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Marcelo Zero: EUA querem repressão a protestos de movimentos sociais e, sobretudo, nova prisão de Lula
Na sexta-feira, (09/11), na saída da Polícia Federal, em Curitiba, Lula se reencontra com a militância e fala publicamente pela primeira vez, depois de 580 dias preso. Fotos: Joka Madruga/Terra Sem Males
Política

Marcelo Zero: EUA querem repressão a protestos de movimentos sociais e, sobretudo, nova prisão de Lula


05/12/2019 - 21h10

EUA Demandam Repressão e Prisão de Lula

por Marcelo Zero*

Não há dúvida de que há uma crise mais ou menos generalizada dos sistemas democráticos no mundo.

A causa última e fundamental dessa crise tange à crescente desigualdade social, à erosão do Estado de Bem-Estar e à falta de geração de empregos de qualidade, ocasionadas pelas políticas neoliberais e de austeridade, combinadas com uma crise econômica que não dá mostras de ser efetivamente superada.

A eleição de Trump e de outros líderes do chamado “populismo de direita”, o Brexit, a ascensão de forças de extrema direita e uma insatisfação generalizada com os partidos e as instituições democráticas são sintomas claros dessa crise política e democrática.

Na América Latina, os principais sintomas dessa crise são uma extrema instabilidade política, a eclosão de revoltas populares de grande magnitude, como as que ocorreram e ocorrem no Chile, no Equador e na Colômbia, e, sobretudo, o retorno do golpismo.

Desde 2009, ocorreram golpes de Estado, “brancos” ou não tão brancos, em Honduras, no Paraguai, no Brasil e, recentemente, na Bolívia. Nesse último caso, a deposição do presidente eleito deu-se pela ação violenta de milícias paramilitares e religiosas.

Assim, a nossa região voltou a ser sinônimo de democracias frágeis ou de fachada e de republiquetas de bananas.

Por conseguinte, aqui a crise democrática é bem mais grave.

Há dois fatores básicos que explicam essa gravidade maior. O primeiro e mais óbvio deles tange à fragilidade dos sistemas democráticos da região é à falta de enraizamento histórico e social das democracias.

Conforme já observei em outro artigo, a característica principal das oligarquias brasileiras e latino-americanas de um modo geral é sua falta de compromisso real com a democracia e sua incapacidade de conviver com processos significativos de distribuição de renda, de combate à pobreza, e de ascensão social e política das camadas da população historicamente excluídas dos benefícios do desenvolvimento.

Sempre houve aqui uma espécie de demofobia, o medo à perda de controle político das grandes massas pauperizadas.

Perón, Getúlio (em seu segundo governo), João Goulart, Chávez, Correa, Lugo, Kirchner, Lula, Evo Morales etc. provocaram esse medo e esse ódio, sem nunca terem chegado sequer a se aproximar do socialismo, muito menos do comunismo.

Mas há outro fator, menos óbvio, que também acarretou instabilidade política à região e comprometeu o desenvolvimento e o enraizamento de suas democracias.

Trata-se da constante ingerência política dos EUA, que sempre apoiaram o golpismo na região e sempre combateram os regimes progressistas que aqui se instalaram.

Segundo estudo publicado na Harvard Review of Latin America , em 2005, menciona-se que, apenas entre 1898 e 1994, os EUA conseguiram êxito em mudar governos da região 41 vezes, o que dá uma média de uma mudança de governo a cada 28 meses.

Ressalte-se que, nesse estudo publicado na Universidade de Harvard, não se analisa as possíveis intervenções recentes, como as ocorridas em Honduras (2009), Paraguai (2012), Brasil (2016) e na Bolívia (2019).

As evidências históricas dessa constante intervenção são, portanto, avassaladoras. Mas, para quem ainda tinha alguma dúvida, as últimas declarações de Mike Pompeo, Secretário de Estado dos EUA, nos parecem definidoras.

Pompeo fez um discurso, nesta última segunda-feira, na Universidade de Louisville, Kentucky, no qual afirmou que os EUA ajudarão os “governos legítimos” da América Latina a impedir que os protestos em seus países se tornem “revoltas”, isto é, resultem em mudanças de regime.

Pompeo também aproveitou para negar que essas manifestações, que ocorrem sobretudo no Chile, no Equador, na Colômbia e na Bolívia contra governos neoliberais ou contra governos golpistas reflitam “a vontade democrática do povo”.

Segundo ele, tais manifestações foram “sequestradas” por governos como os de Cuba e o da Venezuela e, portanto, não seriam “legítimas”.

Em seu tocante discurso, Pompeo se refere à América Latina como o quintal (backyard) dos EUA.

A ameaça é evidente. Os EUA intervirão ativamente para reprimir ou coibir manifestações contra governos conservadores da região, que se comprometeram com a implantação de políticas ultraneoliberais, as quais são do interesse daquele país, e que se aliaram geoestrategicamente ao grande irmão do Norte, em sua luta pelo poder mundial contra China e Rússia.

Impossível não relacionar esse discurso público de Mike Pompeo às recentes declarações do clã Bolsonaro e do próprio ministro da Economia em prol do retorno do AI-5 e de um fechamento ainda maior do regime político brasileiro.

Também não dá para não relacionar o pronunciamento de Pompeo com a proposta de exclusão de ilicitude, ou da licença para matar, em linguagem clara, em casos de processos de GLO.

Parece-nos também impossível não estabelecer uma relação entre a recente visita do conselheiro para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Willard Smith, com larga atuação na região, inclusive na Venezuela, ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), alinhado à Lava Jato, e o desejo compartilhado entre os governos de Trump e o de Bolsonaro de voltar a neutralizar Lula.

Como se sabe, e como comprovado pela Vaza Jato, a Lava Jato foi uma operação inspirada e conduzida, em sua estratégia básica, pelo Departamento de Justiça do EUA.

Dada à assimetria das relações Brasil/EUA, a cooperação judiciária estabelecida entre os dois países serviu de instrumento político para o golpe de Estado de 2016 e para a implantação de uma lawfare contra o ex-presidente Lula.

Assim, o combate aparentemente neutro à corrupção em nível internacional pôde ser facilmente desvirtuado para beneficiar apenas interesses geopolíticos específicos.

Entretanto, a libertação de Lula, após um ano e sete meses de uma prisão totalmente injusta, motivada por óbvia perseguição política, solidamente confirmada pelas não desmentidas revelações da Vaza Jato, têm levado compreensível paúra às hostes da ultradireita e da direita do Brasil.

Afinal, Lula é a grande liderança popular do Brasil. Uma liderança que, ao contrário de algumas, não foi construída pela mídia ou por enxurradas de fake news.

A liderança de Lula foi construída em muitas décadas de lutas democráticas e populares, que se iniciaram na resistência à ditadura militar.

Lula é, portanto, um perigo real para os que querem iludir a população com a reimplantação de modelos fracassados e com políticas antipopulares travestidas de inevitáveis escolhas técnicas. Sobretudo, Lula solto é um perigo para os que querem manter o Brasil em alinhamento sabujo aos EUA.

O próprio Steve Bannon, o líder da ultradireita mundial afirmou que Lula é a grande liderança da “esquerda globalista” e provocará “grande perturbação”.

Pois bem, o conjunto de sinais emitidos, coordenadamente, aqui e nos EUA, aponta inequivocamente para uma direção: os EUA apoiarão a repressão de Bolsonaro contra eventuais manifestações, atuarão, com seus amplos meios informáticos, para coibi-las e controlá-las, darão suporte a um eventual fechamento de regime e, sobretudo, trabalharão para prender Lula de novo.

Em 1971, Nixon disse para Médici: “para onde o Brasil for, irá o resto da América Latina”.

Os EUA sabem que o Brasil é vital para o controle de toda a região. Agora, que conseguiram colocar Bolsonaro, um aliado amoroso e incondicional, não vão a ele renunciar sem resistência.

A pressão virá, até mesmo sobre o Senado e o STF.

O quintal arderá.

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14 comentários

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Sebastião Farias

12 de dezembro de 2019 às 01h36

Meus patrícios, eu, como cidadão leigo no assunto mas, curioso em consultar a CF, em busca de uma bússola-cidadã que nos permitisse orientar nossas opiniões e pontos de vistas, sobre se aquilo que o Congresso Nacional aprova é de fato ou não, para o bem do povo e da nação brasileira, enfim, encontramos essa referência constitucional, a bússola-cidadã, que são, especialmente, os Artigos 3º e 4º da Constituição Federal, que eles deveriam seguir e respeitar.
Diz o Artigo 3º e seus incisos:” Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
Já o Art. 4º e seus incisos assim afirma” A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; III – autodeterminação dos povos; IV – não-intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.”
Nosso apelo e sugestão à luz do acima exposto é que, todos os cidadãos brasileiros, comprometidos com o bem-comum e com a justiça imparcial para o Brasil, demostrem mais interesse em conhecerem, em se instruírem e tomarem como hábito, a leitura diária dos 07 primeiros Artigos dos Artigos 44, 45, 46, 49, 70, 71, 84, 101 e 102 da CF e, de divulgá-los para quem não os conhecem, para que instruídos,
saibam como votarem bem e como cobrarem, via as Ouvidorias Públicas, conformidade, qualidade, excelente funcionalidade e responsabilidades das autoridades públicas municipais, estaduais e nacionais competentes, responsáveis pela boa implementação e correta execução das Políticas Públicas, que resultem em obras e serviços públicos de qualidade, de interesse e, para o bem-estar e satisfação do povo.
Se, todos nós agirmos assim unidos, com a autoridade que o Parágrafo Único do Artigo 1º da CF que diz:”Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, estaremos dando um grande passo para que de fato, começarmos a moralizar e valorizar a política e a gestão pública do país, em benefícios do povo brasileiro. É querermos e começarmos, nossa auto instrução e conscientização cidadã.
Acho que as esquerdas têm muito ainda, a contribuir com o Brasil e com o bem-estar e justiça imparcial para seu povo.
Mais as esquerdas já, têm que começar a mostrar e defender junto ao povo um projeto político e econômico, claro, objetivo e viável, que fortaleça a democracia, o estado de direito, defendam um Salário Mínimo justo, com teto inicial de R$ 1.300,00, ajustado anualmente, acima da inflação (nenhum país desenvolvido possui SM vergonhoso como o nosso e, sem um SM justo, não há melhoria do poder aquisitivo do povo e mercado interno forte e, sem eles, não há produção, indústria e comércio fortes, que gerem arrecadação, geração de empregos e renda).
Um Projeto de Reforma Tributária Justa, que tribute proporcional aos ganhos e lucros, não só os trabalhadores urbanos e rurais, os funcionários públicos, profissionais liberais mas, principalmente, os lucros da rede bancária; as grandes fortunas de quaisquer tipos; os investimentos especulativos e capitais improdutivos, etc.
Que defenda os investimentos constitucionais da segurança pública, da saúde, da educação, de infraestrutura, de ciência&tecnologia&inovação, de energia, de produção agropecuária e florestal, de preservação e conservação ambiental, de humanização das áreas urbanas, etc.
Agora, se as esquerdas ainda não chegaram a uma conclusão sobre seu Programa Político para o Brasil, sugiro que defendam o que consta dos Artigos 3º e 4º da CF e, promovam de fato, uma defesa ostensiva da nossa Constituição Federal, como bloco político e como partidos individualmente mas, tirem o pé do chão, antes que fique tarde demais.
Sucesso.
Sebastião Farias
Um brasileiro nordestinamazônida

Sebastião farias
Um brasileiro nordestinamazônida

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Zé Maria

10 de dezembro de 2019 às 22h08

CNMP abre processo disciplinar contra Deltan Dallagnol

Em setembro, no julgamento da reclamação disciplinar 1.00212/2019-78,
sete dos 14 conselheiros votaram por referendar decisão monocrática do
conselheiro relator que determinou a abertura do Processo Administrativo
Disciplinar (PAD) contra o procurador da República Deltan Dallagnol,
coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba/PR.

Nesta terça-feira, 10, o Conselho retomou o julgamento do caso e os conselheiros
Valter Shuenquener, Luciano Maia, Silvio Amorim, Luiz Fernando Bandeira,
Octávio Luiz, e o vice-procurador-Geral da República, José Bonifácio Borges de
Andrada – presidente em exercício do CNMP, acompanharam o relator.

Assim, por maioria, vencidos os conselheiros Demerval Farias e Lauro Nogueira,
o plenário referendou decisão pela abertura de PAD em face de Deltan Dallagnol.

https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI316760,21048-AO+VIVO+Dallagnol+pode+ser+julgado+hoje+pelo+CNMP

https://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-pauta-midia-com-lulinha-no-dia-em-que-cnmp-julga-dallagnol/
https://jornalggn.com.br/justica/pf-vasculha-10-anos-das-financas-de-lulinha-e-conclui-que-nao-ha-corrupcao/

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Marys

10 de dezembro de 2019 às 15h40

Enquanto o governo aperta o cerco à classe trabalhadora,a polícia e a milícia vigiam e perseguem líderes progressistas, os pastores enchem a cabeça do povo de palavras bíblicas e de fé, e o bolso de dinheiro de dízimo, lavagem e, como não poderia deixar de ser, de dólares de financiamento externo não declarado.
Em cada biboca neopentecostal habita um aparelho político e um posto de lavagem, respectivamente, sob os auspícios de Tio Sam e de criminosos “arrependidos” !

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Marys

10 de dezembro de 2019 às 15h31 Responder

Roberto

09 de dezembro de 2019 às 10h11

E há pessoas de esquerda que dizem que não existe mais imperialismo, que isso “é coisa do passado”.

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Zé Maria

06 de dezembro de 2019 às 13h46

https://twitter.com/dukechargista/status/1202977179392458757

“Drive Thru 17”: o QG da Chapa Bolsonaro/Mourão e Belo Horizonte

Segundo a Joicinha Poláka, os Bolsonaro montaram uma Abin Paralela.

Agora, apareceu em Minas Gerais um Comitê Eleitoral Paralelo …

Siga o fio da meada …
https://twitter.com/jairmearrependi/status/1202923298314760193

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Zé Maria

06 de dezembro de 2019 às 13h29

https://twitter.com/i/status/1202936354168016896

Bolsonaro/Mourão: a Campanha Eleitoral, não declarada, mais barata da história
Mas as ex-tituições (MPF, STF, TSE) ‘estão funcionando normalmente’ …

https://twitter.com/rubensvalente/status/1202936354168016896
https://revistaforum.com.br/politica/video-carla-zambelli-mostra-entusiasmada-comite-eleitoral-ilegal-de-bolsonaro-em-belo-horizonte/

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Zé Maria

06 de dezembro de 2019 às 13h15

O Trump, o Pompeo e o Bannon,
são os Backyardigans do Araújo,
do Moro, do Guéds e do Bolsonaro …
E infelizmente do braZíu íu íu …
Plim Plim …

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Fabio

06 de dezembro de 2019 às 00h16

Pompeo assume que os EUA atuaram nos recentes golpes na AL. Assume também que os EUA farão tudo para dar suporte aos governos alinhados aos princípios neoliberais como Brasil, Chile, Colômbia e demais convertidos a doutrina do quintal dos EUA. Enquanto isso o nosso continente arde, queima e a luta e o sangue dos trabalhadores corre a céu aberto. Galeano foi cirúrgico em sua monumental obra As veias abertas da América Latina. Nada mudou de lá pra cá pra melhor. Os avanços progressistas são efêmeros diante de tantas injustiças. O que importa hoje não são os fatos, o direito ou as constituições republicanas. Pouco importam as democracias latino-americanas pois o sangue vai correr, sangue do trabalhador, dos pobres e pretos. Enquanto vibrará a elite branca envolta em ódio de classes. Enquanto isso, a reação brasileira não desperta, até quando a letargia? E como serão ao despertar? O Exército Golpista às ruas para sufocar as democráticas manifestações? Este governo atual, fascista, torce por este desfecho com a instauração de uma nova ditadura. E nós, quando e como reagiremos?

Responder

Fabio

06 de dezembro de 2019 às 00h10

Pompeo assume que os EUA atuaram nos recentes golpes na AL. Assume também que os EUA farão tudo para dar suporte aos governos alinhados aos princípios neoliberais como Brasil, Chile, Colômbia e demais convertidos a doutrina do quintal dos EUA. Enquanto isso o nosso continente arde, queima e a luta e o sangue dos trabalhadores corre a céu aberto. Galeano foi cirúrgico em sua monumental obra As veias abertas da América Latina. Nada mudou de lá pra cá pra melhor. Os avanços progressistas são efêmeros diante de tantas injustiças. O que importa hoje não são os fatos, o direito ou as constituições republicanas. Pouco importam as democracias latino-americanas. O sangue vai correr, sangue trabalhador, pobre e preto. Enquanto isso a reação brasileira não desperta, até quando? E como serão ao despertar? Exército às ruas para sufocar as democráticas manifestações? Este governo atual, fascista, torce por este desfecho com a instauração de uma nova ditadura. E nós, quando é como reagiremos?

Responder

José Carlos

06 de dezembro de 2019 às 00h03

Se os EUA não conseguirem neutralizar Lula e por conseguinte os movimentos que advirão da liderança de Lula, vão dar um “jeitinho” de eliminá-lo, como fizeram recentemente com Teori Zavascki. É aguardar os acontecimentos. O ano de 2019 ainda não terminou, mas 2020 promete uma hecatombe no Brasil.

Responder

Stela Lemos

05 de dezembro de 2019 às 21h40

Análise extremamente lúcida!

Responder

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