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Diário da Resistência


Mino Carta: Nada assusta mais a direita do que demolir a senzala
Mello: "O boato do fim do Bolsa Família abriu a jaula. Ou a presidenta prende as feras ou pode vir a ser devorada por elas"
Política

Mino Carta: Nada assusta mais a direita do que demolir a senzala


09/02/2013 - 22h22

Mino Carta: Há momentos em que Dilma parece isolada. Foto: Wilson Dias/ABr

Mino Carta: Nada assusta mais a direita do que a tentativa de demolir a senzala

por Mino Carta, em CartaCapital

Nos seus derradeiros momentos como senador, Fernando Henrique Cardoso andava pelos corredores do Congresso acompanhado por Norberto Bobbio. Digo, carregava um ensaio do pensador italiano, a analisar um assunto veementemente provocado pela queda do Muro de Berlim: ainda vale falar de direita e esquerda?

A direita mundo afora decretava o fim das ideologias, enquanto a esquerda mostrava-se reticente. Bobbio entrou em cena e afirmou: nada disso, a dicotomia não se apaga, seria como pretender negar o bem e o mal, a luz e a sombra, a verdade e a mentira. E a verdade, no caso, é outra.

A tese de Bobbio pode ser resumida na seguinte ideia: é automática e naturalmente de esquerda quem se preocupa com os destinos dos desvalidos do mundo e se empenha pela igualdade. Recordam? Liberdade, igualdade, fraternidade. A liberdade por si só não basta à democracia, a igualdade é fundamental. Quanto à fraternidade talvez seja admissível substituí-la pela solidariedade.

A julgar pelo desvelo de ponta de dedos com que FHC carregava o livrinho (ia escrever, sobraçava, mas a obra é de porte modesto) me entreguei à suposição de que o futuro presidente da República rendia-se de bom grado aos argumentos do autor, a confirmar crenças pregressas. No entanto, pouco tempo após, soletraria: esqueçam o que eu disse.

À sombra de FHC presidente, o PSDB tornou-se um partido de direita. Em lugar de abrandá-las, acentuou as disparidades ao aderir à religião neoliberal e sujeitar-se às vontades e interesses do Tio Sam. Sem contar a bandalheira da privataria, a compra dos votos a favor da reeleição e o “mensalão” tucano.

Ao entrevistar o presidente Lula no fim de 2005, pergunto se ele é de esquerda, responde nunca ter sido. “Você sabe disso”, diz, ao recordar os velhos tempos em que nos conhecemos, já faz 36 anos. Jogo na mesa a carta de Norberto Bobbio, observo: “Você sempre lutou a favor da igualdade”.

Deste ponto de vista, há toda uma orientação esquerdista nas políticas sociais implementadas pelo governo Lula e hoje fortalecidas por Dilma Rousseff. E é de esquerda em mais de um aspecto a política econômica do governo atual, mais ousada do que a do anterior ao se desvencilhar das injunções neoliberais.

Nada irrita e assusta mais a direita brasileira do que qualquer tentativa de demolir de vez a senzala. É o que me permito explicar ao correspondente de um jornal americano, perplexo diante dos comportamentos da mídia nativa, sempre alinhada de um lado só. Digo: ela é o instrumento da casa-grande. O estupor do colega do Hemisfério Norte não arrefece: “Mas os governos Lula e Dilma produziram bons resultados para todos, senhores incluídos…”

Defronto-me, de súbito, com a dificuldade de aclarar uma situação incompreensível aos olhos do semelhante civilizado, capaz de usar, para medi-la, o metro próprio da contemporaneidade do mundo. E aos meus condoídos botões segredo: difícil, difícil mesmo, talvez impossível, trazer à luz da atualidade este cenário tão peculiar, de um país que viveu três séculos e meio de escravidão e que, de certa forma, ainda não digeriu o seu passado.

O jornalista americano arregala os olhos: “Mas como é possível que Dilma Rousseff tenha índices de aprovação elevadíssimos e sofra ao mesmo tempo o ataque maciço da mídia?” A presidenta, respondo, pretende erradicar a miséria… Logo percebo que a peculiaridade verde-amarela envolve o próprio governo. Há momentos em que Dilma parece isolada. Solitária. Ela é obrigada à aliança com o PMDB para garantir a maioria em um Congresso inconfiável e a postura do próprio PT é, no mínimo, dúbia. Falta ao Brasil desta hora um verdadeiro partido social-democrático, esquerdista no sentido de Norberto Bobbio.

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66 comentários

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Eduardo Guimarães: Barbosa pressiona STF para publicar logo acórdão do mensalão « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de março de 2013 às 23h26

[…] Mino Carta: Nada assusta mais a direita do que demolir a senzala […]

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MariaC

14 de fevereiro de 2013 às 17h49

Desde 1972, que foi quando aprendi minhas primeiras lições de política que ouço nos botecos da vida ” o socialismo não funciona pois existiu Stalin e este matou x pessoas” Façam-me o favor plebe ignara ou interesseiros de plantão, não me repitam essa asneira, por favor, pois terei uma crise de náusea ao ouví-la mais uma vez. Nunca disseram, seus sórdidos, que o capaitalismo produziu Hitler. e etc. etc etc. e não vou discorrer….

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prova de bala

14 de fevereiro de 2013 às 15h03

O lamentável que 10 anos de governo do PT a educação continua um lixo no brasil e a saúde sem comentários.

se não investirmos na educação de base, jamis iremos libertar nosso povo das trevas da ignorância.

reforma politica que é bom nada ,em minha opinião falta agenda pro governo Dilma,, fomos bem com o Lula, agora parece que o navio perdeu a direção.

sem falar que a mídia prefere a DILMA do que o LULA esse sim apanhava todo dia, já a Dilma é bem mais dócil e agradável pra tal casa grande.

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Eudes Gouveia

14 de fevereiro de 2013 às 00h02

O Elo de Ligação da Casa Grande com o PIG. Se nós entendermos o papel exercido pela Burschenschaft Paulista (Bucha), sociedade secreta (inicialmente estudantil) da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, de 1831 a 1930, quando começou a declinar, não estranhará a origem do PIG e de algumas correntes doutrinárias dominantes no pensamento e prática política nacional. TODOS os homens que exerceram a presidência da república durante a República Velha, exceto Epitácio Pessoa, foram bucheiros. Julio de Mesquita Filho foi um dos chefes. Após a derrota da Revolução Constitucionalista de 1932, deflagrada por bucheiros e que teve como epicentro a própria faculdade, Adhemar de Barros entrega a Vargas uma lista com o nome de bucheiros sob vigilância. Getúlio lê e comenta: “Não se pode governar o Brasil sem essa gente”. Pesquisem ‘Burschenschaft São Paulo’ no google e surpreendam-se. É o elo de ligação da casa grande com o PIG.

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Jair de Souza

13 de fevereiro de 2013 às 15h10

Quem acompanha os debates travados pelos comentaristas de Viomundo sabe das várias vezes em que nosso colega Luca K e eu demonstramos ter fortes divergências em nossas opiniões. Mas, não há como negar que os argumentos que ele expõe no seu recente comentário sobre o significado da mídia estadunidense e da europeia (assim como sobre Mino Carta) estão inteiramente de acordo com o que eu também penso. Para não ser repetitivo, quero disser que endosso por inteiro a essência do que ele aqui expressou.

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    Luca K

    13 de fevereiro de 2013 às 16h26

    Valeu Jair!
    ;-)
    Abs

sergio

13 de fevereiro de 2013 às 01h58

O pesadelo da máfia midiática e ver, cada vez mais distante,a possibilidade da volta do período neo-liberal, quando o País era uma verdadeira casa da mãe Joana.

ET: Quanto tempo mais levará Eduardo Campos para incorporar a letra D ao nome de seu partido? (hehe)

Responder

Jotace

12 de fevereiro de 2013 às 18h07

IMPERDÍVEL

Notáveis as críticas que faz a líder da Juventude Internacional Socialista, Beatriz Telegón, quanto ao comportamento da IS frente à crise sócio-econômica, no Congresso da IS em Cascais, Portugal. Vídeo (site abaixo) com o discurso completo. Jotace

Video Fuente: http://www.youtube.com/user/PostDigitalSpain?feature=watch

Responder

    Mário SF Alves

    13 de fevereiro de 2013 às 14h47

    “… La mayoría de vosotros no estáis contentos con lo que está pasando aquí (en España?); y ninguno de vosotros ha salido aquí a hablar de lo que está pasando.
    Como joven y responsable de los jóvenes, queremos una reforma de la Internacional Socialista y la queremos ya.
    No queremos que los pressupuestos de la Internacional sean uno de los misterios como las pirámides de Egito o la Trinidad. …”

    Beatriz Talegón.
    __________________________________
    “… La mayoría de vosotros no estáis contentos con lo que está pasando aquí…” Espanha?!!

    Mário SF Alves

    13 de fevereiro de 2013 às 15h10

    “… La mayoría de vosotros no estáis contentos con lo que está pasando aquí; y ninguno de vosotros ha salido aquí a hablar de lo que está pasando.
    Como joven y responsable de los jóvenes, queremos una reforma de la Internacional Socialista y la queremos ya.
    No queremos que los pressupuestos de la Internacional sean uno de los misterios como las pirámides de Egito o la Trinidad. …”

    Beatriz Talegón.
    ____________________________________
    “… La mayoría de vosotros no estáis contentos con lo que está pasando aquí…” Aquí, onde, Espanha?!!

Luca K

12 de fevereiro de 2013 às 14h24

Alguns pensamentos sobre o texto do Mino;
A imprensa brasileira é de fato de uma nota só e claramente tendenciosa contra o PT. Exemplo nítido disso é a forma como a imprensa trata a corrupção; PT e aliados implacavelmente atacados(inclusive factóides)e o PSDB muito mais poupado. A CC, apesar de muitos defeitos, faz um fundamental contraponto a essa realidade. Por outro lado, o Mino Carta, irritante e falsamente, costuma em seus textos, passar a idéia de q a imprensa brasileira é uma m****, de fato é, enquanto a imprensa americana/européia seria ótima. Verdade q lá há uma divisão, digamos, uma parte da imprensa americana apóia os Democ-rats e outra parte os “republicanos”. E daí? A imprensa americana é uma m**** tb, e muito mais nociva q a nossa. Uma vez q as diferenças importantes entre os 2 partidos americanos são insignificantes, com o mesmo 1% apoiando e, mais importante, selecionando os caras q concorrem à presidencia( para o povão então escolher um de seus fantoches, isto é, daqueles q ainda se dão ao trabalho de votar. Obama foi eleito com no máximo 30% do voto popular), a mídia americana é uma gatekeeper da plutocracia americana. Essa mídia, seja ‘conservadora’ ou ‘liberal’, regularmente engana a população tanto com relaçao a assuntos internos quanto à politica externa. E eh muito mais nociva q a nossa pois ela forma, er, deforma, opiniões mundo afora. O q digo eh q o debate por lá eh tb controlado. Os q ousam pisar fora das linhas estabelecidas pelos donos do poder, são banidos. O dr.Paul Craig Roberts chama a midia americana corretamente de Presstitute. A européia não eh tão melhor assim.

Bizarro tb, a cobertura internacional online da Carta Capital. Horrorosa,
frequentemente nada + q propaganda atlanticista regurgitada. Outro dia o Gianni Carta(filho do Mino?) escreveu elogiando a intervençao francesa no Mali, reclamava ele dos salafistas por lá, os mesmos salafistas q ele e o pavoroso Jose antonio lima, sob o manto honrado de “rebeldes”, apoiaram e apóiam na Líbia e na Síria. E vá vc escrever uma crítica bem feita no site da Carta… apagam rapidinho. Mais da metade das minhas msgs são apagadas por lá.

Responder

    João Vargas

    13 de fevereiro de 2013 às 16h27

    Nunca esquecendo que o Mino defendeu ferrenhamente a extradição de Cesare Battisti.Lamentável!

    Mário SF Alves

    13 de fevereiro de 2013 às 17h04

    “Uma vez q as diferenças importantes entre os 2 partidos americanos são insignificantes, com o mesmo 1% apoiando e, mais importante, selecionando os caras q concorrem à presidencia(para o povão então escolher um de seus fantoches, isto é, daqueles q ainda se dão ao trabalho de votar).”
    ____________________________________
    Eis aí o verdadeiro coração da crise, prezado Luca K.
    _______________________________________
    E quanto a isso não há jeito; não há solução. É coração irresponsavelmente fatigado, em organismo avesso a transplantes.
    ________________________________________________

    Resumo da ópera: ou revolta popular, ou depopulação criminosa (…) e/ou repressão de consciência.
    _____________________________________________________
    Sorte a nossa que ainda podemos pensar e sonhar
    ____________________________.
    E vamos juntos até – no mínimo – à descoberta da chave [coletiva] que nos permitirá desatar o nó górdio que atrela o Brasil ao insensato e desumano regime Casa Grande-BraZil-Eterna-…
    __________________________________
    O desafio é grande. No entanto tudo fica muito mais fácil se formos nós aqueles que o propõe. Desafiemo-nos. Permitamo-nos propor e testar hipóteses; as mais absurdas, inclusive. E desistir jamais.

oscar

12 de fevereiro de 2013 às 13h09

Primeiro passo é o povo parar de votar no pmdb e votar no PT ou em partidos mais a esquerda.

Responder

Fabio Passos

12 de fevereiro de 2013 às 12h34

Demolir a senzala… e incendiar a casa-grande.

Responder

H. Back™

11 de fevereiro de 2013 às 20h22

Exato! Sem a senzala quem irá fazer os seus deveres domésticos?

Responder

Hélio Pereira

11 de fevereiro de 2013 às 17h46

Dilma “parece isolada”,mas quem esta isolada de verdade é a Direita.
Outro dia o pessoal da RBR/Globo no Canal Rural estava “decendo a lenha” na Dilma e mostrando um dos piores cenários para 2013,parecia que o Governo Federal tinha 80% de Reprovação,mas logo após os “comentários dos especialistas”,passaram a Noticia do “Show Rural”,uma Feira Rural da Cidade de Cascavel no PR,onde Dilma foi aplaudida de pé por todos os participantes e tiveram que divulgar que: naquela exposição Agricola houve um aumento das vendas de máquinas e implementos Agricolas de 30% em relação ao ano anterior e que a Produção de Grãos de 2012 foi recorde e a Previsão para 2013 é superar 2012.
O PIG vive tentando destruir a imagem de Dilma,se valendo de “especialistas”,mas é desmentido pelas noticias que publicam a seguir.

Responder

douglas da mata

11 de fevereiro de 2013 às 15h30

Não há de se duvidar da sinceridade e da angústia das palavras do Mino Carta.

Ele é, assim como os de sua cepa, personagem com o qual você pode (E DEVE), democraticamente, discordar, e podemos inclusive, ser mais duros com estes personagens, não por recalque nosso, sentimentos de fingida repulsa a uma traição “à causa”, ou enfim, outras mesquinharias menores, mas porque os temos em alta conta, logo, maiores deverão ser as cobranças.

Não ousarei descobrir o que sonda a alma de Mino Carta, o porquê de tamanha e recente amargura.

O aproximar inevitável dos tempos, a certeza de que fez menos do que se achava destinado a fazer ou, por outro lado, que foi menos reconhecido pelo que fez do que deveria…enfim, a falta de tempo!

Pouco importa, pois destes sentimentos podem sair bons materiais para debates, claro!

Eu vou destacar o trecho que imagino(quanta pretensão a minha!)que realmente objetive trazer algo a ser dito.

O que ele escreve sobre FHC, suas incoerências(de FHC) ou sua auto-antropofagia intelectual é mero “nariz de cêra”, no jargão antigo dos antigos como Mino.

Vamos ao que interessa, ou melhor, ao que me interessou:

(…)Há momentos em que Dilma parece isolada. Solitária. Ela é obrigada à aliança com o PMDB para garantir a maioria em um Congresso inconfiável e a postura do próprio PT é, no mínimo, dúbia. Falta ao Brasil desta hora um verdadeiro partido social-democrático, esquerdista no sentido de Norberto Bobbio.(…)”

Se escrito por qualquer outro que não tivesse sua estatura, tascaríamos: Um cretino a escrever cretinices!

Mas não é. Afinal, se dúbia a postura do PT, entre o que ela balança? Quais são as alternativas que fazem o PT oscilar e pender, na sentença cartista, para o “lado errado”?

Congresso inconfiável? Sabemos que os motivos dos votos para presidentes, governadores e prefeitos, geralmente, são distintos dos votos das disputas proporcionais. A ciência social e política nos ensinam isto.

Mas é voto. Mandato. Representação.

Então, o mesmo povo que confia em Lula e Dilma, nos e lhes entregam a si mesmos um Congresso inconfiável? Como assim?

Até aqui, nenhum setor do Congresso deixou de defender os interesses os quais estão ali para defender, com raríssimas defecções.

Podemos aventar que na hipocrisia eleitoral brasileira, é fato, boa parte dos eleitores não tenham a total dimensão dos interesses que estão por trás de seus candidatos.

Mas não há saída fora da política, da CONFIANÇA na política e nas suas instâncias decisórias, aí o Congresso incluso, de que ali está a solução, ou a criação de outros problemas a serem solucionados.

Nas páginas de sua revista, que escrevem a História da forma como mais gosto de ler, aprendi que o PMDB, com todos os seus problemas morais, que devem ser sopesados, mas sempre afastando a hipocrisia seletiva ( que a Carta Capital também rejeita), deu ao governo a mais sólida sustentação para os temas que o governo julgou importante.

Não seria exagero então, afirmar que dentro do contexto histórico apontado pelo Mino, 350 anos de escravidão e outros mais 142 de exploração concentradora diuturna, o PMDB entregou um quinhão bem razoável dentro do equilíbrio e conflito de forças que estão entranhadas em todo sistema político a defender os interesses de sempre, uns mais, outros menos confessáveis, mas todos ativos a dinâmicos.

Mas o que fazer se os confiáveis de Mino não recebem a confiança do povo e do voto? E como se faz uma Democracia? Com os confiáveis eleitos por Mino e seus amigos de alta estirpe, ou com os que o povo confia?

Para desgosto do Mino, que (res)sente-se, de certa forma, e expressa tal incômodo, subliminarmente, em seus queixumes, o PMDB fez, com seus cacoetes históricos, o papel que Mino gostaria que o PSDB fizesse.

O pSDB nascido, tido e havido(e talvez celebrado no início por Mino) como autêntico partido social democrata, de estofo intelectual, e de berço, talvez ungindo e abençoando a alternativa mais popular, o PT, escolhida pela população, tutelando-lhe os passos como reserva política e moral.

Seria o PSDB a lanterna moral, o contrapeso ideológico, o centro dos erráticos e vacilantes petistas?

Mas o PSDB, e sua psique quatrocentona, como a do Mino(do deserto cultural) deu de ombros, e refestelou-se nos braços da banca.

Foi mais fiel ao seu caráter macunaímico do que aos modos sofisticados da Haute Ecolle.

Deitou na cama, e fez a justa fama.

Mino não perdoa. E talvez, sem saber, perdoe menos o PMDB por fazer aquilo que sonhava para o seu partido predileto.

O ressentimento de Mino não também é menos com o PT, que no seu olhar só poderia ser o que é: um primo pobre deslumbrado pelo poder, assombrado pelos fantasmas de sua inconsistência ideológica, outrora tão demarcada.

Muito menos com o PMDB, que o Mino fatalista já sentenciou os modos desde sempre, e pelo mesmo viés moralista, de sempre!

O ressentimento do Mino é com os da sua estirpe: os supostos herdeiros de Franco Montoro, Covas & Cia.

Afinal, se era para fazer este papel ridículo, estridente e minoritário, melhor que fosse como mestres Yodas dos Jedis descontrolados. O papel da “verdadeira social democracia”.

E não como Darth Veiders.

Não é à toa que não exista nenhum fóssil ou exemplar desta verdade social democrata no mundo, nem na Europa, berço e túmulo.

Dilma não está sozinha. Nem isolada.

Já o Mino…e sua social democracia…bem…

Mino nos parece a sombra cambaleante de um intelectual frustrado, porque a realidade teima em lhe contrariar os cânones e superstições.

Responder

Djijo

11 de fevereiro de 2013 às 14h46

Sugestão para os bons repórteres brasileiros. Vão atrás desses vandalismo que está acontecendo no Estado de Santa Catarina. Parece o PCC de São Paulo, mas acho que não é só isso. Alguém de estrema direita pode estar envolvido. Se lembram das leis anti-terror dos EUA? Aqui parece que alguém está forçando para que se crie algo parecido com o tea-party ou seja, leis de exceção para depois usar contra os inimigos, que geralmente ou sempre estão mais a esquerda do espectro político.

Responder

lando carlos

11 de fevereiro de 2013 às 14h24

Como sempre Mino Carta nos brinda com seu excelente texto, nos mostra a realidade da resistencia de quem sempre se locupletou do Estado brasileiro corrompendo suas estruturas e com isso se tornando dono dele. Será uma batalha muito difícil extirpar de dentro das instituições essa estrutura corrupta criada para servir aos interesses desses que se achavam donos do Brasil.
O problema desta mídia, que representa os interesses dos que se aproveitaram e ainda querem se aproveitar dessa estrutura corrupta, é que ela não é brasileira e não aceita perder o controle sobre o Estado e suas instituições.
Independente de ser de esquerda ou direita, os partidos políticos necessitam de pessoas íntegras. O que está faltando nos dias de hoje é o uso de tudo o que foi idealizado pelos pensadores que discutiram a ética, a moralidade, a democracia, entre outros assuntos para a construção da sociedade de direito. O Estado Constitucional é a simbiose desses debates, hoje certos valores não são sequer lembrados e muito menos aplicados ou discutidos.

Responder

Adilson

11 de fevereiro de 2013 às 12h49

Desculpe-me Azenha e depois editores, mas, preciso usar esse espaço para divulgar a seguinte notícia: “Nas alturas. As vésperas da Copa das Confederações, despesas da arena de Brasília sobem e somarão R$ 1,4 bilhão com todas as obras concluídas

Palco da abertura da Copa das Conferações, em 15 de junho, o estádio Mané Garrincha se consolida como o mais caro do Brasil. Com 89% das obras concluídas, a arena tem uma nova previsão de custo, que supera em 108% a previsão inicial, feita em maio de 2010, quando a reforma começou.

O valor inclui a construção de toda a infraestrutura do estádio, somados os detalhes internos e externos, como as cadeiras para o público, a área vip e o banco de reservas, o gramado, o placar eletrônico, os corrimãos, as placas de publicidade, o sistema de comunicação visual, o paisagismo e a urbanização do entorno do complexo esportivo. Em média, cada cadeira custará de R$ 153, 13 por torcedor, excluindo da conta os camarotes.

A nova reestimativa oficial, obtida pelo Metro, foi repassada à Câmara Legislativa pela Novacap, responsável pelo planejamento das obras no DF. Do valor total, R$ 797 milhões já saíram dos cofres públicos e foram pagos às empresas contratadas.

Com a reestimativa, ficou mais barato, por exemplo, reformar os estádios do Castelão, em Fortaleza, e do Mineirão, em Belo Horizonte – ambos já reinaugurados, do que construir o novo Mané Garrincha. As duas gigantescas reformas custaram cerca de R$ 95 milhões a menos do que custará a nova arena de Brasília.”

Responder

regicapelari

11 de fevereiro de 2013 às 12h42

NADA de BLA BLA BLA, FIM do PIG

Responder

Julio Silveira

11 de fevereiro de 2013 às 10h40

Ainda acredito que o maior problema brasileiro está em termos nos acostumado a acreditar que os homens valem mais que as ideologias, que a vivência de um homem vale mais que a cultura da sociedade. E a nossa experiencia politica mostra isso. Nossa tutela nos legou uma atrofia em nosso entendimento do que vem a ser comunidade, sociedade e por conseguinte cidadania e por conseguinte o que seria melhor para a sanidade desse conjunto de expressões. Esquecemos os percauços que costumam atravessar os caminhos dos que se pretendem probos e que os fazem sucumbir aos encantos inesperados. E isso costuma acometer qualquer alma. Costumamos esperar demais de pessoas totalmente despreparadas, ou preparadas para si mesmas e por si mesmas. Que aprendem na osmose das más experiências, que costumam desfigurar caraters. Deviamos já ter elucidado o funcionamento dos livros regiliosos, e por que perduram por séculos sua penetração, menos pelo seu conteudo, que hoje se percebe em cada vez maior dessintonia com a realidade desse tempo, se ficarmos no aspecto histórico, mas que procura se adequar, criando novas linguagem e se metamorfoseando para existirem no futuro e tirar experiências disso para melhorar nossa cultura de cidadania.

Responder

Rômulo Gondim –

11 de fevereiro de 2013 às 00h12

[…] ” Nada assusta mais a direita do que a tentativa de demolir a senzala” […]

Responder

silvia macedo

10 de fevereiro de 2013 às 23h21

O editorial da Folha diz que a Dilma aumenta o número de miseráveis,por interesse eleitoral. O jornal faz manobra para questionar os números. Quando alguém da direita pensou nos miseráveis? Folha incluída, para exemplificar como o Mino acerta em sua argumentação.

Responder

Geysa Guimarães

10 de fevereiro de 2013 às 22h46

Gostei do texto e amei o título.
Parabéns, Mino Carta!

Responder

motoboy

10 de fevereiro de 2013 às 21h37

Tentativas de demolição da senzala não existem.

Responder

FrancoAtirador

10 de fevereiro de 2013 às 20h01

.
.
Quando o médico faz um diagnóstico impreciso,

a receita pode ser inócua ou agravar a doença.

Ou talvez o remédio possa até matar o paciente…
.
.
É com essa prescrição que a Margarina se apresenta.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    10 de fevereiro de 2013 às 23h29

    .
    .
    Falando nisso:
    Lá vem ela!
    Miss Brasil 2014!
    .
    .
    Um sonho a mais

    Por Vera Magalhães, no Painel-Folha, via BR247

    Em gestação, o novo partido de Marina Silva recorrerá a agressiva estratégia de mobilização virtual para arregimentar as 500 mil assinaturas necessárias ao reconhecimento da sigla pela Justiça Eleitoral até outubro. Grupo da ex-ministra que coordena a coleta de adesões desenvolve página na internet cujo destaque é a área na qual simpatizantes poderão baixar as fichas de apoio, imprimi-las e copiá-las. Os sonháticos (SIC) serão instados a remetê-las a endereços divulgados no site.

    Biodiversidade

    A despeito das regras que Marina pretende estabelecer para filiações, como a identificação com as propostas de sustentabilidade da nascitura sigla, o processo de coleta de adesões será irrestrito. Qualquer cidadão poderá subscrever o pedido de criação da sigla.

    Pente-fino

    Quatro especialistas em direito eleitoral estudam, em Brasília, as regras para validação de assinaturas. Isso porque o TSE tem se mostrado rigoroso ao legitimar nome e identificação de eleitores que subscrevem a fundação de legendas.

    Trending topics

    Um dos nomes debatidos pelos marineiros para identificar o novo partido é uma hashtag: “#rede”. A ideia é que a expressão sirva como convocação de adeptos via Twitter e Facebook a partir de sábado.
    .
    .
    Será que o jornalista Mino Carta vai aderir?
    .
    .

    leia

    13 de fevereiro de 2013 às 06h59

    Triste, Marina Morena , Marina Mulher, com um partido nanico, se vencer a eleicäo, sabe perfeitmanete que näo conseguirá governar sem os “corrupatos” que estäo no Congresso. Mas vai passar a imagem de que vai fazer um governo “honestíssimo”, e para uma boa parte da populacäo que desconhece como funciona o sistema de governo no Brasil, acreditará. Ela fará uma campanha cheia de mentiras, pois sabe como é o nosso sitema político, mas vai enganar muita gente. Assim aconteceu em Campinas. O Prefeito Jonas, na campanha atacou os mensaleiros, ganhou os votos, e depois na formacäo dos secretários, ofereceu duas secretarias para o PT, sómente um vereador do PT aceitou o cargo. O povo ? poucos sabem disso.

Sr.Indignado

10 de fevereiro de 2013 às 16h40

Não há nada mais idiota, incoerente e outros “is” do que alguém dito de esquerda querer dormir, nem que seja uma noite, na casa grande.

Responder

anac

10 de fevereiro de 2013 às 14h26

O estupor do colega do Hemisfério Norte não arrefece: “Mas os governos Lula e Dilma produziram bons resultados para todos, senhores incluídos…”

É algo incompreensivel mesmo, não so para os estrangeiros, mas para aqueles que usam a razão e não so o coração.
A casagrande nunca ganhou TANTO, mesmo assim não se conforma que miseraveis mortos de fome comam, na maioria das vezes as migalhas deixadas em seus banquestes…
So pode ser perversão.

Responder

    renato

    11 de fevereiro de 2013 às 09h00

    Fica, então provado que não é dinheiro ou classe
    social, mas sim o poder de manter os grilhões que
    eles estão perdendo.

    Jota

    11 de fevereiro de 2013 às 11h35

    Quando o escravo se alimenta começa a ter força. A força pode ser usada para produzir mais ou se ele tiver um pouco de “vista”, se rebelar e não querer mais ser submisso.

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 18h43

    Jota,

    É por aí mesmo que a bandinha toca. O que causa verdadeiro horror à elite casa grande-BraZil-eterna-senzala é nada mais nada menos que o desenvolvimento do Brasil. Coisa que ela não faria nunca. E não faria por saber que seria o maior tiro no pé. No dela e no de seus patrões do Norte.
    __________________________________
    O dilema hoje é o seguinte: o PT chegou aonde jamais deveria ter chegado. Ou seja, foi capaz de promover o crescimento econômico do País. E o que é pior: num cenário de profunda e inimaginável crise externa, o que lhe exigiu independência e criatividade intelectual. A prosperar esse estado de coisas o temível desenvolvimento chegaria muito antes do que ela, a exclusivista e capacha Casa Grande, jamais ousou imaginar.
    ____________________________________________________
    Então? É essa a causa do recrudescimento do regime força bruta imposto sobre o PT via mídia fora-da-lei. O mesmo regime de força que vem condicionando tudo; condicionou até o já anunciado ex-Papa.

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 19h08

    Aliás, o problema todo é exatamente esse, a tal pior elite do mundo sofre da terrível maldição de jamais permitir o desenvolvimento do Brasil. E para isso, rezando sempre na cartilhinha do Norte, não tem (e não se d´ao trabalho de ter) sequer noção dos limites possíveis entre crescimento e desenvolvimento.
    _____________________________
    O PT jamais será perdoado por ter se aproveitado do fator surpresa e ter pego com as calças na mão a toda poderosa direita casa grande, inventora e mantenedora do sui generis capitalismo subdesenvolvimentista “nacional”.

Urbano

10 de fevereiro de 2013 às 14h02

A direita se ilude que em tripudiando ou mesmo eliminando a esquerda, ela viria a se desvencilhar de sua intrínseca pequenez.

Responder

    Urbano

    12 de fevereiro de 2013 às 13h59

    Adiantando-me só um pouquinho, Tá? Então vamos lá, sendo o que venha a ser:
    rede rasgada; Brasil vivo às suas custas; lista independente das boas idéias. Aguardemos em breve o resultado da pantomima, para vermos qual desses nomes.

Gerson Carneiro

10 de fevereiro de 2013 às 13h57

“If you are the big tree,
We are the small axe.
We are ready to cut you down”.

Bob Marley, com apenas 16 anos de idade.

É preciso acreditar; é preciso lutar; é preciso prosseguir sem esmorecer.

Responder

J Souza

10 de fevereiro de 2013 às 12h56

O fato de alguns “senhores feudais” participarem da festa dos “escravos” não mudará as posições que ambos voltarão a ocupar na quarta à tarde!

Responder

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 18h56

    Senhores feudais?!! Êpa! Isso não lembra aquela dita e odiosa tradição da “jus prima noctis”?

Fabio Passos

10 de fevereiro de 2013 às 12h30

A “elite” branca, rica e vagabunda pretende manter seus privilégios indecentes as custas do sofrimento do povo e do atraso do país.

A moleza está acabando e podemos escutar o desconforto da minoria racista pelos guinchos do PiG.

Já passou da hora de um acerto de contas definitivo com os racistas da casa-grande.

Responder

Carlos Eduardo Cardoso

10 de fevereiro de 2013 às 12h16

A explicação para o desgosto que a política de igualdade implantada por Lula e seguida por Dilma pode ser dada pelo “Complexo de Danuza”, que se define por um comentário recentemente atribuído à irma da musa da bossa nova:”Não tem mais graça ir a Nova York se o porteiro do meu prédio também pode ir”, não me lembro da frase ipsis literis.

Responder

Lucas

10 de fevereiro de 2013 às 11h05

o diagnóstico de Mino Carta é o mesmo do prof Vladimir Safatle: estamos neste momento precisando mais de um partido DE ESQUERDA do que de um partido PROGRESSISTA.

Responder

Roberto Locatelli

10 de fevereiro de 2013 às 07h57

O que falta é um partido que reconheça a necessidade de caminhar ao socialismo para não afundar na crise do capitalismo.

Responder

    simas

    10 de fevereiro de 2013 às 11h32

    Vc me desculpe, Roberto: mas, vc e a maioria, aê, simplifica, romanticamente, a questão, como sendo uma luta de direita verso esquerda… Não sei a razão, disso. Talvez, por dar margem à conjecturas, miles.
    Entendo q a disputa é econômico-financeira; uma guerra pelo domínio, pelo poder. físico. E essa história de direita, esquerda; ou capitalismo e socialismo, são os argumentos, do pensamento, pra se humanizar os meios de se alcançar o fim.
    Daê, se lambuzar os meios, com a ética; tornando imoral a perseguição do fim.
    Passando pra realidade, fria e nua, o q se vê é um império fazendo de tudo, “tudinho”, pra anular arquiteturas, progressistas – pq não se qualifica, atualmente, como esquerdistas, essas políticas. Só pra fugir de antigas… desqualificações, morais. Por isso, é q vejo o cerne do atraso, entre nós, as organizações, mafiosas, “grobu”, embaixada, representante. principal, do poder dominante, transnacional. Abraço… solidário

    marcosomag

    10 de fevereiro de 2013 às 14h23

    Creio que a análise do Mino está certa, de certa forma. O Brasil tem um partido social-democrata clássico, o PT. Só que o PT é um partido social-democrata que não ousa dizer o seu nome. Ao contrário do que pensavam os velhos comunistas, não creio que os sociais-democratas antigos que implantaram o Welfare State na Europa foram traidores da causa socialista. Na verdade, o Welfare State reduziu o espaço da mais-valia até que os capitalistas resolveram peitar o sistema elevando preços, paralisando investimentos e provocando a estagflação. Ao invés de apertar o torquinete na mais-valia com “gatilhos” salariais muito acima da inflação passada, o que faria aumentos de preços muito indigestos para os capitalistas, permaneceram na paralisia política. Com na política não há vácuo, o vazio foi ocupado pelos neoliberais, com as conseqüências que conhecemos. A paralisia política do PT, com a suas famigeradas análises de conjuntura que sempre concluem que “a correlação de forças desfavorável” não permite mudanças, vai acabar jogando no lixo 10 anos de histórico melhoria social no Brasil. O PT deve ter a coragem de esmagar o PIG, única oposição relevante, e garantir por mais algumas décadas melhores condições de vida para o povo brasileiro.

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 19h13

    Roberto,
    O que a pior elite do mundo, via PiG, tem nos dito a todo instante é: pra vocês brasileiros só existe uma saída e é aquela que há tempos foi descoberta e posta em prática pelo Fidel e pelo Che Guevara. Ou não?

Sidney Pires

10 de fevereiro de 2013 às 00h53

A Política no Brasil ainda é estruturalmente arcaica, ainda tem características daquela política de contenção denunciada por Justiniano José da Rocha. Daí o motivo de jamais termos vivido grandes rupturas, tudo acaba amalgamado aos interesses dos poderosos de sempre. Haja boa vontade para chamar o governo Lula de governo de esquerda… porque, esquerda mesmo, não nega a luta social (MST, MSC), impede que os interesses do capital estrangeiro prevaleçam, garante as conquistas dentro da Constituição e não na maneira frágil e inconsistente que caracteriza os “Bolsa Familia” e congeneres, conquistas que serão varridas assim que o PT sair do poder institucional. Governo de esquerda tem que apostar na ruptura com o passado e não na manutenção da pesada herança das Capitanias Hereditárias (Sarney, Collor, Calheiros, etc),

Responder

    jaime

    10 de fevereiro de 2013 às 18h20

    A Reforma Agrária está paralisada; a remessa de lucros bate record após record; as empresas brasileiras estão desaparecendo, o que tende a aumentar ainda mais as remessas de lucros; a “classe média” já começa em R$1.000,00; as privatizações (ou concessões) vão de vento em popa; as Universidades Federais estão virando apêndice das privadas, através do Prouni; a Petrobrás não consegue extrair o petróleo que descobriu, mas aumentou o preço da gasolina pra “viabilizar” os usineiros de álcool que produzem açúcar com o dinheiro do BNDES; a dívida pública bateu nos 2 trilhões; o Congresso(!?), nem o Tiririca aguenta mais; pelo serviço público, que reúne o que o país tem de melhor, nada foi feito para aproveitar essa mão de obra; enquanto o mundo discute a era do grafeno, não conseguimos produzir um automóvel genuinamente nacional; nosso nióbio, entre outas coisas, ao contrário do canadense, está sendo distribuído ao mundo gratuitamente… mas o povão está empregado. Quem se importa? Desde que a senzala tenha escravos “dignos” e Maluf e outros esquerdistas nos apoiem…

    Mário SF Alves

    11 de fevereiro de 2013 às 19h20

    Uai? Em sendo assim, o que incomoda tanto a pior elite do mundo a ponto de justificar tamanha força bruta {só} contra o PT? A ponto de justificar um golpe de estado promovido para levar adiante a farsa do mentirão, desculpe-me, queria dizer mensalão?

Willian

10 de fevereiro de 2013 às 00h33

“…é automática e naturalmente de esquerda quem se preocupa com os destinos dos desvalidos do mundo e se empenha pela igualdade.”

Pol Pot, Stalin, Mao Tse Tung, Mino carta, os malucos da Coreia do Norte, Fidel Castro e Che Guevara eram de esquerda.

Estou do outro lado.

Graças a Deus.

Responder

    Mário SF Alves

    10 de fevereiro de 2013 às 10h12

    Simulacros e simulações. Dissimulação, seu nome é Willian. Presunção, seu nome é Willian. Arrogância, irresponsabilidade social e eterna fábrica de divindades, seu nome é exploração do homem pelo homem.

    darci prass

    10 de fevereiro de 2013 às 11h08

    Willian…sem dúvida, eu também não estou do mesmo lado destes caras, como não estou do lado de gente como Chavez, Cristina e Evo Morales, que usam um discurso de esquerda para ludibriar o povo. Puro ilusionismo. Estão destruindo os países que governam, com gravíssimas consequencias sociais. A verdadeira esquerda é muito diferente destes, como é muito diferente do PT, Lula, Dilma e seus parceiros condenados pelo STF. A verdadeira esquerda se preocupa, de fato, com os interesses do povo e não com um projeto de poder, que rouba dinheiro do povo (R$ 350 milhões do BB no caso do mensalão?) para se perpetuar no poder, de costas para o povo. A imprensa denuncia? Ora, vamos criar um “controle social dos meios de comunicacão” para calar os incovenientes. Imprensa livre e judiciário independente são verdadeiros venenos para quem engana o povo.

    simas

    10 de fevereiro de 2013 às 21h33

    Cuidado, cara. Cuidado, pq vc pode vir a ser chamado pra provar o q diz, sobre esses 350 milhões, no Bco do Brasil.
    Vc é um deses, aê, q “arrepete” o q lê, na mídia, mafiosa.
    Aconselho a vc, não brincar com coisa séria. Procure identificar e avaliar o problema, antes de dar a descarga em sua mente, obreira.

    Thiago Cavalcanti

    10 de fevereiro de 2013 às 11h30

    É tão fácil manipular palavras quando se é ignorante historicamente, parte desses senhores citados nunca foram socialistas de fato! E mesmo que fossem as mortes causadas por eles nem de longe se comparam as mortes causadas pelas insanas necessidades capitalistas.

    abolicionista

    10 de fevereiro de 2013 às 21h07

    Boa Willian, deu uma bela aula de como demonstrar sua ignorância histórica em apenas algumas linhas. Alinhavar ditadores, de esquerda ou de direita, é típico de quem é incapaz de entender a dinâmica da história e sequer pretende interpretá-la. Quando você tiver amadurecido um pouco a gente discute. A direita brasileira vive nessa indigência mental que seu comentário demonstra. É incapaz de dar respostas para as contradições do mundo presente e se aferra a um discurso patológico que sempre faz alusão aos “horrores do comunismo”. Como se contar cadáveres ajudasse a entender a história. Amadureça e a gente conversa. Traga argumentos, Willian, argumentos, vamos lá, você consegue!;)

    renato

    11 de fevereiro de 2013 às 09h10

    Se você esta do outro lado, por favor venha com
    um pensamento melhor, pois este que você trouxe
    é muito fraquinho. Os caras aqui te engolem.
    Mascam depois cospem. Na lixeira.
    O pessoal daqui gosta de trocar idéias avançadas.
    Está fraco…muito fraco.
    Mas é bom ter vontade de contrapor, senão a gente
    fica muito tanso, escutando a própria voz.

Rodrigo Leme

09 de fevereiro de 2013 às 23h26

“Atese de Bobbio pode ser resumida na seguinte ideia: é automática e naturalmente de esquerda quem se preocupa com os destinos dos desvalidos do mundo e se empenha pela igualdade”

Dizer isso é assinar atestado de nunca ter estudado história. E olha que ele é velho o suficiente pra ter visto In loco N exemplos que derrubam essa bobagem.

A mania eterna da esquerda em rescrever a história. Já era idéia velha qdo o Stalin apagava inimigos de fotos.

Responder

    abolicionista

    10 de fevereiro de 2013 às 21h10

    “In loco”, é assim que você estuda história? Seu comentário é um belo exemplo de sofisma, caro Rodrigo. Ofende o interlocutor por não ter estudado história, mas fundamenta seu ataque em sua experiência pessoal. Quem é que fugiu da escola aqui?

    José BSB

    12 de fevereiro de 2013 às 12h42

    Por falar em reescrever a história, não se esqueça de um certo diário paulista de extrema esquerda que cunhou o neologismo “ditabranda”.

Almerindo

09 de fevereiro de 2013 às 23h12

Azenha, QUAL é o problema do Eduardo Campos, hein??? Que espécie de aliado é esse cara??? Veja só:

“Eduardo Campos critica movimento pelo impeachment de Gurgel”

http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/eduardo-campos-critica-movimento-pelo-impeachment-de-gurgel,490b2f63e10cc310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

É MOLE ou quer mais????????

Responder

    José Roberto-Sp

    10 de fevereiro de 2013 às 02h47

    M E D O !!!

    damastor dagobé

    10 de fevereiro de 2013 às 03h33

    o que mais me enternece nos sites “progressistas” é a intimidade dos comentarista com o blogueiro; eles se tratam com um xamego, com uma proximidade comovente..muito fofo…

    Roberto Locatelli

    10 de fevereiro de 2013 às 07h56

    Almerindo, Eduardo Campos já percebeu que o PSDB acabou e quer se credenciar junto ao PIG para ser o candidato da direita.

    Já passou da hora de o PT se livrar de muito peso morto. Para isso, o partido tem que se reconectar com o movimento popular, a exemplo do PSUV de Chávez, como faz Cristina, Rafael Correia e Evo Moralez.

    FrancoAtirador

    10 de fevereiro de 2013 às 21h00

    .
    .
    Eduardo Campos tem projeto de médio prazo.

    Ora, está disputando a hegemonia com o PMDB.

    No máximo, pode tentar ser o vice de Dilma.
    .
    .


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