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Pimenta: “Com Queiroz e os Bolsonaro, Lava Jato vai mudar de nome, se chamará Passa Pano”
Política

Pimenta: “Com Queiroz e os Bolsonaro, Lava Jato vai mudar de nome, se chamará Passa Pano”


28/12/2018 - 15h13

Pimenta: “Com Queiroz e Bolsonaro, Lava Jato vai mudar o nome para Passa Pano”

PT na Câmara

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), criticou nesta sexta-feira (28) a subserviência do Ministério Público diante do laranja da família Bolsonaro, o motorista Fabrício Queiroz.

Mesmo após faltar a dois depoimentos, ele é tratado pelos procuradores com um nível de compreensão e servilismo que destoa completamente da animosidade, desrespeito e perseguição dispensados aos investigados da Lava Jato

. “A Lava Jato diante do Queiroz e do clã Bolsonaro vai mudar de nome e passará a se chamar Passa Pano”, disse Pimenta.

Nesta quinta-feira (27), o Ministério Público “engoliu” oficialmente o argumento da defesa de Queiroz, segundo a qual o investigado seria portador de enfermidade grave e só poderia prestar depoimento após uma cirurgia.

O que a defesa e os procuradores – que parecem trabalhar em parceria – não explicaram é por que Queiroz tem condições de dar uma entrevista ao SBT, mas não tem condições de prestar depoimento.

“É no mínimo ridícula a posição do Ministério Público sobre esse assunto do Queiroz, o laranja da família metralha. O Ministério Público deu uma declaração, que é uma espécie de declaração do advogado de defesa: que o Queiroz está doente e que, portanto, é necessário que se aguarde ele fazer uma cirurgia para prestar depoimento”, protestou Paulo Pimenta, em vídeo divulgados nas redes sociais.

O líder petista insistiu na pergunta que continua sem resposta: “Se ele pôde dar uma entrevista ao SBT, porque não pode dar um depoimento ao Ministério Público? Se ele tem condições de falar com a imprensa, tem todas as condições de prestar um depoimento antes da cirurgia. É ridículo, isso é jogo de cena, é inaceitável a covardia do Ministério Público no caso do Queiroz”.

Fabrício Queiroz – amigo próximo da família Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – foi flagrado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em transações bancárias que somam R$ 1,28 milhão.

Os valores são incompatíveis com sua renda. Depois de semanas em silêncio, ele argumentou em entrevista que os valores se devem a sua atividade informal como vendedor de veículos.

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8 comentários

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Julio Silveira

28 de dezembro de 2018 às 23h10

O republicanismo ingenuo do PT, que injetou e dinheiro e poder nas instituições, culturalmente depravadas, desde que se conhece a historia do Brasil inclusive criando sem observar essa égide, também foi responsavel por essa fraude golpista chamada Lava a Jato.
Deveriam por obvio saber que depois de tantos anos de privilegios e privilegiados, construidos sob o guarda chuva do estado, que o Brasil, cada vez mais Brazil, é um país que ostenta o titulo republica apenas como uma alcunha. Mas que, ao refletirem sobre o significado e comparassem com republicas de verdade logo perceberiam que a alcunha é apenas por arremedo.

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Zé Maria

28 de dezembro de 2018 às 21h58

Moralistas Amorais Pregando Moral de Cuecas…

Jair Bolsonaro distribui Cartilha com procedimentos éticos
que ele não seguiu como Deputado
Futuros ministros, inclusive o Juiz Moro,
também já violaram orientações expressas no Manual
no exercício de Cargos Públicos

Entre outros temas, o manual apresenta normas
sobre a concessão de Auxílio-Moradia e Nepotismo,
com indicações diferentes daquelas que ele seguiu
durante mais de 20 anos como deputado federal.

Nas ocasiões em que se manifestou sobre esses temas,
Bolsonaro sempre defendeu o recebimento do auxílio
e a contratação de parentes…

Sobre Nepotismo, a Cartilha explica que é vedada
a contratação ou nomeação de familiares.

Entre outras pessoas, ele [Jair Bolsonaro] empregou
por um ano e dois meses a atual mulher, Michelle,
em seu próprio gabinete na Câmara.
No período, ela ainda foi promovida, como mostrou a Folha.
A contratação e a promoção fizeram Michelle ter seu salário
quase triplicado em relação à atividade anterior, na liderança
do PP, então partido de Bolsonaro.

Sobre o Auxílio-Habitação, o Manual explica que receberão ajuda
aqueles que não tiverem apartamento próprio na cidade em que atuarão.

Como mostrou a Folha em janeiro, Bolsonaro recebeu verba da Câmara
desde outubro de 1995, ininterruptamente até o primeiro semestre deste ano.

Lei federal que trata de ajuda para moradias a ministros veda o recebimento de benefício por aqueles que têm imóvel próprio na capital federal.

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, também recebeu o benefício da Câmara.
Ao todo, pai [Jair] e filho [Eduardo] embolsaram até dezembro do ano passado R$ 730 mil, líquidos.

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro,
também recebeu durante anos
o Auxílio-Habitação como juiz federal,
mesmo tendo apartamento próprio na cidade
em que trabalhava, Curitiba (PR).

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/12/bolsonaro-distribui-cartilha-com-procedimentos-que-ele-nao-seguiu-como-politico.shtml

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Zé Maria

28 de dezembro de 2018 às 20h07

E o Mundinho do ex-juizeco Morinho
– porque agora subalterno ao Mourão –
não passa da fronteira da Província do Paraná.

Não sabe o que fazer com a SENASP e o COAF.
Pediu Penico pro Jungmann [logo pra quem…]
porque não entende nada de Segurança Pública.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/11/moro-quer-seguir-modelo-da-operacao-lava-jato-no-ministerio-da-justica.shtml

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Zé Maria

28 de dezembro de 2018 às 19h38 Responder

Zé Maria

28 de dezembro de 2018 às 19h07

“o único brasileiro a acreditar nas explicações do Queiroz!”
[Nem precisou de pedido de desculpas]

https://pbs.twimg.com/media/Dvgtt7vWwAotvD_.jpg

https://twitter.com/ptbrasil/status/1078679466467942405

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Gabriel

28 de dezembro de 2018 às 17h37

Pior de todos e o Moro. Simplesmente um cínico.

Responder

PAULO SAMPAIO

28 de dezembro de 2018 às 16h58

VENDEDOR DE VEÍCULOS, TODOS NA COR LARANJA !!!

Responder

Valdeci Souza

28 de dezembro de 2018 às 16h06

Convidar Moro, para ministro da Justiça, e posteriormente do Supremo, foi uma jogada de mestre de Bolsonaro. Ele mostra, que não vai cair fácil, feito Dilma. Enquanto Moro, não assumir o cargo no Supremo, a Lava Jato vai fazer vista grossa ,para o Governo de Bolsonaro.

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