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Lelê Teles: O valor da cabeça do João Batista


01/10/2013 - 16h59

As doutoras cubanas que vão atender em Melgaço agradecem

por Lelê Teles, via e-mail, do Fala Que Eu Discuto

Um fato curioso: o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Dr. João Batista Soares, acaba de entregar a própria cabeça em uma bandeja de prata.

Mas com mil diabos, quanto valia a cabeça de João Batista?

Primeiro temos que saber o que se passava nela.

Vejamos. O nosso bom João travou uma luta insólita, inusitada e inútil contra o Programa Mais Médicos.

Chegado a bravatas, chegou a dizer que chamaria a polícia para prender os médicos que não tivessem o diploma revalidado no Brasil e a carteirinha do CRM-MG.

À polícia, diria que aqueles caras de jaleco branco eram farsantes, charlatães e curandeiros. E a lei? ora a lei, o doutor desdenhou da Medida Provisória e levaria – batia no peito ao dizer isso-, a sua insolência às últimas consequências. Com isso,insuflou o ódio e o preconceito.

Deu com os burros n’água.

Obrigado, pela força da lei, a emitir os papéis, derrotado, renunciou na véspera do fim do mandato para não ter que passar pelo vexame de admitir a derrota.

Renunciou às vésperas do fim do mandato?

Como se vê, a bandeia de prata valia mais que a cabeça do doutor.

Não nos esqueçamos que alguns colunistas aconselharam o nosso inefável Joaquim Barbosa a renunciar à toga caso os embargos infringentes fossem aceitos na MP 470 que trata do mensalão.

Barbosa renunciaria às vésperas de perder a relatoria do caso. Não faltou que lhe oferecesse uma bandeja.

Curioso, tem gente que realmente não sabe perder.

A derrota, faz muita gente perder a cabeça.

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15 comentários

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Valmont

04 de outubro de 2013 às 11h27

Tenho certeza de que existem médicos que honram a sua profissão no Brasil. Porém, os burocratas dos Conselhos Regionais de Medicina revelam uma mentalidade retrógrada semelhante à dos “coronéis” fazendeiros de outrora, que preferiam ver os frutos apodrecendo nas árvores a ceder um grama de suas propriedades. Eles pretendem erguer uma imensa cerca de arame farpado capaz de barrar até a ONG Médicos sem Fronteiras… É a lógica do Deus Mercado. Preferem ver milhões de concidadãos morrendo à míngua de cuidados médicos, POR MEDO DE UM SUPOSTO RISCO de perder alguns trocados nesse MERCADO PODRE, em que o valor (pecuniário) de sua profissão cresce na proporção direta do sofrimento e da mortalidade do nosso povo.
Não podemos encarar tal comportamento com NATURALIDADE. Isto é um absurdo!
Os interesses e valores maiores do povo brasileiro não podem ser prejudicados por interesses mesquinhos de uma panelinha de mercenários.

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nei zwiebel

03 de outubro de 2013 às 14h15

Viva os CRMs cabeças de camarão. O PIG e a elite preferem que o povão seja atendido pelos farmacêuticos com a empurraterapia de remédios nos quais ganham muito dinheiro e são inócuos.
Nei

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Glauco Lima

02 de outubro de 2013 às 15h54

O mais difícil de tudo isso é a falta que esse Dr. João vai fazer!
Estamos todos perdidos!!!!

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João Vargas

02 de outubro de 2013 às 13h41

Neste episódio do “mais médicos” os CRMs de todo o país mostraram o lado mais mesquinho e deplorável do corporativismo médico. Felizmente foram derrotados pela opinião pública e pelo judiciário que não acolheu nenhuma ação impetrada.

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Julio Silveira

02 de outubro de 2013 às 11h18

Não dá para generalizar, como não devemos fazer em nada nessa vida, mas a classe médica brasileira, outrora tão virtuosa em idealismos, rendeu-se ao interesses do sr. mercado, e hoje é mais uma profissão mercantilista como tantas que proliferam no país, que perderam a muito a sintonia com a humanidade.
Essa categoria de Conselhos altamente corporativos, que atuam menos como regulador e mais como sindicato, devem estar surpresos ao perceber que vindos de lugares considerados por eles grotão, como Cuba, possa existir gente abnegada na luta por ideias mais que dinheiro. Afinal a maioria dos médicos brasileiros, num país de grande maioria de cidadania pobre como é o nosso, são hoje uma das categorias mais procuradas para altos investimentos já que situam-se na faixa de classe média e alta do país, isso deve dizer alguma coisa.

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Arimatea Melo

02 de outubro de 2013 às 10h24

Vejo que todos os argumentos dos representantes dos coxinhas, aos poucos vão desmoronando e, a população esquecida pelo estado ao longo de muitos anos, consegue discernir quem está ao lado de quem nessa batalha. Viva a luta popular para democratizar o estado a serviço dos verdadeiros brasileiros.
É Lula e Dilminha no primeiro turno em 2014.

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Mardones

02 de outubro de 2013 às 09h24

Imagina a imagem que povo mais carente vai fazer dessas pessoas.

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ricardo silveira

02 de outubro de 2013 às 00h02

Os médicos foram longe demais e perderam, por fim ficou a pergunta: por que se expuseram tanto para boicotar o Mais Médicos? O que estava em jogo além do atendimento à população brasileira que necessita de cuidados médicos e que com o Mais Médicos eles perdem? O que existe de nobre e de podre nos médicos brasileiros? Uma coisa é certa: a população brasileira não pode ficar na mão dos médicos brasileiros. É preciso rever os cursos de medicina, como, também, rever o poder que os CRM têm sobre a prática dos médicos. Do jeito que está não é bom para os brasileiros.

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Sagarana

01 de outubro de 2013 às 23h20

Só não entendo uma coisa: se essas médicas e médicos estão vindo nos ajudar – e eu acredito que eles podem nos dar grande ajuda – porque proibí-los de trazer seus filhos, maridos e esposas? Sinceramente, não consigo compreender essa proibição cruel. Alguém saberia explicar o motivo dessa proibição?

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Luís Carlos

01 de outubro de 2013 às 23h19

O ex-presidente do CRM mineiro foi um dos maiores responsáveis pelas derrotas sofridas pelas entidades médicas. É símbolo de fracasso e atraso de entidades médicas brasileiras. Apesar de todas medidas protelatórias e ilegais adotadas por entidades médicas o Mais Médicos vai ganhando forma e avançando por todo Brasil. Com derrota atrás de derrota, as entidades médicas ficaram isoladas em suas manifestações de xenofobia e racismo. A cada médico que inicia trabalho no atendimento da população, discurso terrorista e preconceituoso adotado pelos representantes de entidades médicas vai se esvaziando e virando pó. O povo sabe dar resposta aos desmandos das elites. O Mais Médicos é mais um exemplo disso.

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Fabio Passos

01 de outubro de 2013 às 21h58

No final os grandes farsantes e charlatães são a “elite” branca, o PiG e seus bonecos… como este dr joão batista soares.

O Brasil precisa se livrar definitivamente do atraso.
Temos de explodir a casa-grande!

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Dudu Cartucho

01 de outubro de 2013 às 21h43

Numa cabeça que só tem b*sta, o valor deve ser por kg de adubo orgânico.

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Dinho

01 de outubro de 2013 às 21h02

Na verdade, o medo dele nem era dos médicos estrangeiros chegarem ao Brasil, mas dos médicos cubanos. Essa reaçada não conseguem esconder seus verdadeiros propósitos.

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Marcio

01 de outubro de 2013 às 17h55

Resta saber a quem esse senhor causou mais mal, se aos necessitados de médicos ou a sua profissão.

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Vitor Teixeira: O destino da rede - Viomundo - O que você não vê na mídia

01 de outubro de 2013 às 17h25

[…] Lelê Teles: O valor da cabeça do João Batista […]

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