VIOMUNDO

Diário da Resistência


O historiador do futuro e o desejo de extinguir “essa raça”
Política

O historiador do futuro e o desejo de extinguir “essa raça”


06/05/2014 - 18h53

Adeus, PT

por Marco Antonio Villa

O Globo, 06.05.2014

Tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo.

A cinco meses da eleição presidencial é evidente o sentimento de enfado, cansaço, de esgotamento com a forma de governar do Partido dos Trabalhadores. É como se um ciclo estivesse se completando. E terminando melancolicamente.

A construção do amplo arco de alianças que sustenta politicamente o governo Dilma foi, quase todo ele, organizado por Lula no início de 2006, quando conseguiu sobreviver à crise do mensalão e à CPMI dos Correios.

Naquele momento buscou apoio do PMDB — tendo em José Sarney o principal aliado — e de partidos mais à direita. Estabeleceu um condomínio no poder tendo a chave do cofre. E foi pródigo na distribuição de prebendas. Fez do Tesouro uma espécie de caixa 1 do PT. Tudo foi feito — e tudo mesmo — para garantir a sua reeleição.

Parodiando um antigo ministro da ditadura, jogou às favas todo e qualquer escrúpulo. No jogo do vale-tudo não teve nenhuma condescendência com o interesse público.

A petização do Estado teve início no primeiro mandato, mas foi a partir de 2007 que se transformou no objetivo central do partido. Ter uma estrutura permanente de milhares de funcionários petistas foi uma jogada de mestre.

Para isso foram necessários os concursos — que garantem a estabilidade no emprego — e a ampliação do aparelho estatal. Em todos os ministérios, sem exceção, aumentou o número de funcionários. E os admitidos — quase todos eles — eram identificados com o petismo.

Desta forma — e é uma originalidade do petismo —, a tomada do poder (o assalto ao céu, como diria Karl Marx) prescindiu de um processo revolucionário, que seria fadado ao fracasso, como aquele do final da década de 60, início da década de 70 do século XX. E, mais importante, descolou do processo eleitoral, da vontade popular.

Ou seja, independentemente de quem vença a eleição, são eles, os petistas, que moverão as engrenagens do governo. E o farão, óbvio, de acordo com os interesses partidários.

Se no interior do Estado está tudo dominado, a tarefa concomitante foi a de estabelecer um amplo e fiel arco de dependência dos chamados movimentos sociais, ONGs e sindicatos aos interesses petistas.

Abrindo os cofres públicos com generosidade — e que generosidade! — foi estabelecido um segundo escudo, fora do Estado, mas dependente dele. E que, no limite, não sobrevive, especialmente suas lideranças, longe dos recursos transferidos do Erário, sem qualquer controle externo.

O terceiro escudo foi formado na imprensa, na internet, entre artistas e vozes de aluguel, sempre prontas a servir a quem paga mais. Fazem muito barulho, mas não vivem sem as benesses estatais. Mas ao longo do consulado petista ganharam muito dinheiro — e sem fazer esforço. Basta recordar os generosos patrocínios dos bancos e empresas estatais ou até diretamente dos ministérios.

Nunca foi tão lucrativo apoiar um governo. Tem até atriz mais conhecida como garota-propaganda de banco público do que pelo seu trabalho artístico.

Mas tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo. O cenário não tem nenhum paralelo com 2006 ou 2010. O desenho da eleição tende à polarização. E isto, infelizmente, poderá levar à ocorrência de choques e até de atos de violência.

O Tribunal Superior Eleitoral deverá ser muito acionado pelos partidos. E aí mora mais um problema: quem vai presidir as eleições é o ministro Dias Toffoli – como é sabido, de origem petista, foi advogado do partido e assessor do sentenciado José Dirceu.

Se a oposição conseguir enfrentar e vencer todas estas barreiras, não vai ter tarefa fácil quando assumir o governo e encontrar uma máquina estatal sob controle do partido derrotado nas urnas.

As dezenas de milhares de militantes vão — se necessário — criar todo tipo de dificuldades para a implementação do programa escolhido por milhões de brasileiros. Aí — e como o Brasil é um país dos paradoxos — será indispensável ao novo governo a utilização dos DAS (cargos em comissão). Sem eles, não conseguirá governar e frustrará os eleitores.

Teremos então uma transição diferente daquela que levou ao fim da Primeira República, em 1930; à queda de Vargas, em 1945; ou, ainda, da que conduziu ao regime militar, em 1964. Desta vez a mudança se dará pelo voto, o que não é pouco em um país com tradição autoritária. O passado petista — que imagina ser eterno presente — terá de ser enfrentado democraticamente, mas com firmeza, para que seja respeitada a vontade das urnas.

É bom não duvidar do centralismo democrático petista. Não deve ser esquecido que o petismo é o leninismo tropical. Pode aceitar sair do governo, mas dificilmente sairá do aparelho de Estado. Se a ordem de sabotar o eleito em outubro for emitida, os militantes-funcionários vão segui-la cegamente. Claro que devidamente mascarados com slogans ao estilo de “nenhum passo atrás”, de “manter as conquistas”, de impedir o “retorno ao neoliberalismo”. E com uma onda de greves.

A derrota na eleição presidencial não só vai implodir o bloco político criado no início de 2006, como poderá também levar a um racha no PT. Afinal, o papel de Lula como guia genial sempre esteve ligado às vitórias eleitorais e ao controle do aparelho de Estado. Não tendo nem um, nem outro, sua liderança vai ser questionada.

As imposições de “postes”, sempre aceitas obedientemente, serão criticadas. Muitos dos preteridos irão se manifestar, assim como serão recordadas as desastrosas alianças regionais impostas contra a vontade das lideranças locais. E o adeus ao PT também poderá ser o adeus a Lula.

Marco Antonio Villa é historiador

PS do Viomundo: Trata-se, obviamente, de wishful thinking. Do antipetismo doentio e cada vez mais agressivo que toma conta de amplas parcelas da classe média, que não se conforma com a invasão de seu espaço e com o fim da rígida hierarquia social. Para ela, de fato, o mundo está de pernas para o ar. Porém, não se pode negar o óbvio: a falta de coragem do PT para defender seu patrimônio político, inclusive com a criação de meios para fazê-lo, foi o que levou ao estado atual de coisas. A grande mídia demonizou diuturnamente o PT e os efeitos disso se disseminaram muito além dos bairros nobres das grandes metrópoles. Mas não nos esqueçamos das promessas descumpridas, do esgarçamento da coalizão governista e do desgaste natural de 12 anos no poder. Esta combinação pode, de fato, tirar Dilma do poder em outubro.

Leia também:

Venício Lima: Jornalão mente até sobre pesquisa de credibilidade





70 comentários

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Mário SF Alves

09 de maio de 2014 às 20h32

Ao FrancoAtirador:

Prezado Franco,

O enfrentamento disso:

O PT precisará fazer
um verdadeiro milagre
de comunicação direta.
Desta vez, o Lula só,
com toda a capacidade
política e retórica,
não conseguirá reverter
esse quadro dantesco
de Monopólio Informativo.
Tâmo Ferrado, Dilma Vana!
Neither God Saves The Queen,
Nor The King Saves The People.

Pode ser parcialmente feito a partir disso:

Campanha (pé de ouvido) de filiação partidária.

Todos no PT.

Responder

    Flores da Cunha

    12 de maio de 2014 às 19h45

    Quê iço, cumpanhêru!?

    EVAIR DA COSTA NUNES

    03 de junho de 2014 às 21h30

    Mário SF Alves considerando que estou sendo ameaçado por um usuário do Facebook de um processo por associá-lo à corrupção corruptos e coisa que o valha quando na verdade o que fiz foi ao fazer um comentário sobre as publicações, que ele compartilhava com as manchetes e/ou absurdos ou vilipêndios da grande mídia, associa-lo aos papagaios de pirata dos tucanalhas privateiros, criminosos de lesa-pátria e da Grande Imprensa Golpista; ou quando eu publicava um comentário sobre os tucanalhas, dizer aos coxinhas papagaios de pirata dos tucanalhas para terem, então a mesma vontade de comentar e compartilhar alguma verdadeira notícia sobre os tucanos e seus associados privateiros, criminosos de lesa-pátria, ou seja, tratar os que irão propagar as inverdades, calúnias ou absurdos sobre Dilma e sua administração como papagaios de pirata, ainda que de tucanalhas, ofende profundamente os coxinhas!!!!!!!!!!!!!!

Zé Brasil

09 de maio de 2014 às 19h50

A tática colocada em prática é por demais simples:-desmoralizar, desacreditar e reduzir o PT a partido nanico e sem voz, pois assim poderao roubar à vontade, pois tem o apoio e a cumplicidadade da mídia corrupta deste País e tẽm o judiciário na mão. E a arraia miúda está sendo emprenhada pelos ouvidos e vai se arrebentar neste acordo caracú na parte que todos sabem que lhes cabe e que não é bem tomar cerveja.

Assim sendo, todo e qualquer indício de roubos e crimes de lesa pátria desta quadrilha, se eles, montados nesta avalanche de denúncias e calúnias, tomarem o poder neste País, pois a questão em curso é um golpe, com a mesma cantilena de comunismo e corrupção de 64, desculpe-me Jornalista Azenha, estará fudido e mal pago.

Qualquer fato que for trazido á luz sobre esta verdadeira praga política será desqualificado pela mídia na base do quem acredita em ladrão? A roubalheira do bem público vai estar liberada e legitimada e, após tanto tempo fora da boca do cofre, vão levar até os talheres de plástico.

Responder

    Mário SF Alves

    11 de maio de 2014 às 15h33

    É hora de antevisão do processo. É hora de antever o futuro e de inundar o Brasil de informações sobre as os enfrentamentos políticos e conquistas dos governos eleitos sob a bandeira do PT.

    A exemplo do golpe de Estado de 64, não é prudente corrermos o risco de ter também essa parte da História sequestrada.

Francisco

09 de maio de 2014 às 15h19

Como chama aquele professor de Brasília que citou a moça do funk como “pensadora contemporânea”? Acho que ele perdeu a chance de citar alguém de mais peso, o tal do estori-a-dor tucano.

O sujeito é professor da UFSCar? Estamos feitos…

Responder

lula vescovi

09 de maio de 2014 às 11h55

que significa wishful thinking? aparelhamento via concurso público nunca tinha visto.onde eu estava que não fui chamado para essa barbada.

Responder

Carlos de Sá

09 de maio de 2014 às 10h32

Gostei da chamada “O historiador do futuro e o desejo de extinguir `essa raça´” e do PS do Viomundo. Não foi a toa que sou assinante deste “site”.

Responder

ZePovinho

09 de maio de 2014 às 08h39

Pelo fato da minha patroa ser historiadora,Azenha,já conheci uns pesos pesados da área no Brasil.É unânime o repúdio ao Marco Villa.O cara é ridicularizado em todos os aspectos.A sensação que me passam é que o Villa não tem estofo para se destacar na área e fica usando a mídia para se promover,aproveitando o anti-esquerdismo doentio no Brasil.Em suma,um oportunista que engana incautos.
Acho que Dilma pode perder muitos eleitores na faixa que vai dos 25 aos 30 anos.Justamente as pessoas que não lembram o que foi o ajuste liberal que os tucanos promoveram no Brasil dos anos noventa.Esse povo acha que capitalismo regulado por leis impostas pelos trabalhadores é capitalismo.Precisam passar uns cinco anos desempregados para aprender.

PS do Viomundo: Trata-se, obviamente, de wishful thinking. Do antipetismo doentio e cada vez mais agressivo que toma conta de amplas parcelas da classe média, que não se conforma com a invasão de seu espaço e com o fim da rígida hierarquia social. Para ela, de fato, o mundo está de pernas para o ar. Porém, não se pode negar o óbvio: a falta de coragem do PT para defender seu patrimônio político, inclusive com a criação de meios para fazê-lo, foi o que levou ao estado atual de coisas. A grande mídia demonizou diuturnamente o PT e os efeitos disso se disseminaram muito além dos bairros nobres das grandes metrópoles. Mas não nos esqueçamos das promessas descumpridas, do esgarçamento da coalizão governista e do desgaste natural de 12 anos no poder. Esta combinação pode, de fato, tirar Dilma do poder em outubro.

Responder

Urbano

08 de maio de 2014 às 21h35

Até para salvaguardar a Ciência História, faz-se necessário designar figurinhas do naipe de estoriador… assim ao nível de Trancoso…

Responder

    FrancoAtirador

    09 de maio de 2014 às 07h29

    .
    .
    É aí que percebemos, caro Urbano,

    o quanto a sociedade patriarcal

    pouco mudou no Brasil desde 1500.
    .
    .
    9.1.06
    Blog Beira Medieval – Portugal

    “Se pensas que és pequeno para fazer a diferença…
    tenta dormir num quarto fechado com um mosquito.”
    Provérbio africano, no editorial da revista “Recicla”

    Gonçalo Fernandes Trancoso, o primeiro contista português

    Pensa-se que Gonçalo Fernandes Trancoso nasceu na cidade de Trancoso, em Portugal, na segunda década do século XVI e que morreu em 1596.
    Viveu em Lisboa…

    Foi, historicamente, uma figura da literatura portuguesa e é considerado um dos primeiros contistas portugueses que juntou uma famosa coleção de narrativas lusitanas e ibéricas que circulavam oralmente na Idade Média.

    A sua obra teve grande sucesso, sofrendo múltiplas reimpressões até ao século XVIII.

    Além disso, a expressão “casos (ou contos, ou histórias) do Trancoso”, quase proverbial tanto no Brasil como em Portugal, prova até que ponto o nome dele tem sido popular no decorrer dos séculos. No entanto, a obra ainda é relativamente pouco conhecida do grande público.

    O LIVRO DAS ESTÓRIAS DE TRANCOSO

    Por Luíz Antônio Barreto, em Pesquise-Pesquisa de Sergipe/InfoNet

    Gonçalo Fernandes Trancoso viveu, em 1569, uma triste experiência de perder a mulher, dois filhos e um neto, vitimados pela peste que dizimou grande parte da população portuguesa residente em Lisboa.

    Ele próprio conta à Rainha, Dona Catarina, viúva do Rei Dom João III, sobre o seu martírio, bem como sua adesão ao mundo da imaginação, redigindo contos de aventura e estórias de proveito e exemplo, para os quais pede mercê, visando publicar um livro, em duas partes, justificando que “nenhum bem é perfeito, se não é comunicado.”

    Para Trancoso seu livro, dando gosto aos leitores, substituiria as lições.

    A primeira parte do livro, composta de 20 contos, parece ter circulado antes de 1575, quando saiu a primeira edição.
    É que os privilégios começam a ser dados em 1571, indicando que as partes do livro estavam prontas, as três, embora fossem editadas em volumes autônomos, até a reunião feita em 1596, provavelmente a primeira edição póstuma, reproduzida em 1624, edição tomada pelos estudiosos como de referência.
    A edição de 1575, feita em Lisboa pelo livreiro Antonio Gonçalvez, permaneceu desconhecida, até ser descoberta entre os livros doados pelo historiador e diplomata brasileiro Oliveira Lima, em 1928, à Biblioteca da Universidade Católica da América, nos Estados Unidos.

    Oliveira Lima deve ter adquirido o volume dos “Contos e Histórias de Proveito e Exemplo”, edição de 1575, da Livraria da Condessa de Azambuja, em 1910, quando estava em Lisboa para a abertura do Curso de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras, ocasião em que houve um grande leilão de livros.
    A edição foi tão ignorada que Menendes Pelayo duvidou da sua existência e João Palma-Ferreira utilizou a edição de 1624 para proceder a reedição da obra (Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1974).
    Já em 1982 o mesmo organizador Palma-Ferreira preparou, para a Biblioteca Nacional de Lisboa, a edição fac-similada da primeira edição.
    A edição de 1575 contém duas partes, a primeira com 20 contos e a segunda com 11 contos. Na edição de 1624, no entanto, a primeira parte reúne 19 contos e a segunda parte 9.
    Da primeira parte o conto que falta é o 11º, que tem como título: Que nos mostra como os pobres com pouca coisa se alegram.
    Da segunda parte estão fora da edição de 1624 os contos VIIº – Que nos contentemos com o que alcançamos e que perseverando em serviço de Deus se ganha o reino, e Xº – Que nenhum arme traição contra o Rei, ainda que seja doutro reino. O mérito da edição de 1624 é o de incorporar os 10 contos da terceira parte. São, então, 41 contos, ao todo: 20 da primeira parte, 11 da Segunda, 10 da terceira. É preciso fazer uma nova edição, com todos os contos, ampliando e completando a edição inicial e corrigindo a edição de 1624.
    Para Portugal e para o Brasil o livro de Trancoso é essencial, com suas sentenças, seus provérbios, refletindo mais do que um estado de espírito pessoal, uma época, com seus costumes, controles, e moral vigente.

    O livro está recheado de ditos como estes:
    Antes que cases olha o que fazes;
    A moça virtuosa Deus a esposa;
    Não te rias de quem passa;
    Quem mal fala, mal ouve;
    Os que zombam dos feitos alheios,
    dão ocasião que lhes descubram os seus;
    Sempre é mau ser zombado, na barca pior;
    Dar o seu a seu dono;
    Olhe cada um para si;
    O que Deus permite que seja,
    ninguém o pode estorvar;
    A mulher honrada sempre deve ser calada;
    O bem ganhado se perde,
    mas o mal ele e seu dono;
    O néscio calado por sábio é contado;
    Tudo o que Deus faz é por melhor.

    Há, no livro, uma bela gloza, feita com o mote
    “Por tirar do cativeiro/ Quem me cativou a mi”:

    Na Lusitânia nasci
    Ora vivo forasteiro
    Por tirar do cativeiro
    Quem me cativou a mi.

    E continua:

    “Eu sou quem na Berberia
    Comprei a Garça Real
    Trouxe-a livre a Portugal
    E perdi minha alegria

    E resultou-me daqui
    tormento grave, excessivo,
    Porque tirei de cativo
    Quem me cativou a mi.

    Desci a tanta baixeza
    Porque pus meu coração
    Na suma da perfeição
    Que tem estado a alteza

    Perdi lembrança de mi
    Deixei de ser cavaleiro
    Por tirar de cativeiro
    Quem me cativou a mi.”

    Um dos contos da primeira parte do livro é, na verdade, um ABC, escrito para uma mulher analfabeta, de mais de 20 anos.

    Para Trancoso a mulher deveria antes rezar a Saudação Angélica e o Padre Nosso para aprender a ler, e que seu ABC era para ser aprendido de cor e sabido, pois ele ensinaria mais que o necessário e que, ao incorporar a sua leitura saberá “mais letras” que todos os filósofos.

    Eis o teor do ABC, contido na carta datada de Lisboa, a 3 de abril de 1570:
    A, quer dizer que seja Amiga de sua casa;
    B, Bem quista na vizinhança;
    C, Caridosa com os pobres;
    D, Devota da Virgem;
    E, Entendida em seu ofício;
    F, Firme na Fé;
    G, Guardosa de sua fazenda;
    H, Humilde a seu marido;
    I, Inimiga de mexericos;
    L, Leal;
    M, Mansa;
    N, Nobre;
    O, Onesta;
    P, Prudente;
    Q, Quieta;
    R, Regrada;
    S, Sisuda;
    T, Trabalhadeira;
    V, Virtuosa;
    X, Xpaã (Cristã) e
    Z, Zelosa da honra.

    Pelos provérbios e pelo ABC se tem uma idéia dos conceitos e regras dominantes no século do descobrimento do Brasil e dos primeiros passos da ocupação da terra, colonização, e outras providências que representaram a expansão marítima dos portugueses.

    O livro de Trancoso não é obra de recolha, original e popular. É uma obra que mistura o dizer comum, com a criação intelectual que circulava em Portugal, procedente principalmente da Itália e da França.

    E talvez mesmo pela sua riqueza de exemplos, foi editado seis vezes durante o período da dominação espanhola, (1585, 1589, 1596, 1608, 1624, e 1633) caindo, mais tarde, no esquecimento, sem que seu autor perdesse o nome.
    Ao contrário, Trancoso passou a ser o patrono das coleções de contos populares.
    Ainda hoje, no meio do povo, para se ouvir uma narrativa universal, guardada no interior do Brasil, basta pedir uma “Estória de Trancoso”.

    (http://www.infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id=8279&titulo=Luis_Antonio_Barreto)

    FrancoAtirador

    09 de maio de 2014 às 07h30

    http://beiramedieval.blogspot.com.br/2006/01/gonalo-fernandes-trancoso-o-primeiro.html

Luiz

08 de maio de 2014 às 21h14

Primeira vez que leio algo deste senhor. Credo!É o verdadeiro samba do afrodescendente doido (atualizei o título da música para evitar ser chamado de preconceituoso.Rsrs).
“Para isso foram necessários os concursos — que garantem a estabilidade no emprego — e a ampliação do aparelho estatal. Em todos os ministérios, sem exceção, aumentou o número de funcionários. E os admitidos — quase todos eles — eram identificados com o petismo”.
Acreditar nisto é o mesmo que acreditar, também, que os que se identificavam mais com o PT eram mais preparados que os demais.
Certamente ele não estava com os pés na terra quando escreveu tal idiotice.

Responder

    Edmilson

    10 de maio de 2014 às 10h27

    E, como os concursados são “petistas”, o pobre Aécio será “obrigado” a recorrer a comissionados para poder governar. Ou seja: deixa-se de fazer o democrático concurso público (obrigatório pela Constituição e uma das poucas formas de verdadeira mobilidade social no Brasil de hoje), e adota-se o QI (quem indica), como regra para admissão no serviço público. Pasme, para esse historietador, aparelhar o serviço público é fazer concurso; inchar a máquina de comissionados, como sempre fazem os tucanos, não…

Edgar Rocha

08 de maio de 2014 às 18h47

Historiador… ele conseguiu o doutorado na FFLCH USP, né? Precisa dizer mais? E se perguntarem sobre a qualidade da instituição pra um aluno ou professor de lá, sempre vão citar o Florestan, o Sérgio Buarque, o Braudel… O passado faz a fama o presente se forma na cama. É pra isto que estudam História: autodefesa.

Responder

Joca de Ipanema

08 de maio de 2014 às 18h19

Porquê o Sr. Vila se investe do título de Historiador, para fazer um artigo o qual não nem nada de cientificamente comprovado. Essa “história” é a que ele vê, com o tal de whishfull thinking. Ou seja, tô doido prá que seja assim.

Responder

Elias

08 de maio de 2014 às 13h35

“A petização do Estado teve início no primeiro mandato” Marco Antonio Villa

Só esqueceram de avisar as crianças. ah!ah!ah! “petização”.

Conta outra história, tio Marco.

Responder

FrancoAtirador

08 de maio de 2014 às 12h26

.
.
MAIS UMA ESTÓRIA DO VILLÃO VÍXIFÚL TÍNQUIM

WISHFUL THINKING (expr.)

É uma expressão idiomática inglesa
que, por ser de difícil tradução,
é utilizada na língua portuguesa
para dar idéia de auto-engano,
auto-sugestão, desejo, fantasia;
subjetivismo; falta de realismo.

Em maior escala e abrangência, significa
trocar os desejos pessoais por realidades
e tomar decisões ou expressar pensamentos
baseados mais na vontade individual
do que em fatos ou na racionalidade.
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 14h49

    “Em maior escala e abrangência, significa trocar os desejos pessoais por realidades.”
    ___________________
    Essa parece ser a mais apropriada. Literalmente.

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 14h50

    Ou… literalmente, apropriação indébita [até] da História.

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 14h55

    Em síntese:

    Villa, o historiador que profanou o Templo ao tentar roubar e desconstruir a História. Almino Afonso que o diga.

    FrancoAtirador

    09 de maio de 2014 às 01h09

    .
    .
    Esse estoriador Villão não vale (sic)

    nem os tais “dois tostões de mel coado”

    que o FHC pegou pela Vale do Rio Doce.
    .
    .

Mardones

08 de maio de 2014 às 11h41

O resposta que o PIG, a direita e suas vítimas ainda não tem:

Como transformar os menos de 30% de intenções de votos da direita em maioria?

Responder

Mário SF Alves

07 de maio de 2014 às 21h52

Afinal, que tipo de ácido caras como esse tal de Villa, verdadeiro híbrido de Olavo de Carvalho com Reinaldo Azevedo, andam usando?

É… a coisa tá braba! Pelo visto os patrões andam cobrando além da capacidade de resposta desses coitados.

Responder

    Luís Carlos

    08 de maio de 2014 às 19h58

    O ácido? Só se for sulfúrico. Fez buracos por todos os lados e o cérebro e o senso do ridículo se perderam.

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 21h15

    Pensei num lisérgico. Vencido, óbvio.

    Luis Carlos,

    Tô perplexo com esse sujeito. Como é que um fulano deste pode se autointitular historiador?

    É muita arrogância. É muito desrespeito para com a História. E, fundamentalmente, é muito desrespeito para com o povo.

    O sujeito acredita mesmo naquela falácia neoliberal que andou quase decretando da morte da História.

    Aliás, se dependesse dele… só teríamos estória.

    É um estoriador, portanto.

Mário SF Alves

07 de maio de 2014 às 18h24

Ângela Casé disse:

“Que historiador!! Nem embasa o que afirma. Concursados se identificam com o PT?? Se é concurso, é impessoal, MANÉ!!! Se é processo seletivo, que permitiria simpatias, não tem estabilidade e o “futuro presidente” pode demitir quando quiser para governar em paz. Esse cara é pirado ou mente deliberadamente, porque sabe que seus leitores não vão checar p* nenhuma…”
______________
A fala do Villão é logicamente insustentável; falaciosa do início ao fim.

Será que já é produto ou rebordosa daquele embate com o Almino na Roda-Morta?
________________________________
Do PS do Azenha:

Parece qua a tática do desespero é ainda pior do que o wishful thinking. Parece que a coisa une o wishful thinking com o brain washhed.

Acho que o que ele pretende mesmo é exterminar a História.

O Villa é um transgênico. A exemplo do GENE TERMINATOR introduzido nas sementes produzidas pelas Monsantos da vida, enxertaram no Villa o Gene Terminator da História.

Ingênuo é que ele não é. Portanto é a desonestidade que mata o pensamento de caras como ele. Vá ser tendencioso assim lá nos quintos:
“Tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo.”

A mídia fora da lei tem seu apogeu para e com a ditadura militar. Se não me engano tá aí ate´hoje. Tanto é q cadê o fim? Cadê o fim do autoritarismo midiático?

Responder

Colombo

07 de maio de 2014 às 16h42

“Parodiando um antigo ministro da ditadura, jogou às favas todo e qualquer escrúpulo. No jogo do vale-tudo não teve nenhuma condescendência com o interesse público.”

Que tentativa mais torpe de ligar Lula a um ministro da ditadura.
Se queria falar em escrúpulos por que não lembrou de um outro ministro, este tucano, que confessou não te-los?

Trecho de matéria na folha de SP de 03 de setembro de 1994:

“Ricupero diz ajudar FHC, esconder inflação e confessa não ter escrúpulo

DA REPORTAGEM LOCAL E DA AGÊNCIA FOLHA

O ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, disse não ter escrúpulos de esconder o índice da inflação quando a taxa é desfavorável ao governo.
“Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde”, disse ele a respeito do IPC-r, o índice que reajusta os salários.
A declaração do ministro foi feita durante uma conversa reservada com o repórter Carlos Monforte, da Rede Globo, em Brasília.
A conversa ocorreu por volta das 20h30 de anteontem. Monforte e Ricupero aguardavam o horário de gravar uma entrevista.
A conversa foi captada por telespectadores que utilizam antenas parabólicas.”

Responder

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 13h54

    Maravilha. Bem lembrado. Acho que é por isso que eles insistem tanto em assassinar e reeditar a História.

Valmont

07 de maio de 2014 às 16h23

Um sujeito que escreve um livro sobre a “revolução de 1932” não merece qualquer crédito.

O que me espanta é saber que esse cara, que demonstra tamanho despreparo intelectual, obteve títulos acadêmicos!…

Uma vergonha para a academia que os concedeu. Fica a lição para a banca que aprovou esse aluno medíocre e fanfarrão.

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Sergio Silva

07 de maio de 2014 às 14h04

Só sei de uma coisa: um dia a lei do “Controle Remoto” ainda vai erradicar a esquerda do Brasil.

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dinarte

07 de maio de 2014 às 12h28

Foram necessários concursos -que garantem estabilidade no emprego- e a ampliação do aparelho estatal…….E os admitidos- quase todos eles eram identificados com o petismo.
Como todos os tucanalhas vivem apregoando que os petistas e simpatizantes são ANALFABETOS,das duas uma ,ou ele está insinuando que todos os concursos foram fraudados( SE ELE TEM PROVAS DE QUE ISSO ACONTECEU,MOSTRE-AS AO MP PARA AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS)ou ele está simplesmente admitindo que os TUCANALHAS SÃO MAIS ANALFABETOS QUE OS PETISTAS.

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    Sergio Silva

    07 de maio de 2014 às 13h58

    Como sempre as ideias desses articulistas da direita raivosa não tem coerência nenhuma. O negócio deles é dizer o que causa mais impacto num determinado momento, se logo em seguida precisar dizer o contrário, nem se preocupam. Aí, de alguém criticar a falta de lógica e de coerência das ideias dessa turma, automaticamente é transformado em petralha financiado.

Gilberto

07 de maio de 2014 às 11h39

E eu que pensei que o Prof. Hariovaldo fosse um personagem de ficção…

Responder

Sidnei

07 de maio de 2014 às 11h38

Em 2012, no “Entre Caspas” (como diz PHA), esse cidadão previu que o Haddad sequer iria para o segundo turno em São Paulo.
Paro por aqui.

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Leo V

07 de maio de 2014 às 11h23

Quando li o titulo achei que era sobre o Bornhausen.

E a propósito, foi o partido dele que praticamente se extinguiu.

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Vinicius Garcia

07 de maio de 2014 às 11h22

Li o texto e não vi nada de novo, parece até com os comentários de internet. Quando será que eles terão um mínimo de originalidade?

Responder

Fabio Silva

07 de maio de 2014 às 09h09

E é aí, com as bençãos da elite paulistana – aquela que tem nojo de “gente diferenciada” – que o PiG insiste em manter o PSDB em SP sob o lema “São Paulo é meu país”.

Cria um elo entre o preconceito de origem (contra nordestinos ou contra tudo o que não é paulista) e o preconceito de classe (anti trabalhador, trabalhismo e PTismo), vide o título desse matéria sem vergonha do Estadão (07/05/2014): “Dilma critica São Paulo por falta de água”.

É quase um “Anauê, paulistas de 400 anos!”. Ou “a estrangeira-guerrilheira-comunista critica a Raça Forte!”

Responder

Julio Silveira

07 de maio de 2014 às 09h02

Eu espero que se Dilma conseguir transpor esse muro, que teve muitos tijolos doados por ela mesma, não faça como fez como primeiro ato de sua conquista, ir visitar a Folha, lhes outorgando um respeito e uma sobrevida representativa imerecida. Com a globo a mesma coisa, esse grupo que escamoteia a verdade até sobre as suas contas. A Dilma que se cuide doravante, seu cargo cheio de representação e simbolismos empresta muita credibilidade, e ela não deveria se equivocar como o fez em minha modesta opinião, amparada por um dito popular cheio de sabedoria que diz “quem muito se abaixa expõe os fundilhos”. Deveria mostrar ao público que prestigia em primeiro lugar quem foi importante para sua trajetória, para sua vitoria. Não fez, pelo menos que me lembre, com os blogueiros sujos pó exemplo, que parecem ser como aqueles amigos que só merecem reconhecimento na clandestinidade, como se não fossem mais merecedores até. A coisa boa da democracia, que muitos, até do nosso lado, esquecem e que não há necessidade de se confraternizar com inimigos, quem instala o dirigente no poder é o povo, e é a ele que devem satisfação, mas dirigente inteligente deve saber quem foram os que lhe possibilitaram esse acesso, e a eles ter reconhecimento. Que esta guerra desde sempre declarada contra a quebra da cultura de preconceitos contra os mais frágeis desse pais sirva de lição para a Dilma na hora de escolher sua primeira mão a ser beijada.

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José Barbosa

07 de maio de 2014 às 08h51

Nuca vi tanta besteira dita num único texto. Este cara está mais para Nostradamus do que para historiador.

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Christian Fernandes

07 de maio de 2014 às 08h49

Avisem para este lesado que o contrato da Camila Pitanga com a CEF se encerrou em Março. E que incitação ao ódio dá cana e indenização.

O historiador do futuro está com dificuldade de compreender o presente. De resto, o mesmo choruminho de sempre, sofismas cada vez menos sofisticados. A acompanhar, claro, as necessidades e capacidades de sua plateia.

Responder

    Christian Fernandes

    07 de maio de 2014 às 12h41

    ADENDO:

    Gostei de saber que tem livro novo do Azenha e do Amaury Ribeiro Jr. a caminho!

    FrancoAtirador

    09 de maio de 2014 às 11h03


    http://blogdojuca.uol.com.br/2014/05/exclusivo-o-primeiro-capitulo-de-o-lado-sujo-do-futebol

Francisco do Ceará

07 de maio de 2014 às 01h55

A propósito do “historiador Villa” é oportuno rever o que o Sr. Almino Afonso, quando foi entrevistado no Programa Roda Viva, retrucou e mostrou ao impertinente “historiador-participante-entrevistador” como ele deveria escrever História. O VIOMUNDO selecionou partes da entrevista publicados em 4 de abril passado, que poder ser vistas no anexo.
https://www.viomundo.com.br/politica/roda-vida-os-golpes-de-almino-afonso-nos-entrevistadores.html

Responder

Bacellar

07 de maio de 2014 às 01h47

Wishful or cynical.No doubt.

Responder

Carlos N Mendes

06 de maio de 2014 às 23h16

Não foi esse cara que ganhou fama escrevendo livros que escarneciam de nossa história? Parece um padrão de nossa direita – ‘vira-latisar’ o Brasil e os brasileiros. Cuspo nessa gente.

Responder

Silvestre

06 de maio de 2014 às 23h11

Ah… é sobre o Villa.
Estou me lembrando ele e apenas quero dizer que passei por aqui mas não darei audiência. Ele pode fazer a vontade, perde tempo quem quiser.

Responder

Sergio Silva

06 de maio de 2014 às 23h07

Esse cara é impressionante. De cada dez palavras que ele fala pelo menos 4 são referentes ao mensalão(o do PT, é claro), independente do tema discutido.

Responder

    Bárbara de Pindorama

    07 de maio de 2014 às 14h25

    O que os alunos dele pensam dele?

    Alberto Nasiasene

    08 de maio de 2014 às 10h40

    Deve ser proibido pensar autonomamente nas aulas dele (a não ser que seja repetir o pensamento do professor). Mas será que há alunos nas salas dele?

Elder

06 de maio de 2014 às 22h59

O que mais me impressionou neste post foi o PS do Viomundo.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de maio de 2014 às 21h41

    Tudo a ver…

Mauro da Silva Noffs

06 de maio de 2014 às 22h15

Olha que se a tucanada perder a eleição em S.Paulo e Minas, o que não está nada difícil,a previsão do Villa se realiza ao contrário:Fecha o PSDB.

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Luiz Pereira

06 de maio de 2014 às 22h14

O Villa manifestou seu ódio ao PT utilizando seu conhecimento político do Brasil, contudo abraça um partidarismo odioso, seria crível se usasse da mesma medida para avaliar as falcatruas do PSDB durante a era FHC. Deixou a especialização em história para se dedicar às previsões futurísticas. Se com PT está ruim certamente com o PSDB deverá piorar, como Mãe Dinah o Villa é muito fraco. Provavelmente o encantamento com o estrelato no PIG esteja acariciando o pecado do orgulho e repondo as perdas salariais ocorridas durante o governo do qual ele não quer apontar as verdadeiras aberrações.

Responder

valdecir

06 de maio de 2014 às 22h00

Estou convencido que os piores tipos de mentira são dois: a deslavada e a contada por Villa.
Cito alguns exemplos:

– Villa fala do aparelhamento do Estado por meio de contratações mediante promoção de concursos públicos. O professor deve pensar que os petistas são diabolicamente preparados para vencer os concursos. Tucano não vence concurso…

– Mas suponhamos que o PT seja derrotado nesta campanha (Villa está convicto de que o será)? O partido vitorioso não conseguirá governar, uma vez que o PT aparelhou o Estado mediante concurso. Ou seja, os militantes petistas aninhados no estado gozam de estabilidade. A solução apontada por Villa é genial: “Aí — e como o Brasil é um país dos paradoxos — será indispensável ao novo governo a utilização dos DAS (cargos em comissão). Sem eles, não conseguirá governar e frustrará os eleitores”. Um gênio!!!

E o cara é professor da Universidade Federal…

Responder

    Luís Carlos

    08 de maio de 2014 às 22h26

    Ele prega o aparelhamento do Estado pelo PSDB, de forma descarada, mas aponta o dedo para o PT afirmando que aparelhou com concursos. Neoliberalismo na veia!

Mauro

06 de maio de 2014 às 21h12

Textos como estes,apresentam um pensamento de avaliação do PT,tão mesquinho que nos da a Certeza que o PT será o Grande Vencedor das eleições,garantindo assim o predomínio das políticas de distribuição de renda e consequentemente o aumento do consumo e espaço do Povo Brasileiro.
Voto DILMA VOTO PT VOTO BRASIL .

Responder

Luís Antônio Mariano

06 de maio de 2014 às 21h03

Ué, a mãe Dinah ainda está viva?

Responder

    Gilberto

    07 de maio de 2014 às 11h41

    Morreu, mas ganhou substituto à altura… rsrsrs

Urbano

06 de maio de 2014 às 20h41

Deu-me asco logo no preâmbulo da filla de asnices…

Responder

Fabio Passos

06 de maio de 2014 às 20h35

adeus PT?
Vindo do PiG-psdb… parece nota de suicídio.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de maio de 2014 às 13h52

    Tamém acho.

    E que despedida sofrida, né não? Adversário assim, bom de briga, desses que esfregam na cara deles o que é ser competente e como é fazer política de verdade, eles não acharão nunca mais nessa vida. Nem na outra… se houver.

Alexandre Soares

06 de maio de 2014 às 20h32

O Marco Antônio Villa, sempre bom lembrar, é o nosso equivalente a aqueles “historiadores” revisionistas que defendem que o holocausto na II Guerra nunca aconteceu e que só são endossados pelos que já são nazistas mesmo. E como alguém fez o favor de lembrar, ele é filiado ao Instituto Millenium, o que já diz tudo.

Responder

Preto Velho

06 de maio de 2014 às 20h29

Além de “historiador do futuro” é também onisciente, pois sabe o alinhamento político de cada um que passou em concursos nos últimos 10 anos.

Também é deficiente visual, pois atribui ao PT (assim como faz o tio Rei e os outros sabujos) um status autoritário – sendo que quem aprovou a reeleição foi FHC, o Príncipe dos Ociólogos, e sua trupe de deputados acreanos muito bem-pagos.

Responder

Isabela

06 de maio de 2014 às 20h15

Eu me lembrei da entrevista do Almino Afonso do Roda Viva: ali a máscara do Villa caiu por terra, lindamente. Tornou-se o ilusionista oficial da oposição raivosa. Eu não sou petista, trabalho pro Estado e defendo diariamente as políticas públicas das agência governamentais, como Capes e CNPq, trabalhando em projetos financiados, mas também combatendo esse rancor cego de colegas e alunos. O trabalho é árduo, mas sou uma otimista em potencial. Como historiadora, tenho vergonha alheia….

Responder

Saint

06 de maio de 2014 às 19h34

Caro Azenha,
Publicar um texto do Marco Antônio Villa parece piada.Ainda mais, que
o cidadão é membro do Instituto Millenium.
Abs

Marco Antonio Villa
Marco Antonio Villa
Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), membro do corpo editorial do periódico “Estudos de História” e responsável pelo projeto de pesquisa “História da migração nordestina para São Paulo (1930-1980)”. É mestre em Sociologia e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). É autor dos livros: “A queda do império” (Ática, 1996), “O nascimento da República no Brasil” (Ática, 1997), “Vida e morte no sertão” (Ática, 2000), “Jango, um perfil (1945 – 1964)” (Globo, 2004), “1932 – Imagens de uma revolução” (IMESP, 2008), “Partido dos Trabalhadores e a política brasileira” (EDUFSCAR, 2009), “Revolução de 1932” (Imesp, 2010)”.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    06 de maio de 2014 às 19h39

    É importante saber como eles “intoxicam” a opinião pública com seu ódio. abs

    daniel

    06 de maio de 2014 às 19h52

    Intoxicação massiva

    FrancoAtirador

    09 de maio de 2014 às 04h41

    .
    .
    Reeditaram a tal ‘Rede da Democracia’, criada em 1963

    por João Calmon, Roberto Marinho e Nascimento Brito.

    Desta feita, muito mais articulada em todas as mídias

    e nacionalmente ramificada e interiorizada, como nunca.

    (http://www.arquivoestado.sp.gov.br/historica/materia.php?id=4&edicao=58)
    (http://www.uff.br/econ/download/tds/UFF_TD294.pdf)
    (http://www.waporbh.ufmg.br/papers/Luiz_Antonio_Dias_1.pdf)
    (http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Historia/dissertacoes/8silva_eduardo_dissertacao.pdf)
    .
    .
    O PT precisará fazer
    um verdadeiro milagre
    de comunicação direta.
    Desta vez, o Lula só,
    com toda a capacidade
    política e retórica,
    não conseguirá reverter
    esse quadro dantesco
    de Monopólio Informativo.
    Tâmo Ferrado, Dilma Vana!
    Neither God Saves The Queen,
    Nor The King Saves The People.
    .
    .

jbonifacio

06 de maio de 2014 às 18h56

sem comentários…

Responder

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