VIOMUNDO

Diário da Resistência


Mario Marona e Leandro Fortes: Vergonha alheia
Política

Mario Marona e Leandro Fortes: Vergonha alheia


28/05/2013 - 16h07

Nem Federico seria capaz de imaginar…

por Mario Marona, no Facebook

Aécio e Marina podem afirmar que existe uma rede clandestina de blogueiros e piratas da internet subvencionada para atacá-los. Não é verdade, mas podem dizer, como fizeram, ambos, na Folha. Mas Aécio poderia dizer, também, em que blog petista ou que pirata da internet publicou um artigo contra ele com o título “Pó pará, governador?” Não houve, até hoje, insinuação mais agressiva ou grosseira contra ele em lugar algum. E o Estadão, onde o artigo saiu, não chega a ser propriamente um jornal clandestino. Pelo menos não neste momento.

por Leandro Fortes, no Facebook

Eu já denunciei, algumas vezes, essa prática odiosa de muitos políticos e chefes de repartições públicas que obrigam seus funcionários a comparecer a eventos para fazer número ou se solidarizar com causas que não são suas.  Conheço o caso de um general que, no Palácio do Planalto, obrigou seus servidores diretos a participar de um jogral de aniversário, com versinhos recitados para cada letra do nome do chefe.

Não conheci Roberto Civita, mas, apesar de ele ter transformado uma respeitada revista nacional numa paródia do boletim informativo da TFP, ouvi de muita gente boa que ele era um sujeito cordato e bem humorado. Acredito que, em boa medida, era bem quisto por seus empregados. Mas, ao obrigarem os funcionários da Abril a abraçar o prédio da editora para homenageá-lo, estabeleceu-se um limite aquém do razoável entre o bom senso e o assédio moral.

Olha que eu já soube de repórter de O Globo que subiu a serra de Teresópolis para visitar uma famosa égua (Miss Globo) de Roberto Marinho. Mas juntar uma galera para abraçar um prédio a título de puxar o saco do patrão morto, só em filme de Fellini. E olhe lá!

Leia também:

Reprise: Pó pará, governador?





22 comentários

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Bonifa

30 de maio de 2013 às 11h17

A cena, de um ridículo atroz para o espectador independente, tem um sentido muito claro e muito importante, que se traduz em dois recados, um interno e o outro externo. O recado interno: Todos os funcionários devem estar conscientes de que nada mudou na orientação da Veja e de todos continuará sendo exigida fidelidade absoluta. E um recado externo, muito claro, dirigido a seus aliados políticos: Continuamos firmes e fortes lutando com os mesmos métodos e a mesma disposição de sempre. Podem confiar.

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Gerson Carneiro

30 de maio de 2013 às 09h46

Quando eu morrer eu quero que todos abracem um pé de mandacaru.

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mineiro

29 de maio de 2013 às 16h26

so queria saber de uma coisa. porque quando eu critico essa pres.traidora maldita , meu comentario nao aparece. so vou perguntar de novo , esse blog é livre ou nao é?

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Julio Silveira

29 de maio de 2013 às 12h05

O que é a pressão para manter o emprego. Com certeza, esse ato de adoração hipocrita e puxação de saco morto se deve a pressões vindas do corpo diretivo.
Me lembra um tempo atrás quando trabvalhei numa empresa publica ligada ao Ministerio das comunicações, cujo ministro à época, o Chiarelli, que eu em nada simpatizava, estava em vias de ser destituido para empossarem o Malvadeza, do mesmo partido. Houve ordem constrangedora para que enviassemos telegramas (não existia internet ainda) para Brasilia em protesto pela mudança, e tome pressão. A iniciativa, a mesma tentativa hipocrita da diretoria de querer humanizar o morto, tranformá-lo marqueteiramente no que não foi em vida, para aparecer bem na foto.

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AlceuCG

29 de maio de 2013 às 09h55

Patético, essa iniciativa do grupo abril. Certamente eles viram os milhões de Venezuelanos prestando homenagem ao seu lider Hugo Chavez, e decidiram que tinham cacife pra fazer algo semelhante. Risível! Vi em alguns blogs de esquerda, artigos que defendem deixar o sionista descansar em paz. Em blogs ditos progressistas! Esse civita tinha as mãso manchada de sangue de incotáveis brasileiros, pois ao apoiar a ditadura militar ele foi cúmplice direto de todos os crimes praticados. E somente porque ele morreu, deve-se esquecer seus crimes? Partindo-se deste raciocínio, então vamos deixar pra lá os crimes dos ditadores e seus cães de guerra. Afinal, os chefões já morreram e carniceiros do nível do ustra já estão na prorrogação! Aliás, o próprio civita, como bom sionista, jamais deixou cair no esquecimento o genocídio judeu na segunda guerra mundial.

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Rossi

29 de maio de 2013 às 04h42

Enquanto isso na Coréia do Norte……..

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anderson

29 de maio de 2013 às 01h16

ligaçes perigosas entre joaquim barbosa e psdb:
Começam a aparecer as ligações de Azeredo com Joaquim Barbosa
Ministro Joaquim Barbosa não esclarece o porquê mesmo advertido pelo TCU mantêm um contrato irregular do STF com a Fundação Renato Azeredo

Os jornais costumam repercutir na segunda-feira com grande destaque as matérias que são publicadas pelas revistas semanais. Pois sábado saiu uma seríssima reportagem na Carta Capital e não houve um pio de quem quer que seja.

Conta os bastidores da luta Serra x Alckmin em torno da substituição de João Sayad da presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, de São Paulo. Que, segundo a revista, respinga sobre o Supremo.

Sayad publicou um artigo, um tanto cifrado, na Folha, intitulado “A taxonomia dos ratos”, para dizer que, ao lado dos grandes casos de corrupção, havia outros, menores mas constantes, que “sangra a organização (pública), faz favores a seus superiores e enche-se de queijo de maneira paulatina e continuada”.

Diz a revista que a história tem relação com um negócio ocorrido “meses antes da eleição em que Alckmin seria candidato à Presidência da República, (quando) a (TV) Cultura contratou a Fundação Renato Azeredo por R$ 18 milhões” para operar seu próprio contrato com o Supremo Tribunal Federal na manutenção da TV Justiça.

A Fundação Renato Azeredo leva o nome do pai do tucano Eduardo Azeredo, que a criou em 1996, quando era Governador de Minas Gerais. Desde então, e até hoje, tem como esmagadora maioria de seus clientes secretarias, empresas, universidades e órgãos estaduais e municipais de Belo Horizonte, além de diversas prefeituras mineiras.

E, como jóias da coroa, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, agora como titular dos contratos, não mais terceirizada, de prestação de serviços.

Carta Capital diz que o ministro Joaquim Barbosa “está incomodado com a presença da Fundação”, quem sabe por suas ligações umbilicais com Eduardo Azeredo, réu no Supremo pelo chamado “mensalão mineiro”, que todos esperam que, finalmente, possa ser julgado.

O Tribunal de Contas da União considerou, em 2009, irregular o contrato e foi comunicado pelo STJ de que a fundação paulista seria a mineira.

Segundo a Folha publicou em fevereiro, a Fundação Renato Azeredo foi “contratada em março de 2010, com dispensa de licitação, por R$ 1,6 milhão. A vigência era de seis meses. Seis meses depois, um aditivo prorrogou o contrato por 12 meses. Serviços foram ampliados e o valor passou para R$ 4,2 milhões. O acréscimo de 24,93% foi no limite do percentual permitido por lei”.

Numa nova licitação, a Fundação José Paiva Neto, ligada à Legião da Boa Vontade, ganhou a licitação para cuidar do CNJ e, segundo Carta Capital, também a do STF, embora ambas as instituições ainda apareçam como clientes da Renato Azeredo em seu site.

No CNJ, já com Joaquim Barbosa, o contrato com a Paiva Neto foi cancelado e a administração assumida diretamente pela TV Justiça. No STJ, segundo CartaCapital, a Paiva Neto venceu, mas foi inabilitada e a contratação recaiu sobre a Renato Azeredo. O contrato segue para incômodo do ministro Joaquim Barbosa, diz a revista.

Não é possível crer que o ministro Joaquim Barbosa tenha o domínio sobre o fato de poder estar existindo alguma irregularidade e se limite a ficar desconfortável.

Sua Excelência, se a imprensa não os busca, haverá de dar todos os esclarecimentos sobre o assunto, inclusive sobre as contratações feitas antes de sua gestão, mas já com sua presença no Supremo, que as aprova de forma colegiada.

Afinal, não é possível imaginar que possa haver mais compromisso com a transparência do que na administração da mais alta Corte brasileira, não é?

Matéria “A taxonomia dos ratos” de João Sayad

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    Bonifa

    30 de maio de 2013 às 10h42

    Joaquim Barbosa ainda continua sendo preservado e blindado pelo partido da imprensa-empresa. Se os neoliberais desistirem definitivamente dele, será imediatamente aproveitado pelos fascistas, que também controlam boa parte da imprensa-empresa, além de navegarem em outras águas muito mais turvas.

José BSB

28 de maio de 2013 às 21h41

Esse aécio neves não perde por esperar. Será jantado na farofa com torresmo no primeiro debate. Foi chamado de drogado pelo estadão e vale lembrar foi acusado pelo Juca Kfouri de dar uma bofetada na namorada numa festinha no rio de janeiro.
Além de fugir do bafometro.

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    Bonifa

    30 de maio de 2013 às 11h07

    Seu pronunciamento em que busca confundir a opinião pública sem nenhum pudor, tentando abafar as consequências do boato do fim do Bolsa Família e usando para isso um insignificante erro de comunicação da Caixa Econômica, revelou quem é de fato Aécio Neves. Um estadista jamais cometeria uma vilania deste porte.

J.Carlos

28 de maio de 2013 às 20h36

A que ponto chegou a submissão de pseudojornalistas aos seus empregadores! Nenhuma semelhança com a bravura com que muitos verdadeiros jornalistas enfrentaram a ditadura militar.

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Paulo

28 de maio de 2013 às 19h41

Essas presepadas acontecem até hoje em várias entidades, públicas e privadas. Empresas com Walmart e Magazine Luiza tem práticas “motivacionais” com o mesmo espírito de condução de corações e mentes na constituição de “tribos”. Foi e ainda é uma rotina nas grandes empresas estatais, quando presidentes visitam suas unidades operacionais espalhadas pelo país.

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Gerson Carneiro

28 de maio de 2013 às 18h59

Aquela turminha de simpatizantes da midiazona que frequenta a sessão de comentários do VIOMUNDO deve ter ficado com inveja. Loucos de vontade de marcar presença nessa “homenagem”.

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Gerson Carneiro

28 de maio de 2013 às 18h54

Constrangedor. Cena ridícula.

Fica a dica para advogados trabalhistas e sindicatos das categorias dos funcionários da Editora Abril. Se houver, neste caso, litisconsórcio ativo melhor ainda. Aumenta a chance de sucesso.

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Procurei nas fotos uma cabeça grande e não achei. Pelo jeito só o chão de fábrica foi obrigado a participar dessa coisa.

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Isidoro Guedes

28 de maio de 2013 às 18h17

Quando a gente pensa que já viu de tudo na vida, sempre surge uma coisa nova. Essa do puxa-saquismo post-mortem para o “todo poderoso” do Grupo Abril, o ultra-direitista Roberto Civita, realmente é de dar náuseas.

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Fabio Passos

28 de maio de 2013 às 18h01

pffff… obrigaram os funcionarios a fazer papelao.

Nem morto bob civita deixa de envergonhar o Brasil… e a humanidade.

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Edno Lima

28 de maio de 2013 às 17h57

Quando um sujeito de esquerda morre, há homenagens; quando o morto é alguém conservador, as demonstrações são de puxa-saquismo !
O sujeito nem conhecia pessoalmente o morto, mas pelo simples fato de ser um adversário ideológico não admite que seja objeto de uma homenagem. É o cúmulo da mesquinhez!!

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    Dialética

    28 de maio de 2013 às 18h57

    O problema parece estar em…

    Alguém sabe se foi espontâneo? Parece que não foi….Alguém deve saber que não foi.. alguém que estava lá saiu dizendo…..

    Tanto a esquerda quanto a direita devem sim homenagear seus queridos espontaneamente.

    rodrigo

    28 de maio de 2013 às 22h35

    Quiridão, mesquinhez é o que se prestou o falecido a fazer com a consciência popular neste país.

    (sei lá, mas eu tô achando que a grande maioria das pessoas não consegue mais enxergar a sociedade como um todo, quanto mais como um todo vivo…)

    PauloH

    29 de maio de 2013 às 05h52

    A manifestação “espontânea” foi convocada pelo RH da empresa. Uma cópia do email tá rolando pela Internet. Se você fosse um funcionário comum da Abril, deixaria de participar do “abraço” em homenagem ao patrão, arriscando-se a ficar marcado? Na prática não houve opção, os empregados foram constrangidos a prestar a “homenagem”.

sílvia macedo

28 de maio de 2013 às 17h12

Tudo de bom chamar a Veja de paródia do boletim informativo da TFP.

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Urbano

28 de maio de 2013 às 16h18

Com os da oposição ao Brasil nada na vida funciona que não seja na base do banquinho e do chicote.

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