VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Maria Inês Nassif: A encrenca de uma coalizão muito ampla


18/11/2010 - 11h25

por Maria Inês Nassif, no Valor Econômico

Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo. Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso. E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d’ água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura.

Pragmático, o presidente Lula, já na formação de seu primeiro governo, acenou para a sociedade como se sua eleição tivesse sido o produto de uma aliança política mais ampla do que realmente foi. A escolha de ministros comprometidos com a política ortodoxa, no campo da economia, teve a compensação que poderia dar naquele momento, diante da grave crise econômica que o Brasil atravessava: a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes.

O lado mais curioso dessa ampla coalizão (do ponto de vista da diversidade ideológica dos partidos aliados) foi a solução dada por Lula à Agricultura. Lula tomou o agronegócio como prioridade de governo e manteve o Ministério da Agricultura nas mãos de pessoas ligadas aos grupos ruralistas, que deram ao seu governo mais trabalho do que apoio no Congresso. No outro lado da balança, manteve um Ministério do Desenvolvimento Agrário sempre nas mãos de ministros ligados a movimentos sociais pela reforma agrária. A síntese dessa contradição foi um grande apoio ao agronegócio, mas uma política ativa de crédito e transferência de tecnologia voltada para a pequena propriedade e para a agricultura familiar. O Ministério de Desenvolvimento Social trabalhou articuladamente com o MDA junto a essas famílias, que pelo menos no início do governo estavam inseridas nos bolsões de miséria sob a mira das políticas sociais do governo. Agora já devem ter subido um pouco na escala social.

Dilma define políticas públicas antes de escolher nomes

Lula manteve sob permanente conflito o Ministério da Defesa, no segundo mandato sob a batuta de Nelson Jobim, e a Secretaria Especial de Direitos Humanos, primeiro sob Nilmário Miranda, depois sob Paulo Vannucchi, ambos comprometidos com o “direito à memória e à verdade”, ou seja, o esclarecimento das mortes, desaparecimentos e torturas ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985). Mais do que seus antecessores, Jobim intermediou as pressões dos militares para deixar as coisas como estão.

No segundo governo, Lula levou às pastas da Economia essa lógica do confronto. Caiu Antonio Palocci, que manteve no Ministério da Fazenda os quadros do governo de FHC e a formulação de política ortodoxa, e colocou Guido Mantega, “desenvolvimentista” – mas com o contraponto de Henrique Meirelles no Banco Central. Acabou dando certo durante a crise a política de forte intervenção do Estado na economia, via Mantega, e de curva muito lenta de declínio dos juros, via Meirelles. Mas o câmbio certamente pagou por isso.

No primeiro mandato, o confronto nas posições de política econômica incluiu também a Casa Civil, sob o comando de José Dirceu. A guerra, aí, não era apenas entre posições sobre política econômica diferentes, mas uma disputa pelo poder no governo e no PT. Com a queda de Palocci e a ascensão de Dilma à Casa Civil, esse foco de conflito diluiu-se e mais tarde, no auge da crise, houve um grande movimento de consenso entre Fazenda, Casa Civil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em torno de medidas anticíclicas que se mostraram mais eficientes do que a política ortodoxa adotada no governo anterior como resposta a sucessivas crises internacionais.

O bloco que está sendo articulado pelo PMDB com os pequenos partidos de direita na Câmara pretende puxar o governo para um ministério não apenas com muitos pemedebistas, mas mais conservador e menos progressista, em relação à dosagem feita por Lula. Para o PT, existe a opção de fazer também um bloco à esquerda, com os pequenos partidos de esquerda, mas ainda assim organizaria um bloco menor do que o conseguido pelo PMDB.

Resta saber como Dilma reage a esse tipo de pressão. Até o momento, pelas notícias saídas da equipe de transição, ela parece não ser partidária da lógica do conflito, que definiram, ao fim e ao cabo, os resultados do governo Lula. Dilma tem feito primeiro as formulações de políticas públicas. Os nomes, ao que tudo indica, virão depois de definido o rumo que ela quer para cada área. Na política econômica, já deixou claro que não trabalhará com a contradição entre política econômica heterodoxa e política financeira ortodoxa. É certo que o Brasil é outro – e Lula assumiu sob um quase default -, mas a presidente eleita declarou, com todas as letras, que perseguirá uma política de juros menores. O presidente do BC terá de se adequar a isso. Tem expressado também que aprofundará as políticas sociais de transferência de renda. Agora, é ver com adequa as políticas à escolha dos nomes.

A articulação de setores do DEM para incorporar o partido ao PMDB é assunto que, nesse momento, voltou para a gaveta. A avaliação feita pelo partido, na reunião da Executiva ocorrida na terça-feira, é a de que a articulação foi comprometida pela precipitação de alguns setores. Isso teria de ser articulado com muita habilidade, sob pena de provocar grandes resistências de diretórios regionais. E foi o que acabou acontecendo.

O interesse mais imediato na história é do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E a quem a maioria atribui a culpa de ter levado o partido a apoiar José Serra, contra a convicção de quadros políticos importantes, de que o tucano paulista teria poucas chances de vitória. O filme do prefeito está um pouco queimado. E a discussão do que fazer com o partido foi adiada para depois da posse do novo Congresso.





71 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

coelho

19 de novembro de 2010 às 22h41

No governo do Lula temos dois tipos de ministérios: os bem dirigidos, onde os cargos são ocupados por técnicos competentes e os pésssimos, cujos cargos estão nas mãos de políticos incompetentes e fisiologistas.

Responder

Gerson Carneiro

19 de novembro de 2010 às 08h22

Vice não manda nada. Vice é só um estepe.
Vice tem importância apenas para definir coligações durante a campanha eleitoral, e só.
E nisso Lula e Dilma acertaram em cheio. Rapidamente laçaram o bode velho mais enfezado.

Presidente o Temer não será. Vice-presidente é o cargo máximo que ele poderia alcançar. Então duvido que ele vá querer agora estragar essa boquinha. O resto é barulheira dos partidinhos da terceira divisão como DEM, PSDB, e etc.

Responder

    LuizCarlosDias

    20 de novembro de 2010 às 12h15

    Uma grande verdade, quando um vice pertubou 1% do governo nos ultimos tempos?
    Ridiculo todas insinuações do PIG, PMDB???? sempre foi ???.
    Michel? Fala sério. Dilma desafiou partidos e torturas.
    Essa luta vai vencer facil, ganharemos todos. viva o BRASIL

Gerson Pompeu

19 de novembro de 2010 às 07h55

Na minha inocente opinião, o advento do 2º turno só vem a agravar este problema, já que alarga ainda mais o espectro da coalizão.

Responder

Francisco

19 de novembro de 2010 às 04h36

O pêemedebê é facilimo de controlar. Dá dois tapas na cara e pergunta: "Pede pra sair?". Não saem… Peixe não vive fora d'agua, PMDB não vive sem carguinho. Nem dez minutos. O que deve ter de peemedebista que tem a mesma samanbaia no escritório da repartição desde 1986, não esta no gibi. O PT fez o mandato Lula sem o PMDB. Que mandato! Precisa dizer mais alguma coisa? Precisa do PMDB para quê? O PMDB no governo é uma comodidade…

O problema é somente se Dilma leu Maquiavel ou não. Lá esta dito: o bem se faz em parcelas e o mal, de uma vez. Dilma pode mandar o PMDB pastar trinta vezes, todas que ela chamar de volta ele vez. Inteiro ou aos pedaços (se é que me entende…).

Quem tem um adversário do qual conhece o valor, ainda o corre risco de perder a guerra. Quem tem um adversário do qual conhece o preço, já ganhou e ainda não sabe…

Responder

Messias Macedo

18 de novembro de 2010 às 23h48

Uma viagem ao pretérito nefasto:
http://www.youtube.com/watch?v=x88lmIYDJlM

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
Transição República de Nós Bananas/Brasil Nação [RISOS]

Responder

jose flavio coutinho

18 de novembro de 2010 às 23h12

Klaus, é nome de nazista

Responder

    El Cid

    19 de novembro de 2010 às 06h13

    .. e é sinônimo de "sofismador", José Flávio !!

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h34

    Não exagera. Alemães não são confiaveis, mas nem tanto, né?

    Klaus

    19 de novembro de 2010 às 09h28

    Se eu dissesse que Kunta Kinte é nome de crioulo seria racismo? Seria crime? Passaria pelo filtro do moderador? Por que este comentário passou? Espero uma resposta de Viomundo.

Mateus

18 de novembro de 2010 às 23h07

Acho que com a Dilma definindo primeiro os rumos das políticas públicas, antes de escolher quem ocupara os cargos. Fica mais fácil para indicar as pessoas que se que melhor se encaixam ao perfil desejado ao cargo. Com a política definida a chance de alguém de perfil mais técnico entrar, mesmo estando em carreira política, pode aumentar. Ninguém indica alguém pra fazer algo sem antes saber o que é esse algo a ser feito. Ou seja, o algo deve ser primeiro definido.
Sobre o último parágrafo. Se o DEM não apoiasse o Serra, quem eles iriam apoiar então? A Dilma? Acho que não né. O Plínio e o PSOL? Hehehe! A Marina? Talvez né. Quem sabe.

Responder

Messias Macedo

18 de novembro de 2010 às 22h24

LEITURA DO MATUTO 'BANANIENSE'!: a jornalista Maria Inês Nassif fez a leitura da presidente Dilma Rousseff, que foi eleita para promover avanços em relação à transição avançada implementada pelo ínclito presidente e estadista emérito Luiz Inácio Lula da Silva: "As políticas públicas defino eu [Dilma Rousseff]: o PMDB e demais partidos aliados que apresentem nomes confiáveis e de competência no sentido de materializar/praticizar estas ações – para o bem do Brasil e do povo brasileiro!…"
E se o fisiológico e antinacionalista PMDB quiser partir para as ameaças rasteiras e o jogo político mesquinho, vamos para o confronto! Votamos em Dilma Brasileira Rousseff, e não em Michel TEMERoso & Cia!…

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
Transição República de Nós Bananas/Brasil Nação [RISOS]

Responder

Messias Macedo

18 de novembro de 2010 às 22h06

PiG (*) perdeu: Mantega fica. Palocci não vai para a Fazenda
O desenvolvimentista derrotou o colonista (**) do Globo
em http://www.conversaafiada.com.br – ínclito e impávido jornalista Paulo Henrique Amorim

A presidente Dilma Rousseff, A Magnífica, acertou "em cheio": manteve o egrégio, competente e catedrático Guido Mantega! Parabéns!
NOTA: em sendo leigo em Economia, macroeconomia, política monetária… Creio que o senhor Henrique Meirelles cumpriu a sua missão! A partir de agora, é mister a adoção de mecanismos que reduzam os juros praticados em nosso país. O histórico e o perfil de Henrique Meirelles não coadunam com esta perspectiva…
… Paulo Nogueira Batista Jr. e Luciano Coutinho são dois nomes excepcionais!
Persistir na coragem de continuar mudando, presidente Dilma Rousseff!
Felicidades a todos os brasileiros e brasileiras!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
Transição República de Nós Bananas/Brasil Nação [RISOS]

Responder

Pitagoras

18 de novembro de 2010 às 21h52

Lamento muito a associação do PT com o PMDB. É uma barganha faustiana, a alma vendida vai ser cobrada com sangue. Podia ter sido diferente? Não sei. Gostaria que sim.

Responder

CC.Brega.mim

18 de novembro de 2010 às 20h22

pra mim a inês dessa vez entrou na onda
o estadão está tramando desde a apuração…
primeiro era briga iterna por cargos etc
depois era aécio pra presidente do senado…
agora "blocão"
eles estão pintando uma história que não é bem assim
o poder do pmdb não é aquele que o estadão queria que fosse…

Responder

    O Baiano

    19 de novembro de 2010 às 00h20

    O Michel Temer é Vice Presidente da República! Agora, imaginem esse personagem ideologicamente dúbio ou mais prá centro-direita, fazendo "blocão" de oposição ao seu próprio governo, ao qual, ao ser empossado, vai jurar servir com fidelidade! Dá pra confiar num vice desses?

Klaus

18 de novembro de 2010 às 20h21

"…a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes."

Já pensaram se Klausinho diz que Lula apenas integrou todos os programas de transferência JÁ existentes? Ia faltar mãozinha pra negativar…

Responder

    Ane

    19 de novembro de 2010 às 01h48

    Bom Klausinho, vai se informar então.
    Quem sabe aí você descobre, que apesar de tentativas anteriores mal sucedidas, o primeiro programa de transferência de renda implementado no país foi projeto de Eduardo Suplicy (deputado pelo PT) em 1988. Chamava-se Renda Mínima.
    Isso é apenas o começo da história. Mas se você quisesse mesmo saber, já saberia.
    Numa coisa você tem razão: não há mãozinha que chegue pra negativar seu comentário.
    Mas não fique triste, a maioria escolheu te ignorar mesmo.

    El Cid

    19 de novembro de 2010 às 06h21

    … agora o "sofismador" acima está requentando o vômitos proferidos pelo Zé Bolinha !! Chora, paspalhão !!

    Klaus

    19 de novembro de 2010 às 09h32

    Sempre que vejo um comentário seu me lembro de Paulo Francis, citando São Paulo: É preciso tolerar os tolos de cara alegre.

    P.S. Bela foto, é do seu Orkut?

    El Cid

    19 de novembro de 2010 às 18h22

    … a minha alegria, "herr troll sofismador" são muitas, e uma delas é saber que não compactuo com as idéias da sua laia, que democraticamente vomitam as "asneiras de mentes colonizadas" neste blog… e adoro quando você se rebaixa com os belíssimos comentários rasteiros proferidos disso que você chama de "boca"…

    P.S.: acho a minha foto bonita? humm, sei…

    francisco.latorre

    19 de novembro de 2010 às 20h37

    chato bobo impertinente.

    vá lamber o serra.

    perdeu xarope. perdeu.

    ..

Francisco

18 de novembro de 2010 às 19h28

esse temer vai ficar falando sozinho e sem nenhuma participação no governo.

Responder

    Rodrigo Moreira

    18 de novembro de 2010 às 21h44

    Mas esse é o problema.

José Manoel

18 de novembro de 2010 às 19h18

Pessoal: calma que o leão é manso!!!! Vocês não conhecem a Dilma!! Ninguém diz para ela quem vai comandar e outros quetais! Ela manda e não pede!!!! Eles vão ter que comer pedra pensando que é chocolate!! Ai de qualquer um que queira inviabilizar o governo!!!! Vai para a rua, na hora!!! O Temer não é páreo para a Dilma!!!!!

Responder

    @luciene_myikha

    18 de novembro de 2010 às 23h05

    Não conheço a Dilma, mas ela me passa exatamante esta impressão.

Morvan

18 de novembro de 2010 às 18h39

Atenção: notícia maravilhosa. Mantega será mantido. Dilma lhe fez o convite a continuar e este aceitou. Veja mais em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/832573-dilma-c
Maravilhosa, sim. O preferido do PIG para o posto, o Palocci, foi preterido.

Saudações democráticas, Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

    Klaus

    18 de novembro de 2010 às 20h17

    Meirelles vem junto.

    Rodrigo Moreira

    18 de novembro de 2010 às 21h45

    Mas ele é um ótimo quadro, inequivocamente, e isso é o que importa, nao?

    Euripedes Ribeiro

    18 de novembro de 2010 às 22h26

    Vem nada! Vai voltar pro Bank of Boston, que é o lugar dele.

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h35

    Vem junto. É presidente de uma associação mundial de presidentes de BC's.

Jairo_Beraldo

18 de novembro de 2010 às 18h27

O maior erro da Dilma, não foi aliar com o PMDB, mas deixar TEMER ser seu vice. Não passa de um abutre carniceiro da mais baixa baixa casta.

Responder

    Fabíola Paços

    18 de novembro de 2010 às 20h18

    E tem alguém que preste no PMDB?
    Não vale citar demagogos desequilibrados…hahahaha

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h36

    Fabíola, colocaria Iris Rezende entre alguns do PMDB que ainda preste. É trabalhador.

Luciano Prado

18 de novembro de 2010 às 18h11

O PIG vai tentar cooptar Michel Temer.

Já que a oposição está esfacelada, Michel Temer é o nome do golpe.

Responder

    Rodrigo Moreira

    18 de novembro de 2010 às 21h46

    Concordo. E é por isso que eu acho que ele deve se sentir prestigiado no Governo. Se ele virar um dois de paus, o ressentimento vai tomar conta e ai vai dar problema…

Luciano Prado

18 de novembro de 2010 às 18h08

Michel Temer, Henrique Eduardo Alves e Gedel Vieira vão tentar tomar o governo de Dilma.

Aliás, o Michel Temer já havia dado declarações – antes das eleições – nesse sentido numa reunião entre "amigos": o "governo vai ser nosso".

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h30

    Sei não. Temer é um abutre. Geddel um babaca. Alves um estrume. E Dilma tem uma vantegem sobre seus antecessores…não tem rabo preso. Foi uma cartada de mestre do líder Lula.

Morvan

18 de novembro de 2010 às 17h43

Boa, Joel Bueno. Ademais, se o PIG quiser, a qualquer hora ele reedita o "caso do caseiro". Ter o Palocci no Governo equivale a envidraçar o telhado. É isto que o PIG quer. Veja o caso do Daniel Dantas, o "Insepulto". Voltou à tona. Nenhuma surpresa. A Dilma aceita o laço no pé ou não. Parecendo ter um temperamento mais forte do que o de Lula, aparentemente a presidente Dilma não colocar o pé neste guizo.

Saudações democráticas,

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

ana cruz

18 de novembro de 2010 às 17h31

Sabemos que mudança radical, so com revolução nos modes da Francesa, o que ocasionaria uma ruptura institucional e tudo seria começado do zero. O brasileiro povo pacifico nunca foi dados a esses arroubos de violência.
Lula teve que governar com esse Congresso fisiologista , àvido por cargos. E soube governar bem.
Dilma tera que saber agir como seu mestre. Não será facil não. Mas quem disse que seria.
Obama nos USA está sentindo na pele que manda pouco. Vcs notaram como Obama em pouco tempo está envelhecido?

Responder

Bonifa

18 de novembro de 2010 às 17h26

Gente fina é outra coisa. Fossem os tucanos, tudo estaria dividido irmãmente com o DEM. O PPS ficaria com um pedacinho.

Responder

easonnascimento

18 de novembro de 2010 às 17h23

Conciliar os interesses políticos do PMDB e PT, com seus pensamentos e projetos para o país, será o primeiro teste que Dilma terá que enfrentar. Não vai ser nada fácil. Se descontentar qualquer aliado, o troco será dado no Congresso. Lula passou no teste. Veremos agora a habilidade de nossa presidente eleita.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

@GriloD

18 de novembro de 2010 às 17h18

Por que ainda votam no PMDB?

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h32

    Por falta de opção.. pior se votar em DEMo/Tucanos. Aqui em GO, estarão dando as cartas. Espere 4 anos e verá o estrago nas contas publicas.

Klaus

18 de novembro de 2010 às 17h14

Ou o PMDB fica com muitos ministérios ou com menos, mas com a porteira fechada. Difícil equação,mas que tava no preço para eleger o poste.

Responder

    El Cid

    18 de novembro de 2010 às 18h46

    "herr troll, o sofismador", a vitória da “guerrilheira” Dilma Rousseff nada mais é do que uma justiça histórica… se você está falando de: Jader Barbalho, Orestes Quércia e o “catões” Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, tira o seu burrinho da chuva, sofismador !!!

    Klaus

    18 de novembro de 2010 às 20h18

    Não entendi nada…

    Emilio Matos

    18 de novembro de 2010 às 20h45

    Como sempre…

    El Cid

    18 de novembro de 2010 às 23h42

    falou e disse, Emílio !! o trollzinho acima fingiu de inocente, pra variar…

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h33

    El Cid, para ele fisiologismo é regra, e não excessão. Por isso sua dificuldade de entendimento.

    francisco.latorre

    18 de novembro de 2010 às 20h32

    senta no poste pra ver se é bom.

    ..

Abel Cavalcante

18 de novembro de 2010 às 16h42

Alguém esperava outra atitude do PMDB? Ingênuos…
Como diz o ditado: Cria corvos e eles comerão teus olhos.

Responder

monge scéptico

18 de novembro de 2010 às 15h51

Esta se tornando um balaio de gatos, que pode inviabizar muitos projetos federais.
Esse PMDB sempre foi um antro de reacionários; como foram escolher um vice
daí? Se foi um acôrdão a la LULA, o povo foi desrespeitado.
LULISTA sou; mas a inação de LULA diante de ataques injuriosos como o da BRB,
me faz pensar se não fomos enganados e o governo LULA, apenas foi "permitido".
Votei e voto no PT. Porém os abusos cometidos pelo judiciário e orgãos civis, sem
enérgica reação, me desacreditar nessa democracia BUFA. Democracia é ordem
e combate claro a desordem. Há uma linha tênue entre a liberdade responsável e,
a BADERNA COMO A DOS COMBATENTES ANTE ENEM por exemplo, que cus-
-tou muito dinheiro. DEFENDA-SE LULA! SEJA MACHO!

Responder

francisco.latorre

18 de novembro de 2010 às 15h45

falta combinar com a dilma.

..

Responder

    José Manoel

    18 de novembro de 2010 às 19h15

    Latorre: mais uma vez, você matou a charada!!! A Dilma é de botar o dedo na cara e mandar calar a boca!!!!! Se não calar, vôa!!!!!!!

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h38

    Penso que não manoel. Isso é ditatorialismo. Ela é a presidente. Tem que ter sabedoria.

Adélia

18 de novembro de 2010 às 14h53

Só vejo uma saída: reajustar os valores do mensalão.

Responder

    Fábio pessimista

    18 de novembro de 2010 às 17h06

    Será que nós brasileiros não vamos aprender nunca?

    Não pode votar em ninguém do PMDB. Simples assim. Nem mesmo os que parecem bem intencionados lá dentro, pq só aumenta o poder dos chefões, que não prestam.

    Isso vale pros partidinhos de convieniência, que imitam o partidão de conveniência: PTB, PP, PR, PSC, etc. Boa parte do PDT e do PSB entram nessa.

    Sou de esquerda, mas acho que prejudica muito mais votar nestes partidos que votar no PSDB ou no DEM.

    Eis o que acredito: democracia representativa precisa que os representantes tenham uma posição política bem definida. Somente assim o eleitor será representado. Nenhum destes partidos tem posição política.

    Vou pegar um exemplo: Michel Temer. Era do governo FHC e se juntou ao governo Lula no meio do seu governo. Que idéias ele tem? Ele defende a financeirização da economia? É a favor ou contra as cotas raciais? E sociais? Defende um superavit primario maior? E juros? Quer o sistema de concessão ou partilha para o pré-sal? Flexibilização de direitos trabalhistas, o que ele acha?

    Duvido que alguém aqui saiba responder uma destas perguntas sobre 10% dos parlamentares de destaque destes partidos. Eles não têm opinião. Têm apenas interesses pessoais.

    geraldo de carvalho

    19 de novembro de 2010 às 17h09

    fábio, concordo com td q vc disse. o problema é q o pmdb fez uma grande bancada, isso é um fato. como vamos cuidar da governabilidade do governo dilma sem o apoio do pmdb? por esta razão fiz aquela observação em relação ao q falou a adélia. não posso provar o q vou dizer agora mas suspeito q em cada cidade ou estado no brasil, tenha um 'mensalão'. se dilma acatar o critério q vc apresenta na sua msg, e vc não está errado, com quem ela vai governar?

    geraldo de carvalho

    18 de novembro de 2010 às 17h25

    te deram 9 negativos. vc parece estar brincando mas não sei se está totalmente errada.

    Adélia

    18 de novembro de 2010 às 20h14

    Pois é, Geraldo.
    Eu tentei espelhar a cara do nosso congresso mercenário e a galera me negativou geral.
    Até parece que não querem ver o que é óbvio: que o PMDB só quer é continuar se locupletando da coisa pública.
    Estou agora com 18 polianas tiriricas me negativando…e pode apostar que vem mais.
    Por essas e por outras que estamos há 500 anos no terceiro mundo.

Filipe Rodrigues

18 de novembro de 2010 às 14h50

Lula e Dilma sabiam como o PMDB é, então porque insistiram nessa aliança?
Aliança que por sinal, impediu que o PT de fazer uma bancada bem maior que as 88 cadeiras conquistadas recentemente.
O PMDB é um partido dividido pelos seus interesses divergentes ( o que o PT não é), se a articulação política do governo for competente, mesmo que a Dilma não atenda todas as exigências do PMDB, ela ainda terá metade do partido ao seu lado.

Responder

    Quintela

    18 de novembro de 2010 às 15h58

    Isso é presidencialismo!
    Tem que mudar a forma de governo!!!

    Mariano S. Silva

    18 de novembro de 2010 às 17h19

    Pode apostar meu caro que o Lula é mais sábio em política do que eu ,você e todo mundo que agora está lendo estas frazes somados. Além disso ele dispõe de informações que nós só poderemos especular..À luz da história passada, aposto com pouca chance de errar, que esta é a solução ótima (no sentido da engenharia, onde o ideal não é o possível).

Marcelo de Matos

18 de novembro de 2010 às 14h40

O PMDB de Michel Temer será o parceiro ideal para o PT de Dilma. Velhas lideranças emedebistas deixaram a cena, como Jader Barbalho, Orestes Quércia e o “catões” Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon. Os que ficaram ajudarão muito. O PT tem de abandonar o moralismo. Não vamos fazer parceria com seres da estratosfera, mas, com políticos tupiniquins, com suas virtudes e defeitos. Nem o eleitor é moralista. Se o fosse, não teria elegido José Roberto Arruda governador do DF, em primeiro turno, com mais de 50% dos votos válidos, após sua participação na fraude do painel de votação do Senado Federal. O esquerdismo, apontado por Lênin como doença infantil do comunismo, é outra endemia que ataca o PT. Há tempos, Airton Soares, Francisco Weffort e Cristovam Buarque foram vítimas do sectarismo, ou macartismo petista. Hoje a autofagia tem outros alvos: José Eduardo Cardoso, Eduardo Suplicy, Antonio Palocci… Já tem gente demais para criticar o PT, na mídia e nos blogs tidos como progressistas. Vamos guardar nossas pedras.

Responder

    Bonifa

    18 de novembro de 2010 às 17h33

    Também acho. Mas brigar na hora de fazer a equipe também é normal. Não vamos olhar o PMDB como partido de segunda classe, porque seria absolutamente injusto. E depois da equipe constituída, é trabalhar com afinco e entusiasmo, em plena paz.

    Jairo_Beraldo

    18 de novembro de 2010 às 18h28

    Mas que eles saibam seu lugar…

Lucemberg Matoso.

18 de novembro de 2010 às 13h52

PMDBistas Golpistas. Traíras!!!!!!

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de novembro de 2010 às 07h38

    Calma…deixe eles se debaterem.

Joel Bueno

18 de novembro de 2010 às 12h09

1. Duvido que o "blocão" tenha tanto impacto na formação do ministério. Mesmo que emplaque, vai ser decisivo é na mesa da Câmara. Se isso acontecer, o PT vai querer compensações no Executivo.
2. Coligação ampla pode até ser uma encrenca. Encrenca muito maior seria uma coligação estreita. Enquanto não houver reforma eleitoral e reforma política, a pulverização do Congresso em "n" legendas vai exigir governos com muita negociação e poucas convicções.
3. Lula sempre usou essa estratégia – deixar o pau quebrar, depois escolher quem ele apoia. Desde o Sindicato dos Metalúrgicos. Qujal vai ser a estratégia da Dilma? Tudo indica que será menos flexível.
4, A gente só vai saber como será a política de Dilma para a macroeconomia quando for divulgado o papel do Palocci no governo. Palocci é um tucano pintado de vermelho. A grande imprensa toda está fazendo lobby para ele. Devem estar pensando: "que besteira que foi levantar o escândalo do caseiro. Antes com o caipira neoliberal que com a terrorista."
(Blog Bueno – blogjoelbueno.blogspot.com)

Responder

    Alex

    18 de novembro de 2010 às 16h50

    observações pertinentes, especialmente a primeira e a quarta


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding