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Maringoni: A fala ambígua, sofisticada e conservadora de Lula
Foto: Roberto Stuckert/ Instituto Lula
Política

Maringoni: A fala ambígua, sofisticada e conservadora de Lula


20/05/2013 - 00h44

Zelig: De tudo um pouco, ao mesmo tempo

Colunistas| 15/05/2013

Lula, ser E não ser

O ex-presidente da República criou um discurso e um comportamento político capaz de, mesmo em situações polarizadas, contentar lados opostos, sem se vincular claramente a nenhum deles. Diante de opções difíceis a saída é não optar. Não se trata de hesitação. É tática pensada e sofisticada.

Gilberto Maringoni, na Carta Maior

Quem se espanta com a incorporação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos à administração Dilma Rousseff, achando que o político oriundo do malufismo e aliado histórico dos PSDB seria um corpo estranho na seara petista, deve ficar mais atento ao funcionamento do chamado lulismo. 

Não se trata apenas de uma manobra de ocasião para compor maiorias parlamentares e estreitar o espaço da oposição nas eleições de 2014.

Estamos diante de uma sofisticada tática política, capaz de contentar aliados à esquerda e à direita e de se colocar como esquerda e direita ao mesmo tempo, sem assumir claramente nenhum dos lados.

Um exemplo mais claro desse comportamento pode ser visto no vídeo disponível neste link. 

Ele não é novo, dura um minuto e capta um trecho do discurso do ex-presidente Lula nas festividades de 35 anos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em abril de 2008.

Nas palavras de Lula, o ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre 1969 e 1974, fez o país viver “o momento mais crítico da história do país”. Mas também permitiu que “o Brasil encontrasse seu rumo”.

A fala pode gerar várias controvérsias, mas, acima de tudo, mostra como funciona o discurso lulista, seguido pela direção do PT. Parece atacar alguém, mas não ataca. Parece elogiar, mas também não elogia. Parece ser de esquerda, mas não se assume como tal. Às vezes soa de direita, mas, habilmente, não deixa marcas explícitas.

No caso da Embrapa, o ex-metalúrgico parece elogiar a ditadura, mas faz uma leve ressalva. A ressalva parece crítica, mas tampouco é.

Veja a contradição


Na intervenção, o então presidente diz literalmente o seguinte:
“(…) É com muito orgulho que de vez em quando as pessoas falam “Lula defende … elogia o governo Geisel, elogia o não sei das quantas. Pois eu agora – veja a contradição, Requião – um dos presidentes que permitiu que a gente vivesse um momento político mais crítico da historia do país, o presidente Médici, foi o homem que assinou a Embrapa e foi o homem que assinou Itaipu. (…) Os outros gestos que as pessoas fizeram que permitiram que o Brasil encontrasse seu rumo. Cada um de nós será julgado um dia. Cada um de nós será julgado por aquilo que fizemos e pelo que deixamos de fazer”.

O que Lula quis dizer, exatamente?

Atacar sua fala como sendo uma rendição ao legado da ditadura ou alienação sobre o período 1964-85 simplifica o problema e não vai ao âmago da questão.

A conduta ambígua não indica dúvida, hesitação ou falta de clareza sobre posição a tomar ou rumo a seguir. Trata-se de discurso bem pensado e sofisticado para o tipo de projeto que o assim chamado lulismo vem implantando no país há dez anos.

É sofisticado porque dialoga com os vários interesses em disputa na sociedade.

Contenta progressistas e conservadores, direitistas e esquerdistas e… não toca no status quo.

Inúmeros gestos

Intervenções como essa se desdobraram em inúmeros gestos, falas e iniciativas ao longo dos dois mandatos de Lula e na gestão de sua sucessora, Dilma Rousseff (menos competente que seu patrono, nesse quesito).

Ao mesmo tempo em que usou o boné do MST em manifestação dos sem-terra, Lula praticamente paralisou a reforma agrária. Deu força à Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República e nomeou um quadro da direita, como Nelson Jobim, para a pasta da Defesa, o que freou qualquer investigação sobre os anos de chumbo nos quartéis. Colocou um desenvolvimentista moderado na Fazenda e soltou as rédeas da ortodoxia no Banco Central.

Apoiou a gestão de Hugo Chávez na Venezuela, para possibilitar a entrada de empreiteiras e outras empresas brasileiras no país. Mas tratou de esvaziar propostas de integração estatal, como as da Telesur, Gasoduto do Sul, Banco do Sul etc.

Reclamou da imprensa, mas não tomou nenhuma iniciativa para formular uma nova regulação para o setor. Fala como homem de esquerda, mas abrigou figuras egressas da fina flor do conservadorismo nacional em seus governos.

Os exemplos são infindáveis e representam a materialização de uma habilíssima política conservadora de novo tipo.

Não se trata de uma modalidade heavy metal do neoliberalismo, como a dos governos do PSDB (1995-2003). É algo que dá concessões secundárias a um lado e mantém a essência do modelo estruturado pelo outro.

Governo sofisticado

Com tais diretrizes, Lula construiu o governo mais sofisticado e complexo no Brasil desde Getúlio Vargas (1930-45 e 1951-54). Obteve adesões à esquerda e à direita, deixando intocados os interesses hegemônicos na sociedade. 

Para Lula e a maioria petista, ele e sua sucessora construíram governos de coalizão, montados para superar desafios históricos do país (como se os desafios não tivessem sido colocados justamente por uma parcela da sociedade que o PT abrigou em suas gestões).

Para uma facção mais à esquerda do petismo e para seu tradicional aliado , o PCdoB, este seria um governo em disputa (como se todos os governos não o fossem, em maior ou menor grau).

Através desse biombo vernacular, aceitam-se quaisquer manobras para se manter a chamada governabilidade. 

Governabilidade, esclareça-se, não é uma maneira de se manter o comando para se atingir determinado objetivo. Governabilidade é aqui um fim em si mesmo.

Para a direita – que disputa com condições muito melhores os rumos da administração – trata-se de manter espaços nunca perdidos historicamente.

Os governos petistas incorporaram, sem dizer que o fizeram, políticas caras aos setores monopolistas e rentistas, como o aprofundamento do processo de privatizações, de isenções tributárias e fiscais e a política de franco favorecimento aos grandes grupos privados, via BNDES.

A argumentação de parcela da esquerda lembra que o governo distribuiu uma parcela do excedente social entre os setores miseráveis e obteve um crescimento econômico razoável, em comparação com a administração do PSDB (é possível que as medíocres taxas de crescimento obtidas pelo governo Dilma quebrem esse parâmetro). 

Com tudo isso, uma conclusão é clara: não é fácil se opor a uma gestão desse tipo.

Ganhos reais


Há ganhos reais para os trabalhadores nas políticas de Lula e Dilma.

Há um aumento da renda individual de forma direta, propiciada pelos aumentos do salário mínimo e pela elevação do nível de emprego. E há também, de forma indireta, uma elevação do consumo popular, definida pela ampliação do crédito pessoal. Como parte das políticas sociais, o governo lançou o Prouni e o Fies, destinados a financiar a educação de jovens carentes, através de subsídios indiretos a faculdades privadas e políticas focadas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

São práticas eficientes, mas não desconcentram renda de maneira significativa. Antes, destinam uma parte do excedente propiciado pelo crescimento do PIB aos pobres, propiciado por um cenário internacional extremamente favorável para os países exportadores de commodities.

Cenário atípico

A primeira década do século XXI constituiu-se num cenário atípico em temos mundiais. A chegada ao mercado internacional de novos países importadores de produtos primários – China e Índia -, um aumento significativo da liquidez – e do crédito – internacional, combinados com taxas de juros extremamente baixas, possibilitou a entrada de grande volume de capital nos países do sul do mundo.

O Brasil – bem posicionado como exportador de soja, trigo, carne e etanol – soube tirar vantagens expressivas da situação.

As ações governamentais nesse período tiveram como uma de suas metas a ampliação do mercado interno que alavancou um miniciclo de crescimento, entre 2006 e 2010. 

Versões mais toscas da linha lulista não prosperaram.

Os exemplos são dois, Gilberto Kassab e Marina Silva. São imitações que arranham a superfície da orientação ambígua do ex-metalúrgico, mas não articulam o conjunto de forças sociais que ele – montado na máquina estatal – soube tão bem fazer.

Todos se lembram do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do Partido Social Democrático (PSD). Suas palavras foram sinuosas à época do lançamento de sua agremiação, em fins de 2011: “Não somos nem de direita e nem de esquerda”. Opinião igual tem Marina Silva, para quem sua Rede não está nem a esquerda e nem a direita, mas à frente.

Quais os limites da política lulista?


Essa é a grande pergunta, depois de dez anos de governo. Os limites são dados pela estrutura do Estado, que segue a serviço dos interesses rentistas e dos grandes monopólios.

O que significa mudar a estrutura do Estado em termos econômicos? Significa embutir custos adicionais ao seu funcionamento, transferindo efetivamente renda de uma classe a outra.

O Estado brasileiro sofreu quatro grandes reformas ao longo do século XX. Ou seja, por quatro vezes rompeu-se o círculo das mudanças sem mudanças.

A primeira se deu entre 1930 e 1945. Getúlio Vargas alterou a política fiscal, direcionando parte da arrecadação para iniciativas industrializantes, para a adoção de políticas sociais permanentes – CLT e previdência social – e para a reforma da própria máquina pública. Criou um Estado com maior poder de intervenção na economia.

A segunda reforma do Estado aconteceu por obra da ditadura militar (1964-1985). 

Embora seus governos não tenham sido uniformes, ela aumentou o poder de intervenção na economia, através da criação de centenas de empresas estatais e órgãos públicos.

A terceira não chegou a ocorrer totalmente. Foi esboçada pela Constituição de 1988, através da ampliação de direitos sociais universais, especialmente nas áreas de saúde (SUS) e previdência social. Havia na Carta uma tentativa de se criar uma versão nacional de Estado de Bem Estar Social. No capítulo da ordem econômica, a Constituição estabelecia diferenças entre empresa estrangeira e nacional, retiradas no governo FHC.

A quarta e radical mudança veio nos anos de 1990, nos governos Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Ela pode ser sintetizada como uma tentativa de desconstrução da primeira (Vargas) e terceira (Carta de 1988) intervenção.

Essa mudança começa com a aprovação do Programa Nacional de Desestatização, em 1990, renovado em 1997. A lei pretendia “reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público”.

Ela possibilitou uma radical alteração do papel do Estado. Juntamente com 34 emendas constitucionais, aprovadas entre 1995 e 2002, o governo Cardoso ajustou o país à nova ordem mundial, pautada pelos preceitos do Consenso de Washington.

O papel de Lula


O governo Lula não apenas manteve todas essas mudanças – inclusive o Programa Nacional de Desestatização -, como tomou iniciativa de realizar mais 28 emendas constitucionais, que não se contrapuseram às diretrizes da administração anterior. No caso, por exemplo, da reforma na Previdência Social, de 2005, a intenção foi de aprofundar o modelo liberal.

O mesmo pode ser dito de iniciativas na legislação ordinária, começando pela Lei de Falências (2003), até as privatizações realizadas pelo governo Dilma, sob o eufemismo de “concessões”, sem contar as dezenas de setores que foram agraciados com desonerações na folha de salários.

Assim, as melhorias sociais – que são reais – em vários aspectos da vida da população mais pobre, obtidas nos governos petistas, foram alcançadas graças a um cenário de crescimento econômico, sem tocar na organização do Estado, sem ampliar serviços públicos universais – como saúde e educação públicas -, que se constituem em ganhos indiretos, mas universais.

Aliás, na saúde pública, o que se nota é um avanço dos planos de medicina privada, das organizações sociais e um paulatino sucateamento do SUS, estabelecido na Constituição de 1988.

Cabe tudo


Repetindo: a justiça social lulista se faz via mercado, via crédito e aumento da massa salarial que dependem de cenários de crescimento econômico.

Para esse tipo de modelo, não é necessário uma nova repartição de renda e da riqueza social. O discurso político para essa situação não deve incentivar o confronto e a luta de classes, pois não é um discurso mudancista. É o discurso que exalta ganhos, ao mesmo tempo em que mostra o valor da estabilidade.

Aliás, é a apologia da estabilidade que possibilita ganhos. 

Cabe tudo nessa formulação, desde avaliações incompreensíveis sobre o período mais pesado da ditadura até o líder do movimento das pequenas e médias empresas.

É uma fala marcadamente ambígua, sofisticada e, sobretudo, conservadora.

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC. Doutor em história pela Universidade de São Paulo, é autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Leia também:

Altamiro Borges: Bolsa Família e os sabotadores





93 comentários

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Geysa Guimarães

22 de maio de 2013 às 19h19

Soubesse que Maringoni é ou foi do PSOL, nem teria lido o texto.
Quanto a Lula reconhecer esta ou aquela qualidade de Geisel,bom sinal.
Odeio xiitas. Em nada contribuem para a democracia.
Geisel, se não estou errada, foi quem deu início à abertura. O que não teria acontecido se fosse um Sylvio Frota.

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H.Pires

21 de maio de 2013 às 21h59

O Sr. Maringoni, de inteligência impar, sempre nos trás pensamentos/comentários que só somam ao nosso parco saber.
Mostra, Sr. Maringoni, atraves essa elucidativa análise, O QUANTO LULA O SÁBIO, esta à frente de seu tempo.
LULA O SÁBIO esta, como praticante politico, por assim dizer, no século XXIII(vinte e tres, esta certo isso?). Enquanto a DIREITA CAPITALISTA MIDIATICA PARTIDÁRIA, faz politica do século XIX(dezenove?).
Realmente é muito dificil “entender” LULA, em sua luta para EMANCIPAR A CLASSE TRABALHADORA. Podem juntar todos os “especialistas”/”cientistas” politicos/politicologos/tarologos e eles NUNCA IRÃO ENTENDER O QUE É LULA O SÁBIO PARA TODOS NÓS! NUNCA!
Desta forma, afirmamos existirem duas “eras” no Brasil: A.L e D.L. (antes de LULA e depois de LULA). É simples e singelo assim.

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    Girolando Mathias

    23 de maio de 2013 às 00h20

    Você é um fanático, e não se dá conta. Quando Lula morrer, vai vestir luto.

    xacal

    23 de maio de 2013 às 08h51

    Ah, sim…equilibrados são os ingleses, e toda a mídia internacional e seus jornalistas de coleira que derramaram rios de lágrima quando a cadela britânica bateu as botas?

Eduardo

21 de maio de 2013 às 17h07

Lamentável,constrangedor,humilhante,incrivel a incultura geral. Tantas manifestaçoēes imprestáveis.Quem não tem o saber, deve ter humildade para aprender.Não deve expor ignorância com seus disparates.

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Maria Amélia Martins Branco

21 de maio de 2013 às 14h15

Maringoni PIRA.

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Roberto Locatelli

21 de maio de 2013 às 10h49

Críticas a Lula e Dilma todos temos. No entanto, é preciso saber fazer as críticas.

Marconi Perillo – homem de confiança de Cachoeira – chamou Lula de “o maior canalha deste país”.

Atualmente, a direita já critica tão furiosamente Lula e Dilma que é preciso, ao invés de apenas criticar, propor alternativas. Isso o PSOL de Maringoni não faz. Aliás, a alternativa do PSOL chama-se Joaquim Batman e Gilmar Robin.

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    Girolando Mathias

    23 de maio de 2013 às 00h23

    Muito bem. Desqualificar o autor é a melhor resposta às afirmações feitas no texto.

Julio Silveira

21 de maio de 2013 às 10h16

Por mais correto que esteja o Marigoni ele corre risco de ser vendido como anti petista daqui a pouco. Hoje tentam associar esse PT como a voz da esquerda, e assim cortejar as mentes dos poucos, verdadeiros, esquerdistas, para seu lado.
Tem sido complicado a manutenção da fidelidade ao ideal e a ideologia sistematicamente vendida como doutrina temerária, assim como hoje já tratam a ética lá na consciencia. A promessa de poder e todas as benesses particulares que ele implica falam mais alto para nossos brasileiros de meia pataca que preferem o dolar, mesmo o furado.

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Neotupi

21 de maio de 2013 às 00h17

Maringoni falha em sua análise ao se esquecer de diversas inflexões nos governos Lula e Dilma:
1) Ao enterrar a ALCA, e voltar-se para o Mercosul e a Unasul;
2) No fortalecimento do Banco do Brasil e da Caixa Econ. Federal;
3) No fortalecimento da Eletrobras, e no novo marco regulatório do setor elétrico.
4) Na capitalização da Petrobrás (mais estatização) com 5 bilhões de barris do pré-sal.
5) No novo marco regulatório do pré-sal.
6) Na criação de 9 estatais: Hemobras, EPE (Empresa de Pesquisa Energética), EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada), PPSA (inicialmente chamada de PetroSal), EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e a Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa), ABGF (apelidada de Segurobras, para garantir obras de infraestrutura), EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Fora subsidiárias criadas das estatais existentes.
7) Na reativação da Telebras, que já oferece serviço em 1.300 municípios, incluindo 19 capitais e áreas metropolitanas, para provedores explorarem o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
8) Na expansão das Universidades e escolas técnicas federais (o próprio Maringoni dá aulas numa universidade criada no governo Lula).
9) O estado brasileiro voltou a fazer concursos e contratar funcionários, estruturando o Estado, que estava esvaziado nos governos tucanos.
10) Na saúde teve avanços mais modestos, mas o PSOL tem culpa nessa história porque votou contra a renovação da CPMF, em aliança com os conservadores que defenderam redução de impostos, em detrimento da de mais verbas para o SUS.
11) Queda nas taxas de juros (juros básicos real está em pouco mais de 1%).
12) Redução na conta de luz, o que desagradou investidores.
13) O crédito para mais pobres é também uma forma de redistribuição de riqueza (os economistas sabem). Se um pobre tivesse que poupar para comprar uma casa, poderia levar 20 ou 30 anos para conseguir ter a sua. Havendo crédito, ele pode comprar financiada, e toma posse já, mesmo que ainda tenha que quitar em 20 ou 30 anos.
14) Políticas de indução à geração de empregos.
E, claro, a valorização do salário mínimo e do trabalho formalizado, coisa que o articulista reconheceu.
Fico com Lula quando ele diz que é preciso ir fazendo o possível para conquistar o impossível.
Nada contra visões críticas, mas essa mania do Psol não saber escolher inimigos, de ficar pegando no pé de Lula, em vez de pegar no pé de Alckmin, só atrapalha a eleger um outro poste em 2014.

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    Jaimão

    21 de maio de 2013 às 21h59

    Também foi o Lula e a Dilma que compuseram o atual quadro conservador do STF, além do PGR, só para agradar a direita. E é bom lembrar tb que os paises com governos progressistas da AL já olham com desconfiança essa politica do lulismo descrita pelo Maringoni. Em resumo, o lulismo pede esmola aos pobres e enriquece cada vez mais os ricos. É o que todos fazem.

    Neotupi

    22 de maio de 2013 às 01h10

    Quando Lula nomeou Joaquim Barbosa e Ayres Britto eram considerados progressistas. Assim como Eros Grau. Carmem Lucia e Lewandovsky também não eram vistos como conservadores. E foram progressistas em vários julgamentos como da constitucionalidade de cotas, e outros. Só Peluso e Menezes Direito eram tidos como conservadores. Fux também era considerado progressista, tanto que teve apoio de lideranças do MST. Mudaram depois.
    O PGR foi escolhido respeitando o voto da classe, dentro da tradição sindical de indicar seus representantes, não foi nenhuma concessão ‘a direita. E não tinha como prever que ia dar no que deu.
    Que governo da AL vê o lulismo com desconfiança? Outro dia Lula foi homenageado por Cristina Kirchner. Há poucos meses por Mujica. Na campanha de Maduro pediram para Lula gravar um vídeo de apoio.
    Essa visão de considerar esmola as políticas para os pobres é falta de conhecimento da pobreza. Não acho que seja esmola nem o bolsa família, nem o Pro-jovem, nem a política de ganho real do salário mínimo, nem elevar o PRONAF para de 2 para 11 bilhões, nem gerar 18 milhões de empregos (só o Estado jamais teria condições de gerar esse número de empregos, então um governo progressista não deve demonizar a iniciativa privada produtiva, dentro da realidade brasileira), nem reduzir o déficit habitacional (que está na baixa renda) com o Minha Casa, Minha Vida. Nem colocar 1 milhão de alunos pobres na universidade com bolsas do ProUni, e outro tanto nas novas e antigas universidade públicas, inclusive com políticas de cotas e democratização do acesso através do ENEM e do Sisu. O Pronatec já beneficiou 2,5 milhões de jovens e tem mais 3 milhões de vagas. Tudo isso são políticas estruturantes, que as classes C,D e E conhecem muito bem.

dukrai

20 de maio de 2013 às 22h12

enquanto revolução socialista não chega o mimimi de esquerda come solto. Quando foi que essa esquerda julgou que o governo Lula iria propor uma politica de oposição ao capital? A)ao indicar José Alencar como vice; B)ao firmar a Carta aos Brasileiros (com grana); C)ao indicar Meirelles para o Banco Central; D)todas as anteriores.

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    Roberto Locatelli

    20 de maio de 2013 às 23h07

    Pois é, dukrai, e essa mesma “esquerda” se une à direita e vai pedir a Joaquim Batman para dar um golpe de estado.

    Maringoni é (ou foi?) do PSOL. A crítica a Lula que ele faz é que Lula não é marxista. Mas alguém achava que ele era?

    Girolando Mathias

    23 de maio de 2013 às 00h26

    Qual golpe de estado, véi? Parece maluco.

    xacal

    23 de maio de 2013 às 08h57

    Há um traço pior do que desqualificar o autor. É pegar uma expressão, dar-lhe sentido literal e amplificar seu significado, para tentar expor o interlocutor ao ridículo.

    Técnica rasteira, mas eficiente.

    Ora, é claro que a união da ultra-esquerdalha com o gilmar dantas não é um golpe, em si, mas se avaliarmos o jogo dentro de uma perspectiva histórica, este movimento se encaixa dentre aqueles que alimentam a sanha golpista, embora, como já disse, não queira dizer que vai haver golpe amanhã.

    Um golpe nunca é um golpe só, embora nossa mania de dar linearidade ao tempo faça que encaixemos os eventos em datas ou limites temporais (eras, ciclos, etc).

    Um golpe é um conjunto de pequenos golpes, cotidianos, com gestos como fez o piçol.

Messias Franca de Macedo

20 de maio de 2013 às 21h53

LULA ARTICULA VOLTA DE CAMPOS AO TIME DE DILMA

Cúpula do PT avalia que ainda é possível trazer o governador pernambucano Eduardo Campos de volta ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff; acordo envolve convite para que presidente do PSB seja o candidato da aliança em 2018 e para que o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) assuma um ministério, provavelmente o do Turismo; encontro entre Campos e Dilma hoje mostrou forte sintonia entre os dois
20 DE MAIO DE 2013 ÀS 20:30

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LÁ VEM O MATUTO ‘COMEDOR DE POEIRA’!

… Falta o mais importante: os articuladores do retorno do ‘traíra chantagista’ combinarem com os eleitores! Espero que em 2018 o campo da esquerda tenha uma candidatura muito superior à do Eduardo [Em] Campos [Minados]… Com todo o respeito: presidente Lula, não prometa uma encomenda que a entrega não depende apenas da sua vontade!…

PANO RÁPIDO!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Edgar Rocha

20 de maio de 2013 às 21h38

Lamentável que se critique neste texto não outra coisa senão a eficiência e os ganhos adquiridos com o Governo, como se estes fossem ilegítimos, imerecidos. Então o historiador vai como sempre, criticar a vitória, já que, no quesito derrota, todos os outros superaram o atual governo. E não se apontam alternativas, claro! Como apontar alternativas se, estando no Governo, as outras forças políticas não fariam diferente, ou melhor, fariam até pior? E fizeram, lembremos disto. E como apontar os problemas reais, se estes são epidêmicos na política nacional e se sustentam pela cooptação dos setores mais fundamentais para seu funcionamento, a começar pelas próprias categorias profissionais que fazem coro à avalanche de incompetência e corporativismo que assolam as instituições? Professores universitários lutam pela “linearidade dos processos de avaliação” tomando como direito a imposição de seus critérios pessoais de avaliação em nome de uma “autonomia da Universidade” (adeus ao que restou da Faculdade “PÚBLICA” de História da USP); médicos defendem-se da chegada de profissionais estrangeiros como se cada hospital fosse pra si um curral, isto sem falar na questão da segurança pública e o crime organizado, que esta, como diria minha vizinha crente, nem Jesuis… Enfim, se qualquer Governo quiser agir diretamente na crise dos serviços públicos, teria de, além de rever parâmetros legais e institucionais, enfrentar os instrumentos corporativos, peitar sindicatos e combater prevaricações e atos de incompetência técnica e administrativa. Alguém se habilita? Se as categorias organizadas não estão nem aí pra qualidade de seus serviços, que pressão os governos Federal, Estadual e Municipal, sofrem para agir? Pensemos nisto quando houver uma greve dos professores “pela qualidade na Educação”. E, enquanto houver caldo neste bagaço, vai ter gente preferindo criticar a lábia invencível do Lula e sua força pessoal contra quem já se provou pior que ele e que, portanto, tem é que calar o bico e admitir que está reclamando de barriga cheia, uma vez que não se habilita a pedir mudanças que secariam a própria tetinha em que está grudado.

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marcflav

20 de maio de 2013 às 20h48

O deus-mídia, a plutocracia e o ex-ceo sr lula da silva

por marcflav, em 10/fevereiro/2013

… não se pode negar o carisma do exceo sr lula da silva…ele é um daqueles dos que gostam de falar ao microfone, aprendeu a comunicar-se com o microfone, sabe pausar, prender a atenção, contar a estória, um puta comunicador, usando a retórica de bardos nem tão antigos… que imaginação fértil, de homem do interior indo em busca do eldorado perdido chamado emprego, agenda pra cumprir e destino certo pra trilhar!… vive do seu passado, da memória do seu passado, que ninguém pode lhe tirar – e se aproveita naturalmente disso – é a sua vida, e ele a representa totalmente, integrado dentro dos meandros do poder… ele ascendeu, faz parte das elites, e se orgulha disso, de ser um vencedor, de ter saído do interior de pernambuco para vencer em “sampala”… e credita a pecha de burgueses invejosos às oligarquias adversárias que o desprezam, ou por xenofobia, ou “pelas abobrinhas”, ou pelo falso conteúdo moral que naturalmente ele deseja compartilhar, como fazem praticamente todos os representantes do sistema, (e que o deus-mídia reproduz, incontesti), … ora, ora, mas é assim que os plutocratas instalados no sistema funcionam, na luta pelo poder, pelo controle do estado… e os novos mandarins da res-pública também o são exatamente por isso, por inveja daqueles que já mamam nas tetas dos cofres públicos… a história se repete em muitos lugares, em muitas épocas, cabendo à sociedade de massas justificar esse teatro como “democracia”… e aos lobistas da midia, chancelar, validar, escancarando ou escondendo as mazelas conforme os interesses dos poderosos donos do dinheiro, valendo-se ou mais, ou menos, das máscaras da vez do sistema… tem pra todo mundo mas acabou… agora só pra alguns… ano que vem tem mais emprego, concurso, tem mais cargo, mais carro, tem mais orçamento, tem mais obra… tem mais futebol… tem mais eleição ou seleção… o “concorrente maior” do exceo sr lula da silva, a mim me parece, será o ceo sr silvio santos, que joga dinheiro pra platéia, perguntando “quem quer dinheiro”, num desrespeito à tal de sociedade de massas, ostentação digna de um imperador sanguinário, porém ao mesmo tempo, podre-delícia circense….. mais: o que me faz refletir sobre a questão do exceo sr lula da silva reconhecer, bem sincero, que fala muita abobrinha, é que essa atitude é também uma artimanha de cordelistas na hora da performance… os bardos aprendem desde cedo a se virar nos 30s, quando falta conteúdo! porisso fica bem visível que ele é simplesmente mais um produto dessa mesma mídia que, ao que ele diz, o magoa, e é injusta… duplo-padrão, ou, usando uma metáfora pra simplificar, farinha do mesmo saco… numa espécie de disputa de campeonato, recriadas pela imaginação da ralé como deuses olímpicos, a políticagem é encenada, pelos plutocratas, nos templos do deus-mídia, numa consecução mais próxima de combates entre heróis e farsantes, e precisa, para representar as crenças e valores dos personagens mitológicos do brasil-olímpico, das figuras de um semideus, do mecenas, do protetor patriarcal, como também do ditador, do tirano, e dos novos mandarins da res-publica…e quem sustenta a “realidade” da agenda do poder concedente do estado é a mídia, é ela quem faz a cabeça e é “fazida” pela cabeça das massas… enfim, se é aceita como válida a hipótese das massas desejando satisfação de se realizarem num vencedor, líder inconteste que as guiará, a multidão silenciosa, através do abismo da vida subordinada à violência de uma economia dominada pelos controladores do dinheiro, então é aqui que a velha mídia entra, renovando-se e refletindo-se, ora na ralé, ora nos plutocratas, forjando e alimentando-se das necessidades das multidões silenciosas… a mídia é a interlocutora, o deus-mercúrio que leva-e-traz as notícias dos mercados entre os palácios e a ralé, é ela quem pode tudo mostrar e tudo esconder no rosto do comunicador…. pois assim que uma personagem entra no circuito midiático ela é rapidamente estereotipada para satisfazer as necessidades do establishment… e se quisermos compreender a carreira, a memória, os feitos e desfeitos do exceo sr lula da silva temos que considerá-lo como uma consequência do mass media, nessa antropofagia midiática chamada brasil … e, ao examinarmos também as tacanhas análises dos fundamentalistas de plantão, veremos que ele, o exceo sr lula da silva, será considerado de esquerda, por não seguir a agenda do estabilishment e será de direita quando seguir a agenda do estabilishment… ou seja, de qualquer forma ele está preso aos plutocratas do sistema, ele não tem um pé dentro do sistema e outro fora: ele tem os dois pés dentro do sistema, e é por isso que os plutocratas o chamam de estadista: costurou um arco de alianças que finge contemplar, ou contempla provisoriamente, aos interesses de praticamente todo o sistema brasil, – da qual ainda é presidente – só que agora do conselho de acionistas, digo, dos interesses econômicos que mantém em funcionamento a bocarra insaciável do estado, dos ansiosos donos do dinheiro e de seus gerentes dos mercados… sempre, e cada vez mais, precisando urgentemente do regalo do bombocado apetitoso de mais da metade de tudo aquilo que as pessoas dessa terra produz….e, se ele, o exceo sr lula da silva (“o deus-deu”), proporcionou, através das canetadas do poder concedente, para a sociedade de massas, as migalhas, (“a usura dessa gente/já virou um aleijão”), pois foi bom aluno no cumprimento da agenda da política da ordem e do progresso (vide a carta aos brasileiros), de fato, contribuiu para o comércio, para a indústria e para o consumo, inclusive para os banqueiros e para as multinacionais no exterior, mas não para uma cultura da Política, da Etica e da Moral, mesmo porque isso não interessa… interessa é o dinheiro, pelo poder que ele representa, ao fingir satisfazer a agenda diária à qual somos todos submetidos e/ou escravizados.

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    JOTACE

    20 de maio de 2013 às 23h52

    Caro Marcflav,

    Parabéns por tão apurada análise e que desnuda o exceo, senão no corpo mas na maneira de ser, de pensar e de agir. De minha parte, não posso evitar de comparar o ex que domina o governo, ao homem da cobra que se apresenta com sua lábia nas feiras nordestinas para ludibriar o povo. É justamente o que vem fazendo ele ao longo do tempo e, da maneira mais cínica e descarada, tenta mais uma vez vender a banha do tatu peba para que continue sua ação antipátria. Cordial abraço, Jotace

    xacal

    21 de maio de 2013 às 11h00

    zzzzzz….

    ou seria aleluia, aleluia politburo, salva-nos de toda imprecação do mal encarnado em Lula, e dai-nos de bandeja o socialismo puro no altar da revolução?

    cuidado, pode ter um lula dentro do seu armário, mancomunado com sua patroa!

    rodrigo

    21 de maio de 2013 às 13h13

    A nomenklatura não xacalzinho, os sovietes, aqueles mesmos que tiveram seu poder dizimado em 1921…

    assalariado.

    21 de maio de 2013 às 14h46

    E agora Xacal como é que fica? Marcflav e JOTACE, discutindo encima de ideias e projetos de sociedade, você vem e chuta o balde. No derramar do leite, Rodrigo questiona ( Politburo/ Nomenklatura x Soviets), e agora?

    Argumente, argumente, …

    Abraços.

    xacal

    21 de maio de 2013 às 16h05

    Assalariado,

    Desde os anos 90, eu descobri que tendências de debates não poeriam se transformar em “tendências orgânicas” para engessar o debate em patotas, ou em grupelhos.

    Não desprezo a importância de demarcar campos para situar a política, mas este negócio de rótulo é para comida e sabão em pó.

    Olhe, o que o marcflhsfbvz falou parece um delírio de alguém que está a base de ácido desde 68.

    Seguido pelo crédulo do JC.

    É discussão política da realidade ou campeonato para ver quem tem a “esquerda” maior que a do outro?

    Eu continuo a esperar os argumentos para contrapô-los:

    01- Política econômica.

    02- Política institucional e trato com a mídia.

    03- Geopolítica.

    04- Partidos e sociedade.

    05- Financiamento eleitoral.

    06- Estamento jurídico e mudanças constitucionais.

    Quem tiver proposta de texto guia, ao trabalho.

    Fora disto, me recuso a debater a cor da calcinha da Kátia Abreu, ou quantos fios o bigode de Sarney tem.

    Se for para entrar nesta, o pessoal da ultra-esquerdalha pode começar a explicar o que o DEMO faz na aliança que venceu Macapá com o PSOL.

    rodrigo

    21 de maio de 2013 às 16h37

    O trabalho de base da AMORC no interior do estado do Rio de Janeiro foi realmente bem feito. Né não?

    assalariado.

    21 de maio de 2013 às 21h29

    Pois é, Xacal, não estou aqui para salvar a burguesia d suas crises cíclicas. Afinal, por mais que o governo da governabilidade se esforce, será em vão. Quem tem o controle do Estado, da economia, da constituição e as instituições de Estado, são os donos do capital. O Estado e governo a vez são apenas figurantes/ marionetes a serviço. Ou seja, se quisermos mudar este modo de desenvolvimento moribundo, teremos que ter claro na cabeça, quem é que de fato manda na economia.

    Em todo caso vou responder sua perguntas:

    01- Política econômica.

    Resp: já respondi sobre os três itens + a questão das 40 hs semanais.

    02- Política institucional e trato com a mídia.

    Resp: o que diz a constituição sobre as lei das mídias, só é segui- la.

    03- Geopolítica.

    Resp: Mercosul e BRICs neles.

    04- Partidos e sociedade.

    Resp: também já comentei, é pauta de esquerda, que você chamou de palavras de ordem. Aproveita que Dona Dilma é maioria no congresso e pede pra ela jogar peso nestes 6 itens que perguntas.

    05- Financiamento eleitoral.

    Resp: Tem que ser publico. A social democracia petista a adjacências, com maioria parlamentar no congresso isso passa fácil, não é mesmo? É só querer.

    06- Estamento jurídico e mudanças constitucionais.

    Resp: o Estamento jurídico e mudanças constitucionais na carta magna, numa sociedade capitalista nunca passou de figura decorativa. Você também falou sobre isso. Tanto é que para os ladrões pobres a lei, para os ladrões ricos, Habeas Corpus. Mesmo que, um dia, a esquerda for maioria no congresso e querer fazer valer seu interesse classista, e seu ponto de vista politico /econômico, com certeza, atravessará em nosso caminho um STF da vida. É a luta de classes meu caro!

    Abraços.

    xacal

    22 de maio de 2013 às 08h42

    Assalariado,

    Com todo respeito, você não respondeu a nenhum dos itens.

    E nem poderia, como não poderíamos esgotar este debate aqui.

    Minhas perguntas são retóricas, no sentido de expor a fragilidade das críticas ao GOVERNO, dentro da perspectiva que caiba a um GOVERNO, ou seja, GOVERNAR.

    Não se trata apenas de conformismo, ou gestão do passivo capitalista, e nem de gerenciar seus ciclos de expansão e retração de liquidez (que erradamente chamamos de “crises”, mas que são, na essência, seu funcionamento).

    Mas de manter as coisas funcionando enquanto se processam as mudanças, algo como trocar o pneu com o carro em movimento!

    Lula e o lulismo têm limites? Claro!

    Dilma e o PT? Idem!

    Mas onde está a resposta? Quem é o setor que tem elaborado ou estimulado um debate sério sobre o tema?

    Não me venha com estas tolices semânticas do “purismo ideológico” ou “verdadeiro PT que deixamos lá trás”.

    Não tem!

    E não adianta dizer que é “luta de classes”…é mais ou menos o que os liberais dizem quando falam que é o “mercado”!

    Duas categorias etéreas que não resolvem os problemas da realidade! E é nela que estamos!

    Um abraço.

    assalariado.

    22 de maio de 2013 às 12h54

    Xacal, já entendi seu ponto de vista. Você gostaria que eu respondesse para uma situação de 6 perguntas que nem você mesmo tem. Então, desqualificar o seu oponente se faz necessário e, ao mesmo tempo, não faz propostas e nem tem respostas.

    Interessante mesmo é perceber que nenhuma resposta minha teve validade. Enquanto isso, você se esconde atrás do governo da governabilidade, gerenciando um defunto global, em franca decomposição. Nos encontraremos mais vezes, espero, sejamos mais produtivos nas ideias, sem a visão negativa da critica pela critica. Se este entrevero fosse prova de vestibular, e você meu corretor, com certeza, ficaria mais um bocado de ano patinando no mesmo lugar.

    Saudações Socialistas Dialéticas.

    xacal

    22 de maio de 2013 às 15h29

    Assalariado, não imaginei que estivéssemos em uma gincana, ou algum tipo de disputa para ver “quem tem a esquerda maior”.

    Eu não desqualifiquei você, mas sim a sua falta de argumentos, ou pior, a sua ingenuidade em acreditar que poderia responder a questões complexas com palavras de ordens ou algo do tipo.

    Mas se você faz questão, vamos a dissecação do que você disse:

    “Em todo caso vou responder sua perguntas:
    01- Política econômica.
    Resp: já respondi sobre os três itens + a questão das 40 hs semanais.”

    Tréplica: É isto que você chama de definir política econômica de um governo? E as taxas de juros, como serão? Como resolver os problemas dos déficits de conta corrente? O câmbio será flutuante ou fixo? Vai ter meta de inflação ou não? Como resolver o problema da pauta de exportações, as desonerações do setor produtivo sem estrangular o equilíbrio fiscal? Haverá algum plano de longo prazo? Como atrair investimento estrangeiro sem desnacionalizar a economia? Teremos empresas privadas para produção de bens de capital? E o problema das patentes, como fica?

    Enfim, como gerir um programa nacionalizante ou “socialista” dentro de um mundo capitalista global?

    “02- Política institucional e trato com a mídia.
    Resp: o que diz a constituição sobre as lei das mídias, só é segui- la.”

    Tréplica: O que diz a CRFB sobre mídia, meu caro, permite interpretações à esquerda e à direita. Mas eu pergunto de novo, o que fazer? Enfraquecer os monopólios?
    Ótimo, concordo, mas e como resolver o assédio das mega empresas internacionais de produção de conteúdo (teles e empresas e internet)? Deixamos a mídia à mercê deste ataque?
    Se já é quase impossível lidar com os barões da mídia nacional, como você acha que será com os Murdoch da vida?
    Temos capital social e político para fazer o que a Inglaterra fez? Você acredita nisto?
    Já passou pela sua cabeça que o problema é mais complexo do que aparente ser, e que em breve, poderemos ter a mídia nacional implorando pela intervenção do governo para lhe garantir mercado, e que este será o momento de fazê-los, eles mesmos, cederem anéis para não ficarem sem os dedos?

    “03- Geopolítica.
    Resp: Mercosul e BRICs neles.”

    Tréplica: Uau, então todos os nossos conflitos e interesses no mundo se resumem na formação de dois blocos.
    E como resolver nossas disputas com a Argentina, Venezuela e outros que se sentirem ameaçados pelo “gigante adormecido”?
    Qual será a orientação deste blocos?
    Bom, não será socialista ou um colegiado de solidariedade, e para sua infelicidade, é bom saber que analistas criticam que o modelo proposto pelo BRIC(mais um organismo de financiamento capitalista) é só mais do mesmo, como outra configuração geoeconômica.

    “04- Partidos e sociedade.
    Resp: também já comentei, é pauta de esquerda, que você chamou de palavras de ordem. Aproveita que Dona Dilma é maioria no congresso e pede pra ela jogar peso nestes 6 itens que perguntas.”

    Tréplica: Qual é a pauta “de esquerda”?

    “05- Financiamento eleitoral.
    Resp: Tem que ser publico. A social democracia petista a adjacências, com maioria parlamentar no congresso isso passa fácil, não é mesmo? É só querer.”

    Tréplica: Você me parece um cara inteligente, mas que de quando em vez abdica desta qualidade para assumir um ar infantil. Então democracia é só impor a vontade da maioria e pronto! Como 08 alemães em uma sala com dois judeus. A maioria decide queimar a minoria, e está resolvido? Quer dizer que você quer mudar toda a estrutura de financiamento do capital, que tutela eleições aqui, nos EEUU, na França, ou na Noruega, sem um amplo debate na sociedade, e colocar esta tarefa na conta de 300 ou 400 deputados impelidos pelo governo? Por que não fechar o Congresso logo, e baixar um ato institucional?

    Você acha mesmo que faz diferença para quem “compra a agenda política dos governantes” saber se o financiamento é público ou privado?

    “06- Estamento jurídico e mudanças constitucionais.
    Resp: o Estamento jurídico e mudanças constitucionais na carta magna, numa sociedade capitalista nunca passou de figura decorativa. Você também falou sobre isso. Tanto é que para os ladrões pobres a lei, para os ladrões ricos, Habeas Corpus. Mesmo que, um dia, a esquerda for maioria no congresso e querer fazer valer seu interesse classista, e seu ponto de vista politico /econômico, com certeza, atravessará em nosso caminho um STF da vida. É a luta de classes meu caro!
    Abraços.”

    Tréplica: Como eu te disse, luta de classes serve para tudo, no seu caso. Desde explicar o Big-Bang, até a estrutura genética do bicho de pé.
    Mais ou menos como os neoliberais ao falar de “mercado”.
    Primeiro, meu filho, não leve tanto a cabo sua noção de “classe”, porque há interesses heterogêneos dentro de cada classe e até em questões temáticas:
    Veja, a questão dos direitos humanos e os que berram fora Feliciano conseguiu unir Caetano Veloso e a Fátima Oliveira, figurinha aqui do blog.

    A sobrevivência partidária uniu randolfe e gilmar dantas!

    Depois, é bom saber que as leis, ou seja, nosso estamento jurídico é, nada mais, nada menos, que a formalização de consensos e conflitos políticos da sociedade (e seus setores) acerca de determinado valor ou fato.

    Por isto as leis atuais nos parecem tão injustas, porque não mais representam o ânimo da sociedade e suas expectativa de mudança.

    No entanto, por sua natureza, sistemas jurídicos(sejam capitalistas ou os que perduraram dos sistemas socialistas “reais”)tendem a se modificar de forma mais lenta que a noção de valores da sociedade, e não raro, estes valores atropelam tais estruturas jurídicas.

    Ainda assim, é preciso preservar parte dos valores para não incorrer em anomias (ausência de regras), que sempre será mais nefasto que regras ruins (conservadoras).

    Enfim, você reivindica que em 12 anos mudemos todo o arcabouço de princípios e valores construídos em 500 anos, e mais: coloca toda esta responsabilidade sobre os ombros de um governo, e do partido que o representa.

    Eu não acho que este debate vá prosperar, mas espero ter ajudado você a perceber o absurdo das suas colocações.

    Um abraço, e sempre estarei pronto para o debate que você quiser, quando quiser.
    E fique tranquilo, quando não souber o que dizer, eu admito, não ficarei repetindo palavras de ordem.

“Terminado o julgamento do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa será destruído pela imprensa" - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de maio de 2013 às 20h38

[…] Maringoni: A fala ambígua, sofisticada e conservadora de Lula […]

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Pessimista Resignado

20 de maio de 2013 às 20h35

Muito bom o texto do Maringoni, sensato e bem fundamentado. Melhor ainda quando complementado pelos comentários pragmáticos do leitor que assina xacal. De um modo geral, todos valem a leitura e resumem a situação do país hoje: aí está o menos pior que podíamos ter, dentro do que nos foi permitido.

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JOTACE

20 de maio de 2013 às 20h17

O HOMEM DA COBRA

Pra ser sincero, me comove a boa fé de muitos que emitem suas opiniões neste blog. A mesma credulidade que os faz acreditar no mágico do circo que extrai um coelhinho branco da cartola aparentemente vazia. Ou do homem da cobra que, pela capacidade de persuasão de que é dotado, promove a venda certa de seus medicamentos fajutas. De minha parte, sempre acreditei no último até quando comprei a tão apregoada banha de tatu peba que ele dizia ser infalível pra minhas queixas. Foi quando descri de uma vez tanto nele quanto nas mezinhas que vendia tão bem…

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    Mário SF Alves

    21 de maio de 2013 às 10h27

    Jota,
    Cara, essa do tatu-peba matou a pau. Valeu. Mas… Ah! Se todo tatu fosse assim tão peba. Ah, se todo tatu fosse assim tão animal político; quem dera.

    JOTACE

    21 de maio de 2013 às 15h39

    Oi, Mário, sempre é um prazer te reencontrar…Não te esqueças que o BraSil precisa de tua inteligência, cultura e perseverança, pois as tens muito. Assim, ajuda a nossa Pátria a se livrar de uma vez da privararia corrupta a que está submetida desde os tempos de FHC… Abraço fraternal, Jotace

marcos dascanio

20 de maio de 2013 às 17h25

Gostaria que o PT e Lula tivessem como aliados o PSol, o PSTU, o PCO e o PCB. Mas, não tem. E não tem, por que são o PT e Lula. Os três primeiros perdidos – e derrotados – nas disputas internas se moveram em outra direção. O PCB nunca esteve e rompeu-se na traição que formou o pps – assim pequeno e minúsculo – para ressurgir, vejam vocês, aliado do Trotskismo? do PSTU e PCO e do mais que perdido PSol. Concordo com várias das afirmações de Maringoni, mas são constatações e mais nada. Respeito-lhe a estória de lutas. Parece que nós outros todos de esquerda e que apoiamos Lula e Dilma não sabemos dessas coisas…
No mundo sindical,de onde vem Lula, há várias formas de demostrar um pensamento. Não posso dizer nem de longe que isso também não seja filosofia. Me lembro de uma : Certa feita, estávamos num Congresso dos Metroviários de São Paulo e negociava por nós o Raimundão – ex metalúrgico do ABC na Mercedez Benz e grande camarada – os acertos de teses que seriam votadas na plenária final. Eu cobrei do companheiro o que pra mim era uma fragilidade em abrir mão de certos pontos caros á nossa tendência e que ele – Raimundão – tinha saído pra dançar com as outras forças políticas. Raimundão me respondeu : Olhe, companheiro, melhor saber dançar do ter a cintura muito dura ou a bunda caída. Parece engraçado – e é – mas me serviu e serve de lição pra vida. Esse é o LULA. Dança enquanto cinturas se endurecem e bundas caem…
Desculpem as palavras. A gente se virá como pode…

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maria nadiê rodrigues

20 de maio de 2013 às 17h02

Do que li, acho interessantes as observações, a maior parte delas muito claras e válidas para quem realmente vê Lula fazendo lulismo, e não a política que agrada apenas a uns. Lula é isso mesmo: o homem que o Brasil precisava para dar uma guinada de 360º naquela estrutura faminta, falida, sem graça, que encontrou em 2003. Viu no primeiro mandato que não estava preparado para a função, e disso tem consciência, porém manteve no espírito a afirmativa cruel de que não teria o direito de errar. Então, de cara, no primeiro mandato, houve alguns enganos, alguns sérios problemas, em especial os relacionados com os companheiros, que não entenderam seus papéis. Mas, a partir do segundo mandato a coisa tomou pé, e de lá pra cá Lula decidiu assumir o seu lulismo com unhas e forças. Lulismo é tudo que está acima, no post, e talvez muito mais. O fato é que lulismo é, sobretudo, capacidade de um ser que nasceu abençoado mais que outros para saber conviver com todos os lados, todos os gêneros, e todos os contraditórios, sejam eles quais forem. O que importa ao lulismo é servir ao povo, sem contrariar ninguém. Se preciso, Lula beija cada um de seus adversários, pois não sofre de falta de amor.

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ricardo silveira

20 de maio de 2013 às 16h47

A análise é muito boa. Mas, por que a Casa Grande faz campanha explícita, dia e noite, contra Lula e quem estiver junto a ele? Derrubar os governos petistas é a tarefa à qual se entregou, com todos os seus sabujos, a mídia golpista. Será porque promove a privatização sem privataria, e por isso estão ganhando menos? Qual a real explicação para tanto ódio contra Lula. Não pode ser só por preconceito, pois isso é coisa muito primitiva, selvagem, a Casa Grande não é formada só de pessoas idiotizadas.

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Urbano

20 de maio de 2013 às 16h42

O Eterno Presidente Lula deu uma do Dedeu, ponteiro direito se não me engano, que de forma sapiente disse sobre o momento de um gol de sua autoria: “Fiz que fui e não fui, mas terminei fondo”.

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Lula: "Nos descobrimos para nós mesmos, o grande legado desses 10 anos" - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de maio de 2013 às 16h42

[…] Maringoni: A fala ambígua, sofisticada e conservadora de Lula […]

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Isidoro Guedes

20 de maio de 2013 às 16h36

O PT e a esquerda brasileira decerto vive uma encruzilhada. Não cair no isolacionismo radical de certas tendências ultra-esquerdistas. Mas tampouco marchar acentuadamente para o centro ao ponto de pouco (ou nada) diferenciar-se da direita (movimento que liquidou e desacreditou os partidos socialistas europeuss, que de tão moderados, viraram uma espécia de tendência ou linha auxiiliar da direita, travestido de esquerda).
Nossa esquerda precisa sim de refletir e encontrar caminhos para o pós-lulismo, caso contrário pode sim viver uma crise de identidade sem precedentes e contribuir para que avanços sociais acabem sendo sacrificados com um eventual fortalecimento dos postulados ultra-conservadores, que nunca deixaram de ser fortes em nosso país.

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assalariado.

20 de maio de 2013 às 16h30

É impressionante como a ‘esquerda’, seus defensores, remunerados ou não, rebaixam a discussão das ideias. Pensam de forma estática, parada, justo ao modo Stalinista de ‘socialismo’, de como analisar uma realidade econômica politica. Não enxergam os limites do lulismo, do que lhe foi permitido e o que representa o acordo de 2002, a tal ‘carta aos brasileiros’.

Começaram a ‘governar’ com o rabo preso a mando das elites do capital, basta ver os resultados políticos/ econômicos, destes 12 anos de lulismo e quem foi (de fato) quem ganhou e continua ganhando no campo das questões politica e econômico das privatizações, digo, das concessões. Sim, eu sei sobrou umas migalhas (achei momentaneamente, louváveis) para que os nossos irmãos miseráveis, serem promovidos a pobres, não é verdade? E questionar a exploração do (CAPITAL sobre o TRABALHO), nada!

Para as elites do capital e seu Estado burguês, os limites políticos/ econômicos esta ligado estritamente aos seus interesses de classe, sede de lucros para sua acumulação e continuação da exploração sobre os assalariados e a nação. Está claro, nesta luta de classes, quem dita as regras e dão as cartas são os donos do capital, portanto, os governos não governam, apenas são os gerentes da vez, tudo dentro do ‘Estado de Direito constitucional’.

Não adianta os defensores do governo da governabilidade ficarem rotulando o Sr. Maringoni ou o que valha, temos sim que, analisar a que o texto se propõe. Ou seja, o lulismo e seu modo capitalista de governar, realmente, aumentou o numero de assalariados, por tabela, a massa salarial que, por sua vez, conseguiu elevar o povo a ‘cidadania, e cidadão. Não percebem, que (NÃO TEM) mais espaço político/ econômico para o modo lulista se desenvolver? Que tal os defensores do lulismo dar a cara a tapas, caírem na real discutirem as ideias, em vez de fingirem que estamos de vento em popa na economia, e que, estamos no comando do Estado. A social democracia petista e genéricos preferem rotular, aos invés de responderem politicamente as escritas deste post.

Saudações Socialistas.

Responder

    xacal

    20 de maio de 2013 às 17h33

    Tá aceito o desafio.

    Dentro do contexto atual, qual é a política econômica possível de ser implementada que retenha os fluxos de capital, e os transforme em alavanca nacional de desenvolvimento, dentro das regras institucionais já colocadas?

    A não ser que a pregação seja pela ruptura vanguardista de contratos e das regras do jogo político, com fechamento do Congresso! Neste nível eu não debato.

    Quais serão as propostas “socialistas” para gerir o país?

    Estou ansioso, e pronto para me converter a causa!

    assalariado.

    20 de maio de 2013 às 20h12

    Caro Xacal, como já escrevi, a partir do momento que a social democracia petista assinou com a burguesia a ‘carta aos brasileiros’, ficou com o rabo preso, onde mesmo? -(essa carta é constitucional?)- Ou seja, cadê a função social do tal Estado Republicano? A tal carta diz que o compromisso primeiro do Estado/ governo da vez, é pagar o que deve aos donos do capital (dívidas interna/ externa), que implica dizer por volta de 40%/ ano, do orçamento do Estado vai parar direto e reto, nas mãos de quem mesmo?

    Não se esqueça que vivemos sob o teto da luta de classes onde as elites do capital são (HEGEMONICA), em todas as esferas de poder do Estado e suas instituições. Portanto, tudo quanto é lei que foi feita desde 1500 até os dias de hoje, favorece a quem mesmo? Em outras palavras, sim, teremos que quebrar, cedo ou tarde, as amarras dessa ditadura capitalista.

    Para você não dizer que sou vanguardista cito 3 legalidades constitucionais que o Estado e seus governos aburguesados nunca cumpriram e nem vão cumprir. Já ouviu falar do ‘Estado de Direto’, aproveita e da uma olhada nas letras mortas da carta magna, vocês vão se surpreender. Sim, estou dizendo que para avançarmos no desenvolvimento politico/ econômico de nosso povo e do Brasil, teremos que quebrar as amarras da qual a burguesia nos prende, através das letras mortas da Constituição.

    1 -Salário mínimo constitucional, segundo o DIEESE, é de R$ 2.892,47, mês de abril, 2013. Família de 4 pessoas (casal e dois filhos menores).

    2 -Uso constitucional, função social da terra. Como queira, uso da terra é de utilidade social. Portanto, não especulativa e/ ou grilada. Sim, a lei garante a reforma agrária.

    3 -Auditoria das dívidas publica (interna/ externa). O que impede essa auditoria mesmo?

    Saudações Socialistas.

    xacal

    20 de maio de 2013 às 20h57

    Assalariado,

    Eu não consigo compreender um socialista que prega a ruptura estrutural do estamento atual, apegando-se a “letras mortas” constitucionais, ou seja, no formalismo jurídico.

    Qualquer pessoa com mais ou menos noção de política e processo legislativo sabe que boa parte dos enunciados da Carta Magna, no que tange os direitos sociais não são auto-aplicáveis, e estão muito mais para a categoria de princípios, ou intenções que direito positivo.

    Mais ou menos como tabelamento de juros a 12% ao ano, imagine só eles estão a 7.50%, seria o caso de retrocedermos?

    Pois bem, eu não li nos seus argumentos nenhuma saída ou solução prática que possibilite um debate sobre política econômica, gestão administrativa do Estado, ou política em si, no que tange a relação governos X partido X sociedade, etc.

    Como será esta arranjo dentro da transição socialista pretendida por vós?

    Este país levou 502 estruturado no pior patrimonialismo possível, violência sublimada, foi o último a abolir a escravidão (e tenho dúvidas se este processo chegou ao fim), está sobre a pirâmide social das mais injustas, com uma carga tributária que pune pobre e favorece rico, e você quer TUDO AO MESMO TEMPO AGORA? EM 12 anos? Como assim?

    Eu pergunto de novo, e nós, lulistas, pelegos, centristas do PT vamos dar a guinada à esquerda com quem?

    Com randolfe e gilmar dantas?

    Com pedro, o simão?

    Com marcelo frouxo, aquele que estava ameaçado pela milícia, mas fez campanha para prefeito do Rio?

    Ou com a coalisão Demos X Psol de Macapá?

    assalariado.

    20 de maio de 2013 às 23h36

    Caríssimo Xacal, você não percebeu, mesmo eu não acreditando nas letras mortas da constituição, tentei dar uma resposta, uma saída politica, sem ruptura, estritamente do ponto de vista e da legalidade burguesa, assim como você pediu. Ou seja, não quebrar contratos. Afinal, o meu projeto econômico de sociedade pode e deve ser votado no congresso nacional, de forma legitima, mesmo porque, a bancada da Dona Dilma é maioria por lá, não é mesmo?

    Vou tentar explicar melhor a sua legalidade de cumprir os contratos firmados com a burguesia que, ao meu ver, passa sim, pelas letras mortas da constituição. Os três pontos que levantei tem tudo a ver com politica econômica, (re)explico:

    1 -Salário mínimo constitucional elevaria o padrão devida das massas que, por sua vez, faria girar mais a economia e, …

    2 -Reforma agraria alavancaria a economia rural, sem depender de golpes dos tomates, assim diversificaria toda cadeia alimentícia e levaria paz ao campo e, por consequência, o barateamento dos alimento para todos, além de fortalecer num segundo momento as exportações agrícolas.

    3 – Auditar a dívida interna / externa nos levaria a descobrir quem são os verdadeiros ladrões da Republica e, ao mesmo tempo, se estas dívidas tem fundamento no seu real tamanho.

    Isso sem falar nas 40 horas semanais que criaria por volta de 2.000.000 de empregos, isso dinamizaria também a economia e ajudaria diminuir o desemprego e a fome.

    Este seu comentário das 20; 57hs, para eu, ficou sem principio porque se a carta magna é um mero instrumento de manipulação e enganação então rasgue- a. Para que legislativo, para que judiciário, para que o executivo/ governo. para que o Estado. Você quer mais do que isso, para fortalecer uma pratica, como você mesmo diz: “sobre política econômica, gestão administrativa do Estado, ou política em si, no que tange a relação governos X partido X sociedade, etc”

    Vamos dar uma guinada a esquerda, chamando o povo para conversar, numa aliança direta, sem intermediários (PIGUIANOS), e dizer sobre a politica econômica onde esta seu entrave/ gargalo. Sugerir as massas construirmos a (HEGEMONIA), necessária sobre a ótica de um governo dito popular que não fique de 4 para a burguesia lá no congresso nacional, mas só que, usando a bunda do povo e do Estado brasileiro como escudo.

    Saudações Socialistas.

    xacal

    21 de maio de 2013 às 11h10

    Assalariado, você parece não ter entendido o que disse:

    As normas do estamento não se bastam em si, e você bem sabe, porque defende isto, que poder nem sempre significa controle das esferas institucionais de governança, porque esta disputa hegemônica é permanente!

    Se assim fosse, bastava normatizar uma conduta e/ou um direito que eles se auto-realizariam… e não é assim, nem quando as pessoas correm o risco de ir para cadeia, imaginem com questões políticas!

    Eu vou ser bem claro:

    Não há possibilidade de ruptura institucional, ou melhor, de uma mudança brusca dentro das regras estabelecidas porque não há capital político, nem base social de apoio para isto.

    E estas condições não é o governo ou O PT que construirá sozinho, meu filho, senão acabamos com “Gulags na Amazônia”.

    Não dá para dar um pontapé na História e mandar ela avançar três ou quatro etapas.

    Olhe em volta, veja o que tem nos comentários dos que se reivindicam a “pura esquerda” por aqui, e perceberás o que eu digo: um bando de lunáticos, que como um relógio quebrado talvez marque a hora certa duas vezes no dia, e falarão: viram, nós avisamos!

    É um chavão, mas não dá para não dizer: É um processo de mudanças, e não A mudança!

    Saudações progressistas.

    xacal

    21 de maio de 2013 às 11h24

    PS:

    Quanto aos dados levantados por você:

    01- Elevação da massa salarial sem correspondente em produtividade (produção) aumenta a pressão de demanda, gera inflação, e destrói o poder de compra que poderia ser agregado no primeiro momento.

    Os investimentos em produção que geram empregos não dependem diretamente de uma base salarial densa, ou seja, só do mercado interno, mas de condições favoráveis para exportarmos os produtos com maior valor produzidos, e hoje, com a depressão mundial, nossa capacidade de aumentar este parque industrial está sob uma margem muito pequena, muito embora o governo tenha dado passos importantes para retomada de um política industrial independente e robusta, com desonerações fiscais, barateamento da energia, investimento em pesquisa e tecnologia, etc.

    02- O governo brasileiro gasta 800 milhões de reais por ano com desapropriações (fonte: Carta Capital, Incra), é, pois, a maior “imobiliária” do país. O BNDES tem direcionado parte dos seus recursos ao fomento de arranjos produtivos locais conectados com mercados de outras regiões e países, incrementando a pauta destes micro, pequenos e médios produtores, incluídos aí os assentamentos.

    03- Não há dado (e você não forneceu) que garanta mais 2 milhões de empregos com a jornada de 40 horas, mas ainda que sejam, corremos o risco de ficarmos com uma situação paradoxal em alguns setores: gente desocupada e vaga sobrando, sobrecarregando o trabalhador com horas extras, haja vista o fato de que a mão-de-obra de reserva hoje, cerca de 5%, não se enquadrar no nível que a oferta de emprego exige.

    Como você vê, não são palavras de ordem que resolvem os problemas, meu caro.

    assalariado.

    21 de maio de 2013 às 14h32

    Sr. Xacal depois deste dois últimos comentários (ter, 21/05/2013 – 11:10) e (ter, 21/05/2013 – 11:24), fiquei preocupado com nossa discussão. Quero discutir encima de ideias, não rótulos.

    Neste comentário (ter, 21/05/2013 – 11:10), você fala que quero a ruptura. Onde está escrito isso, em que comentário? Claro, sei que as coisas não acontecem no automático mas, não sou etapista. (É A HEGEMONIA, ESTUPIDO!). Porém, não precisamos, nem devemos ter complexo de vira latas, a ponto de negar a dialética da história quando se acha que temos um governo de ‘esquerda’, nesta conjuntura econômica. Sim, precisamos construir a (HEGEMONIA) no parlamento e, pela esquerda. Só falta achar um partido de esquerda, de fato.

    Neste comentário ((ter, 21/05/2013 – 11:24), sobre os dados que levanto e, a sua contra argumentação, me leva a pensar o seguinte: Tudo que escrevi se resume em palavras de ordem, meros chavões dos ‘radicais’ de esquerda. Para ser mais objetivo e menos retórico entendo que sua pauta de fazer avançar o ‘socialismo’ dentro do capitalismo, se converte em apenas administra- lo, mudar tudo para não mexer em nada. Tipo, vamos explorar o povo mas, nem tanto. Enquanto isso, minha pauta é a dialética marxista, desconstruindo o modo de ser da exploração, rumo ao socialismo, sem aspas. Um passo a frente, por favor!

    Abraços Fraternos.

    xacal

    21 de maio de 2013 às 16h08

    Ué, mas eu acredito que a responsabilidade de dar o passo a frente é tão sua quanto minha, aliás, dentro da perspectiva na qual você me enquadra, É MAIS SUA QUE MINHA.

    E onde está a proposta? Os dados, a viabilidade? O projeto? Como se faz? Ou ao menos, por onde começarmos a planejar?

    Quem fará? Os iluminados? A população e sua capacidade de julgamento, recheada de contradições, idas e vindas?

    E aí, pequeno Lênin, o que fazer?

    J Souza

    21 de maio de 2013 às 18h09

    Muitas vezes (quase sempre!) é preciso destruir o antigo (e contrariar os atuais poderosos!) para se construir o novo (que pode ser para a maioria…).
    É impossível fazer isto agradando a todos (poderosos incluídos). Então, no Brasil, vai continuar sendo mais do mesmo…

    Girolando Mathias

    23 de maio de 2013 às 00h49

    Lula não foi o responsável pela conjuntura econômica maravilhosa que recebeu de mão beijada, logo no início de seu governo, claro. O problema passará a ser grave quando essa conjuntura começar a ser desfavorável ao Brasil. Por enquanto ainda não é, mas está quase. Aí, será necessária uma estratégia econômica de apertos e ajustes. Já pensou Lula dizendo aoz trabalhadô que precisará diminuir salários? Quem viver, não verá. Lula vai se aposentar antes de ser obrigado a lidar com a realidade.

Ely Veríssimo

20 de maio de 2013 às 16h09

Achei brilhante o texto do Maringoni. Na verdade, as contradições do lulismo não são contradições, mas modos de ser. Lula não é de esquerda, como a CUT não é uma central em defesa dos trabalhadores – vide a quantidade de sindicatos se desfiliando e dos movimentos da p´ropria CUT em greves que seriam “contra o governo” -. Lula, a rigor, repete uma estrutura que está na base da história brasileira, que é a da não-dialética, da falta de mudança ou da falsa mudança. Assim, o Brasil muda sem mudar: em 1822 o Brasil libertou-se de Portugal, mas o regente continuou sendo um portugues; em 1889 acabou a escravidão, e começamos a tratar os imigrantes como escravos (como, aliás, são tratados os empregados domésticos até hoje); na história recente, o Brasil tornou-se democrático, mas quem assumiu foi um homem do partido da ditadura, sarney; sarney deixou o governo – velho oligarca- mas assumiu um jovem da oligarquia nordestina, Collor; que foi defenestrado, mas assumiu o governo o seu vice, itamar; Lula substituiu FHC, neoliberal, mas em nada mudou a estrutura do Estado que aquele deixou, mantendo, inclusive, como o Maringoni mostrou, as privatizações e a política rentista. A pergunta “Que tipo de estado queremos?” é bem oportuna. E não se disse aqui que as migalhas dadas aos pobres são ruins, mas são apenas migalhas. De fato, Lula democratizou o ensino público superior, mas subsidiando vagas ociosas no sistema privado (não me refiro à sistema das federais, que é outra história). Claro que o brasil de hoje é melhor do que o do governo FHC – e não há contradição aqui, já que eu disse que o modelo é de não-mudanças, mas são mudanças superficiais, não essenciais – Claro que eu não quero a canalha do PSDB de volta, mas isso não muda o fato de que as mudanças feitas por lula poderiam ser mudanças realmente profundas. E não se diga que ele não as fez porque as alianças e o congresso não permitiriam. na verdade, o arco de alianças já mostrava o que não seria feito. Mas os mais pobres estão felizes, porque, afinal, passar fome é duro.

Responder

    xacal

    20 de maio de 2013 às 17h38

    Filho, este país nem conseguiu punir seus torturadores!

    Nós não conseguimos nem convencer a classe média que precisamos redistribuir renda, ou aumentar os impostos para quem ganha mais!

    São 60 mil pretos/pobre/favelados mortos todos os anos, e ai do secretário de segurança que ousar mexer nesta máquina de julgar e exterminar os suspeitos padrão!

    Tem gente aqui que mete o pau no SUS, mas tem urticária se lembrarmos que é o governo, através das deduções do IRPF que subsidia nosso apartheid da saúde!

    Uivaram contra a CPMF, o único tributo que marcaria o dinheiro e daria aos órgãos de controle um instrumento eficaz de combate a lavagem e sonegação!

    E você me fala que é o PT e o Lula que se negam a ousar mais? Ousar com quem, cara pálida?

    NPFREITAS

    20 de maio de 2013 às 23h15

    Disse tudo, cara, com esses questionamentos. Isso aí. Perfeito.

    NPFREITAS

    20 de maio de 2013 às 23h23

    Aliás, não há algo mais atrasado que essa nossa classe média. Embarca em qualquer discurso midiático, fala com todo gosto: “Nossa, trabalho não sei quantos meses do ano para o governo, um absurdo!”. E assim vai, de pai para filho. Não lhe passa pela cabeça que o imposto não é seu, se sonega, está se apropriando, é bandido. Nesse contexto, portanto, como exigir do PT, do lulismo, alguma ruptura?

    ely Veríssimo

    21 de maio de 2013 às 12h48

    Xacal e NPfreitas,
    Não espero rupturas por parte do PT ou do governo Lula ou Dilma. Não espero justamente porque as alianças do PT e a Carta aos Brasileiros deram, desde logo, o tom do que seria o governo. Sobre o SUS – e eu não tenho plano de saúde – quero lhes contar uma coisa: há tres semanas quase perdi meu neto num hospital público do jdm angela (que classe média de merda que eu sou!), porque quase não consegui atendimento à tempo. Ele, um garotinho de dez meses, sofreu durante quatro dias de uma bronco-pneumonia até que, tendo sofrido uma parada respitatória, teve que ser atendido às pressas e levado pra pra uma UTI. tudo isso aconteceu num hospital público, mas gerido pelo Albert Einstein na forma daquelas OSS, que o Haddad não teve coragem de enfrentar e manteve-se a privatização da saúde pública, porque, afinal, a dupla-porta é um bom negócio e não é hora de mexer em vespeiro ou alianças políticas. Meu neto sobreviveu, mas enquanto eu estava lá com ele, quatro crianças morreram, porque o tratamento não surtiu efeito ou foi tardio. Mas claro, o PT não tem como salvar todo mundo – aliás, ele não prometeu isso, né?

    xacal

    21 de maio de 2013 às 13h39

    Não, Ely, não prometeu salvar o mundo.

    Utilizar um drama pessoal para diagnosticar o caos e sub-financiamento da saúde é legítimo, mas de nada adianta.

    Mais ou menos como os datenas e wagner montes da vida mostrando cenas de violência para defender teses que vão da penalização de menores até a pena de morte.

    O sistema público de saúde brasileiro tem um milhão de problemas, mas eu não saberia dizer se é justo cobrar que em 10 ou 12 anos déssemos conta de outros tantos séculos de abandono da população mais pobre.

    Como eu não sei te dizer se um prefeito com seis meses (ou menos) de mandato poderá ser cobrado por não ter desmontado (ainda) o que já existia em gestão pública (?) de saúde, levando-se em conta que o Orçamento que ele executa não foi aprovado pela sua base parlamentar!

    Mas vai uma sugestão: gaste menos tempo com o computador, filie-se a algum partido, ou funde um novo partido, participe das reuniões, dispute o poder, e convença as massas que o seu modelo é o melhor!

    Ou como no caso do seu neto, funde uma associação de usuários dos sistema de saúde de seu bairro, e apresente suas reivindicações e propostas!

    Se as teses forem boas, conte com meu apoio!

    Ely Veríssimo

    21 de maio de 2013 às 17h21

    Xacal,
    Não foi minha intenção “usar um drama pessoal” pra discutir a saúde pública. Falei do SUS porque nós sabemos – já que nesse espaço já se falou disso – que o governo federal subsidia a saude privada, enquanto sucateia, ele mesmo, o SUS. Tambem não seria injusto de exigir tais mudanças do Haddad em tão pouco tempo. O mesmo problema está em jogo: Haddad PROMETEU que não iria mudar o sistema de de gestão por OSS. Assim como Lula PROMETEU que não iria mudar as regras do mercado de capitais. É o msmo PT. Mas é diferente do PT que eu vi nascer, que eu ajudei a crescer. Tá bom que o Lula e o PT não sejam socialistas, mas não precisa entregar tudo pro mercado de uma vez – ou talvez devam entregar e para de fingir.

    xacal

    21 de maio de 2013 às 20h05

    Ely, este é o PT que vi crescer e ajudei, desde 88.

    Com todas as contradições incorporadas, e com seu processo de mudanças.

    Foi só deixando de ser o PT da classe média, que se imaginava uma UDN de macacão (como bem definiu Brizola) é que alçamos o governo central e ultrapassamos nosso teto histórico de 30 milhões de votos nas capitais e grandes cidades, e na classe média!

Nonato Menezes

20 de maio de 2013 às 15h07

Todo grande líder que governa não governa para grupos, mas para uma Nação. Toda Nação, por si mesma, é complexa e diversa. Por isso, governar para a maioria é abdicar do discurso direto, pretensamente verdadeiro, como quer o Sr. Maringoni e a maioria da esquerda que se quer protegida pela casca da verdade. Talvez o ex-presidente Lula não tenha lido – e não é sempre que sabedoria se adquire lendo -,mas a todo intelectual, sobretudo, os que querem fazer a crítica do discurso, estas máximas deveriam ser imprescindíveis: ‘Porque vendo, eles não veem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. e ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão.
Então, tudo que é dito pelo ex-presidente não é para pessoas, nem para grupos, mas para uma Nação. O que vale as máximas.E a verdade não está com os intelectuais, mas com quem nos convence.

Responder

Ivan Arruda

20 de maio de 2013 às 15h03

http://www.youtube.com/watch?v=7KqQGhJtvM4
Assisti esse vídeo em que Maringoni analisa a Venezuela e Hugo Chavez. O historiador se detém aos fatos. Creio que se a análise fosse haver outra alternativa para Lula governar um estado aparelhado pelo PIG sem ser derrubado, justificados estão alguns acordos e concessões feitos à época. Sem seus principais cardeais, auxiliares, derrubados um a um, sempre nas cordas,agravado com um cenário internacional adverso e ter feito a sua sucessora, algo a mais esse homem tem. Para os argentinos darem títulos de Doutor honoris causa, é um indicador seguro de que seu prestígio internacional, em todos os continentes, lhe confere o tratamento recebido de Obama: O CARA. Perillo e quetais não acham. Mas isso só lhe confere mais pontos.

Responder

Félix Gomes da Silva

20 de maio de 2013 às 14h59

Cara, vc só podia ser do famigerado PSOL. O seu texto não ajuda em nada. Só estraga. E ainda é um doutor?
CUIDADO AZENHA, esses tipo só estragam o blog.

Responder

Narr

20 de maio de 2013 às 14h49

Maringoni me convenceu: agora, também vou votar no Aecio.

Responder

Pobre decepcionado

20 de maio de 2013 às 13h40

Lula é sim uma personalidade sofisticada.

Um grande líder que colocou o carimbo na história do Brasil.

Se Obama acaba de ser pilhado num escandalo, e alguns brasukas continuarão achando que deve ser o Nobel…. Qual o problema com Lula? Deixe o cara trabalhar….

O problema é o PT, agora: pra onde vai? pra onde deve ir?

Qual o Estado que queremos e pra quem?

Mercadante, acorde, pare de dormir? AHHHHHHHHH, não quer apertar o cerco da educação sobre Alkmin? Ele gastaria muito com os professores, ne?
E por que ainda não mudou a grade currricular?

E por que Dilma não aumenta o salario minimo? Os ricos continuam a comprar barcos e tendo suas amantes, e lhes comprando jóias.

Por que não imita a divisão de renda da Inglaterrra? Afinal um país capitalista.

Responder

    xacal

    20 de maio de 2013 às 17h45

    Diz aí como fazer.

    Como faz?

    Mexe no câmbio, onera exportações ou as importações? Baixa os juros? E os salários, continuam expandindo sem ganho de produtividade, e quando houver crise de oferta? Faz como, importa mais? Mas e as contas correntes?

    Bom, e na política, faz como? Fecha o congresso, controla a mídia, manda o stf para casa?

    Todo poder aos sovietes?

Willian

20 de maio de 2013 às 12h53

Lula sempre tem um discurso para agradar a plateia. O que ele fala para os blogueiros progressistas ele não fala na Folha, e vice-versa. Para o MST ele discursa defendendo o direito à terra e para os empresários do agro-negócio que o Brasil deve muito ao seu trabalho.

Zelig perde. Na verdade Lula está mais para Macunaíma.

Responder

Elias

20 de maio de 2013 às 12h43

Faltou dizer que Lula é uma espécie de “golpe de ar” que entorta a boca dos falaciosos.

Responder

Delano Pessoa

20 de maio de 2013 às 12h37

Na política alguns fins justificam alguns meios. Lula foge das dicotomias como o diabo foge da cruz. O resto é demagogia de quem nunca passou fome na vida!

Responder

Danilo Morais

20 de maio de 2013 às 12h09

Posso até concordar com vários dos argumentos de Maringone (e discordar de muitos outros), mas chega a ser irônico o fato dele dizer que Lula e Dilma “não ampliaram os serviços públicos” e, este mesmo Maringone, aguerrido militante do PSol, ser hoje professor da UFABC, umas das muitas universidades federais criadas no governo Lula.

Responder

    Zé Jr.

    20 de maio de 2013 às 17h38

    Pois é…rs.

Jayme Vasconcellos Soares

20 de maio de 2013 às 12h02

Segundo a visão do articulista, e nossa interpretação, Lula é um falso líder, em cima de um muro de areia, que separa a elite, dona das riquezas do País, e que representa uma onda forte, poderosa, e os pobres, cujo muro uma vez desmoronado, em futuro breve, serão totalmente engolfados e destruídos, escravizados.

Responder

cid elias

20 de maio de 2013 às 11h57

A inveja mata! Lula está acima da compreensão de “grandes esquerdistas” como o Dr Maringoni. Ele e sua turma, além de criticar, nada fizeram até hoje e nada farão pelo Brasil. O fracasso é triste…

Responder

Luis Gonzaga M.Silva

20 de maio de 2013 às 11h49

Alguem já disse com muita propriedade, que não governa o Brasil quem não fizer acôrdo com canalhas; Lula, infelizmente se viu obrigado á faze-lo e nem assim a “casa grande” fica satisfeita. Um governo do povo dando certo? que perigo, temos que derruba-lo de QUALQUER JEITO.

Responder

Fábio

20 de maio de 2013 às 11h09

Prof. Maringoni.
Com todo respeito:
Então uma pessoa está a discursar em um evento na EmBrapa, justificadamente destacando a importância desse órgão e não pode, nem deve, citar o governo responsável pela sua criação? Pera lá!
Nem que fosse o capeta a criar a EmBrapa, não poderia ser esquecido nesse isolado gesto virtuoso: “O Capeta sempre foi o cão, mas ainda bem que criou a EmBrapa”. Assim seria o discurso.
Acho que Lula foi muito fiel às suas convicções e historia ao, corajosamente, citar o período nebuloso em que isso aconteceu.

Responder

Clayton Benevides

20 de maio de 2013 às 10h54

Lula é uma pessoa cuja personalidade sofisticada sempre será digno de críticas de todos os tipos. Entendê-lo não é ou será tarefa fácil. O prof. Maringoni, ao meu entender, tentou compreendê-lo apenas por momentos de seus discursos onde ele abusa da contradição para, novamente ao meu ver, suscitar a dúvida. Concordo com os inteligentes comentários do prof. Maringoni mas também concordo com os dos internautas e, como o próprio Lula costuma dizer, só o tempo nos dará a luz de julgá-lo pelo que fez, deixou de fazer, fez errado e fez certo. De qualquer forma, considero Lula um grande brasileiro, uma das maiores personalidades que o mundo já viu.

Responder

O choro da oligarquia argentina pelo "último de seus bandidos" - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de maio de 2013 às 09h44

[…] Maringoni: A fala ambígua, sofisticada e conservadora de Lula […]

Responder

jaime

20 de maio de 2013 às 08h47

Ou seja, o sonho não revelado era o de tornar o Brasil uma espécie de Estados Unidos das décadas de 50 e 60.
Se era assim, preferia que tivessem adotado o modelo bem menos ruim, que é o dos países nórdicos: Estado de bem estar social, serviços públicos de altíssima qualidade e diferenças de salários máximo e mínimo quase socialistas.
E olhe que mesmo com tudo isso, proliferam lá a xenofobia e o neo nazismo.
Dizem que a Dilma adotou o modelo da Noruega para a partilha do petróleo, só que lá eles tem excedente de produção, não apenas potencial. Aqui estamos partilhando o futuro.

Responder

    xacal

    20 de maio de 2013 às 09h56

    Bom, faltou você dizer que faltaria imitar a estrutura tributária dos países nórdicos, com impostos altos e bem distribuídos.

    Faltou dizer que a Noruega cabe dentro o estado do Tocantins e que tais arranjos institucionais das sociedades de lá se devem a processos inerentes daquelas sociedades, logo, não há sonho em se transformar em um país de 50 ou 60 ou outro da Europa.

    Há, no meu raso entender, uma dinâmica complexa que seus comentários, nem o texto conseguirão diagnosticar ou prognosticar.

    Não há distanciamento histórico para que avaliemos a Era Lula(em pleno vigor) e seus significados, pelo menos não de forma intelectualmente honesta.

    Mas tenho uma certeza: no que é possível avaliar, é zilhões de vezes melhor do que tínhamos, e temos que a todo custo tentarmos impedir que retorne!

    E creio, sinceramente, que não retornará!

    jaime

    20 de maio de 2013 às 12h31

    Acho que “nosso ministro” Afif, não diria isso.

    xacal

    20 de maio de 2013 às 14h34

    Bom, filho, se você quer situar a crítica a análise a questão de nomes, sou capaz de citar outras centenas de personagens dentro da coalizão governista aos quais tenho reservas pessoais, mas eu pergunto de novo, e daí?

    Se por outro lado quer colocar as perspectivas dentro de comparações impossíveis entre países, eu poderia dizer:

    Então vamos a guerra como fizeram os europeus e os EEUU, impormos nosso padrão de vida ao mercosul, subjugar a todos, e impulsionar nossa indústria, fomentar tecnologia militar(que reverte para a indústria nacional de bens de consumo e de capital), tomarmos todas as fontes de recursos naturais, e quem sabe nos lançarmos em uma cruzada imperialista no Atlântico Norte?

    Enfim, façamos uma guerra civil para matarmos todos os cretinos da casa grande, tomarmos de assalto o poder de fato!

    Eu tenho certeza que gente como você, em uma hora destas, estaria debaixo da cama, ou tentando arrumar uma desculpa para não se alistar (caso tenha idade, porque seu comentário parece coisa de gente de 12 ou 13 anos).

    Santo deus, é cada um que aparece.

    jaime

    20 de maio de 2013 às 16h20

    Nossa, muito bons seus argumentos; agora você me convenceu, então, fique calmo e cuidado com o miocárdio.

    xacal

    20 de maio de 2013 às 17h21

    Fiote, eu que lhe aviso: cuidado com seu ego! Você achou mesmo que seu comentário sobre o que eu disse poderia me deixar nervoso, ou abalado, preocupado, ou o que o valha?

    Faz o seguinte, vai lá para o fim da fila, pega a senha e espera a sua vez!

    jaime

    20 de maio de 2013 às 20h28

    Isso, cara! Não se contenha! Desabafe! Aproveite, o que se passa nos comentários fica nos comentários. É sua oportunidade! Precisando de ajuda é só avisar.

    xacal

    20 de maio de 2013 às 21h02

    Experiência própria?

    Jaime, meu filho, você precisa se ajudar antes de oferecer algo.

    Mas tá bom, fica assim, você ganhou o “debate”, você é o “maior”.

    Rsrs.

    jaime

    20 de maio de 2013 às 22h21

    Ora, ora, não seja modesto. Você também foi “brilhante”. Obrigado pelos “conselhos”.

xacal

20 de maio de 2013 às 08h08

Da série: procuremos cabelo em ovo!

Lula é realmente tudo o que dizem que é, e ainda é mais! Muito mais!

Concentram-se sobre seus ombros todos os desígnios, todas as variáveis, todas as causas e efeitos da política nacional, como uma teoria do domínio super-ampliada de TODOS os fatos.

É esta a leitura que o texto propõe, aliás, só mais um texto um entre tantos!

Lula é o grande culpado de tentar ouvir e se adaptar aos movimentos e recalcitrâncias da sociedade, que defende o casamento gay, mas que mantém anistia a torturadores, que adora favores estatais, mas detesta pagar impostos, enfim, que carrega toda sua carga de contradições comuns a todos os povos!

Lula, então, é o grande culpado de ter entendido que este país detesta o conflito, que, ao contrário, os sublima sob pena até de acirrá-los ainda mais, mas detesta a ruptura, a explosão, e o enfrentamento!

Depois da prisão, de toda sorte de ataques, inclusive os de natureza pessoal, de 04 eleições, de preconceitos, achaques, etc, o “santo Lula” deveria esquecer quem é, esquecer sua História, a do país e do seu povo, e partir para re-inventar os modos políticos brasileiros, à fórceps.

Mas com que aliados?

Pedro Simon? Toc-taques? Randolf, o peter pan? Marcelo Frouxo?

Onde está a parte “esclarecida”, porém despótica, da sociedade para dar qualidade a esta inflexão à esquerda do lulismo?

O stf, na figura do barbosão, depois que disse que a mídia é de direita?

Será que o Lula deveria, como um deus ex-machina, abater todos os seus adversários, e começar uma purgação coletiva de nossos pecados?

Quem sabe?

Dá no saco esta ultra-esquerdalha.

Responder

    Pobre decepcionado

    20 de maio de 2013 às 13h45

    Sim. Lula não está atrapalhando ninguém.

    Mas o PT já atrapalha um pouco.

    xacal

    20 de maio de 2013 às 17h24

    Com todos os defeitos, não há no cenário político atual nenhum outro partido capaz de “ajudar”.

    O PT tem problemas? Claro, isto é óbvio, mas qual seria o partido que poderia substituí-lo na tarefa de organizar a base social de apoio de um governo mais à esquerda?

    Vai ser mais fácil acertar os números da mega sena.

    Mário SF Alves

    20 de maio de 2013 às 19h06

    Xacal, xacal, quanto mais o viomundo vive mais eu aprendo. Vida longa, companheiro. E… de uma vez por todas: rompamos definitivamente com esse maldito capitalismo subdesenvolvimentista transnacional “brasileiro”, filho unigênito, e singular criação, da pior elite do mundo. Ah! Pena que para isso só que nos restem dois caminhos/saídas honrosas): ou a consolidação da democracia, coisa que o velho e horrendo Tio Sam e ecossistemas associados locais à todo custo renegariam, ou… senão isso, rasgarmos logo o véu do tempo e partirmos pro pau, tacando goela abaixo o tal do socialismo [moreno, pardo, cor-de-rosa, ou outro.
    _________________________________________
    Bom, a não ser isso, restaria à direita a saída desonrosa de enchafurdar-se ainda mais no STF (ou nos quarteis) e dar continuidade ao golpe.

Igor

20 de maio de 2013 às 05h22

Não consegui ler tudo. O próprio Lula já explicou seu modo de pensar. Veja discurso da eleição de 2002 e o filme biográfico. A visão do prof. Maringoni sobre o discurso do Lula parece mais um juízo de valor que uma constatação. Se continuarmos assim, vamos imitar a mídia.

Responder

Francisco

20 de maio de 2013 às 04h52

O que Lula disse dobre Geisel, que o ditador criou a EMBRAPA e Itaipu, ele poderia dizer de Vargas – com o sinal trocado: Vargas trabalhista e e nacionalista é o mesmo sujeitoque torturou selvagenmente Berger, mandou Olga para a câmara de gás, etc.

Ou seja, que em raros casos é possível só ver desatinos num governante. Porque ele tem a habilidade de ver isso hoje e não dizia antes? Simple: ele governou por oito anos.

Daqui a 15 anos coisas terriveis no nosso país serão interpretadas como “e começou no governo Lula” e também coisas maravilhosas. Perfeitamente natural. Aliás, se ele quiser ficar em casa se coçando, nada há a dizer: ele já fez o dele. E nós?

Responder

    Almerindo

    20 de maio de 2013 às 21h32

    PERFEITO, Francisco! PERFEITO!

    Cibele

    21 de maio de 2013 às 18h31

    Francisco, tem gente que é doutor, pós-doutor, fez quatro faculdades, etc. Eu tinha um parente bem parecido. Nem por isso, deixava de ser humano e cheio de limitações. A vida é engraçada…
    Parabéns pelo comentário!


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