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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Bispo de Jales propõe levante popular pacífico com santinhos para denunciar deputados que apoiam reforma da Previdência

26 de novembro de 2017 às 21h45

Proteção Social Sem Lógica Mercantil

do site da Diocese de Jales, sugerido via whats app

por Dom Reginaldo Andrietta
, Bispo Diocesano de Jales

O projeto de Reforma da Previdência Social será votado na Câmara dos Deputados tão logo se concluam as negociações do executivo com o legislativo, na forma de “compra de votos” por meio de cargos e emendas parlamentares.

Este projeto reduz direitos constitucionais e ameaça a vida de milhões de brasileiros, de modo especial os socialmente vulneráveis.

A Constituição de 1988, ainda em vigor, assegurou um sistema avançado de proteção social, conquistado a duras penas pela classe trabalhadora no bojo das lutas pela redemocratização do Brasil.

A classe dominante jamais aceitou esse e outros avanços que, em última instância, apenas asseguram as bases para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e justa.

O congelamento por 20 anos dos gastos com programas sociais e a recente reforma trabalhista ferem gravemente nossa “Constituição Cidadã”.

Agora, a Proposta de Emenda Constitucional 287, que reforma a Previdência Social, se for aprovada, dificultará o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores, especialmente rurais, reduzirá drasticamente o acesso ao Benefício de Prestação Continuada, que é o benefício assistencial ao idoso e à pessoa com deficiência, e cortará pela metade as pensões de viúvas e viúvos.

Os argumentos utilizados para essa reforma previdenciária são enganadores.

O déficit alegado é falso.

Essa constatação foi feita pela própria Comissão Parlamentar de Inquérito, constatando que a Previdência Social é, na realidade superavitária. Causa espanto um dos argumentos utilizados pelo Presidente da República para essa reforma, que o brasileiro daqui a pouco viverá 140 anos.

Nossa Lei Magna está sendo, assim, mutilada.

Em consequência, os pobres, já crucificados, estão sendo ainda mais sacrificados com o desmonte descarado do sistema de proteção social. Instaura-se a barbárie. Perde-se a civilidade.

O governo de plantão quer que o Estado adote a política de Pilatos. Este “lavou as mãos” na condenação de Jesus.

Trata-se da política do “Estado Mínimo” que se exime de sua responsabilidade de proteger sobretudo os mais desvalidos.

O grau de respeito à dignidade humana de uma nação deve ser também medido por seu sistema de proteção social.

A Doutrina Social da Igreja é clara na definição do papel do Estado de salvaguardar os direitos sobretudo dos mais pobres, garantindo, por exemplo, acesso a um sistema de proteção social que não esteja submetido à lógica mercantil.

Afinal, proteção social deve ser comprada?

Um sinal muito particular de respeito humano é a proteção às pessoas idosas, a ser garantida, especialmente, por uma aposentadoria justa. Clamam aos céus o desprezo sofrido por elas.

O Salmo 79,1 traduz, sabiamente, o clamor do idoso: “Não me rejeites na minha velhice; não me desampares quando forem acabando as minhas forças”.

O livro de Levítico 19,32 exorta: “Levante-se diante de uma pessoa de cabelos brancos e honre o ancião…! ”

Que tal, então, levantarmo-nos em respeito às pessoas idosas de hoje e de amanhã?

Que seja um “levante popular”, evidentemente pacífico.

Que tal, por exemplo, distribuirmos ostensivamente, “santinhos” com nomes, fotos e partidos políticos dos legisladores que votarem a favor dessa reforma da previdência, denunciando-os em seus “currais eleitorais”?

David venceu Golias com uma simples funda.

A força dos fracos está nas ações simples e contundentes.

Veja também:

O documentário sobre o assassinato do reitor Chancellier

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Sebastião Farias

27/11/2017 - 22h59

Parabenizamos D. Reginaldo Andrietta, pela sua corajosa, justa, patriótica e cristã iniciativa, em favor dos menos favorecidos. Que outros, espelhando-se nela, tomem atitude semelhante para o bem da nação.
Lembrem-se, todas àquelas pessoas, autoridades, magistrados, parlamentares, agentes públicos, etc, que marginalizam, humilham, exploram e negam os direitos das pessoas carentes e necessitadas, para proveito próprio, como: idosos, viúvas, crianças, doentes e especiais, pobres, etc, e ainda, que protagonizam e promovem a injustiça social na nação, são inimigos de Cristo.
És abaixo, nossa contribuição:
“Alegra-nos, constatarmos que a CNBB e a Igreja Católica, ambas inspiradas pelo Espírito Santo, não abandonarão os pequeninos marginalizados, explorados e injustiçados pelos soberbos, arrogantes, egoístas, autossuficientes, cujos ídolos são, o dinheiro e riquezas fáceis, os verdadeiros inimigos de Jesus Cristo. Abaixo, segue na íntegra, sugestão nossa à Campanha da Fraternidade – 2017, à Igreja Católica e à CNBB, registrada nos links abaixo, oportunidade em que agradecemos mais uma vez, por essa colaboração.
http://www.gentedeopiniao.com.br/noticia/justica-que-gera-fraternidade/163653 ; http://www.gentedeopiniao.com.br/noticia/justica-que-gera-fraternidade/163653 ; Comentário:
Sebastião Farias – 13/03/2017
NOSSA HUMILDE CONTRIBUIÇÃO SUGESTÃO À CF2017 Sebastião F. Farias A propósito do assunto, Campanha da Fraternidade – 2017, 2,15)”, onde a Igreja Católica Apostólica Romana-ICAR e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB , nos convidam no Objetivo Geral da CF2017 a, “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, como criar um blog dons de Deus, e com o feliz Tema “FRATERNIDADE: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e que tem como lema: “Cultivar e Guardar a Criação (Gênesis promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”.
É, portanto, um convite ao reencantamento dos cidadãos, dos cristãos e das pessoas de boa vontade, que necessitam de uma conversão ecológica, política e cidadã, verdadeiras, para sensibilização e atendimento a esse apelo de Deus. Com foco nesses apelos proféticos e, de seu retrospecto histórico, desde a Primeira Campanha da Fraternidade em 1964 até a última mais recente, em 2016 e dessa CF2017 e, como respondeu Jesus Cristo aos judeus, ao ser testado pela malícia dos corações deles, que procuravam um pretexto para acusá-lo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” ( Mc 12,13-17).
Essa passagem do Evangelho, dentre muitos entendimentos, pode explicar também, mais ou menos, nossos direitos e responsabilidades como cidadãos e cristãos, num Estado laico. Ela, nos ensina ainda, como o Santo Padre tem reiterado, que o cristão não pode viver alienado no mundo, pois é sal e luz, vivendo para fazer uma diferença saudável na comunidade; mas sem se esquecer de sua cidadania celestial, atuando como embaixador de Deus, na linguagem de São Paulo, para com os que estão à sua volta, a começar na Família, na Igreja, na Escola, no trabalho e nos mais próximos de si como, marido, esposa, filhos, parentes e amigos, etc.
À luz de tudo isso, é nosso entendimento que, para que a CF2017 e outras que pela graça de Deus, ainda virão, sugerimos que, além da grande contribuição informativa e de chamada de atenção para os desvios éticos e cristãos dos seres humanos, que a Igreja Católica e as Campanhas da Fraternidade doravante, com foco na correção definitiva, dessas mudanças de realidades indesejáveis, para a sustentabilidade do ambiente natural e para a valorização da humanidade, chame para si, também, a conscientização responsável dos cidadãos, das autoridades e agentes públicos competentes de cada Poder da República, no sentido de que todos, conforme suas responsabilidades legais, assumam compromissos com à correção dos gargalos existentes, que concorrem para tais desvios e realidades indesejáveis, começando pelo que expomos abaixo: i) Carência de maior consciência política, ambiental, cultural e de cidadania do povo, cuja grande maioria, não tem noção do que são os Poderes e Instituições da República, seus papéis e responsabilidades; Essa mesma maioria, sequer, têm noção de seu poder constitucional, dado por Deus para promover-se o bem-estar e a justiça para todos, bem como de seus direitos e responsabilidades constitucionais, etc e, talvez nem conheçam e nem consultam a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica de seu município;
ii) A falta de boas práticas executivas de qualidade e, de éticas institucionais responsáveis, voltadas a satisfazerem os cidadãos e contribuintes, por parte da maioria dos agentes públicos, a nível nacional, regionais, estaduais e municipais, tendem a agravar ainda mais, a ocorrência dessas realidades indesejáveis; iii) Com foco na cidadania e na solução desses problemas a partir das comunidades, que a ICAR e a CNBB com a ajuda de pessoas de boa vontade, instruam, incentivem e orientem os cristãos e cidadãos, em todos os recantos do país, a entenderem o papel, a importância e as responsabilidades das competentes Comissões de Fiscalização e Controle-CFC´s, dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e Municipais, de quem devemos exigir protagonismo prático, em tempo real e efetivo na fiscalização proativa e tempestiva, das Políticas Públicas essenciais à sociedade, dos Planos, dos Programas, dos Projetos, etc, da conformidade legal da execução orçamentária e financeira, da funcionalidade plena e da qualidade das estruturas e das obras públicas em construção e/ou construídas, bem como da conformidade, funcionalidade plena e boa qualidade dos serviços públicos oferecidos e/ou prestados, à população, face a sua corresponsabilidade solidária, como fiscal constitucional do povo que é, ao Poder Executivo.
iv) Assim, a título de ilustração, p. ex., no âmbito dos serviços públicos, dentre outras, são essas, salvo engano, as competências e/ou atribuições fiscalizadoras dos Poderes Legislativos: 1) na área federal ( Artigos. 44 a 46, associados aos Artigos 49 e seus Incisos IX a XI; 50 e 51 da CF); 2) nas áreas estaduais ( Artigos 8º; 9º; 29 e seus Incisos XXXVI e XXXVIII; 36; 46 a 49 e 135. exemplo da CE/RO) e; 3) nas áreas municipais (Artigos 47; 48 e seus incisos VII, XVI e XVIII; 49; 50; 73 e 74. Aqui, os exemplos ilustrativos e escolhidos por nós, a nível regional, foram a Constituição Estadual de Rondônia e a Lei Orgânica do Município de P. Velho/RO).
v) Tais sugestões e contribuições elencadas, por nós, referentes aos Poderes Legislativos, se justificam, pelo fato de que, sendo eles os legítimos representantes e fiscais constitucionais do povo e do Estado, que são o patrão, são também, co-participantes dos governos e dos seus resultados, juntos e harmonizados com os Poderes Executivos e Judiciários, das instâncias federativas competentes, motivo pelo qual, é da maior essencialidade que os cidadão saibam disso e conheçam na prática, em seus municípios e Estados, quem são os Presidentes e Membros dessas CFC´s. Assim é que, os cristãos e cidadãos, orientados em suas comunidades pela Igreja e CNBB, possam cobrar desses parlamentares, atuação responsável na fiscalização proativa com foco na ética, na conformidade, na agilidade, na economicidade, na boa funcionalidade e na certificação de qualidade das obras, das instituições, das aquisições e na prestação de serviços públicos, emanados das Políticas Públicas de interesse da sociedade, antes de serem, pelos respectivos Poderes Executivos, entregues para utilização e benefícios da população.
vi) Que a imprensa, parte dela por não informar e nem instruir o povo como deveria, nessa temática cidadã, acumula um passivo significativo nesse sentido, motivo pelo qual, também, a partir de agora, tem a oportunidade de colaborar e de se redimir dessa dívida com a sociedade, cobrando o status das obras e serviços públicos não só dos seus executores mas, principalmente, também dos representantes e dos fiscais do povo, os parlamentares, dirigentes dos Poderes Legislativos, os Presidentes e Membros das CFC´s Temáticas.
vii) Sobre essas CFCs, seguem algumas perguntas, para quem queira responder: 1) quem sabe e conhece as responsabilidades das CFCs dos Poderes Legislativos? 2) quem conhece o(s) Presidente(s) e membros, das CFCs da Assembleia Legislativa e, das Câmaras Municipais de Vereadores dos municípios de seu Estado? 3) Esses parlamentares e essas CFCs estão cumprindo, na prática, suas atribuições constitucionais de representantes éticos e, de fiscais do povo e do Estado, como deveriam? 4) Esses parlamentares estão procedendo, fato, através das CFC´s de Planejamento, de Execução Orçamentária e Financeira, de Educação, de Saúde, de Segurança, de Desenvolvimento e Meio-Ambiente, de Agricultura, de Obras e Infraestrutura, de Serviços Urbanos, Etc, a Fiscalização efetiva das obras em construção, das instituições e/ou das estruturas públicas, e/ou dos serviços públicos prestados pelos respectivos Poderes Executivos locais e, utilizados pela população local? 5) A imprensa local, alguma vez, fez alguma campanha de esclarecimento ou de conscientização do povo, sobre o papel, importância e responsabilidades dessas CFCs Temáticas, essenciais como órgãos preventivos do desvio e da mal versação dos recursos públicos, do superfaturamento, da corrupção no serviço público, da má qualidade dos objetos públicos, da má prestação de serviços públicos à população e, de cuja omissão, resultam tudo de ruim que se condena e que indigna o cidadão e contribuinte, em relação ao serviço público, já que são, instâncias constitucionais de representação do povo e de fiscalização proativa dos interesses dos cidadãos, repito, para promoverem e fazer o bem e justiça para todos.
Que Deus nos ilumine com sua luz e sabedoria, para que sejamos sensíveis às profecias da CF2017 e, solidários e compromissados com o futuro da humanidade, para que sejamos conscientes, de que devemos tomar atitudes responsáveis e objetivas, para a busca urgente de soluções viáveis, aos desvios de comportamento e desafios que impactam e comprometem a sustentabilidade dos Biomas Brasileiros, a justiça e o bem-estar dos cidadãos.
Segue comentário, nosso na matéria do link abaixo, por ser assunto afim, às preocupações da CF-2017, http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-agua/rj-pode-esgotar-reserva-do-paraiba-do-sul-ate-agosto/

Responder

Sebastião Farias

27/11/2017 - 16h41

Parabenizamos D. Reginaldo Andrietta, pela sua corajosa, justa, patriótica e cristã iniciativa, em favor dos menos favorecidos. Que outros, espelhando-se nela, tomem atitude semelhante para o bem da nação.
Lembrem-se, todas àquelas pessoas, autoridades, magistrados, parlamentares, agentes públicos, etc, que marginalizam, humilham, exploram e negam os direitos das pessoas carentes e necessitadas, para proveito próprio, como: idosos, viúvas, crianças, doentes e especiais, pobres, etc, e ainda, que protagonizam e promovem a injustiça social na nação, são inimigos de Cristo.
És abaixo, nossa contribuição:
“Alegra-nos, constatarmos que a CNBB e a Igreja Católica, ambas inspiradas pelo Espírito Santo, não abandonarão os pequeninos marginalizados, explorados e injustiçados pelos soberbos, arrogantes, egoístas, autossuficientes, cujos ídolos são, o dinheiro e riquezas fáceis, os verdadeiros inimigos de Jesus Cristo. Abaixo, segue na íntegra, sugestão nossa à Campanha da Fraternidade – 2017, à Igreja Católica e à CNBB, registrada nos links abaixo, oportunidade em que agradecemos mais uma vez, por essa colaboração.
http://www.gentedeopiniao.com.br/noticia/justica-que-gera-fraternidade/163653 ; http://www.gentedeopiniao.com.br/noticia/justica-que-gera-fraternidade/163653 ; Comentário:
Sebastião Farias – 13/03/2017
NOSSA HUMILDE CONTRIBUIÇÃO SUGESTÃO À CF2017 Sebastião F. Farias A propósito do assunto, Campanha da Fraternidade – 2017, 2,15)”, onde a Igreja Católica Apostólica Romana-ICAR e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB , nos convidam no Objetivo Geral da CF2017 a, “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, como criar um blog dons de Deus, e com o feliz Tema “FRATERNIDADE: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e que tem como lema: “Cultivar e Guardar a Criação (Gênesis promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”.
É, portanto, um convite ao reencantamento dos cidadãos, dos cristãos e das pessoas de boa vontade, que necessitam de uma conversão ecológica, política e cidadã, verdadeiras, para sensibilização e atendimento a esse apelo de Deus. Com foco nesses apelos proféticos e, de seu retrospecto histórico, desde a Primeira Campanha da Fraternidade em 1964 até a última mais recente, em 2016 e dessa CF2017 e, como respondeu Jesus Cristo aos judeus, ao ser testado pela malícia dos corações deles, que procuravam um pretexto para acusá-lo: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” ( Mc 12,13-17).
Essa passagem do Evangelho, dentre muitos entendimentos, pode explicar também, mais ou menos, nossos direitos e responsabilidades como cidadãos e cristãos, num Estado laico. Ela, nos ensina ainda, como o Santo Padre tem reiterado, que o cristão não pode viver alienado no mundo, pois é sal e luz, vivendo para fazer uma diferença saudável na comunidade; mas sem se esquecer de sua cidadania celestial, atuando como embaixador de Deus, na linguagem de São Paulo, para com os que estão à sua volta, a começar na Família, na Igreja, na Escola, no trabalho e nos mais próximos de si como, marido, esposa, filhos, parentes e amigos, etc.
À luz de tudo isso, é nosso entendimento que, para que a CF2017 e outras que pela graça de Deus, ainda virão, sugerimos que, além da grande contribuição informativa e de chamada de atenção para os desvios éticos e cristãos dos seres humanos, que a Igreja Católica e as Campanhas da Fraternidade doravante, com foco na correção definitiva, dessas mudanças de realidades indesejáveis, para a sustentabilidade do ambiente natural e para a valorização da humanidade, chame para si, também, a conscientização responsável dos cidadãos, das autoridades e agentes públicos competentes de cada Poder da República, no sentido de que todos, conforme suas responsabilidades legais, assumam compromissos com à correção dos gargalos existentes, que concorrem para tais desvios e realidades indesejáveis, começando pelo que expomos abaixo: i) Carência de maior consciência política, ambiental, cultural e de cidadania do povo, cuja grande maioria, não tem noção do que são os Poderes e Instituições da República, seus papéis e responsabilidades; Essa mesma maioria, sequer, têm noção de seu poder constitucional, dado por Deus para promover-se o bem-estar e a justiça para todos, bem como de seus direitos e responsabilidades constitucionais, etc e, talvez nem conheçam e nem consultam a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica de seu município;
ii) A falta de boas práticas executivas de qualidade e, de éticas institucionais responsáveis, voltadas a satisfazerem os cidadãos e contribuintes, por parte da maioria dos agentes públicos, a nível nacional, regionais, estaduais e municipais, tendem a agravar ainda mais, a ocorrência dessas realidades indesejáveis; iii) Com foco na cidadania e na solução desses problemas a partir das comunidades, que a ICAR e a CNBB com a ajuda de pessoas de boa vontade, instruam, incentivem e orientem os cristãos e cidadãos, em todos os recantos do país, a entenderem o papel, a importância e as responsabilidades das competentes Comissões de Fiscalização e Controle-CFC´s, dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e Municipais, de quem devemos exigir protagonismo prático, em tempo real e efetivo na fiscalização proativa e tempestiva, das Políticas Públicas essenciais à sociedade, dos Planos, dos Programas, dos Projetos, etc, da conformidade legal da execução orçamentária e financeira, da funcionalidade plena e da qualidade das estruturas e das obras públicas em construção e/ou construídas, bem como da conformidade, funcionalidade plena e boa qualidade dos serviços públicos oferecidos e/ou prestados, à população, face a sua corresponsabilidade solidária, como fiscal constitucional do povo que é, ao Poder Executivo.
iv) Assim, a título de ilustração, p. ex., no âmbito dos serviços públicos, dentre outras, são essas, salvo engano, as competências e/ou atribuições fiscalizadoras dos Poderes Legislativos: 1) na área federal ( Artigos. 44 a 46, associados aos Artigos 49 e seus Incisos IX a XI; 50 e 51 da CF); 2) nas áreas estaduais ( Artigos 8º; 9º; 29 e seus Incisos XXXVI e XXXVIII; 36; 46 a 49 e 135. exemplo da CE/RO) e; 3) nas áreas municipais (Artigos 47; 48 e seus incisos VII, XVI e XVIII; 49; 50; 73 e 74. Aqui, os exemplos ilustrativos e escolhidos por nós, a nível regional, foram a Constituição Estadual de Rondônia e a Lei Orgânica do Município de P. Velho/RO).
v) Tais sugestões e contribuições elencadas, por nós, referentes aos Poderes Legislativos, se justificam, pelo fato de que, sendo eles os legítimos representantes e fiscais constitucionais do povo e do Estado, que são o patrão, são também, co-participantes dos governos e dos seus resultados, juntos e harmonizados com os Poderes Executivos e Judiciários, das instâncias federativas competentes, motivo pelo qual, é da maior essencialidade que os cidadão saibam disso e conheçam na prática, em seus municípios e Estados, quem são os Presidentes e Membros dessas CFC´s. Assim é que, os cristãos e cidadãos, orientados em suas comunidades pela Igreja e CNBB, possam cobrar desses parlamentares, atuação responsável na fiscalização proativa com foco na ética, na conformidade, na agilidade, na economicidade, na boa funcionalidade e na certificação de qualidade das obras, das instituições, das aquisições e na prestação de serviços públicos, emanados das Políticas Públicas de interesse da sociedade, antes de serem, pelos respectivos Poderes Executivos, entregues para utilização e benefícios da população.
vi) Que a imprensa, parte dela por não informar e nem instruir o povo como deveria, nessa temática cidadã, acumula um passivo significativo nesse sentido, motivo pelo qual, também, a partir de agora, tem a oportunidade de colaborar e de se redimir dessa dívida com a sociedade, cobrando o status das obras e serviços públicos não só dos seus executores mas, principalmente, também dos representantes e dos fiscais do povo, os parlamentares, dirigentes dos Poderes Legislativos, os Presidentes e Membros das CFC´s Temáticas.
vii) Sobre essas CFCs, seguem algumas perguntas, para quem queira responder: 1) quem sabe e conhece as responsabilidades das CFCs dos Poderes Legislativos? 2) quem conhece o(s) Presidente(s) e membros, das CFCs da Assembleia Legislativa e, das Câmaras Municipais de Vereadores dos municípios de seu Estado? 3) Esses parlamentares e essas CFCs estão cumprindo, na prática, suas atribuições constitucionais de representantes éticos e, de fiscais do povo e do Estado, como deveriam? 4) Esses parlamentares estão procedendo, fato, através das CFC´s de Planejamento, de Execução Orçamentária e Financeira, de Educação, de Saúde, de Segurança, de Desenvolvimento e Meio-Ambiente, de Agricultura, de Obras e Infraestrutura, de Serviços Urbanos, Etc, a Fiscalização efetiva das obras em construção, das instituições e/ou das estruturas públicas, e/ou dos serviços públicos prestados pelos respectivos Poderes Executivos locais e, utilizados pela população local? 5) A imprensa local, alguma vez, fez alguma campanha de esclarecimento ou de conscientização do povo, sobre o papel, importância e responsabilidades dessas CFCs Temáticas, essenciais como órgãos preventivos do desvio e da mal versação dos recursos públicos, do superfaturamento, da corrupção no serviço público, da má qualidade dos objetos públicos, da má prestação de serviços públicos à população e, de cuja omissão, resultam tudo de ruim que se condena e que indigna o cidadão e contribuinte, em relação ao serviço público, já que são, instâncias constitucionais de representação do povo e de fiscalização proativa dos interesses dos cidadãos, repito, para promoverem e fazer o bem e justiça para todos.
Que Deus nos ilumine com sua luz e sabedoria, para que sejamos sensíveis às profecias da CF2017 e, solidários e compromissados com o futuro da humanidade, para que sejamos conscientes, de que devemos tomar atitudes responsáveis e objetivas, para a busca urgente de soluções viáveis, aos desvios de comportamento e desafios que impactam e comprometem a sustentabilidade dos Biomas Brasileiros, a justiça e o bem-estar dos cidadãos.
Segue comentário, nosso na matéria do link abaixo, por ser assunto afim, às preocupações da CF-2017, http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-agua/rj-pode-esgotar-reserva-do-paraiba-do-sul-ate-agosto/

Responder

Morvan

27/11/2017 - 10h50

Bom dia.

Que tal, por exemplo, distribuirmos ostensivamente, “santinhos” com nomes, fotos e partidos políticos dos legisladores que votarem a favor dessa reforma da previdência, denunciando-os em seus “currais eleitorais”?‘.

Alguns destas diabin., digo, santinhos, terão de ser distribuídos fora da igreja…
Saudações “#ForaTemerGolpsista; Eleger o ‘Jara’, recobrar o país das mãos dos destruidores. Reforma do Golpiciário urgente. Com esta curriola togada, jamais teremos democracia“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

Ramon

26/11/2017 - 22h21

Que bom que a hierarquia católica está saindo dos seus claustros episcopais e convocando os seus fiéis para mobilizações. Vale lembrar a omissão de muitos bispos e padres católicos no golpe de 2016. Digo isso, pois sou católico praticante e observei a posição triste de muitos.

Responder

Maiorca

26/11/2017 - 22h05

Viva a polarização. Por Aldo Fornazieri
Por Diario do Centro do Mundo – 26 de novembro de 2017

POR ALDO FORNAZIERI

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/viva-a-polarizacao-por-aldo-fornazieri/

Pessoas das mais variadas posições políticas, dos mais diferentes calibres intelectuais e das mais diversas posições sociais têm lamentado uma suposta excessiva polarização que estaria ocorrendo no Brasil. Leandro Karnal, após publicar a foto de seu famoso jantar com o juiz Moro e ver-se tolhido por críticas de muitos e ungido pelos elogios de outros, lamenta a polarização, mais uma vez. Na verdade, ou melhor dizendo, a verdade efetiva das coisas mostra que a crítica à polarização no Brasil, em todos os tempos, sempre esteve a serviço da dominação de elites predatórias e sempre se configurou como o exercício da hipocrisia nacional.

A outra face da crítica à polarização é a ideia paradigmática de que o povo brasileiro “é ordeiro e pacífico”. As exigências de ordem e paz, de harmonia, nasceram no Brasil Colônia, atravessaram o Brasil Império e se instalaram no Brasil República. Em nome dessas ideias, dissidências foram massacradas, opositores foram exilados, críticos foram calados. Em nome dessas ideias, a violência explícita ou dissimulada das elites sempre procurou auferir a áurea de legitimidade, proclamando-se ação necessária para harmonizar os conflitos banindo da cena política e social os elementos “perturbadores”, os “indesejáveis”, os “subversivos”, os “desordeiros”, enfim, um rosário instrumental de adjetivações a serviço do mando violento e excludente.

A crítica à polarização e a falta do combate cívico virtuoso fizeram do Brasil o que ele é: um país sem presente e sem futuro; um país incapaz de dar-se uma comunidade de destino. Foi esta dupla dinâmica que fez com que alguém disse que, com a independência do Brasil, os portugueses não perderam uma colônia, mas ganharam um reino. Esta mesma dinâmica fez com que a proclamação da República fosse feita por um marechal monarquista, adoentado, posto sobre um cavalo para liderar uma marcha militar, fazendo com que a res publica nascesse sem povo, sem terra e sem o pronunciamento de um tumulto cívico que lhes desse uma origem efetivamente popular. A síntese perversa deste ato foi captada pelas famosas palavras de Aristides Lobo que afirmou que o povo assistia, “bestializado”, aquele acontecimento sem compreender o seu significado.

Exigir, neste momento, a despolarização, o debate polido, as maneiras finas e educadas, significa exigir que o povo permaneça bestializado. No Brasil, o povo sempre foi tratado como serviçal, como escravo, como ignorante, como grosseiro, cujo único atributo seria trabalhar e servir. As elites sempre se reservaram o monopólio do luxo, do dinheiro, dos vícios e da corrupção. Pois bem. Nos momentos críticos, de incerteza acentuada acerca do amanhã, essas elites mal-educadas, incluindo a intelectualidade que as servem, exigem boas maneiras daqueles que nunca foram bem tratados. O povo e os ativistas cívicos, precisam aprender a tratar com grosseria as elites violentas, luxuriosas, vaidosas, corruptas, expropriadoras, sonegadoras, pois esta é a forma polida que merecem ser tratadas por terem construído uma sociedade injusta e brutalmente desigual.

É legítimo cobrar posicionamento dos intelectuais

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Chega a ser um acinte que os bem falantes dos livros e das mídias exijam despolarização, recato e polidez em uma sociedade moralmente dilacerada, materialmente humilhada, culturalmente deserdada. É preciso dizer não a essa exigência de despolarização que criou, cultiva e dissemina o mito da democracia racial, sempre atualizado em cada momento histórico com a manutenção de novas formas de existência de semi-libertos dos afro-descendentes e de extermínio dos índios.

Como exigir despolarização no momento em que a democracia foi golpeada, em que os direitos sociais são destruídos, em que a cultura, a educação e a saúde pública sofrem agressões e danos ruinosos? Como exigir polidez quando a juventude está desesperançada e a velhice temerosa porque não se encontra ao abrigo das misérias e não tem amparo no momento em que mais precisa dos serviços públicos da saúde? Como exigir diálogo com um governo que é a face desnudada da corrupção, do machismo, da falta de recato e da indiferença completa com a sua própria degradação?,

Neste momento de desesperança é preciso cobrar dos intelectuais, sim, um posicionamento acerca da situação política do país. Os intelectuais são figuras públicas e, como tais, estão submetidos ao crivo do público e às exigências demandadas pelo processo de formação da opinião pública. É bem verdade que parcelas dos intelectuais se tornaram idiotas da objetividade e se refugiam numa suposta neutralidade que não existe. Também é verdade que parte da mídia conferiu o estatuto intelectual e de juízes da nação a vendedores de consultorias, que são partes interessadas no doloroso ajuste jogado sobre os ombros vergados dos mais pobres.

Mas convém lembrar que os intelectuais de todos os tempos, dentre os mais representativos, a começar por Sócrates, Platão e Aristóteles, chegando ao mundo moderno e contemporâneo, pugnaram pela cidade justa, pela república justa, pela nação justa. Denunciaram as injustiças, combateram as desigualdades, enfrentaram tiranias e ditaduras, sofreram violências, exílios, prisões, quando não a morte.

Um intelectual autêntico não pode ser um acólito do poder, um cortesão oportunista, um freqüentador de palácios, um comensal dos poderosos. Os intelectuais autênticos devem ser a voz pública dos reclamos de justiça e, pela simbologia e representatividade que carregam, precisam elevar-se acima dos outros para denunciar as mazelas do poder e dos poderosos, de sua opressão, de suas arbitrariedades e de suas tendências contrárias à liberdade.

Dentre todas as incompletudes humanas, dentre todas as incompletudes do mundo, um poder que não esteja assentado sobre as virtudes do povo e que não esteja a serviço do interesse comum, é a maior das incompletudes. O poder do Estado é o organizador de todas as outras atividades. E se ele não é virtuoso, desestrutura e destrói a nação, a sociedade, a moralidade, o bem estar, o desenvolvimento, a educação, os direitos, a cultura.

O governo Temer promove, hoje, este tipo de devastação do Brasil. É um governo que precisa ser denunciado e removido. Para isto é necessário o dissenso, a polarização e o conflito. Nas repúblicas democráticas bem constituídas não é o consenso, não é a paz dos cemitérios, não é a passividade que constroem bem estar e boas leis. Somente as virtudes combativas e o ativismo cívico são forças capazes de imprimir um outro rumo ao Brasil.

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