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Leandro Barbosa: MP pede esclarecimentos sobre distribuição de cloroquina e antibiótico em Parauapebas
Foto Leandro Barbosa, no Twitter
Política VIOMUNDO na Pandemia

Leandro Barbosa: MP pede esclarecimentos sobre distribuição de cloroquina e antibiótico em Parauapebas


18/05/2020 - 17h44

Da Redação

O repórter Leandro Barbosa denunciou, no twitter, que houve distribuição de cloroquina e azitromicina para pacientes com suspeita da Covid-19 em Parauapebas, no interior do Pará, por iniciativa “independente”.

Consultada, a Prefeitura da cidade emitiu nota dizendo que “não foi notificada em tempo hábil” sobre a iniciativa e, portanto, “não foi realizada fiscalização da ação”.

A promotora de Justiça local, Aline Cunha da Silva, enviou ofício ao delegado de polícia civil de Parauapebas, Gabriel Henrique Alves Costa, pedindo esclarecimentos sobre a iniciativa.

Ela quer “notas fiscais de compra dos medicamentos, cópias das receitas médicas retidas”, além da listagem de quem recebeu as duas drogas e informações sobre medidas tomadas para evitar que o local de distribuição se tornasse ponto de disseminação da doença.

“Alguns dos integrantes do grupo beneficente já contraíram a doença e se recuperaram com a introdução do tratamento logo nos primeiros dias. Isso fortaleceu a ideia de criar este grupo de amigos para auxiliar a população de Parauapebas”, explicou o delegado em entrevista ao site Pebinha de Açúcar.

De acordo com o site, os médicos Felipe Augusto e Jéssica Repolho fazem parte do grupo, que teria distribuído 500 kits por conta própria e comprado outros 500, com dinheiro arrecadado entre empresários.

A promotora não pediu explicações ao delegado sobre como será feito o controle dos pacientes que tomam cloroquina em casa, sem assistência médica — estudos indicam que o remédio pode causar danos colaterais, especialmente em cardíacos, já tendo sido registrados casos de morte súbita.



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2 comentários

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Marizaldo

19 de maio de 2020 às 09h15

Se a pessoa que se infectou for jovem e sem nenhuma comorbidade, a probabilidade de cura com ou sem medicamento é praticamente 100%. Se estas pessoas que dizem que se curaram usando a cloroquina são jovens e sem comorbidade, estes dados são irrelevantes. O problema é que caso este medicamento seja usado (em pacientes graves e como não existe remédio se recorre a estes como uma aposta, levando-se em conta o custo/benefício de tal prescrição) deve-se ter todo um acompanhamento.

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Valdeci Elias

18 de maio de 2020 às 19h41

Não adianta, só saber qual substância cura. Tem que se saber , a dosagem e o tempo do tratamento. A industria farmacêutica , usa coelhos, ratos, macacos, porcos e outros animais , para descobrir a forma correta de usar o medicamento. Pra só então passar para testar em humanos. Eles provocam a doença nos bichos, depois aplicam de formas diferentes . Os animais em que a doença evoluir , a dosagem foi pouca. Os animais que se intoxicarem ou morrem envenenados, dosagem foi alta de mais. Os que se curarem, tomaram a dosagem certa.
Como a Covid é uma nova doença. Pouco se sabe sobre ela, e o tratamento correto. Por isso , os primeiros doentes, no fundo não passam de cobaias . Quem adoecer daqui a um ou dois anos, vai ser tratado por um médico com mais conhecimento sobre a doença.
Como sempre os mais pobres, se oferecem ou são usados , pra testar os novos medicamentos. Enquanto que por falta de informação cientifica sobre a doença, o dinheiro dos mais ricos não vai fazer diferença em uma nova epidemia . Por isso não é tão estranho, empresários bancarem médicos , testarem novos remédios, em pessoas pobres .

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