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Laranjal de Bolsonaro cresce: presidente do PSL em Minas, hoje ministro, simulou candidaturas de mulheres para desviar R$ 279 mil
As cinco candidatas em Minas, Queiroz e a filha personal trainer: o laranjal não para de crescer; fotos redes sociais e reprodução de vídeo
Política

Laranjal de Bolsonaro cresce: presidente do PSL em Minas, hoje ministro, simulou candidaturas de mulheres para desviar R$ 279 mil


04/02/2019 - 13h57

Da Redação

É uma clara demonstração de como o PSL, o partido de Jair Bolsonaro, valoriza as mulheres: tendo de cumprir o mínimo de 30% exigido pela Justiça Eleitoral no financiamento de candidaturas femininas, o presidente do partido em Minas produziu seu próprio laranjal para embolsar R$ 279 mil.

A denúncia é da Folha de S. Paulo.

Marcelo Álvaro Antônio, hoje ministro do Turismo, escalou Milla Fernandes, Debora Gomes, Naftali Tamar, Lilian Bernardino e Cleuzenir Barbosa como candidatas em Minas.

Somadas, elas tiveram pouco mais de 4 mil votos.

Receberam R$ 279 mil do fundo partidário.

Fazem parte da lista dos 20 candidatos que mais receberam dinheiro do PSL no Brasil.

Para se ter uma ideia, Joice Hasselman teve mais de um milhão de votos e recebeu 100 mil do partido.

Milla Fernandes, laranja de Minas, recebeu 72 mil e teve 334 votos.

As candidatas repassaram o dinheiro recebido a empresas ligadas ao atual ministro de Bolsonaro. Do total, destinaram R$ 184 mil a supostas panfletagens.

Cleuzenir chegou a registrar boletim de ocorrências no ano passado acusando asessores do então presidente do PSL mineiro de pedir de volta metade dos R$ 60 mil destinados a ela.

É “tecnologia de ponta” com a qual o PSL contribui para os métodos típicos do baixo clero: apresentação de notas falsas para garantir a verba anual de gabinete e contratação de funcionários fantasmas que devolvem parte do salário ao parlamentar são outras práticas comuns.

Foi o que aconteceu no caso de Fabrício Queiroz, o ex-policial militar motorista do agora senador Flávio Bolsonaro.

Amigo de Jair Bolsonaro há trinta anos, Fabrício é suspeito de operar o caixa da família.

Porém, há indícios de que era ligado à milícia de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga o caso.

Não há provas, ainda, de que Queiroz repassava dinheiro da milícia para os fabulosos negócios imobiliários fechados por Flávio Bolsonaro quando ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro.

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1 comentário

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Zé Maria

05 de fevereiro de 2019 às 14h46

Não é mais um paíZ de Bananas.
Agora, é de Laranjas…

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