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Paulo Metri: Muito além do branco ou preto


23/10/2013 - 21h09

Com charge do Vitor Teixeira

Libra: Day After

por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia, por e-mail

Um amigo me perguntou, assim que soube do resultado do leilão de Libra, se ele tinha sido um sucesso ou um fracasso. O interessante é que, em muitos momentos na vida, respostas curtas não satisfazem.

Comecei a explicar a ele que, se compararmos com a alternativa de entregar Libra através da lei das concessões (no 9.478), o que ocorreu foi um sucesso.

Se compararmos com a alternativa de entregar o campo à Petrobras, sem leilão prévio, para ela sozinha assinar um contrato de partilha com a União em melhores bases para a sociedade, o ocorrido foi um fracasso.

Neste momento, vem a célebre argumentação da falta de recursos da Petrobras.

É verdade que o superbônus definido pelo governo atingiu seu duplo papel de conseguir arrecadar recursos para o superávit primário e de desalojar esta empresa da pretensão de ficar sozinha com o campo.

A curtíssimo prazo, segundo autoridades, a empresa tem falta de recursos, sim. Mas, se ela passasse a ter, no seu portfólio, um campo com mais de 10 bilhões de barris, considerando que sempre foi competente para produzir petróleo, não teria a mínima dificuldade para obter financiamentos.

Com o superbônus, o governo trocou o benefício de satisfazer o superávit primário, de curtíssimo prazo, por perdas que irão durar 35 anos.

Considerando os impactos para a sociedade brasileira, a alternativa com a Petrobras, que está dentro da lei, pois atende ao artigo 12 da lei no 12.351, é a melhor, à medida que ficamos com 100% do petróleo, assim como 100% do lucro.

Não sei se consegui, mas tentei explicar ao amigo que o leilão ocorrido consistiu em um “meio fracasso” e um “meio sucesso”.

Meus amigos de esquerda dirão que foi um fracasso total. Quero lembrar a eles que a manchete principal de um dos jornalões, no dia do leilão, era que a lei dos contratos de partilha precisava ser reformulada, pois criava grandes dificuldades.

Obviamente, queriam o retorno das concessões para o pré-sal.

Infelizmente, existe no nosso país uma dicotomia também na mídia.

Acho que a sigla PIG foi criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, representando o Partido da Imprensa Golpista, que congrega a imprensa do capital. Aquela que busca iludir nossa sociedade para colher o máximo de aceitação dela, contrariando até os seus próprios interesses. Concordo integralmente com o criador da sigla PIG.

Entretanto, existe também, para mim, o PIP, o Partido da Imprensa Petista, que é sempre favorável a qualquer decisão do governo Dilma. O PIP está mais em sites e, na maioria das vezes, concordo com as posições que ele toma.

Mas, na questão de Libra, o PIP e a presidente se comportaram pessimamente. Não ouviram, não dialogaram, quiseram “criar verdades”, igual aos manipuladores do PIG.

Não concluam que, por não apoiar a posição neoliberal tucana, nem concordar com a posição privatista petista, eu seria adepto da dupla Marina e Campos, até porque, possivelmente, eles devem concordar com a posição tucana.

Aliás, é sofrido ser de esquerda em um país como o nosso, onde há total controle das massas através da disseminação abusiva de posições de interesse do capital ou do governo, pelos meios de comunicação, sobre quase todos os temas.

Esta mídia irreal, incompleta e falsa não analisa os fatos, omite opiniões, desvirtua acontecimentos e conclui, na maioria das vezes, errado, não ajudando em nada a sociedade. Não há um debate público na mídia sobre pontos relevantes.

O tema do destino dos royalties tomou todo o tempo do noticiário e debates porque era indiferente para o capital e, além disso, ajudava a esconder temas cuja conscientização era inconveniente, como os modelos para exploração de riquezas minerais no Brasil.

Nada foi debatido sobre o monopólio, quando ele foi extinto, em 1995. Ouvia-se, à exaustão, que no monopólio, por não haver competição, o monopolista irá ofertar o produto com baixa qualidade e por preço alto. Isto é a mais pura verdade, se for um monopólio privado.

Entretanto, a mídia silenciava por completo sobre o monopólio estatal poder ser a melhor opção para a sociedade, desde que controlado para evitar o corporativismo.

Retornando a Libra, os royalties a serem destinados para a educação e a saúde, tão proclamados por um dos porta-vozes do governo, que invadiram nossas televisões nestes dias, seriam idênticos, se 100% deste campo tivesse sido entregue à Petrobras, como já descrito. Então, não era um argumento que diferenciasse alternativas.

O PIG e o PIP não falaram sobre a existência da alternativa de o campo de Libra, friso bem “campo”, posto não ser um reles bloco exploratório, dever ser entregue à Petrobras para 100% dos rendimentos, assim como 100% do petróleo produzido pertencerem ao governo brasileiro.

O PIG e o PIP boicotaram esta alternativa. 99,9% dos brasileiros não souberam da sua existência.

O PIG por querer satisfazer ao máximo os interesses das empresas estrangeiras, que só aceitam as concessões, e o PIP por querer satisfazer a presidente Dilma, que está preocupada com o superávit primário.

A Petrobras poderia prometer entregar 80% ou mais do excedente em óleo para o Fundo Social, enquanto o consórcio ganhador se comprometeu só com 41,65%. Aliás, 41,65%, que poderão não ocorrer. Poderá ser remetido bem menos que este valor.

Mas isto terá que ficar para outro artigo.

A presidente Dilma fala que o leilão não correspondeu a uma privatização. A Shell e a Total não são empresas privadas estrangeiras? A CNPC e a CNOOC não são empresas estrangeiras? Elas não passarão a ter a posse de uma parcela do petróleo e do lucro gerados? Não poderão fazer com suas parcelas de petróleo o que bem quiserem? Não poderão remeter suas parcelas de lucro para o exterior?

Então, desculpe-me presidente, mas isto é privatização e a negação do fato é tergiversação.

A presidente falou também que ficará no Brasil 85% dos rendimentos de Libra. Trata-se de uma afirmação corajosa, por vários motivos.

Por exemplo, para obtenção destes 85%, utiliza-se, dentre outros fatores, a arrecadação de 25% do lucro para o imposto de renda. Este imposto é cobrado da empresa, e não do campo petrolífero.

Existem várias formas de se reduzir o imposto a ser pago pela empresa, bastando ver, por exemplo, o quanto a Petrobras declara de lucro e o quanto ela paga deste imposto. Além do exemplo do imposto de renda, poderiam ser feitos outros questionamentos a este número de 85%, mas um artigo só não suporta tantas considerações.

A presidente não falou nada sobre a perda da possibilidade de ação geopolítica porque o Brasil está entregando em torno de 46% do petróleo produzido em Libra para as empresas estrangeiras.

A sociedade não sabe nada disso. Pelo seu valor político e econômico, Libra mereceria um plebiscito com debates prévios diários nas televisões, durante uns 30 dias, para conscientizar a população.

Nestes dias, o povo só recebeu os assédios de informações truncadas do PIG e do PIP. Em compensação, ficaremos durante 35 anos com a Shell, a Total e as chinesas também plantadas em Libra.

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47 comentários

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O segredo das Sete Irmãs e o pré-sal brasileiro - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de outubro de 2013 às 14h51

[…] Paulo Metri: Muito além do branco ou preto […]

Responder

marcelo francisco

25 de outubro de 2013 às 18h33

Faltou mais um partido, o PIS: Partido da Imprensa Stalinista.
Como tem gente que se acha dona da “verdade”!!!!

Responder

    Negreto

    26 de outubro de 2013 às 06h26

    Concordo

    Conceição

    26 de outubro de 2013 às 11h16

    Já tem o Piga partido da imprensa governista acrítica

Claudius

25 de outubro de 2013 às 00h03

Caro Azenha, muito admiro este seu blog e as discussões, aqui, se desenvolvem.
Todavia essa incompreensão e dúvida que nos assola é por conta de falta de informação … que as altas esferas têm de sobra.
Peço a você e aos leitores que tenham paciência e assistam a este documentário, ajuda muito :
https://www.youtube.com/watch?v=jQYK3ttfVaw
Donde compreenderão que :
1. Sim o petróleo foi dado. E vai ficará cada vez mais dado ao longo do tempo.
2. A Sra Dilma não teve alternativa, deve até ter cogitado algo, mas foi “levemente” cutucada pelas ~”jornadas de junho”, pela “alta”, do nada, do dólar que do nada, voltou a estabilizar. Tenho certo que há outras “fortes” razões, mas isso com os grandes …
3. Não chegará à educação, pelo contrário, assistiremos de camarote
o butim. E não interessa nacionalismo; nossa política é um saco de gatos, não temos bomba atômica, não temos avião e temos munição para 1 hora de conflito por terra.
4. Se tivermos muita sorte, escaparemos ao horror de uma guerra civil.

Lembro-me, claramente, do “homem sagaz” com uniforme azul e as mão sujas de petróleo….

Este deveria ser um recurso mantido no mais alto segredo.
Explorado, no mais sigiloso e disfarçado modo. Ou não ser explorado de modo algum.
Não vai ser com “malandragem” política ou nacionalismo técnico que escaparemos desta.
Agora só nos resta rezar para que apareça algum líder com Inteligência e Coragem para tocar esta situação.
Que o Criador olhe por nós.

Abraço,

Claudius

Responder

    francisco pereira neto

    26 de outubro de 2013 às 14h34

    Claudius
    A sua contribuição com o link do vídeo é definitivo.
    Não dá para ninguém, com conhecimento mediano, deixar de entender o que está por trás do petróleo.
    A ganância das sete irmãs por dólares são insaciáveis desde que esse minério se tornou o produto mais cobiçado da humanidade.
    Eu já havia comentado aqui neste espaço que o assunto, leilão de Libra, tornou-se uma torre de babel. Era impossível fazer uma análise minimamente isenta, tal o radicalismo bipolar, os contras, e os a favor.
    Anexo no meu comentário, o texto do jornalista Santayana publicado no PHA, que li antes de assistir esse vídeo. Ele precisou de apenas alguns parágrafos para colocar luz definitiva nesse assunto. E é complementado com esse precioso link que você buscou.
    Não vou tentar influenciar ninguém, porque para mim, diante de tais documentos, a decisão da Dilma sobre Libra, está mais do que claro.

    AS LIÇÕES DE LIBRA por Mauro Santayana

    A mobilização de várias organizações, e a greve dos petroleiros, com a apresentação de dezenas de ações na justiça, não conseguiram impedir que o Leilão de Libra fosse realizado, com a vitória de duas estatais chinesas, duas multinacionais européias, e participação, em 40%, da Petrobras.

    Obviamente, do ponto de vista do interesse nacional, o ideal seria que o negócio tivesse ficado totalmente com a Petrobras, ou melhor, com outra empresa, 100% estatal e brasileira (a PPSA não tem estrutura de produção própria) que fosse encarregada de operar exclusivamente essas reservas.

    Não podemos esquecer que a Petrobras – por obra e arte sabe-se muito bem de quem – não é mais uma empresa totalmente nacional. Os manifestantes que enfrentaram a polícia, nas ruas do Rio de Janeiro, estavam – infelizmente – e muitos nem sabem disso, defendendo não a Petrobras do “petróleo é nosso”, mas uma empresa que pertence, em mais de 40%, a capitais privados nacionais e estrangeiros, que irão lucrar, e muito, com o petróleo de Libra nos próximos anos.

    De qualquer forma, a lei de partilha, da forma como foi aprovada, praticamente impedia que a Petrobras ficasse com 100% do negócio. Além disso, institucionalmente, a empresa tem sido sistematicamente sabotada, nos últimos anos, pelo lobby internacional do petróleo. E cometeram-se, no Brasil, diversos equívocos que a enfraqueceram empresarialmente, o mais grave deles, o incentivo dado à venda de automóveis, sem que se tivesse assegurado, primeiro, fontes alternativas – e, sobretudo nacionais – de combustível.

    A questão geopolítica é, também, bastante delicada. O Brasil lançou-se, com determinação e talento, à pesquisa de petróleo na zona de projeção de nosso território no Atlântico Sul, antes de estar militarmente preparado para defendê-la.

    O embate entre certos segmentos da reserva das Forças Armadas – principalmente aqueles que fazem lobby ou estão ligados a empresas de países ocidentais – e militares nacionalistas que propugnam que se busque tecnologia onde ela esteja disponível, como nos BRICS, tem atrasado o efetivo rearme do país, que, embora necessário, deve ser conduzido com cautela, para não provocar nem atrair demasiadamente a atenção de nossos adversários.

    O mundo está mudando, e o Brasil com ele. Seria ideal se pudéssemos simplesmente virar as costas para os países ocidentais – que sempre exploraram nossas riquezas e tudo fizeram para tolher nosso desenvolvimento – e nos integrarmos, de uma vez por todas, ao projeto BRICS, e a países como a China e a Índia, que estarão entre os maiores mercados do mundo nas próximas décadas.

    Esse movimento de aproximação com os maiores países emergentes – lógico e inevitável, do ponto de vista histórico – terá que ser feito, no entanto, de forma paulatina e ponderada. Parte da sociedade ainda acredita – por ingenuidade, interesse próprio ou falta de brio, mesmo – que para sermos prósperos e felizes basta integrarmo-nos e sujeitarmo-nos plenamente à Europa e aos Estados Unidos. E que temos que abandonar toda veleidade de assumir um papel de importância no contexto geopolítico global, mesmo sendo a sexta maior economia e o quinto maior país do mundo em território e população.

    É essa contradição e esse embate que vivemos hoje, em vários aspectos da vida nacional, incluindo a defesa e a exploração de petróleo. É preciso explorar o petróleo do pré-sal e nos armar, para, se preciso for, defendê-lo. Mas, nos dois casos, não podemos esperar para fazê-lo nas condições ideais.

    O resultado do Leilão de Libra reflete, estrategicamente, essa contradição geopolítica. Mesmo que esse quadro não tenha sido ponderado para efeito da negociação, ele sugere que se buscou uma solução feita, na medida, para agradar a gregos e troianos. Sem deixar de mandar um recado aos norte-americanos.

    Independente da questão de capital e de tecnologia – a da Petrobras é superior à dos outros participantes do consórcio – poderíamos dizer que:

    a) Os chineses entraram porque, como membros do BRICS, e parceiros antigos em outros projetos estratégicos, como o CBERS, não poderiam ficar de fora.

    b) Os franceses foram contemplados porque são também parceiros estratégicos, no caso, na área bélica, por meio do PROSUB, na construção de nossos submarinos convencionais e atômico.

    c) Os anglo-holandeses da Shell – mais os ingleses que os holandeses – entraram não só para reforçar a postura de que o Brasil não estava fechando as portas ao “Ocidente”, mas também para tapar a boca de quem, no país e no exterior, dizia que o leilão estaria fadado ao fracasso devido à ausência de capital privado.

    O lobby internacional do petróleo, no entanto, não descansa. Antes e depois do resultado do leilão, já podia ser lido em dezenas de jornais, do Brasil e do exterior, que o modelo de partilha, do jeito que está, é insustentável e terá que ser mudado.

    Apesar da declaração do Ministro de Minas e Energia de que o governo não pretende alterar nada – e da defesa dos resultados do leilão feita pela Presidente da República na televisão – já se fala na pele do urso e as favas se dão por contadas.

    Os argumentos são de que não houve concorrência – interessante, será que o “mercado” pretendia que o governo ficasse com mais petróleo do que ficou? – que a Petrobras não tem escala para assumir os poços que serão licitados no futuro – uma “consultoria” estrangeira disse que a Petrobras já está com “as mãos cheias” com Libra, e as exigências de conteúdo local.

    Isso tudo quer dizer o seguinte: a guerra pelo petróleo brasileiro não acaba com o leilão de Libra. Ela está apenas começando, e vai ficar cada vez pior. Já que não podemos ter o ideal, fiquemos com o possível. Os desafios para a Petrobras, daqui pra frente, serão tremendos, tanto do ponto de vista institucional, quanto do operacional, na formação e contratação de mão de obra, no gerenciamento de projetos, no endividamento, no conteúdo nacional.

    É hora de cerrar fileiras em torno daquela que é – com todos os seus problemas – a nossa maior empresa de petróleo.

    A sorte está lançada. A partir de agora, os adversários do Brasil, e da Petrobras, vão fazer de tudo para que ela se dê mal no pré-sal.

Carlos M.

24 de outubro de 2013 às 23h53

E os 15 bilhões da entrada do leilão acabam de ir para o saco com o novo aumento da selic:

“Entre abril e outubro desse ano […] a SELIC subiu 2,25% ao ano. E esse é o indicador utilizado – vale a lembrança – para remunerar as despesas do endividamento público. Ora, se consideramos que o estoque total da dívida pública é da ordem de R$ 2 trilhões, apenas esses aumentos da taxa oficial provocaram uma despesa extraordinária de R$ 45 bilhões para o Tesouro Nacional. Apenas a título de comparação, o governo forçou a barra para a realização do leilão do Campo de Libra nas condições previstas no edital com o argumento de que haveria um bônus de R$ 15 bilhões a ser pago pelas empresas do consórcio vencedor. E esse seria um recurso importante para cumprir a meta de superávit primário. Ou seja, entra o valor por um lado, mais sai o triplo pelo ralo na mesma hora.”

Paulo Kliass, na Carta Maior.
http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Copom-eleva-juros-mais-uma-vez-/29309

Responder

Alexandre Tambelli

24 de outubro de 2013 às 23h22

Uma opinião:

Eu acredito que o regime de partilha acabou sendo interessante no campo da política internacional. Ter uma empresa Holandesa/Inglesa, outra Francesa e as duas Chinesas acaba sendo uma segurança futura para o Pré-Sal. Se um dia voltar um PSDB da vida ao poder, eles não vão ter essa facilidade toda de pegar o Campo de Libra e mudar as regras do jogo em prol dos americanos, a conversa vai passar pela negociação com esses países.

Se fosse só a Petrobrás no Campo de Libra e de repente ganha a direita que temos ai, em três tempos os caras mudam as regras do jogo e entregam de mão beijada para os americanos o Pré-Sal. Com grana investida e direito de usufruto do Petróleo eles (os países estrangeiros) não vão ser bonzinhos com os americanos, a pegada é outra, China, Holanda, França não são os tupiniquins do PSDB e nem a nova dupla dinâmica da velha mídia: Eduardo Campos e Marina Silva. Ali é de igual para igual.

Responder

FrancoAtirador

24 de outubro de 2013 às 23h12

.
.
“O Brasil não deveria ter feito o leilão de Libra.
A Petrobrás deveria explorar 100% do nosso petróleo.
Essa é a posição da CUT e da FUP (Federação Única dos Petroleiros).
Mas, mesmo não sendo o que a gente defendia, o resultado foi o menos pior,
pois garante o controle nacional tanto da extração quanto da exploração e 40% do lucro.”
(Vagner Freitas, Presidente da CUT)

http://mariafro.com/2013/10/22/para-cut-escolha-do-consorcio-liderado-pela-petrobras-esta-longe-de-ser-o-melhor-cenario-fup-continua-a-greve

Responder

Bacellar

24 de outubro de 2013 às 22h33

Foda. Mas o incrível é que esse campo é justamente o da antiga pasta da Dilma, inclusive já ouvi de boas línguas ser uma das principais áreas de interesse da presidente, não faz sentido por seu perfil turrão e comprador de briga errar primariamente justamente no assunto que em teoria mais domina. Não posso deixar de pensar que o governo pode estar trabalhando internamente com um cenário diferente da maioria dos analistas especializados.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

24 de outubro de 2013 às 21h29

Os sofismas utilizados pelo governo Dilma e pelo PT , especificamente, nos cálculos dos resultados da explotação do petróleo do campo de Libra para o Brail, através de Leilão, estão sendo gradualmente contestados e desmascarados por engenheiros brasileiros competentes como o Paulo Metri. Mas os fundamentalistas defensores da continuidade deste governo, continuam tentando escamotear a verdade, que é: Dilma e seus seguidores não terão mais vez nas eleições, em 2014!!!

Responder

O leilão de Libra muito além do preto e do branco | Marcos Aurélio

24 de outubro de 2013 às 18h11

[…] Por Paulo Metri ( Do blog Viomundo, aqui) […]

Responder

renato

24 de outubro de 2013 às 17h23

O Petroleo de LIBRA tem que trazer para o Brasil, tecnologia para substituir o Petroleo, e rápido!

Responder

carlos saraiva e saraiva

24 de outubro de 2013 às 15h59

Caro Mestri, a politica reflete a luta de classes, o confronto de idéias, posições, projetos.AS pessoas, isoladas ou em grupos, associações, movimentos, escolhem lados.A neutralidade, imparcialidade, não existem. Existe ou deve existir, honestidade intelectual, coerência ideológica estratégica e táticas, de acordo com a conjuntura, correlações de força e visão de qual adversário à ser combatido. O que chamamos PIG, é uma imprensa, que escolheu um lado, se transformou em partido e age, distorcendo informações, manipulando e formando uma “opinião publicada”, em nome da “liberdade das empresas”. PIP, não existe, existe sim, Partido dos Trabalhadores. Pois do contrário eu poderia dizer que existe o PIAP(partido da imprensa anti-petista).Este blog, escolheu agora, um lado, contra o leilão de libra, o que é legitimo. E usa a retórica “nacionalista”. E como, de esquerda, marxista, eu me dou a liberdade de discordar, refutando os adjetivos colocados , e defendendo o projeto em curso, com uma visão ampla de soberania, na nova arquitetura geopolitica internacional e na construção de uma contrahegemonia nacional contra a volta do neoliberalismo de fato e não na retórica antipetista, sem cair no nacionalismo, nem no coorporativismo estreitos e sectários.

Responder

Gilberto

24 de outubro de 2013 às 10h58

A análise é boa, mas frágil quando parte da premissa de que o tal PIP, para seguir o raciocínio do autor, simplesmente não buscou alternativas para concordar, como um dócil carneirinho, com Dilma. Ora, isso é uma bobagem, e despreza o fato de que, não obstante as coisas terem melhorado muito no país, muitas decisões ainda são tomadas com base na opinião PÚBLICA, e a opinião pública aqui se confunde com a opinião que se PUBLICA! Trocando em miúdos, o modelo foi definido ainda no governo Lula. O PIG fez seu papel, de ordem armada em busca de um modelo que atendesse aos grandes players internacionais, pôs sua banda na rua, como SEMPRE. Nada de novo no front. A esquerda que queria o retorno do monopólio ou um modelo mais estatista, se queria algo diferente, deveria ter se mobilizado mais e há mais tempo, para que pudesse fazer frente ao PIG, não somente agora, aos 45 minutos do segundo tempo e, principalmente, com “argumentos” irracionais como tentar comparar Dilma-Lula a FHC (observem com parcimônia, p.e., a questão do emprego nacional). Isso diminuiu e radicalizou o debate. O modelo que está aí, um meio termo, talvez, entre uma e outra corrente (privatistas x estatistas) prevaleceu não graças à esquerda, porque essa lutou muito pouco por seus interesses, neste caso, e sim por pura obra e graça de Lula e Dilma. E isso pra não falar da questão geopolítica, da aproximação com a China etc. etc. É por isso que a esquerda leva muito mais porrada do que afagos, é por isso que este país ainda é tão conservador, é por isso que o Congresso continua o que é, entre outras coisas. A esquerda não consegue se unir em torno de um projeto comum para os brasileiros, para o Brasil. Vaidades, mosca azul, radicalismo, arrogância, purismo. Vide o caminho tomado agora pelo PSB e Rede e, há tempos, pelo PSOL. E assim a direita continua se fazendo. O PT ainda continua sendo um oásis de lucidez entre as esquerdas, nesse processo histórico, porque pelo menos deu a cara a tapa, foi pra luta concebendo as alianças sem as quais jamais a esquerda chegaria lá, sem medo de “meter a mão na merda”, como disse uma vez Paulo Betti (que aliás foi esculachado por dizer a verdade). Graças a Lula, Dirceu e outros heróis. Não fossem eles, estaríamos ainda no coronelismo brutal de PMDB/PFL, com seus satélites eventuais.

Responder

    Conceição

    26 de outubro de 2013 às 11h14

    Paulo Beti foi contra o leilão, protagonizou até campanha pra FUP

    Gilberto Marotta

    27 de outubro de 2013 às 21h55

    E…

Rafael

24 de outubro de 2013 às 10h32

Faltou ao autor do texto explicar, esclarecer se a Petrobras tem ou não recursos para explorar o pré-sal sozinha.

Responder

    Matheus

    24 de outubro de 2013 às 15h58

    Na verdade ele explicou sim: a sabida competência da Petrobrás e a posse do campo de Libra abririam o crédito internacional para o investimento. As empresas estrangeiras que ganharam o consórcio também não tem recursos. Elas vão angariá-los como? Com a posse do campo de Libra e parasitando a competência tecnológica da Petrobrás. Já o povo brasileiro ficará com migalhas e impactos ambientais e sociais graves da exploração de petróleo, sem ter sido convocado para debater e opinar, com a Guarda Pretoriana dilmista espancando sindicalistas que sabiam do tamanho do desastre.

    Mauro da Silva Noffs

    24 de outubro de 2013 às 16h07

    Rafael, o texto fala claramente que sim.Com o prestígio e o volume de petróleo a ser explorado, não seria nada difícil para a Petrobras conseguir financiamento.Isso,ficou claro na última capitalização quando a oferta foi superior à procura em 3x. O que eu não consigo entendender é o que,tanto ele quanto o lldo Sauer,chamam de “geo-política”.Gostaria de entender melhor o que eles falam sobre isso.

tania

24 de outubro de 2013 às 09h51

Gente pra teorizar e achar chifre em cabeça de cavalo aparece por todo lado. Mas a dura realidade é que se o PT fez tudo o que fez, ainda que tendo sido combatido ferozmente pela imprensa e poderes estrangeiros como os EUA, conseguiu os resultados que parece não são levados em conta em discussões polarizadas sobre Libra, fica parecendo que o caos está instalado e esquece-se que a quarta Frota circula à espreita, e procuram bater em Dilma esquecendo que fora ela e o PT este país só tem como possibilidades de governo aqueles que comprovadamente venderam o país quando governo. Acho que quem salta do barco acusando o PT de estar ficando burguês não pensa que se esperarmos para que sozinhos exploremos o Petróleo, até porque a Petrobrás não é cem por cento nacional, estaremos arriscando a, diante dessa tentativa de agitação que se vê pelas ruas, sermos levados a um governo que comprovadamente saqueará o petróleo e tudo o mais em que puserem as mãos.

Responder

    Mário

    25 de outubro de 2013 às 00h45

    Tania, gostei de sua análise, que me parece abordar com equilíbrio e pragmatismo a realidade. Uma coisa é sonhar e outra se deparar com a vida real. Quem não gostaria de ter o Brasil sozinho explorando o pré-sal? Acho que até mesmo o Diogo Mainardi gostaria (será mesmo??). Mas a questão do Petróleo envolve muitas questões além da economia.

Altamiro Borges, sobre Marina Silva: "E Deus criou Darwin!" - Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de outubro de 2013 às 07h53

[…] Paulo Metri: Muito além do branco ou preto […]

Responder

Mário SF Alves

24 de outubro de 2013 às 01h34

Vigésimo primeiro parágrafo: “O PIG e o PIP não falaram sobre a existência da alternativa de o campo de Libra, friso bem “campo”, posto não ser um reles bloco exploratório, dever ser entregue à Petrobras para 100% dos rendimentos, assim como 100% do petróleo produzido pertencerem ao governo brasileiro.”

_____________________________________

Mas, afinal, como é que isso? A Petrobras ainda pertence ao governo brasileiro?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    24 de outubro de 2013 às 07h43

    Metade. abs

    Mauro da Silva Noffs

    24 de outubro de 2013 às 16h17

    Tá vendo como são as coisas Azenha? Se é leilão,abate-se as ações que não são da Petrobras.Se a Petrobras ficasse sózinha com libra, volta a ser 100%.É só olhar como os que são contra fazem essa conta.Outra diferença sutil é que as ações que não são da Petrobras não são na totalidade dos gringos.Tem fundo de pensão,uma mixaria com o FGTS…

José Antonio Meira da Rocha

24 de outubro de 2013 às 01h13

O imposto de renda das petrolíferas é de 34%. A menor porcentagem do excedente (9,93% para o pior cenário: barril a menos de $60 e produção de menos de 4 mil barris/dia) vai compor um retorno direto ao Brasil de 77,54%.

Confiram as planilhas:

https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AuERPic3WeZGdEpuSjdTUGM0RUtqUTdZSVcxRHNzVmc&usp=sharing

Responder

FrancoAtirador

24 de outubro de 2013 às 00h47

.
.
Debate ao Vivo

(http://www.tvpetroleira.tv)

Responder

Márcia

23 de outubro de 2013 às 23h18

Como plantadas em Libra? A operação não será exclusividade da Petrobrás? A cada texto lido mais desinformada eu me considero.

Responder

    Gabriela

    24 de outubro de 2013 às 09h27

    A Petrobras vai extrair, no entanto o óleo é dividido, ou seja, a Petrobras trabalha para tirar o petróleo, pois é a única com tecnologia para isso, e depois divide com o restante das empresas. Além de entregar nosso petróleo nos colocaram para trabalhar para eles.

Roberta Ragi

23 de outubro de 2013 às 23h09

Texto excelente! Parabéns a vc, Metri, por enfrentar o PIG e o PIP (que hoje, infelizmente, em muito se equivalem), em favor do melhor para o país. Tenho certeza de que seu conhecimento, sua coerência e sua disposição serão ainda de grande auxílio para nós, interessados na questão do pré-sal, porque tem muita coisa ainda pra rolar por cima e por baixo desse tabuleiro. Vou continuar estimulada pela leitura de seus textos! Até a próxima!

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Bernardino

23 de outubro de 2013 às 22h42

SR BRAGA,pode perder sim e para outro.É uma questao de tempo.A situaçao economica chegara ao ponto que nao dara mais.NAÇAO nenhuma podera viver pagando serviços de uma divida na casa dos 180 bilhoes e com PIB em queda.

Esse filme ja passou com a dita direita.E agora acontecera com as esquerdinhas e seus assseclas fisiologicos.

Quando isto acontecer as esquerdas atingirao o que é proprio da cultura Portuguesa:Covardia,Corrupçao e antipatriotismo.Alias adjetivos proprios da direitona que sempre governou o PAÍS

A REsultante de tudo isto: UMA NAÇAO traida com uma populaçao despolitizada,alienada e manipulada por uma IMPRENSA BANDIDA,corrupta e antipatriota.O que vem comprovar que nao adianta riquezas no sub solo,potenciais hidricos e outras riquezas.A maior riqueza é um povo de qualidade e educaçao de base forte e cidadania!!

Aproveito para falar ao sr METRI,grande brasileiro e competente em sua area,Que o termo PIG,nao foi CRIADO pelos sr PAULO HENRIQUE AMORIM,blouista CHAPA-BRANCA,O verdadeiro criador da PALAVRA PIG foi o DEP Federal do PT de Pernambuco: FERNANDO FERRO por sinal ainda um PETISTA de respeito!!!!

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Fabio Passos

23 de outubro de 2013 às 22h25

4 corporações transnacionais vão abocanhar parte de uma riqueza que deveria ser integralmente utilizada para o resgate da nossa população carente.

Dilma traiu o compromisso de não privatizar o pré-sal.
Por que Dilma virou as costas para os cidadãos que a elegeram e entregou o ouro para o poder econômico?

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    Matheus

    24 de outubro de 2013 às 15h59

    $$$$$$$$$

Dulce Machado

23 de outubro de 2013 às 21h57

E se cair o preço do Petróleo? Como ficaria? Se tiver uma queda do preço do barril a Petrobrás sozinha faria o quê no curto prazo?
Sabe, um paciente que tem debilidades não deve correr o máximo risco… acho que foi isso que foi feito. O jogo do Petróleo é bruto e sujo…

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    Pedro

    25 de outubro de 2013 às 03h10

    Se o campo ficasse todo com a Petrobrás, esta empresa poderia controlar o ritmo de produção, impedindo até certo ponto, a decaída dos preços. Foi o que a OPEP fez em 1973. Na verdade, com a entrega de Libra aos estrangeiros, essa mais uma das possibilidades estratégicas que ficam prejudicadas.

    25 de outubro de 2013 às 17h19

    Foi criada uma estatal para controlar a extração e a distribuição do petróleo. Mas é claro que o valor dos barris no mercado estão sujeitos às pressões internacionais. nenhum país ou empresa consegue unilateralmente estabelecer o preço.

    silveira

    26 de outubro de 2013 às 11h07

    Pedro, este foi o comentário mais lucido que já apareceu por aqui. Controlar o fluxo de produção para manter os preços. Serão produzidos 1 milhão de barris em 2020. Você tem ideia do que isso significa? Nada, será apenas 1% da produção mundial. Pare para pensar, Libra não altera nada de nada nos negócios do petróleo. É estratégico para o Brasil e só isso.A vantagem desta celeuma toda, desta xenofobia, é que eu me divirto, com as bobagens escrito, a cada dia elas se superam.

Braga

23 de outubro de 2013 às 21h56

A militância petista está cega. Não aceita mais contraposição pontual ao governo Dilma. E olhe que o governo vem cometendo erros crassos para um partido que se diz de esquerda. Parte da militância perdeu a ideologia que marcou o partido durante décadas. Os próprios governistas estão fazendo mal ao projeto político do partido, pois não revelam as incongruências e não permitem que alguém as traga à tona. O governo e sua militância está cada dia mais centrista e não conseguem enxergar erros a dois palmos do próprio nariz. Costumo dizer que amigo de verdade acusa os erros, não passa a mão na cabeça em tudo; procedimento contrário só mantém o amigo no erro e no caminho do precipício. E é isso que a militância governista, em grande parte, está fazendo. Creio que o Brasil não comporta mais um governo à direita, a população não mais o quer. Mas o PT governista está centralizando cada dia que passa, com o aval e defesa cega de parte de sua militância. Chegará o dia em que um partido com uma proposta verdadeira de centro-esquerda consiga o poder, com essa militância governista sem saber o que aconteceu, pois estava “cega”. E digo propostas de centro-esquerda, não de esquerda genuína (socialista), que esse governo não mais o faz: 1) Reformas agrária e urbana; 2) Democratização da mídia; 3) Proteção do povo indígena; 4) Governar para e COM o povo; 5) Extirpação do tripé econômico liberal etc. Outro ponto: processo de concessão de vários setores importantes, tais como aeroportos, estradas e petróleo (não falo de libra), atitude historicamente ligada a governos direitistas, como os tucanos. Outro lado importante é a questão das bases (movimentos sociais, servidores públicos, sindicatos etc.), responsáveis pela criação e crescimento do partido, que este governo não mais dialoga e sequer dá valor (ao contrário do presidente Lula, que sempre promoveu o debate e o diálogo em todos os setores da sociedade civil). Por fim, ressalto o processo governista de alianças, que não permite qualquer petista falar de ninguém. Talvez se governasse mais com suas bases, não precisaria se aliar com certas figuras atrasadas, permitindo, da mesma forma, a governabilidade. Exemplos são diversos, mas posso ressaltar a questão do Rio de Janeiro, onde os professores estão sendo massacrados em praça pública (literalmente) com o aval omissivo do governo Federal. O que resta é um debate horroroso: “ahhh, eu me alio a Collor, Renan, Sarney, Malafaia (Lindberg Farias), Jader Barbalho, bancadas evangélica e ruralista, ajudo-os a chegar ao poder e manter seus respectivos estados em séculos de atraso, mas vocês estão aliados a Bornhausen, Heráclito e outros”; ou seja, eu posso fazer a pior “merda” porque meus adversários estão fazendo o mesmo. Mas ninguém pode falar nada disso, pois “Dilma é maior que o próprio PT”, como muitos levam a crer. Escrevi tudo isso sem revisão e concatenação, mas resumo da seguinte forma: o PT só perde o poder para ele mesmo, e caminha a passos largos para isso.

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    Mário SF Alves

    24 de outubro de 2013 às 01h38

    Efeito Marina-Campos? Efeito Marina-rede globo? Ou o jogo marinollor?

    Mário SF Alves

    24 de outubro de 2013 às 01h46

    É chegada a hora de uma outra carta aos brasileiros?

    museusp batista neto

    24 de outubro de 2013 às 07h16

    Não é justo que o PT seja diariamente culpado pela falta de outra força política que se lhe contraponha! Daqui há pouco vão começar a acusar o PT de ser defensor e promotor da ditadura. O PT expandiu-se à esquerda e à direita no espectro político por absoluta falta de quem se proponha e ocupe esses espaços com argumentos e não apenas ataques retóricos. Esse partido e a democracia acabam sofrendo por falta de atores qualificados e organizados no campo adversário mais que pelas suas próprias falhas.

    edir

    24 de outubro de 2013 às 12h31

    Os Marineiros/Pesolistas e os PSTU baixaram todos neste blog, que me desculpe o Azenha, já foi bom. Cada dia eu acesso e apareco menos por aqui. Para ler tudo isso e ficar de baixo astral, eu vejo na Veja/Folha/Estadäo e JN.

    Luiz Carlos Azenha

    24 de outubro de 2013 às 14h51

    Edir larga de ser chato. Vc ir embora é que nem o Gerson Carneiro nos abandonar. Pula as matérias que vc não gosta. abs

    Gerson Carneiro

    27 de outubro de 2013 às 11h33

    Viiixe… O sangue de Jesus tem Poder, Azenha.

    Bata na madeira e vire essa boca pra lá.

    Pedro

    25 de outubro de 2013 às 03h14

    Muito lúcida a sua análise, Braga.

Elize Lima

23 de outubro de 2013 às 21h52

E sem uma bomba nuclear vinda da IV Frota reinstalada
no Atlântico Sul.

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.