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Os motivos de Amanda Gurgel para recusar prêmio


05/07/2011 - 20h12

Por sugestão do leitor Morvan, que nos apontou o Conversa Afiada:

Natal, 02 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,
Professora Amanda Gurgel

Clique aqui para relembrar o depoimento-bomba da professora Amanda

Leia aqui sobre a privatização da saúde no Estado de São Paulo

Aqui, o reitor da UNB responde à revista Veja

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112 comentários

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Lucila

10 de outubro de 2012 às 13h32

Boa tarde!

Não está sabendo, não? Amanda Gurgel (PSTU) foi a vereadora mais votada da história de Natal, 33.000 votos, com direito a subir mais dois candidatos da coligação (PSOL). Sim, isso é fora do comum, considerado o eleitorado natalense. Fale alguma coisa, Azenha, mesmo ocupado com o mensalão.
A análise política do RN está catatônica ou catatonizada com essa eleição e não pública uma palavra que saia da seara Faustão/Internet/Plataforma/Oportunismo/Eleições2016.

Responder

    Conceição Lemes

    10 de outubro de 2012 às 15h08

    Lucila, sabia que o Viomundo foi o primeiro site a postar o vídeo da Amanda Gurgel,que detpois bombou em toda a internet? abs

Gilmar Henrique

14 de julho de 2011 às 08h38

Nenhuma novidade havia sido proferida naquela ocasião e nem tampouco teria sido mais audaz aquela atitude em comparação às demais vivenciadas no dia-a-dia daqueles envolvidos em ações afirmativas. Até então, pra mim, tudo muito normal.

A propagação do que ali foi dito reverberou repentinamente rede afora em amplitude nacional. Também, achei isso muito comum e bem à força das circunstâncias que carecia de um tópico referencial.
As várias aparições, a convite, nos programas televisivos e de grande audiência que os mantêm e que para se manterem as coisas têm que funcionar assim mesmo – é só pegar o frisson do momento -, também achei isso tudo muito normal. Mas havia um ponto positivo nisso tudo e foi (e ainda o é) o fato de que tudo isso deu maior visibilidade às nossas manifestações. Além disso, acrescentou-se, a elas, novas sensações – o próprio frisson para os manifestantes e aquele farnozinho naqueles de quem se exige mais comprometimento e responsabilidade com os negócios públicos.

Falo sobre o sucesso popular e casual da sofressora (portmanteau) Amanda Gurgel como expoente maior (aos olhos da sociedade) desse movimento grevista dos professores no ensino público no RN. Por essa razão, também achei muito normal, mas não mais casual, os oportunistas que vivem de publicidades tentarem pegar carona nas circunstâncias e se aproveitarem desse sucesso para com isto se projetarem também ao público – quem disso usa, disso cuida -, diz, não à-toa, o velho adágio popular.

E no cuidado de seus próprios negócios, até o PNBE afoitou-se na aparente atitude de agraciar a referida professora com um prêmio que linguisticamente é bastante atrativo: Prêmio Brasileiro de Valor – por um Brasil Ético e Eficiente, e, com isso, desvirtuar os outros valores legítimos de toda uma categoria profissional em luta pela valorização do ensino público gratuito e de boa qualidade.

Foi somente depois da atitude da Amanda perante tão grandiosa proposta meritocrática que a coisa começou a fazer alguma diferença para mim a ponto de me fazer expressar minha opinião a esse respeito que há muito tempo silenciava na expectativa de mais elementos semióticos que pudessem contribuir com a minha interpretação daquele seu primeiro discurso para que, deveras, eu pudesse checar se realmente aquilo partia de uma ardilosa manifestação teatral da interação social, ou se realmente havia uma outra realidade social urgente e subjacente em prol da educação naquele momento.

Havia, sim. E com essa sua renúncia a receber o prêmio, a timocracia recua, um tanto, acabrunhada e genuflexa para dá espaço e prestar louvor ao que há de mais belo nas virtudes humanas daqueles que não se deixam cooptarem por ilusórias honrarias e rápidas ascensões profissionais em desfavor de sua integridade moral.

A meritocracia – filha primogênita das timocracias – baseia-se nas aferições de talentos, criando-se, para esses propósitos, suntuosas ocasiões festivas para entrega de prêmios, benesses, sinecuras, e outras prebendas, formando, assim, um desejoso sistema de gratificações pessoais convidando o talentoso, sem que ele o saiba, a usar suas habilidades a favor das castas dominantes. Por isso, Platão, com um olhar de quem ver muito além do brilho ofuscante das belas aparências, proferiu, mui sabiamente, que essas honrarias eram o cerne mascarado da corrupção aristocrática.

Nesse sentido, a meritocracia se adequou como luvas aos propósitos do capitalismo industrial a serviço das classes dominantes que a utiliza como racionalização (desculpa; pretexto – em termos freudianos) perfeita para mascarar “certas” ideologias que apregoam que a desigualdade social não deve ser encarada como opressão, preconceito ou qualquer outra forma de discriminação, mas deve ser interpretada como o resultado do sucesso do indivíduo pelo seu próprio esforço com o uso de seus talentos e habilidades.
Ah, tá! Foi perfeita a racionalização. É Freud!

Parabéns a Amanda Gurgel por renunciar esse prêmio que lhe roubaria o lustre de continuar lutando com dignidade e seriedade de propósitos.

Só para finalizar, acrescento que, para bens de qualquer espécie, sei que toda escolha feita revela ou encobre alguns aspectos sobre tal decisão. Ela pode ser livre, parcialmente livre, ou completamente influenciada por circunstâncias externas as quais muito interessam às analises da ética, ciências sociais e psicologia. Não me compete aprofundar nesses questionamentos sobre teorias da escolha-racional e nem tampouco emitir juízo de valor sobre intenções de utilidades subjetivas.

Gilmar Henrique

Responder

JOSE DANTAS

12 de julho de 2011 às 06h10

Nesse episódio todo, enquanto se pensa o assunto, uma coisa surge como inquestionável: jamais a professora precisará reivindicar aumento ao seu minguado e injusto salário.
Agora, a questão dos 10% do PIB me deixa um pouco confuso. Afinal, PIB é lucro ou apurado? Se lucro, ficaria mais fácil essa destinação, muito embora, já que esse lucro não cairia exatamente nos cofres públicos, a proposta caminhe para mais um imposto a ser cobrado da sociedade, mesmo sem levar em conta a imensa sonegação existente no País. Ou seja, alegam o tributo para subir os preços e não pagam.
Se apurado, aí o negócio se complica. Se alguém consegue tirar 10% de lucro em um empreendimento qualquer, que num momento de inflação baixa não é pouco, teria que destinar o lucro para a educação, o que seria justo diante de sua importância, porém totalmente fora da realidade. Quem se arriscaria a investir numa atividade sabendo que 10% daquilo que produzisse seria repassado aos cofres públicos, que não tem fundos, além do restante dos encargos que já são um dos maiores do mundo?

Responder

Euclides

11 de julho de 2011 às 11h22

Olá! Que lucidez e personalidade… Você é muita mais que uma simples professora, pois, seu posicionamento me impressiona pela sensatez, elemento importante ausente nos ditos líderes da atualidade. Você professora que me representa, sua voz tem papel estimulador e ao mesmo tempo libertador. A educação brasileira pelo modus operandi desde o primórdio colonial não é prioridade e nunca será enquanto nosso país não se libertar da engrenagem da economia de mercado. O tal liberalismo econômico é o grande mal, mal este, que fazem da educação uma oportunidade para empoderamento econômico de empresários mal sucedidos de outro segmento de negócio buscar uma alavanca para redirecionar seus interesses empresariais. O fato mais inusitado é que a IES privadas estão implodindo por falta de qualidade e, sobretudo, novos discentes. Então, o seu posicionamento me remete a uma nova ordem, uma esperança para revolução na educação deste país. O prêmio seria uma forma de apagar ou calar sua voz. Uma voz de uma líder não se cala com brindes de metal e/ou plásticos. Euclides, 71.91830921.

Responder

Leila Brito

07 de julho de 2011 às 23h47

ENDOSSO o COMENTÁRIO de LULA VESCOVI:
"Tanto elogio a professora Amanda,que bom.Só lembro a voçês que ela é do PSTU,partido que junto com o PSOL é considerado pelos leitores de Viomundo como fazendo parte de uma esquerda que faz o jogo da direita ao ser oposição ao PT.Essa é a esquerda(PSTU,PSOL)necessária.Tomara que a Amanda faça voçês reverem seus conceitos.Chega de apoiar quem,cada vez mais,outra coisa não faz senão trair seus antigos princípios."
INCONFUDÍVEL O SEU DISCURSO PSTUTISTA.
COMO EU, AMANDA GURGEL É PSTU.
Parabéns, e vamos em frente Amanda, com a luta em prol da Educação e da DIGNIDADE DO EDUCADOR, que tão bem você soube salvaguardar.

Responder

Carlos Angelo

07 de julho de 2011 às 21h51

Educar é obrigação da família; aos professores cabe ensinar. E a Professora Amanda é a primeira pessoa que consegue destaque neste novo milênio para mostrar o quanto a humanidade tem se afastado do "politicamente correto" necessário a uma convivência de paz entre os povos. Fico feliz por ela ser brasileira. E principalmente por ser professora. A Professora que poderá reconduzir as massas com seu exemplo profissional. Que a internet possa ser o canal de comunicação voltado para a difusão da verdade dos que não possuem outra opção para sair do anonimato e mostrarem o quanto a vida pode ser bela.

Responder

Prof. Wagner Freitas

07 de julho de 2011 às 18h43

Vejo uma colega e conterrânea em uma atitude no mínimo nobre e honrada. Nós professores somos, ao mesmo tempo, os profissionais mais importantes e os mais marginalizados e desrespeitados do Brasil.

Responder

sergio

07 de julho de 2011 às 15h21

Quem também está precisando de Amandas é nossa Saúde, em estado calamitoso há tempos.
Um dos chefões da Amil é ex-ministro da Saúde e Previdência não me lembro se do Collor ou do Efeagá.

Responder

Marli Dos Santos

07 de julho de 2011 às 13h21

Sou mais uma professora envaidecida pela atitude de Amanda Gurgel ao recusar esse premio que era na verdade um "Cavalo de Tróia : um presente de grego!" Obrigada Amanda pessoas como vc fazem a diferença !

Responder

    Vinícius

    07 de julho de 2011 às 17h47

    Professoras envaidecidas jamais serão vencidas ;)

Armando S Marangoni

07 de julho de 2011 às 12h47

O comentário do Fernando "Duvido que ela se mantenha nesta honestidade quando for eleita…" é muitíssimo oportuno. Acho que ninguém aqui tem coragem de desmentí-lo, apesar das avaliações negativas ou ausentes. Triste fato.
Resta-nos aproveitar a oportunidade para acompanhar o percurso da professora Amanda e torcer para que um jornalista com espírito investigativo e sem rabo preso levante e divulgue o percurso da brava e sagaz educadora, a fim de proporcionar informações consistentes o suficiente para nos convencer de sua seriedade e nos levar junto.

Responder

Fernando

07 de julho de 2011 às 09h41

Duvido que ela se mantenha nesta honestidade quando for eleita, ou alguem duvida que ela vai se candidatar? Esta estória é mais velha do que faroeste italiano. Todos começam com uma oportunidade única, chegar as cameras de TV, pronto, agora é só deixar o Sol brilhar. Profi Amanda jogou bem, conseguiu os holofotes, logo estara como Marina Silva ou Heloisa Helena….o CAPITAL é muito tentador…..dificil de resistir, todos sucumbem ao "vil" metal. Em 50 anos não vi um político que caisse na tentação de frei Serapião, ou Frei Capital, só Ele…sim só Ele, mas Ele veio do nada e chegou a presidencia, antes Dele, só o que nasceu a 2011 anos atraz, mas este era Deus.

Responder

Denise Rezende

07 de julho de 2011 às 09h10

Linda declaração, professora Amanda. Belo depoimento, intrigante e admirável espírito guerreiro, que é capaz de nos surpreender positivamente em dias tão estranhos como os de hoje.
Abraço forte e continue acreditando nessa luta. Espero que ao governo federal chegue os ecos de tão singela esperança e que o sensibilize de modo que seu grito, digno de ser ouvido, seja imediatamente compreendido.

Responder

zoraide

06 de julho de 2011 às 20h31

incrivel, ela preferiu os ideais ao prêmio?
nesse mundo de frivolidades essa mulher é um exemplo mesmo.

Responder

Antonio

06 de julho de 2011 às 19h29

Parabéns Professora, por colocar a farsa às claras. É bem isso. A quem eles querem enganar com esse prêmio?
Uma boa ajuda desses empresários seria usar seu poder político para colocar vergonha na cara dos políticos que degradam a Educação para ter um rebanho apolítico e analfabeto funcional, além de desviar recursos e salários da Educação para a corrupção. Mas nisso o PNBE não mexe, pois seus integrantes são farinha do mesmo saco privatista e neoliberal, neocolonial e escravagista. A quem eles pensam que enganam? Parabéns Professora. Meus sinceros e humildes parabéns. Fora tucanalha.

Responder

Palmas

06 de julho de 2011 às 19h17

Professores do Brasil façam uma reflexão sobre sua atividade profissional com o posicionamento da Amanda. Essa é do povo,não é mercadora da educação como os profe da federal que montam pós para faturar, faturar.

Responder

ZePovinho

06 de julho de 2011 às 17h01 Responder

ZePovinho

06 de julho de 2011 às 17h01

Eu sabia que tinha o dedo da Globo nessas explosões de bueiros no Rio…..
http://aecionevesnao.blogspot.com/2010/11/aecio-n

terça-feira, 30 de novembro de 2010
Aécio Neves paga a dívida do PIG REDE Globo

Aécio Neves paga a dívida do REDE Globo
Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, paga US$ 269 milhões de dívidas da Rede Globo de Televisão na compra da Light
Conforme noticiado pelo Novo Jornal, o governador Aécio Neves na montagem de um esquema capaz de alavancar sua candidatura à Presidência da República vem utilizando, sem qualquer fiscalização, o patrimônio público de Minas Gerais. Isto porque tem contado com a omissão de parte da Assembléia Legislativa e da alta direção do Ministério Público mineiro.

Após utilizar-se das ações da Copasa, conforme matéria publicada pelo Novo Jornal em 19 de dezembro de 2006, intitulada "Aécio vende Copasa e investe no Rio", transferindo para a empresa Capital Group International Inc., pertencente ao mesmo grupo econômico da Editora Abril e Folha de S. Paulo R$ 800 milhões em ações da Copasa agora através da Cemig monta a empresa RME – Rio Minas Energia Participações S/A, sem qualquer autorização legislativa para compra da concessionária de energia carioca Light, transferindo para os fundos credores da Rede Globo, GMAM Investment Founds Trust I, Foundations For Research, WRH Global Securities Pooled Trust, um crédito em ações de US$ 269 milhões, através do pagamento feito a maior que a quantidade de ações adquiridas na Bovespa pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A, na operação de compra.

Este detalhe só é percebido se verificado o constante na folha 4 – II do parecer nº 06326/2006/RJ da Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, que analisou e aprovou a transação. Lá consta que a RME-Rio Minas Energia Participações S/A adquiriu 75,40% da Light, embora tenha comprado e pago 79,57%, inclusive é esta a quantidade de ações constantes nas atas da Cemig que autorizaram a compra assim como é informado no próprio site da Light.

Esta diferença aparece apenas como uma operação (escrituração no pregão da bolsa) e só foi possível devido a diferença entre avaliação patrimonial da empresa (valor real com deságio) e o valor pago.

Trata-se, mais uma vez, da utilização da desonesta operação do "pagar a maior", algo vulgarmente utilizado pelas empresas particulares para esconder ou desviar lucros, onde se compra nota fria.

Na compra da Light pela RME – Rio Minas Energia Participações S/A a contabilidade da operação da bolsa maquiou a fraude. Neste caso específico foram utilizados profissionais conhecidos no mercado de capitais pelo alto conhecimento neste tipo de jogada.

Além da Cemig ter constituído em sociedade com outras empresas particulares a RME – Rio Minas Energia Participações S/A sua participação é de apenas 25%.

A irregularidade na constituição da empresa é tão grande e insanável que a Junta Comercial e a Receita Federal, que fornece o CNPJ, não conseguem explicar como isto ocorreu, prometendo pronunciar-se só depois de uma profunda e detalhada investigação.

O que era para não deixar rastro acabou comprometendo toda operação, pois os credores da Rede Globo já tinham ajuizado um pedido de falência contra a empresa em Nova York, nos EUA. Desta forma, o pagamento da dívida teve que ser feita "por dentro da contabilidade da Globo", o que acabou deixando rastro.

A certeza de impunidade do governador Aécio Neves é tão grande que ele aceitou a entrega da direção financeira da Light ao ex-presidente da empresa holding do grupo de comunicação Globo, Ronnie Vaz Moreira.

Esta e outras operações praticadas no "Novo Mercado" da Bovespa vem despertando a atenção da Receita Federal e de organismos financeiros internacionais que a início identificam o mesmo como uma grande lavanderia de dinheiro público.

A Justiça americana está pedindo explicações da origem do dinheiro utilizado pela Globo para pagamento do pedido de falência. Desta forma, é bem possível que o escândalo exploda de fora do Brasil para dentro, impedindo que o mesmo seja abafado. Evidente que esta é uma remota possibilidade, pois envolvidos nesta operação estão a estrutura de poder nacional e internacional.

O prejuízo do patrimônio público mineiro não para por ai. A Cemig assumiu na compra da Light uma dívida de US$ 1,5 bilhão. …………………………………………………………………………

Responder

José Mário Comini

06 de julho de 2011 às 16h45

Compactuo com os ideais de Amanda Gurgel, parabenizo-a pela sua atitude em não se curvar diante dos deseducadores do Brasil, mas, afirmo que sua "coragem" não é única, sempre houve profissionais da área da educação com as mesmas denúncias, as mesmas queixas, no caso dela foi feliz porque caiu na rede de computadores e se alastrou rapidamente. Os estados se travestem de gestores e na verdade dão bulufas para educação, aqui na minha cidade Raul Soares-MG, conheço uma pobre diretora de escola que luta a anos pela reforma do prédio da sua escola, entra ano acaba ano, entra governo sai governo e nada, existem partes da escola que colocam em risco os estudantes e os governos nada fazem, este é o espelho da educação fornecida pelos estados, e sem contar que aqui em Minas o salário dos nossos educadores tem a menor cifra praticada no país. É mole? Então, parabenizo a Amanda, mas continuo afirmando que no Brasil há milhares de Amandas que não são ouvidas e nem levadas ao péssimo e enjoado programa do Faustão, aliás, acho que ela deu uma grande bola fora ao se permitir a tal.

Responder

As escolas que não aprovaram no exame da OAB | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de julho de 2011 às 16h36

[…] orgulho do tucanato paulista, estão em greve e sucateadas. Como diz a professora Amanda Gurgel, transformar a educação em fonte de lucro é a grande preocupação de muita gente. E o louvável Prouni acaba, infelizmente, servindo para manter em funcionamento as fábricas de […]

Responder

Luiz Fortaleza

06 de julho de 2011 às 16h16

A BRIGA também EDUCA… e a relação entre a OPINIÃO e a VERDADE é a mesma relação entre o CAÇADOR (opinião) e a CAÇA (verdade). Um dia é a vez do caçador, outro dia é a vez da caça. A opinião pode se transformar em verdade, mas esta também pode tornar-se opinião.

Responder

O_Brasileiro

06 de julho de 2011 às 15h51

A professora Amanda Gurgel ainda tem dignidade, e continuará a tê-la se não se misturar aos políticos de Brasília que se vendem por umas 30 moedas… Isso quando não estão dando "consultoria"…
A nobre professora sabe que não são alguns elogios que pagarão as contas de água, luz, telefone e internet, assim como o aluguel e a mensalidade da casa própria dos milhões de professores que vivem à custa de 3 turnos de trabalho quase que ininterruptos. Ou então, com 2 turnos de trabalho e 1 turno de faculdade, na esperança de darem um futuro melhor para seus filhos e netos.
Obrigado, professora Amanda Gurgel. Nos sentimos muito honrados de tê-la entre nós, o povo… Longe dos canalhas de Brasília. Mas, se um dia por força do destino, for parar naquele lugar sórdido, chamado Congresso Nacional, não se esqueça de nós como eles fizeram!

Responder

Janny Hobson

06 de julho de 2011 às 14h23

parabéns, Amanda. Fiel à suas convicções.
NÃO!! Ela NÃO é uma nova Heloisa Helena ( essa mulher não passa de um embuste vestida de crente!). Ela é o retrato das condições da educação deste País.

Responder

    Luciene

    06 de julho de 2011 às 15h41

    Perfeito, colega! Sou professora da rede estadual de São Paulo e, embora depoimentos como o dela são ouvidos em audiências com secretários de educação ém vários lugares do País, o dela se tornou um ícone, e aceitar o prêmio de uma consórcio de privateiros da educação seria uma hipocrisia. Mas os pretensos amigos da educação bem que tentaram aplicar o golpe. Só não colou. Podem dá-lo ao Gustavo Ioschpe.

    Gerson Carneiro

    06 de julho de 2011 às 15h50

    E uma escola de formação de professores em São Paulo recebeu o nome do Paulo Renato Souza.
    Deveriam dedicar o prêmio recusado pela professora Amanda Gurgel ao falecido, com dedicatória do José Serra.

Gerson Carneiro

06 de julho de 2011 às 14h22

Agora é torcer para que essa Amanda Gurgel não vire uma Heloísa Helena ou uma Marina Silva para a causa dos professores não se transformar apenas em um trampolim.

Responder

ZePovinho

06 de julho de 2011 às 14h06

E porque a nobre professora aceitaria um prêmio do Pensamento Nacional das Bases ESTATO-Empresariais???Esses caras vivem na teta do Estado e querem a privatização para se apropriar de patrimônio público na bacia das almas.

Responder

LULA VESCOVI

06 de julho de 2011 às 13h59

Tanto elogio a professora Amanda,que bom.Só lembro a voçês que ela é do PSTU,partido que junto com o PSOL é considerado pelos leitores de Viomundo como fazendo parte de uma esquerda que faz o jogo da direita ao ser oposição ao PT.Essa é a esquerda(PSTU,PSOL)necessária.Tomara que a Amanda faça voçês reverem seus conceitos.Chega de apoiar quem,cada vez mais,outra coisa não faz senão trair seus antigos princípios.

Responder

Reitor da UNB responde a uma certa revista | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de julho de 2011 às 13h44

[…] Aqui, a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, explica o motivo de ter recusado um certo …   […]

Responder

Fabricio Alves

06 de julho de 2011 às 13h36

porque voce nao falou nada dos 90% que foram reprovados na OAB??? porque os blogs ignoram os 90% de reprovados na OAB? cade o texto sobre isso?

Responder

    Daniel

    06 de julho de 2011 às 14h28

    No Conversa Afiada tem texto sobre isso…

Zerg

06 de julho de 2011 às 13h12

Lembrou-me a carta de recusa do anti-herói de vocês, Monteiro Lobato, ao convite parta se tornar "imortal" da ABL.; ABL esta que desceu a seu mais raso andar com as entradas de coronéis do atraso e jornalistas semi-analfabetos.
Parabéns, Amanda.
Nasce uma nova Heloísa Helena.
Espero que o stablishment sindicalista e seu braço financeiro (empreiteiras e agiotas) não a condene ao ostracismo.

Responder

Rodrigo

06 de julho de 2011 às 12h29

Mulher batuta, para dizer o mínimo!!!

Responder

damastor dagobé

06 de julho de 2011 às 11h25

um excelente tema para debates seria o fiasco das faculdades particulares no exame da OAB, com os diversos viezes que o tema comporta, por exemplo:
1- pq precisamos de tantos advogados?(que em sua maior parte não passam de socios-parasitarios dos criminosos, pq nao correm nenhum risco e ficam com a parte do leão do produto do roubo).
2- pq as pessoas continuam se deixando explorar por entidades caça-níqueis (faculdades particulares) que nada lhes dá em retorno a não ser a mesma fantasia abstrata e perversa que a fé religiosa? de pertencer a uma casta de escolhidos que se distinguem da plebe e vão ganhar muito dinheiro se doarem com generosidade para o picareta mor, que é igualmente o deputado-vigarista que é dono da faculdade ou o pastor-ladrão que tosquia e abate suas ovelhas.
3-pq nunca nos livramos do bacharelismo galopante, apesar das criticas que sofre desde Sergio Buarque de Holanda a Darcy Ribeiro?
4- os brasileiros estamos ficando mais burros ou apenas existem maior numero de nosotros?
5-quando vamos deixar de ser crianças tolas e imaturas e virar adultos?

Responder

Elisabeth

06 de julho de 2011 às 11h25

Gentee!! Que legal a fofa Amanda Gurgel tem um blog!!! http://blogdaamanda.com.br/ Gostei muito, bem blog ativista!!

Responder

    Hebe Camargo

    06 de julho de 2011 às 13h00

    a heroina saudada como "fofa" me lembra um outro comentarista empolgado e euforico com o tema em debate.."eu adoro a guerra civil espanhola", dizia o doidivanas… acho que é isso que o outro quis dizer sobre um certo infantilismo tipico de nossa boa gente.

    Elisabeth

    06 de julho de 2011 às 13h36

    Ai,Hebe Camargo ! Você é uma fofa!!rsrs

    Gerson Carneiro

    06 de julho de 2011 às 14h18

    Graciiiiinha!

    <img src=http://farm4.static.flickr.com/3386/3271135256_7207280624.jpg>

    J Fernando

    06 de julho de 2011 às 13h36

    O seu codinome (Hebe Camargo) também é de um infantilismo típico…

Elisabeth

06 de julho de 2011 às 11h16

Que mulher de fibra!!! Tão contundente!!!! Tão clara nos seus argumentos!!! Confronta com tanta inteligencia Sério esta professora comove me fortemente… Acho que se tivesse mil Amanda Gurgel no país, o Brasil seria outro e bem melhor!!!
"
"Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Responder

    Vladimir Lqacerda

    06 de julho de 2011 às 14h22

    Cara Elizabeth a extraordinária Amanda foi chamada logo após o seu sucesso no You Tube para se apresentar no Faustão,Eliane,band e Record.Pensavam que se tratava apenas de uma atração televisiva.Agora depois do dito e mostrado que a sua fala era séria e comprometida com a Educação pública de qualidade não se falará mais nela.Quer apostar?Que pena,

    Luciene

    06 de julho de 2011 às 15h46

    E as reportagens não deram ênfase ao fato de Amanda faz parte da greve dos professores, porque a mídia não só não dá crédito a grevista como ajuda os governos a criminalizarem grevista e movimentos sociais. A culpa é do grevista, não daqueles que fundamentam movimentos reivindicatórios.

joaquim

06 de julho de 2011 às 11h06

Até quando nossos politicos ficaram sentados em seus gabinetes vendo toda uma sociedade sendo levada a ignorancia do saber, do pensar, do entendimento? Pessoas comuns ou importantes passam ao largo desta situação tão delicada, nossas crianças estão aprendendo na escola tudo menos o que realmente deviam aprender, ser pessoas honradas, honestas e capazes de transformarem este enorme pais no que ele hoje é potencializado. Infelizmente vemos o crime organizado, politico e nao politico, trafico de drogas, propinas, roubalheira, ou seja, esta tudo dominado por quem quer que as coisas continuem sempre assim. Parabens professora, é de pessoas assim que precisamos e não de uma Abril ou Globo que deturpam a realidade, ensinam o que há de mais ridiculo na socieade, fazendo prevalecer suas novelas e revistas em prol da mentira e da ignorancia do nosso povo. Precisamos de pessoas honradas, simples e verdadeira.

Responder

    vladimi lacerda

    06 de julho de 2011 às 14h28

    Caro joaquim talvez vc não saiba,mas muitos dos nossos deputados e senadores são donos de escolas de ensino médio e superior.Que interesse eles teriam para com a escola pública? Nenhum.O fracasso da escola pública foi pensado e posto em prática governo após governos.Não existe falta de dinheiro,existe corrupão e má vontade.Quem pensa em uma escola para todos? o que significa para todos mesmos?Detalhe 25% dos professores aprovados no concurso do Estado do Ceará já pediram exoneração.Que fez o governo? Nada. Por que ? porque não interessa.

Luci

06 de julho de 2011 às 10h53

Amanda Gurgel continua sendo a voz de milhões de brasileiros.O prêmio para professores e para a Nação é 10% do PIB para educação. Empresários somos nós que pagamos impostos que depois vemos doados pelo "BDDES" (juros 6% ao ano) aos mais ricos.
"Minha luta é diferente de personalidades, empresas e instituições. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública."

Responder

Graça Lage

06 de julho de 2011 às 10h42

Boa tarde!
Parabéns professora Amanda! O BRASIL está precisando urgentemente de políticos com esta integridade. O ideal dos lideres governamentais é capital no bolso.Acredite em seus sonhos,pois existem muitos educadores que fazem parte dessa classe digna,íntegra ;mas que não é valorizada. Continuaremos na luta e certamente formaremos muitos cidadãos críticos capazes de enfrentar junto conosco esta sociedade capitalista e desigual:onde muitos talentos se perdem por falta de oportunidades.
Professora MARY MG

Responder

Luiz Fortaleza

06 de julho de 2011 às 09h53

Só hoje a FOLHA ON LINE publicou meus comentários, depois de quase 15 ou 20 dias, em que ninguém vai mais ler manchetes passadas. Kd a liberdade de expressão que tanto ela apregoa?

Responder

    Aline C Pavia

    06 de julho de 2011 às 11h41

    De ilusão também se vive.

    ana

    06 de julho de 2011 às 12h33

    Luiz,
    eles querem liberdade de expressão para eles. e só.

JoseIvanMayerAquino

06 de julho de 2011 às 09h00

Professora Amanda,
Obrigado, em nome de todos(as) os(as) trabalhadores(as) da educação, pela recusa à cooptação promovida pela elite capitalista e política brasileira.
Por favor, pense em fortalecer seus laços políticos com os poucos progressistas que militam no RN, e concorra à prefeitura de Natal no ano que vem.
Você será facilmente eleita vereadora, deputada estadual ou federal, senadora. Mas não levará a nada de transformador. Se prepare para ser do Poder Executivo: Prefeita e depois Governadora. Transforme seu ímpeto, independência e disposição aguerrida com ótimo discurso; numa exemplar prática.
Desde já, me prontifico de Brasília pela internet, em participar das discussões eletrônicas para montar seu Plano de Governo. Voluntariamente como mais um militante da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida e Professor desde 1.977. José Ivan Mayer de Aquino

Responder

    vladimir lacerda

    06 de julho de 2011 às 14h31

    Este é um mal conselho.Aliás um péssimo.Cara Amanda mantenha-se na luta.Infelizmente às vezes o poder cega ou pior às vezes escraviza ou coopta para ações muitas vezes nada louváveis.Infelizmente já vi muito disto acontecer.

    Carlos R.

    06 de julho de 2011 às 16h56

    Concordo com o Vladmir. Já chegamos ao máximo que se podia conseguir neste esquema de "líder carismático no palanque fazendo tudo – massas passivas só batendo palmas em baixo". No final o líder tem que compor com a base dos "de cima", que sabem o que querm, e o resultado é o que estamos vendo, para bem e – cada vez mais – para mal. Se essa professora quer ser uma outra espécie de líder de uma outra Esquerda, que se dedique a organizar uma base MOBILIZADA, MOTIVADA, e INTELECTUALMENTE PREPARADA. Como disse Marx ao sapateiro Weitling, "a ignorância nunca fez bem nenhum a ninguém".

Julio Silveira

06 de julho de 2011 às 08h50

Igual a essa professora existem muitos outros professores idealistas, que os cidadãos se aproveitam do seu idealismo para explorá-los e ainda imputar-lhes responsabilidade pela nossa pouca educação e cultura. Mas parabéns a ela por saber aproveitar as oportunidades e demonstrar que não faz parte dessa lógica da hipocrisia que domina a muitos. Esses que acham que valorizar a tecnologia, que propiciaria mais um pouco de corrupção é prioritária, invejando a Coreia. Vejo a valorização do professor como o primeiro passo para colocar nossa educação no primeiro mundo, o resto é contingencia e viria naturalmente. E urgente qualificar nosso povo para que deixe de ser tão displicente, para dizer o minimo, e mais critico.

Responder

João Maurício

06 de julho de 2011 às 07h53

Havia muito a dizer, mas sumi na poeria das ruas…

Responder

operantelivre

06 de julho de 2011 às 02h30

Não me digam que felicidade não existe ou é pontual.
Estou feliz por muito tempo depois de ler esta notícia.
Sem mais palavras.

Responder

Chris Rodrigues

06 de julho de 2011 às 01h08

Excelente! Falou tudo! Um verdadeiro show de bola da professora Amanda Gurgel na defesa da educação. Parabéns professora pela sua atitude. É necessário um ensino de qualidade para colocar a massa da população brasileira na ativa, assim tendo senso crítico e não aceitando, por exemplo, tudo que a mídia fala como se esta fosse a dona da verdade.

Responder

Luiz Antonio

06 de julho de 2011 às 00h46

Reverencio a professora Amanda Gurgel,com o mesmo carinho e respeito que dedicara à minha professorinha amada (muitas décadas atrás)que eu guardo na memória, protegida do desgaste do tempo como uma jóia ou patrimônio de valor inestimável
Creia ,professora Amanda Gurgel,o seu comportamento e o seu idealismo já lhe conferem tôda láurea e todo reconhecimento na justa medida da sua imensa dignidade profissional. Meu abraço afetuoso.

Responder

Kátia

06 de julho de 2011 às 00h25

Ah! Quanto mais leio sobre Amanda Gurgel, mais a admiro e me orgulho tê-la como colega de profissão. Menina “porreta” é essa. Quantos teriam a CORAGEM, A COERÊNCIA E O CARÁTER para dizer não com tamanha propriedade e sensatez? E para os que dizem que “isto não é ela” , que seus atos estrategicamente visualizam as urnas…,etc.etc, pois votaria em Amanda até para síndica do meu prédio. Mesmo que, depois de eleita, mude de idéia quanto ao que prega, só pelas bandeiras que defende no momento já teriam valido a pena. Ao contrário da corja de políticos que temos por aí. Aqui em Minas, o estado do “café-com-leite e pão-de-queijo”, até o leitinho das criancinhas é declarado como gasto na saúde. Já que o governador mineiro anda importando político de outros estados pra ocupar cargos importantes nas estatais mineiras, poderia importar a Amanda Gurgel pra Educação. Ah… não vai dar! Ela deixou bem claro que NÃO TEM PREÇO, NÃO ESTÁ À VENDA, portanto não vai desviar, mentir, dividir, subtrair, etc,etc,etc…
Kátia – Ipatinga

Responder

Olga Cris

06 de julho de 2011 às 00h06

Essa Amanda Gurgel é super, é cidadã, inteligente, ética, ela é rara. Agora eu estou mais admirada com a dignidade dela. Viva Amanda.

Responder

Karen

06 de julho de 2011 às 00h03

Que pessoa valoroza, do tipo que só existe em punhados, dá alento no meio do mar das mediocridades mal disfarçadas.

Responder

Euler Conrado

05 de julho de 2011 às 23h16

Que pena que não seja ela a nossa ministra da Educação! E que a Educação básica fosse federalizada (pelo menos a folha de pagamento do pessoal) porque ninguém merece ficar subordinado a esses governantes estaduais e municipais medíocres e corruptos. Pelo menos a nossa luta seria nacional, não ficando essa coisa pulverizada, com greves acontecendo em seis estados e em vários municípios e os governos das três esferas mantendo uma cumplicidade de quadrilha.

Parabéns, Amanda, pela postura digna e de classe!

Parabéns também ao Azenha, por mais este espaço dedicado à causa da Educação pública.

Responder

Adilson

05 de julho de 2011 às 23h14

É isso que engrandece o nosso Brasil.

Responder

Bernardino

05 de julho de 2011 às 23h01

ESSA prof tem a fibra de GUERREIRA e honra as mulheres deste país:deu as costas à BAJULAÇAO.
A D DILMA se tivesse ombridade convida-la-ia para um café no pllanalto,mas prefere bajular empresarios e abrir a bolsa da viuva para pao-de açucar e congeneresDinheiro para trem bala e olimpiadas tem,para saude e educaçao nao chega a 5% do PIB..TUCANOS e PEtistas morrerao abraçados no lamaçal que se avizinha.XÔ PSDB,PT e corja de politicos insensiveis,canalhas e deleterios ao país.
Parafraseando a bíblia emNINIVE: Que caia uma tempestade de RAIOS sobre eles e preserve so os justos que nao passa de 1% no País!!!!

Responder

    Miuxo

    06 de julho de 2011 às 07h09

    Lá vem os desmiolados!
    É impressionante seu tipo de comentário
    afff

Polengo

05 de julho de 2011 às 22h34

Ela fez muito bonito da primeira vez.
Aí vem um monte de urubu querendo tirar casquinha. Se lascaram, bem feito a eles.
A professora deu de mil a zero neles.

E eles não aprenderam a lição.

Responder

Tânia

05 de julho de 2011 às 22h33

Deveríamos fazer como antigamente: levantarmo-nos e aplaudir a professora. Parabéns!

Responder

Leonardo

05 de julho de 2011 às 22h29

Essa Amanda aí é aquela passou um final de tarde na Globo em companhia do Faustão e agora não recebe um prêmio?

Acho que ela vai querer sair candidata nas próximas eleições, anotem.

Responder

    SILOÉ -RJ

    06 de julho de 2011 às 01h45

    Ela se aproveitou dessa mídia para divulgar a sua luta, e caso ela queira, é um direito dela se candidatar.
    Parabéns AMANDA, que a sua conduta sirva de exemplo para que jovens de fibra desse país ergam também a sua voz na luta por um país melhor.

    João Bahia

    06 de julho de 2011 às 05h46

    Ao que tudo indica, seria grande ganho para a sociedade ter uma pessoa assim como candidata e – espero – eleita a algum cargo público…

    Julio Silveira

    06 de julho de 2011 às 08h40

    Pois ela deveria realmente sair. Precisamos confiar que tenha gente que faz as coisas por ideal, e que nem todos possam querer estar na politica para se dar bem. Essa sua posição deve ser um incentivo a que coloquemos nos postos de decisão do Brasil pessoas realmente interessadas em mudá-lo para melhor.
    Enquanto duvidamos de suas boas intenções colocamos a escumalha para legislar e dirigir a nação ou será só preconceito pelo metro que usamos para nós?

    César Augusto Sandri

    06 de julho de 2011 às 09h41

    Tomara que saia mesmo!!

    Alexandre

    06 de julho de 2011 às 10h29

    Tomara!

jamilton

05 de julho de 2011 às 22h25

É uma ação linda que merece repercussão igualmente ao seu discurso no plenário em RN. Uma pessoa que não se deixa vencer pelo ego. Seu ideal de luta é maior. Pessoas como a Professora Amanda Gurgel nos orgulha e mostra que o caminho que seguimos é o certo. Eu me solidarizo com ela por ser brasileiro e também por pertencer a classe de educador.

Responder

Wendel

05 de julho de 2011 às 22h10

Simplesmente PARABÉNS PROFESSORA AMANDA GURGEL!
Tenha certeza, você fêz e faz a diferença nesta faufna em que se transformou a humanidadde, com poucas e raras exceções!
Pessoas como vc é que nos fazem, ainda, acreditar no ser humano!

Responder

Rita

05 de julho de 2011 às 22h06

Amanda, quero você para Secretária de Educação do Estado de São Paulo. Preciamos da verdade que você estampou. Vivemos uma mentira diária… cometemos crimes hediondos contra nossas crianças e jovens que "pensam" que a escola serve para alguma coisa… Que pena!!!

Responder

Gerson Carneiro

05 de julho de 2011 às 22h02

Nordestinos de fé.

Bispo de Limoeiro do Norte-CE, dom Manuel Edmilson da Cruz, recusa comenda no Senado.

[youtube tAeef6Hfz4U http://www.youtube.com/watch?v=tAeef6Hfz4U youtube]

Responder

    Paulo Lomba

    06 de julho de 2011 às 03h46

    Esse juiz não é um petista.

    Aline C Pavia

    06 de julho de 2011 às 11h43

    Vire o disco, ou então confira sua dose de Haldol, deve estar descompensada.

    Gerson Carneiro

    06 de julho de 2011 às 12h02

    Tanto que tá confundindo "bispo" com "juiz".

    Panambi

    06 de julho de 2011 às 18h05

    Em vez do cérebro(tem?) deve usar a "lomba"….

Daniel Faria

05 de julho de 2011 às 21h39

Enquanto isso, nas minha escola (a "melhor" da cidade, logo a mais cara), os professores recomendam que a gente leia a Veja e o Globo…

Responder

Luiz Fortaleza

05 de julho de 2011 às 21h34

Muito bem, não se deixe cooptar por essa bajulação capitalista ridícula.

Responder

Luciano Prado

05 de julho de 2011 às 21h33

Enquanto isso o Merval Pereira e a Globo fazendo lobby para que o incompetente "escritor" de bobagens ocupe uma cadeira na desacreditada e decadente Academia Brasileira de Letras.

Sinal dos tempos.

Responder

Morvan

05 de julho de 2011 às 21h20

Boa noite.
Obrigado pelos créditos, e, claro pela publicação, Azenha. Os frequentadores deste blog merecem a repercussão do manifesto desta mestra de enormes envergadura e dignidade. Considere-se que a resposta dela, declinando da outorga, e fundamentando muito bem o porquê, pontue-se, há pego no contra-pé aqueles que pensavam que ela aceitaria tal comenda sem pestanejar. Penso que ela surpreendeu aos outorgantes. Vê-se que a profª Amanda Gurgel é peça rara, destas que não deixam que a vaidade se sobreponha ao seu quefazer.
Parabéns mais uma vez a ela e aos blogs sugíssimos do CAf e VOM.

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Paulo Lomba

    06 de julho de 2011 às 03h47

    Então tá bão.

Fabio_Passos

05 de julho de 2011 às 21h17

Sensacional.
Esta professora é uma gigante.

Deu uma aula prá esta "elite" crápula que costuma distribuir afagos entre si para fingir que contribuem… quando na verdade são o problema.

Responder

Thiago Machado

05 de julho de 2011 às 21h10

http://www.espacobanal.com.br/2011/07/amanda-gurg

Fiz também uma postagem no meu blog sobre. Como pesquisador do tema da Responsabilidade Social, aplaudo a iniciativa da professora.

Abr e té mais!

Responder

Aracy_

05 de julho de 2011 às 20h43

Cabe lembrar que PNBE significa Pensamento Nacional das Bases Empresariais. De fato, uma agremiação desse tipo não combina com o perfil da educadora Amanda.
Coerência é uma grande e rara virtude. Parabéns, Amanda.

Responder

josaphat

05 de julho de 2011 às 20h40

Tadinha, poderia ter aproveitado a oportunidade para largar a porcaria da educação. Idealista, sofrerá ainda muitas penas…

Responder

    Elton

    05 de julho de 2011 às 20h52

    É………não meça a educação dos outros pela sua………..

    josaphat

    05 de julho de 2011 às 22h17

    Eu sou mesmo bem maleducadinho.

    priscila presotto

    06 de julho de 2011 às 00h38

    Não ,vc é chato mesmo!

    josaphat

    06 de julho de 2011 às 17h52

    Bem, troll deve ser uma espécie já de sinônimo de o outro, né. Aquele que não bate palmas, nem continência, nem concorda. Mas se se derem ao trabalho de frequentar outros blogs, como o do Nassif, ou do PHA, entre outros, verão que o meu nick é o mesmo. Eu tenho é opinião pessoal. Não repito o que leio no PIG nem o que leio nos blogs sujos. A moça, sem dúvida, tem coragem. Mas, tadinha, vai sofrer muito…
    E vocês não passam de tolos que ainda acreditam em esquerdas e direitas.
    Boa sorte!

    SILOÉ -RJ

    06 de julho de 2011 às 23h32

    A gente acredita na luta por mais dignidade .

    Daniel

    06 de julho de 2011 às 08h47

    Mais um indício de que é um dos alter-egos da Carmem Leporace… Fora daqui, sua troll…

    El Cid

    05 de julho de 2011 às 21h36

    Ousadia, intrepidez e retidão marcam a personalidade da Professora Amanda, que nos faz acreditar na luta por justiça, igualdade e fraternidade…

    Gustavo

    05 de julho de 2011 às 21h41

    Quanto custa a sua mãe? Pago o dobro, entrega em casa?

    SILOÉ -RJ

    06 de julho de 2011 às 01h52

    Tadinho de você, que pelo visto não tem nem coragem de lavantar do sofá.

    Paulo Lomba

    06 de julho de 2011 às 03h50

    Ela poderia entrar para o PT e se tornar uma exitosa e bem de vida ""mensaleira""… ex sindicalista manda abrir garrafa de vinho de U$ 7 mil no Fazano.. dinheiro público mesmo… dinheiro do mensalão…

    Josaphat, ser honesto nesse país da república sindical se tornou uma heresia amigo.

    Aline C Pavia

    06 de julho de 2011 às 11h45

    Honestíssimo é o Serra, seu ídolo.
    Ou o Tancredo primo do Aécio vendendo liminares em MG.

    Genio da lampada

    06 de julho de 2011 às 20h23

    Cuidado, taxar os que 'não estão contigo,estão com o inimigo' é perigoso…

    Muita gente despreza o pt, mas não é por isso que não desprezam psdb,
    fhc/serra.

    Não é atacando que vão conseguir convencer alguém em 'duvida'.

    Daniel

    06 de julho de 2011 às 14h34

    Paulo Lomba = Josaphat = Carmem Leporace… Vejo que há um detrito de maré baixa aqui, um troll que só vem tumultuar e desvirtuar os comentários. Tem múltiplos nomes, mas uma mesma personalidade defeituosa. Vá tomar seus remédios, Carmem Leporace!

    Panambi

    06 de julho de 2011 às 18h07

    Isto deve se tratar com "bolinha de sinamomo"….

    Daniel

    06 de julho de 2011 às 08h46

    Se não tinha nada melhor pra comentar, josaphat (seguramente mais um dos inúmeros alteregos da Carmem Leporace) ficasse no seu bunker de troll com seu computador, monitorando suas várias redes pra infestar de comentários estúpidos.

    Zé Francisco

    06 de julho de 2011 às 15h55

    Pessoal, não coloquem nota no Josaphat, este -45 tá impagável rsrs.

Luka

05 de julho de 2011 às 20h36

E pensar que existem tantas Amandas Brasil a fora que não vendem os seus ideais. Isso sim é alentador.

Responder

GilTeixeira

05 de julho de 2011 às 20h35

Aplaudo em pé a Professora!
Bravo!
Bravíssimo!

Responder

Wendell

05 de julho de 2011 às 20h32

Prezado Azenha

Peço por gentileza, que leia e divulgue a resposta do reitor da Universidade de Brasília aos ataques da revista Veja. Obrigado.
Os links: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia….
e: http://www.unb.br/noticias/artigos/index.php

Responder

José Melquíades Ursi

05 de julho de 2011 às 20h23

Menina de tamanho enorme. Manifestações como a dessa professora-garota acalentam nossos sonhos de uma sociedade mais igualitária e justa. Parabéns a Amanda Gurgel. Como professor, emociono-me e sinto orgulho de tê-la como cidadã brasileira, na acepção integral do termo.

Responder

Marcelo Sales

05 de julho de 2011 às 20h21

Essa moça é o que de melhor aconteceu no Brasil ultimamente. Parabéns mais uma vez professora.

Responder

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