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Desenvolvimento com justiça social, a marca do Mercosul hoje


17/12/2010 - 16h17

Sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 às 11:22

do blog do Planalto

Mais do que apenas promover trocas comerciais, os países que integram o Mercosul  compartilham de um valor maior, que é o desenvolvimento com justiça social. “Essa é a marca do Mercosul que estamos construindo”, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (17/12) em declaração na sessão plenária da 40ª Cúpula do bloco econômico, em Foz do Iguaçu (PR). “E temos muito do que nos orgulhar.”

Em 20 anos de Mercosul, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai conseguiram desenvolver um histórico processo de integração política, econômica e social na América do Sul, disse o presidente brasileiro, destacando que as conquistas foram obtidas em ambiente de paz e cooperação. Como resultado, os países do bloco vivem um momento extraordinário de dinamismo econômico e social. Enquanto os países do Mercosul apresentam consistente crescimento de suas economias, bem acima da média mundial, países desenvolvidos enfrentam a estagnação, desemprego e endividamento.

“Nosso modelo de integração sustenta um dos mais altos índices mundiais de crescimento do pós-crise. Enquanto as economias centrais se defrontam com problemas de estagnação e altas taxas de endividamento e desemprego, de acordo com numeros da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o Paraguai deverá terminar o ano com o maior crescimento de toda a America Latina e Caribe — 9,7%. Seguido do Uruguai (9%), Argentina (8,4%) o Brasil (estimado em 7,7%), deverá ser o quinto pais em crescimento aqui na America do Sul.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula em Foz do Iguaçu:

Baixar arquivo mp3

O presidente aproveitou a oportunidade para voltar a criticar a forma como os países desenvolvidos tem procurado enfrentar a crise, penalizando trabalhadores e premiando “a imprevidência de especuladores mal sucedidos”. Enquanto isso, argentinos, brasileiros, uruguaios e paraguaios reiteram sua determinação em consolidar o Mercosul, persistindo no caminho de sua convergência com outros processos na América Latina, Caribe e outras regiões — a reunião de Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu atraiu altos representantes de países como Austrália, Nova Zelândia, Cuba, Palestina, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Marrocos, Egito, Índia, Coreia do Sul, Indonésia e Malásia.

“Nosso bloco tornou-se realidade inquestionável. O comércio no Mercosul cresceu oito vezes em 17 anos. Fomos uma das últimas regiões do planeta a sentir os efeitos da crise, e uma das primeiras a sair delas. Nossas políticas de crescimento com inclusão social e integração protegeram-nos dos efeitos mais adversos e prolongados da crise. Sempre insisti em defender o Mercosul dentro da política externa brasileira e tive a fortuna de encontrar muitos líderes com a mesma visão.”





13 comentários

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Irineu Curtulo

20 de dezembro de 2010 às 12h44

Vejamos o que comentei:
Cinco fatores, dentre outros, são fundamentais para o crescimento brasileiro: a estabilidade econômica, o altíssimo spread bancário, a corrupção democrazida, os cargos públicos comissionados e a organização e socialização do crime orzanizado. Será esse comentário prejudicial a interesses patrióticos? Será esse comentário participativo dos comandos do tal de PIG? Ou será que os comentários só existem para manipular os manipulados, e pra alavancar o Blog Conversa Afiada nas pesquisas sobre os "melhores jornalistas". Sei que é amigo do Paulo Henrique Amorim, mas do que me adiantaria fazer tal comentário num blog onde todos detestam o tal jornaista? Como se diz no interior: " Seria dar milho pra bode", e não é essa a minha intenção.
Sei que você é um jornalista sério e capacitado, e se votasse em alguém na tal pesquisa de 'melhor jornalista", seria pra você o meu voto. Entenda, é só um desabafo, apenas isso.

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Irineu Curtulo

20 de dezembro de 2010 às 12h43

Azenha, boa tarde!

Sei que o que escreverei nada tem a ver com essa matéria. Penso que o governo Lula, realmente, trouxe as classes menos favorecidas ao consumo, e claro, houve avanços consideráveis em todos os setores da economia, da educação e o social. O que me deixa indignado é o Blog Coversa Afiada" usar a tal "Moderação" para "moderar" aquilo que lhe convém, ou seja, usa do mesmo artifício daqueles a quem resolveu denominar "PIG". Sobre o Brasil estar no topo do mundo como país para se investir, eu comentei e para variar a tal "Moderação" "moderou" contra a publicação.

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Baixada Carioca

18 de dezembro de 2010 às 21h56

Pessoal, quero ser candidato ao parlamento do Mercosul em 2012.

Aliás Azenha, Conceição e amigos. Que tal se a gente começar a discutir as eleições para o parlamento Mercosul em 2012 [ http://baixadacarioca.wordpress.com/2010/12/18/el… ] que maioria esmagadora da população não tem a menor ideia que vai acontecer? (vejam o vídeo da entrevista de Celso Amorim)

Se o Brasil e os brasileiros não se comportarem como os EUA e os estadunidenses, seremos consolidados numa respeitável liderança na América Latina.

[youtube CvvzUpEC-R4 http://www.youtube.com/watch?v=CvvzUpEC-R4 youtube]
Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores revela que eleições para o Parlasul será em 2012 (

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valdir freire

18 de dezembro de 2010 às 17h33

E quando a direitona se junta…..

vixe!
http://www.intereconomia.com/noticias-gaceta/inte

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Polengo

18 de dezembro de 2010 às 00h44

A quanto anda o desemprego aqui na terrinha mesmo?

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    Aline

    18 de dezembro de 2010 às 11h34

    Bateu novo recorde de queda!!! Falta muito a fazer, isso ninguém duvida, mas demos passos importantes e inegáveis, até mesmo para pessoas pessimistas como você!

    Polengo

    18 de dezembro de 2010 às 19h46

    Prezada Aline, acho que você não entendeu meu comentário.

    O desemprego caindo tem tudo a ver com o que é dito no texto, e foi por isso que escrevi assim.

Bene

17 de dezembro de 2010 às 20h43

Viva a revolução pela informação verdadeira,,,o direito a verdade…chega de manipulações com o povo desse planeta …Graças a Deus…Morte as manipulações midiáticas as politicas mentirosa..Viva a verdade.
Deus abençoe a internet o wikileaks a Julian Assenge. Viva a Revolução, isso a de fazer um mundo melhor

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ZePovinho

17 de dezembro de 2010 às 18h22

http://www.aepet.org.br/site/noticias/pagina/739/

EMENDAS HENRIQUE ALVES E JUCÁ SÃO ENTREGUISTAS
Data: 08/12/2010
Fonte: AEPET
Autor: FERNANDO SIQUEIRA

EMENDAS DE HENRIQUE ALVES E ROMERO JUCÁ ENTREGAM O PAÍS

Os entreguistas de plantão demonizaram a emenda Pedro Simon para que ela sirva de biombo a uma incrível entrega da riqueza do pré-sal para as corporações multinacionais.

Quando o projeto do contrato de partilha estava em fase final na Câmara dos deputados,o relator Henrique Alves introduziu uma emenda esdrúxula na proposta do Governo: o parágrafo 2º do artigo 42, que devolvia ao consórcio produtor, em petróleo, os royalties por ele pagos em reais. Antes, Henrique elevara os royalties para 15%. Isto significava dar de presente ao consórcio, provavelmente estrangeiro, algo como US$ 30 bilhões por ano (R$ 57 bilhões), em 2020 quando está previsto que o pré-sal vai deslanchar.

A Aepet denunciou este absurdo no Senado, o que levou o Senador Pedro Simon a fazer um discurso veemente condenando esse equívoco. O senador Dornelles chegou a dizer que isto transformaria o Brasil em um imenso paraíso fiscal. Simon, a nosso pedido, levou essa informação ao presidente Lula, que segundo Simon, se mostrou contrariado.

Em face da grita de vários senadores, o relator no Senado Romero Jucá resolveu retirar esta emenda Henrique Alves e a emenda Ibsen Pinheiro do seu substitutivo.

Como o lobby internacional não dorme, e não foi sem motivo que fez seis audiências públicas no Senado e duas na Câmara, Jucá acabou recolocando no seu substitutivo a devolução dos royalties para o consórcio produtor em quatro artigos: 2º, 10º, 15º e 29. Onde o projeto do governo falava em cálculo do valor do custo de produção para ser ressarcido, em petróleo, Jucá acrescentou: “e dos royalties pagos”. Assim, Jucá restaurou o objeto da emenda Henrique Alves: devolver os royalties em petróleo para o Consórcio produtor. Com isto, o nosso contrato de partilha passou a ser o pior do mundo.

Em face desse entreguismo exacerbado, o Senador Pedro Simon resolveu apresentar uma emenda, que passou a ser o artigo 64 do substitutivo Jucá, com três objetivos: 1) Impedir a absurda devolução dos royalties ao consórcio produtor; 2) já que a União economizava mais de R$ 57 bilhões que deixava de dar de presente ao consórcio, ela podia pagar o prejuízo dos município e dos estados produtores (RJ – R$ 4,8 bi; ES – R$ 1.2 bi) ainda ficando com lucro superior a R$ 50 bilhões; 3) dar viabilidade à emenda Ibsen que visa distribuir os recursos do pré-sal para todos os estados e municípios brasileiros.

A emenda Simon, além de só ser aplicada em 10 anos, poderia ser consolidada através da revisão dos fundos de participação de Estados e Municípios, cuja Lei está obsoleta e em processo de revisão no Congresso. Não é a emenda Simon que penaliza o Rio, mas a lei que distribui os recursos. Pode ser acrescentado nesta lei um dispositivo/compensação como um percentual maior de participação aos estados e municípios produtores para fazer face ao provimento de infra-estrutura e apoio logístico à produção bem como recursos de segurança para a população. Pode-se ainda retirar a Lei Kandir para o petróleo. Não tem sentido dar incentivo de R$ 7 bilhões/ano a essa exportação. Há avidez por petróleo.

Se o presidente lula vetar a emenda Simon e deixar os acréscimos de Jucá, o projeto de partilha de produção ficará tão ruim que se aproximará da Lei 9478/97 de FHC. Que o presidente Lula use o seu bom senso e vete a emenda Jucá. PARA O BEM DO PAÍS.

Fernando Siqueira – presidente da Aepet e vice do Clube de Engenharia

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ZePovinho

17 de dezembro de 2010 às 18h17

http://www.aepet.org.br/site/noticias/pagina/792/

"………………..A nossa ação teve o mérito de suspender o processo. Mas o prejuizo ficou. Agora foi confirmado. Um detalhe a mais: havia no contrato de troca de ativos, os chamados mecanismos Escaladores, que previam que, se uma das partes tivesse prejuízo, a outra o ressarciria. Perguntamos ao então diretor da Petrobrás, Gabrielli, em 2003, se a perda dos US$ 330 milhões da Petrobrás com a crise Argentina, seriam ressarcidos pela Repsol. Ele respondeu que por questões judiciais burocráticas só poderia responder em 2009. em toda AGO da Petrobrás, desde 2009, temos indagado se esse prejuizo foi coberto. Não temos tido resposta.

Isto atesta também o poder da Repsol (Rotschild) sobre o País e sobre a América Latina. É ela que lidera o lobby no Congresso Nacional contra a mudança da Lei do Petróleo. Foram eles que patrocinaram a emenda Henrique Alves que devolve, em petróleo, os royalties para quem produzir e os pagar em reais. Isto representa, em 2020, cerca de US$ 30 bilhões, doados ao consórcio produtor, em detrimento do povo brasileiro. Combatemos essa emenda no Senado. O senador Romero Jucá a retirou, mas colocou de volta, subreptíciamente, com uma frase. Onde, nos artigos 2o, 10o, 15 e 29, estiver dito que o consórcio tem direito a ser ressarcido, em petróleo, dos custos de produção, Jucá inseriu: e do valor dos royalties pagos.

A emenda Simon proíbe essa devolução dos royalties. Por isto ela á tão combatida na mídia, que pede o veto do Presidente Lula. Mas a emenda Simon diz: já qua a União deixa de dar de presente US$ 30 bilhões (R$ 52 bilhões) para o Consórcio, em detrimento do povo brasileiro, ela pode pagar os R$ 6 bilhões dos estados produtores. É melhor pagar esse valor do que presentear estrangeiros".

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ZePovinho

17 de dezembro de 2010 às 18h14

Eu tô que nem o Burburinho,farejando iniquidades onde eles acontecem:
http://www.aepet.org.br/site/noticias/pagina/792/

Compra da Refap
Data: 17/12/2010
Fonte: AEPET
Autor: Fernando Siqueira
COMPRA DA REFAP

Companheiros

Fernando Siqueira

É mesmo verdade e uma boa notícia. Mas explicita como a Petrobrás foi lesada pela Repsol em 2001. Houve uma troca de ativos em que a Repsol deu à Petrobrás, teoricamente, US$ 500 milhões em ativos – com a compra da YPF argentina, a Repsol teve que se desfazer de alguns ativos – e pegou a Petrobrás para pato. O presidente da Petrobrás, Reichstul, foi"convencido" pela Artur D Little que ele houvera colocado no planejamento estratégico da Petrobrás. Esses US$ 500 milhões, que a Repsol deu na troca, caíram para US$ 170 milhões, dois dias depois, na crise da Argentina.

Por seu lado, a Petrobrás deu ativos no valor de US$ 500 milhões, que segundo cálculo da Aepet, na época, valiam cerca de US$ 2 bilhões. Nesse cálculo, consideramos que os 30% da Repsol Valeriam US$ 600 milhões. Agora a Petrobrás recomprou essas ações por US$ 850 milhões. Através do Sindipetro/RS entramos com uma ação e ganhamos a liminar. Ela foi cassada, um ano depois, pelo presidente do STJ alegando que os investidores haviam feito muitos investimentos e teriam prejuizo. Ora, a Repsol desrespeitou a justiça, pois não cumpriu a liminar e tocou o negócio. E não investiu nada. Então o presidente do STJ, Edson
Vidigal, beneficiou o infrator……………………………………………….

Responder

LUCAS PEREIRA

17 de dezembro de 2010 às 18h06

Depois do anúncio da vinda da FIAT, mais seis indústrias se instalarão em Pernambuco.
É impressionante a galopada da economia pernambucana.
O Complexo Industrial e Portuário de Suape tem tudo para ser uma referência global! http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

Responder

rubem

17 de dezembro de 2010 às 18h01

Lula será sempre nosso grande presidente , que orgulhou os brasileiros.
Não é atoa que vai sair do governo com 87% de aprovação, a maior da história.

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