VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Laurindo Leal: Em 1964, havia o Ipes e o Ibad. Hoje, o Millenium


30/03/2013 - 12h45

Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do Instituto Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas entre governos latino-americanos.

por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil, via Carta Maior

O economista Cristiano Costa foi recebido em fevereiro pelo pessoal do grupo A Tarde, em Salvador. A companhia de comunicação, que tem provedor e portal na internet, agência de notícias, jornal impresso, emissora de FM, gráfica, reuniu seus profissionais para servirem-se de uma palestra da série ‘Millenium nas Redações’.

Blogueiro e professor de uma universidade capixaba chamada Fucape Business School, Costa é também colaborador cativo do Instituto Millenium, articulador desses eventos destinados a “aprimorar a qualidade da imprensa no Brasil”.

A base de sua explanação são seus artigos reproduzidos no site do instituto, em que critica duramente a política econômica do governo e ataca sem rodeios o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em um deles, cita o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ como um dos responsáveis por inflacionar o setor imobiliário. Isso num ambiente em que até os preços de imóveis de alto padrão dispararam.

As pessoas estão mais seguras no emprego e foram comprar, a queda dos juros levou mais gente a ter acesso a crédito, ou mais gente a tirar dinheiro de aplicações financeiras para investir em imóveis. Há muitos fatores em jogo, mas lá vai o programa federal destinado a famílias de baixa renda pagar o pato da especulação.

Outras redações de jornais e revistas foram brindadas pelo Millenium com palestras sobre assuntos variados, da reforma do Judiciário à assustadora “crise econômica”.

O currículo dos palestrantes, colaboradores do instituto, explica o objetivo real das palestras: consolidar no meio jornalístico o papel oposicionista da mídia brasileira.

Há algum tempo os ambientes de redação eram conhecidos por ter profissionais críticos, independentes, e o direcionamento da informação era resultado da sintonia dos editores com os donos dos veículos.

Não era incomum a conclusão do jornal ou da revista acabar em atrito entre repórter e superiores. Agora, os donos dos veículos preferem formar “focas” que já cheguem às redações comprometidos com suas crenças.

Essas crenças, recheadas de interesses políticos e econômicos, vêm sendo difundidas de maneira afinada pelos meios de comunicação reunidos no Millenium. Resultado concreto desse trabalho pôde ser visto neste início de ano.

Três assuntos, alardeados como ameaças ao país, ocuparam as manchetes dos grandes jornais e foram amplificados pelo rádio e pela TV: apagão, inflação e crise na Petrobras.

Além do noticiário parcial, analistas emitiam previsões catastróficas. Como elas não se confirmavam, o assunto era esquecido e logo substituído por outro.

No dia 8 de janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo estampou na capa: “Governo já vê risco de racionamento de energia”. Um dia antes a colunista da Folha de S. Paulo Eliane Cantanhêde chamava uma reunião ordinária, agendada desde dezembro, de “reunião de emergência” do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico convocada às pressas por Dilma para tratar do risco de racionamento.

Diante da constatação de que a reunião nada tinha de extraordinária, a Folha publicou uma acanhada correção. Como de costume, o tema foi sendo lentamente deixado de lado. O risco do “racionamento” desapareceu.

Pularam para o “descontrole” da política econômica e a ameaça de um novo surto inflacionário. “Especialistas” tentavam, a partir dos índices de janeiro, projetar uma inflação futura capaz de desestabilizar a economia.

Aproveitavam para crucificar o ministro Mantega, artífice de uma política que contraria interesses dos rentistas nacionais e internacionais: a redução dos juros bancários está na raiz da gritaria.

Não satisfeitos, colocaram a Petrobras na roda, responsabilizando a “incapacidade administrativa” dos dirigentes da empresa pela redução dos dividendos pagos aos acionistas.

Sem considerar que, dentro da estratégia atual de ação da Petrobras, os recursos de parte dos dividendos retidos passaram a contribuir para o desenvolvimento do país na forma de novos investimentos.

Variações de uma nota só

Aparentemente isoladas, essas versões jornalísticas são, na verdade, articuladas a partir de ideias comuns que permeiam as pautas dos principais veículos.

No site do Instituto Millenium elas estão organizadas e publicadas de maneira clara. O Millenium diz ter como valores “liberdade individual, propriedade privada, meritocracia, Estado de direito, economia de mercado, democracia representativa, responsabilidade individual, eficiência e transparência”.

Faz lembrar a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que chegou a dizer que só o indivíduo existe, a sociedade é ficção.

Fundado em 2005, o Millenium foi oficialmente lançado em abril de 2006 com o apoio de grandes empresas e entidades patronais lideradas pela Editora Abril e pelo grupo Gerdau.

Trata-se de uma liderança significativa, pois reúne uma empresa propagadora de ideias e valores e outra produtora de aços, base de grande parte da economia material do país.

A elas juntam-se a locadora de veículos Localiza, a petroleira norueguesa Statoil, a companhia de papel Suzano, o Grupo Estado e a RBS, conglomerado de mídia que opera no sul do Brasil. A Rede Globo, como pessoa jurídica, não aparece na lista, mas um dos seus donos, João Roberto Marinho, colabora.

Essa integração entre empresas de mídia e empresários faz do Millenium uma organização capaz de formular e difundir programas de ação política em larga escala, com maior capacidade de convencimento do que muitos partidos políticos. Com a oposição partidária ao governo enfraquecida, ocupa esse espaço com desenvoltura.

Apesar do apego declarado à democracia, alguns dos colaboradores não escondem o desejo de combater o governo de qualquer forma.

É o que está explícito na fala de outro de seus colaboradores, o articulista Arnaldo Jabor, quando num dos eventos promovidos pelo instituto disse: “A questão é: como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo?”

Essa articulação faz lembrar a de organismos privados como o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), fundado em 1959, e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), nascido em 1961. Ambos uniram empresários e mídia conservadora na formulação e divulgação de ideias que impulsionaram o golpe de 1964.

“Ipes e Ibad não eram apenas instituições que organizaram uma grande conspiração para depor um governo legítimo. Elaboraram um projeto de classe. O golpe foi seguido por uma série de reformas no Estado para favorecer o grande capital”, lembra o pesquisador Damian Bezerra de Melo, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

No cenário atual, de decadência do modelo neoliberal e de consolidação de políticas desenvolvimentistas no Brasil, o Millenium seria um instrumento ideológico para dar combate a esse processo transformador.

“Nos anos 1990 ocorreu a disseminação da ideologia do pensamento único, de que o capitalismo triunfou, o socialismo deixou de existir como projeto político”, afirma a historiadora Carla Luciana da Silva, da Universidade do Oeste do Paraná. “Quando surgem experiências concretas que podem desafiar essas ideias, aparece em sua defesa uma organização como o Millenium para manter vivo o ideal do pensamento único.”

A difusão dessas ideias não é feita por meio de manifestos ou programas partidários, observa a pesquisadora. “É muito difícil pegar uma revista como a Veja ou um jornal como a Folha de S. Paulo e conseguir visualizar os sujeitos que estão produzindo as ideias defendidas ali. Cria-se uma imagem do tipo ‘a’ Folha, ‘a’ Veja, como se fossem sujeitos com vida própria. É uma forma de não deixar claro em nome de que projeto falam, como se falassem em nome de todos.”

Contra as versões, fatos

Conhecendo as ações do instituto e seus personagens fica mais fácil compreender como certos assuntos tornam-se destaque de uma hora para outra. A presença nos quadros do instituto de jornalistas e “especialistas” com acesso fácil aos grandes meios de comunicação leva suas “notícias” rapidamente ao centro do debate nacional.

E fica difícil contra-argumentar com colaboradores do Millenium, não pela qualidade de seus argumentos, mas pela força de persuasão dos veículos pelos quais difundem suas ideias.

Como retrucar, com igual alcance, comentários de Carlos Alberto Sardenberg, na CBN, de Ricardo Amorim, na IstoÉ, na rádio Eldorado e no programa Manhattan Connection, da GloboNews, de José Nêumanne Pinto, no Estadão e no Jornal do SBT, de Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, entre tantos outros?

Não é mera coincidência a preferência dos integrantes do Millenium pela subordinação do Brasil aos grandes centros financeiros internacionais e sua ojeriza diante das relações harmônicas entre governos latino-americanos.

Trata-se de uma tentativa de ressuscitar um projeto político implementado durante a ditadura que só passou a ser confrontado, ainda que parcialmente, a partir de 2003, com a posse do governo Lula.

Mas parece não haver espaço para uma hipótese golpista, apesar do já citado dilema de Jabor. Para a professora Tânia Almeida, da Unisinos de São Leopoldo (RS) e diretora de relações públicas da Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul, um dos ganhos da crise política de 2005, com a questão do chamado “mensalão”, foi ter forçado análises e estudos em busca de explicações de como o então presidente Lula conseguiu suportar tanta notícia negativa e manter elevados índices de aprovação.

“Não era só carisma. Desde 2003, havia uma gestão de governo em funcionamento. Não existia somente aquilo de que os jornais e revistas tratavam, não era só escândalo. Outra proposta política estava acontecendo”, observa Tânia. Para a professora, os avanços sociais alcançados não permitem crer em crise que leve a uma ruptura institucional.

“O Millenium é um agente articulador, social, político, que pode fomentar e aquecer debates, mas não teria potencial para causar uma crise nos moldes de 1964. O poder de influência da mídia ficou relativizado desde 2006 em função dessa política que chega lá na ponta e inclui quem estava fora.”

Damian Melo, da UFF, tem visão semelhante, mas com um pé atrás: “O Millenium não possui hoje estratégia golpista. Quer emplacar seu projeto, e isso pode ser pela via eleitoral mesmo. Muito embora nossa experiência nos diga que é melhor ficarmos atentos”.

*Colaborou Rodrigo Gomes

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

 

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



48 comentários

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Déjà vu | Simius Sapiens

15 de março de 2015 às 14h54

[…] Temos até um instituto equivalente ao IPES, o qual era financiado pelo governo dos EUA e foi um dos principais articuladores do golpe: o Instituto Millenium (ver aqui). […]

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Simius Sapiens

15 de março de 2015 às 14h49

[…] Temos até um instituto equivalente ao IPES, o qual era financiado pelo governo dos EUA e foi um dos principais articuladores do golpe: o Instituto Millenium (ver aqui). […]

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Rubinho da Divinéia

02 de abril de 2013 às 10h23

1964-Brasil; 1973-Chile. A Receita de Bolo. Desestabilização Política e Tomada do Poder pela Elite Ogânica/Internacional Capitalista. Luta de Classes. CRFB/88, Artº 223, &5º, Cumpra-se! Urge regulamentar capítulo da Comunicação Social! Nada além ou aquém da #Lei. Solução Legal e Democrática. O Povo elege maioria PeTista/Aliados na Câmara e Senado, Reelege Dilma e o resto é atividade política normal!
Leiam A Internacional capitalista de Renê Armand Dreifuss. Esclarecedor!

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Carlos N Mendes

01 de abril de 2013 às 22h19

Concordo que o objetivo da quadrilha Millenium seja o poder. Mas a coisa já há muito tempo está mirando mais embaixo – noto um recrudescimento da ideia de que “político não presta”. Isso não tem a ver com Lula, Dilma, PT ou esquerda – a intenção é destruir a crença na representação popular, a ponto de aceitarmos um golpe de estado. Mas tenho comigo uma vaga intuição de que nossos militares se sentem mais próximos da esquerda do que da direita. FHC destruiu grande parte das estatais gestadas durante a ditadura, enquanto Lula foi na direção contrária. Sabe Deus se é isso que está segurando o tsunami reacionário nesse país…

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Gilson Caroni: 1964, a atualização grotesca dos nossos liberais « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de abril de 2013 às 10h25

[…] Laurindo Leal: Em 1964, havia o Ipes e o Ibad. Hoje, o Millenium […]

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FrancoAtirador

31 de março de 2013 às 21h21


JÁ VOLTOU OU NUNCA FOI!

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Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 21h15

LUIZ FLÁVIO GOMES AO 247: ‘BARBOSA É POPULISTA PENAL’
31 DE MARÇO DE 2013 ÀS 18:04

Gisele Federicce _247 – A escolha que o Brasil fez para combater a criminalidade é errada. A avaliação, do jurista Luiz Flávio Gomes, motivou a publicação do livro “Populismo penal midiático: caso mensalão, mídia disruptiva e Direito penal crítico” (editora Saraiva), escrito em parceria com a também jurista Débora de Souza de Almeida. Segundo ele, que concedeu entrevista ao 247, a tese de que o endurecimento da lei é a solução para a diminuição de crimes no País “é um engano”, uma “ilusão”.
Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou que os juízes no Brasil têm tendência à impunidade. Essa declaração faz dele um populista penal?
Essa declaração é típica do populismo. Ele quer que os juízes sejam mais rigorosos, que apliquem penas mais duras. Ele acredita piamente nisso, que a lei mais dura combate a criminalidade. E mais: ele acreditou nisso durante o processo do mensalão. Ele quis fazer do julgamento um caso exemplar de punição à criminalidade.

Abaixo trechos da conversa:

Na sua avaliação as penas do mensalão foram excessivas?

As penas do mensalão estão fora dos padrões da jurisprudência no Brasil. Por trás de tudo, está a avaliação de que punindo um, os demais não vão cometer crimes. Aí é que está o erro, não é assim que funciona. No Brasil, poucos são condenados.

Então o perfil do ministro Barbosa é de um populista…

Barbosa não é só populista, é reacionário, ele tem uma linha de desrespeito às garantias. Ele quis aplicar, por exemplo, uma pena de multa que não existe num determinado crime. Isso viola a garantia da legalidade, tanto que os outros ministros não concordaram. Em outro caso, para ele, o empate significa a condenação, o que no final se viu que não, que o empate era absolvição. Então foram vários movimentos que indicaram esse perfil populista.
Tanto que as entidades se manifestaram contra as declarações, o acusando também de não consultá-las antes de tomar decisões…
Essa é uma tendência autoritária, não consulta as entidades. Xinga as pessoas, xinga jornalistas, como se fosse o rei. Às vezes se comporta como um rei soberano, que tivesse imunidade. Não é assim. Ele desrespeita as pessoas.

Por que o senhor decidiu escrever o livro, o que mais o incomoda?
O que o Brasil está fazendo para combater o crime está errado e quem combate de maneira errada sofre as consequências. Esse é o problema do populismo: ele é enganoso, as pessoas se iludem e a criminalidade não melhora, está cada dia pior.

em http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/97620/Luiz-Fl%C3%A1vio-Gomes-ao-247-'Barbosa-%C3%A9-populista-penal‘.htm

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Rubinho da Divinéia

31 de março de 2013 às 20h02

CRFB/88, Artº 223, &5º, Cumpra-se! Urge regulamentar capítulo da Comunicação Social! Nada além ou aquém da #Lei. Solução Legal e Democrática. O Povo elege maioria PeTista/Aliados na Câmara e Senado, Reelege Dilma e o resto é atividade política normal!

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Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 18h30

O PIG, REPRIMENDAS E O MARKETING DA MADRUGADA!…

####################

31/03/2013 – 03h30
Gastos para produzir discursos de Dilma na TV crescem 37%

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O cenário é sempre o mesmo: o Palácio do Alvorada desfocado ao fundo, enquanto a câmera passeia lentamente sobre trilhos e dá movimento à imagem, sem tirar do primeiro plano a mesma personagem, sentada.
(…)
CACHOEIRA – perdão, ato falho -, fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1254816-gastos-para-produzir-discursos-de-dilma-na-tv-crescem-37.shtml

############################

(… É a tal da coisa: o PIG quer que somente o PIG – e somente o PIG – estabeleça a comunicação do governo Dilma Rousseff com o povo!…)

… Bem que a presidente Dilma Rousseff poderia “aproveitar a deixa” e tascar uma redução de 99% nos gastos publicitários do governo nos veículos das organizações(!) de mídias do PIG!…

Viva o ‘Brazil’!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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marcosomag

31 de março de 2013 às 17h47

Existe uma diferença entre a estratégia do Millenium e aquela do IPES e IBAD: quem dará o Golpe? Sim, pois a tática de impor as versões aos fatos não pega perante o povão. Pode até conseguir mobilizar setores da camada média sem pensamento próprio, e que compram “suas” opiniões nos jornais e revistas da mídia corporativa. Mas, assaltar o Poder, só apoiado em um Poder da República, ou nas Forças Armadas. Em 1964, as FA brasileiras já estavam doutrinadas pela Escola Superior de Guerra e deram o Golpe. Hoje, as FA parecem conformadas em seu papel constitucional e não querem nada com política pois o longo governo militar foi demais para elas. Cooptar o Legislativo seria difícil,pela sua heterogeneidade. Resta o Judiciário, único Poder não eleito da República. O linchamento do “mensalão”, as declarações truculentas de Joaquim “Torquemada” Barbosa contra as os direitos individuais dos cidadãos e clamando por celeridade,atropelando o devido processo legal,são sinais claros de que, fracassando nas urnas, o Millenium e seus patrões do “soft power” estadunidense têm o golpe judicial estilo hondurenho e paraguaio como alternativa de volta ao Poder do neoliberalismo. Reformar o STF (acorda Dilma!) seria importantíssimo para cortar este provável vetor do Golpe.

Responder

J Souza

31 de março de 2013 às 15h01

O fim do Viomundo é o reflexo de uma sociedade hipócrita, que alardeia a defesa da “liberdade de expressão” para custear e propagandear a visita de uma blogueira cubana de DIREITA, mas que persegue judicialmente blogueiros de esquerda e progressistas dentro de seu próprio país!

Ao sentir na pele a verdadeira LIBERDADE DE EXPRESSÃO, os conglomerados midiáticos, os políticos e o judiciário se valem de todas as armas que possuem, até literalmente, pois blogueiros vêm sendo assassinados Brasil fora!

E o governo Dilma não passa de um reflexo dessa sociedade hipócrita, cujo único objetivo é, e sempre foi, CONSUMIR. Mesmo que consuma “lixo”!

E, numa sociedade acostumada a consumir “lixo”, como telefonia “lixo”, carros “lixo”, planos de saúde “lixo”, faculdades particulares “lixo”, nada mais adequado do que consumir mídia “lixo”. É bem apropriado!

Responder

    FrancoAtirador

    31 de março de 2013 às 17h24

    .
    .
    É precisamente por causa dessa hipocrisia
    culturalmente arraigada na sociedade brasileira
    que há um judiciário “lixo” e um legislativo “lixo”.

    Aí vem um infeliz qualquer dizer que, por isso,
    é melhor uma ditadura do que uma democracia.

    Quando é exatamente o contrário:
    Porque vivemos, até hoje, numa ditadura
    que é melhor a Democracia que não temos.

    É por isto que é preocupante o encerramento
    de um sítio com a dimensão que tem o Viomundo.

    Não há sinal algum de avanço democrático no País.

    Pelo contrário, é uma demonstração de retrocesso.

    Voltamos ao tempo em que o Millôr escrevia na Veja:

    “É livre pensar. É só pensar.” [E só pensar…]
    .
    .

    FrancoAtirador

    31 de março de 2013 às 18h50

Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 11h52

… SOBRE CUMBUCAS, DESFAÇATEZ, OPORTUNISMO &$ OUTROS BERIMBAUS!…

… Recentemente, uma neófita jornalista da TV Bandeirantes de Salvador-Ba entrevistou um bandido em uma delegacia da cidade… A jovem – seguindo o ‘cript’ sensacionalista do programa da grade da emissora -, digamos, tripudiou do marginal, do delinquente, do criminoso… Pois muito bem, “seu menino, sua menina”, algum falso moralista e hipócrita “levantou a lebre” de que a jornalista teria enxovalhado “a pobre criatura”; de forma intolerável – e abominável, teria ferido a dignidade da pessoa humana, “ali agredida, maculada, violentada, ferida em seus brios…”…
… Na Bahia dos pseudo-jornalistas José Eduardo ‘Bocão’, Raimundo Varella &$ outras excrescências, só faltaram dissecar – em praça pública – a pele da jornalista…
… No ‘Brazil’ de Ali Kamel(o), do MERDAL Pereira, do Marco Antônio Villa, do rola-bosta da ‘veja’… Atabaques, agogôs, berinbaus, acordeons, cumbucas, Academia Brasileira de Letras…

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… ABESTADA, indecorosa, AÉTICA, traidora, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    31 de março de 2013 às 12h02

    Ajuste desprezível: … berimbaus… Em vez de ‘berinbaus’…

    Respeitosas saudações,

    Messias Franca de Macedo

    Messias Franca de Macedo

    31 de março de 2013 às 13h44

    Perdão: … seguindo o ‘script’… Em vez de … ‘cript’…

    Muito obrigado.

    Respeitosas e democráticas saudações,

    Messias Franca de Macedo

Fabio Passos

31 de março de 2013 às 11h48

O Brasil nao vai conseguir superar o subdesenvlvimento enquanto aceitar poderosas organizacoes de oligarquias decrepitas sabotando explicitamente nossa democracia.
Nao da pra contruir uma nacao prospera e socialmente justa com a casa-grande ainda de pe.

Responder

Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 11h39

AO “COMPANHEIRO” PAULO BERNARDO II: ENTENDA O SIGNIFICADO “DOS DOMINGOS” DO PIG!

Relatório contraria Dilma e diz que raio causou apagão
CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: JULIA BORBA
DE BRASÍLIA
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1254922-relatorio-contraria-dilma-e-diz-que-raio-causou-apagao.shtml
31/03/2013 – 03h00

Responder

Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 11h23

“ESCUTA ESSA”!: “É O ‘Brazil’ MUDADO PELO MENINO POBRE CHAMADO JOAQUIM!” “[Mais] Uma gracinha”, diriam as “cheirosas” Hebe Camargo [Que Deus a tenha!] e Eliane Cantanhêde!

#####################

247 – Xingado recentemente de “palhaço” pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o repórter Felipe Recondo, do jornal O Estado de S.Paulo, chafurdou e encontrou números que certamente desagradariam a direção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que agora também é presidido por Barbosa. Como ordenou o ministro, o jornalista “chafurdou”, e encontrou.

Leia abaixo nota sobre as descobertas de Recondo publicada na coluna de Elio Gaspari deste domingo:

CHAFURDEMOS

Chafurdando na notícia, o repórter Felipe Recondo descobriu que em 2012 aconteceram as seguintes gracinhas no Conselho Nacional de Justiça:
– Em 2012 o CNJ gastou mais de R$ 1 milhão com mudanças de servidores e juízes.
– A conta da Bolsa Moradia pulou de R$ 355 mil em 2008 para R$ 900 mil no ano passado.
– No mesmo período as despesas com diárias de viagens quintuplicaram, chegando a R$ 5,2 milhões. As despesas com passagens (R$ 2,3 milhões) duplicaram.
– Noves fora o fato de três ex-conselheiros servirem-se de carros oficiais. (Na Corte Suprema dos Estados Unidos só quem tem essa mordomia é o presidente da corte, no exercício do cargo.)

Há poucas semanas o ministro Joaquim Barbosa, que assumiu o CNJ em novembro passado e portanto nada teve a ver com isso, mandou Recondo “chafurdar no lixo, como você faz sempre”. Depois desculpou-se, por intermédio de sua assessoria.

Chafurdemos todos.

31 DE MARÇO DE 2013 ÀS 09:03

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/97584/Rep%C3%B3rter-xingado-por-Barbosa-chafurdou-e.htm

Responder

    Gersier

    31 de março de 2013 às 12h16

    E o PIG e seus “colonistas”,com seu eterno espírito de vira lata,criticando porque a Presidenta e sua comitiva se hospedou “em um dos muitos hoteis de luxo italiano” quando da sua da a Itália para assistir a missa que deu início ao pontificado do Papa Francisco 1º.
    Como sempre,caolhos ou cegos,mudos e surdos quando a eles é conveniente.

    Messias Franca de Macedo

    31 de março de 2013 às 13h40

    … Prezado Gersier, “tem jeito não, ‘cumpadi'”(!): se a presidente do Brasil e comitiva tivessem se hospedado num cafofo qualquer nos arredores do Vaticano, a Cantanhêde e o Merval do PIG diriam, ao vivo, para a simpática Renata Lo Prete: “A presidente Dilma Rousseff agiu com irresponsabilidade, colocando em risco todo o aparato de segurança da instituição Presidência da República! Mais um arroubo populista da Dilma, bem ao estilo do Lula, do Chávez, do Evo Morales e da Cristina Kirchner! Um acinte ao ‘Santo Padre’ Papa Francisco I! Com mais essa atitude, esse governo enxovalha ainda mais a imagem do Brasil no exterior!…”

    – Merval e Eliane, muito obrigada pelos iluminados esclarecimentos! Ademais, Mariana Godoy, aqui pra nós, essa economia de merreca não irá alterar a expectativa do mercado com relação ao aumento da inflação, alta exorbitante da taxa dos juros, desaceleração da atividade econômica, a possibilidade de o Aécio ou o Eduardinho chegarem, com fôlego, ao segundo turno da próxima eleição presidencial, enfim…” Simpática jornalista Renata Lo Prete – “da Folha da ‘ditabranda’ e da ‘grobonews'”, e colega da Cristiane Lôbo!

    Prezado Gersier, felicidades ‘pra ocê’!

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Roberto Locatelli

31 de março de 2013 às 10h33

Quanto ao golpe de estado em preparação, ele não será desfechado pelo millenium, e sim pela trupe midiática do joaquim, em conluio com o PIG. O joaquim já declarou que existe uma “sinergia” entre o PIG e a sua trupe.

Responder

    Marcio H Silva

    01 de abril de 2013 às 00h46

    Quem viu o filme Django do Tarantino associa a imagem do Joaquim Barbosa ao do personagem do Samuel L. Jackson.

Messias Franca de Macedo

31 de março de 2013 às 10h10

A JORNALISTA *CYNARA MENEZES CONFIRMA MARCELO TAS! NO CAMINHO, RENATO ROVAI! ENTENDA

O perfeito imbecil politicamente incorreto
Este meu texto, publicado em outubro de 2011 no site de CartaCapital, voltou a circular espontaneamente hoje na rede como reação à absurda falta de ética travestida de humor praticada pelo programa CQC, da Bandeirantes, contra o deputado federal José Genoino, do PT –que já foi julgado e condenado pelo STF e merece respeito, inclusive como ser humano. Para refletir sobre o que é liberdade de expressão e o que é simplesmente agressão ao próximo.
(…)
2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.
*http://www.socialistamorena.com.br/o-perfeito-imbecil-politicamente-incorreto/

Vídeo sensacional: O corajoso repórter Marcelo Tas entrevista FHC
http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/03/28/video-sensacional-o-corajoso-reporter-marcelo-tas-entrevista-fhc/

DE NOVO, CINARA! O cidadão imbecil politicamente incorreto. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… ABESTADA, indecorosa, AÉTICA, traidora, despudorada, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Roberto Locatelli

31 de março de 2013 às 09h40

Os dois lados têm suas armas. As do lado de lá parecem mais poderosas: Millenium, Globo, Folha, Estadão e outros. As do lado de cá são milhares e milhares de militantes, incluindo-se aí os blogueiros progressistas.

Responder

Gersier

31 de março de 2013 às 08h43

Resumindo,um bando de crápulas carniceiros e apátridas.
Mundam-se as siglas,mas as serpentes continuam as mesmas.

Responder

Olegário

31 de março de 2013 às 08h04

Nossa! O pessoal da esquerda fala tanto em diversidade! Mas só vale quem dança conforme o figurino. Se tem ideias diferentes, que guarde elas no íntimo, falando com seus botões… Todo mundo que pensa diferente é automaticamente tachado de golpista…

Responder

Heraldo Souza

31 de março de 2013 às 05h59

Sugiro a leitura do livro a Trilateral ou o Site, lá encontraremos um vinculo entre esse pensamento colonialista e o IM. Via os Setúbal.

Responder

FrancoAtirador

30 de março de 2013 às 23h34

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.
Cálice
(Chico/Gil)

Por Chico e Milton

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)

(http://www.youtube.com/watch?v=26g1jQG-n4Y)




Responder

    FrancoAtirador

    31 de março de 2013 às 01h11

    .
    .
    LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO TEM DONO

    A partir do slogan do jornalista Rodrigo Vianna, solicitamos o sua assinatura para esta petição pública em apoio ao projeto de lei de Iniciativa Popular, para que o Congresso Brasileiro vote o Marco Regulatório da Comunicação.

    Ausência de pluralidade e diversidade na mídia atual, aliadas a uma legislação arcaica e defasada são fatores distantes dos padrões internacionais de liberdade de expressão, uma vez que não contemplam questões atuais, como as inovações tecnológicas e a convergência de mídias.

    A regulamentação da mídia na França data do final do século XIX, quando este país adotou a mais antiga Lei de Imprensa ainda em vigor no mundo, em 29 de julho de 1881.
    O marco regulatório francês teve grande influência sobre países europeus, como a Itália, a Espanha e Portugal, que adotaram medidas jurídicas semelhantes algum tempo depois.

    Estados Unidos e Reino Unido são alguns dos países onde essa regulação tornou-se necessária para o avanço da cidadania desses países.

    Na América Latina, a Argentina, Bolívia e Venezuela promulgaram seus marcos regulatórios da comunicação.

    No Brasil, onde ainda vigora o Código Nacional de Telecomunicações de 1962, não há uma regulação abrangente nessa área.

    (http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N38593)

gilberto gomes moreira

30 de março de 2013 às 22h51

O q mais me deixa indgnado é a falta de reação do pt frente as articulações e complôs da direita.

Responder

    Jbmartins

    30 de março de 2013 às 23h53

    Que tipo de reação, se fizer uma ação que seja, a grande midia vai dizer que são bardeneiros e antidemocratico et…., a unica maneira de acabar com isto será a derrota do instituto Milennium nas eleições. com isto a vitoria do Povo a Verdade.

    Mário SF Alves

    31 de março de 2013 às 17h36

    De que adianta jogar todas fichas nas costas PT se o Papa consegue ser Papa até sem ser pop. E o que são o PiG e o IM se comparados aos dois mil anos de radical conservadorismo da IC? Dois mil anos! Aliás, data de antes disso aquela estória de o mar se abrindo para tragar os egípcios.
    _____________________________________
    Interressante esse poder dos conservadorismo. O tempo pára mesmo. Isso sim é um milagre. Só um milagre explicaria isso. Ou… senão como é que se explica isso? Como é que o Tempo que é filho do Movimento pode ser forçado a parar? Bom… pensando bem, e descartado o milagre, só tem um jeito: fazendo cessar – na marra – o livre fluir das idéias; fazendo cessar na marra o movimento das idéias. Ainda que para isso se recorra a milhões de fogueiras; ainda que pra isso se quime milhões de Galileus, de Azenhas, de Messias, de Francos, de Fábios, de Genoinos, de Dirceus, de Viannas, de Eduardos Guimarães, de Saders, de Leandros, de Minos, enfim, se queime todas as cabeças através das quais possa vir à tona o novo, que é filho legítimo do livre escoar das ideias.
    ______________________________________________
    Jogar todas as fichas nas costas do PT? Como? Insensatez ao cubo!

Fabio Passos

30 de março de 2013 às 21h06

A pior “elite” do mundo abomina a democracia.
Apoiaram a tortura e o assassinato antes… e apoiarao novamente se tiverem a oportunidade.

Responder

    Mário SF Alves

    31 de março de 2013 às 17h54

    De fato abominam. Aliás, até toleram uma certa modalidade de democracia: a democracia deles. A democracia sem povo; a democracia sem demo, porém, sempre com um festival de cracias. Com PiGcracia/midiocracia; com sensacionalismocracia; com STFcracia; e, de preferência, com muita e inatingível Plutocracia/Corporationcracia.
    _________________________________
    E pior, nos esteites não é diferente. Só que o prosesso evolutivo deles lá foi diametralmente oposto ao do braZil-eterna-senzala de cá; até porque, lá, em algum lugar no tempo e espaço, a democracia existiu pra valer. A custa de quem ou do quê, aqui, agora, não importa.

Milton conti

30 de março de 2013 às 15h15

A RBS é cria da globo.
Não da para esperar nada que preste.

Responder

J Souza

30 de março de 2013 às 13h55

Hoje em dia é o judiciário que “tortura” as pessoas que desafiam os poderosos… É uma “tortura” mais “sutil” (?), mas que deixa marcas mesmo!
Em todo o país os que pensam diferente da velha mídia são perseguidos judicialmente.
E a “tortura” não acaba na condenação financeira, o prazer da “elite” é ameaçar as pessoas com os presídios desumanos, insalubres e violentos!
É com esses presídios assassinos que os membros do Instituto Millenium sonham para o Dirceu e o Genoíno!

Responder

RicardãoCarioca

30 de março de 2013 às 13h41

O que o IM tem a dizer sobre essa tragédia social nos EUA:

http://oglobo.globo.com/economia/corte-historico-nos-eua-7986177

Na lista de cortes, os rentistas não foram mencionados.

É isso que os ‘especialistas multiuso que nada conhecem de tudo’ da Rede Gloebbels e do restante do PiG querem para nós?

Responder

    Jbmartins

    30 de março de 2013 às 23h56

    Isto é resultado da Ameria Latina não financiar a gastança amaricana, ou seja nos não pagam,os juros como antigamente. Viva o Povo Brasileiro.

PauloH

30 de março de 2013 às 13h33

Empresários e jornalistas ligados ao PSOE na Espanha participaram da criação do El País em 1976, como uma alternativa à midia de direita, que mesmo depois da morte de Franco detinha praticamente o monopólio da informação. E hoje El País é o principal jornal de lá. Por que as forças de esquerda no Brasil não se movimentam para criar uma opção mais arejada de comunicação? Um grande jornal, uma grande revista, um portal de notícias… Mas precisa ser coisa grande, ambiciosa. Porque a midia alternativa é excelente como contraponto, mas as correntes de esquerda também têm que ter veículos que produzam conteúdo original, que sejam fonte primária de hardnews, que difundam massivamente seus colunistas. Ou seja, fazer o que a direita já faz hoje por meio da Veja, da Folha, do Estado, da Globo, da RBS, etc, etc, etc. Mas com uma cobertura mais sóbrea e menos tendenciosa que a desses meios. Do jeito que as coisas estão no Brasil, o surgimento de um único grande veículo nacional que fosse realmente imparcial (não precisa nem ser de esquerda, poderia ser neutro) já seria um avanço imenso.

Responder

    Abel

    30 de março de 2013 às 16h57

    Faz tempo que o “El País” deixou de ser referência de jornalismo de esquerda. Para refrescar a memória (recente): El País publicou foto falsa de Chávez na cama do hospital

    PauloH

    30 de março de 2013 às 22h52

    Concordo em termos, Abel. El País já não é propriamente um jornal “de esquerda”. Principalmente em relação à cobertura da América Latina. Mas ainda é um jornal bastante mais “à esquerda” do que o resto da grande midia espanhola. Mesmo no caso do chavismo, ainda sendo contra, El País consegue fazer uma cobertura infinitamente mais equilibrada que qualquer Veja ou Estadão. Mas esse não é o ponto. Usei o exemplo da criação de El País como uma boa iniciativa, naquela época, pra dotar o país de um contraponto à midia conservadora.

    jaime

    30 de março de 2013 às 17h51

    Concordo com você, PauloH. Ao final do governo Lula havia um projeto de desconcentração da mídia em andamento, que sua sucessora engavetou (por razões bastante diversificadas e questionáveis). Portanto, essa vertente se esgotou e não se pode ficar esperando nada que dependa da iniciativa deste governo. Pelo contrário, é preciso iniciativa dos interessados – e os maiores interessados são os leitores – para que se crie aqui algo como foi mencionado, tipo El País ou BBC. Já se fundou uma vez o Pasquim, contra tudo e contra todos, por que não se pode repetir?
    O curioso é que esta mídia predadora é a que está sendo “cevada”, reverenciada e subsidiada, enquanto a que poderia ser aliada do projeto de governo está sendo amordaçada. Vai entender…

Abel

30 de março de 2013 às 13h30

P.S.: faltou incluir a Casa das Garças (vulgo Instituto de Estudos de Política Econômica). É menos badalada que o Imil, mas segue a mesma linha ideológica e tem os mesmos financiadores (João Roberto Marinho, por exemplo).

Responder

Abel

30 de março de 2013 às 13h27

O título está errado – é 1964, não 1944. No mais, concordo inteiramente com a matéria. Aliás, está faltando um artigo sobre o Millenium (e suas reais intenções) na Wikipédia. Sobre o IPES e o IBAD já existem verbetes lá…

Responder

    Conceição Lemes

    30 de março de 2013 às 13h32

    Abel, já corrigimos. Obrigada. abs

    Abel

    30 de março de 2013 às 16h53

    De nada, Conceição. Agora, a correção da correção: tecnicamente, em 1964 só havia o IPÊS (que durou até 1972). O IBAD foi extinto por ordem judicial em fins de 1963 – antes da “Gloriosa”, portanto. Aliás, por falar em IBAD e golpe de 64, deixo aqui uma sugestão de leitura pertinente, diretamente da Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados: Assaltos ao parlamento: estudo comparativo dos episódios do Ibad e do Mensalão
    O que o julgamento do IBAD tem a ver com o do Mensalão? Leiam para entender o nexo…


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O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.