VIOMUNDO

Diário da Resistência


“Moro assume o papel de porta-voz da cultura da violência que Bolsonaro representa”
O coordenador do Grupo Técnico de Justiça, Segurança e Combate à Corrupção do Gabinete de Transição Governamental, Sergio Moro, anuncia sua equipe de trabalho. Foto José Cruz/Agência Brasil
Política

“Moro assume o papel de porta-voz da cultura da violência que Bolsonaro representa”


04/02/2019 - 19h08

Do twitter

Li o pacote anticrime do Moro: para quem esperava o Plano Real da Segurança, que viesse solucionar problemas relativos à criminalidade, letalidade policial, genocídio da população negra, superpopulação carcerária etc., as medidas anunciadas são frustrantes e contraproducentes. Fernando Haddad, ex-candidato do PT ao Planalto

O Brasil tem uma das polícias mais letais do mundo. A proposta de Sergio Moro não defende o policial que age em legitima defesa. É verdadeira licença para matar. Sinal verde para matar jovens negros. Paulo Teixeira, deputado federal, PT-SP

Moro lança pacote “anticrime” propondo a legalização da pena de morte praticada por policiais que matarem em serviço e comprovarem “medo, surpresa ou violenta emoção”. O Brasil já tem uma das polícias mais letais do mundo e o governo propõe licença para matar? Erika Kokay, deputada federal, PT-DF

Lamentável que ninguém da equipe do ministro Moro tenha lido a CPI das milícias. Poderiam ter aproveitado algumas propostas. Milícia não pode ser tratada de forma genérica. Marcelo Freixo, deputado federal, Psol-RJ

Nesse pacote anticrime, que o Moro tá apresentando, de pacote não tem nada. É pirotecnia. Ele propõe uma alteração sobre cumprimento de pena em 2° instância. Ou seja, ele está reconhecendo que Lula está preso de maneira ilegal, ja que ele tá preso sem condenação transitada em julgado. Zeca Dirceu, deputado federal, PT-PR

Moro assume o papel de porta-voz da cultura da violência de Bolsonaro representa. Inocentar os criminosos que alegarem “escusável medo, surpresa ou violenta emoção” é autorizar as polícias a atuarem como esquadrões da morte nas periferias. Nada além disso. Margarida Salomão, deputada federal, PT-MG

Projeto apresentado pelo Ministro Sérgio Moro representa o cerne do Bolsonarismo: a cassação das mais importantes garantias individuais. A possibilidade da pena ser barganhada entre Ministério Público e acusado prescindindo do devido processo legal. Manuela, ex-candidata a vice, PCdoB-RS

Só no estado do Rio de Janeiro, foram 1532 mortos por intervenção policial no ano de 2018. O que Moro faz agora é propor a legalização dessa conduta, tornando legal a execução sumária, ou seja, uma pena de morte sem direito a processo penal, legítima defesa ou apelação. Barbárie. Talíria Petrone, deputada federal, Psol-RJ

Moro é ambíguo e populista. O ministro propõe projeto de lei com penas mais duras para alguns tipos de crimes. Mas Onyx é ministro e réu confesso em Caixa 2 e Flavio Bolsonaro tem relações com as milícias. Ele faz média. Se cala quando o assunto atinge o próprio governo. Ivan Valente, deputado federal, Psol-SP

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9 comentários

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Jose Fernandes

07 de fevereiro de 2019 às 17h24

eu não sei o que acontece com a sociedade Brasileira,a classe mais baixa,.. ou foi muita novela e jornal nacional durantes anos, ou estamos vivendo uma inercia absurda a ponto de não nos mexer com tanta barbaridade, que está acontecendo e irá acontecer sub a tutela desse governo, ou a sociedade de baixa renda sempre foi assim…dormindo um sono profundo…….ou precisamos passar por isso mesmo ,vai vê que é destino divino…

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 17h17

íntegra do Projeto do Moro que libera a policiais
a Prática do Crime de Execução Sumária:

http://estaticog1.globo.com/2019/02/04/mjsp_projeto_de_lei_anticrime.pdf

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 17h09

Só falta o Moro reduzir a Maioridade Penal para 10 anos,
conceder porte de arma aos cidadãos Fascistas de bens,
para começar a abater as crianças na rua.

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 16h52

“Letalidade policial no Brasil já é alta,
e tende a aumentar com projeto de Moro”

No total, 5.144 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2017, 20% a mais do que no ano anterior

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/30/politica/1540926432_647859.html

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 16h03

Nº de Policiais Mortos em ‘Confrontos’ é pequeno
em Relação ao Número de Civis Mortos por Policiais.

https://i.postimg.cc/25zLYKMb/Civis-Mortos-x-Policiais-Mortos.jpg

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 00h12

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-89662018000100203#B008
[…]
Em 1962, já com a cidade do Rio de Janeiro – que perdeu o status de Distrito Federal com a transferência da capital para Brasília – transformada em estado da Guanabara, ocorreu um caso do qual muito se falou à época: o ‘caso Mineirinho’.
Quem foi Mineirinho? Hoje em dia é facílimo saber. Basta ir ao Google e digitar: ‘Mineirinho e Clarice Lispector’. Sim, Clarice Lispector!

Mineirinho foi, no começo dos anos 1960, um bandido carioca que virou o que, de quando em vez, a imprensa elevava à categoria de ‘inimigo público n° 1’ – e, portanto, tornava-se alguém destinado ao abate.
Foi abatido, em 1962 (isto é, dois anos antes de 1964…), com treze tiros.
Na ocasião, Clarice Lispector escreveu uma crônica impactante, da qual realço o seguinte trecho, uma irretocável pequena obra-prima:

“Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta; no quarto, desassossegada; o quinto e o sexto me cobrem de vergonha; o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror; no nono e no décimo minha boca está trêmula; no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus; no décimo segundo chamo meu irmão.
O décimo terceiro tiro me assassina.
[…]
Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela”.

O primeiro sentimento confessado por Clarice é ‘um alívio de segurança’, logo substituído por um ‘alerta’ ao som do terceiro tiro.
Mas não são todas as pessoas que chegam à lucidez da escritora a partir do quarto estampido.
No começo dos anos 1960, a maioria dos seus concidadãos (como ocorre ainda hoje) preferia não se colocar questões sobre o modus operandi que pôs fim à carreira de Mineirinho.
E a polícia carioca, resolvida a “limpar a cidade” sem prestar contas a ninguém, terminou protagonizando um dos episódios mais chocantes daqueles idos, o famoso “caso do Rio da Guarda”.

Carlos Lacerda era o governador da Guanabara, e o caso está relatado por ele mesmo em suas memórias:

“Certa vez leio na Última Hora que tinha aparecido boiando no Rio da Guarda […] o corpo de um sujeito amarrado com perfurações de balas na nuca e não sei mais o quê, e que um outro tinha sobrevivido e ido à delegacia […] e contado que a polícia o tinha levado para lá e atirado no rio” (Lacerda, 1978, p. 226).

Chamado para dar explicações, seu Secretário de Segurança esclareceu tudo.
Como o Rio atraía muitos mendigos de outras cidades, de vez em quando “eles [a polícia] dão uma limpeza assim na cidade e devolvem os mendigos para as terras de origem. […] Pagam a passagem de ônibus e o ‘cara’ vai embora, mas depois volta. E fica nesse eterno negócio” (idem, p. 227).

Esclarecida a história, Lacerda diz ter tomado a decisão de “abrir um inquérito sério”. Aparentemente, foi, pois é o próprio ex-governador que conta:

“E fomos bater no negócio, numa coisa trágica! Havia um serviço chamado Serviço de Recuperação de Mendigos, dirigido por um rapaz que tinha sido um modesto membro do gabinete […] do Juscelino, que também, evidentemente, não tinha culpa nenhuma nesse caso […]. E ele começou participando daquela história de mendigo pra cá, mendigo pra lá. Depois começou a fazer um pequeno ‘esquadrão da morte’, e com outros auxiliares agarravam o mendigo, iam para o Rio da Guarda; chegando lá, amarravam o sujeito, davam um tiro nele, jogavam o corpo dentro d’água e vinham embora” (idem, p. 227).

Como se vê, já havia iniquidade bastante na sociedade brasileira daqueles anos contra nossos desvalidos – bandidos ou não – antes que os militares empalmassem o poder e começassem a usar os mesmos métodos contra os inimigos do regime.

https://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=2097
.
Tropa Auxiliar do Exército…
Polícia Militar de 2ª Linha…
Essa História vem de Longe…

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tropas_Auxiliares_e_Mil%C3%ADcias_de_Portugal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Munic%C3%ADpio_Neutro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%A3o_Militar_da_Guarda_Real_de_Pol%C3%ADcia
Guarda_Policial_da_Província_do_Rio_de_Janeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Militar_do_Distrito_Federal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia_Militar_do_Estado_do_Rio_de_Janeiro

Responder

Zé Maria

04 de fevereiro de 2019 às 23h37

O ex-juizéco, ministréco Fascistão, quer instituir
inconstitucionalmente a Pena de Morte no Brasil.

Responder

João Lourenço

04 de fevereiro de 2019 às 19h28

Só gente boa dando opinião né?

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