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Paulo Pimenta: O Brasil está se dando conta do desastre golpista
Política

Paulo Pimenta: O Brasil está se dando conta do desastre golpista


30/12/2017 - 17h53

O Brasil que inicia 2018 é um país que sonha com oportunidades e geração de empregos, como nos tempos de Lula

por Paulo Pimenta*

O Brasil destes últimos dias de 2017 é um país que já percebe o quão caro tem custado o golpe dado na democracia brasileira.

Aumento de impostos. Recorde no preço do gás de cozinha, da gasolina e na conta de luz.

Cortes no salário mínimo, na saúde e redução de investimentos nas universidades.

Enquanto Michel Temer diz que “a população vai compreender os aumentos de impostos”, por outro lado, concede perdão milionário de dívidas para empresas de deputados que o salvaram das denúncias de corrupção.

O Brasil que chega ao final de 2017 e inicia 2018 é um país que retrocede em todas as áreas, social e econômica, e retoma um pensamento de governantes do século passado, de que as receitas devem ser concentradas nas mãos de uns poucos que já têm muito, enquanto a maioria dos cidadãos é penalizada.

Há poucos anos, o país crescia, gerava empregos e oportunidades para quem quisesse trabalhar ou empreender.

No final de 2014, o IBGE apontava índices de pleno emprego no Brasil, taxas equiparadas à Alemanha, Noruega e EUA.

Entretanto, um país como o Brasil, ainda com desafios e muitos problemas, não passaria imune à desestabilização política e econômica levada às últimas consequências pelo grupo derrotado nas eleições de 2014.

E uma das consequências desse processo foi que ao final de 2016 (Temer) aumentou em 53%o número de brasileiros que vivem na miséria, em comparação a 2014 (Dilma), como revelou recentemente o IBGE.

Além disso, a ONU agora anuncia que o Brasil está retornando ao Mapa da Fome.

Não satisfeito com a crise e a miséria, Michel Temer foi adiante e vendeu a mentira de que para gerar empregos era imprescindível uma “reforma trabalhista” que reduzisse direitos e salários.

Lula e Dilma geraram 22 milhões postos de trabalho sem retirar qualquer direito da população.

O que Temer tem a oferecer é um governo que não cuida das pessoas, e um país que abre mão da sua soberania e do seu desenvolvimento como Nação, com graves consequências aos brasileiros; medidas que, se não forem anuladas por um referendo revogatório em um próximo período, poderão arruinar o país por décadas.

Como se não bastasse, para 2018, Temer — que se aposentou aos 55 anos recebendo mais de R$ 30 mil — quer que os brasileiros trabalhem até morrer, contribuindo por 40 anos com a previdência para receber um salário mínimo.

Do grupo político de Temer não há o que esperar para 2018; mas do nosso povo, brasileiros e brasileiras, muita luta em defesa da democracia e para impedir que a esperança em um país melhor seja destruída pelo “Quadrilhão do PMDB”, como definiu a Procuradoria-Geral da República.

*Paulo Pimenta, jornalista e líder do PT na Câmara dos Deputados.

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6 comentários

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Nelson

02 de janeiro de 2018 às 10h28

A inanição em termos de compreensão de como funciona a política é algo abismal. E isso ocorre não somente no seio do segmento dos menos aquinhoados cultural e monetariamente. Também nos segmentos que são superiores nestes quesitos, que, a princípio, teriam mais condições intelectuais para essa compreensão, a inanição e muito grande.

Daí que uma montoeira de gente segue acreditando no “salvador da pátria”, no indivíduo que vai, ele sozinho, conduzir uma cidade, um Estado ou mesmo um país à redenção ou mesmo ao paraíso.

Caro amigo Wanderley Silva. Sem querer abordar a trajetória do teu candidato – pouco recomendável, para dizer o mínimo -, eu te afirmo que Bolsonaro, assim como qualquer outro, não é um ser onisciente, onipotente, onipresente. Ainda que se tratasse de um gênio, de um fora de série, ele seguiria sendo humano e, portanto, limitadíssimo.

Se eleito, Bolsonaro será presidente por um partido pequeno, Assim, para ter condições mínimas para governar precisará do apoio de vários outros partidos no Congresso Nacional, da mesma forma que Lula e Dilma. Para conseguir esse apoio, vai ter que…. isto mesmo, dividir o poder com o PMDB, o PSDB,o DEM, o PP, o PTB e outros partidos alinhados com o ideário da direita.

Ou seja, Bolsonaro terá que oferecer cargos nos ministérios e nas várias instâncias públicas a gente pouco recomendável, para dizer o menos. Aí, amigo, cairá por terra todo aquele sonho, toda aquela ilusão de muito adesistas ao discursos dele, que pensavam e continuam pensando que, para governar basta ser um gritão que todo mundo vai baixar a cabeça e obedecer.

Não, amigo, Se não tivermos, cada um dos brasileiros, a consciência de que precisamos discutir e debater política com serenidade e fraternidade, sem gritarias e sem ofensas, para entendermos como funcionam as coisas e, assim, passarmos a construir um país para todos, não haverá futuro plausível para nós.

Como afirmei, não há “salvadores da pátria”. O que há é a possibilidade, e a necessidade, de que existam projetos para o país. E projetos são tocados por um grupo de pessoas conscientes; quanto maior esse grupo for, melhor.

Estou aqui, a desdenhar da importância dos líderes? De forma alguma. Essas figuras são importantíssimas até como motivadores e mesmo vetores na consecução de um determinado projeto. Porém, pelo motivo que já expressei, por serem seres humanos, terão seus limites e sozinhos pouco ou nada farão.

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Julio Silveira

02 de janeiro de 2018 às 08h46

Bolsoasno em 2018, réu no tribunal de Haia.

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Jader Oliver

31 de dezembro de 2017 às 22h22

O povo tem o governo que merece, acreditaram na família Marinho, antes tinha sobra da ceia de natal para se consumir por uma semana, hoje nem seia teve. Acho é pouco, muitos pobres diziam : Chega de PT! Agora aguenta, o governo maconico que odeia om todas as forças o povo gado, que só serve para ser escravo e construir as pirâmides da maçonaria.
O brasileiro é bitolado e limitado intelectualmente, nasceu para ser manipulado e adora, é só perguntar para Padres, Pastores, Politicos, jogadores de futebol e a família Marinho dona do canal maconico sionista judeu.

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Dougllas Cavalcanti Wanderley Silva

30 de dezembro de 2017 às 21h15

Bolsonaro 2018

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    João Ferreira Bastos

    02 de janeiro de 2018 às 10h25

    O terrorista que ia explodir quarteis do exercito e que recebeu propina da friboi é um cavalo paraguaio

Claudio Lopes dos Santos

30 de dezembro de 2017 às 19h32

Lamentavelmente o Brasil dos excluídos, dos bilionários, da miséria, das desigualdades sociais, da elite que ao lado das misérias sociais desfilam com seus iates rumo às suas ilhas e mansões conquistadas as custas dos miseráveis que disputam espaços nos morros das principais metrópoles e capitais .

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