http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=410545)

https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=410761

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