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Marisa Meliani: O suicídio de gênero


13/10/2010 - 12h57

O suicídio de gênero

Por Marisa Meliani, jornalista e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA-USP

Não basta desqualificar o voto do pobre, é preciso também  desmerecer a capacidade da mulher na política e no exercício do poder.

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida do jornal O Estado de São Paulo por ter escrito um artigo no qual procura desmistificar essa onda na internet que prega a desqualificação do voto dos eleitores das camadas mais pobres do país, especialmente aqueles que dependem do Bolsa Família para se alimentar.

No fundo, o pensamento dessa onda, que reclama da falta de profissionais no mercado para exercer os cargos de porteiro de edifício ou de empregada doméstica, por culpa das políticas sociais do governo Lula, resume a visão tosca que se propaga e contamina até jovens que deveriam desenvolver uma postura mais idealista e tolerante, como seria a ordem natural das coisas. E o pior: essa aberração é apoiada por pseudointelectuais, artistas vaidosos e outras matracas movidas pela ânsia de manter uma imagem up to date diante dos amigos da turma.

Tudo bem. Trata-se de questão de classe, cuja disseminação é garantida pela repartição ilegítima do controle dos grandes meios de comunicação ou do acesso à internet – lembrando que é esta mesma visão classista que aponta o dedo ao presidente Lula e desconsidera o direito de um operário ter se tornado presidente da República.

Mas, ao lado dessa arrogância, que pretende manter os mais pobres na lotação e não dentro do seu próprio automóvel, uma outra onda, muito mais capciosa, toma conta dos discursos nas redes sociais nesta eleição. É a questão de gênero.

O que mais se vê nessas novas mídias são adjetivos do tipo: gorda, feia, velha, cara de fuinha, bruxa, bruaca, baranga, terrorista e por aí vai. Fico pensando no que sente Dilma Rousseff, enxergando-a como qualquer outra mulher diante de tantas ofensas. Contudo, esta mulher, em particular, é candidata ao mais alto cargo do país, acabou de sair de um tratamento contra o câncer, está com o pé emoldurado por uma tala e percorre o Brasil em busca da manutenção de um projeto que insere, em fatos e números, as camadas mais pobres da população no espaço que chamamos de cidadania.

Não quero discutir aqui as questões de corrupção, amplamente identificadas nos dois governos FHC e Lula, ou no governo estadual paulista capitaneado pelo Sr. José Serra. A ética é uma condição que se firma, essencialmente, na consciência humana individual, antes de obter ressonância nos espaços públicos. E embora ela não seja a virtude mais cultivada por nossos políticos, é da ética pessoal que quero tratar aqui, como um protesto contra o retrocesso e um chamamento contra a obscuridade do pensamento retrógrado, atrasado e machista por excelência.

Os jovens que não viveram a ditadura militar em nosso país não têm ideia de como a militância de Dilma Rousseff nos grupos de esquerda foi importante para que eles vivam hoje em plena democracia. Rotular a candidata de “terrorista” e dar anuência para que a imprensa use esse argumento para detratá-la é uma ofensa a todos que sofreram ou morreram nos porões da ditadura. Uma pessoa, qualquer delas, que arriscou a própria vida para livrar o país dos horrores da verdadeira falta de liberdade – principalmente a de imprensa, da qual tanto se fala – merece respeito. E deve orgulhar-se de sua coragem.

Parte da imprensa, cooptada e venal, na afobação de garantir a vitória de seu candidato também dá ampla repercussão a questões de foro íntimo, como o direito ao aborto, à união civil entre homossexuais, de crenças religiosas e outras que deveriam ser tratadas em plebiscitos ou no âmbito dos grupos diretamente interessados, na forma de pressão sobre o Legislativo. Jogo sujo, claro. E ganhar assim não é bom para ninguém, muito menos para a democracia.

Estamos a poucos dias do segundo turno. Confesso que, desiludida com a política, preguei o voto nulo no primeiro turno, mas, felizmente, mudei de posição assim que detectei essa onda de intolerância que toma corpo e invade a mente dos mais ingênuos. Desejo profundamente que o debate suba alguns degraus e aborde os temas que realmente interessam ao nosso país e à população. Que se compare realizações, com números e estatísticas, dos dois grupos postulantes ao poder. Que se apresente os projetos para a continuidade de um processo de desenvolvimento sustentável em plena ascensão. Que se insira a questão ambiental dentro do tripé em que ela deve estar, ou seja, de forma integrada ao progresso econômico e socialmente justo.

Independentemente dos resultados no segundo turno, Dilma Rousseff merece o respeito e a admiração de todos que lutam contra a opressão e a intolerância. A possível primeira mulher presidente do Brasil é dona da beleza que todas as mulheres e homens possuem, que é a da vida examinada, com tentativas, erros e acertos. Vamos dar um basta às ofensas que, endereçadas à candidata, atingem a própria essência da condição humana.

Dedico este texto a todas as mulheres, mães, arrimos de família, trabalhadoras, de todas as idades, dos grandes centros urbanos ou dos rincões mais miseráveis do país. Lembro que a verdadeira vitória que comemoraremos juntas será a derrubada dos estereótipos que tentam nos impingir para nos humilhar, diminuir a nossa força e nos convencer de que somos incapazes de exercer o poder. 

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35 comentários

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Caroline

27 de outubro de 2010 às 18h17

Coloquemos Dilma Vana Roussef na chefia do Executivo Federal e poderemos enfim ver as mulheres desse país ascendendo à um patamar de liberdade e profissionalismo, como nunca se viu antes!
Mulheres, acordem!
Está na hora da sensibilidade e afeto feminino governar esse país!
Vota 13, Brasil!

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mauro u. carvalho

26 de outubro de 2010 às 16h06

Discordo do conteúdo da mensagem. Se tanto Dilma como Serra permitiram ser candidatos que assumam o ônus de receber críticas. Ser Presidente tem bônus e ônus. As críticas contra a Dilma não é pelo fato dela ser mulher. Depois do Estatuto da Mulher Casada não mais distinção nos direitos e deveres dos homens e das mulheres. Reconheço nela muitas qualidades tanto que chegou no mail alto degrau do PT ao conseguir ser eleita a candidata do partida. Só quem tem méritos chega lá. É preciso não desviar o foco das críticas. O que tem sido divulgado contra ela e contra o Serra são comentários próprios de um povo que menospreza e debocha das eleições a ponto de eleger um palhaço como representante do povo no poder legislativo.

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Jandy

23 de outubro de 2010 às 14h14

Obrigada, Marisa, pelo excelente texto.

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roberto fino

19 de outubro de 2010 às 07h21

Os jovens que não viveram a ditadura militar em nosso país não têm ideia de como a militância de Dilma Rousseff nos grupos de esquerda foi importante para que eles vivam hoje em plena democracia. Rotular a candidata de “terrorista” e dar anuência para que a imprensa use esse argumento para detratá-la é uma ofensa a todos que sofreram ou morreram nos porões da ditadura. Uma pessoa, qualquer delas, que arriscou a própria vida para livrar o país dos horrores da verdadeira falta de liberdade – principalmente a de imprensa, da qual tanto se fala – merece respeito. E deve orgulhar-se de sua coragem.

Responder

    Odair Castilho

    20 de outubro de 2010 às 16h58

    Caro Roberto, feliz o jovem que não viveu e não VIVE hoje uma ditadura militar sangrenta igual a Cuba, Coréia do Norte e países da Europa Oriental (que felizmente se livraram da tirania esquerdista). A Dilma Roussef , filha de abastada familia, pode brincar de ser terrorista, fumando caro charuto cubano e empunhando armas soviéticas. Acho uma mulher admirável para se aliar aos pobres cubanos, na luta da liberdade.

    Jandy

    23 de outubro de 2010 às 14h08

    "Hoje muitas crianças, no mundo, dormirão ao relento, mas nenhuma delas é cubana".

@marcoyehud20

18 de outubro de 2010 às 15h50

Depois, deixarei o meu comentario!1 mais completo!! ok!!
marco…

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Clotilde Pimenta

18 de outubro de 2010 às 12h35

Parabéns a Marisa Meliani pela clareza de seu artigo. Nós mulheres precisamos nos unir contra o preconceito que ainda impera no Brasil. Apoio Dilma porque ela representa a continuidade das políticas públicas do Presidente Lula. Apoio Dilma porque ela representa a mulher brasileira em várias nuances e todas dignas de muita respeito. Clotilde

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Marcos CF

17 de outubro de 2010 às 09h39

Serra nesta campanha com seu jogo baixo ainda colhe frutos (votos) da ignorancia do povo que ele ajudou a a plantar.
Vou votar na Dilma por convicção ideológica. Vamos ver se depois de alguns anos com investimentos massivos na educação se a retórica retrograda da direita para angariar votos cai em saco roto, ou com o povo mais educado comecem uma outra politica de debates mais acorde com a nova realidade social do país oriundo destes investimentos.

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:: Fazendo Media: a média que a mídia faz :: » O suicídio de gênero

15 de outubro de 2010 às 17h01

[…] (*) Marisa Meliani é jornalista e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA-USP. Arigo republicado do blog Vi o mundo. […]

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Ana Flávia

14 de outubro de 2010 às 16h25

Só não concordo com sua opinião de que legalização do aborto ou da união civil homossexual são assuntos para plebiscitos. Só proporia um plebiscito, um governante que fosse contra essas leis. O Brasil é retrógrado e nenhum deles seria legalizado.

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Tatiana

14 de outubro de 2010 às 09h21

Acho engraçado como todos pensam em machismo quando ouvem a Dilma sendo chamada de gorda, de feia, etc… E o Serra, sendo chamado de careca, que tem olheiras, etc, etc? Isso é o que? Acho que respeito verdadeiro é para homens E mulheres. Nós mulheres deveríamos é ser contra esse tipo de tratamento de AMBOS OS LADOS. Senão seremos sempre as coitadinhas, as vítimas, as indefesas. E por que diabos mulher tem que votar em mulher? Então homem só tem de votar em homem? Pobre em pobre, rico em rico? Isso é que é ser retrógrado! E outra, dizer que os jovens não viveram a ditadura é quase como desqualificá-los para votar também, ou não é? Eu não vivi, mas meus pais viveram. E muita gente foi contra a ditadura, não só Dilma Rousseff. Uns pegaram em armas, outros não. A discussão é essa. Se não é bom que a Imprensa foque em foros íntimos, porque a Dilma está agora divulgará uma carta contra a adoção por pais homossexuais? Por que, digamos, entrar na onda? Por que dizer que não vai contra a cultura católica do país, se o estado é laico? Pra que entrar no assunto ao invés de esclaracer? Para pegar votos dos evangélicos que votaram em Marina??? APRENDAM: isso é jogo político.

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Claudinete Sergipe

14 de outubro de 2010 às 01h20

Penso no Brasil, penso em milhões de brasileiros, que antes viviam pelos cantos esfomeados, pedindo esmolas, às vezes com um punhado de contas de água ou luz, outras com receituários adulando a político A, B ou C para pagar as contas ou comprar os medicamentos. Hoje, este quadro mudou, e muito. Para que o projeto de Nação seja aprofundado, continuarei votando em Dilma 13. Não quero ver mais tantos pais de famílias comentendo suicidio como aconteceu no governo FHC/Serra quando implantaram o PDV e muitos ficaram sem emprego, desolado no mundo.

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Elaine

13 de outubro de 2010 às 23h59

Gostaria de parabenizar o excelente texto, e corroborando com o mesmo, dizer que não podemos nos ausentar de criticar, apoiar e lutar pela permanência da liberdade, liberdade e responsabilidade que ganhamos com o fim da ditadura.
E dizer para Marisa, Dilma, Priscilla, Debora, Alyne, Nair, Helena, Elaine, Beto, Pedro, Junior, Mario, Marcio, Wilson, enfim todas as mulheres e homens dignos desse pais: não se coadunem com as injustiças, não se deixem vencer pelos sociopatas, continuem a lutar .

Responder

gloria.amorim

13 de outubro de 2010 às 22h56

Denunciar as falcatruas das privatizações.Em Volta Redonda, com a privatização da CSN, no Governo do Itamar; demitiram mais de 8.500 pais de famílias, desestruturaram as famílias. Não deixem o Serra ganhar.Vote 13. Vote DILMA, para o Brasil continuar sendo nosso, do povo trabalhador.

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SôniaG.

13 de outubro de 2010 às 20h44

Em sociedades machistas como a nossa, há um incentivo (uma estratégia) para que as mulheres concordem com o que o sistema lhes aponta como certo. Faz parte do processo demonstrar que esse 'descrédito' ao bom senso e autonomia do pensamento feminino, também está caindo por terra.
Serra está investindo em tudo que é retrógado para desmentir os avanços na sociedade brasileira. o 1º turno demonstrou que ele (apesar de tudo) se equivoca. O 2º turno, esperamos, lhe dirá que o século XIX e início do XX -, marco nas conquistas feministas a custa de muita batalha, criou outros paradigmas. DILMA 2010!

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Mônica Rangel

13 de outubro de 2010 às 19h24

Excelente texto! Parabéns à Marisa que soube traduzir tão bem esse novo e indigesto quadro que vem se moldando durante esse processo eleitoral. Outro dia, num blog bem conhecido de uma feminista,"expliquei" para uma das leitoras que, se ela agora podia ali escrever o que lhe "desse na telha",(nossa, isso é velho,hein?!) era TAMBÉM por causa da "guerrilheira" Dilma. Sabe o que ela me respondeu? Que a Dilma não tinha nada a ver com isso, que se hoje ela falava o que lhe "desse na telha", era por causa de "um acordo que o MDB fez com os militares, para que cessassem os conflitos na época." Simples assim…(Vou correndo colocar esse texto no "facebook"!)

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Luana

13 de outubro de 2010 às 18h32

É um absurdo mesmo o que estão fazendo com ela. Qualquer sociedade decente, já teria repudiado esse tipo de coisa, mas aqui estamos nas arenas romanas, quanto mais sangue, mais as feras salivam.

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duarte

13 de outubro de 2010 às 17h06

Quem disse que não tem escravidão no Brasil, a burguesia paulista, inculta e aculturada são os novos mestres das senzalas. Para alegria desta turma que somente tem dinheiro no bolso e nada na cabeça, existem umas matracas que puxam o saco para poderem ter um blog e uma coluna no jornal destes sinhorzinhos da imprensa. Pobre tem o voto desqualificado, mas o rico que vota no apartheid de classes e somente pensa no bolso, ou seja, os 20% que destesta Lula são todos eles qualificados para votarem né?

Responder

Daniella

13 de outubro de 2010 às 16h46

Será que o Jairo leu mesmo o texto?bom….não vale a pena comentar o comentário dele. Apenas digo que me sinto orgulhosa em conhecer Marisa Meliani. Magnífico!

Responder

zanuja

13 de outubro de 2010 às 15h14

Que coisa mais mesquinha o seu pensamento sr. Jairo. Quem gosta e deseja a mulher do próximo é o homem. Quem toma e dorme com a irmã da mulher é o homem. Quem estupra sobrinha é o homem. Quem violenta jovens na puberdade é o homem.
A solidariedade é da mulher. A divisão do carinho e amor é da mulher. Quem gera é a mulher.

Responder

MARILENE PASS

13 de outubro de 2010 às 14h14

Marisa Meliani,
Obrigada por escrever neste texto tudo aquilo que está no meu coração e na minha mente desde que tudo isso começou,
seu texto é que deveria estar sendo distribuído em todos os lugares!
Obrigada!, Viva o Brasil, Viva o Povo Brasileiro!

Responder

Ana Maria

13 de outubro de 2010 às 14h06

Mulher capacho não vota mesmo. Mas a verdadeira mulher sensivel vota em Dilma. Mulher de verdade vê o que o Serra representa de retrocesso para esse país ele é machista, autoritário,ditador,preconceituoso,raivoso ,manipulador etc……..
Sou mulher e voto em Dilma sem medo de ser feliz.

Responder

    Jairo_Beraldo

    13 de outubro de 2010 às 16h00

    Mas está dfícil mostrar isso a grande maioria delas…eu já desisti…chega de arrumar inimigos.

Jairo_Beraldo

13 de outubro de 2010 às 13h23

Mulher não vota em mulher. É historico no Brasil. Tem inveja da outra(porque ela, não eu). Toma o namorado/marido da amiga. Vive em guerra com suas vizinhas. Vai entender!

Responder

    Monica

    13 de outubro de 2010 às 15h22

    Pôxa, Jairo…sua colocação é retrógrada. Perdoável apenas se vc ainda não teve a experiência de conhecer mulheres batalhadoras e honradas, das quais o Brasil sim, está repleto!
    Não existe isso que mulher não vota em mulher. Não precisamos ter inveja de ninguém, pois cada vez mais temos a capacidade de alcançar nossas metas, cada vez mais que muitos homens inclusive.
    Particularmente, nunca precisei tomar homem de ninguém e sequer troco algo mais que bom dia com vizinhos, pois ocupo muito bem o dia exercendo minha profissão e cuidando dos meus filhos.
    Fosse por seu pensamento a eleição já estaria perdida!

    Jairo_Beraldo

    13 de outubro de 2010 às 15h59

    Bom seria se assim fosse. Mas vejo minhas colegas de trabalho e faculdade dizerem…" não vou votar nesta mulher…não inspira confiança". Então sra. Monica, pague sapo às mulheres, não a mim. Só mostrei a realidade. E a reliadade é dura!

    maria13

    13 de outubro de 2010 às 21h18

    Infelizmente, você tem razão. Claro que não é o caso dessas mulheres esclarecidas que aqui escrevem. Nós votamos na Dilma. Muitas mulheres realmente agem da forma que você diz, não entendendo que a eleição de Dilma representa, por tabela, o começo da ascensão da mulher brasileira. E, principalmente, o adeus aos exploradores e ladrões de nossas riquezas.

    Carlos

    13 de outubro de 2010 às 21h44

    As pesquisas (todas) mostram exatamente isso e se apenas os homens votassem a Dilma já teria sido eleita no primeiro turno, com larga margem.
    Em geral, as mulheres não politizadas dizem que não votam na Dilma porque não gostam dela.
    E, com certeza, se não fosse a influência dos homens, principalmente dos maridos, a preferência por Serra entre as mulheres seria ainda maior.

    baarbaaraa

    13 de outubro de 2010 às 16h56

    Sabe por que você não entende? Porque, assim como a maioria das pessoas não acha que a teoria feminista pode te ensinar alguma coisa. Aliás, se você não entende isto, é porque não entende um monte de outras coisas.. Leia Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Naomi Klein e entenderás muuuuito.

    Abraço,

    Barbara

    Jairo_Beraldo

    13 de outubro de 2010 às 17h39

    Obrigado pela dica…mas estas aí já li. Quero entender a prática. Teoria já tem muita. Até feministas que eram, ou são, mais para ganhar dinheiro, e em casa ser o oposto, ou seja, submissa!

    SôniaG.

    13 de outubro de 2010 às 20h35

    Vc. está falando da sua família? Não dá para generalizar não é?

    Jairo_Beraldo

    13 de outubro de 2010 às 23h58

    Estou falando que voto em Dilma e mulher não…foi por gente agressiva e desentendida como voce, que ela pode vir a perder a eleição….entendeu, Zé Serra?

    cesar a giometti

    13 de outubro de 2010 às 21h09

    Cara, o que você quis dizer com "é histórico"? O Brasil, homens e mulheres ainda estão aprendendo a votar e a escolher ´pela própria vontade os destinos do país e de si mesmos. Homens também votam aparvalhadamente, por exemplo, no cara que torce pelo mesmo time… Esta eleição está mostrando, sim, quem são os lados envolvidos na disputa… De um, aqueles que não querem que o país mude, que as relações de poder continue como eram, os ricos, mais ricos, e outros, bem, com sempre estiveram, se virando. O Serra com certeza não representa o povão; Dilma busca atender no que for possível, como o ffez LUlla, pois em quinhentos anos de exploração não avançamos grande coisa. Em oito anos, alguma coisa já foi feita, e esse caminho não pode ser interrompido. É preciso mais do que nunca que as mulheres, que sempre forma muito oprimidas comecem a mudar tal atitude, e assumam o destino em suas mãos, votando em Dilma, conta o retrocesso.

    Jairo_Beraldo

    14 de outubro de 2010 às 00h00

    Cara, estou querendo dizer o que disse o Carlos logo abaixo…interpretação é para poucos!


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