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Marcelo Zero: Por ordem de Trump, governo Bolsonaro viola Convenção de Viena, apoia ato criminoso e dá um tapa na cara dos BRICS
Política

Marcelo Zero: Por ordem de Trump, governo Bolsonaro viola Convenção de Viena, apoia ato criminoso e dá um tapa na cara dos BRICS


13/11/2019 - 13h51

Por ordem de Trump, governo Bolsonaro viola Convenção de Viena, dá apoio e agride os BRICS

por Marcelo Zero*

Em plena reunião do BRICS, o governo Bolsonaro deu apoio a um ato que é normalmente enquadrado, ante a lei internacional, como ato de terrorismo: a invasão de uma embaixada e a agressão de seu pessoal diplomático legítimo.

Trata-se da absurda e violenta invasão da Embaixada da Venezuela em Brasília, por parte de milicianos venezuelanos e brasileiros.

Ao contrário do que foi noticiado por setores da imprensa, não houve nenhuma deserção de pessoal diplomático e ninguém autorizou a entrada desses invasores violentos.

Tais invasores, que entraram à força na embaixada por volta das 5hs da manhã, após roubar um controle remoto dos portões, passaram a agredir as famílias lá residentes, inclusive mulheres e crianças.

Agrediram também o federal Deputado Paulo Pimenta, que lá se dirigiu para ajudar o pessoal diplomático legítimo, face à omissão dos governos federal e do GDF, ante o ato criminoso.

Esse ato criminoso conta com o apoio claro e ostensivo do governo brasileiro e do Itamaraty, que enviou para lá diplomata com a missão de tentar “legitimar” a invasão e expulsar da embaixada seus diplomatas oficiais, conforme informa o Deputado Paulo Pimenta.

Tal representante oficial do Itamaraty, “desconhecendo” a lei internacional, alega que a embaixada da Venezuela é “território brasileiro”, e que o governo do Brasil considera os invasores como os legítimos representantes venezuelanos.

Saliente-se que a suposta “embaixadora” do usurpador Guaidó no Brasil, que ninguém mais leva a sério, a qual teria “autorizado” a invasão violenta, sequer mora no Brasil.

Reside, não casualmente, em Washington. Mesmo que o Brasil quisesse colocar alguém do títere lá, não poderia fazê-lo dessa forma, mediante invasão violenta na calada da noite.

Trata-se, sem dúvida, de crime cuidadosamente planejado, realizado justamente por ocasião da realização da cúpula dos BRICS na capital federal.

O timing não é casual. A invasão da embaixada da Venezuela, feita graças à ação do governo Bolsonaro, é óbvio recado político do governo Trump à Rússia e à China, que apoiam o governo oficial e legítimo daquele país. É uma provocação ao BRICS e à comunidade internacional.

Com essa invasão, Trump disse: aqui quem manda sou eu!

E o governo Bolsonaro se prestou a esse papel desprezível de moleque de recados. Enquanto se reúne com o BRICS!

Para cumprir esse papel abjeto, o Brasil de Bolsonaro cometeu uma clamorosa e grosseira violação da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, a qual determina que:

Artigo 22

1. Os locais da Missão são invioláveis. Os Agentes do Estado acreditado não poderão neles penetrar sem o consentimento do Chefe da Missão.

2.O Estado acreditado tem a obrigação especial de adotar todas as medidas apropriadas para proteger os locais da Missão contra qualquer intrusão ou dano e evitar perturbações à tranquilidade da Missão ou ofensas à sua dignidade.

Ademais, invasões de embaixadas e agressões ao pessoal diplomático podem, como afirmamos, ser enquadradas, ante a lei internacional, como atos de terrorismo.

Se tivesse tido invasão da embaixada dos EUA, não seria esse o enquadramento?

Triste fim desse Brasil de Bolsonaro.

Para agradar Trump, dá apoio a um ato criminoso, que viola a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e que pode até ser classificado como terrorismo.

Dá um tapa na cara do BRICS e mostra que não é um país confiável.

Dá um tapa, na realidade, na cara da nossa soberania.

 

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6 comentários

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Zé Maria

15 de novembro de 2019 às 17h55

https://pbs.twimg.com/media/EJbidFnWkAAVBeD.jpg
Protestos continuam na Bolívia e em Santiago do Chile.
Comunistas Chilenos não aprovam acordo integralmente.
Principal controvérsia se dá em relação ao Quórum de 2/3
para aprovação dos novos dispositivos constitucionais.
Pelo visto até agora, o tal acordo só contentou a Direita.

“Pero déjenme dar mi versión, si ustedes me están preguntando por eso”,
así, entre medio de micrófonos y ágiles de la prensa, el diputado y presidente
del Partido Comunista (PC), Guillermo Teillier, se refirió al acuerdo entre
oficialismo y oposición que se anunció anoche para cambiar la constitución.

“Es un hecho que nosotros valoramos. No podemos decir que no ha pasado nada. Hay un cambio”
“Yo me podría haber hecho la autocrítica de no haber ido y no haberme puesto
en la foto y haber salido con todos, haber pasado a la historia y que me juzgue
la historia de que no aparecí en esa foto, pero no tuve nada que ver con el alegato
porque yo ni supe de la reunión hasta esa hora…lo que estaban tratando anoche,
y en la mañana, era un acuerdo sobre convención constituyente en que la mitad
eran parlamentarios que nos estábamos autoproclamando constituyentes y la
otra mitad era electa por la ciudadanía, eso nosotros estábamos en contra, pero
no supimos nunca que hubo una continuidad en esa discusión, ese era el problema,
y después cuando nos llamaron tomamos la decisión política de no ir por eso,
porque claro, habría sido re fácil ir y aparecer en la foto, pero no participamos”

“No deslegitimamos ningún acuerdo, ya lo dije, es un avance, que valoramos,
que vamos a poder reemplazar la constitución y que hay plebiscito porque
ha ganado nuestra posición, yo les quiero decir que el acuerdo que salió
es muy parecido a la indicación que nosotros presentamos aquí en la comisión
de constitución para establecer un camino de cambio a la constitución”

“Cuando nos dicen que el quorum para introducir un cambio en cada norma
es de 2/3 , nosotros dijimos que eso nos parecía muy alto porque le estamos
dando poder de veto a la minoría, a un tercio sobre dos tercios y al escuchar
a algunos representantes de derecha creo que nos dan la razón cuando dicen
‘mire, no nos preocupemos, no estamos preocupados porque con este quorum
nadie puede imponerle al otro si el otro no quiere que eso esté en la constitución,
por lo tanto, tenemos que ponernos todos de acuerdo”

“Vamos a participar del plebiscito, vamos a hacer campaña para que se acepte lo que era la asamblea constituyente, que le cambiaron nombre…para que ese sea el organismo que cambie la constitución, para eso vamos a dar la pelea”.

https://twitter.com/gteillier https://twitter.com/PCdeChile
https://twitter.com/latercera/status/1195376112999763968

Responder

Zé Maria

15 de novembro de 2019 às 17h21

Acordo de Piñera com Partidos de Oposição do Chile
sobre a Convocação de Assembléia Constituinte.
A primeira vista, será Mista com o Congresso Atual.
Plebiscito ocorrerá em 2020, para decidir a Forma.
https://pbs.twimg.com/media/EJZCm9-WoAAYqNv.jpg
https://pbs.twimg.com/media/EJZCm98XYAIApyy.jpg

Comunistas não participaram,
porque não foram convidados.
https://twitter.com/pcap_chile
https://twitter.com/PCdeChile

Responder

Claudio

15 de novembro de 2019 às 08h48

Não vou permitir que o desgoverno bozo me faça sentir vergonha de ser brasileiro, esse lixo de família há de passar e o Brasil resplandecerá.

Responder

Zé Maria

13 de novembro de 2019 às 23h51 Responder

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