VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Pepe Escobar: No capitalismo de desastre, abutres sobre a Líbia


24/08/2011 - 17h16

Capitalismo de desastre: abutres sobre a Líbia

25/8/2011, Pepe Escobar, Asia Times Online

Tradução do coletivo da Vila Vudu

Pensem na nova Líbia como último espetacular capítulo da série “Capitalismo de Desastre”. Em vez de armas de destruição em massa, tivemos a R2P (“responsabilidade de proteger”). Em vez de neoconservadores, imperialistas humanitários.

Mas o alvo é sempre o mesmo: mudança de regime. E o projeto é o mesmo: desmantelar e privatizar uma nação que não se integrou ao turbo-capitalismo; abrir mais uma (lucrativa) terra de oportunidades para o neoliberalismo super turbinado. E a coisa vem em boa hora, porque acontece em momento já próximo de plena recessão global.

Demorará um pouco. O petróleo líbio não voltará ao mercado antes de 18 meses. Mas há o negócio da reconstrução de tudo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) bombardeou (sim, sim, nem tudo que o Pentágono bombardeou em 2003 foi reconstruído no Iraque…)

Seja como for – do petróleo à reconstrução – brotam oportunidades para negócios sumarentos. O neonapoleônico Nicolas Sarkozy da França e o britânico David das Arábias Cameron acreditam que estarão especialmente bem posicionados para lucrar com a vitória da OTAN. Mas nada garante que a nova bonança baste para arrancar da recessão as duas ex-potências coloniais (neocoloniais?).

O presidente Sarkozy em particular mamará nas oportunidades comerciais para empresas francesas o mais que possa – parte de sua ambiciosa agenda de “reposicionamento estratégico” da França no mundo árabe. Uma imprensa francesa complacente decidiu armar os ‘rebeldes’ com armamento francês, em íntima cooperação com o Qatar, incluindo uma unidade de comandos ‘rebeldes’ mandada por mar de Misrata para Trípoli sábado passado, no início da “Operação Sirene”.[1]

Bem, já se viram movimentos de abertura desses desenvolvimentos, desde quando o chefe de protocolo de Muammar Gaddafi fugiu para Paris, em outubro de 2010. Foi quando todo esse drama de mudança de regime começou a ser incubado.

Bombas em troca de petróleo

Como já observado (ver “Bem-vindos à ‘democracia’ líbia”, em http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/pepe-escobar-bem-vindos-democracia.html), os abutres já voejam sobre Trípoli para devorar (e monopolizar) os despojos. E, sim – grande parte da ação tem a ver com negócios de petróleo, como disse Abdeljalil Mayouf, gerente de informações da Arabian Gulf Oil Company ‘rebelde’, em declaração nua e crua: “Não temos problemas com países ocidentais como empresas italianas, francesas e britânicas. Mas podemos ter algumas questões políticas com Rússia, China e Brasil.”

Esses três são membros crucialmente importantes do grupo BRICS das economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), países que estão crescendo, enquanto as economias atlanticistas e OTAN-bombardeantes estão afundadas em estagnação ou recessão. Os quatro principais BRICSs também se abstiveram na votação que aprovou a Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU, a mascarada daquela ‘zona aérea de exclusão’ que depois se metamorfoseou em bombardeio cerrado, pela OTAN, para forçar, de cima para baixo, uma ‘mudança de regime’. Esses países viram corretamente o que havia para ver, desde o início.

Para piorar (para eles) ainda mais as coisas, só três dias antes de o Africom (Comando Africano) do Pentágono lançar seus primeiros 150 (ou mais) Tomahawks contra a Líbia, o coronel Gaddafi deu entrevista à televisão alemã, na qual destacou que, se o país fosse atacado, todos os contratos de energia seriam transferidos para empresas russas, indiana e chinesas.

Assim sendo, os vencedores da bonança do petróleo já estão designados: membros da OTAM mais monarquias árabes. Dentre as empresas envolvidas, a British Petroleum (BP), a francesa Total e a empresa nacional de petróleo do Qatar. Do ponto de vista do Qatar – que investiu jatos de combate e soldados na linha de frente, treinou ‘rebeldes’ em táticas de combate exaustivo e já está negociando vendas de petróleo no leste da Líbia – a guerra se comprovará muito esperta decisão de investimento.

Antes da crise que já dura meses e está agora nos movimentos finais, com os ‘rebeldes’ já na capital, Trípoli, a Líbia estava produzindo 1,6 milhões de barris/dia de petróleo. Quando recomeçar a produzir, os novos senhores de Trípoli colherão alguma coisa como US$50 bilhões/ano. Estima-se que as reservas líbias cheguem a 46,4 bilhões de barris.

Melhor farão os ‘rebeldes’ da nova Líbia se não se meterem com a China. Há cinco meses, a política oficial chinesa já era exigir um cessar-fogo; tivesse acontecido, Gaddafi ainda controlaria mais da metade da Líbia. Pequim – que jamais foi fã de ‘mudança de regime’ violenta – está exercitando, por hora, a arte da moderação extrema.

Zhongliang, chefe do Ministério do Comércio, observou, otimista, que “a Líbia continuará a proteger os interesses e direitos dos investidores chineses, e esperamos manter os investimentos e a cooperação econômica”. Abundam as declarações oficiais que enfatizam a “mútua cooperação econômica”.

Semana passada, Abdel Hafiz Ghoga, vice-presidente do sinistro Conselho Nacional de Transição, disse à rede de notícia Xinhua que serão respeitados todos os negócios e contratos firmados com o regime de Gaddafi. – Mas Pequim não quer saber de correr riscos.

A Líbia forneceu apenas 3% do petróleo que a China consumiu em 2010. Angola é fornecedor muito mais crucial. Mas a China ainda é o principal consumidor de petróleo líbio na Ásia. Além disso, a China pode ser muito útil no front da reconstrução da infraestrutura, ou na exportação de tecnologia – nada menos que 75 empresas chinesas, com 36 mil empregados já trabalhavam na Líbia antes do início da guerra civil/tribal (e foram evacuados, com eficiência e sem alarde, em menos de três dias).

Os russos – da Gazprom à Tafnet – tinham bilhões de dólares investidos em projetos na Líbia; as brasileiras Petrobras, gigante do petróleo e a empresa construtora Odebrecht também tinham interesses lá. Ainda não se sabe exatamente o que acontecerá com eles. O diretor geral do Conselho de Comércio Rússia-Líbia, Aram Shegunts, está extremamente preocupado: “Nossas empresas perderão tudo, porque a OTAN impedirá que façam negócios na Líbia.”

A Itália logo entendeu que lá teria de ficar, “com ‘rebeldes’ ou sem”. A gigante italiana ENI, parece, não será afetada, dado que o primeiro-ministro Silvio “Bunga Bunga” Berlusconi pragmaticamente abandonou seu ex-íntimo amigo Gaddafi, logo no início do bombardeio EUA-Africacom/OTAN.

Os diretores da ENI italiana estão confiantes de que o petróleo líbio recomeçará a fluir para o sul da Itália ainda antes do inverno. E o embaixador da Líbia na Itália, Hafed Gaddur, disse a Roma que os contratos da era Gaddafi serão honrados. Por via das dúvidas, Berlusconi se reunirá com o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição, Mahmoud Jibril, na próxima quinta-feira, em Milão.

Bin Laden os salvará [2]

O ministro das Relações Exteriores da Turquia Ahmet Davutoglu – da famosa política de “zero problemas com nossos vizinhos” – também já andou elogiando os ex-‘rebeldes’ convertidos em poder de fato. Também de olhos postos na bonança de negócios da era pós-Gaddafi, Ankara – que é o flanco oriental da OTAN – terminou por ajudar a impor um bloqueio naval contra o regime de Gaddafi, cultivou atentamente o Conselho Nacional de Transição e, em julho, reconheceu-o formalmente como governo da Líbia. Business “recompensa” os ardilosos.

Chegamos afinal ao coração desse script: o que a Casa de Saud lucrará por ter sido instrumento para implantar um regime amigável na Líbia, possivelmente salpicado de salafitas notáveis; uma das razões chaves para o massacre imposto pelos sauditas – que incluiu um voto inventado na Liga Árabe – foi o ódio furioso que separou Gaddafi e o rei Abdullah, desde as primeiras escaramuças que levaram à guerra contra o Iraque em 2002.

Nunca será demasiado destacar a hipocrisia cósmica de uma monarquia/teocracia medieval absoluta ultra reacionária – que invadiu o Bahrain e reprimiu com brutalidade os xiitas locais – apoiar o que se apresenta como movimento pró-democracia no Norte da África.

Seja como for, é hora de celebrarem. Em breve, lá estará o grupo saudita Bin Laden Construtora, para reconstruir feito doido em toda a Líbia – é possível que transformem Bab al-Aziziyah (que foi saqueado) em hotel-shopping center de luxo monstro da Tripolitânia.

NOTAS

[1] Orig. “Operation Siren”. A operação foi lançada no sábado à noite, à “hora do Iftar”, que marca o fim do jejum religioso do Ramadan. As “sirenes”, que eram usadas pela Al-Qaeda para convocar manifestações contra o governo de Gaddafi, foram usadas dessa vez como sinal para os pequenos grupos de ‘rebeldes’ de Benghazi (para outros, seriam pequenos grupos de militantes da Al-Qaeda) que já estavam em Trípoli. Esses pequenos grupos iniciaram algumas escaramuças em terra, coordenadas com intenso bombardeio aéreo pelas forças da OTAN (cf. Thierry Meyssan, TARPLEY.net, 21/8/2011, em http://tarpley.net/2011/08/22/nato-slaughter-in-tripoli/). Jornais norte-americanos falam de uma “Operation Mermaid Dawn” [operação Aurora da Sereia] contra a Líbia, acrescentando que “mermaid” [sereia] seria nome em código para “Líbia” (cf. Huffington Post,  22/8/2011, em http://www.huffingtonpost.com/social/April22/libya-rebels-tripoli_n_933092_104238013.html). Em português (não em inglês), há algum deslizamento de significados entre “sereia”, o ser mítico, e “sirene”/”sirena”, o dispositivo que há em carros de bombeiros e ambulâncias, que emite som e, também os aparelhos que emitem alarme de incêndio em prédios. Sem algum comentário, perder-se-ia essa ambigüidade, na tradução [NTs].

[2] Orig. Bin Laden to the rescue, ‘politicamente’ muito difícil de traduzir. A solução que propomos é uma, dentre outras possíveis e pode ser melhorada. Correções e sugestões são bem-vindas. Consideramos também “Só bin Laden salva”, descartada por votos, quer dizer, menos por argumentos, que pela maioria. Traduzir é empreitada cheia de riscos inevitáveis [NTs].

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32 comentários

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Mário SF Alves

14 de outubro de 2011 às 21h31

"Pensem na nova Líbia como último espetacular capítulo da série “Capitalismo de Desastre”. Em vez de armas de destruição em massa, tivemos a R2P (“responsabilidade de proteger”). Em vez de neoconservadores, imperialistas humanitários.
"Pensar?!! Como?!! Isso é simplesmente impensável.

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Jason_Kay

25 de agosto de 2011 às 18h15

"Brasil é solidário à liberdade do povo da Líbia"

Fugindo do tom imparcial dos últimos dias em relação aos conflitos na Líbia, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta quinta-feira que o governo brasileiro é solidário às aspirações do povo líbio para pôr fim à ditadura de mais de 40 anos de Muammar Gaddafi.

"Presto solidariedade às aspirações do povo líbio por progressos institucionais, econômicos e sociais, por buscar formas mais modernas de governança. Nas últimas décadas o país foi submetido a um governo autocrático", declarou.

Sobre a possibilidade de o Brasil dar asilo ao ditador, que teve ótimas relações com o ex-presidente Lula, Patriota afirmou: "Não está em consideração receber Gaddafi no Brasil".

O ministro passou os últimos dois dias em Buenos Aires em reuniões de chanceleres da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e do Focalal (Foro de Cooperação América Latina-Ásia do Leste). Apesar de convocado para tratar das medidas da região diante da crise financeira internacional, o encontrou terminou pautado pelos conflitos na Líbia.

"Como região democrática, estamos ao lado das aspirações por liberdade e democracia", disse o chanceler brasileiro. Ele afirmou que há convergência entre os países da América do Sul em relação a alguns pontos, como o papel da ONU (Organização das Nações Unidas), sobretudo do Conselho de Segurança Nacional, na promoção da paz e da segurança na Líbia pós-Gaddafi.

DIVISÃO REGIONAL

Mas é notório que há opiniões contrárias na região. A Venezuela de Hugo Chávez condenou o ataque rebelde a Trípoli e a iminente queda de Muammar Gaddafi, considerado um amigo pelo mandatário venezuelano.

O chefe da diplomacia brasileira repetiu que vai esperar uma decisão da ONU antes de legitimar um eventual governo rebelde, embora tenha reconhecido que o CNT (Conselho Nacional Transitório), comandado pelos líbio que lutam contra Gaddafi, seja um "interlocutor válido no atual momento".

"Qualquer que seja o [futuro] governo, ele deverá ser de transição, para organizar eleições e proporcionar à população condições de maior participação nos destinos do país", concluiu.

Segue…
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/965275-brasil-

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HMS TIRELESS

25 de agosto de 2011 às 09h09

A questão Líbia mostrou a incapacidade dos BRICs em agir como um bloco coeso tão ao sonhos dos esquerdistas assim como sua incapacidade diplomática de influir de forma decisiva. Quando irromperam os protestos e a posterior repressão do regime de Kadafi, e a partir do momento em que ficou clara a disposição da OTAN em ir à guerra, deveriam esses países ter negociado uma saída pacífica de Kadafi e a realização de eleições sob a supervisão da ONU. Mas aí começam os problemas. China negociando saída democrática para alguma coisa? impossível né? A Russia sempre foi muito próxima de Kadafi, era carta fora do baralho. A Índia talvez não se importasse. Sobrava o Brasil. Mas oito anos de política externa “ativa e altiva”, marcados pelo antiamericanismo como um fim em si mesmo, conduziram a política externa brasileira para negociações cujo único propósito era permitir que que déspotas e regime execráveis ganhassem tempo para atingir seus objetivos tal como restou evidente na farsa nuclear de Teerã. Assim, os BRICs se abstiveram, esperançosos de que a OTAN fracassasse na Líbia e os gordos contratos de petróleo literalmente caíssem no seu colo conforme Kadafi havia prometido. Mas os BRICs subestimaram a determinação da OTAN e pagaram caro por isso. Foram convidados a participar de uma reunião para discutir o futuro da Líbia mas certamente serão relegados à um canto da sala, de onde observarão a partilha do butim. As petrolíferas francesas, britânicas, italianas e Catarianas abiscoitarão gordos contratos. Empresas norteamericanas faturarão alto na reconstrução da infraestrutura líbia. Na hora de reequipar a força aérea líbia indubitavelmente o Rafale será o favorito, e não duvidaria que o Typhoon também faturasse. A base aérea de Mitiga talvez volte a se chamar Wheelus AFB. Dois ex-impérios coloniais decrépitos ganharam um novo destaque. E ao Brics, cabe a irrelevância a qual eles mesmos se condenaram.

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Ana Cruzzeli

25 de agosto de 2011 às 08h52

Há um problema nessa equação onde a Turquia resolveu aderir: Para que nações como Inglaterra, França, Alemanha, Turquia enfim OTAN de um modo geral venham a ter benesses será necessário diminuir a taxação sobre a exportação do petroleo libio que mantem , ou melhor mantinha,o modo de vida libio tranquilo fazendo-o o melhor indice de desenvolvimento humano da África.

Dizem que Kadafi alem de ser um otimo estrategista e também bom nas finanças. Derrubou a monarquia libia sem um bala sequer e elevou o seu país a um dos melhores do mundo, logo ele sabe o que está fazendo. De bobo Kadafi não tem nada, ele sabe que esperar é o que tem que fazer. Por que? Porque uma Libia não resolve o problema de Sarkosy. Se não resolve o problema da França quem dirá de todos os paises ferrados da OTAN juntas? Kadafi sabe o que está fazendo, esperar esse é o momento…

Brigaram pelo petroleo, o petroleo os matará!!!! Sarkosy tá ferrado, Cameron já nasceu ferrado, o Obama…Bem, o bom Obama terá seu troco em 2012. Brigaram pela destruição da Libia, será a Libia que os destruirá. O mundo será outro depois da primavera dos libios, ela está em contagem regressiva, começou no mês do Ramadan ( em árabe رَمَضَان) . Invandir Tripoli no mês do Ramadan foi a pior besteira que já fizeram.Tudo que Kadafi disse aconteceu, fez 3 previsões só falta a ultima para acontecer, os libios expulsarão a OTAN a ponta-pés da África.

A derradeira guerra da OTAN e do Império do mal foi contra a Libia. Quando ela for novamente dos libios nesse dia as bolsas cairão e ali ficarão por tempo assustador e tudo que conhecemos sobre a dominação dos capitalistas de Nova Iorque será memoria. Até lá fica assim eles dominam Tripoli.

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    valdeci elias

    25 de agosto de 2011 às 14h20

    Segundo Sun Tzu, voce deve parecer forte, quando estiver fraco. E parecer fraco quando estiver forte.
    Quando Kadafi diz que vai expulsar a Otan a ponta-pés, é porque na verdade seu exercito foi destruido, é ele quer esconder esses fatos, para poder ganhar tempo.

CC.Brega.mim

25 de agosto de 2011 às 01h36

para mim essa história ainda não acabou..
tem muita mentira
e precipitação
é a fome dos ricos

cadê o povo líbio?
(não tem povo nas fotos produzidas

tem só três ou quatro gato pingado
armados até os dentes
são armas pró democracia claro..

se não defendemos a soberania de um povo
nós mesmos ficamos em risco.

Responder

O Big Brother vai te ver, no meio da multidão | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 22h53

[…] Pepe Escobar: Abutres sobre a Líbia   […]

Responder

Sergio Barbosa

24 de agosto de 2011 às 22h27

Eu não não quero baixar o nível deste Blog,mas olhando bem o Sarkozy,ele não tem uma cara de rato.

Responder

Jayme V. Soares

24 de agosto de 2011 às 22h07

O Brasil não deve se associar à pirataria imperialista, liderada pelos EUA, seus colaboradores França , Inglaterra, Alemanha e Itália do corrupto Berlusconi, implementada e operacionalizada pela OTAN, que agridiu a Líbia, uma Nação livre e soberana, sob o manto de uma falsa justificativa de proteção humanitária de um povo que, até então vivia feliz, com um indice de bem estar social bem mais elevado que o dos povos do Ocidente. Seria uma temeridade se o Brasil aceitasse , tacitamente, um governo imposto por rebeldes, apoiados pelos citados Países, que assaltaram a Líbia unicamente para apossar-se do petróleo deste País.

Responder

    Silvio I

    24 de agosto de 2011 às 23h21

    Jayme V. Soares:
    E a ONU que abriu o guarda chuva, para que isto pudesse ocorrer. O seja que esse órgão internacional, está ao serviço de umas poucas nações. O ruim que nem Rússia, nem a China, vetarão no Conselho de Segurança.

    Werner_Piana

    24 de agosto de 2011 às 23h56

    De pleno acordo, Jayme.
    Há que se manter um pingo de dignidade. E D Dilma deveria reabrir a concorrencia para caças supersonicos e comprar os russos, se transferencia de tecnologia houver. Sarkozy colocou as garrinhas infectas de fora, depois de recolhe-las por algum tempo.

    Deprimente esta "Comunidade Internacional" ocidental capitaneada pelos assassinos dos EEUU/NATO.
    Canalhas demasiado.
    Péssima companhia.

    JotaCe

    25 de agosto de 2011 às 01h15

    De acordo com você, Werner_Plana, ainda que arrastemos uma dignidade já arranhada. Pois o Brasil, em sua abstenção na discussão da Resolução 1973, comportou-se como um pilatos, mesmo antecipando de alguma forma o uso da força por parte dos piratas. Hipocrisia cósmica, como diz o Pepe Escobar. É só ler o pronunciamento do Ministério do Exterior, através da representante Maria Viotti. Que não se justifique agora a adesão aos bandoleiros com negócios da Petrobrás e da Odebrecht. A petroleira do Brasil tem o mundo inteiro para isso, ao invés de ir para a Líbia. Da mesma forma a Odebrecht, que não só tem know how para trabalhar também na vastidão do mundo, mas ainda tem contado sempre com o apadrinhamento do governo (e, por conseguinte, do povo) através do BNDES, que tem financiado muitos dos seus negócios. Abs, JotaCe

Marcio H Silva

24 de agosto de 2011 às 22h02

Sarkozy está aliciando cúmplices, convidando os BRICs para sócio?

Responder

luiz pinheiro

24 de agosto de 2011 às 21h35

Também deu na Prensa latina:
Rebeldes armados saqueiam residencia do embaixador venezolano na Libia
24 de agosto de 2011 – O embajador de Venezuela en Libia, Afif Tajeldine, informou hoje que insurgentes armados saquearam sua residencia en Trípoli.
Tajeldine qualificou o fato como "uma violação ao direito internacional", em contacto telefónico con o canal multiestatal TeleSUR.
"Grupos armados ingresaram na manhã dfe hoje em minha residencia, preguntaron por mim e começaram, a levar tudo, os bens, os carros. Saquearam a casa, não deixaram nada, e deran uns tiros ao ir", contou. Apenas o vigilante estava presente na casa.

Responder

    Marcos C.Campos

    25 de agosto de 2011 às 14h58

    Olha os "rebeldes" ai gente …

luiz pinheiro

24 de agosto de 2011 às 21h29

Deu na Prensa Latina:
OTAN prepara ocupação por terra da Líbia
Bruselas, 24 ago – A Organização do Tratado do Atlántico Norte (OTAN) prepara suas tropas para penetrar em solo libio, anunciou hoje a portavoz da Alianza, Oana Lungescu.
Em declaração à imprensa de Bruxelas, Lungescu afirmou que o Conselho Nacional de Transición (CNT) pediu esse apoio às autoridades militares da OTAN.
Também assinalou que a direção política da OTAn solicitou à sua estructura militar examinar formas de uma possível missão de estabilidade en Libia, sob o mandato da ONU.
Desde que la OTAN iniciou as operações militares en Libia, em fins de março, realizou cerca de 20 mil incursões aéreas, incluindo 7 mil e 500 bombardeios contra forças do governo de Muammar el Gadafi.
De acordo com fontes oficiais de Trípoli, nesta última semana os bombardeios da OTAN contra Libia deixaram ao redor de dois mil muertos y 1.800 feridos.

Responder

Jason_Kay

24 de agosto de 2011 às 21h08

Esse PEPE estava torcendo pelo seu ídolo kadafi, perdeu a guerra e agora fica com esse mimimi de capitalismo pra lá e pra cá.

Tsc tsc tsc

Responder

    HMS TIRELESS

    24 de agosto de 2011 às 22h40

    É isso aí meu amigo! eu já colocado o dedo na ferida e denunciado a hipocrisia de Pepe Escobar em outro tópico. Mas é sempre bom ver mais pessoas que não se deixam enganar…

Bonifa

24 de agosto de 2011 às 20h18

Sarkozy tentará seduzir o Brasil e conseguir sua aprovação ao massacre neocolonial, oferecendo uma parte do butim aos brasileiros. Quem viver verá.

Responder

    Elza

    24 de agosto de 2011 às 22h50

    Bonifa, será que o Brasil vai fazer parte desse Circo hipócrita? Aí seria mt incoerência, ñ votar favorável ao massacre neocolinial como vc diz e aprovar a divisão do botim pelos abutres. Brasil cuidado c o Ego….

    Marcio H Silva

    26 de agosto de 2011 às 13h08

    Depende Elza, da posição adotada por nosso país. Se o Brasil fizer parte juntos com outros BRICs, poderiam ser um fiel da balança na pilhagem que querem fazer, se posicionando contra o ânimo das aves de rapina que rondam a Líbia.

    JotaCe

    25 de agosto de 2011 às 01h19

    Além de isca para a compra dos Rafales ultrapassados…

    CC.Brega.mim

    25 de agosto de 2011 às 01h40

    seduzir a dilma?
    para passar pro outro lado?

    tá brincando.

Regina Braga

24 de agosto de 2011 às 19h52

Que interessante o humanitarismo da OTAN: Agentes do M16, com base em Benghazi, ajudam planos de rebeldes para invasão de Trípoli…Caças da RAF,tinham como alvo instalações de Kadafi…Forças especiais do M16,estão em território Líbio desde fevereiro ….fonte The Telegraph. Forças secretas Americanas,Inglesas e Francesas,fazem confraternização…fonte Al- Jazeera.Em 2002,O M16 contrata o grupo islâmico Líbio para matar Kadafi,U$100 mil dólares é oferecido…fonte Asian Tribune.Kadafi é impedido de negociar com rebeldes(quer dizer terroristas)…fonte UOL.Em suma,a Líbia foi Invadida,Conquistada e Destruida, por interesses comerciais e respaldada pela OTAN. Que tornou legal o ilegal e imoral.A guerra mais imbecil do século.

Responder

Rafael

24 de agosto de 2011 às 19h48

E pensamos que estávamos livres dos nazistas. Será que a operação paperclip transformou os eua em uma nação nazista? Ou já eram nazistas?

Responder

Pedro

24 de agosto de 2011 às 18h38

É muito comum que bandidos se desentendam na hora da partilha do butim. Esse petróleo da Líbia não vai ser suficiente para salvar tanto capitalismo falido.

Responder

Elizabeth

24 de agosto de 2011 às 18h05

Cínicos!!
.
"E o projeto é o mesmo: desmantelar e privatizar uma nação que não se integrou ao turbo-capitalismo; "….
.
E eles ainda conta com a midia corporativa para vender falsas ideias que estão "salvando as nações"!

Responder

Nelson

24 de agosto de 2011 às 17h47

'"Decidimos de pleno acordo com o primeiro-ministro inglês David Cameron convocar uma grande conferência internacional para ajudar a Líbia livre de amanhã", anunciou Sarkozy à imprensa, junto ao líder do comitê executivo do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mahmoud Jibril.'

Quando imaginamos já ter visto tudo em matéria de hipocrisia, eis que eles se superam.

Responder

    Elizabeth

    24 de agosto de 2011 às 18h08

    Sarkozy esta se achando um pequeno grande líder da gangue. chamou ate o Brasil!!

    JotaCe

    24 de agosto de 2011 às 19h44

    Oi, Nelson,

    Trata-se de hipocrisia cósmica, com bem assinala o Pepe Escobar ao se referir às ‘ações democráticas’da Arábia Saudita…JotaCe

Nelson

24 de agosto de 2011 às 17h41

“Bem, é hora de repartirmos o butim”.

É assim que deve ser entendida a manchete, reproduzida abaixo com parte do texto, impostada há pouco no UOL notícias.

24/08/2011 – 14h56 / Atualizada 24/08/2011 – 15h41

SARKOZY CONVOCA REUNIÃO ENTRE "AMIGOS DA LÍBIA" PARA TRATAR DA RECONSTRUÇÃO DO PAÍS; BRASIL É CONVIDADO

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente da França, Nicolás Sarkozy, anunciou hoje a realização de uma conferência entre países "amigos da Líbia" para 1º de setembro em Paris, com o objetivo de discutir como será a reconstrução da Líbia. O presidente também afirmou que além dos países que integram o Grupo de Contato, a conferência deve contar ainda com Brasil, China e Índia como países convidados.
"Decidimos de pleno acordo com o primeiro-ministro inglês David Cameron convocar uma grande conferência internacional para ajudar a Líbia livre de amanhã", anunciou Sarkozy à imprensa, junto ao líder do comitê executivo do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mahmoud Jibril (…..).

Responder

Gaddafi assume a ‘faxina’ de Dilma | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 17h36

[…] Pepe Escobar: OTAN troca as bombas por petróleo   […]

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